
Cinquenta Tons de Liberdade 

E. L. James




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                                           Eplogo
       Mame! Mame! Mame est dormindo no cho. Ela est adormecida h muito
tempo. Eu escovo o cabelo dela do jeito que ela gosta. Ela no acorda. Eu tento acord-la.
Mame! Minha barriga di.  fome. Ele no est aqui. Estou com sede. Na cozinha, eu
puxo uma cadeira para a pia, e bebo gua de l. A gua respinga no meu suter azul.
Mame ainda est dormindo. Mame acorda! Ela no se mexe. Ela est fria. Eu vou buscar
o meu cobertor, e eu cubro a mame, e eu deito no tapete verde pegajoso ao lado dela.
Mame ainda est dormindo. Eu tenho dois carrinhos de brinquedo. Eles correm pelo
cho, onde a mame est dormindo. Eu acho que Mame est doente. Eu procuro algo
para comer. No freezer eu acho ervilhas. Elas esto frias. Eu as como lentamente. Eles
fazem o meu estmago doer. Eu durmo ao lado de mame. As ervilhas acabaram. No
congelador tem algo. Cheira engraado. Eu o lambo e minha lngua gruda. Eu o como
lentamente. Tem um gosto ruim. Eu bebo um pouco de gua. Eu brinco com meus carros,
e eu durmo ao lado de mame. Mame est to fria, e ela no acorda. Arrombam a porta
Eu cubro a mame com o meu cobertorzinho. Ele est aqui. Foda-se. Que diabos aconteceu
aqui? Ah, no, a filha da puta. Merda. Foda-se. Saia da minha frente, seu merdinha. Ele me chuta,
e Eu bato minha cabea no cho. Minha cabea di. Ele chama algum e vai embora. Ele
tranca a porta. Deito-me ao lado de mame. Minha cabea di. A policia est aqui. No.
No. No. No me toque. No me toque. No me toque. Eu fico do lado da mame. No.
Fique longe de mim. A policial pega meu cobertor, e ela me agarra. Eu grito. Mame!
Mame! Eu quero a minha mame. As palavras se foram. Eu no posso dizer mais nada.
Mame no pode me ouvir. Eu no tenho palavras.


       -- Christian! Christian! -- Sua voz  urgente, puxando-o das profundezas de seu
pesadelo, as profundezas do seu desespero. -- Eu estou aqui. Eu estou aqui.
       Ele acorda e ela est debruada sobre ele, agarrando seus ombros, sacudindo-o
seu rosto cheio com angstia, olhos azuis arregalados e marejados de lgrimas.
       -- Ana. -- Sua voz  um sussurro ofegante, o gosto do medo manchando sua
boca. -- Voc est aqui.
       -- Claro que eu estou aqui.
       -- Eu tive um sonho...




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         -- Eu sei. Eu estou aqui, eu estou aqui.
         -- Ana. -- Ele respira o seu nome, e  um talism contra o pnico correndo por seu
corpo.
         -- Silncio, eu estou aqui. -- Ela se enrola em torno dele, seus membros to
familiar aos dele, transmitindo calor em seu corpo, fazendo-o esquecer das sombras,
fazendo-o esquecer do medo. Ela  o sol, ela  a luz... Ela  sua.
         -- Por favor, no vamos brigar. -- Sua voz  rouca quando envolve seus braos em
volta dela.
         -- Ok.
         -- Os votos. No obedecer. Eu posso fazer isso. Ns encontraremos uma maneira.
-- As palavras saiam correndo de sua boca em uma queda de emoo, confuso e
ansiedade.
         -- Sim. Ns vamos. Ns vamos sempre encontrar uma maneira, -- ela sussurra e
seus lbios esto no dele, silenciando-o, trazendo-o de volta para a realidade.




                                             Captulo 01
         Eu admiro atravs de aberturas no guarda-sol o azul do cu, azul do vero, azul do
Mediterrneo com um suspiro de satisfao. Christian est ao meu lado, deitado numa
espreguiadeira. Meu marido, meu lindo marido, gostoso, sem camisa, em uma bermuda -
lendo um livro que prev o colapso do sistema bancrio ocidental. Como todo mundo diz,
 super excitante. Eu nunca o vi ficar to parado, nunca. Ele parece mais um estudante do
que o poderoso CEO (diretor executivo) de uma das maiores empresas privadas nos
Estados Unidos.
         Na etapa final da nossa lua-de-mel, ns descansamos no sol da tarde da praia
chamada de Beach Plaza Monte Carlo, em Mnaco, embora ns no estamos
realmente se hospedados no hotel. Abro os olhos e contemplo a Fair Lady ancorado no
porto. Ns estamos,  claro, a bordo de um iate luxuoso. Construda em 1928, ela flutua
majestosamente sobre a gua, rainha do todo os iates no porto. Ela parece um barco de dar
corda de brinquedo. Christian a ama - suspeito que ele est tentado a compr-la. Como
sempre, garotos e seus brinquedos.




3
         Sento, eu ouo a playlist de Christian no meu iPod novo e cochilo sob o sol da
tarde, lembrando de seu pedido de casamento. Oh seu maravilhoso pedido de casamento
na casa de barcos... Eu quase posso sentir o cheiro das flores do campo...


         -- Podemos casar amanh? -- Christian murmura baixinho no meu ouvido. Estou
deitada no seu peito sob o arco florido na casa de barcos, saciada depois de fazer
apaixonante amor.
         -- Hmm.
         -- Isso  um sim? -- Eu ouo sua voz cheia de esperana.
         -- Hmm.
         --  um no?
         -- Hmm.
         Sinto o seu sorriso. -- Miss Steele, voc est incoerente?
         Eu sorrio. -- Hmm.
         Ele ri e me abraa com fora, beijando o topo da minha cabea. -- Vegas, amanh,
ento.
         Sonolenta, eu levanto a cabea. -- Eu no acho que meus pais ficariam muito
felizes com isso.
         Ele toca as pontas dos dedos acima e abaixo das minhas costas nuas, me
acariciando gentilmente.
         -- O que voc quer, Anastasia? Vegas? Um grande casamento com todos os
enfeites? Diga-me.
         -- No grande... Apenas amigos e familiares. -- Eu olho para ele movida pela
silenciosa splica em seus brilhantes olhos cinzentos. O que ele quer?
         -- Tudo bem. -- Ele acena. -- Onde?
         Eu dou de ombros.
         -- Podemos fazer isso aqui? -- ele pergunta hesitante.
         -- Na casa dos seus pais? Ser que eles concordam?
         Ele bufa. -- Minha me iria para o cu de tanta felicidade.
         -- Ok, aqui ento. Tenho certeza que minha me e meu pai preferem assim.
         Ele acaricia o meu cabelo. Eu poderia estar mais feliz?
         -- Ento, ns decidimos onde, agora, quando?


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       -- Certamente voc deve perguntar a sua me.
       -- Hmm. -- O sorriso de Christian aumenta. -- Ela tem um ms, e apenas isso. Eu
quero voc demais para esperar algum tempo a mais.
       -- Christian, voc tem a mim. Voc me tem faz um tempo. Mas tudo bem, um ms
ento. -- Eu beijo seu peito, com um beijo suave, e sorrio para ele.


       -- Voc vai se queimar. -- Christian sussurra na minha orelha, acordando-me do
meu cochilo.
       -- S para voc. -- Eu dou-lhe o meu sorriso mais doce. O sol da tarde se mudou, e
agora est em seu brilho total. Ele sorri e, em um rpido movimento puxa minha
espreguiadeira para a sombra do guarda-sol.
       -- Fique longe do sol do Mediterrneo, Sra. Grey.
       -- Obrigado por seu altrusmo, Sr. Grey.
       -- Meu prazer, Sra. Grey, e eu no estou sendo altrusta. Se voc se queimar, eu
no serei capaz de tocar em voc. -- Ele levanta uma sobrancelha, os olhos brilhando de
alegria, e meu corao se expande. -- Mas eu suspeito que voc sabe disso e voc est
rindo de mim.
       -- Como eu poderia rir de voc? -- Eu suspiro, fingindo inocncia.
       -- Sim, voc faria e voc faz. Muitas vezes.  uma das muitas coisas que eu amo
sobre voc. -- Ele se inclina e beija-me, mordendo meu lbio inferior.
       -- Eu estava esperando voc passar mais um pouco de protetor solar em mim. --
Eu digo contra seus lbios.
       -- Sra. Grey  um trabalho obsceno... mas isso  uma oferta que no posso recusar.
Sente-se, -- ele ordena, sua voz rouca. Eu fao o que ele disse, e com golpes lentos
meticulosos de dedos fortes e flexveis, ele me cobre com protetor solar.
       -- Voc realmente  muito linda. Eu sou um homem de sorte, -- ele murmura
enquanto seus dedos passam sobre meus seios, espalhando a loo.
       -- Sim, voc , Sr. Grey. -- Eu olho timidamente para ele atravs de meus clios.
       -- Voc  a modstia em pessoa, Sra. Grey. Vire. Eu quero passar em suas costas.
       Sorrindo, viro e ele desfaz a ala de trs do meu terrivelmente caro biquni.
       -- Como voc se sentiria se eu fizesse topless, como as outras mulheres na praia?
-- Eu pergunto.


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         -- No ficaria muito feliz, -- diz ele, sem hesitar. -- Eu no estou muito feliz com
voc usando to pouca roupa agora. -- Ele se inclina e sussurra em meu ouvido. -- No
abuse da sorte.
         -- Isso  um desafio, Sr. Grey?
         -- No. Isso  apenas um fato, Sra. Grey.
         Eu suspiro e balano a cabea. Oh, Christian... Meu possessivo, controlador Christian.
Quando ele terminou, ele bateu em meu traseiro.
         -- Voc vai fazer, garota.
         Seu sempre presente, sempre ligado BlackBerry vibra. Eu fao uma careta e ele
sorri.
         -- Para meus olhos apenas, Sra. Grey. -- Ele levanta a sobrancelha brincando, d
um tapa no meu traseiro, mais uma vez, e se senta novamente em sua espreguiadeira
para atender a chamada.
         Minha deusa interior ronrona. Talvez esta noite poderamos fazer algum tipo de
show para seus olhos apenas. Ela sorri para si mesma, arqueando uma sobrancelha. Eu
sorrio com o pensamento e volto para o meu cochilo da tarde.
         "Mam'selle? Un Perrier pour moi, un luz Coca-Cola derramar ma femme, s'il vous plait.
Et quelque chose a manger... laissez-moi voir la carte".
         Hmm... Christian falando francs fluente me acorda. Meus clios se agitam por
causa do brilho do sol, e eu vejo Christian me olhando, enquanto uma mulher jovem de
uniforme vai embora, sua bandeja erguida, seu rabo de cavalo alto loiro balanando
provocativamente.
         -- Com sede? -- pergunta ele.
         -- Sim, -- eu murmuro sonolenta.
         -- Eu poderia olhar para voc o dia inteiro. Cansada?
         Eu ruborizo. -- Eu no dormi muito na noite passada.
         -- Eu tambm no. -- Ele sorri, coloca o seu BlackBerry, e levanta. Seus shorts
caem um pouco... De forma que revelava um pouco de sua sunga. Christian tira seus
shorts, saindo de seus chinelos. Eu perco minha linha de pensamento.
         -- Vem mergulhar comigo. -- Ele estende a mo enquanto eu olho para ele,
atordoada. -- Nadar? -- diz ele de novo, inclinando a cabea para um lado, uma




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expresso divertida em seu rosto. Quando eu no respondo, ele balana a cabea
lentamente.
       -- Eu acho que voc precisa de um toque de despertar. -- De repente, ele se lana e
levanta-me em seus braos enquanto eu grito, mais de surpresa do que de alarme.
       -- Christian! Coloque-me no cho! -- Eu grito.
       Ele ri. -- S no mar, baby.
       Vrios banhistas na praia olham rindo com desinteresse to tpico, agora eu
percebo, o francs enquanto Christian leva-me ao mar, rindo, e caminha contra a fora da
correnteza.
       Eu coloco meus braos ao redor de seu pescoo. -- Voc no faria isso. -- Eu digo
sem flego, tentando abafar meu sorriso.
       Ele sorri. -- Oh, Ana, querida, voc no aprendeu nada no pouco tempo que nos
conhecemos? -- Ele me beija, e eu aproveito minha oportunidade, correndo os dedos
atravs de seu cabelo, agarrando duas mechas e beijando-o para trs, enquanto invadindo
sua boca com a minha lngua. Ele inala bruscamente e se inclina para trs, os olhos
nublados, mas cauteloso.
       -- Eu conheo o seu jogo, -- ele sussurra e lentamente afunda na gua fria,
transparente, levando-me com ele encontrando seus lbios com os meus mais uma vez. O
frio do Mediterrneo  logo esquecido, quando eu envolvo meus braos em meu marido.
       -- Eu pensei que voc queria nadar, -- murmuro contra sua boca.
       -- Voc  bastante distravel. -- Christian roa os dentes ao longo do meu lbio
inferior. -- Mas eu no tenho certeza se quero o bom povo de Monte Carlo veja a minha
esposa no clmax da paixo.
       Eu corro meus dentes ao longo de sua mandbula, a barba faz ccegas contra a
minha lngua, no me importando nem um pouco para o bom povo de Monte Carlo.
       -- Ana, -- ele geme. Ele envolve meu rabo de cavalo em seu pulso e puxa
suavemente, inclinando minha cabea para trs, expondo minha garganta. Ele arrasta
beijos do meu ouvido ao meu pescoo.
       -- Devo lev-la ao mar? -- ele respira.
       -- Sim, -- eu sussurro.
       Christian se afasta e olha para mim, os olhos quentes, cheios de desejo e divertidos.
-- Sra. Grey, voc  insacivel e muito descarada. Que tipo de monstro tenho criado?


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       -- Um monstro feito para voc. Gostaria de me ter de outra maneira?
       -- Eu a teria em qualquer lugar que eu pudesse, voc sabe disso. Mas no agora.
No com o pblico. -- Ele empurra a cabea na direo da praia.
       O qu?
       Com certeza, vrios banhistas na praia abandonaram sua indiferena e agora nos
olham com interesse. De repente, Christian me agarra ao redor da minha cintura e me
lana para o ar, deixando-me cair na gua e afundar nas ondas para a areia macia abaixo.
Eu vou para a superfcie, tossindo, cuspindo e rindo.
       -- Christian, -- eu xingo, olhando para ele. Eu pensei que amos fazer amor no
mar... E marcar ainda uma outra -- primeira vez. Ele morde o lbio inferior para abafar
sua risada. Eu jogo gua nele, e ele tambm espirra gua em mim.
       -- Temos a noite toda, -- ele diz, sorrindo como um idiota. -- Mais tarde, baby. --
Ele mergulha sob o mar e aparece na superfcie trs metros longe de mim, ento em
graciosos movimentos, nada para longe da costa, longe de mim.
       Gah! Cinqenta, tentador! Eu protejo os olhos do sol enquanto eu o vejo ir. Ele  uma
provocao... O que posso fazer para recuper-lo? Enquanto eu nado de volta para a costa,
eu contemplo minhas opes. Nossas bebidas chegaram, e eu tomo um gole rpido de
Coca-Cola. Christian  um ponto pequeno distante.
       Hmm... Deito-me de barriga pra baixo e, me atrapalhando com o fecho, tiro a parte
de cima de meu biquni e o coloco casualmente na espreguiadeira de Christian. Pronto...
Veja o quo descarada eu posso ser, Sr. Grey. Engula isso. Fechei os olhos e deixei o sol
aquecer a minha pele... Aquecer meus ossos, e relaxo sob seu calor, meus pensamentos se
voltando para o dia do meu casamento.


       -- Pode beijar a noiva, -- o reverendo Walsh anuncia.
       Olho para o meu marido.
       -- Finalmente, voc  minha, -- ele sussurra e puxa-me em seus braos e me beija
amavelmente nos lbios.
       Sou casada. Eu sou a Sra. Christian Grey. Estou tonta de tanta alegria.
       -- Voc est linda, Ana, -- ele murmura e sorri, seus olhos brilhando com amor... E
algo mais escuro, algo sexy. -- No deixe ningum tirar seu vestido, que no seja eu,




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entendeu? -- Seu sorriso aquece quando acaricia seus dedos no meu rosto, inflamando o
meu sangue.
         Puta merda... Como ele faz isso, mesmo aqui com todas essas pessoas olhando para ns?
         Concordo com a cabea em silncio. Eita, espero que ningum possa nos ouvir.
Felizmente Reverendo Walsh deu um passo para trs discretamente. Eu olho para a
multido reunida em suas roupas de casamento...
         Minha me, Ray, Bob, e os Greys esto todos aplaudindo - at Kate, minha dama
de honra, que est linda em rosa plido ao lado de Elliot, irmo de Christian. Quem
saberia que mesmo Elliot poderia melhorar tanto? Todos mostram seus sorrisos mais
bonitos, mais radiante, exceto radiante Grace, que chora graciosamente em um branco
delicado leno.
         -- Pronta para a festa, Sra. Grey? -- Christian murmura, dando-me seu sorriso
tmido. Eu derreto. Ele parece um deus em um smoking preto simples com colete prata e
gravata. Ele  to... impetuoso.
         -- Nunca estive to pronta. -- Eu sorrio, com um sorriso totalmente bobo no meu
rosto.
         Mais tarde, a festa de casamento est no auge... Carrick e Grace foram para cidade.
Eles arrumaram a tenda novamente e est maravilhosamente decorada em rosa plido,
prata e marfim com seus lados abertos, de frente para a baa. Fomos abenoados com bom
tempo, e o sol da tarde brilha sobre a gua. H uma pista de dana de um lado da
marquise, um luxuoso buffet no outro.
         Ray e minha me esto danando e rindo juntos. Eu me sinto muito feliz em v-los
juntos. Espero que Christian e eu dure mais tempo do que eles duraram. Eu no sei o que
eu faria se ele me deixasse. Espero no me arrepender de ter casado to depressa, to cedo.
Assombraes dizem na minha cabea.
         Kate est ao meu lado, e est linda em seu vestido de seda longo. Ela olha para
mim e franze a testa. -- Ei, isso era para ser o dia mais feliz de sua vida, -- ela me
repreende.
         -- , -- eu sussurro.
         -- Oh, Ana, o que h de errado? Voc est assistindo a sua me e Ray?
         Concordo com a cabea, tristemente.
         -- Eles esto felizes.


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        -- Mais felizes longe um do outro.
        -- Voc est com dvidas? -- Kate pergunta, alarmada.
        -- No, nem um pouco.  s... Eu o amo muito. -- Eu congelo, sem poder controlar
meus medos.
        -- Ana,  bvio que ele te adora. Eu sei que voc teve um incio pouco
convencional para seu relacionamento, mas eu posso ver o quo feliz vocs dois estavam
no ms passado. -- Ela agarra minhas mos, apertando-as. -- Alm disso, agora  tarde
demais, -- ela acrescenta com um sorriso.
        Eu rio. Confio na Kate para me dizer o que eu j sei. Ela me puxa para um
Katherine Kavanagh Abrao Especial. -- Ana, voc vai ficar bem. E se ele ferir um cabelo
em sua cabea, ele vai ter que responder a mim. -- Me soltando, ela sorri para quem est
atrs de mim.
        -- Oi, amor. -- Christian coloca os braos em volta de mim, me surpreendendo, e
beija minha testa. -- Kate, -- ele acena. Ele ainda  frio em sua presena, mesmo depois de
seis semanas.
        -- Ol de novo, Christian. Eu estou tentando achar o seu irmo. -- Com um sorriso
para ns dois, ela se dirige at Elliot, que est bebendo com seu irmo Ethan e nosso amigo
Jos.
        -- Hora de ir, -- murmura Christian.
        -- J? Esta  a primeira festa que eu j fui que eu no me importo de ser o centro
das atenes. -- Afasto-me de seus braos para encar-lo.
        -- Voc merece ser. Voc est deslumbrante, Anastasia.
        -- Voc tambm.
        Ele sorri, seu sorriso quente. -- Este vestido fica lindo em voc.
        -- Essa coisa velha? -- Eu coro timidamente e mexo na fita rendada do meu
vestido de noiva desenhado para mim pela me de Kate. Eu adoro a parte em que a renda
 cada no ombro, recatado, mas sedutor, eu espero.
        Ele se curva e me beija. -- Vamos. Eu no quero dividir voc com todos estas
pessoas mais.
        -- Podemos deixar o nosso prprio casamento?
        -- Baby,  a nossa festa, e ns podemos fazer o que quisermos. Ns vamos cortar o
bolo. E agora, eu gostaria de lev-la longe e ter voc s para mim.


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       Eu rio. -- Voc tem-me para toda a vida, Sr. Grey.
       -- Estou muito feliz em ouvir isso, Sra. Grey.
       -- Oh, que lindos vocs dois so! Esses pombinhos.
       Eu rio prazerosamente... A me de Grace nos encontrou.
       -- Christian querido, mais uma dana com a sua av?
       Christian sorri. --  claro que sim, vov.
       -- E voc, linda Anastacia, v e faa um velho feliz, dance com o Theo.
       -- Theo, Sra. Trevelyan?
       -- Vov Trevelyan. E eu acho que voc pode me chamar de vov. Agora, vocs
dois precisam comear a trabalhar nos meus bisnetos. No vou durar muito
mais tempo. -- Ela nos d um sorriso.
       Christian pisca para ela em horror. -- Vem, vov, -- diz ele, s pressas tomando-
lhe a mo e levando-a para a pista de dana. Ele olha para mim, praticamente fazendo
beicinho, e revira os olhos. -- Depois, baby.
       Quando eu ando em direo ao vov Trevelyan, Jos se aproxima de mim.
       -- Eu no vou te pedir outra dana. Eu acho que monopolizei seu tempo na pista
de dana o suficiente... Estou feliz em v-la feliz, mas eu estou falando srio, Ana. Eu vou
estar aqui... Se voc precisar de mim.
       -- Jos, obrigado. Voc  um bom amigo.
       -- Eu estou falando srio. Seus olhos escuros brilham com sinceridade.
       -- Eu sei. Obrigado, Jos. Agora, por favor, me d licena, eu tenho um encontro
com um idoso.
       Ele franze sua testa em confuso.
       -- Av de Christian, -- eu digo.
       Ele sorri. -- Boa sorte ento, Annie. Boa sorte com tudo.
       -- Obrigado, Jos.
       Depois da minha dana com o sempre encantador av de Christian, fico junto s
portas francesas, observando o sol mergulhar lentamente sobre Seattle, lanando sombras
sobre a baa.
       -- Vamos -- Christian ordena.




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         -- Eu tenho que trocar de roupa -- eu agarro suas mos, com a inteno de pux-lo
pelas portas francesas para o andar superior. Ele franze a testa, sem entender, e tira suas
mos suavemente de minhas mos, interrompendo-me.
         -- Eu pensei que voc queria ser o nico a tirar esse vestido, -- eu explico. Seus
olhos acendem.
         -- Certo -- ele sorri. -- Mas eu no vou despir voc aqui. Ns no sairamos at...
Eu no sei... -- Ele acena com seus dedos longos, deixando a frase inacabada, mas o
significado dela muito claro. Eu coro e largo a sua mo. -- E no solte seu cabelo tambm
-- ele murmura sombriamente.
         -- Mas...
         -- Sem mais, Anastasia. Voc est linda. E eu quero ser o nico a despir voc.
         Oh. Eu franzo a testa.
         -- Arrume suas roupas de viagem, -- ele ordena -- Voc vai precisar delas. Taylor
j pegou sua mala principal.
         -- Tudo bem. -- O que ele tem planejado? Ele no me disse para onde estamos
indo. Na verdade, eu acho que ningum sabe para onde estamos indo. Nem Mia nem Kate
conseguiram arrancar alguma informao dele. Viro-me para onde minha me e Kate
esto.
         -- Eu no vou me trocar.
         -- O qu? -- Minha me diz.
         -- Christian no quer que eu me troque. -- Eu dou de ombros, como se isso
explicasse tudo. Sua testa franze brevemente.
         -- Voc no prometeu obedecer, -- ela me lembra. Kate tenta disfarar sua
intromisso com uma tosse. Eu estreito meus olhos para ela. Nem ela nem minha me tm
idia da briga que Christian e eu tivemos sobre isso. No quero ter que refazer meu
argumento. Meu Cinqenta pode ficar de mau humor... E ter pesadelos. A lembrana 
incmoda.
         -- Eu sei, me, mas ele gosta deste vestido, e eu quero agrad-lo.
         Sua expresso suaviza. Kate revira os olhos e discretamente se afasta para deixar-
nos sozinhas.




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       -- Voc est linda, querida. -- Carla toca suavemente uma mecha solta do meu
cabelo e acaricia meu queixo. -- Estou to orgulhosa de voc, querida. Voc vai fazer
Christian um homem muito feliz. -- Ela me puxa para um abrao.
       Oh, me!
       -- Eu no posso acreditar o quo crescida voc est agora. Comeando uma nova
vida... No se esquea que os homens so de um planeta diferente, e voc vai ficar bem.
       Eu rio. Christian  de um universo totalmente diferente, se ela soubesse.
       -- Obrigado, me.
       Ray se une a ns, sorrindo docemente para minha me e eu.
       -- Voc fez uma linda menina, Carla, -- ele diz, com os olhos brilhando com
orgulho. Ele est muito elegante em seu smoking preto e colete rosa plido. Lgrimas
invadem meus olhos. Oh, no... At agora eu consegui no chorar.
       -- E voc a ajudou a crescer, Ray, -- a voz da Carla  melanclica.
       -- E eu adorei cada minuto. Voc  umas das noivas mais bonitas que eu j vi,
Annie. -- Ray coloca um fio de cabelo atrs da minha orelha.
       -- Oh, papai... -- Eu abafo um soluo, e ele me abraa do seu jeito estranho.
       -- Voc vai fazer Christian muito feliz tambm -- ele sussurra, com a voz rouca.
       Quando me solta, Christian est novamente ao meu lado.
       Ray aperta sua mo calorosamente. "Cuide bem de minha menina, Christian".
       -- Essa  minha inteno, Ray. Carla. -- Ele acena para meu padrasto e beija minha
me.
       O resto dos convidados fazem um arco com seus braos na frente da casa.
       -- Pronto? -- Christian diz.
       -- Sim.
       Tomando minha mo, ele me conduz pelo arco humano, enquanto nossos
convidados gritam boa sorte e parabns e jogam arroz sobre ns. No final do arco esto
Grace e Carrick nos esperando com um sorriso no rosto. Grace fica toda emotiva quando
ns nos despedimos deles.
       Taylor est esperando para nos levar embora no Audi SUV. Enquanto Christian
abre a porta do carro para mim, eu me viro e jogo meu buqu de flores para a multido de
mulheres que se reuniram. Mia triunfante agita o buqu, sorrindo de orelha a orelha.




13
        Quando eu deslizo para o SUV rindo da audaciosa pegada de Mia, Christian se
curva para pegar a barra do meu vestido. Assim que eu estou em segurana, ele acena
para a multido em despedida.
        Taylor tem a porta do carro aberta para ele. -- Parabns, senhor.
        -- Obrigado, Taylor, -- Christian responde quando se senta ao meu lado.
        Assim que Taylor se afasta, nossos convidados comeam a regar o veculo com
arroz. Christian agarra minha mo e beija meus dedos.
        -- Tudo timo at agora, Sra. Grey?
        -- At agora, tudo maravilhoso, Sr, Grey. Para onde estamos indo?
        -- Sea-Tac, -- ele diz simplesmente e sorri um sorriso de orelha a orelha.
        Hmm... O que ele est planejando?
        Taylor no dirige para o terminal de embarque como eu esperava, e sim para um
porto de segurana e depois diretamente sobre a pista de vo. O qu? E ento eu vejo, o
jato de Christian... Grey Enterprises Holdings Inc. Em letras azuis grandes em toda a sua
fuselagem.
        -- No me diga que voc est fazendo mau uso da propriedade da empresa de
novo!
        -- Oh, eu espero que sim, Anastasia -- Christian sorri.
        Taylor para ao p dos degraus que levam at o avio e sai do Audi para abrir a
porta de Christian. Eles tm uma breve discusso, em seguida Christian abre minha porta
e, em vez de recuar para me dar espao para sair, ele inclina-se e leva-me em braos.
        Uau! -- O que voc est fazendo? -- Eu pergunto.
        -- Te carregando at o jato, -- ele diz.
        -- Ah. -- Isto no se  para fazer em casa?
        Ele sobe os degraus, me carregando sem esforos, e Taylor segue com minha mala.
Ele a deixa no limiar do avio antes de retornar ao Audi. Dentro da cabine, eu reconheo
Stephan, piloto de Christian, em seu uniforme.
        -- Bem-vindo a bordo, Sr, Sra. Grey. -- Ele sorri.
        Christian me coloca no cho e aperta a mo de Stephan. Ao lado dele est uma
mulher de cabelos escuros com seus trinta e poucos anos. Ela tambm est de uniforme.
        -- Parabns a ambos, -- Stephan continua.




14
       -- Obrigado Stephan, Anastasia, voc conhece Stephan. Ele  o nosso capito hoje e
esta  a primeira oficial Beighley.
       Ela cora e pisca rapidamente. Eu rolo meus olhos. Outra fmea completamente
cativada pelo meu marido bonito-demais-para-seu-prprio-bem.
       -- Prazer em conhec-la --diz Beighley. Sorrio gentilmente para ela. Afinal, agora
ele  meu.
       -- Tudo pronto para a decolagem? -- Christian pergunta-lhes enquanto eu olho ao
redor da cabine. O interior  todo em madeira de bordo plido e couro creme claro. 
lindo. Outra jovem de uniforme est de p na outra extremidade da cabine  uma morena
muito bonita.
       -- O tempo est limpo e est bom daqui at Boston.
       Boston?
       -- Turbulncia?
       -- No antes de Boston. H uma frente fria sobre Shannon, que pode nos dar uma
viagem difcil.
       Shannon? Irlanda?
       -- Entendo. Bem, espero dormir durante isso, -- diz Christian com naturalidade.
       Dormir?
       -- Ns j vamos decolar, senhor, -- diz Stephan. -- Vamos deix-lo aos cuidados
de Natlia, a comissria de bordo. -- Christian olha em sua direo e franze a testa, mas se
volta para Stephan com um sorriso.
       -- Excelente, -- ele diz. Segurando minha mo, ele me leva para um dos
confortveis bancos de couro. No devem ter nem doze no total.
       -- Sente-se, -- ele diz enquanto tira seu casaco e seu colete. Sentamos nos dois
assentos individuais, um de frente para o outro com uma pequena mesa entre ns.
       -- Bem-vindo a bordo, senhor, senhora, e parabns. -- Natalia est ao nosso lado,
oferecendo para ns um copo de champanhe ros.
       -- Obrigado, -- Christian diz, e ela sorri educadamente para ns e vai para dentro.
       -- Um brinde para uma vida conjugal feliz, Anastasia. -- Christian brinda comigo.
O champanhe  delicioso.
       -- Bollinger? -- eu pergunto.
       -- Esse mesmo.


15
         -- A primeira vez que eu bebi isso, foi em xcaras, -- eu sorrio.
         -- Eu me lembro bem desse dia. Sua formatura.
         -- Para onde vamos? -- Eu sou incapaz de conter a minha curiosidade por mais
tempo.
         -- Shannon -- Christian diz, com os olhos brilhando de emoo. Ele parece um
menino.
         -- Na Irlanda? -- Ns estamos indo para a Irlanda!
         -- Para reabastecer -- ele acrescenta, brincando.
         -- E depois? -- Eu pergunto.
         Seu sorriso aumenta e ele inclina a cabea.
         -- Christian!
         -- Londres -- ele diz, olhando fixamente para mim, tentando avaliar minha reao.
         Eu suspiro. Puta merda. Pensei que estaria indo para Nova York ou Aspen ou talvez
o Caribe. Eu mal posso acreditar. Minha vida inteira eu sonhei em visitar a Inglaterra.
Felicidade ilumina o meu rosto.
         -- Depois Paris.
         O qu?
         -- Depois, o sul da Frana.
         Uau!
         -- Eu sei que voc sempre sonhou em ir para a Europa, -- ele diz em voz baixa. --
Eu quero tornar seus sonhos realidade, Anastasia.
         -- Voc  o meu sonho, Christian.
         -- E voc o meu, -- ele sussurra.
         Oh meu...
         -- Aperte o cinto.
         Eu sorrio e fao o que ele diz.
         Quando o avio decola da pista, bebemos nosso champanhe, sorrindo um para o
outro. Eu no posso acreditar. Aos vinte e dois anos de idade, eu finalmente estou
deixando os Estados Unidos e indo para a Europa, para Londres.
         Assim que estamos no ar, Natalia no serve mais champanhe e prepara nosso
banquete de casamento. E que banquete  salmo defumado, seguido por perdiz assado




16
com uma salada de feijo verde e batatas dauphinoise, todos preparados e servidos pela
eficiente Natalia.
       -- Sobremesa, Sr. Grey? -- Ela pergunta.
       Ele balana a cabea e corre o dedo em seu lbio inferior quando ele olha
interrogativamente para mim, sua expresso escura e ilegvel.
       -- No, obrigada, -- murmuro, incapaz de quebrar o contato visual com ele. Seus
lbios se abrem em um pequeno sorriso e Natalia se retira.
       -- Bom, -- ele murmura. -- Eu prefiro ter voc para a sobremesa.
       Oh... Aqui?
       -- Venha, -- ele diz, levantando-se da mesa e me oferecendo sua mo. Ele me leva
para a parte traseira da cabine.
       -- H um banheiro aqui. -- Ele aponta para uma pequena porta, em seguida leva-
me para um corredor curto e abre uma porta no final dele.
       Eita... Um quarto. A cabine  creme e revestida de madeira e uma pequena cama de
casal est coberta de almofadas douradas. Parece muito confortvel.
       Christian se vira e puxa-me em seus braos, olhando para mim.
       -- Eu pensei que ns podamos passar nossa noite de npcias  35 mil ps.  algo
que eu nunca fiz antes.
       Puta merda... Outra primeira vez. Eu o encaro, meu corao batendo... Sexo nas
alturas. Eu j ouvi sobre isso.
       -- Mas primeiro eu tenho que tirar voc desse vestido lindo. -- Seus olhos brilham
com amor e algo mais sombrio, algo que eu amo... Algo que chama a minha deusa interior.
Ele tira meu flego.
       -- Vire-se. -- Sua voz  baixa, autoritria e sexy. Como ele pode prometer tanto
com duas palavras? Voluntariamente eu cumpro e suas mos acariciam meu cabelo.
Gentilmente ele puxa para fora cada um dos grampos, um de cada vez, com seus peritos
dedos. Meu cabelo cai sobre meus ombros, cobrindo minhas costas e meus seios. Eu tento
ficar parada e no me mexer, mas eu estou ansiando por seu toque. Aps um dia longo e
cansativo e emocionante, eu quero ele, tudo dele.
       -- Voc tem um cabelo to bonito, Ana. -- Sua boca est perto do meu ouvido e eu
sinto sua respirao, embora seus lbios no me toquem. Quando meu cabelo est livre de
grampos, ele corre seus dedos atravs dele, massageando suavemente o couro cabeludo...


17
Oh meu... Eu fecho meus olhos e saboreio a sensao. Seus dedos vo mais para baixo,
empurrando minha cabea para trs, expondo minha garganta.
       -- Voc  minha -- ele respira e seus dentes mordem minha orelha.
       Eu gemo.
       -- Silncio agora, ele adverte. Ele varre meu cabelo sobre meu ombro e trilha um
dedo na parte superior das costas de ombro a ombro seguindo a borda do meu vestido. Eu
tremo em antecipao. Ele planta um beijo carinhoso em minhas costas acima do primeiro
boto do meu vestido.
       -- To bonita -- ele diz enquanto habilmente desabotoa o primeiro boto. -- Voc
me fez o homem mais feliz do mundo hoje. -- Com uma lentido infinita, ele desabotoa
cada boto do vestido at minhas costas. -- Eu te amo tanto -- Trilhando beijos em minha
nuca at a borda do meu ombro. Entre cada beijo, ele murmura -- Eu. Te. Desejo. Muito.
Quero. Estar. Dentro. De. Voc.Voc. . Minha.
       Cada palavra  inebriante. Eu fecho meus olhos e inclino minha cabea, dando-lhe
acesso ao meu pescoo, e eu caio sob o feitio de Christian Grey, meu marido.
       -- Minha -- ele sussurra mais uma vez. Ele desce meu vestido por meus braos
para que ele caia em meus ps, em uma nuvem de marfim de seda e rendas.
       -- Vire-se, -- ele sussurra, sua voz repentinamente rouca. Eu o fao e ele suspira.
       Eu estou vestida com um apertado espartilho de cetim rosa com cintas ligas,
combinando, calcinha rendada e meias de seda branca. Os olhos de Christian viajam
avidamente pelo meu corpo, mas ele no diz nada. Ele s olha pra mim, os olhos
arregalados de desejo.
       -- Voc gosta? -- Eu sussurro consciente do rubor tmido em minhas bochechas.
       -- Mais do que gosto, baby. Voc est maravilhosa. Aqui. -- Ele estende a mo e eu
a pego, saindo do meu vestido.
       -- Fique quieta, -- ele murmura e sem tirar os olhos escuros dos meus, ele corre o
dedo mdio sobre os meus seios, seguindo a linha do meu espartilho. Minha respirao
falha e ele repete a viagem sobre meus seios, mais uma vez, seu dedo tentador mandando
arrepios at minha espinha. Ele para e gira o dedo indicador no ar, indicando que ele quer
que eu vire.
       Para ele, agora, eu faria qualquer coisa.




18
       -- Pare, -- ele diz. Eu estou encarando a cama, longe dele. Seu brao envolve
minha cintura, puxando-me contra ele, e ele roa seu nariz em meu pescoo. Gentilmente
ele acaricia meus seios, brincando com ele, enquanto faz crculos com seus polegares sobre
os mamilos para que eles sobressaiam sobre o tecido do meu espartilho.
       -- Minha, -- ele sussurra.
       -- Sua, -- eu respiro.
       Deixando meus seios, ele passa as mos pelo meu estmago, sobre a minha barriga,
e at minhas coxas, roando seu polegar em meu sexo. Eu abafo um gemido. Seus dedos
deslizam abaixo de cada liga, e com sua destreza habitual, ele simultaneamente tira cada
uma de minhas meias. Suas mos viajam para trs.
       -- Minha -- ele respira com as mos estendidas em toda a minha parte traseira, as
pontas de seus dedos roando meu sexo.
       -- Ah.
       -- Quieta. -- Suas mos percorrem as costas das minhas coxas, e mais uma vez ele
desfaz minhas ligas.
       Inclinando-se, ele puxa a colcha da cama. -- Sente-se.
       Eu fao o que me pede e ele se ajoelha aos meus ps, tirando cada par do meu
Jimmy Choo branco. Ele agarra o topo da minha meia esquerda e lentamente a retira,
correndo os polegares para baixo da minha perna... Oh meu. Ele repete o processo com
minha outra meia.
       -- Isso  como desembrulhar meu presente de Natal. -- Ele sorri para mim atravs
de seus longos clios escuros.
       -- Um presente que voc j tinha...
       Ele franze a testa em advertncia. -- Oh, no, querida. Desta vez  realmente meu.
       -- Christian, eu sou sua desde que disse sim. -- Eu me inclino para frente,
colocando seu rosto em minhas mos. -- Eu sou sua. Eu sempre vou ser sua, meu marido.
Agora, eu acho que voc est vestindo roupas demais. -- Eu me curvo para beij-lo, e de
repente ele se inclina para cima, beija meus lbios, e agarra minha cabea com as mos, os
dedos em meu cabelo.
       -- Ana, -- ele respira -- Minha Ana. -- Seus lbios dizem meu nome mais uma
vez, sua lngua invasivamente persuasiva.




19
       -- Roupas, -- eu sussurro, nossa respirao se misturando enquanto tento tirar seu
colete e ele me ajuda, liberando-me por um momento. Ele faz uma pausa, olhando para
mim, os olhos arregalados de desejo.
       -- Deixe-me, por favor. -- Minha voz  suave e persuasiva. Quero despir meu
marido, meu Cinqenta.
       Ele se agacha, e inclinado para frente, eu agarro sua gravata  sua gravata cinza
listrada, minha gravata favorita  e lentamente a desfao e a tiro. Ele levanta o queixo para
me deixar desabotoar o colarinho de sua camisa branca, em seguida, uma vez que 
desfeita, eu passo para as suas abotoaduras. Ele est usando abotoaduras gravadas com
um A entrelaado com um C  meu presente de casamento para ele. Quando as removo,
ele as pega de mim e as coloca na mo. Ento ele as beija e as coloca no bolso da cala.
       -- Sr. Grey, to romntico.
       -- Para voc, Sra. Grey, corao e flores. Sempre.
       Eu pego a sua mo e olhando-o atravs de meus clios, eu beijo sua aliana de
casamento. Ele geme e fecha os olhos.
       -- Ana, -- ele sussurra e meu nome  uma orao.
       Chegando ao seu segundo boto da camisa, olhando para ele antes, planto um beijo
suave em seu peito enquanto eu desfao cada um dos botes e sustentando entre cada
beijo, -- Voc. Me. Faz. To. Feliz. Eu. Te. Amo.
       Ele geme, e em um movimento rpido, me aperta pela cintura e me levanta sobre a
cama, me seguindo. Seus lbios encontram os meus, suas mos enrolando em torno da
minha cabea, me segurando firme enquanto nossas lnguas se entrelaam entre si.
Christian se ajoelha abruptamente, me deixando sem flego e querendo mais.
       -- Voc  to bonita... Esposa. -- Ele passa as mos pelas minhas pernas, ento
agarra meu p esquerdo. -- Voc tem pernas encantadoras. Eu quero beijar cada
centmetro delas. Comeando aqui. -- Ele pressiona seus lbios contra meu dedo do p.
Tudo abaixo da minha cintura convulsiona. Sua lngua desliza at meu peito do p, minha
panturrilha, suaves beijos molhados. Eu me movo debaixo dele.
       -- Fique quieta, Sra. Grey, -- ele avisa, e de repente me deixa de bruos,
continuando sua jornada com a boca at minhas panturrilhas, para minhas coxas, minhas
costas, e ento ele para. Eu gemo.
       -- Por favor...


20
       -- Eu te quero nua -- ele murmura e lentamente abre meu espartilho, um fecho de
cada vez. Sobre a superfcie plana da cama, ele corre a lngua por todo o comprimento da
minha espinha.
       -- Christian, por favor.
       -- O que voc quer, Sra. Grey? -- Suas palavras so suaves e prximas ao meu
ouvido. Ele est quase deitado em cima de mim... Eu posso sentir sua ereo contra meu
traseiro.
       -- Voc.
       -- E eu a voc, meu amor, minha vida... -- ele sussurra, e antes que eu me d
conta, ele me vira de frente para ele. Ele se levanta rapidamente e em um movimento
eficiente, se livras das calas e cuecas boxer, de modo a ficar gloriosamente nu e
ameaador sobre mim. A pequena cabana  eclipsada por sua beleza deslumbrante e sua
necessidade e desejo por mim. Ele se inclina e tira minha calcinha, ento olha para baixo e
me encara.
       -- Minha -- ele sussurra.
       -- Por favor -- eu imploro, e ele sorri... Um lascivo, mau, e tentador sorriso aberto.
       Ele rasteja de volta para a cama e beija minha perna direita desta vez... At que ele
atinge o pice de minhas coxas. Ele abre minhas pernas.
       -- Ah... minha esposa, -- ele murmura e ento sua boca est em mim. Eu fecho
meus olhos e me rendo  sua lngua to hbil. Minhas mos se fecham em seu cabelo
enquanto meus quadris vo e voltam, escravos de seu ritmo. Em seguida, se debatem
contra a pequena cama. Ele agarra meus quadris para me acalmar... Mas no acaba com a
tortura deliciosa. Estou perto, muito perto.
       -- Christian -- eu gemo.
       -- Ainda no -- ele respira e se move para cima do meu corpo, sua lngua
mergulhando em meu umbigo.
       -- No! -- Merda! Sinto o seu sorriso contra a minha barriga enquanto sua viagem
continua subindo por meu corpo.
       -- To impaciente, Sra. Grey. Temos tempo at desembarcarmos na Ilha
Esmeralda. -- Reverencialmente ele beija meus seios e contrai meu mamilo esquerdo entre
os lbios. Olhando para mim, seus olhos so escuros como uma tempestade tropical
enquanto ele me provoca.


21
       Oh meu... Eu tinha esquecido. Europa.
       -- Marido, eu quero voc. Por favor.
       Ele paira por cima de mim, seu corpo cobrindo o meu, descansando seu peso em
seus cotovelos. Ele corre o nariz para baixo do meu, e eu corro minhas mos por suas
fortes flexveis costas para o resto de seu maravilhoso corpo.
       -- Sra. Grey... esposa. Nosso objetivo  agradar. -- Seus lbios comprimem. -- Eu
te amo.
       -- Eu te amo, tambm.
       -- Olhos abertos. Eu quero ver voc.
       -- Christian... Ah... -- Eu choro, enquanto ele lentamente afunda em mim.
       -- Ana, oh Ana -- ele respira e comea a se mover.
       -- Que diabos voc pensa que est fazendo? -- Christian grita, despertando-me do
meu sonho muito agradvel. Ele est parado, todo molhado e bonito, no fim da minha
espreguiadeira e olhando para mim.
       O que eu fiz? Oh no... Estou deitada de costas. Porcaria, porcaria, porcaria e ele est
bravo. Merda. Ele est realmente furioso.




                                         Captulo 02
       Estou, de repente, completamente acordada de meu sonho ertico.
       -- Eu estava deitada de frente. Eu devo ter virado de bruos enquanto dormia. --
Eu sussurro baixo em minha defesa.
       Seus olhos ardem em fria. Ele se abaixa, pega a parte de cima do meu biquni de
sua espreguiadeira e atira em mim.
       -- Vista isso -- ele esbraveja.
       -- Christian, ningum est olhando.
       -- Acredite em mim. Esto olhando. Tenho certeza de que Taylor e o pessoal da
segurana esto aproveitando o show! -- Diz severamente.
       Merda! Por que eu sempre me esqueo deles? Agarro meus peitos em pnico,
escondendo-os. Desde que Charlie Tango fora sabotado, estamos constantemente
encobertos por uma segurana de merda.



22
       -- Sim, -- Christian esbraveja. -- E a porra de um paparazzi poderia ter
fotografado tambm. Voc quer estar por toda a capa da Star magazine? Desta vez pelada?
       Merda! Os paparazzi! Porra! Eu rapidamente pego a parte de cima do meu biquni,
me cobrindo, meu rosto praticamente sem cor. Eu arrepio. A desagradvel memria de ser
perseguida pelos paparazzi fora da SIP depois que nosso noivado foi divulgado no  bem
vinda em minha mente - tudo parte do pacote de Christian Grey.
       -- L'Addition -- Christian fala para uma garonete. -- Estamos indo, -- ele diz pra
mim.
       -- Agora?
       -- Sim. Agora.
       Que droga, no se pode argumentar com ele.
       Ele geme, e em um movimento rpido ele puxa o short para cima, mesmo com sua
sunga molhada, e logo em seguida sua camiseta cinza. A garonete volta num estante com
seu carto de crdito e a conta.
       Relutante, enfio meu vestido turquesa e coloco os chinelos. Uma vez que a
garonete foi embora, Christian pega seu livro e seu Blackberry e esconde sua fria atrs
dos culos de aviador espelhado. Ele est tremendo de tenso e raiva. Meu corao se
contrai. Todas as mulheres na praia esto de topless  no  um crime to grave. Na
verdade, eu pareo estranha usando meu biquni. Eu suspiro interiormente, meu esprito
afundando. Eu pensei que Christian viria o lado engraado... mais ou menos... talvez se eu
tivesse ficado de bruos, mas seu senso de humor se evaporou.
       -- Por favor, no fique com raiva de mim, -- eu sussurro, pegando o seu livro e seu
Blackberry e colocando em minha bolsa.
       -- Tarde demais para isso, -- diz ele, calmamente, muito calmamente. -- Vem. --
Tomando minha mo, ele sinaliza para Taylor e seus dois companheiros, os agentes de
segurana franceses Philippe e Gastn. Estranhamente, eles so gmeos idnticos. Eles
pacientemente tm observado ns e o resto da praia. Porque eu sempre me esqueo deles?
Taylor  impassvel atravs de seus culos escuros. Merda, ele est com raiva de mim
tambm. Eu ainda no me acostumei em v-lo to casualmente vestido em shorts e uma
camisa plo preta.




23
         Christian me leva para o hotel, atravs do lobby e depois para a rua. Ele
permaneceu em silncio, pensativo e mal-humorado, e  tudo culpa minha. Taylor e sua
equipe nos encobrem.
         -- Onde estamos indo? -- Eu pergunto timidamente, olhando para ele.
         -- Estamos voltando para o barco. -- Ele no olha para mim.
         Eu no tenho noo do tempo. Devem ser cerca de 5 ou 6 horas da tarde. Quando
chegamos  marina, Christian leva-me para o cais onde o barco a motor e o Jet Ski
pertencente ao Fair Lady esto ancorados. Olho pesarosamente para Taylor, mas como
Christian, sua expresso no d pistas. Eu coro, pensando no que ser que ele viu na praia.
         -- Aqui est, Sra. Grey. -- Taylor me passa um colete salva-vidas do barco, e eu
obedientemente o coloco. Por que eu sou a nica que tem que usar colete salva-vidas?
Christian e Taylor troca algum tipo de olhar. Nossa, ele est com raiva de Taylor, tambm?
Christian verifica os cintos no meu colete salva-vidas, encaixando no meio firmemente.
         -- Voc vai usar, -- ele murmura com mau humor, ainda no olhando para mim.
Merda.
         Ele sobe graciosamente para o Jet Ski e estende a mo para me juntar a ele.
Segurando firme, eu jogo minha perna sobre o banco de trs sem cair na gua enquanto
Taylor e os gmeos escalam no barco a motor. Christian faz impulso, empurrando o Jet Ski
longe da doca, e ele flutua suavemente na marina.
         -- Segure firme, -- ele ordena, e eu coloco meus braos em torno dele. Esta  a
minha parte favorita de andar de Jet Ski. Eu o abrao bem perto de mim, meu nariz
roando em suas costas, maravilhada por que houve um tempo que ele no tolerava que
eu o tocasse dessa maneira. Ele cheira bem... cheiro de Christian misturado com o mar.
Perdoe-me Christian, por favor?
         Ele enrijece. -- Fique parada, -- ele diz, com um tom mais suave. Eu beijo suas
costas e descanso minha bochecha contra ele, olho para trs, em direo ao cais, onde
alguns turistas se reuniram para assistir o show.
         Christian gira a chave e o motor ganha vida. Com um toque de acelerador, o Jet Ski
vai para frente e acelera atravs da gua fresca e escura, atravs da marina e para o centro
do porto em direo ao Fair Lady. Eu o abrao com mais fora. Eu amo isso,  to excitante.
Cada msculo em seu abdmen est evidente quando eu o agarro.




24
       Taylor nos acompanha com uma lancha. Christian o encara e acelera novamente e
ns vamos mais para frente, quicando na gua como uma pedrinha habilmente jogada.
Taylor balana a cabea em exasperao e dirige a lancha em direo ao iate, enquanto
Christian passa o Fair Lady e vai para o mar aberto.
       A gua do mar espirra em ns, o vento quente ricocheteando em minha bochecha e
desfazendo meu rabo de cabelo. Isso  muito divertido. Talvez esse passeio melhore o
humor de Christian. Eu no posso ver seu rosto, mas eu sei que ele est gostando 
despreocupado, agindo como algum de sua idade, pra variar.
       Ele dirige em um semicrculo enorme e eu olho para a costa  os barcos na marina,
o mosaico amarelo e os prdios brancos e cor de areia e as montanhas atrs. Parece to
desorganizado - no  os blocos organizados que eu estou acostumada  mas  to
pitoresco. Christian me encara sobre seus ombros e tem um fantasma de um sorriso em
seus lbios.
       -- Mais uma vez? -- Ele grita por causa do barulho do motor.
       Eu aceno com entusiasmo. Seu sorriso em resposta  deslumbrante e acelera em
torno de Fair Lady e para o mar mais uma vez... e eu acho que estou perdoada.


       -- Voc se queimou, -- diz Christian suavemente enquanto ele desfaz o meu colete
salva-vidas. Eu tento ansiosamente avaliar o seu humor. Estamos no convs a bordo do
iate, e um dos mordomos est de p, parado esperando pelo meu colete salva-vidas.
Christian passa para ele.
       -- Isto  tudo, Sr.? -- o homem pergunta. Eu amo seu sotaque francs. Christian
olha para mim, tira seus culos e os coloca na gola de sua camisa, deixando-os pendurado.
       -- Gostaria de uma bebida? -- ele me pergunta.
       -- Eu preciso de uma?
       Ele inclina a cabea para um lado. -- Por que voc diz isso? -- Sua voz  suave.
       -- Voc sabe por qu.
       Ele franze a testa como se estivesse pesando algo em sua mente.
       Oh, o que ele est pensando?
       -- Dois gins e tnicas, por favor. E algumas nozes e azeitonas, -- ele diz para o
mordomo, que acena com a cabea e rapidamente desaparece.
       -- Voc acha que eu vou puni-la? -- A voz de Christian  sedosa.


25
       -- Voc quer?
       -- Sim.
       -- Como?
       -- Eu vou pensar em alguma coisa. Talvez depois de voc ter tido sua bebida. -- E
 como uma ameaa sensual. Eu engulo seco, minha deusa interior descansa em sua
espreguiadeira, onde ela est tentando pegar raios de sol com um refletor cinza apoiada
no pescoo.
       Christian franze a testa mais uma vez.
       -- Voc quer ser?
       Como ele sabe? -- Depende, -- murmuro, ruborizando.
       -- Do qu? -- Ele esconde o seu sorriso.
       -- Se voc quer me machucar ou no.
       Sua boca pressiona em uma linha, humor esquecido. Ele se inclina para frente e
beija minha testa.
       -- Anastasia, voc  minha mulher, no minha sub. Eu no quero nunca mais te
machucar. Voc j deveria saber disso agora. Apenas... apenas no tire suas roupas em
pblico. Eu no quero voc nua nos tablides. Voc no quer isso, e eu tenho certeza que
sua me e Ray tambm no querem.
       Oh! Ray. Puta merda. Eu tenho um ataque cardaco. O que eu estava pensando? Eu
mentalmente me castigo.
       O mordomo aparece com nossas bebidas e lanches e os coloca na mesa.
       -- Sente-se -- Christian manda. Eu fao o que ele diz e sento na cadeira. Christian
se senta ao meu lado e me passa um gin com tnica.
       -- Sade, Sra. Grey.
       -- Sade, Sr. Grey. -- Eu tomo um gole.  frio e delicioso. Quando eu olho para
ele, ele est me observando atentamente, seu humor ilegvel.  muito frustrante... eu no
sei se ele ainda est com raiva de mim. Eu coloco em prtica, minha tcnica de distrao.
       -- Quem  o dono desse barco, -- eu pergunto.
       -- Um cavaleiro britnico. Sir Fulano-de-tal. Seu bisav abriu uma mercearia. Sua
filha  casada com um dos prncipes herdeiros da Europa.
       Oh. -- Super-rico?
       Christian olha cautelosamente. -- Sim.


26
       -- Como voc, -- eu murmuro.
       -- Sim.
       Oh.
       -- E como voc, -- Christian sussurra, e leva uma azeitona  boca. Eu pisco
rapidamente... Uma viso dele em seu colete prata vem  mente... Seus olhos queimando
com sinceridade quando ele me encara durante a cerimnia de nosso casamento.
       -- Tudo que  meu,  seu agora, -- ele diz, com a voz recitando nossos votos.
       Tudo meu? Puta merda. --  estranho. Indo do nada para -- eu aceno para o
ambiente luxuoso -- Tudo.
       -- Voc vai se acostumar.
       -- Eu no acho que algum dia eu vou me acostumar.
       Taylor aparece no deck. -- Senhor, voc tem uma chamada. -- Christian franze a
testa, mas pega seu Blackberry.
       -- Grey, -- ele diz rispidamente, levantando da cadeira para ficar na proa do iate.
       Eu olho para o mar, ouvindo sua conversa com Ros  eu acho  sua nmero dois.
Eu sou rica... Muito rica. E eu no fiz absolutamente nada para ganhar esse dinheiro...
Apenas me casei com um homem rico. Eu me arrepio quando me lembro de nossa
conversa sobre acordo pr-nupcial. Foi um domingo aps seu aniversrio, e estvamos
sentados na mesa da cozinha, tomando caf da manh... Todos ns. Elliot, Kate, Grace e eu
estvamos decidindo se bacon era melhor que salsinha, enquanto Carrick e Christian
estavam lendo o jornal de domingo...


       -- Olhe isso, diz Mia enquanto coloca seu netbook na mesa da cozinha de frente
para ns. -- Tem uma notcia sobre voc estar noivo, nesse site de fofocas Seattle Nooz.
       -- J? -- Grace diz surpresa. Ento ela enruga sua boca, quando alguns bvios
pensamentos desagradveis passem por sua mente. Christian enruga a testa.
       Mia l a notcia para todos ouvirem. -- Chegou aos nossos ouvidos que um dos
solteiros mais cobiados de Seattle, Christian Grey, finalmente foi flagrado e os sinos de
casamento esto no ar. Mas quem  essa sortuda? O Nooz est na caada. Aposto que ela
est lendo o acordo pr-nupcial.
       Mia ri e ento para abruptamente quando Christian olha para ela. O silencio se
espalha e o clima na cozinha dos Grey esfria.


27
         Oh, no! Um acordo pr-nupcial? Isso nunca passou pela minha cabea. Eu engulo
seco, sentindo todo o sangue sumir do meu rosto. Por favor, cho, me engula agora. Christian
se move inconfortavelmente em sua cadeira enquanto eu o encaro apreensivamente.
         -- No, -- ele fala pra mim.
         -- Christian, -- Carrick diz gentilmente.
         -- Eu no vou discutir isso novamente, -- ele diz rispidamente para Carrick que
me olha nervosamente e abre a boca para dizer alguma coisa.
         -- Sem acordo pr-nupcial! -- Christian quase grita e brutalmente volta a ler seus
papis, ignorando todo mundo que estava na mesa. Eles olham alternadamente para mim
e para ele... ento para qualquer lugar menos para ns dois.
         -- Christian, -- eu murmuro. -- Eu assino qualquer coisa que voc e o Sr. Grey
quiserem. -- Bem, no seria a primeira vez que ele me faz assinar algo. Christian olha pra
cima e me encara.
         -- No! -- Ele diz rispidamente. Eu coro mais uma vez.
         --  para proteger voc.
         -- Christian, Ana. Eu acho que vocs no deveriam discutir isso em pblico. --
Grace nos adverte. Ela olha para Carrick e Mia. Oh, merda, parece que eles esto com
problemas tambm.
         -- Ana, isso no  sobre voc, -- Carrick murmura firmemente. -- E, por favor, me
chame de Carrick.
         Christian encara seu pai friamente e meu corao se aperta. Merda...Ele est mesmo
bravo.
         Subitamente todo mundo comea a conversar animadamente, e Mia e Kate se
levantam para limpar a mesa.
         -- Eu definitivamente prefiro salsicha, -- exclama Elliot.
         Eu olho pros meus dedos cruzados. Merda. Eu espero que o Sr. e Sra. Grey no
pensem que sou uma espcie de aproveitadora. Christian pega minha mo gentilmente e
junta com as suas.
         -- Pare.
         Como ele sabe o que estou pensando?




28
       -- Ignore meu pai, -- Christian diz de modo que s eu posso ouvi-lo. -- Ele est
realmente chateado sobre Elena. Eles esto jogando tudo isso em mim. Eu queria que
minha me tivesse ficado quieta.
       Eu sei que Christian est remoendo sua "conversa" da noite anterior com Carrick
sobre Elena.
       -- Ele tem razo, Christian. Voc  muito rico, e eu no estou trazendo nada pro
nosso casamento alm de dvidas da faculdade.
       Christian me encara seriamente. -- Anastasia, se voc me deixar, pode tambm
levar tudo. Voc j me deixou uma vez. Eu sei como .
       Puta merda. -- Aquilo foi diferente, -- eu suspiro, movida por sua intensidade. --
Mas... Voc pode querer me deixar. -- O pensamento me deixa enjoada.
       Ele bufa e balana sua cabea com o pensamento desagradvel.
       -- Christian, voc sabe que posso fazer algo excepcionalmente estpido, e voc... --
Eu olho para minhas mos entrelaadas, a dor me consumindo, e sou incapaz de terminar
a frase. Perder Christian... merda.
       -- Pare. Pare agora. Essa discusso est acabada, Ana. Ns no vamos mais
discutir isso. Sem acordo pr-nupcial. Nem agora, nem nunca. -- Ele me d um olhar do
tipo desista agora, o que me silencia. Ento se vira para Grace. -- Me, -- ele diz. --
Podemos nos casar aqui?


       E ele no mencionou isso novamente. Na verdade, em toda oportunidade ele
tentou me tranqilizar sobre sua riqueza... Que  minha, tambm. Eu tremo s de lembrar
da ida s compras que Christian exigiu que eu fosse com Caroline Acton, a profissional em
compras da Niemans, em preparao para esta lua de mel. Somente meu biquni custou
540 dlares. Quero dizer,  um biquni timo, mas, realmente,  uma quantia ridcula de
dinheiro para apenas quatro pedaos triangulares de pano.
       -- Voc vai se acostumar com isso, -- Christian interrompe meu devaneio
enquanto retoma seu lugar na mesa.
       -- Acostumar-me com isso?
       -- Com o dinheiro, -- ele diz, revirando os olhos.
       Oh, Cinqenta, talvez com o tempo. Eu empurro o pequeno prato com amendoim
salgado e castanha de caju em sua direo.


29
       -- Nozes, senhor, -- eu digo, com a cara mais natural que posso fazer, tentando
trazer um pouco de humor para nossa conversa depois dos pensamentos obscuros que tive
e a gafe do meu biquni.
       Ele sorri. -- Sou louco por voc. -- Ele pega um amendoim, seus olhos brilhando
com o humor de meu sarcasmo. Ele lambe os lbios. -- Beba. Vamos para cama.
       O qu?
       -- Beba, -- ele diz para mim, seus olhos escurecendo.
       Oh Deus, o jeito que ele olha pra mim poderia ser o nico culpado pelo
aquecimento global. Pego meu gin e tomo, sem tirar os olhos dele. Sua boca se abre e
consigo enxergar a ponta de sua lngua entre os dentes. Ele sorri lascivamente para mim.
Em um movimento gracioso, ele se levanta e se inclina sobre mim, descansando as mos
nos braos da minha cadeira.
       -- Vou fazer disso um exemplo. Venha. No faa xixi, -- ele suspira em meu
ouvido.
       Eu suspiro. No faa xixi? Rude. Meu subconsciente folheia o livro  Obras Completas
de Charles Dickens, Vol. 1  alarmado.
       -- No  o que voc pensa. -- Christian sorri, estendendo sua mo para mim. --
Confie em mim. -- Ele parece to sexy e genial. Como eu posso resistir?
       -- Tudo bem. -- Eu coloco minha mo na sua, porque eu simplesmente confiaria
minha vida a ele. O que ele planejou exatamente? Meu corao comea a bater mais rpido
em antecipao.
       Ele me leva atravs da plataforma e pelas portas at o portal principal, ao longo de
um estreito corredor, e pela sala de jantar at descermos as escadas para a cabine mster
principal.
       A cabine fora limpa esta manh, e a cama fora feita.  um cmodo agradvel. Com
dois vigias (de barco) nos dois lados da porta,  elegantemente decorado com mveis
escuros e paredes de cor creme, o mobilirio em ouro e vermelho.
       Christian solta minha mo, tira a camiseta e joga em uma cadeira. Deixa os chinelos
e remove seus shorts com um movimento gracioso. Oh meu. Ser que nunca vou me casar de
v-lo nu? Ele  absolutamente lindo e todo meu. Sua pele brilha, ele est bronzeado, seu
cabelo est maior, caindo sobre a testa. Eu sou muito, muito sortuda.




30
       Ele agarra meu queixo, puxando para que eu pare de morder meus lbios e corre
seu polegar ao longo do meu lbio inferior.
       -- Assim  melhor. -- Ele se vira e alcana o armrio enorme que abriga suas
roupas. Ele pega dois pares de algemas e uma mscara na gaveta de baixo.
       Algemas! Ns nunca usamos algemas. Olho rapidamente e nervosamente a cama.
Onde diabos ele vai prender isso? Ele se vira e olha fixamente para mim, seus olhos
escuros e iluminados.
       -- Isto pode ser um pouco doloroso. Eles podem machucar a pele se voc puxar
muito. -- Ele segura um par. -- Mas eu realmente quero us-las em voc agora.
       Puta merda. Minha boca fica seca.
       -- Aqui. -- Ele se inclina graciosamente para frente e me entrega um par. -- Voc
quer tentar primeiro?
       Elas parecem slidas, o metal frio. Sinceramente, eu espero nunca usar um par
dessas de verdade.
       Christian me observa intensamente.
       -- Onde esto as chaves? -- Minha voz hesitante.
       Ele abre a palma de sua mo, revelando uma pequena chave metlica. -- Ela abre
os dois pares. Na verdade, todas elas.
       Quantas algemas ser que ele tem? Eu nunca as vi.
       Ele acaricia meu rosto com seu dedo indicador, arrastando-o para a minha boca.
Ele inclina-se, como se fosse me beijar.
       -- Voc quer jogar? -- Ele diz, em voz baixa, e meu corpo se arrepia em desejo.
       -- Sim, -- eu respiro.
       Ele sorri. -- Bom. -- Ele me d um beijo suave na testa. -- Ns vamos precisar de
uma palavra de segurana.
       O qu?
       -- Pare no ser suficiente porque provavelmente voc vai dizer isso, mas voc no
vai realmente querer isso. -- Ele roa o seu nariz no meu, o nico contato entre ns.
       Meu corao pulsa rapidamente. Merda... Como ele pode fazer isso comigo com
apenas algumas palavras?
       -- No vai doer. Vai ser intenso. Muito intenso, porque eu no vou deixa-la se
mexer. Ok?.


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       Oh meu. Isso  to sexy. Minha respirao est alta. Porra, eu j estou afegante.
Minha deusa interior est usando paets e est se aquecendo para danar rumba. Graas 
Deus eu sou casada com esse homem, caso contrrio, isso seria muito embaraoso. Meus
olhos olham para baixo, em sua animao.
       -- Ok. -- Minha voz  quase inaudvel.
       -- Escolha uma palavra, Ana.
       Oh...
       -- Uma palavra de segurana, -- ele diz suavemente.
       -- Picol. -- Eu digo, corando.
       -- Picol? -- Ele diz, divertido.
       -- Sim.
       Ele sorri e se inclina para me encarar. -- Escolha interessante. Levante seus braos.
       Eu fao o que diz, e Christian agarra a barra de meu vestido de vero, o levanta at
minha cabea e joga-o no cho. Ele estende sua mo e eu o devolvo as algemas. Ele coloca
os dois pares na mesa de cabeceira junto com a venda para os olhos e tira a colcha da
cama, jogando-a no cho.
       -- Vire de costas.
       Eu me viro e ele tira a parte de cima de meu biquni, e ela cai no cho.
       -- Amanh, eu vou grampear isso em voc, -- ele murmura e puxa meu prendedor
de cabelo, deixando-o solto. Ele junta todo meu cabelo em uma mo e puxa gentilmente,
me fazendo dar um passo para trs em sua direo. Contra seu peito. Contra sua ereo.
Eu suspiro e ele puxa minha cabea para um lado e beija meu pescoo.
       -- Voc foi muito desobediente, -- ele murmura em meu ouvido, enviando
deliciosos arrepios em meu corpo.
       -- Sim, -- eu suspiro.
       -- Hmm. O que faremos sobre isso?
       -- Aprender a conviver com isso, -- eu respiro. Seus beijos macios esto me
deixando louca. Ele sorri contra o meu pescoo.
       -- Ah, Sra. Grey. Voc  muito otimista.
       Ele enrijece. Pegando meu cabelo, ele delicadamente o reparte em trs mechas e as
trana lentamente e prende no final. Ele puxa minha trana e suavemente se inclina para o
meu ouvido. -- Eu vou te ensinar uma lio, -- ele murmura.


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       Movendo-se subitamente, ele me agarra pela cintura, senta-se na cama e me puxa
em seu joelho, de forma que eu sinto sua ereo contra minha barriga. Ele bate forte em
meu traseiro. Eu grito, e ento estou de costas na cama e ele est olhando para mim, os
olhos cinza queimando. E eu vou entrar em combusto.
       -- Voc tem idia de como  linda? -- Ele arrasta as pontas dos dedos at minha
coxa, fazendo ccegas... em todos os lugares. Sem tirar os olhos de mim, ele se levanta da
cama e pega os dois pares de algemas. Ele agarra minha perna esquerda e encaixa uma das
algemas em meu tornozelo.
       Oh!
       Levantando minha perna direita, ele repete o processo, de modo que eu tenho um
par de algemas em cada um de meus tornozelos. Eu ainda no tenho idia de onde vai
prend-las.
       -- Sente-se, -- ele ordena, e eu cumpro imediatamente.
       -- Agora abrace seus joelhos.
       Eu pisco para ele e puxo minhas pernas de modo que elas esto dobradas em frente
de mim e coloco meus braos em torno delas. Ele se abaixa, levanta meu queixo e me d
beijos macios em meus lbios antes de colocar a venda sobre meus olhos. Eu no vejo
nada, e tudo que posso ouvir  a minha respirao rpida e o som da gua batendo contra
as laterais do iate enquanto este flutua sobre o mar.
       Oh meu. Eu j estou to excitada.
       --Qual  a palavra de segurana, Anastasia?
       -- Picol.
       -- Bom. -- Tomando minha mo, ele coloca uma das algemas em meu pulso e
repete o processo com o meu pulso direito. Minha mo esquerda est presa ao meu
tornozelo esquerdo, e minha mo direita est presa ao meu tornozelo direito. Eu no
consigo esticar minha perna. Puta merda.
       -- Agora, -- Christian respira. -- Eu vou te foder at voc gritar.
       O qu? Todo o meu ar deixa o meu corpo.
       Ele agarra meus saltos, e me inclina de volta, de modo que eu caio de costas na
cama. Eu no tenho escolha a no ser continuar com minha perna dobrada. As algemas
machucam quando eu puxo meus pulsos contra elas. Ele est certo... Elas machucam at




33
quase doer... Isso  estranho, ser amarrada e vulnervel em um barco. Ele separa meus
tornozelos, e eu gemo.
       Ele beija dentro de minha coxa, e eu quero me contorcer embaixo dele, mas eu no
posso. Eu no consigo mexer meus quadris. Meus ps esto suspensos no ar. Eu no
consigo me mexer. Puta merda.
       -- Voc vai ter que absorver todo o prazer, Anastasia. Sem se mover, -- ele
murmura enquanto se rasteja at meu corpo, me beijando na borda do biquni.
Ele puxa as cordas de cada lado, e o resto do biquni cai. Eu estou agora pelada e  sua
merc. Ele beija minha barriga, beliscando meu umbigo com os dentes.
       -- Ah, -- eu suspiro. Isso vai ser difcil... Eu no tinha idia. Ele percorre meus
seios com beijos macios e pequenas mordidas.
       -- Shhhh... -- ele me acalma. -- Voc  to linda, Ana.
       Eu gemo, frustrada. Normalmente eu estaria movendo meus quadris, respondendo
ao seu toque com meu prprio ritmo, mas eu no posso me mexer. Eu gemo, puxando
minhas algemas. O metal puxa minha pele.
       -- Argh! -- Eu choro. Mas eu realmente no ligo.
       -- Voc me deixa louco, -- ele sussurra. -- Ento vou te deixar louca tambm. --
Ele est deitado em mim agora, sustentando seu peso em seus cotovelos, e ele volta a sua
ateno aos meus seios. Mordendo, chupando, rolando meus mamilos entre seus dedos,
me levando ao xtase. Ele no para.  enlouquecedor. Oh. Por favor. Sua ereo se empurra
contra mim.
       -- Christian, -- eu imploro e sinto seu sorriso triunfante contra minha pele.
       -- Eu deveria fazer voc gozar assim? -- Ele murmura contra meu mamilo,
fazendo esse se endurecer ainda mais. -- Voc sabe que eu posso. -- Ele chupa forte meu
mamilo e eu gemo, prazer indo do meu peito at o meu sexo. Eu puxo vulneravelmente as
algemas, inundada pela sensao.
       -- Sim, -- eu choramingo.
       -- Oh baby, assim seria muito fcil.
       -- Oh, por favor.
       -- Shh. -- Seus dentes mordem meu queixo enquanto ele arrasta seus lbios a
minha boca e eu suspiro. Ele me beija. Sua lngua hbil invade minha boca, me
degustando, e explorando, me dominando, mas minha lngua encontra seu desafio,


34
contorcendo-se  sua. Ele tem gosto de gin e Christian Grey, e tem cheiro de mar. Ele
agarra meu queixo, segurando minha cabea.
       -- Parada, baby. Eu quero voc parada, -- ele sussurra contra minha boca.
       -- Eu quero te ver.
       -- Oh, no, Ana. Vai ser mais intenso desse jeito. -- E agonizantemente devagar ele
flexiona seus quadris e empurra contra mim. Eu inclinaria minha plvis em encontro 
dele, mas no posso me mexer. Ele retira.
       -- Ah! Christian, por favor!
       -- Novamente? -- Ele brinca, sua voz rouca.
       -- Christian!
       Ele lentamente se empurra contra mim novamente e para enquanto me beija, seus
dedos girando meus mamilos.  um prazer insuportvel.
       -- No!
       -- Voc me quer, Anastasia?
       -- Sim, -- eu imploro.
       -- Fale, -- ele murmura, sua respirao ofegante, e ele brinca comigo mais uma
vez, dentro... E fora.
       -- Eu quero voc, -- eu choramingo. -- Por favor.
       Eu ouo seu suave suspiro contra meu ouvido.
       -- E voc me ter, Anastasia.
       Ele levanta-se e me bate. Eu grito, inclinando a cabea em minhas costas, puxando
as algemas enquanto ele me bate em meu sexo, e a sensao est intensamente me
inundando, por toda parte, uma doce agonia, e eu no posso me mover. Ele entra
profundamente em mim, e o movimento irradia dentro de mim.
       -- Porque voc me desafia, Ana?
       -- Christian, para...
       Ele circula dentro de mim novamente, ignorando meu apelo, indo lentamente pra
fora, e me preenchendo novamente.
       -- Diga-me. Por qu? -- Ele sussurra, e eu percebo que ele fala entre dentes.
       Eu gemo incoerentemente... Isso  demais.
       -- Me diga.
       -- Christian...


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       -- Ana, eu preciso saber.
       Ele bate em mim novamente, empurrando to profundo, e eu estou construindo... o
sentimento  to intenso - em pntanos, uma espiral de fora pra dentro da minha barriga,
para cada membro, para cada restrio de metal cortante.
       --Eu no sei! -- eu grito. -- Porque eu posso! Porque eu te amo! Por favor,
Christian.
       Ele geme alto e empurra fundo, de novo e de novo, e eu estou perdida, tentando
absorver o prazer.  alucinante... Corpo soprando... Eu tento esticar minhas pernas, para
controlar o orgasmo eminente, mas no consigo... Eu sou impotente. Eu sou sua, apenas
sua, para fazer o que ele desejar... Lgrimas invadem meus olhos. Isso  muito intenso. Eu
no posso o impedir. Eu no quero o impedir... Eu quero... Eu quero... Oh no, oh no...
Isso  muito...
       -- Isso -- Christian geme. -- Sinta, baby!
       Eu explodo contra ele, de novo e de novo, rodando e rodando, gritando alto,
enquanto o meu orgasmo me rasga ao meio, queimando em mim como um fogo
descontrolado, consumindo tudo. Eu me contoro, com lgrimas escorrendo pelo meu
rosto, meu corpo pulsando e tremendo.
       Eu estou consciente que Christian se ajoelha, ainda dentro de mim, puxando-me
para seu colo. Ele agarra minha cabea com uma mo, e minhas costas com outra, e ele
entra violentamente dentro de mim, enquanto minhas entranhas continuam a tremer, em
orgasmos secundrios.  desgastante,  cansativo,  um inferno...  o cu.
       Christian retira a venda e me beija. Beija meus olhos, meu nariz, minhas bochechas.
Ele beija minhas lgrimas, segurando meu rosto entre suas mos.
       -- Eu te amo, Sra, Grey, -- ele respira. -- Mesmo que me deixe to bravo, eu me
sinto to vivo com voc. -- Eu no tenho energia para abrir meus olhos, ou responder.
Gentilmente, ele me deita na cama e sai de mim.
       Eu falo algo em protesto. Ele sai da cama e tira as algemas. Quando estou livre, ele
esfrega gentilmente meus pulsos e tornozelos, depois deita ao meu lado, me envolvendo
com seus braos. Eu estico minhas pernas. Oh meu, isso  muito bom. Eu me sinto bem.
Esse foi, sem dvida, o orgasmo mais intenso que eu j tive. Hmm... Sexo de punio do
Cinqenta sombras de Christian Grey.
       Eu tenho que me comportar mal mais vezes.


36
       Minha bexiga cheia me acorda. Quando abro meus olhos, estou desorientada. Est
escuro l fora. Onde estou? Londres? Paris? Oh  o barco. Eu sinto seu passo e ouo o
zumbido tranqilo de motores. Estamos em movimento. Que estranho. Christian est ao
meu lado, trabalhando em seu laptop, vestindo informalmente com uma roupa branca,
seus ps descalos. Seu cabelo ainda est molhado, e eu posso sentir o cheiro de sabonete
do seu banho, e seu cheiro de Christian... Hmm.
       -- Oi, -- ele murmura, olhando pra mim, seus olhos quentes.
       -- Oi. -- Sorrio, me sentindo subitamente tmida. -- Por quanto tempo eu dormi?
       -- Uma hora, mais ou menos.
       -- Estamos nos movendo?
       -- Eu percebi que desde que comemos noite passada e fomos para o bal e para o
Cassino que gostaria de jantar no barco hoje  noite. Uma noite quieta a dois.
       Eu sorrio para ele. -- Onde estamos indo?
       -- Cannes.
       -- Ok -- eu me espreguio, me sentindo rgida. Nenhum treinamento com Claude
poderia me preparar para essa tarde.
       Eu me levanto lentamente, precisando ir ao banheiro. Agarrando meu robe, eu
rapidamente o coloco. Por que sou to tmida? Eu sinto os olhos de Christian em mim.
Quando eu olho para ele, ele retorna para seu laptop, com a testa franzida.
       Quando eu distraidamente lavo minhas mos, me lembrando da noite passada no
Cassino, meu robe cai aberto. Eu olho para mim mesma no espelho, chocada.
       Puta merda! O que ele fez em mim?




                                       Captulo 03
       Eu encaro com horror para todas as marcas vermelhas por todo o meu seio.
Chupes! Eu tenho chupes! Eu sou casada com um dos empresrios mais respeitados nos
EUA e ele me deu malditos chupes. Como  que eu no senti quando ele fez isso comigo?
Eu coro. O fato  que eu sei exatamente o porqu, Senhor Orgsmico usou suas
habilidades sexuais em mim.



37
       Meu subconsciente espia sobre seus culos meia-lua e balana a cabea
desaprovando enquanto minha deusa interior tira uma soneca em sua espreguiadeira. Eu
encaro o meu reflexo. Meus pulsos possuem um vergo vermelho ao redor das algemas.
Sem duvidas que vo ficar roxos. Eu examino meus tornozelos  mais verges. Mas que
merda, eu pareo que estive em algum acidente. Eu me encaro, tentando absorver como
estou. Meu corpo est to diferente esses dias. Ele mudou sutilmente desde que eu o
conheo. Eu estou mais magra e em forma, meu cabelo est brilhoso e bem cortado.
Minhas unhas da mo e do p esto feitas, minhas sobrancelhas belamente feitas. Pela
primeira vez da minha vida, eu estou bem arrumada, exceto pelas marcas de amor.
       Eu no quero pensar sobre isso no momento. Eu estou muito brava. Como ele se
atreve em me marcar desse jeito, como uma adolescente. No pouco tempo em que
estivemos juntos, ele nunca me deu chupes. Eu estou horrvel. E eu sei por que ele fez
isso. Droga manaco por controle. Certo! Meu subconsciente cruza os braos sobre seus
seios pequenos  ele foi longe demais desta vez. Eu saio do banheiro e vou para o closet,
evitando cuidadosamente at mesmo olhar em sua direo. Deslizo em meu robe, coloco
meus pijamas. Eu desfao a trana e pego uma escova de cabelo da penteadeira pequena e
penteio meus cabelos embaraados.
       -- Anastasia. -- Christian me chama e consigo ouvir a ansiedade em sua voz. --
Voc est bem?
       Eu o ignoro. Se estou bem? No, eu no estou bem. Depois do que ele fez em mim,
duvido que eu consiga usar um mai, muito menos um daqueles biqunis ridiculamente
caros, pelo resto de nossa lua de mel. O pensamento sbito me irrita. Como ele se atreve?
Vou lhe dar um voc est bem. Eu fervo, enquanto picos de fria se passam atravs de mim.
Eu posso me comportar como uma adolescente tambm! Vou para o quarto, jogo minha
escola de cabelo nele e saio  embora no antes de ver sua expresso de choque e seu
reflexo quando ele levanta o brao para proteger sua cabea de modo que a escova salta
ineficaz fora de seu antebrao e na cama.
       Eu marcho para fora de nossa cabine, subo as escadas e vou para o convs. Eu
preciso de algum espao para me acalmar. O ar  escuro e perfumado. A brisa aquecida
traz o cheiro do Mediterrneo e o aroma de jasmim da costa. O Fair Lady desliza
graciosamente sobre o calmo mar, enquanto eu descanso meus cotovelos no parapeito de




38
madeira, olhando os brilhos piscando na praia distante. Eu respiro e lentamente comeo a
me acalmar. Eu estou ciente de sua presena antes de ouvi-lo.
       -- Voc est brava comigo, -- ele suspira.
       -- Srio, Sherlock!
       -- Quo brava?
       -- Em uma escala de 1 a 10, eu acho que estou 50. Adequado, huh?
       -- Bastante brava. -- Ele parece surpreso e impressionado de uma vez s.
       -- Sim. Voltada para violncia brava. -- Eu digo entre dentes.
       Ele fica em silncio quando eu me viro e franzo as sobrancelhas para ele, me
olhando cautelosamente. Eu sei por causa de sua expresso e porque ele no fez nenhum
movimento para me tocar que ele est fora de sua profundidade.
       -- Christian, voc tem que parar com essas coisas. Voc j me explicou tudo na
praia, de forma muito eficaz, se bem me lembro.
       Ele d de ombros. -- Bem, pelo menos voc no vai poder tirar seu biquni
novamente, -- ele murmura, petulantemente.
       E isso justifica o que ele fez para mim? Eu o encaro. -- Eu no gosto de voc deixar
marcas em mim. Bem, no tantas, pelo menos.  um dos meus limites! -- Eu digo para ele.
       -- E eu no gosto de voc tirar a roupa em pblico. Isso  um limite para mim! --
ele rosna.
       -- Eu acho que j estabelecemos isso, -- eu digo entre dentes. -- Olhe para mim! --
Eu puxo minha camisola para baixo para revelar o comeo de meus seis. Christian me
encara, e seus olhos no deixam meu rosto, sua expresso incerta e cautelosa. Ele no est
acostumado a me ver to brava. Ele no enxerga o que fez comigo? Ele no pode ver o
quo ridculo ele ? Eu quero gritar com ele, mas me contenho, eu no quero o pressionar
muito. S Deus sabe o que ele faria. Eventualmente, ele suspira e mantm as palmas das
mos como se estivesse se rendendo.
       -- Ok, -- ele diz com um tom apaziguador. -- Eu entendi.
       Aleluia!
       -- Bom!
       Ele passa a mo em seu cabelo. -- Me desculpe. Por favor, no fique brava comigo.
-- Finalmente ele parece contido, usando minhas prprias palavras para se reconciliar
comigo.


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       -- Voc age como adolescente, s vezes, -- eu o repreendo, mas minha voz no
est mais brava, e ele sabe. Ele d um passo em minha direo, e coloca uma mecha de
meu cabelo atrs de minha orelha.
       -- Eu sei, -- ele reconhece. -- Eu tenho muito a aprender.
       E ento me lembro das palavras de Dr. Flynn... Emocionalmente, Christian  um
adolescente, Ana. Ele pulou essa fase de sua vida. Ele canalizou toda sua energia para ser bem
sucedido no mundo do trabalho, e ele ultrapassou todas as expectativas. Seu emocional tem que
recuperar seu tempo pedido.
       Meu corao se derrete.
       -- Ns dois precisamos. -- Eu suspiro e cautelosamente levanto minha mo e a
coloco sobre seu corao. Ele no fica uma esttua, como costumava fazer, mas enrijece.
Ele descansa sua mo em cima da minha e sorri seu sorriso tmido.
       -- Eu acabei de aprender que voc tem um bom brao e uma boa pontaria, Senhora
Grey. Eu nunca imaginei isso, mas eu constantemente te superestimo. Voc sempre me
surpreende.
       Eu arqueio minha sobrancelha para ele. -- Eu pratiquei tiro com Ray. Eu consigo
jogar e atirar direto ao alvo, Sr. Grey, nunca se esquea disso.
       -- Vou me esforar para no me esquecer, Sra. Grey, ou garantir que tudo que
possa ser um projtil em sua mo seja escondido e que voc nunca tenha acesso a uma
arma. -- Ele sorri.
       Eu sorrio de volta, estreitando os olhos. -- Eu tenho vrios recursos.
       -- Voc tem mesmo, -- ele sussurra e solta minha mo para colocar seus braos em
volta de mim. Puxando-me para um abrao, ele enterra seu nariz em meus cabelos. Eu
envolvo meus braos em volta dele, puxando ele mais para perto, e sinto a tenso
deixando meu corpo enquanto ele me abraa.
       -- Estou perdoado?
       -- Eu estou?
       Eu sinto seu sorriso. -- Sim, -- ele responde.
       -- Igualmente.
       Ns ficamos abraados, meus ressentimentos esquecidos. Ele cheira bem, sendo
adolescente ou no. Como posso resistir a ele?




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       -- Com fome? -- Ele diz depois de um tempo. Eu estou com meus olhos fechados,
minha cabea contra seu peito.
       -- Sim. Faminta. Toda a... Er... Atividade que fiz me deu apetite. Mas eu no estou
vestida para jantar. -- Tenho certeza que pijama no seria muito adequado para uma sala
de jantar.
       -- Voc est bem pra mim, Anastasia. Alis, o barco  nosso pela semana inteira.
Ns podemos nos vestir como quisermos. Pense nisso como se vestir na tera-feira, na Cote
d'Azur. De qualquer forma, eu pensei que iramos comer no convs.
       -- Sim, eu gostaria muito.
       Ele me beija, um beijo, por favor, me perdoe, ento andamos de mos dadas pelo
arco onde nossa sopa de gaspacho nos aguarda.


       O mordomo nos serve crme brule e discretamente se retira.
       -- Por que voc sempre trana meu cabelo? -- Eu pergunto curiosamente a
Christian. Estamos sentados um ao lado do outro na mesa, minha perna enrolada a dele.
Ele para quando est prestes a pegar a colher de sobremesa e franze a testa.
       -- Eu no quero que seu cabelo se enrosque seu cabelo em nada, -- ele diz
calmamente e por um momento ele est perdido em seus pensamentos. -- Hbito, eu
acho, -- ele brinca. De repente ele franze a testa e seus olhos se arregalam suas pupilas
dilatando com alarme.
       Puta merda! O que ele est lembrando?  algo doloroso, lembranas de sua infncia,
eu acho. Eu no quero lembr-lo disso. Inclinando-se, eu coloco meu dedo indicador sobre
seus lbios.
       -- No, isso no importa. Eu no preciso saber. Eu estava apenas curiosa. -- Eu
dou-lhe um sorriso quente, reconfortante. Seu olhar  desconfiado, mas depois de um
momento, ele visivelmente relaxa evidentemente aliviado. Eu me inclino para beijar o
canto da sua boca.
       -- Eu te amo, -- murmuro, e ele sorri seu sorriso tmido, e eu derreto. -- Eu vou
sempre amar voc Christian.
       -- E eu voc, -- diz ele em voz baixa.
       -- Apesar da minha desobedincia? -- Eu levanto minha sobrancelha.
       -- Por causa da sua desobedincia, Anastcia. -- Ele sorri.


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         Eu divido a crosta de acar da minha sobremesa e com a minha colher balano
minha cabea. Ser que um dia eu vou entender esse homem? Hmm, este crme Brule est
delicioso.


         Uma vez que o garom retirou nossos pratos de sobremesa, Christian pega a
garrafa de vinho e enche meu copo. Eu verifico que estamos sozinhos e pergunto: -- O que
voc quis dizer como no vai ao banheiro?
         -- Voc realmente quer saber? -- Ele sorri, com os olhos brilhando.
         -- Eu quero? -- Eu olho para ele atrs dos meus clios enquanto tomo um gole de
vinho.
         -- Quanto mais completa sua bexiga, mais intenso o orgasmo , Ana.
         Eu coro. -- Ah, entendo. -- Puta merda, isso explica muita coisa.
         Ele sorri, parecendo muito entendedor do assunto. Vou estar sempre um passo
atrs do Senhor Sexpertise?
         -- Sim. Bem... -- Eu desesperadamente procuro uma mudana de assunto. Ele fica
com pena de mim.
         -- O que voc quer fazer o resto da noite? -- Ele vira a cabea para um lado e me
d seu sorriso torto.
         O que voc quiser, Christian. Coloque sua teoria a prova novamente? Eu dou de ombros.
         -- Eu sei o que eu quero fazer, -- ele murmura. Agarrando seu copo de vinho, ele
se levanta e segura minha mo. -- Vem.
         Segurando minha mo, ele me leva para o salo principal.
         Seu Ipod est na base de colunas sobre a cmoda. Ele muda de musica e seleciona
uma cano.
         -- Dana comigo. -- Ele me puxa para seus braos.
         -- Se voc insistir.
         -- Eu insisto Sra. Grey.
         Uma melodia brega comea. Este  um ritmo latino? Christian sorri para mim e
comea a se mover, e me leva com ele pelo salo.
         Um homem com uma voz como a de caramelo quente derretido canta.  uma
musica que eu sei, mas no sei onde. Christian me abaixa, e eu passo por baixo das suas




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pernas e grito de surpresa. Ele sorri, os olhos cheios de humor. Ento, ele me pega e me
gira de baixo do brao.
        -- Voc dana muito bem, -- eu digo. --  como se eu pudesse danar.
        Ele me d um sorriso tmido, mas no diz nada, e eu me pergunto se  porque ele
est pensando nela... Mrs. Robinson, a mulher que lhe ensinou a danar e como foder. Eu
no penso nela faz um tempo. Christian no a menciona desde o seu aniversrio e at
onde sei, o seu relacionamento comercial acabou. Relutantemente, eu tenho que admitir,
ela era uma bela duma professora.
        Ele mergulha-me por debaixo de suas pernas novamente e me d um beijo rpido
nos lbios.
        -- Eu sinto falta do seu amor, -- murmuro, ecoando a letra.
        -- Eu sentiria falta do seu amor, -- ele diz e me gira mais uma vez. Ento ele canta
as palavras baixinhas no meu ouvido, me fazendo desmaiar.
        A msica termina e Christian olha pra mim, seus olhos escuros e luminosos, todo
humor esquecido, e eu estou de repente sem flego.
        -- Venha para a cama comigo? -- ele sussurra com tanta sinceridade que meu
corao afunda.
        Christian, voc me teve no "Eu aceito" h duas semanas e meia atrs. Mas eu sei que esta
 sua maneira de se desculpar e ter certeza de que tudo est bem entre ns aps abriga.
        Quando eu acordo, o sol est brilhando atravs dos vigias e a gua reflete
cintilantes padres no teto da cabine. No vejo Christian. Eu me espreguio e sorrio.
Hmm... Vou fazer sexo de punio seguido de sexo de reconciliao mais vezes. Eu penso
em como  ir para a cama com dois homens diferentes  Christian bravo e doce Christian e
deixe-me-te-recompensar-de-algum-jeito Christian.  difcil decidir de qual deles eu gosto
mais.
        Eu levanto e vou para o banheiro. Abrindo a porta, eu acho Christian l dentro, se
barbeando, nu, exceto por uma toalha enrolada na cintura. Ele se vira e sorri, e no est
bravo por eu o estar interrompendo. Eu descobri que Christian nunca vai trancar a porta
se ele  a nica pessoa na sala, a razo pela qual  preocupante, e no  uma coisa que eu
quero discutir.
        -- Bom dia, Sra. Grey, -- ele diz, irradiando seu bom humor.




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       -- Bom dia, voc. -- Eu sorrio de volta enquanto o vejo barbear. Eu adoro assistir
ele fazendo a barba. Ele inclina o queixo e raspa por baixo, e encontro-me
inconscientemente refletindo suas aes. Puxando meu lbio superior para baixo como ele
faz, para raspar o bigode. Ele se vira e sorri para mim, metade de seu rosto ainda coberto
de creme para barbear.
       -- Est gostando do show? -- ele pergunta.
       Oh, Christian, eu poderia te assistir por horas. -- Um dos meus favoritos, -- eu
murmuro, e ele se abaixa e me beija rapidamente, me sujando de creme para barbear.
       -- Eu deveria fazer isso em voc novamente? -- Ele sussurra e segura a gilete.
       Eu franzo meus lbios para ele. -- No -- eu murmuro, fingindo estar brava. -- Eu
vou me depilar com cera na prxima vez. -- Eu me lembro da felicidade de Christian em
Londres ao descobrir que durante sua reunio, eu depilei meu pelo pubiano por
curiosidade. Claro que no foi bom o suficiente para seus padres exigentes...


       -- Que diabos voc fez? -- Christian diz. Ele no consegue tirar sua expresso
horrorizada, mas ao mesmo tempo divertida do rosto. Ele senta na cama em nossa sute no
Hotel Browns perto de Piccadilly, liga o abajur e me encara, sua boca formando um "O".
Deve ser meia-noite. Eu fico da cor dos lenis da sala de jogos e tento me cobrir com
minha camisola de cetim para que ele no me veja. Ele pega minha me e me impede.
       -- Ana!
       -- Eu-err... depilei.
       -- Eu vi. Por qu? -- Ele diz com um sorriso de orelha a orelha.
       Eu cubro meu rosto com minhas mos. Por que estou to envergonhada?
       -- Hey, -- ele diz, e tira minha mo do meu rosto. -- No se esconda. -- Ele est
contendo um riso. -- Diga-me. Por qu? -- Seus olhos danam em diverso. Por que ele
acha isso engraado?
       -- Para de rir de mim.
       -- Eu no estou rindo de voc. Sinto muito. Eu estou... deliciado, -- ele diz.
       -- Oh...
       -- Diga-me. Por qu?
       Eu respiro profundamente. -- Esta manh, depois que voc saiu para a reunio,
tomei banho e lembrei-me das suas regras.


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       Ele pisca. O humor na sua expresso desapareceu, e ele me olha cautelosamente.
       -- Eu estava lembrando de uma por uma, e como eu me senti sobre elas e ento
lembrei do salo de beleza, e eu pensei...  assim que voc gostaria. Eu no tive coragem
pra fazer com cera. -- Minha voz desaparece em um sussurro.
       Ele olha para mim, com seus olhos brilhantes, desta vez no rindo com minha
estupidez, mas com amor.
       -- Oh, Ana. -- Ele suspira. Ele se inclina e me beija ternamente. Voc me seduz, --
ele sussurra contra meus lbios, e me beija mais uma vez, segurando meu rosto com
ambas as mos.
       Depois de um momento sem flego, ele recua e inclina-se sobre um cotovelo. O
humor est de volta.
       -- Eu acho que eu deveria inspecionar o seu trabalho, Sra. Grey.
       -- O qu? No. -- Ele tem que estar brincando. Eu me cubro, protegendo minha rea
desmatada.
       -- Oh, no, no faa isso, Anastcia. -- Ele pega minhas mos e as coloca uma
longe da outra se movendo com agilidade, assim ele est entre as minhas pernas e
prendendo as minhas mos para os lados. Ele me d um olhar abrasador que poderia
iluminar palha, mas antes de eu entrar em combusto, ele roa seus lbios para baixo da
minha barriga em direo ao meu sexo. Eu me contoro abaixo dele, relutante aceitando
meu destino.
       -- Bem, o que temos aqui? -- Christian planta um beijo onde, at est manh, eu
tinha pelos pubianos e roa sua bochecha.
       -- Ah! -- Eu exclamo... Uau... este lugar est sensvel.
       Os olhos de Christian me encaram, cheios de malcia. -- Eu acho que voc
esqueceu de uma parte, -- ele murmura e toca gentilmente l embaixo.
       -- Oh... merda, -- eu dizia, esperando que isso ir colocar um fim  sua
intromisso ntima.
       -- Tive uma idia. -- Ele vai, nu, ao banheiro.
       O que ser que ele est fazendo? Ele volta momentos depois, carregando um copo
d'gua, uma caneca, minha gilete, seu pincel de barbear, sabonete e uma toalha. Ele coloca
a gua, escova, sabo e gilete na mesa de cabeceira e olha para mim, segurando a toalha.




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        Oh no! Meu subconsciente abaixa seu livro de Obras Completas de Charlie Dickens,
levanta da sua poltrona e pe as mos nos quadris.
        -- No, no, no, -- eu chio.
        -- Sra. Grey, se vale de um trabalho a fazer, vale a pena fazer bem. Eleve o quadril.
-- Seus olhos cinza brilham como uma tempestade de vero.
        -- Christian, voc no vai me depilar.
        Ele vira sua cabea para um lado. -- E porque no?
        Eu coro... No  bvio. -- Porque...  to...
        -- ntimo? -- Ele murmura --Ana, eu imploro por intimidade com voc  voc
sabe disso. E tambm, depois de tudo que ns fizemos no seja toda escrupulosa agora. Eu
conheo essa parte do seu corpo melhor que voc.
        Eu o encaro. Toda essa arrogante... Verdade,  verdade, mas mesmo assim. -- Isso
 errado! -- Minha voz  firme.
        -- Isso no  errado, isso  sexy.
        Sexy? Srio? -- Isso te excita? -- Eu no consigo evitar a surpresa em minha voz.
        Ele ri. -- Voc no percebeu ainda? -- Ele olha para baixo em sua excitao. -- Eu
quero te depilar, -- ele sussurra.
        Oh, que diabo. Eu deito jogando meus braos em meu rosto para que eu no veja.
        -- Se isso te faz feliz, Christian, v em frente. Voc  to bizarro, -- eu murmuro,
enquanto levanto meus quadris e ele coloca uma toalha em baixo de mim. Ele beija minha
coxa.
        -- Oh baby, como voc est certa.
        Eu ouo o chapinhar da gua quando ele mergulha o pincel de barba no copo de
gua, ento o redemoinho suave do pincel na caneca. Ele agarra meu tornozelo esquerdo e
separa minhas pernas, e a cama mergulha quando ele senta entre minhas pernas. -- Eu
realmente gostaria de te amarrar agora, -- ele murmura.
        -- Eu prometo ficar parada.
        -- Bom.
        Eu suspiro quando ele corre o pincel pela minha virilha. Est quente. A gua no
copo deve estar quente. Eu me contoro. Fez ccegas... De um jeito bom.




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       -- No se mexa, -- Christian fala e aplica o pincel novamente. -- Ou eu vou
amarr-la, -- ele sombriamente acrescenta, e um arrepio delicioso corre pela minha
espinha.
       -- Voc j fez isso antes? -- Eu pergunto quando ele pega a gilete novamente.
       -- No.
       -- Ah, que bom. -- Eu rio.
       -- Outra primeira vez, Sra. Grey.
       -- Mm... Eu gosto de primeiras vezes.
       -- Eu tambm. Aqui vai -- E com uma gentileza que me surpreendeu, ele passa a
gilete contra minha pele sensvel. -- Fique quieta -- ele diz distraidamente e eu sei que ele
est se concentrando.
       E demora apenas alguns minutos at ele pegar a toalha e tirar todo o excesso de
mim.
       -- Pronto, agora sim, -- ele admira e eu finalmente dobro meu brao para olha-lo e
me sento para admirar seu trabalho manual.
       -- Feliz? -- Eu pergunto, minha voz rouca.
       -- Muito. -- Ele sorri maleficamente e devagar coloca o dedo dentro de mim.


       -- Mas foi divertido -- ele diz com os olhos divertidos.
       -- Para voc talvez -- eu tento fazer bico, mas ele est certo... Aquilo foi...
Excitante.
       -- Eu me lembro muito bem que o resultado foi muito gratificante -- Christian
volta a fazer sua barba. Eu encaro rapidamente meus dedos. Sim, foi mesmo. Eu no tinha
a menor idia de quanta diferena fazia a falta de pelo pubiano.
       -- Ei, estou pensando. Isso no  o que todos os maridos que esto perdidamente
apaixonados por suas mulheres fazem? -- Christian inclina meu queixo e olha para mim,
seus olhos de repente cheios de apreenso quando ele se esfora para ler minha expresso.
       Hmm... Hora da vingana.
       -- Sente-se -- eu murmuro.
       Ele olha, sem entender. Eu o empurro suavemente em direo ao banquinho
solitrio no canto do banheiro. Perplexo, ele se senta, e eu levo a navalha at ele.




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           -- Ana -- ele diz, alerta, ao perceber a minha inteno. Eu me inclino para baixo e
o beijo.
           -- Volte -- eu suspiro.
           Ele hesita.
           -- Olho por olho, Sr, Grey.
           Ele me encara com cautela, divertido. -- Voc sabe o que est fazendo? -- ele
pergunta, em voz baixa. Eu balano minha cabea lentamente, tentando parecer mais sria
possvel. Ele fecha seus olhos e balana a cabea em rendio.
           Puta merda, ele vai me deixar o barbear. Minha deusa interior se aquece, esticando os
braos e cruzando os dedos. Timidamente eu deslizo minha mo no cabelo mido em sua
testa, apertando com fora para deixa-lo parado. Ele aperta os olhos e franze os lbios
enquanto inala. Muito delicadamente, eu passo a gilete em um curso a partir do pescoo
at o queixo, revelando um caminho de pele abaixo da espuma. Christian exala.
           --Voc acha que eu ia te machucar?
           --Eu nunca sei o que voc vai fazer, Ana, mas no, no intencionalmente.
           Eu passo a gilete em seu pescoo novamente, abrindo um caminho mais amplo na
espuma.
           -- Eu nunca o machucaria intencionalmente, Christian.
           Ele abre seus olhos e me abraa enquanto eu gentilmente passo a gilete da
bochecha at sua costeleta.
           -- Eu sei -- ele diz, angulando seu rosto para que eu barbeie o resto de sua
bochecha. Mais duas vezes e eu termino de barbe-lo.
           -- Terminei, e nenhuma gota de sangue -- eu rio orgulhosamente.
           Ele passa sua mo em minha perna ento meu vestido de noite sobe em minha
coxa e me coloca em seu colo, de modo que estou montada nele. Eu me equilibro com as
mos na parte superior em seus braos. Ele  realmente musculoso.
           -- Posso lev-la a um lugar hoje?
           -- Sem bronzeamento? -- Eu arco uma sobrancelha sarcstica para ele.
           Ele lambe os lbios nervosamente. -- No. Sem bronzeamento hoje. Achei que
poderia preferir algo mais.
           -- Bem, desde que seja sem chupes e que efetivamente ponha um fim a isso, por
que no?


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        Sabiamente, ele ignora meu tom. --  uma viagem, mas vale a pena  visita pelo
que eu li. Meu pai recomendou que visitssemos.  uma aldeia chamada de Saint Paul de
Vence. H algumas galerias l. Achei que podamos escolher algumas pinturas de l. Eu
pensei que podamos escolher algumas pinturas e esculturas para nossa nova casa, se
acharmos alguma coisa que a gente goste.
        Puta merda. Eu me inclino para trs e o encaro. Arte... Ele quer comprar obras de
arte. Como eu posso comprar obras de arte?
        -- O que? -- Ele pergunta.
        -- Eu no sei nada sobre arte, Christian.
        Ele d de ombros e sorri para mim. -- Ns apenas compraremos o que a gente
gostar. No  como se isso fosse um investimento.
        Investimento? Jesus.
        -- O que? -- Ele diz novamente.
        Eu balano minha cabea.
        -- Olha, eu sei que s vimos os desenhos da arquiteta aquele dia, mas no h
nenhum mal em olhar, e a cidade  um lugar antigo, medieval.
        Ah, a arquiteta. Ele tinha que me lembrar dela... Gia Matteo, uma amiga de Elliot
que trabalhou na casa de Christian em Aspen. Durante nossos encontros, ela estava toda
cheia de amores com Christian.
        -- O que foi agora? -- Christian exclama. Eu balano minha cabea. -- Me diga --
ele insiste.
        Como posso dizer a ele que no gosto de Gia? Isso  irracional. Eu no quero fazer
papel de esposa ciumenta.
        -- Voc no est brava ainda pelo que eu fiz ontem? -- Ele suspira e roa seu rosto
entre meus seios.
        -- No. Eu estou com fome. -- Eu murmuro, sabendo bem que isso vai distrai-lo
da linha de pensamento.
        -- Por que voc no disse? -- Ele me solta de seu colo e levanta.
        Saint Paul de Vence  uma vila medieval na colina, um dos mais pitorescos lugares
que eu j vi. Eu passeio de brao dado com Christian pelas ruas de paraleleppedos com a
mo no bolso de trs de sua bermuda. Taylor e ambos Gaston ou Philippe, eu no vejo
diferena entre eles, vo atrs de ns. Passamos por uma praa onde trs senhores, um


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vestindo uma boina tradicional apesar do calor, esto jogando. A vila est cheia de
turistas, e eu me sinto confortvel debaixo do brao de Christian. Tm muita coisa para
ver, pequenas vielas e passagens que levam a ptios com fontes de pedras enfeitados com
esculturas antigas e modernas, e fascinantes butiques e lojas.
       Na primeira galeria, Christian olha distraidamente para as fotografias erticas
diante de ns. Elas so de Florence D'elle, mulheres nuas em diferentes poses.
       "No  o que eu tinha em mente", eu murmuro em desaprovao. Eles me fazem
pensar na caixa de fotografias que eu encontrei em seu armrio, o nosso armrio. Eu me
pergunto se ele j as destruiu.
       "Eu tambm no", diz Christian, sorrindo para mim. Ele pega minha mo e
caminhamos at o prximo artista. Eu me pergunto se eu deveria deixa-lo tirar fotos de
mim. Minha deusa interior acena freneticamente com aprovao.
       A tela seguinte  de uma pintora especialista em arte figurativa  frutas e vegetais,
em cores ricas e gloriosas.
       -- No  bem o que eu tinha em mente, -- murmuro em desaprovao. Elas me
fazem pensar na caixa de fotografias que encontrei em seu armrio, o nosso armrio. Eu
me pergunto se ele j as destruiu.
       -- Eu tambm no, -- diz Christian, sorrindo para mim. Ele pega a minha mo, e
caminha at o prximo artista.  toa, eu me pergunto se eu deveria deixa-lo tirar fotos de
mim. Minha deusa interior acena freneticamente em aprovao.
       A tela seguinte  de uma pintora que se especializou em arte figurativa de frutas e
legumes em close e em cores ricas e gloriosas.
       -- Eu gosto desses, -- eu aponto para as trs pinturas de pimenta. -- Elas me
lembram de voc cortando vegetais em meu apartamento. -- Eu rio. Christian torce a boca,
mas no consegue esconder seu riso.
       -- Eu pensei que tinha feito um belo trabalho, -- ele murmura. -- Eu fui um pouco
lento, de qualquer forma, -- ele me puxa para um abrao -- voc estava me distraindo.
Onde voc as colocaria?
       -- O que?
       Christian sussurra em meu ouvido. -- As pinturas, onde voc as colocaria? -- Ele
morde minha orelha e eu sinto algo l embaixo.
       -- Cozinha -- eu murmuro.


50
       -- Hmm. Boa idia, Sra. Grey.
       Eu olho o preo. Cinco mil euros cada. Puta merda!
       -- Eles so bem caros! -- Eu engasgo.
       -- E? -- Ele roa seu nariz em minha orelha. -- Acostume-se, Ana. -- Ele me solta
e vai at uma mesa onde uma mulher vestida toda de branco est o encarando. Eu quero
virar meus olhos, mas retorno minha ateno para as pinturas. Cinco mil euros... Jesus.
       Ns terminamos de almoar e estamos tomando caf e relaxando no Hotel Le Saint
Paul. A vista que nos cerca  deslumbrante. Vinhas e campos de girassis formam uma
colcha de retalhos atravs da plancie, intercalados aqui e ali com fazendas francesas. Est
um dia claro e bonito, conseguimos ver todo o caminho do mar, brilhando fracamente no
horizonte. Christian interrompe meu devaneio.
       -- Voc me perguntou por que eu trano seu cabelo, -- ele murmura. Seu tom de
voz me alarma. Ele parece to... Culpado.
       -- Sim. -- Oh, merda.
       -- A prostituta do crack me deixava brincar com seu cabelo, eu acho. Eu no sei se
isso  uma memria ou um sonho.
       Uau! Sua me biolgica.
       Ele me encara, sua expresso ilegvel. Meu corao vai at a boca. O que eu devo
dizer aps ele me revelar coisas assim?
       -- Eu gosto que voc brinque com meu cabelo. -- Minha voz  hesitante.
       Ele me encara com incerteza. -- Voc gosta?
       -- Sim. --  verdade. Eu seguro suas mos. -- Eu acho que voc amou sua me
biolgica, Christian. -- Seus olhos se alarmam e ele me encara impassivo, sem dizer nada.
       Puta merda. Eu fui muito longe? Diga algo, Cinqenta, por favor. Mas ele continua
absolutamente mudo, me encarando com seus insondveis olhos cinzentos, enquanto o
silncio estende-se entre ns. Ele parece perdido.
       Ele olha para nossas mos juntas e franze o cenho.
       -- Diga algo, -- eu sussurro, porque no suporto mais o silncio entre ns.
       Ele balana a cabea, exalando profundamente.
       -- Vamos. -- Solta minha mo e levanta. Sua expresso guardada. Eu ultrapassei
algum limite? Eu no tenho a menor idia. Meu corao afunda e eu no sei se devo dizer
mais alguma coisa. Eu decido segui-lo obedientemente para fora do restaurante.


51
       Em uma adorvel viela, ele pega minha mo.
       -- Aonde voc quer ir?
       Ele fala! E ele no est bravo comigo, Graas a Deus. Eu exalo, aliviada, e dou de
ombros. --Eu apenas estou feliz que voc ainda est falando comigo.
       -- Voc sabe que eu no gosto de falar dessas merdas. J aconteceu, acabou. -- Ele
diz quietamente.
       No Christian, no acabou. O pensamento me entristece, e pela primeira vez me
pergunto se vamos algum dia termina-lo. Ele sempre ser cheio de Cinqentas Sombras...
Meu Cinqenta Tons. Voc quer que ele mude? No, no mesmo, apenas quero que ele se
sinta amado. Espreitando-o, eu o encaro por um momento admirando sua beleza
cativante... E ele  meu. E no  apenas o fascnio por seu rosto e seu corpo que me
encantam.  o que est por trs dessa perfeio que me atrai, que me chama... Sua alma
frgil, danificada.
       Ele me d um olhar, pelo nariz, meio divertido, meio desconfiado, e totalmente
sexy e enfia-me debaixo do brao, e ns percorremos nosso caminho atrs dos turistas at
o local onde Philippe/Gaston estacionaram a Mercedes. Coloco minha mo de volta no
bolso de trs da bermuda de Christian, grata por ele no estar bravo. Mas, honestamente,
um menino de quatro anos de idade no ama sua me, independente de ela ser uma boa
me ou no? Eu suspiro pesadamente e abrao-o mais perto. Eu sei que atrs de ns a
equipe de segurana se esconde, e me pergunto se eles j comeram.
       Christian para em frente de uma pequena butique de jias finas e olha pela janela,
depois para mim. Ele agarra minha mo livre e passa seu polegar levemente sobre a marca
vermelha da algema em meus pulsos, verificando.
       -- No di. -- Eu o tranqilizo. Ele se contorce de forma que minha outra mo 
libertada de seu bolso. Ele aperta essa mo tambm, virando-a gentilmente para examinar
meus pulsos. O relgio de platina que ele me deu no caf da manh da nossa primeira
manh em Londres esconde a linha vermelha. A gravao ainda me faz desmaiar.
                                           Anastcia
                                       Voc  o meu mais
                                    Meu Amor, Minha Vida
                                           Christian




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       Apesar de tudo, todos os seus tons, meu marido consegue ser muito romntico. Eu
encaro as marcas em meus pulsos. Ele pode ser selvagem s vezes tambm. Soltando
minha mo esquerda, ele inclina o queixo com os dedos e avalia minha expresso, seus
olhos perturbados.
       -- Elas no doem, -- eu repito. Ele puxa minhas mos para seus lbios e planta
macios beijos de desculpa dentro de meu pulso.
       -- Venha, --ele diz e me leva para a loja.


       -- Aqui, -- Christian segura um bracelete de platina que ele acabou de comprar. 
requintado, delicadamente trabalhado, a filigrana em forma de pequenas flores abstratas
com pequenos diamantes em forma de corao. Ele o coloca em meu pulso.  largo, e
cobre as marcas de meu pulso. E tambm custa trinta mil euros, eu acho, eu no consegui
entender totalmente a conversa em francs que teve com a atendente. Eu nunca ganhei
algo to caro.
       -- Pronto, agora est melhor, -- ele murmura.
       -- Melhor? -- Eu sussurro, encarando seus luminosos olhos cinzentos, consciente
que a grudenta atendente est nos encarando com inveja e um olhar desaprovador.
       -- Voc sabe por que, -- Christian diz incerto.
       -- Eu no preciso disso. -- Eu movimento meus pulsos e o bracelete se move. O sol
da tarde reflete nele, lanando pequenos arco-ris nas paredes da loja.
       -- Eu preciso, -- ele diz com absoluta sinceridade.
       Por qu? Por que ele precisa disso? Ser que ele se sente culpado? Sobre o qu? As
marcas? Sua me biolgica? No confia em mim? Oh, Cinqenta.
       -- No, Christian, no precisa. Voc j me deu muito. Uma lua de mel mgica,
Londres, Paris, a Cote D'Azur... E voc. Eu sou uma garota de muita sorte, -- eu sussurro
e seus olhos amolecem.
       -- No, Anastasia, eu sou um homem de muita sorte.
       -- Obrigado. -- Esticando-me na ponta dos ps, eu coloco meus braos em volta de
seu pescoo e o beijo... No por me dar o bracelete, mas por ser meu.


       Quando voltamos ao carro, ele est introspectivo, olhando para os campos de
girassis brilhantes, suas cabeas seguindo o sol da tarde. Um dos gmeos, eu acho que 


53
Gaston, est dirigindo e Taylor est ao seu lado na frente. Christian est pensando sobre
algo. Eu aperto sua mo, tentando tranqiliza-lo. Ele olha para mim antes de soltar minha
mo, acariciando meu joelho. Eu estou vestindo um short azul e uma camiseta branca sem
mangas. Christian hesita, e eu no sei se suas mos esto indo a direo a minha coxa ou
para baixo da minha perna. Eu fico tensa com a antecipao do toque suave de seus dedos
e prendo a respirao. O que ele vai fazer? Ele escolhe, de repente, e agarra meu tornozelo e
puxa meu p para seu colo. Eu me viro de modo que estou de frente para ele na parte de
trs do carro.
       -- Eu quero o outro tambm.
       Olho nervosamente para Taylor e Gaston, cujos olhos esto na estrada e coloco
meu outro p em seu colo. Seus olhos esfriam, ele se inclina e aperta um boto na sua
porta. Na nossa frente, uma tela de privacidade se fecha, e em dez segundos estamos
sozinhos. Uau... No me admira que a parte traseira desse carro seja to espaosa.
       -- Eu quero olhar seus tornozelos, -- Christian explica tranqilamente. Seu olhar 
ansioso. As marcas das algemas? Jesus... Eu pensei que isso j tinha acabado. Se houver
marcas, esto escondidas pelas tiras da sandlia. Eu no me lembro de ver alguma marca
essa manh. Gentilmente, ele acaricia seu polegar em meu peito do p direito, fazendo-me
contorcer. Um sorriso aparece em seus lbios e ele habilmente desfaz uma ala de minha
sandlia, e seu sorriso desaparece quando v as marcas vermelhas.
       -- No di, -- murmuro. Ele olha para mim e sua expresso  triste, sua boca
pressionada em uma linha. Ele acena, como se estivesse aceitando minha palavra
enquanto eu tiro minha sandlia, jogando-a no cho, mas eu sei que o perdi. Ele est
distrado e pensativo novamente, mecanicamente acariciando meu p, enquanto se vira
para olhar a janela do carro mais uma vez.
       -- Ei. O que voc esperava? -- Eu pergunto docemente. Ele olha para mim e d de
ombros.
       -- Eu esperava me sentir assim quando olho para essas marcas, -- ele diz.
       Oh! Um momento est reservado e no outro est acessvel novamente? To...
Cinqenta! Como posso me manter com ele?
       -- Como voc se sente?
       Seus olhos sombrios me encaram. -- Desconfortvel, -- ele murmura.




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       Oh, no. Eu tiro meu cinto de segurana e vou para mais perto dele, deixando meus
ps em seu colo. Eu quero me rastejar em seu colo e abraa-lo, e eu faria se fosse apenas
Taylor na frente. Saber que Gaston tambm est na frente, me impede. Se esse vidro fosse
mais escuro. Eu aperto suas mos.
       --  os chupes que eu no gosto, -- eu sussurro. -- Todo o resto... O que voc fez
-- eu abaixo minha voz ainda mais -- com as algemas, eu gostei. Bem, mais que gostei, foi
alucinante. Voc pode fazer isso novamente comigo quando quiser
       Ele se vira em seu assento. -- Alucinante? -- Minha deusa interior olha assustada
para seu Jackie Collins.
       -- Sim, -- eu rio. Eu flexiono meus dedos dos ps em sua virilha endurecida e o
vejo separar os lbios.
       -- Voc realmente deveria estar usando o cinto de segurana, Sra. Grey. -- Sua voz
 baixa e eu enrolo meus dedos em torno dele mais uma vez. Ele inala e seus olhos
escurecem, e aperta meu tornozelo em advertncia. Ser que ele quer que eu pare?
Continue? Ele faz uma pausa, franze a testa e pega seu BlackBerry sempre presente em seu
bolso para atender uma chamada, enquanto olha para o relgio. Sua cara fecha.
       -- Barney, -- ele diz.
       Merda. Trabalho nos interrompendo novamente. Eu tento remover meus ps, mas
ele aperta seus dedos ao redor do meu tornozelo.
       -- Na sala do servidor? -- Ele diz incrdulo. -- Ele ativou o sistema de supresso
de incndios?
       Incndio! Eu tiro meu p de seu colo e dessa vez ele deixa. Eu sento de volta ao meu
assento, coloco meu cinto de segurana e mexo nervosamente na pulseira de 15 mil euros.
Christian aperta o boto em sua porta e o vidro de privacidade se abaixa.
       -- Algum se machucou? Danos? Entendo... Quando? -- Christian olha para seu
relgio novamente e em seguida passa a mo no cabelo. -- No. Nenhum bombeiro ou
polcia. Ainda no de qualquer maneira.
       Puta merda! Um incndio? No escritrio de Christian? Eu o encaro, minha mente a
mil. Taylor se vira para poder ouvir a conversa de Christian.
       -- Ele tem? Bom... Ok. Eu quero um relatrio de danos detalhados. E um resumo
completo de todos que tiveram acesso nos ltimos cinco dias, incluindo o pessoal da




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limpeza... Fale para Andrea me ligar... Sim, parece que argnio  to eficaz quanto, vale o
seu peso em ouro.
       Relatrio de danos? Argnio? Lembro-me de uma aula distante de qumica,  um
elemento, eu acho.
       -- Eu sei que  cedo... Mande-me um e-mail em duas horas... No, eu preciso saber.
Obrigada por me ligar. -- Christian desliga, e imediatamente disca um nmero em seu
BlackBerry.
       -- Welch... Bom... Quando? -- Christian olha para seu relgio novamente. -- Uma
hora ento... sim... Vinte e 4-7 no armazenamento de dados fora do local... Bom. -- Ele
desliga.
       -- Philippe, eu preciso estar a bordo em uma hora.
       -- Senhor.
       Merda,  Philippe, no Gaston. O carro acelera.
       Christian olha para mim, sua expresso ilegvel.
       -- Algum ferido? -- Pergunto silenciosamente.
       Christian balana a cabea. -- Muito pouco dano. Ele estende o brao e segura
minha mo, apertando-a de modo tranquilizador. -- No se preocupe com isso. Minha
equipe est cuidando disso. -- E l est ele, CEO, no comando e no preocupado.
       -- Onde foi o incndio?
       -- Na sala do servidor.
       -- Grey House?
       -- Sim.
       Suas respostas so curtas, e eu sei que ele no quer falar sobre isso.
       -- Por que poucos danos?
       -- O servidor est equipado com um sistema de supresso de incndio.
       Claro que sim.
       -- Ana, por favor... No se preocupe.
       -- Eu no estou preocupada, -- eu minto.
       -- Ns no sabemos com certeza se foi um incndio causado, -- ele diz, cortando
meu corao de ansiedade. Minhas mos seguram minha garganta com medo. Primeiro
Charlie Tango, e agora isso?
       O que vir em seguida?


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                                          Captulo 04
       Estou inquieta. Christian est h mais de uma hora enfurnado em seu escritrio. Eu
tentei ler, assistir TV, tomar sol, com todas as partes do biquni, mas no consigo relaxar, e
no consigo me livrar deste sentimento de irritabilidade. Depois de vestir um short e uma
camisa, eu removo o bracelete absurdamente caro e vou procurar Taylor.
       -- Sra. Grey, -- ele diz, sobressaltado enquanto lia seu livro do Anthony Burgess.
Ele est sentado numa pequena sala do lado de fora do escritrio de Christian.
       -- Eu gostaria de sair para fazer compras.
       -- Sim, senhora. -- Ele se levanta.
       -- Eu gostaria de ir de Jet Ski.
       Sua boca se abre. -- Erm. -- Ele franze a testa, sem palavras.
       -- Eu no quero incomodar Christian com isso.
       Ele reprime um suspiro. -- Sra. Grey... Hmm... Eu no acho que o Sr. Grey ficaria
muito confortvel com isso, e eu gostaria de manter meu emprego.
       Oh, pelo amor de Deus! Eu quero virar meus olhos para ele, mas eu os estreito em
vez disso, suspirando pesadamente, expressando, eu acho, uma certa indignada frustrao
por no ser dona do meu prprio destino. De novo, no quero Christian bravo com Taylor,
ou comigo, tambm. Caminhando confiante por ele, bato na porta do escritrio e entro.
       Christian est no seu BlackBerry, encostado na escrivaninha de mogno. Ele olha
para cima. -- Andrea, espere por favor, -- ele resmunga no telefone, sua
expresso sria. Me olha esperando educadamente. Merda. Por que me sinto como se
tivesse entrado no escritrio do diretor da faculdade? Este homem me algemou ontem.
Recuso-me a ser intimidada por ele, ele  meu marido, caramba. Eu endireito meus
ombros e dou-lhe um largo sorriso.
       -- Vou fazer compras. Vou levar comigo a segurana.
       -- Tudo bem, leve um dos gmeos com voc e Taylor, tambm, -- ele diz, e eu sei
que o qu est acontecendo  grave, porque ele no me questiona mais. Fico ali olhando
para ele, me perguntando se posso ajudar.
       -- Mais alguma coisa? -- Ele pergunta. Ele quer que eu v embora. Merda.
       -- Voc quer que eu te traga alguma coisa? -- Eu pergunto. Ele me d seu doce
sorriso tmido.




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       -- No, baby, eu estou bem, -- ele diz. -- A equipe vai cuidar de mim.
       -- Ok. -- Quero beij-lo. Diabos, eu posso, ele  meu marido. Andando
decididamente em frente, eu dou um beijo em seus lbios, surpreendendo-o.
       -- Andrea, te ligo de volta, -- resmunga. Ele coloca o BlackBerry sobre a
mesa atrs dele, puxa-me nos seus braos e me beija apaixonadamente. Estou sem flego
quando ele me libera. Seus olhos esto escuros e necessitados.
       -- Voc est me distraindo. Eu preciso resolver isso, e ento posso voltar para
minha lua de mel. -- Ele corre o dedo indicador pelo meu rosto e acaricia meu queixo,
inclinando meu rosto.
       -- Ok. Desculpe.
       -- Por favor, no se desculpe, Sra. Grey. Adoro suas distraes. -- Ele beija o canto
da minha boca.
       -- V gastar algum dinheiro. -- Ele me solta.
       -- Farei isso. -- Eu sorrio para ele enquanto saio do seu escritrio. Meu
subconsciente sacode a cabea e aperta seus lbios. Voc no lhe disse que voc estava indo no
Jet Ski, me repreende cantarolando. Eu o ignoro... Agourento.
       Taylor est esperando pacientemente.
       -- Est tudo esclarecido com o alto comando... Podemos ir? -- Eu sorrio, tentando
manter o sarcasmo da minha voz. Taylor no esconde seu sorriso de admirao.
       -- Sra. Grey, depois de voc.


       Taylor pacientemente me explica sobre os controles do Jet Ski e como dirigi-lo.
Ele tem uma autoridade calma e gentil, ele  um bom professor. Estamos na lancha,
balanando e conversando nas guas calmas do porto prximo ao Fair Lady. Gaston nos
olha, sua expresso impassvel, e um dos tripulantes do Fair Lady fica no controle da
lancha. Eita, trs pessoas comigo, s porque eu quero ir s compras.  ridculo.
       Fechando o zper do meu salva-vidas, eu dou um sorriso radiante a Taylor. Ele
estende a mo para me ajudar enquanto subo no Jet Ski.
       -- Enrole a correia da chave de ignio em torno de seu pulso, Sra. Grey. Se voc
cair, o motor desligar automaticamente, -- explica ele.
       -- Ok.
       -- Pronta?


58
       Concordo com entusiasmo.
       -- Pressione o boto de ignio quando estiver afastada cerca de quatro metros de
distncia do barco. Vamos segui-la.
       -- Ok.
       Ele empurra o Jet Ski para longe da lancha, que flutua suavemente em direo ao
porto principal. Quando ele me d o sinal de ok, eu pressiono o boto de ignio e o motor
ruge para a vida.
       -- Ok, Sra. Grey, foi fcil! -- Taylor grita. Eu aperto o acelerador. O Jet Ski
vai para frente, em seguida morre. Droga! Como o Christian faz parecer to fcil? Tento de
novo, e mais uma vez, est parado. Duas vezes merda!
       -- Apenas se concentre, Sra. Grey, -- Taylor grita.
       -- Sim, sim, sim, -- eu murmuro enquanto respiro. Tento mais uma vez, e muito
gentilmente aperto a alavanca, e o Jet Ski vai para frente, mas desta vez sem desligar. Sim!
Vai para frente um pouco mais. Ha ha! Est se movendo! Eu quero gritar e berrar de
excitao, mas eu me seguro. Eu cruzo suavemente para longe do iate em direo ao porto
principal. Atrs de mim, eu ouo o rugido gutural do motor da lancha. Quando aperto o
acelerador, o Jet Ski salta para frente, patinando atravs da gua. Com o vento quente no
meu cabelo e uma brisa do mar em ambos os lados, eu me sinto livre.  o mximo! Nunca
que Christian me deixaria dirigir.
       Ao invs de ir direto para a costa e acabar com a diverso, eu viro e fao uma volta
em torno da majestosa Fair Lady. Uau, isso  muito divertido. Ignoro Taylor e a equipe atrs
de mim e acelero em volta do iate uma segunda vez. Enquanto eu completo a volta, vejo
Christian no convs. Acho que ele est chocado, mas no tenho certeza. Corajosamente, eu
levanto uma mo do guido e aceno com entusiasmo para ele. Ele parece feito de pedra,
mas, finalmente, ele levanta a mo no que parece ser um rgido aceno. Eu no consigo ler
sua expresso, e algo me diz que no devo, ento eu vou para a marina, acelerando atravs
da gua azul do Mediterrneo, que brilha no sol da tarde.
       No cais, eu aguardo e deixo Taylor encostar  minha frente. Sua expresso 
triste, e meu corao se afunda, embora Gaston parece vagamente divertido. Pergunto-me
brevemente se aconteceu alguma coisa que possa esfriar a relao entre gauleses e
americanos, mas no fundo eu suspeito que o problema  provavelmente eu. Gaston pula
para fora da lancha e a amarra no atracadouro enquanto Taylor me orienta para parar ao


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lado. Muito delicadamente eu conduzo o Jet Ski para prximo do barco, alinhando-o ao
seu lado. Sua expresso suaviza um pouco.
       -- Basta desligar a ignio, Sra. Grey, -- ele diz calmamente, alcanando o guido e
estendendo a mo para me ajudar a entrar na lancha. Eu agilmente subo a bordo,
impressionada por no cair.
       -- Sra. Grey, -- Taylor pisca nervosamente, seu rosto vermelho mais uma vez. --
Sr. Grey no est totalmente confortvel com voc andando no Jet Ski. -- Ele praticamente
se contorce de vergonha, e eu percebo que ele recebeu uma bronca de Christian. Oh, meu
pobre e patologicamente superprotetor marido, o que vou fazer com voc?
       Eu sorrio serenamente para Taylor. -- Entendo. Bem, Taylor, o Sr. Grey no est
aqui, e se ele no est totalmente confortvel, eu tenho certeza que ele vai fazer a gentileza
de me dizer ele mesmo quando eu voltar a bordo.
       Taylor estremece. -- Muito bem, Sra. Grey, -- ele diz calmamente, entregando-me
minha bolsa.
       Enquanto saio do barco, eu recebo um vislumbre de seu sorriso relutante, e isso me
faz querer sorrir tambm.  impressionante o quanto gosto de Taylor, mas eu realmente
no gosto de ser repreendida por ele, ele no  meu pai ou meu marido.
       Droga, Christian est bravo, e ele tem o suficiente para se preocupar no momento. O que eu
estava pensando? Enquanto estou aguardando Taylor, eu sinto o meu BlackBerry vibrar na
minha bolsa e o apanho. O toque que escolhi para Christian  "Your Love is King" da Sade,
esse toque  apenas para ele.
       -- Oi, -- murmuro.
       -- Oi, -- diz ele.
       -- Vou voltar para o barco. No fique bravo.
       Eu ouo seu pequeno suspiro de surpresa. -- Hmm...
       -- Foi divertido, no entanto -- eu sussurro.
       Ele suspira. -- Bem, longe de mim acabar com sua diverso, Sra. Grey. Tenha
cuidado. Por favor.
       Oh, Senhor! Permisso para me divertir! -- Irei. Voc quer alguma coisa da cidade?
       -- S voc, de volta inteira.
       -- Farei o meu melhor, prometo, Sr. Grey.
       -- Fico feliz em ouvir isso, Sra. Grey.


60
       -- Nosso objetivo  agradar, -- eu respondo com uma risadinha.
       Eu ouo o sorriso em sua voz. -- Tenho outra ligao, at mais tarde, baby.
       -- At mais, Christian.
       Ele desliga o telefone. A briga por causa do Jet Ski est encerrada, acho. O carro
est esperando, e Taylor segura a porta aberta para mim. Eu pisco para ele enquanto subo,
e ele balana a cabea em divertimento.
       No carro, eu envio correndo um e-mail no meu BlackBerry.


De: Anastasia Grey
Assunto: Obrigado
Data: 17 agosto, 2011 16:55
Para: Christian Grey

Por no ter sido muito ranzinza.
Sua esposa amorosa
Xxx


De: Christian Grey
Assunto: Tentando manter a calma
Data: 17 agosto, 2011 16:59
Para: Anastasia Grey

De nada.
Volte inteira.
No  um pedido.
X

Christian Grey
CEO & marido superprotetor, Grey Enterprises Holdings, Inc.


       Sua resposta me faz sorrir. Meu manaco por controle.


       Por que eu quis ir s compras? Eu odeio fazer compras. Mas no fundo eu sei o
porqu, e eu caminho determinadamente passando pela Chanel, Gucci, Dior, e as outras
butiques de designer e, eventualmente, encontro o antdoto para o que me aflige em uma
pequena e abarrotada loja turstica.  uma tornozeleira de prata com pequeninos coraes
e sininhos. Faz um barulhinho fofo e custa cinco euros. Assim que compro, eu a coloco.
Esta sou eu, e  disso que eu gosto. Imediatamente eu me sinto mais confortvel. Eu no



61
quero perder o contato com a menina dentro de mim que gosta disso, nunca. No fundo eu
sei que no estou me sentindo oprimida apenas por Christian, mas tambm por sua
riqueza. Ser que eu vou me acostumar?
       Taylor e Gaston me seguem respeitosamente atravs da multido do final da tarde,
e eu logo me esqueo deles. Eu quero comprar algo para Christian, algo para desvirar seu
pensamento do que est acontecendo em Seattle. Mas o que posso comprar para um
homem que j tem tudo? Paro em uma pequena e moderna praa, cercada por lojas e olho
para cada uma delas. Quando vejo uma loja de eletrnicos, nossa visita mais cedo  galeria
e nossa visita ao Louvre, me vem a mente. Ns estvamos olhando para a Vnus de
Milo... As palavras de Christian ecoam na minha cabea, "Todos ns podemos apreciar a forma
feminina. Gostamos de olhar ainda que em mrmore, pintura  leo, cetim ou filme."
       Isso me d uma ideia, uma ideia ousada. S preciso de ajuda para escolher a certa,
e s h uma pessoa que pode me ajudar. Eu arranco meu BlackBerry da minha bolsa e ligo
para Jos.
       -- Quem...? -- Ele murmura sonolento.
       -- Jos,  Ana.
       -- Ana, oi! Onde voc est? Voc est bem? -- Ele parece mais alerta agora,
preocupado.
       -- Estou em Cannes, no sul da Frana, e eu estou bem.
       -- Sul da Frana, hein? Voc est em algum hotel de luxo?
       -- Hmm... no. Estamos ficando em um barco.
       -- Um barco?
       -- Um barco grande. -- Eu esclareo, suspirando.
       -- Entendo. -- Sua voz fica fria... Merda, eu no deveria ter ligado para ele. No
preciso disso agora.
       -- Jos, preciso de seu conselho.
       -- Meu conselho? -- Ele parece atordoado. -- Claro, -- diz ele, e agora ele est
muito mais amigvel. Digo-lhe meu plano.


       Duas horas mais tarde, Taylor me ajuda a subir nos degraus da lancha, subindo
para o convs. Gaston est ajudando o marinheiro com o Jet Ski. Christian no est em




62
nenhum lugar, e eu corro at nossa cabine para embrulhar seu presente, com uma
sensao infantil de prazer.
       -- Voc se foi h algum tempo. -- Christian surpreende-me enquanto estou
colocando o ltimo pedao de fita. Viro-me para encontr-lo em p na porta de entrada da
cabine, me observando atentamente. Puta merda! Eu ainda estou com problemas sobre o Jet
Ski? Ou  algo sobre o incndio em seu escritrio?
       -- Tudo sob controle em seu escritrio? -- Pergunto hesitantemente.
       -- Mais ou menos, -- diz ele, com um aborrecido semblante fechado.
       -- Fiz algumas compras, -- murmuro, na esperana de aliviar seu humor, e
rezando para que seu aborrecimento no seja dirigido a mim. Ele sorri calorosamente, e
vejo que est tudo bem entre a gente.
       -- O que voc comprou?
       -- Isso, -- eu coloco meu p em cima da cama e lhe mostro a minha tornozeleira.
       -- Muito bonito, -- diz ele. Aproxima-se de mim e acaricia os pequenos sinos para
que eles balancem docemente em volta do meu tornozelo. Ele franze a testa de novo e
passa os dedos levemente ao longo da marca, formigando minha perna.
       -- E este. -- Seguro a caixa, esperando distra-lo.
       -- Para mim? -- Pergunta ele, surpreso. Concordo com a cabea timidamente. Ele
pega a caixa e a sacode suavemente. Ele d seu deslumbrante sorriso de menino e se senta
ao meu lado na cama. Inclinando-se, ele agarra meu queixo e me beija.
       -- Obrigado, -- diz ele com um prazer tmido.
       -- Voc no abriu ainda.
       -- Vou adorar, no importa o que seja. -- Ele olha para mim, seus olhos brilhando.
-- Eu no ganho muitos presentes.
       --  difcil te comprar coisas. Voc tem tudo.
       -- Eu tenho voc.
       -- Voc tem. -- Eu sorrio para ele. Oh, como voc me tem, Christian.
       Ele desembrulha facilmente. -- A Nikon? -- Ele olha para mim, intrigado.
       -- Eu sei que voc tem uma cmera digital compacta, mas isso  para... Hmm...
Retratos e coisas do tipo. Vem com duas lentes.
       Ele pisca para mim, ainda sem entender.




63
       -- Hoje, na galeria voc gostou das fotos de Florena D'elle. Me lembrei do que
voc disse no Louvre. E, claro, havia aquelas outras fotografias. -- Eu engulo, tentando
fazer de tudo para no recordar as fotos que encontrei em seu armrio.
       Ele para de respirar, arregalando os olhos enquanto compreende, e eu continuo s
pressas antes que eu perca a coragem.
       -- Eu achei que voc gostaria, Hmm... De tirar fotos... De mim.
       -- Fotos. De voc? -- Ele me olha surpreso, ignorando a caixa em seu colo.
       Concordo com a cabea, tentando desesperadamente avaliar sua reao.
Finalmente, ele olha de volta para a caixa, deslizando os dedos sobre a imagem da cmera
na frente da caixa com fascinada reverncia.
       O que ele est pensando? Ah, essa no  a reao que eu estava esperando, e meu
subconsciente me olha como se eu fosse um animal domesticado de fazenda. Christian
nunca reage da maneira que espero. Ele olha para cima, seus olhos se enchem com o que,
dor?
       -- Por que voc acha que eu quero isso? -- Pergunta ele, confuso.
       No, no, no! Voc disse que iria gostar...
       -- No gostou? -- Eu pergunto, recusando-me a admitir para o meu subconsciente
que est questionando por que algum iria querer fotografias erticas de mim. Christian
engole e passa a mo pelos cabelos, e ele parece to perdido, to confuso. Ele respira
profundamente.
       -- Para mim, aquelas fotos so geralmente uma aplice de seguro, Ana. Eu sei
que vinha tratando as mulheres como objeto, -- ele diz e faz uma pausa desajeitada.
       -- E voc acha que tirar fotos de mim ... Hmm, me tratar como objeto? -- Todo ar
sai do meu corpo, e o sangue escorre de meu rosto.
       Ele revira os olhos. -- Estou to confuso, -- ele sussurra. Quando ele abre os olhos
novamente, esto largos e desconfiados, cheio de alguma emoo crua.
       Merda.  alguma coisa comigo? Minhas perguntas mais cedo sobre sua me
biolgica? O incndio no seu escritrio?
       -- Por que voc diz isso? -- Eu sussurro, o pnico crescente em minha garganta.
Pensei que ele estava feliz. Pensei que estvamos felizes. Pensei que eu o fazia feliz. Eu no
quero confundi-lo. Quero? Minha cabea dispara. Ele no tem visto Flynn h quase trs
semanas.  isso? Ser que  isso o que ele no est conseguindo me dizer? Merda, eu


64
deveria telefonar para o Flynn? E em um possvel e nico momento de profundo e lmpido
esclarecimento, me vem  cabea. O incndio, Charlie Tango, o Jet Ski... Ele est com
medo, est com medo por mim, e vendo essas marcas na minha pele ele deve estar se
lembrando de como as coisas eram. Ele tem se exasperado sobre isso durante o dia todo,
sentindo-se confuso, porque ele no est acostumado a se sentir desconfortvel sobre
infligir dor. Esses pensamentos me esfriaram.
       Ele encolhe os ombros e mais uma vez seus olhos se movem para baixo para o meu
pulso, onde a pulseira que comprei esta tarde deveria estar. Bingo!
       -- Christian, no me incomodam. Seguro meu pulso, revelando uma linha se
apagando. -- Ns tnhamos uma palavra de segurana. Merda, ontem, foi divertido. Eu
gostei. Pare de ficar pensando sobre isso, eu gosto de sexo violento, j te disse isso antes.
-- Eu fico muito vermelha enquanto tento suprimir meu pnico crescente.
       Ele olha para mim atentamente, e no sei o que ele est pensando. Talvez esteja
medindo minhas palavras. Eu continuo.
       --  sobre o incndio? Voc acha que tem alguma ligao com Charlie
Tango?  por isso que voc est preocupado? Fale comigo, Christian, por favor.
       Ele olha para mim, sem dizer nada e o silncio cresce entre ns novamente, assim
como esta tarde. Puta merda, porra! Ele no vai falar comigo, eu sei.
       -- No pense demais, Christian, -- eu ralho silenciosamente, e as palavras ecoam,
relembrando um passado recente, suas palavras para mim sobre aquele contrato idiota. Eu
chego mais perto, pego a caixa de seu colo, e a abro. Ele me observa passivamente como se
eu fosse uma fascinante criatura aliengena. Sabendo que a cmera foi arrumada pelo
muito til vendedor da loja, e pronta para funcionar, eu a tiro da caixa e retiro a tampa da
lente. Eu aponto a cmera para ele, para seu belo rosto ansioso que preenche a
moldura. Eu aperto o boto e o mantendo pressionado, e dez imagens da
expresso alarmada de Christian so digitalmente capturadas para a posteridade.
       -- Eu vou te tratar como objeto, ento, -- murmuro, pressionando o boto do
obturador novamente. No final seus lbios se contraem quase imperceptivelmente. Eu
pressiono novamente, e desta vez ele sorri... Um pequeno sorriso, mas um sorriso pelo
menos. Eu mantenho pressionado o boto mais uma vez e o vejo fisicamente relaxar na
minha frente e fazer uma careta. Uma completa, forada, ridcula, careta afetada, e isso me




65
faz rir. Oh, graas a Deus. O Sr. Inconstante est de volta e eu nunca fiquei to contente em
v-lo.
         -- Pensei que esse presente era meu -- ele resmunga amuado, mas acho que ele
est me provocando.
         -- Bem, supostamente era para ser divertido, mas aparentemente  um smbolo da
opresso das mulheres. -- Eu comeo a apertar, tirando mais fotos dele, e vejo o
divertimento crescer em seu rosto, que preenche toda a tela da cmera. Ento seus olhos
escurecem, sua expresso mudando para predador.
         -- Voc quer se sentir oprimida? -- Ele murmura com voz sedosa.
         -- No quero. No, -- murmuro de volta, tirando mais fotos.
         -- Eu poderia te fazer sentir bastante oprimida, Sra. Grey, -- ele ameaa, sua voz
rouca.
         -- Eu sei que voc pode, Sr. Grey. E voc o faz, freqentemente.
         Ele abaixa seu rosto. Merda. Eu abaixo a cmera e olho para ele.
         -- Qual o problema, Christian? -- Minha voz exala frustrao. Diga-me!
         Ele no diz nada. Deus! Ele  to irritante. Eu levanto a cmera para o meu olho de
novo.
         -- Diga-me, -- eu insisto.
         -- Nada, -- diz ele e de repente desaparece do visor. Em um movimento rpido e
suave, ele joga longe a caixa da cmera no cho da cabine, me agarra e me empurra para a
cama. Ele senta sobre mim.
         -- Ei! -- Exclamo e tiro mais fotografias dele, que est sorrindo para mim com
obscura inteno. Ele segura a cmera pela lente, e eu me torno o foco agora, enquanto ele
aponta a Nikon para mim e pressiona o obturador.
         -- Ento, voc quer que eu tire fotos de voc, Sra. Grey? -- Diz ele, divertido. Tudo
que posso ver do seu rosto  o seu cabelo rebelde e um largo sorriso na boca esculpida. --
Bem, para comear, eu acho que voc deveria estar rindo, -- ele diz, e ele faz ccegas
impiedosamente abaixo das minhas costelas, fazendo-me soltar um grito rindo, me
contorcendo embaixo dele at eu segurar seu pulso em uma v tentativa de faz-lo parar.
Seu sorriso se alarga, e ele me faz mais ccegas enquanto tira fotos.
         -- No! Pare! -- Eu grito.




66
       -- T brincando, n? -- Ele rosna e coloca a cmera de lado para que possa me
torturar com as duas mos.
       -- Christian, -- eu engasgo e dou uma risada de protesto. Ele nunca tinha me feito
ccegas antes. Porra, pare! Eu viro minha cabea de um lado para o outro, tentando me
mexer debaixo dele, rindo e empurrando ambas as mos, mas ele  implacvel, sorrindo
para mim, adorando meu tormento.
       -- Christian, pare! -- Eu imploro e ele para de repente. Agarrando minhas duas
mos, ele as segura ao lado da minha cabea enquanto se aproxima de mim. Estou
ofegante e sem flego de tanto rir. Sua respirao como a minha, e ele olha para mim
com... O qu? Meus pulmes param de funcionar. Amor? Reverncia? Maravilhado? Santo
Deus. Que olhar!
       -- Voc. . To. Bonita, -- ele respira.
       Olho seu rosto muito, muito querido, banhado pela intensidade do seu olhar, e 
como se ele estivesse me vendo pela primeira vez. Inclinando-se, ele fecha os olhos e me
beija, extasiado. Seu gesto desperta minha libido... V-lo assim, desarmado, por minha
causa. Oh Deus. Ele libera as mos e enrola os dedos ao redor da minha cabea, pelo meu
cabelo, me segurando delicadamente no lugar, e meu corpo se eleva e se enche de
excitao, respondendo ao seu beijo. E de repente seu beijo muda, no mais doce, de
reverncia e admirao, mas carnal, profundo e devorador, sua lngua invadindo minha
boca, tomando-me, seu beijo me possuindo com uma necessidade desesperada. Enquanto
o desejo corre pelo meu sangue, despertando todos os msculos e tendes em seu rastro,
sinto um alarme de tremor.
       Oh, Cinqenta, qual  o problema?
       Ele inala fortemente e geme. -- Oh, o que voc faz comigo, -- ele murmura,
confuso e descontrolado. Ele se move de repente, deitando em cima de mim,
pressionando-me contra o colcho, uma mo segurando meu queixo, a outra tocando de
leve meu corpo, meu peito, minha cintura, meu quadril, meu traseiro. Ele me beija de
novo, colocando a perna entre as minhas, empurrando meu joelho, gemendo em cima de
mim, sua ereo lutando contra nossas roupas e meu sexo. Eu suspiro e gemo contra seus
lbios, deixando-me levar pela sua paixo ardente. Eu ignoro o alarme distante no fundo
da minha mente, sabendo que ele me quer, que ele precisa de mim, e que quando se trata
de nos comunicarmos, essa  a sua forma preferida de se expressar. Eu o beijo com


67
renovado abandono, correndo os dedos pelos seus cabelos, cerrando minhas mos,
segurando firme. Seu gosto  to bom e cheira a Christian, meu Christian.
         De repente, ele para, levanta-se e me puxa para fora da cama para que eu fique em
p na frente dele, confusa. Ele desfaz o boto do meu short e ajoelha-se rapidamente,
puxando-a junto com a minha calcinha para baixo, e antes que eu possa respirar de novo,
estou de volta na cama embaixo dele e ele a abre o zper. Caramba, ele no vai tirar sua
roupa ou a minha camisa. Ele segura minha cabea e sem qualquer prembulo entra
dentro de mim, me fazendo gritar, mais de surpresa do que outra coisa, mas eu ainda
posso ouvir o chiado de sua respirao forada atravs dos dentes cerrados.
         --Issoooo, -- ele sibila perto da minha orelha. Ele fica parado e, em seguida, move
os quadris de novo, empurrando mais profundo, fazendo-me gemer.
         -- Preciso de voc, -- ele rosna, sua voz baixa e rouca. Ele corre os dentes ao longo
da minha mandbula, mordendo e chupando, e ento ele me beija novamente, com mais
fora. Eu envolvo minhas pernas e braos em torno dele, segurando-o com mais fora
contra mim, decidida a acabar com o que o est preocupando, e ele comea a se mover...
Mover como se ele estivesse tentando entrar por dentro de mim. Mais e mais, frentico,
primitivo, desesperado, e antes que eu me perca no ritmo insano que ele est impondo, eu
de novo me pergunto brevemente o que est se passando, o que o est preocupando. Mas
meu corpo assume, desviando o pensamento, subindo mais alto, me sentindo ento
inundada pela sensao, encontrando-o a cada estocada. Ouvindo sua respirao pesada,
difcil e feroz em meu ouvido. Sabendo que ele est perdido em mim... Eu gemo alto,
ofegante.  to ertica, sua necessidade por mim. Eu estou chegando... Chegando l... E ele
est me levando cada vez mais alto, inundando-me, me possuindo, e  isso que eu quero.
Quero isso tanto... Para ns dois.
         -- Venha comigo, -- ele suspira , e ele se ergue em cima de mim, ento eu tenho
que soltar meu abrao em torno dele.
         -- Abra os olhos, -- ele ordena. -- Preciso olhar pra voc. -- Sua voz  urgente,
implacvel. Meus olhos piscam momentaneamente, e a viso dele sobre mim, seu rosto
tenso, com ardor, seus olhos selvagens e brilhantes. Sua paixo e seu amor  minha
perdio, e eu gozo, jogando minha cabea para trs enquanto meu corpo pulsa a sua
volta.




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         -- Oh, Ana, -- ele grita e se junta ao meu orgasmo, movendo-se dentro de mim, e
ento ficando imvel e caindo sobre mim. Ele se vira e eu fico deitada em cima dele, e ele
ainda est dentro de mim. Enquanto me recupero do meu orgasmo e meu corpo se
estabiliza e se acalma, eu quero fazer alguma piada sobre ser tratada como objeto e ser
oprimida, mas seguro minha lngua, incerta de seu humor. Tiro os olhos do peito de
Christian para examinar seu rosto. Seus olhos esto fechados e os braos esto ao meu
redor, agarrando-se firmemente. Eu beijo seu peito atravs do tecido fino de sua camisa de
linho.
         -- Diga-me, Christian, qual o problema? -- Pergunto suavemente e espero
ansiosamente para ver se, agora, saciado pelo sexo, ele vai me dizer. Eu sinto seus braos
em minha volta me apertando ainda mais, mas  a sua nica resposta. Ele no vai falar. E
tenho uma idia.
         -- Voc tem minha promessa solene de ser sua parceira fiel na doena e na sade,
para ficar ao seu lado nos bons e nos maus momentos, para partilhar a sua alegria assim
como a sua tristeza, -- murmuro.
         Ele congela. Ele apenas se move para abrir os olhos largos e insondveis e olha
para mim enquanto eu continuo recitando meus votos de casamento.
         -- Eu prometo te amar incondicionalmente, te apoiar em seus objetivos e sonhos,
te honrar e respeitar, rir e chorar com voc, partilhar meus desejos e sonhos com voc, e te
dar conforto nos momentos que voc precisar. -- Fao uma pausa, desejando que ele fale
comigo. Ele me olha, seus lbios se separam, mas no diz nada.
         -- E estim-lo enquanto vivermos. -- Eu suspiro.
         -- Oh, Ana, -- sussurra e se mexe de novo, rompendo nosso precioso contato e
ento ficamos deitados lado a lado. Ele acaricia meu rosto com as costas de seus dedos.
         -- Eu solenemente juro que irei te proteger e zelar preciosamente do fundo do meu
corao por nossa unio e por voc, -- ele sussurra, sua voz rouca. -- Eu prometo te amar
fielmente, renunciando quem quer que seja, em tempos bons e nos maus, na doena ou na
sade, independentemente de onde a vida nos levar. Vou proteg-la, confiar em voc, e
respeit-la. Vou compartilhar suas alegrias e tristezas e consol-la em momentos de
dificuldade. Prometo te amar e apoiar seus desejos e sonhos e mant-la a salvo ao meu
lado. Tudo o que  meu agora  seu. Eu te dou minha mo, meu corao e meu amor a
partir deste momento, enquanto vivermos.


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       Lgrimas surgem em meus olhos. Seu rosto suaviza enquanto ele olha para mim.
       -- No chore, -- ele murmura, seu polegar capturando e enxugando uma lgrima
perdida.
       -- Por que voc no fala comigo? Por favor, Christian.
       Ele fecha os olhos como se estivesse sofrendo.
       -- Eu jurei que iria te confortar em tempos de dificuldades. Por favor, no me faa
quebrar meus votos.
       Ele suspira e abre os olhos, sua expresso desolada. -- Foi um incndio culposo, --
diz ele, simplesmente, e ele de repente parece, to jovem e vulnervel.
       Oh Porra.
       -- E minha maior preocupao  que eles esto atrs de mim. E se eles esto atrs
de mim " Ele para, incapaz de continuar.
       -- ...Eles podem me pegar, -- eu sussurro. Ele fica plido, e sei que finalmente
descobri o motivo de sua ansiedade. Eu acaricio seu rosto.
       -- Obrigado, -- murmuro.
       Ele franze a testa. -- Pelo qu?
       -- Por me contar.
       Ele balana a cabea e a sombra de um sorriso surge em seus lbios. -- Voc pode
ser muito persuasiva, Sra. Grey.
       -- Voc pode cismar e guardar s para voc seus sentimentos e preocupar-se at a
morte. Provavelmente vai morrer de um ataque cardaco antes de fazer quarenta, e eu
quero voc por perto por muito mais tempo do que isso.
       -- Sra. Grey, voc ser a minha morte. A viso de voc sobre o Jet Ski, eu quase tive
um enfarte. -- Ele se deita de volta na cama e coloca a mo sobre os olhos, e eu o sinto
tremer.
       -- Christian,  um Jet Ski. At crianas pilotam Jet Skis. Imagine como voc vai ser
quando visitarmos sua casa em Aspen e eu for esquiar pela primeira vez?
       Ele suspira e se vira para mim, e eu quero rir do horror em seu rosto.
       -- Nossa casa, -- diz ele em seguida.
       Eu o ignoro. -- Sou adulta, Christian, e muito mais resistente do que pareo.
Quando voc vai entender isso?
       Ele encolhe os ombros e sua boca se aperta. Eu decido mudar de assunto.


70
       -- Ento, o fogo. A polcia sabe sobre o incndio?
       -- Sim. -- Sua expresso  grave.
       -- Certo.
       -- A segurana vai ficar mais atenta, ele acrescenta.
       -- Entendo. -- Eu olho para seu corpo. Ele ainda est vestindo o calo e a blusa,
e eu ainda estou de camisa. Puxa, isso que  p, pum, valeu. O pensamento me faz rir.
       -- O qu? -- Christian pergunta, confuso.
       -- Voc.
       -- Eu?
       -- Sim. Voc. Ainda vestido.
       -- Oh. -- Ele olha para si mesmo, depois para mim, e seu rosto irrompe em um
enorme sorriso.
       -- Bem, voc sabe como  difcil para mim manter minhas mos longe de voc, Sra.
Grey, principalmente quando voc est rindo como uma colegial.
       Oh sim, as ccegas. Jesus! As ccegas. Me movo rapidamente e ento me sento
sobre minhas pernas um pouco abertas, mas imediatamente compreendendo a minha m
inteno, ele agarra meus dois pulsos.
       -- No, -- diz e ele est falando srio.
       Fico emburrada, mas decido que ele no est pronto para isso.
       -- Por favor, no, -- ele sussurra. -- Eu poderia no suportar. Nunca me fizeram
ccegas quando criana. -- Ele faz uma pausa e relaxo minhas mos para que ele no
tenha que me segurar.
       -- Eu costumava ver Carrick com Elliot e Mia, fazendo ccegas, e parecia divertido,
mas eu... Eu...
       Eu coloco o meu dedo indicador nos seus lbios.
       -- Tudo bem, eu sei, -- murmuro e dou um beijo suave em seus lbios onde estava
o meu dedo, em seguida, enrolo-me em seu peito. A dor familiar arde se intensificando
dentro de mim, e a profunda tristeza por Christian, que guardo em meu corao, quando
ele era um garotinho, se apodera de mim mais uma vez. Sei que faria qualquer coisa por
esse homem porque eu o amo tanto.




71
         Ele coloca os braos em volta de mim e aperta o nariz contra o meu cabelo,
inalando profundamente enquanto ele gentilmente acaricia minhas costas. No sei quanto
tempo ficamos assim, mas depois de um tempo eu quebro o silncio confortvel entre ns.
         -- Qual foi o maior perodo que voc ficou sem ver Dr. Flynn?
         -- Duas semanas. Por qu? Voc tem um desejo incontrolvel de me fazer ccegas?
         -- No. -- Eu rio. -- Acho que ele te ajuda.
         Christian bufa. -- Ele deveria, eu lhe pago o bastante. -- Ele puxa meu cabelo
suavemente, virando meu rosto para olhar para ele. Eu ergo minha cabea e encontro seu
olhar.
         -- Voc est preocupada com meu bem-estar, Sra. Grey? -- Ele pergunta em voz
baixa.
         -- Toda boa esposa fica preocupada com o bem-estar do seu amado marido, Sr.
Grey, -- eu o repreendo provocadoramente.
         -- Amado? -- Ele sussurra, e esta  uma pergunta mordaz ecoando entre ns.
         -- Muito amado. -- Eu me viro para beij-lo, e ele me d seu sorriso tmido.
         -- Voc quer ir at a cidade para comer, Sra. Grey?
         -- Eu quero comer em qualquer lugar que te deixe feliz.
         -- Bom. -- Ele sorri. -- A bordo,  onde eu posso mant-la segura. Obrigado por
meu presente. -- Ele chega mais perto e pega a cmera e, segurando-a  distncia do
comprimento de seu brao, ele tira uma foto de ns dois em nosso ps-ccegas, ps-coito,
ps-abrao confessional.
         -- O prazer  todo meu, -- eu sorrio e seus olhos se iluminam.


         Ns caminhamos pelo opulento e dourado esplendor do Palcio de Versalhes, que
 do sculo XVIII. Tendo sido um humilde pavilho de caa, foi transformado pela Roi
Soleil em um magnfico, prdigo e poderoso lugar, mas antes mesmo do sculo XVIII
terminar, passaram por ali os ltimos destes monarcas absolutos.
         A sala mais impressionante  de longe o Salo dos Espelhos. A luz do incio da
tarde passa atravs das janelas na direo oeste, iluminando os espelhos que revestem a
parede leste, bem como a decorao de folhas douradas e os enormes lustres de cristal. 
de tirar o flego.




72
        -- Interessante ver no que pode se transformar um megalomanaco desptico que
se isola em tal esplendor, -- murmuro para Christian enquanto ele est ao meu lado. Ele
olha para baixo e inclina a cabea para um lado, me olhando com humor.
        -- E qual  a moral da histria, Sra. Grey?
        --Oh, apenas uma observao, Sr. Grey. -- Eu aceno levemente minha mo pelos
arredores. Sorrindo, ele me segue para o centro da sala onde eu paro e fico maravilhada
com a vista, os espetaculares jardins refletidos no espelho e um espetacular Christian
Grey, meu marido, refletido atrs de mim, seu olhar brilhante e arrojado.
        -- Gostaria de construir isso para voc, -- ele sussurra. --S para ver a forma como
a luz brilha em seu cabelo, bem aqui, agora. -- Ele enfia uma mexa de cabelo atrs da
minha orelha. -- Voc parece um anjo. -- Ele me beija logo abaixo da minha orelha, toma
minha mo na sua, e murmura, -- Ns, os dspotas fazemos tudo isso para as mulheres
que amamos.
        Eu coro com seu elogio, sorrindo timidamente, e o sigo atravs da enorme sala.


        -- O que voc est pensando? -- Christian pergunta baixinho, tomando um gole de
seu caf, depois do jantar.
        -- Versalhes.
        --Ostensivo, no ? -- Ele sorri. Olho em volta para a subestimada grandeza da
sala de jantar do Fair Lady e aperto meus lbios.
        -- Isto no  ostensivo, -- diz Christian, um pouco em defensiva.
        -- Eu sei.  lindo. A melhor lua de mel que uma mulher poderia querer.
        -- Srio? -- Diz ele, genuinamente surpreso. E ele d um sorriso tmido.
        -- Claro que .
        -- Ns s temos mais dois dias. H algo que voc gostaria de ver ou fazer?
        -- Apenas ficar com voc, -- murmuro. Ele se levanta da mesa, d a volta, e me
beija na testa.
        -- Bem, voc pode ficar sem mim por cerca de uma hora? Preciso verificar meus e-
mails, descobrir o que est acontecendo em casa.
        -- Claro, -- eu digo alegremente, tentando esconder a minha decepo por ter de
ficar sem ele por uma hora.  estranho querer estar com ele o tempo todo? Meu




73
subconsciente pressiona os lbios em uma linha estreita e pouco atraente e acena
vigorosamente.
       -- Obrigado pela cmera, -- ele murmura e se dirige para o escritrio.
       De volta  nossa cabine decido ver meus e-mails e abro meu laptop. H
mensagens da minha me e de Kate, contando-me as ltimas fofocas de casa e
perguntando como a lua de mel est indo. Bem, tima, at algum decidir tacar fogo no
GEH Inc... Enquanto termino uma resposta para minha me, um e-mail de Kate chega na
minha caixa de entrada.


De: Katherine L. Kavanagh
Assunto: OMG!!
Data: 17 agosto, 2011 11:45 PST
Para: Anastasia Grey

Ana,
Acabei de saber sobre o incndio no escritrio de Christian.
Voc acha que o incndio foi proposital?
K xox


       Kate est on-line! Eu salto sobre meu recm descoberto brinquedo, o Skype est
enviando uma mensagem, e vejo que ela est disponvel. Eu rapidamente digito uma
mensagem.
ANA: Ei, voc esta a?
KATE: Sim, Ana! Como voc est? Como est a lua de mel? Voc viu meu e-mail?
Christian sabe sobre o incndio?
ANA: Eu estou bem. A lua de mel est tima. Sim, eu vi seu e-mail. Sim, Christian sabe.
KATE: Achei que ele soubesse. O noticirio  impreciso sobre o que aconteceu. E Elliot no
vai me contar nada.
ANA: Voc est tentando colher algo para uma histria?
KATE: Voc me conhece muito bem.
ANA: Christian no me disse muito.
KATE: Foi Grace quem contou ao Elliot.


       Ah, no, tenho certeza que Christian no vai querer essa histria rolando por toda
Seattle. Me esforo em minha patenteada tcnica de distrair a tenaz Kavanagh.


74
ANA: Como esto Elliot e Ethan?
KATE: Ethan foi aceito para fazer seu mestrado de psicologia em Seatlle. Elliot  adorvel.
ANA: Muito bom, Ethan.
KATE: Como est o nosso ex-dominador favorito?
ANA: Kate!
KATE: O qu?
ANA: Voc sabe o qu!
KATE: Ok. Desculpe.
ANA: Ele est bem. Mais do que bem 
KATE: Bem, se voc est feliz, eu estou feliz.
ANA: Estou muito feliz.
KATE: Tenho que ir. Podemos conversar mais tarde?
ANA: No sei. Veja se estarei on-line. Fusos horrios so uma droga!
KATE: So mesmo. Te amo, Ana!
ANA: Tambm amo voc. At mais.
KATE: At.


       Confio em Kate para descobrir algo sobre essa histria. Reviro os olhos e fecho o
Skype antes que Christian veja a conversa. Ele no gostaria do comentrio sobre ex-Dom, e
eu no tenho certeza que ele  totalmente ex...
       Suspiro alto. Kate sabe de tudo, desde uma noite em que nos embriagamos trs
semanas antes do casamento, quando eu finalmente sucumbi  inquisio Kavanagh. Foi
um alvio finalmente falar com algum.
       Olho para meu relgio. J se passou cerca de uma hora desde o jantar, e estou
sentindo falta do meu marido. Volto ao convs para ver se ele terminou seu trabalho.


       Estou no Salo dos Espelhos e Christian est de p ao meu lado, sorrindo para mim
com amor e carinho. Voc parece um anjo. Eu sorrio largamente de volta para ele, mas
quando olho para o espelho, estou em p sozinha e o quarto  cinza e sem graa. No!
Minha cabea se volta para seu rosto, para encontrar seu sorriso que est triste e
melanclico. Ele enfia meu cabelo atrs da minha orelha. Ento ele se vira e vai embora


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lentamente sem palavras, o som dos seus passos ecoando para longe dos espelhos
enquanto ele caminha pela sala enorme em direo as duplas e ornamentadas portas ao
final... Um homem sozinho, um homem sem reflexo... E eu acordo, me faltando o ar,
enquanto o pnico se apodera de mim.
       -- Ei, -- ele sussurra ao meu lado na escurido, a voz cheia de preocupao.
       Oh, ele est aqui. Ele est seguro. O alvio me percorre.
       -- Oh, Christian, -- eu murmuro, tentando deixar o meu forte batimento cardaco
sob controle. Ele me envolve em seus braos, e s ento percebo que lgrimas esto
escorrendo pelo meu rosto.
       -- Ana, o que foi? -- Ele acaricia meu rosto, enxugando minhas lgrimas, e eu
posso ouvir sua angstia.
       -- Nada. Um pesadelo bobo.
       Ele beija minha testa e minhas bochechas molhadas, confortando-me. -- Foi apenas
um sonho ruim, baby, -- ele murmura. -- Estou aqui. Voc est segura.
       Mergulhando em seu cheiro, eu me enrolo em volta dele, tentando ignorar a perda
e devastao que senti em meu sonho, e nesse momento, eu sei que o meu medo mais
profundo e sombrio seria perd-lo.




                                         Captulo 05
       Me agito, instintivamente procurando por Christian, sentindo sua ausncia. Merda!
Eu acordo imediatamente e olho ansiosamente em torno da cabine. Christian est me
olhando da pequena e estofada poltrona, prxima da cama. Abaixando-se, ele coloca
alguma coisa no cho, ento se move e deita na cama ao meu lado. Ele est vestindo sua
bermuda jeans desfiada e uma camiseta cinza.
       -- Ei, no entre em pnico. Est tudo bem, -- ele diz, sua voz suave e moderada,
como se estivesse falando com um encurralado animal selvagem. Carinhosamente, ele tira
o cabelo do meu rosto e eu me tranquilizo imediatamente. Eu o vejo tentar sem conseguir
esconder sua prpria preocupao.
       -- Voc tem estado to agitada ultimamente, -- ele murmura, seus olhos muito
arregalados e srios.



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       -- Estou bem, Christian. -- Eu lhe dou o meu sorriso mais brilhante, porque eu no
quero que ele saiba como estou preocupada sobre o incndio. A lembrana dolorosa de
como me senti quando Charlie Tango foi sabotado, enquanto Christian estava
desaparecido, o enorme vazio, a dor indescritvel, me veem, o tempo todo. A lembrana
me entristecendo e comprimindo meu corao. Tentando manter um sorriso fixo no meu
rosto, tento reprimi-la.
       -- Voc estava me olhando dormir?
       -- Sim, -- ele diz olhando fixamente, me observando. -- Voc estava falando.
       -- Oh? -- Merda! O que eu estava dizendo?
       -- Voc est preocupada, -- acrescenta ele, seus olhos cheios de preocupao. No
h nada que eu possa esconder deste homem? Ele se inclina e beija-me entre as minhas
sobrancelhas.
       -- Quando voc franze a testa, um pequeno `V' se forma.  macio de beijar. No se
preocupe, baby, vou tomar conta de voc.
       -- No estou preocupada comigo, mas com voc, -- eu resmungo. -- Quem est
tomando conta de voc?
       Ele sorri com indulgncia para o meu tom. -- Eu sou crescido o suficiente e hostil o
bastante para cuidar de mim. Venha. Levante-se. H uma coisa que eu gostaria de fazer
antes de irmos para casa. -- Ele sorri para mim, um grande sorriso de menino de sims
tenho28-anos, e me d um tapa no traseiro. Eu grito, assustada, e percebo que hoje
estamos voltando para Seattle e minha tristeza renasce. Eu no quero ir. No quero ir
embora. Gosto de estar com ele o tempo todo, e no me sinto pronta para compartilh-lo
com sua empresa e sua famlia. Ns tivemos uma lua de mel feliz. Com alguns altos e
baixos, admito, mas isso  normal para um casal recm-casado, no ?
       Mas Christian no consegue conter sua empolgao de menino, e apesar dos meus
pensamentos obscuros,  contagiante. Quando ele se ergue graciosamente para fora da
cama, eu o sigo, intrigada. O que ele tem em mente?


       Christian amarra a chave no meu pulso.
       -- Voc quer que eu dirija?
       -- Sim. -- Christian sorri. -- Ficou muito apertado?




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         -- Est tudo bem.  por isso que voc est vestindo um colete salva-vidas? -- Eu
arqueio minha sobrancelha.
         -- Sim.
         No consigo segurar meu riso. -- Tanta confiana em minhas capacidades de
conduo, Sr. Grey.
         -- Como sempre, Sra. Grey.
         -- Bem, no me d um sermo.
         Christian levanta suas mos em um gesto defensivo, ele est sorrindo. -- Ser que
eu ousaria?
         -- Sim, voc faria, e sim voc o faz, e no teremos como parar e discutir na calada.
         -- Opinio muito bem defendida, Sra. Grey. Vamos ficar nesta plataforma durante
o dia todo discutindo sobre suas habilidades de conduo ou vamos nos divertir um
pouco?
         -- Opinio muito bem defendia, Sr. Grey. -- Eu agarro o guido do Jet Ski e subo
nele. Christian se senta atrs de mim e nos empurra com os ps para longe do iate. Taylor
e dois dos marinheiros nos olham com diverso. Chegando para frente, Christian envolve
seus braos em volta de mim e aconchega as coxas contra as minhas. Sim,  disso que eu
gosto nesse tipo de transporte. Eu insiro a chave de ignio e pressiono o boto de partida, e o
motor ruge para a vida.
         -- Pronto? -- Eu grito para Christian por cima do rudo.
         -- Como sempre estarei, -- diz ele, com a boca perto do meu ouvido.
         Gentilmente, eu pressiono o acelerador e o Jet Ski se afasta do Fair Lady, muito
serenamente para o meu gosto. Christian estreita seu abrao. Eu aperto o acelerador um
pouco mais, e ns disparamos para frente e eu fico feliz em ver que o motor no morreu.
         -- Uou! -- Christian fala atrs, mas a alegria em sua voz  palpvel. Eu acelero
passando pelo Fair Lady em direo ao mar aberto. Ancoramos no Port de Plaisance de
Saint-Claude-du-Vare o aeroporto Nice Cte d'Azurest situado ao longe, construdo
virado para o Mediterrneo, ou assim parece. Estou escutando as incomuns aterrissagens
dos avies desde que cheguei ontem  noite. Decido que precisamos dar uma olhada.
         Ns dirigimos em sua direo, pulando rapidamente sobre as ondas. Adoro isso, e
estou muito feliz por Christian me deixar conduzir. Toda a preocupao que senti nos
ltimos dois dias se vai enquanto deslizamos em direo ao aeroporto.


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       -- Da prxima vez que fizermos isso, iremos em dois Jet Skis, -- Christian grita. Eu
sorrio porque o pensamento de disputar corrida com ele  emocionante.
       Enquanto disparamos sobre o refrescante mar azul para o que parece ser o fim da
pista, o barulho estrondoso de um avio acima de ns, de repente me assusta, enquanto
ele se aproxima para pousar.  to alto que eu me assusto, soltando e apertando o
acelerador ao mesmo tempo, confundindo-o com o freio.
       -- Ana! -- Christian grita, mas  tarde demais. Sou lanada caindo ao lado do Jet
Ski, braos e pernas se agitando, levando Christian comigo, espalhando muita gua.
       Gritando, eu afundo no cristalino mar azul e tomo um desagradvel gole do
Mediterrneo. A gua  fria ali longe da costa, mas eu subo  superfcie em uma frao de
segundo, graas ao meu colete salva-vidas. Tossindo e cuspindo, eu limpei a gua do mar
dos meus olhos e olho ao redor procurando Christian. Ele j est nadando em minha
direo. O Jet Ski flutua inofensivamente a poucos metros de distncia de ns, o motor
silencioso.
       -- Voc est bem? -- Seus olhos esto cheios de pnico, enquanto me alcana.
       -- Sim, -- eu murmuro, mas no consigo conter a minha alegria. Viu, Christian?
Isso  o pior que pode acontecer com um Jet Ski! Ele me puxa para o seu abrao, e ento pega a
minha cabea entre as mos, examinando meu rosto de perto.
       -- Viu, no foi to ruim! -- Sorrio enquanto flutuamos na gua.
       Depois de um tempo, ele sorri para mim, obviamente aliviado. -- No, acho que
no foi. S que eu estou molhado, -- ele resmunga, mas seu tom  brincalho.
       -- Estou molhada, tambm.
       -- Eu gosto de voc molhada. -- Ele me olha maliciosamente.
       -- Christian! -- Eu ralho, numa fingida tentativa de virtuosa indignao. Ele sorri,
est to bonito, ento se inclina e me beija com fora. Quando ele se afasta, estou sem
flego. Seus olhos esto mais escuros, turbulentos e quentes, e eu me aqueo, apesar da
gua fria.
       -- Venha. Vamos voltar. Agora vamos ter que tomar banho. Eu dirijo.


       Estamos descansando na sala de espera da primeira classe da British Airways no
Heathrow em Londres, aguardando o nosso voo de conexo para Seattle. Christian est
absorto no Financial Times. Pego sua cmera, querendo tirar algumas fotos dele. Ele parece


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to sexy com a sua tradicional camisa de linho branca e jeans, e os seus culos de aviador
enfiado no V de sua camisa aberta. O flash o distri. Ele pisca para mim e me d seu
sorriso tmido.
       -- Como est voc, Sra. Grey? -- Pergunta ele.
       -- Triste em estar indo para casa, -- murmuro. -- Eu gosto de ter voc para mim.
       Ele segura minha mo e levantando-a aos lbios, roa meus dedos com um beijo
doce. -- Eu tambm.
       -- Mas? -- Eu pergunto, ouvindo esta palavra pequena dita no final da sua
declarao simples.
       Ele franze a testa. -- Mas? -- Ele repete sem ingenuidade. Eu inclino minha cabea
para um lado, olhando para ele com a expresso de me conte que venho aperfeioando ao
longo dos ltimos dois dias. Ele suspira, abaixando o jornal. "Eu quero esse criminoso
preso e fora de nossas vidas.
       -- Oh. -- Isso parece bastante justo, mas eu estou surpresa com sua franqueza.
       -- Vou arrancar fora as bolas do Welch, se ele deixar que algo assim acontea
novamente. -- Um arrepio percorre minha espinha pelo seu tom ameaador. Ele olha para
mim, impassvel, e eu fico sem entender se ele est me desafiando a abrir a boca
novamente ou algo do tipo. Eu fao a nica coisa que consigo pensar para aliviar a tenso
repentina entre ns e levanto a cmera para tirar outra fotografia.


       -- Ei, dorminhoca, estamos em casa, -- murmura Christian.
       -- Hmm, -- eu resmungo, relutante em abandonar meu sonho tentador com
Christian e eu em uma toalha de piquenique em Kew Gardens. Estou to cansada. Viajar 
cansativo, mesmo na primeira classe. Ns voamos por mais de dezoito horas seguidas, eu
acho, cansada, perdi a noo. Eu ouo a minha porta sendo aberta, e Christian est se
inclinando para mim. Ele solta meu cinto e levanta-me em seus braos, me acordando.
       -- Ei, eu posso andar, -- protesto sonolenta.
       Ele bufa. -- Tenho que atravessar a porta te carregando no colo.
       Coloco os braos em volta do pescoo. -- Pelos trinta andares? -- Dou-lhe um
sorriso desafiador.
       -- Sra. Grey, fico muito satisfeito em anunciar que voc ganhou algum peso.
       -- O qu?


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       Ele sorri. -- Ento, se voc no se importar, vamos de elevador. -- Ele aperta os
olhos para mim, mas eu sei que ele est brincando.
       Taylor abre as portas de entrada do Escala e sorri. -- Bem-vindo de volta Sr. Grey,
Sra. Grey.
       -- Obrigado, Taylor, -- diz Christian.
       Eu dou  Taylor o mais breve dos sorrisos e o vejo voltar para a Audi, onde Sawyer
espera ao volante.
       -- O que quis dizer com eu ter ganhado peso? -- Eu olho intensamente para
Christian. Seu sorriso se alarga, e ele me aperta para mais perto de seu peito enquanto ele
me carrega pela entrada.
       -- Nada demais, -- ele me assegura, mas seu rosto escurece de repente.
       -- O que foi? -- Tento manter minha voz alarmada sob controle.
       -- Voc recuperou o peso que perdeu quando voc me deixou, -- ele diz
calmamente enquanto chama o elevador. Uma expresso sombria atravessa seu rosto.
       Sua sbita e inesperada angstia aperta meu corao. -- Ei. -- Coloco meus dedos
em torno de seu rosto e em seus cabelos, puxando-o para mim. -- Se eu no tivesse ido,
voc estaria agora aqui, assim?
       Seus olhos se transformam, para a cor de uma nuvem de tempestade, e ele me d
seu sorriso tmido, meu sorriso favorito. -- No, -- ele diz e entra no elevador ainda me
segurando. Ele se inclina e me beija suavemente. -- No, Sra. Grey, eu no estaria. Mas eu
saberia como te manter segura, porque voc no me desafiaria.
       Ele soa vagamente arrependido... Merda.
       -- Eu gosto de desafiar voc. -- Eu testo a sorte.
       -- Eu sei. E isso me deixa muito... feliz. -- Ele sorri para mim aturdido.
       Oh, graas a Deus. -- Mesmo eu estando gorda? -- Eu sussurro.
       Ele ri. -- Mesmo que esteja gorda. -- Me Beija outra vez, mais caloroso desta vez, e
eu ponho meus dedos em seus cabelos, segurando-o contra mim, nossas lnguas se
contorcendo em uma dana lenta e sensual uma com a outra. Quando o elevador apita
parando no apartamento, estamos ambos sem flego.
       -- Muito feliz, -- ele murmura. Seu sorriso mais misterioso agora, seus olhos
maliciosos e cheios de promessas lascivas. Ele balana a cabea como que para se
recuperar e me carrega para dentro de casa.


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       -- Bem vinda ao lar, Sra. Grey. -- Me beija outra vez, mais casto, desta vez, e me d
um gigantesco-e-patenteado-sorriso-de-Christian-Grey, seus olhos danando de alegria.
       -- Bem vindo, Sr. Grey. -- Sorrio largamente, meu corao correspondendo, se
enchendo da minha prpria alegria.
       Acredito que Christian vai me colocar no cho, mas ele no o faz. Ele me leva
atravs do hall de entrada, atravessando o corredor, por dentro da sala grande, e me
coloca sobre a ilha da cozinha, onde me sento com as pernas balanando. Ele pega duas
taas do armrio da cozinha e uma garrafa de champanhe da geladeira, nosso Bollinger
favorito. Ele habilmente abre a garrafa, no derramando uma gota, serve o champanhe
rosa plido em cada taa, e me estende uma. Segurando a sua no alto, ele gentilmente abre
minhas pernas e se move para ficar entre elas.
       --  nossa, Sra. Grey.
       --  nossa, Sr. Grey, -- eu sussurro consciente do meu sorriso tmido. Ns
brindamos e tomamos um gole.
       -- Eu sei que voc est cansada, -- ele sussurra, esfregando o nariz contra o meu.
-- Mas eu gostaria muito de ir para a cama... e no para dormir. -- Ele beija o canto da
minha boca. --  nossa primeira noite de volta aqui, e voc  realmente minha. -- Sua voz
flutua enquanto ele planta beijos leves na minha garganta.  incio de noite em Seattle, e
eu estou muito cansada, mas floresce um desejo profundo na minha barriga e minha deusa
interior ronrona.


       Christian est dormindo pacificamente ao meu lado enquanto eu encaro as listras
cor de rosa e dourado do dia amanhecendo atravs das grandes janelas. Seu brao est
cado sobre meus seios, e eu tento acompanhar sua respirao em um esforo para voltar a
dormir, mas no tem jeito. Estou bastante acordada, meu relgio biolgico ajustado ao
horrio de Greenwich, minha mente correndo solta.
       Tanta coisa aconteceu nas ltimas trs semanas, a quem eu estou enganando, nos
ltimos trs meses, que sinto como se minha ficha ainda no tivesse cado. E agora aqui
estou eu, Sra. Anastasia Grey, casada com o mais gostoso, sexy, filantrpico e
absurdamente rico magnata que uma mulher poderia encontrar. Como tudo isso
aconteceu to rpido?




82
         Eu me viro de lado para olh-lo, avaliando sua beleza. Sei que ele me
olha dormir, mas eu raramente retribuo a gentileza. Ele parece to jovem e despreocupado
em seu sono, seus longos clios espalhados sobre seu rosto, uma barba rala cobrindo seu
queixo    e   seus   lbios   esculturais   entreabertos,   relaxado   enquanto   ele   respira
profundamente. Eu quero beij-lo, enfiar minha lngua entre seus lbios, passar os dedos
sobre a barba suave e por fazer. Eu realmente tenho que lutar contra o desejo de no o
tocar, para no perturb-lo. Hmm... Eu poderia simplesmente provocar o lbulo da orelha
com os dentes e chupar. Meu subconsciente olha para mim por sobre seus culos de meia-
lua, interrompendo o livro dois das Obras Completas de Charles Dickens, e mentalmente me
castiga. Deixe o pobre homem em paz, Ana.
         Estou de volta ao trabalho na segunda-feira. Tiramos o dia de hoje para nos
readaptar, para ento retomarmos nossa rotina. Vai ser estranho no ver Christian por um
dia inteiro, depois de passar quase todo o tempo junto nas ltimas trs semanas. Eu deito
de costas e olho para o teto. Algum poderia pensar que passar tanto tempo juntos seria
sufocante, mas no  o caso. Eu amei cada minuto que passamos, at mesmo nossas brigas.
A cada minuto... Exceto a notcia do incndio no escritrio de Christian.
         Meu sangue esfria. Quem poderia querer prejudicar Christian? Minha mente se
atormenta com esse mistrio novamente. Algum do seu meio de trabalho? Uma ex? Um
funcionrio descontente? No fao ideia, e Christian continua de boca fechada sobre tudo
isso, me dando o mnimo de informao do que pode contar numa tentativa de me
proteger. Eu suspiro. Meu brilhante cavaleiro branco-e-negro sempre tentando me
proteger. Como  que eu vou faz-lo se abrir mais?
         Ele se mexe e eu fico quieta, no querendo acord-lo, mas tem o efeito
oposto. Droga! Dois olhos brilhantes olham para mim.
         -- Qual o problema?
         -- Nada. Volte a dormir. -- Eu tento o meu sorriso tranquilizador. Ele se estende,
esfrega o seu rosto, e ento sorri para mim.
         -- Fuso horrio? -- Ele pergunta.
         -- Ser que  isso? Eu no consigo dormir.
         -- Tenho tudo que  remdio aqui, s pra voc, baby. -- Ele sorri como um
menino, me fazendo revirar os olhos e rir ao mesmo tempo. E na mesma hora meus
pensamentos sombrios so esquecidos e meus dentes encontram o lbulo da sua orelha.


83
        Christian e eu cruzamos para o norte na I-5 em direo  ponte 520 no Audi R8.
Vamos almoar com seus pais, um almoo de domingo de boas-vindas. Toda a famlia vai
estar l, alm de Kate e Ethan. Vai ser estranho ter tanta gente  nossa volta tanto quando
estivemos sozinhos todo este tempo. No tive a oportunidade de conversar com Christian
por quase toda manh. Ele estava enfiado em seu escritrio enquanto eu desfazia as malas.
Ele disse que eu no precisava, que a Sra. Jones o faria. Mas isso  outra coisa que eu
preciso me acostumar, ter algum me ajudando dentro de casa. Eu corro meus dedos
distraidamente sobre o estofamento de couro da porta para distrair meus pensamentos.
Sinto-me desconfortvel.  o fuso horrio? O incndio?
        -- Voc me deixaria dirigir? -- Eu pergunto, surpresa por dizer as palavras em voz
alta.
        -- Claro, -- responde Christian, sorrindo. -- O que  meu  seu. Se voc o amassar,
no entanto, eu vou lev-la para o Quarto Vermelho da Dor. -- Ele olha rapidamente para
mim com um sorriso malicioso.
        Merda! Eu olho surpresa para ele.  uma piada?
        -- Voc est brincando. Voc me puniria por amassar seu carro? Voc ama o seu
carro mais do que voc me ama? -- Eu provoco.
        -- Quase, -- diz ele e se estica para apertar meu joelho. -- Mas ele no me mantm
aquecido  noite.
        -- Tenho certeza de que poderia arrumar uma maneira. Voc pode dormir dentro
dele, -- eu disparo.
        Christian ri. -- Ns no estamos de volta nem por um dia inteiro e voc j est me
colocando para fora? -- Ele parece feliz. Eu olho para ele e ele me d um sorriso enorme, e
embora eu queira ficar brava com ele,  impossvel quando ele est com esse tipo de
humor. Pensando nisso, ele melhorou seu estado de esprito desde que saiu de seu
escritrio esta manh. Percebo que eu estou sendo petulante, porque temos de voltar 
realidade, e eu no sei se ele vai voltar a ficar um Christian mais fechado como antes da
nossa lua de mel, ou se eu vou ficar com a nova verso melhorada.
        -- Por que est to contente? -- Eu pergunto.
        Ele pisca com mais um sorriso para mim. -- Porque essa conversa  assim...
normal.


84
       -- Normal! -- Eu fungo. -- No depois de trs semanas do casamento! Com
certeza.
       Seu sorriso desaparece.
       -- Estou brincando, Christian, -- eu murmuro rapidamente, no querendo acabar
com seu humor. Surpreende-me como ele  inseguro de si mesmo s vezes. Acho que ele
sempre foi assim, mas escondia sua incerteza sob um exterior intimidante.  muito fcil
provoc-lo, provavelmente porque ele no est acostumado.  uma revelao, e me
admiro mais uma vez que ainda temos muito a aprender um com o outro.
       -- No se preocupe, eu vou ficar com o Saab, -- eu resmungo e me viro para olhar
para fora da janela, tentando me livrar do meu mau humor.
       -- Ei. Qual  o problema?
       -- Nada.
       -- Voc  to frustrante s vezes, Ana. Diga-me.
       Viro-me e sorrio maliciosamente para ele. -- Digo o mesmo de voc, Grey.
       Ele franze a testa. -- Estou me esforando, -- diz ele em voz baixa.
       -- Eu sei. Eu tambm. -- Sorrio e meu humor melhora um pouco.


       Carrick est ridiculo com seu chapu de chef e com um avental escrito Autorizado
para o Grill enquanto est na churrasqueira. Toda vez que eu olho para ele, eu sorrio. Na
verdade, meu estado de esprito melhorou consideravelmente. Estamos todos sentados ao
redor da mesa no terrao da casa da famlia Grey, curtindo o sol de vero. Grace e Mia
esto dispondo vrias saladas sobre a mesa, enquanto Elliot e Christian trocam insultos de
brincadeira, discutindo os planos para a nova casa, e Ethan e Kate me metralham
perguntando da nossa lua de mel. Christian est segurando minha mo, seus dedos
brincando com minha aliana e com o anel de noivado.
       -- Ento, se voc pode terminar todo o projeto com Gia, eu tenho uma folga de
setembro at meados de novembro e posso colocar todo o pessoal pra comear, -- diz
Elliot enquanto ele estica e coloca o brao em volta dos ombros de Kate, fazendo-a sorrir.
       -- Gia deve vir para discutir o projeto amanh  noite, -- responde Christian. --
Espero que possamos concluir tudo. -- Ele se vira e olha com expectativa para mim.
       Oh... Isso  novidade.




85
       -- Claro. -- Eu sorrio para ele, principalmente por causa da sua famlia, mas meu
humor declina de novo. Por que ele toma essas decises sem me consultar? Ou  a imagem
de Gia, com quadris sensuais, seios fartos, roupas caras de grife e perfume provocante,
sorrindo tambm para o meu marido o que me incomoda? Meu subconsciente olha pra
mim. Ele no lhe deu nenhuma razo para ter cimes. Merda, estou tendo muitos altos e
baixos hoje. O que h de errado comigo?
       -- Ana, -- exclama Kate, tirando-me do meu devaneio. -- Voc ainda est com a
cabea no sul da Frana?
       -- Sim, -- respondo com um sorriso.
       -- Voc parece to bem, -- diz ela, embora ela franza a testa enquanto fala.
       -- Vocs dois parecem. -- Grace sorri largamente enquanto Elliot enche novamente
nossos copos.
       -- Ao casal feliz. -- Sorri Carrick e levanta a taa, e todos em volta da mesa
repetem o gesto.
       -- E parabns a Ethan por conseguir o mestrado de Psicologia em Seattle, -- Mia
acrescenta orgulhosamente. Ela lhe d um sorriso adorvel, e Ethan sorri para ela.
Pergunto-me despreocupadamente se ela fez algum progresso com ele.  difcil de dizer.
       Ouo as brincadeiras em torno da mesa. Christian est descrevendo nosso
itinerrio durante as ltimas trs semanas, melhorando um detalhe aqui, outro ali. Ele soa
relaxado e no controle, a preocupao sobre o incndio esquecida. Eu, por outro lado, no
consigo muito dar uma sacudida no meu humor. Pego minha comida. Christian disse que
eu estava gorda ontem. Ele estava brincando! Meu subconsciente olha pra mim de novo.
Elliot acidentalmente deixa o copo cair no cho do terrao, assustando todo mundo, e se
d uma grande movimentao para limpar.
       -- Vou te levar para a casa do ancoradouro e, finalmente, te dar uns tapas, se voc
no mudar esse humor, -- sussurra Christian para mim.
       Eu suspiro com o choque, viro, e olho chocada para ele. O que? Ser que ele est me
provocando?
       -- Voc no ousaria! -- Eu rosno para ele e por dentro sinto uma familiar e
agradvel excitao. Ele levanta uma sobrancelha. Claro que ele faria. Olho rapidamente
para Kate do outro lado da mesa. Ela est nos observando com interesse. Eu me volto para
Christian, estreitando os olhos para ele.


86
          -- Voc teria que me pegar primeiro, e eu estou usando sapatilhas, -- eu assobio.
          -- Eu me divertiria tentando, -- ele sussurra com um sorriso licencioso, e acho que
est brincando. Eu coro. Surpreendentemente, me sinto melhor.
          Enquanto terminamos nossa sobremesa de morangos com creme, o cu se abre e
inesperadamente comea a chuviscar. Ns todos nos levantamos para retirar os pratos e
copos da mesa, levando-os para a cozinha.
          -- Que bom que o tempo se manteve firme at terminarmos, -- diz Grace satisfeita
e corremos para a marquise da sala dos fundos. Christian senta-se no brilhante piano preto
vertical, pressiona o pedal, e comea a tocar uma melodia familiar que no reconheo
imediatamente.
          Grace me pergunta sobre minhas impresses de Saint Paul de Vence. Ela e Carrick
foram anos atrs, durante sua lua de mel, e penso que este  um bom pressgio, vendo
como eles esto felizes juntos at hoje. Kate e Elliot esto trocando afagos em um dos
grandes e estofados sofs, enquanto Ethan, Mia, e Carrick esto tendo uma profunda
conversa sobre psicologia, eu acho.
          De repente, ao mesmo tempo, todos os Greys param de falar e olham pasmos para
Christian.
          O qu?
          Christian est cantando baixinho para si mesmo ao piano. O silncio se instala
entre ns enquanto nos esforamos para ouvir sua voz suave e lrica. J o ouvi cantando
antes, eles no? Ele para, subitamente consciente do silncio mortal que caiu sobre a sala.
Kate olha interrogativamente para mim e eu encolho os ombros. Christian se vira no banco
e franze a testa, envergonhado de perceber que se tornou o centro das atenes.
          -- Continue, -- Grace pede baixinho. -- Eu nunca ouvi voc cantar, Christian.
Nunca. -- Ela olha para ele com admirao. Ele se ajeita no banquinho do piano, olhando
distraidamente para ela, e depois de um tempo, ele encolhe os ombros. Seus olhos piscam
nervosamente para mim, depois para as janelas francesas. O resto da sala, de repente
explode em uma conversa proposital, e fico sozinha prestando ateno no meu querido
marido.
          Grace me distrai, segurando minhas mos, de repente, me abraando em seus
braos.




87
          -- Oh, minha querida! Obrigado, obrigado, -- ela sussurra, e apenas eu consigo
ouvi-la. Fico com um n na garganta.
          -- Hmmm... -- Eu tambm a abrao, no muito certa do porqu dela estar me
agradecendo. Grace sorri, com os olhos brilhando, e beija minha bochecha. Oh Meu... O que
eu fiz?
          -- Vou fazer um ch, -- diz ela, sua voz rouca de lgrimas no derramadas.
          Eu ando lentamente at Christian, que agora est de p, olhando para fora atravs
das janelas francesas.
          -- Oi, -- murmuro.
          -- Oi. -- Ele coloca o brao em volta da minha cintura, me puxando para ele, e eu
deslizo minha mo no bolso de trs da sua cala jeans. Ns olhamos para a chuva l fora.
          -- Sente-se melhor?
          Concordo com a cabea.
          -- timo.
          -- Decididamente voc sabe deixar um lugar em silncio.
          -- Eu fao isso o tempo todo, -- ele diz e sorri para mim.
          -- No trabalho, sim, mas no aqui.
          -- Verdade, no aqui.
          -- Ningum nunca ouviu voc cantar? Nunca?
          -- Parece que no, -- diz ele secamente. -- Vamos?
          Eu olho para ele, tentando avaliar seu humor. Seus olhos esto suaves, quentes e
um tanto confusos. Decido mudar de assunto.
          -- Voc vai me bater? -- Eu sussurro, e de repente meu estmago se contorce.
Talvez  disso que eu precise... Tenho sentido falta.
          Ele olha para mim, seus olhos escurecendo.
          -- Eu no quero te machucar, mas eu estou mais do que feliz em jogar.
          Olho nervosamente ao redor da sala grande, mas no podemos ser ouvidos.
          -- S se voc se comportar, Sra. Grey. -- Inclina-se e murmura no meu ouvido.
          Como ele pode colocar tanta promessa sensual em seis palavras?
          -- Eu vou ver o que posso fazer. -- Eu sorrio.


          Depois de nos despedirmos, caminhamos at o carro.


88
       -- Aqui. -- Christian me joga as chaves para o R8. -- No o amasse, -- acrescenta
ele com toda a seriedade, -- ou eu vou ficar muito puto.
       Minha boca fica seca. Ele est me deixando dirigir seu carro? Minha deusa interior
veste rapidamente suas luvas de couro de dirigir e sapatos baixos. Oh Sim! Ela grita.
       -- Voc tem certeza? -- Eu falo, atordoada.
       -- Sim, antes que eu mude de ideia.
       Acho que nunca sorri tanto. Ele revira os olhos e abre a porta do motorista
para que eu possa entrar. Eu ligo o motor antes mesmo dele chegar do lado do
passageiro, e ele entra rapidamente.
       -- Ansiosa Sra. Grey? -- Pergunta ele com um sorriso irnico.
       -- Muito.
       Lentamente, dou marcha-r no carro e saio da garagem. Consigo faz-lo sem deixar
o carro morrer, surpreendendo-me. Caramba, a embreagem  sensvel. Cuidadosamente
percorrendo a entrada da propriedade, eu olho no meu espelho retrovisor e vejo Sawyer e
Ryan entrando no SUV Audi. No sabia que a segurana tinha nos seguido at aqui. Fao
uma pausa antes de sair para a estrada principal.
       -- Voc tem certeza disso?
       -- Sim, -- Christian diz tenso, ficando claro que ele no tem tanta certeza. Oh, meu
pobre, pobre Cinqenta. Quero gargalhar porque estou nervosa e excitada. Uma pequena
parte de mim quer se afastar de Sawyer e Ryan apenas por diverso. Verifico o trfego, e
ento conduzo o R8 para a estrada. Christian se contorce com tenso e eu no posso
resistir. A estrada est vazia. Eu coloco meu p no acelerador e disparamos para frente.
       -- Uou! Ana! -- Christian grita. -- Devagar, voc vai nos matar.
       Eu imediatamente libero o pedal. Nossa, esse carro corre mesmo!
       -- Desculpe, -- eu falo baixinho, tentando soar arrependida e falhando
miseravelmente. Christian sorri para mim, para esconder seu alvio, imagino.
       -- Bem, isso conta como mau comportamento, -- diz ele casualmente e eu diminuo
a velocidade na hora.
       Olho no espelho retrovisor. Nenhum sinal do Audi, apenas um solitrio carro preto
com vidros escuros atrs de ns. Imagino Sawyer e Ryan afobados, freneticamente
tentando nos alcanar, e por algum motivo isso me excita. Mas no querendo dar ao meu




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querido marido um ataque cardaco, decido me comportar e dirigir de forma moderada,
mais confiante em direo  ponte 520.
       De repente, Christian xinga e se esfora para puxar o seu BlackBerry do bolso de
seus jeans.
       -- O qu? -- Ele responde bruscamente com raiva de quem quer que esteja do
outro lado da linha. -- No -- ele diz e olha atrs de ns. -- Sim.  ela.
       Dou uma olhada breve no espelho retrovisor, mas no vejo nada de estranho,
apenas alguns carros atrs de ns. O SUV est cerca de quatro carros atrs, e todos ns
estamos dirigindo no mesmo ritmo.
       -- Eu vejo. -- Christian solta um longo e pesado suspiro e esfrega a testa com os
dedos, a tenso irradia dele. Algo est errado.
       -- Sim... Eu no sei. -- Ele olha para mim e tira o telefone de sua orelha. -- Est
tudo bem. Continue, -- diz ele calmamente, sorrindo para mim, mas o sorriso no chega
aos seus olhos. Merda! A adrenalina percorre meu corpo. Ele pega o telefone novamente.
       -- Ok na 520. Assim que alcanarmos... Sim... Farei isso.
       Ele enfia o telefone na base com alto-falante, ficando com a mo livre.
       -- Qual o problema, Christian?
       -- Apenas olhe para onde est indo, baby, -- diz ele em voz baixa.
       Estou chegando na rampa de acesso da 520 em direo  Seattle. Quando eu olho
para Christian, ele est olhando para frente.
       -- No quero que voc entre em pnico, -- diz ele calmamente. -- Mas assim que
entrarmos na 520, eu quero que pise no acelerador. Estamos sendo seguidos.
       Seguidos! Puta merda. Meu corao salta em minha boca, batendo forte, meu
couro cabeludo se arrepia e minha garganta contrai com o pnico. Seguidos por quem?
Meus olhos miram o espelho retrovisor e, com certeza, o carro escuro que vi anteriormente
ainda est atrs de ns. Porra!  isso? Aperto os olhos para enxergar atravs do para-brisa
opaco para ver quem est dirigindo, mas no d pra ver nada.
       -- Mantenha seus olhos na estrada, baby, -- Christian diz suavemente, no no tom
duro que ele costuma usar quando meu jeito de dirigir o preocupa.
       Controle-se! Eu mentalmente me estapeio para dominar o medo que est
ameaando inundar-me. Imagine se quem est nos seguindo estiver armado? Armado e
atrs de Christian! Merda! Sou atingida por uma onda de nusea.


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       -- Como sabemos que estamos sendo seguidos? -- Minha voz  um breve,
estridente sussurro.
       -- O Dodge atrs de ns tem placas falsas.
       Como ele sabe disso?
       Eu sinalizo enquanto nos aproximamos da rampa da 520.  fim de tarde, e embora
a chuva tenha parado, a pista est molhada. Felizmente, o trfego  razoavelmente
tranquilo.
       A voz de Ray ecoa na minha cabea sobre uma de suas muitas aulas de auto-
defesa. --  o pnico que vai mat-lo ou deix-la seriamente ferida, Annie. -- Eu respiro fundo,
tentando manter minha respirao sob controle. Quem est nos seguindo est atrs de
Christian. Enquanto respiro tentando me tranquilizar, minha mente comea a clarear e
meu estmago se acalma. Tenho que manter Christian  salvo. Eu queria dirigir este carro,
e queria dirigi-lo rpido. Ento, essa  minha chance. Eu agarro o volante e dou um ltimo
olhar no meu espelho retrovisor. A Dodge est se aproximando de ns.
       Eu diminuo a velocidade, ignorando o sbito olhar de pnico de Christian para
mim, e minha entrada na 520 para que o Dodge tenha que diminuir e parar para esperar
por uma brecha no trnsito. Eu entro na ponte e acelero forte. O R8 se atira para frente,
comprimindo-nos contra nossos assentos. O velocmetro pula para cento e vinte
quilmetros por hora.
       -- Segure firme, baby, -- diz Christian calmamente, embora eu tenha certeza de
que ele est tudo menos calmo.
       Eu costuro por entre as duas fileiras de trfego como uma pea preta em um jogo
de damas, efetivamente ultrapassando os carros e caminhes. A ponte fica to perto do
lago abaixo, que  como se estivssemos dirigindo sobre a gua. Propositadamente ignoro
o olhar de raiva e desaprovao dos outros motoristas. Christian aperta uma mo na outra
em seu colo, mantendo-se o mais imvel possvel, e apesar dos meus pensamentos febris,
me pergunto vagamente se ele est fazendo isso para no tirar minha ateno.
       -- Boa menina, -- ele respira em incentivo. Ele olha por trs dele. -- No consigo
ver o Dodge.
       -- Estamos bem atrs do unsub, Sr. Grey. -- A voz de Sawyer sai do auto-falante.
-- Ele est tentando alcan-lo, senhor. Ns vamos tentar emparelhar, colocando nosso
carro entre o seu e o Dodge.


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         Unsub? O que isso significa?
         -- timo. Sra. Grey est indo bem. Nesse ritmo, desde que o trfego permanea
tranquilo, e pelo que posso ver, est, sairemos da ponte em poucos minutos.
         -- Senhor.
         Ultrapassamos a torre de controle da ponte em disparada, e percebo que estamos
na metade do lago Washington. Quando verifico minha velocidade, eu ainda estou 
Cento e Vinte.
         -- Voc est indo muito bem, Ana, -- Christian murmura novamente enquanto
olha para fora pela parte traseira do R8. Por um breve momento, seu tom me faz lembrar
do nosso primeiro encontro no quarto de jogos quando ele pacientemente me incentivou
atravs de nossa primeira vez l. O pensamento me distrai, e eu o coloco de lado
imediatamente.
         -- Para onde eu estou indo? -- Pergunto, moderadamente mais calma. Agora que
me acostumei com o carro.  um prazer dirigi-lo, to silencioso e fcil de manusear, 
difcil de acreditar o quo rpido estamos indo.  fcil dirigir a esta velocidade com este
carro.
         -- Sra. Grey se dirija para I-5 e depois para o sul. Queremos ver se o Dodge a
seguir por todo o caminho, -- Sawyer diz atravs do alto-falante. O farol est verde,
graas a Deus, e eu continuo em frente.
         Olho nervosamente para Christian, e ele sorri de modo tranquilizador. Ento seu
rosto cai.
         -- Merda! -- ele xinga devagar.
         H uma fila de carros  frente enquanto samos da ponte, e eu tenho que diminuir.
Olhando ansiosamente no espelho mais uma vez, acho que encontro o Dodge.
         -- Dez ou mais carros atrs?
         -- Sim, estou vendo, -- diz Christian, olhando atravs da estreita janela traseira. --
Me pergunto quem diabos ?
         -- Eu tambm. Temos como saber se  um homem dirigindo? -- Eu deixo escapar
para o BlackBerry na base.
         -- No, Sra. Grey. Poderia ser um homem ou mulher. O vidro  muito escuro.
         -- Uma mulher? -- Christian diz.




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       Eu dou de ombros. -- A sua Sra. Robinson? -- Eu sugiro, no tirando os olhos da
estrada.
       Christian fica tenso e retira o BlackBerry fora da base. -- Ela no  a minha Sra.
Robinson, -- ele rosna. -- No falo com ela desde o meu aniversrio. E Elena no faria
isso. No  seu estilo.
       -- Leila?
       -- Ela est em Connecticut com seus pais. Eu te disse.
       -- Voc tem certeza?
       Ele faz uma pausa. -- No. Mas se ela tivesse fugido, tenho certeza que os pais dela
teriam dito ao Flynn. Vamos discutir isso quando estivermos em casa. Concentre-se no que
est fazendo.
       -- Mas poderia ser um carro qualquer.
       -- No vou correr nenhum risco. No quando voc est envolvida, -- diz
abruptamente. Ele recoloca o BlackBerry na base, ento voltamos a estar em contato com
nossa equipe de segurana.
       Oh merda. Eu no quero deixar Christian irritado agora... Mais tarde talvez. Eu
seguro minha lngua. Felizmente, o trfego est diluindo um pouco. Consigo acelerar pela
interseo Mountlake em direo a I-5, costurando por entre os carros novamente.
       -- E se formos parados pela polcia? Pergunto.
       -- Seria uma coisa boa.
       -- No para minha carteira de motorista.
       -- No se preocupe com isso, -- diz ele. Inesperadamente, eu ouo humor em sua
voz.
       Eu acelero novamente, e atinjo cento e vinte. Caramba, esse carro corre.
Amei,  to gostoso. Chego a cento e trinta e seis. Acho que nunca dirigi assim to rpido.
J estaria com sorte se meu fusca atingisse oitenta quilmetros por hora.
       -- Ele contornou o trfego e est aumentando a velocidade. -- A voz etrea de
Sawyer  calma e informativa. -- Ele est andando a cento e quarenta e quatro.
       Merda! Mais rpido! Eu aperto o acelerador e o carro ruge a cento e Cinqenta e dois
quilmetros por hora, enquanto nos aproximamos da interseo I-5.
       -- Bom trabalho, Ana, -- Christian murmura.




93
          Eu diminuo momentaneamente enquanto deslizo para a I-5. A interestadual est
bastante tranquila, e consigo atravessar direto at a pista de alta velocidade em uma frao
de segundo. Enquanto meu p aperta fundo, o glorioso R8 ruge em frente, e voamos para
a faixa da esquerda, os simples mortais saem da frente para nos deixar passar. Se eu no
estivesse to assustada, eu poderia realmente estar gostando disto.
          -- Ele chegou a cento e sessenta quilmetros por hora, senhor.
          -- Alcance-o, Luke, -- Christian grita para Sawyer.
          Luke?
          Um caminho entra do nada na faixa rpida, merda, e tenho que pisar no freio.
          -- Filho da puta! -- Christian xinga o motorista enquanto somos jogados para
frente. Agradeo pelo nosso cinto de segurana.
          -- Contorne-o, baby, -- diz Christian com os dentes cerrados. Eu verifico meus
espelhos e corto trs pistas  direita. Ultrapassamos os veculos mais lentos e,
em seguida, voltamos para a faixa mais rpida.
          -- Grande jogada, Sra. Grey, -- Christian murmura apreciando. -- Onde esto os
policiais quando se precisa deles?
          -- Eu no quero uma multa, Christian, -- eu susurro, concentrando-me na estrada
 frente. -- Voc j levou alguma multa dirigindo esse carro?
          -- No, -- diz ele, mas olhando rapidamente para ele, posso ver seu sorriso.
          -- Voc j foi parado?
          -- Sim.
          -- Oh.
          -- Charme, Sra. Grey. Tudo se resolve com charme. Agora se concentre. Onde est
o Dodge, Sawyer?
          -- Ele acabou de alcanar cento e setenta e seis, senhor. -- Sawyer diz.
          Puta merda! Meu corao salta mais uma vez para minha boca. Consigo dirigir mais
rpido do que isso? Eu empurro meu p para baixo mais uma vez e disparo ainda mais
pelo trnsito.
          -- Pisque os faris, -- ordena Christian, quando um Ford Mustang no sai da
frente.
          -- Mas isso faria de mim uma idiota.
          -- Ento, haja como uma idiota! -- ele solta.


94
       Putz. Ok! -- Hmmm, onde ficam os faris?"
       -- A alavanca. Puxe-a para si.
       Eu fao isso, e o Mustang sai da frente, mas no antes do motorista levantar o dedo
para mim de uma maneira no muito educada. Eu o ultrapasso.
       -- Ele que  babaca, -- diz Christian baixinho, ento grita para mim, -- pegue a
Stewart.
       Sim senhor!
       -- Ns estamos tomando a sada da rua Stewart, Christian diz a Sawyer.
       -- Direto para o Escala, senhor.
       Eu diminuo a velocidade, verifico meus espelhos, dou sinal, em seguida, atravesso
com surpreendente facilidade quatro pistas da rodovia descendo a rampa de sada.
Entrando na rua Stewart, nos dirigimos para o sul. A rua est tranquila, com poucos
veculos. Cad todo mundo?
       -- Ns tivemos muita sorte com o trnsito. Mas isto significa que o Dodge tambm
ter. No desacelere, Ana. Nos leve pra casa.
       -- No consigo me lembrar do caminho, -- falo baixinho, em pnico pelo fato do
Dodge ainda est nos seguindo.
       -- V para o sul na Stewart. Continue indo at que eu diga onde. -- Christian
parece ansioso novamente. Eu ando rpido passando por 3 quarteires, mas o farol muda
para amarelo na Avenida Yale.
       -- Avance, Ana, -- Christian grita. Eu pulo to alto que piso no acelerador,
jogando ns dois de volta em nossos lugares, acelerando atravs da luz vermelha agora.
       -- Ele est pegando a Stewart, -- Sawyer diz.
       -- Continue atrs dele, Luke.
       -- Luke?
       -- Esse  o nome dele.
       Dou uma rpida olhada e posso ver Christian me olhando como se eu fosse
maluca. -- Olhos na estrada, -- ele fala abruptamente.
       Eu ignoro o seu tom. -- Luke Sawyer.
       -- Sim! -- Ele soa exasperado.
       -- Ah. -- Como  que eu no sabia disso? O homem tem me seguido no trabalho
nas ltimas seis semanas, e eu nem sabia seu primeiro nome.


95
         -- Esse sou eu, senhora, -- Sawyer diz, assustando-me, no entanto ele est falando
com uma voz calma, montona, que ele sempre usa. -- O unsub est se dirigindo para a
Stewart, senhor. Ele est andando muito rpido.
         -- Vai, Ana. Menos dessa porra de papo-furado, -- Christian rosna.
         -- Estamos parados no primeiro sinal da Stewart. -- Sawyer nos informa.
         -- Ana, rpido, aqui -- grita Christian, apontando para um estacionamento no lado
sul da Avenida Boren. Eu viro, os pneus gritando em protesto enquanto fao o desvio para
o estacionamento lotado.
         -- Ande em volta dele. Rpido -- Christian ordena. Dirijo o mais rpido que posso
para a parte de trs, fora da vista da rua. -- Ali. -- Christian aponta a uma vaga. Merda!
Ele quer que eu estacione. Droga!
         -- Apenas estacione essa porra, -- ele diz. Ento eu fao.... perfeitamente.
Provavelmente a nica vez que eu j estacionei perfeitamente.
         -- Estamos escondidos no estacionamento entre a Stewart e a Boren, -- Christian
diz para o BlackBerry.
         -- Ok, senhor. -- Sawyer parece irritado. -- Fique onde est, ns vamos seguir o
unsub.
         Christian se vira para mim, seus olhos procurando o meu rosto. -- Voc est bem?
         -- Claro, -- eu sussurro.
         Christian sorri. -- Quem quer que esteja dirigindo aquele Dodge no pode nos
ouvir, entendeu.
         E eu rio.
         -- Estamos passando pela Stewart e na Boren agora, senhor. Estou vendo o
estacionamento. Ele passou reto, senhor.
         Ns dois relaxamos com alvio.
         -- Muito bom, Sra. Grey. Dirigiu muito bem. -- Christian delicadamente acaricia
meu rosto com a ponta dos dedos, e eu pulo com o contato, inalando profundamente. No
tinha ideia de que estava segurando a minha respirao.
         -- Isso significa que voc vai parar de reclamar sobre como eu dirijo? -- Eu
pergunto. Ele ri, uma grande gargalhada.
         -- Eu tambm no chegaria a tanto.




96
       -- Obrigado por me deixar dirigir o seu carro. Sob tais circunstncias excitantes,
tambm. -- Eu tento desesperadamente para manter minha voz leve.
       -- Talvez eu deva dirigir agora.
       -- Para ser honesta, eu no acho que eu possa sair agora para deixar voc sentar
aqui. Minhas pernas esto como gelatina. -- De repente eu estou tremendo e sacudindo.
       --  a adrenalina, baby, -- ele diz. -- Voc foi incrivelmente bem, como sempre.
Voc sempre me surpreende, Ana. Nunca me decepciona. -- Ele toca meu rosto
ternamente com as costas de sua mo, o rosto cheio de amor, medo, arrependimento,
tantas emoes ao mesmo tempo, e suas palavras so minha perdio. Sobrecarregada, um
soluo estrangulado escapa da minha garganta apertada, e eu comeo a chorar.
       -- No, baby, no. Por favor, no chore. -- Ele estende o brao e, apesar do espao
limitado, me puxa por cima do apoio de brao para me embalar no colo. Tirando com
cuidado meu cabelo do meu rosto, ele beija meus olhos, meu rosto, e eu enrolo meus
braos em torno dele e soluo baixinho em seu pescoo. Ele enterra o nariz no meu cabelo
e me envolve em seus braos, me segurando apertado enquanto estamos sentados,
nenhum de ns dizendo nada, apenas abraados.
       A voz de Sawyer nos assusta. -- O unsub diminuiu a velocidade em frente ao
Escala. Est estudando o prdio.
       -- Siga-o, -- Christian fala rapidamente.
       Eu limpo meu nariz nas costas da minha mo e respiro profundamente.
       -- Use minha camisa. -- Christian beija minha testa.
       -- Desculpe, -- eu murmuro, envergonhada por meu choro.
       -- Pelo qu? No tem porqu.
       Eu limpo meu nariz outra vez. Ele levanta meu queixo e planta um beijo
suave nos meus lbios. -- Seus lbios ficam to macios quando voc chora, minha menina,
linda e corajosa, -- ele sussurra.
       -- Me beije de novo.
       Christian para, uma mo nas minhas costas, a outro no meu traseiro.
       -- Me beije, -- eu respiro, e vejo seus lbios se abrirem enquanto ele respira
fortemente. Inclinando-se sobre mim, ele tira o BlackBerry da base, e o joga no banco do
motorista ao lado dos meus ps. Ento, sua boca est na minha enquanto ele move sua
mo direita no meu cabelo, me segurando no lugar, e levanta a esquerda para segurar meu


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rosto. Sua lngua invade minha boca, e a recebo. A adrenalina se transforma em desejo
cruzando meu corpo. Eu agarro seu rosto, correndo os dedos sobre as costeletas,
saboreando o gosto dele. Ele geme com minha resposta febril, um gemido baixo e
profundo em sua garganta, e minha barriga se aperta muito rapidamente com o desejo
carnal. Sua mo se move para baixo do meu corpo, roando meu peito, minha
cintura, at meu traseiro. Eu me mexo um pouco.
       -- Ah!, -- ele diz e se separa de mim, sem flego.
       -- O qu? -- Eu murmuro contra seus lbios.
       -- Ana, estamos em um estacionamento em Seattle.
       -- E da?
       -- Bem, eu queria te foder agora, e voc fica se esfregando em mim... No me sinto
confortvel em fazer isso aqui.
       Meu desejo incontrolvel se contorce com suas palavras, apertando todos os meus
msculos abaixo da minha cintura, mais uma vez.
       -- Me fode ento. -- Eu beijo o canto da sua boca. Eu quero ele. Agora. A
perseguio de carro foi emocionante. Muito excitante. Aterrorizante... e o medo despertou
minha libido. Ele se inclina para trs para olhar para mim, seus olhos escuros e encobertos.
       -- Aqui? -- Sua voz  rouca.
       Minha boca fica seca. Como ele pode me deixar acesa com uma palavra? -- Sim. Eu
quero voc. Agora.
       Ele inclina a cabea para um lado e olha para mim por alguns segundos. -- Sra.
Grey, que sem-vergonha, -- ele sussurra, aps o que parece ser uma eternidade. Sua mo
aperta meu cabelo na nuca, segurando-me firmemente no lugar, e sua boca est na minha
novamente, com mais fora desta vez. Sua outra mo se move pelo meu corpo, para baixo
sobre a minha bunda e para mais abaixo na metade da minha coxa. Meus dedos se
enrolam em seu cabelo mais cumprido.
       -- Estou to feliz que voc est usando saia, -- ele murmura enquanto desliza a
mo por baixo da minha estampada saia azul e branca para acariciar minha coxa. Eu me
contoro mais uma vez em seu colo e o ar sai por entre os dentes.
       -- Fique quieta, -- resmunga. Ele coloca as mos no meu sexo, e eu fico parada
imediatamente. Seu polegar esfrega meu clitris, e minha respirao trava na minha
garganta enquanto o prazer explode muito intenso fundo, muito fundo, dentro de mim.


98
       -- Quietinha", ele sussurra. Ele me beija mais uma vez enquanto seu polegar se
move gentilmente em crculos em mim atravs da minha carssima lingerie. Lentamente,
ele escorrega dois dedos por dentro da minha calcinha enfiando-os em mim. Eu gemo e
flexiono os quadris em direo a sua mo.
       -- Por favor, -- eu sussurro.
       -- Oh, Sra. Grey. Voc est to pronta, -- ele diz, deslizando os dedos dentro e
fora, girando devagar. -- Perseguies de carro te excitam?
       -- Voc me excita.
       Ele me d um sorriso vido e retira seus dedos de repente, deixando-me querendo
mais. Ele passa o brao sob meus joelhos e, pegando-me de surpresa, levanta-me e me gira
para que eu fique de frente para o para-brisa traseiro.
       -- Coloque suas pernas ao meu redor, -- ordena, colocando suas pernas juntas no
centro do cho do carro. Fao como ele disse, colocando meus ps ao lado dos seus. Ele
passa as mos descendo pelas minhas coxas, depois para cima, puxando a minha saia.
       -- Coloque as mos nos meus joelhos, baby. Incline-se para frente. Levante essa
bunda maravilhosa. Cuidado com a cabea.
       Merda! Ns realmente vamos fazer isso, em um estacionamento pblico. Passo o
olho rapidamente pela rea a nossa frente e no vejo ningum, mas sinto uma excitao
fluindo atravs de mim. Estou num estacionamento pblico! Isso  to quente! Christian se
mexe embaixo de mim, e eu ouo o revelador som de seu zper. Colocando um brao em
volta da minha cintura e com a outra mo puxando minha calcinha rendada para o lado,
ele me enfia em um movimento rpido.
       -- Ah! -- Eu grito, me esfregando em cima dele, e sua respirao sopra por entre os
dentes. Seu brao sobe at meu pescoo e ele agarra meu queixo. Sua mo esfrega por
todo meu pescoo, me puxando para trs e inclinando minha cabea para um lado para
que possa beijar minha garganta. Sua outra mo aperta meu quadril e comeamos a nos
mover juntos.
       Empurro-me para cima com os ps, e ele se inclina em mim, dentro e fora. A
sensao ... Eu gemo alto.  to profundo desse jeito. Minha mo esquerda se fecha ao
redor do freio de mo, minha mo direita apoiando-se na porta. Seus dentes mordem
minha orelha e ele enfia fundo,  quase doloroso. Ele mete de novo e de novo em mim. Eu
subo e deso, e quando firmamos um ritmo, ele move a mo embaixo da minha saia at a


99
parte alta das minhas coxas, e seus dedos suavemente provocam meu clitris atravs da
minha bordada calcinha transparente.
       -- Ah!
       -- Seja. Rpida, -- ele respira no meu ouvido com os dentes cerrados, a mo ainda
em volta do meu pescoo abaixo do meu queixo. -- Precisamos fazer isso rpido, Ana. --
E ele aumenta a presso de seus dedos contra o meu sexo.
       -- Ah! -- Eu sinto o familiar prazer aumentando, crescendo profunda e
enormemente dentro de mim.
       -- Vamos, baby, -- ele ruge na minha orelha. -- Quero ouvi-la.
       Gemo mais uma vez, e sou toda sensaes, meus olhos bem fechados. Sua voz no
meu ouvido, sua respirao no meu pescoo, o prazer irradiando a partir de onde os dedos
provocam meu corpo e onde ele bate dentro de mim, e me deixo levar. Meu corpo assume
o controle, o desejo me consumindo.
       -- Sim, -- Christian sopra em meu ouvido e eu abro meus olhos por um instante,
olhando turbulentamente para o teto do R8, e os aperto bem fechados novamente
enquanto gozo em cima dele.
       -- Oh, Ana, -- ele murmura, maravilhado, e envolve seus braos ao meu redor e
me enfia uma ltima vez enquanto o clmax o atinge.
       Ele corre o nariz ao longo do meu queixo e suavemente beija minha garganta,
minha bochecha, minha testa enquanto estou deitada sobre ele, minha cabea pendendo
contra seu pescoo.
       -- Tenso aliviada, Sra. Grey? -- Christian fecha seus dentes em volta da minha
orelha de novo e a puxa. Meu corpo est esgotado, totalmente exausto, e eu choramingo.
Sinto o seu sorriso contra mim.
       -- Com certeza ajudou com a minha, -- acrescenta ele, tirando-me de cima dele. --
Perdeu sua voz?
       -- Sim, -- murmuro.
       -- Bem, no  voc que  a criatura devassa? No tinha ideia que fosse to
exibicionista.
        Sento-me imediatamente, alarmada. Ele fica tenso. -- Ningum est olhando, est?
-- Olho ansiosamente ao redor do estacionamento.




100
       -- Voc acha que eu ia deixar algum assistir minha esposa gozar? -- Ele acaricia
minhas costas me tranquilizando, mas o tom de sua voz me provoca arrepios na espinha.
Eu me viro para olhar para ele e sorrio maliciosamente.
       -- Sexo no carro! -- Eu exclamo.
       Ele sorri e coloca uma mecha de cabelo atrs da minha orelha. -- Vamos voltar.
Eu dirijo.
       Ele abre a porta para me deixar pular de seu colo e saio para o estacionamento.
Quando vejo ele est saltando rapidamente tambm. Ele me segue e, em seguida, mantm
a porta aberta para que eu possa voltar para dentro do carro. Caminhando rapidamente ao
redor para o lado do motorista, ele entra ao meu lado, pega o BlackBerry, e faz uma
ligao.
       -- Onde est Sawyer? -- Ele fala abruptamente. -- E o Dodge? Como Sawyer no
est com voc?
       Ele escuta atentamente a Ryan, eu presumo.
       -- Ela? -- Ele suspira. -- Siga-a. -- Christian desliga e olha para mim.
       Ela! O motorista do carro? Quem poderia ser, Elena, Leila?
       -- O motorista do Dodge  mulher?
       --  o que tudo indica, -- ele diz calmamente. Sua boca se aperta em uma linha
fina com raiva. -- Vamos para casa, -- ele resmunga. Ele liga o R8 com um rugido e
manobra suavemente para fora da vaga.
       -- Onde est o, er... unsub? A propsito o que isso significa? Parece muito BDSM.
       Christian sorri brevemente enquanto desliza o carro para fora do estacionamento e
retorna para a rua Stewart.
       -- Significa Assunto Desconhecido. Ryan  ex-agente do FBI.
       -- Ex-agente?
       -- No pergunte. -- Christian balana a cabea.  bvio que ele est pensativo.
       -- Bem, onde est esta mulher suspeita?
       -- Na I-5, rumo ao sul. -- Ele olha para mim, seus olhos tristes.
       Putz, de apaixonado para calmo e para ansioso num pequeno intervalo. Eu
estendo a mo e acaricio sua coxa, correndo os dedos com prazer at a costura interna da
cala jeans, desejando melhorar seu humor. Ele tira a mo do volante e interrompe a lenta
subida da minha mo.


101
       -- No, -- ele diz. -- J fizemos tudo que podamos. Voc no quer me fazer
provocar um acidente a trs quarteires de casa. -- Ele leva minha mo aos lbios e d um
beijo indiferente em meu dedo indicador para amenizar sua censura. Tranqilo, calmo,
autoritrio... Meu Cinqenta. E pela primeira vez em tempos ele faz com que me sinta
uma criana rebelde. Eu retiro minha mo e fico sentada em silncio por um tempo.
       -- Mulher?
       -- Aparentemente, sim. -- Ele suspira, entra na garagem subterrnea do Escala, e
aperta o cdigo de acesso no teclado de segurana. O porto balana se abrindo e ele se
dirige, calmamente estacionando o R8 na sua vaga.
       -- Gosto muito deste carro, -- murmuro.
       -- Eu tambm. E gostei de como voc lidou com tudo, e como voc conseguiu no
bat-lo.
       -- Voc pode me comprar um no meu aniversrio, -- eu sorrio para ele.
       A boca de Christian se abre em surpresa enquanto eu saio do carro.
       -- Um branco, eu acho, -- eu acrescento, inclinando-me e sorrindo para ele.
       Ele sorri. -- Anastasia Grey, voc nunca deixa de me surpreender.
       Eu fecho a porta e caminho at a ponta do carro para esperar por ele.
Graciosamente ele sai, me olhando com aquele olhar... Aquele olhar que desperta algo
dentro de mim. Conheo bem aquele olhar. Quando chega na minha frente, ele se inclina e
sussurra, -- Voc gosta do carro. Eu gosto do carro. Eu te comi nele... talvez eu devesse te
foder em cima dele.
       Eu suspiro. E um elegante BMW prata entra na garagem. Christian o olha
ansiosamente, em seguida, com aborrecimento, sorri para mim.
       -- Mas parece que temos companhia. Venha. -- Ele agarra minha mo e se
encaminha para o elevador da garagem. Ele pressiona o boto de chamada e, enquanto
esperamos, o motorista do BMW se une a ns. Ele  jovem, casualmente vestido, com
cabelo longo, escuro em camadas. Ele se parece como algum que trabalha na mdia.
       -- Oi, -- ele diz, sorrindo calorosamente para ns.
       Christian coloca o brao em volta de mim e acena com a cabea educadamente.
       -- Acabei de me mudar. Apartamento dezesseis.
       -- Ol. -- Eu sorrio de volta. Ele tem olhos castanhos tranqilos e gentis.




102
         O elevador chega e todos ns entramos. Christian olha para mim, sua expresso
ilegvel.
         -- Voc  Christian Grey, -- diz o jovem.
         Christian lhe d um sorriso apertado.
         -- Noah Logan. -- Ele estende a mo. Relutantemente, Christian a aceita. -- Qual o
andar? -- Noah pergunta.
         -- Eu tenho que inserir um cdigo.
         -- Oh.
         -- Cobertura.
         -- Oh. -- Noah sorri. -- Claro. -- Ele aperta o boto para o oitavo andar e as portas
se fecham. -- Sra. Grey, imagino.
         -- Sim. -- Eu lhe dou um sorriso educado e apertamos as mos. Noah fica um
pouco vermelho enquanto olha para mim por um pouco mais de tempo. Eu fico vermelha
como ele e o brao de Christian se aperta em torno de mim.
         -- Quando voc se mudou? -- Pergunto.
         -- No ltimo fim de semana. Adorei o lugar.
         Um silncio desconfortvel se instala antes do elevador parar no andar de Noah.
         -- Prazer conhec-los, -- ele diz soando aliviado e sai. As portas se fecham
silenciosamente atrs dele. Christian digita o cdigo e o elevador sobe novamente.
         -- Ele parecia simptico, -- murmuro. -- Nunca conheci nenhum dos vizinhos
antes.
         Christian fecha a cara. -- Eu prefiro desse jeito.
         -- Isso porque voc  um recluso. Eu o achei bastante agradvel.
         -- Um recluso?
         -- Recluso. Preso em sua torre de marfim, -- constato com naturalidade. Christian
torce os lbios com diverso.
         -- Nossa torre de marfim. E acho que voc tem outro nome a acrescentar  sua lista
de admiradores, Sra. Grey.
         Reviro os olhos. -- Christian, voc acha que todo mundo  um admirador.
         -- Voc acabou de revirar seus olhos em mim?
         Meu pulso se acelera. -- Parece que sim, -- sussurro, minha respirao presa na
garganta.


103
        Ele inclina sua cabea para um lado, com uma latente, arrogante e divertida
expresso. -- O que faremos sobre isso?
        -- Algo pesado.
        Ele pisca para esconder sua surpresa. -- Pesado?
        -- Por favor.
        -- Voc quer mais?
        Concordo com a cabea lentamente. As portas do elevador se abrem e estamos em
casa.
        -- Pesado quanto? -- Ele respira, os olhos escurecendo.
        Olho para ele, sem dizer nada. Ele fecha os olhos por um momento, e ento pega a
minha mo e me puxa pela entrada.
        Quando atravessamos as portas duplas, Sawyer est de p no corredor, olhando
em expectativa para ns.
        -- Sawyer, me procure daqui  uma hora, -- diz Christian.
        -- Sim, senhor. -- Virando-se, Sawyer se encaminha para o escritrio de Taylor.
        Temos uma hora!
        Christian olha para mim. -- Pesado?
        Eu aceno.
        -- Bem , Sra. Grey, voc est com sorte. Eu estou tomando pedidos hoje.




                                       Captulo 06
        -- Voc tem algo em mente? -- Christian murmura, prendendo-me com seu olhar
ousado. Eu dou de ombros, de repente, sem flego e agitada. No sei se foi  perseguio,
a adrenalina, o meu humor mais cedo, no sei explicar, mas eu quero isso, e quero rude.
Uma expresso perplexa passa rapidamente pelo rosto de Christian. -- Uma foda bem
safada? -- Ele pergunta, suas palavras numa carcia suave.
        Concordo com a cabea, sentindo meu rosto pegar fogo. Por que me sinto
envergonhada com isso? J fiz todo o tipo de sacanagem com esse homem. Ele  meu
marido, porra! Estou envergonhada porque dessa vez sou eu que quero e eu estou com
vergonha de admitir? Meu subconsciente olha pra mim. No pense demais.



104
        -- Carta branca? -- Ele me pergunta sussurrando, olhando-me especulativamente
como se estivesse tentando ler minha mente.
        Carta Branca? Puta merda,       no que isso implica? -- Sim, -- eu murmuro
nervosamente, enquanto a excitao cresce dentro de mim. Ele me d um lento sorriso
sexy.
        -- Venha, -- ele diz e me puxa para as escadas. Sua inteno  clara. Quarto de
jogos! Minha deusa interior desperta de seu sono ps-sexo no R8, olhos arregalados e
ansiosa para ir.
        No topo das escadas, ele solta minha mo e destranca a porta do quarto de jogos. A
chave est no chaveiro que tem escrito Isso Seattle que eu dei h no muito tempo atrs.
        -- Depois de voc, Sra. Grey, -- ele diz e abre a porta.
        O quarto de jogos tem um tranqilizador cheiro familiar, de couro, madeira e
polimento recente. Eu coro, sabendo que a Sra. Jones deve ter vindo aqui fazer a limpeza
enquanto estivemos fora na nossa lua de mel. Enquanto entramos, Christian acende as
luzes e as paredes vermelho-escuro so iluminadas com luz suave e difusa. Eu fico
olhando para ele, a antecipao correndo forte e pesado nas minhas veias. O que ele vai
fazer? Ele tranca a porta e se vira. Inclinando a cabea para o lado, ele me olha pensativo e
depois balana a cabea, achando graa.
        -- O que voc quer, Anastasia? -- Ele pergunta gentilmente.
        -- Voc. -- Minha resposta sai em um sopro.
        Ele sorri. -- Sou seu. Desde que surgiu no meu escritrio pela primeira vez.
        -- Surpreenda-me, ento, Sr. Grey.
        Sua boca se torce com humor reprimido e promessa carnal. -- Como quiser, Sra.
Grey. -- Ele cruza os braos e levanta um longo dedo indicador aos lbios, enquanto me
avalia. -- Acho que vamos comear por livrar voc de suas roupas. -- Ele d um passo a
frente. Agarrando a frente da minha jaqueta jeans curta, ele abre e a puxa pelos meus
ombros e ela cai no cho. Ele segura a barra da minha camiseta preta.
        -- Levante os braos.
        Eu obedeo, e ele a retira pela minha cabea. Inclinando-se, ele me d um beijo
suave nos lbios, os olhos brilhando com uma mistura atraente de luxria e amor. A
camiseta se junta ao meu casaco no cho.




105
          -- Aqui, -- eu sussurro olhando nervosamente para ele enquanto removo o lao de
cabelo em volta do meu pulso e dou para ele. Ele para, e seus olhos se arregalam
brevemente, sem demonstrar nada. Finalmente, ele pega o pequeno prendedor.
          -- Vire-se, -- ele ordena.
          Aliviada, sorrio para mim mesmo e obedeo imediatamente. Parece que superamos
esse pequeno obstculo. Ele junta meu cabelo e o trana com rapidez e eficincia antes de
amarr-lo com o lao. Ele puxa a trana, trazendo minha cabea para trs.
          -- Bem pensado, Sra. Grey, -- ele sussurra em meu ouvido, em seguida, morde a
minha orelha. -- Agora vire-se e tire sua saia. Deixe-a cair no cho. -- Ele me solta e d
um passo para trs, enquanto me viro para olhar para ele. Sem tirar os olhos dele, solto o
cinto da minha saia e deslizo o zper para baixo. A saia se abre e cai no cho, ao redor dos
meus ps.
          -- Saia de sua saia, -- ele ordena. Enquanto dou um passo em sua direo, ele se
ajoelha rapidamente na minha frente e segura meu tornozelo direito. Habilmente, ele abre
minhas sandlias uma de cada vez, enquanto me inclino para frente, apoiando-me com
uma mo na parede abaixo dos ganchos de onde costumavam pender os chicotes de
couro, varas de equitao e palmatrias. Os chicotes de couro e os de montaria foram as
nicas peas que foram mantidas. Eu os olho com curiosidade. Ser que ele vai usar-los?
          Depois de tirar minha sandlia, e me deixar apenas de suti e calcinha, Christian
abaixa-se sobre os calcanhares, olhando para mim. -- Voc  uma bela vista, Sra. Grey. --
De repente, ele se levanta, agarra meus quadris e me puxa para frente, enterrando o nariz
no pice de minhas coxas. -- E cheira a voc, a mim e sexo, -- diz ele inalando fortemente.
--  inebriante. -- Beija-me atravs de minha calcinha de renda, enquanto respiro mais
rpido com suas palavras, minhas entranhas se derretendo. Ele  to... safado. Reunindo
minhas roupas e sandlias, ele as arruma em um movimento rpido e gracioso, como um
atleta.
          -- Ande e fique ao lado da mesa, -- diz ele calmamente, apontando com o queixo.
Virando-se, caminha para a antiga cmoda das maravilhas.
          Ele olha para trs e sorri para mim. -- Olhe para a parede, -- ele ordena. -- Dessa
forma, voc no saber o que estou planejando. Nosso objetivo  agradar, Sra. Grey, e voc
queria uma surpresa.




106
        Viro-me para longe dele ouvindo atentamente, meus ouvidos de repente sensveis
ao menor som. Ele  bom nisso, aumentando minhas expectativas, alimentando meu
desejo... fazendo-me esperar. Eu o ouo colocando minhas sandlias no cho e, penso eu,
minha roupa na cmoda, seguido pelo barulho revelador de seus sapatos enquanto caem
no cho, um de cada vez. Hmm... adoro os ps descalos de Christian. Um momento
depois, o escuto abrir uma gaveta.
        Brinquedos! Oh, eu amo, amo, amo essa expectativa. A gaveta se fecha e minha
respirao fica entrecortada. Como pode o som de uma gaveta deixar-me tremendo
desorientada? No faz sentido. De repente o aparelho de som  ligado, o que indica que
teremos msica. Surge o som de um piano, silencioso e tranqilo, e os acordes tristes
enchem a sala. No  uma msica que eu conhea. O piano  acompanhado por uma
guitarra eltrica. O que  isso? Uma voz de homem, e eu s posso entender as palavras,
algo sobre no estar com medo de morrer.
        Christian se aproxima lentamente de mim, o som de seus ps descalos
caminhando sobre o cho de madeira. Eu o sinto atrs de mim enquanto uma mulher
comea a cantar... chorar... cantar?
        -- Pesado, voc disse, Sra. Grey? -- Ele fala suavemente no meu ouvido esquerdo.
        -- Hmm.
        -- Voc tem que me dizer para parar, se estiver demais. Se voc disser "Pare", eu
vou parar imediatamente. Voc entendeu?
        -- Sim.
        -- Quero que voc prometa.
        Eu inalo rapidamente. Merda, o que ele vai fazer? -- Prometo -- murmuro sem
flego, recordando suas palavras mais cedo: No quero te machucar, mas eu fico mais do que
feliz em brincar.
        -- Boa menina. -- Inclinando-se, ele d um beijo em meu ombro nu, e em seguida,
coloca um dedo por baixo da ala do meu suti e traa uma linha pelas minhas costas por
baixo da ala. Quero gemer. Como ele consegue fazer de um pequeno toque algo to
ertico?
        -- Tire isso, -- ele sussurra em meu ouvido, e rapidamente obedeo e deixo cair
meu suti no cho.




107
       Suas mos roam em minhas costas, e ele coloca seus polegares na minha
calcinha e a desliza pelas minhas pernas.
       -- Saia, -- ele ordena. Mais uma vez fao o que ele diz, saindo da minha calcinha.
Ele d um beijo nas minhas costas, parando atrs de mim.
       -- Vou vendar seus olhos para que seja mais intenso. -- Ele desliza uma mscara
dessas de companhia area sobre meus olhos e meu mundo est mergulhado na escurido.
A mulher cantando, gemendo incoerentemente... uma melodia contnua e cheia de
sentimentos.
       -- Relaxe e deite-se reta sobre a mesa. -- Suas palavras esto suaves. -- Agora.
       Sem hesitar, me curvo ao lado da mesa e descanso meu corpo sobre a madeira
polida, meu rosto corando contra a superfcie dura. Est um pouco fria contra minha pele
e cheira vagamente a cera de abelha e algum odor ctrico.
       -- Estique os braos para cima e segure a borda.
       Ok... Avanando, eu agarro a extremidade da mesa.  extensa, e ento meus braos
ficam totalmente esticados.
       -- Se voc soltar, eu vou te bater. Voc entendeu?
       -- Sim.
       -- Voc quer que eu bata em voc, Anastasia?
       Tudo abaixo da minha cintura se aperta deliciosamente. Percebo que queria isso
desde que me ameaou durante o almoo, e nem a perseguio de carro, nem o que
fizemos depois saciou essa necessidade.
       -- Sim. -- Minha voz  um sussurro rouco.
       -- Por qu?
       Oh... eu tenho que ter um motivo? Putz. Eu dou de ombros.
       -- Diga-me, -- ele fala persuasivo.
       -- Hmm...
       E do nada ele me d um tapa bem forte.
       -- Ah! -- Eu grito.
       -- Quieta agora.
       Ele gentilmente esfrega meu traseiro onde me bateu. Ento ele se inclina sobre
mim, seus quadris encostando nos meus, me beija entre os ombros e faz uma trilha de




108
beijos por toda as minhas costas. Ele tirou sua camisa, ento o pelo do seu peito roa em
minhas costas, e sua ereo me pressiona atravs do tecido spero da cala jeans.
         -- Abra as pernas, -- ele ordena.
         Separo minhas pernas.
         -- Mais.
         Eu gemo e abro minhas pernas ainda mais.
         -- Boa menina, -- ele diz. Ele passa o dedo pelas minhas costas, ao longo da
abertura entre minhas ndegas, e sobre o meu nus, que se encolhe ao seu toque.
         -- Vamos nos divertir um pouco com isso, -- ele sussurra.
         Porra!
         Seu dedo continua a descer sobre o meu perneo e lentamente desliza dentro de
mim.
         -- Estou vendo que est muito molhada, Anastasia. Por mais cedo ou por agora?
         Eu gemo e ele enfia o dedo dentro e fora de mim, mais e mais. Me empurro contra
sua mo, saboreando a intruso.
         -- Oh, Ana, acho que  os dois. Acho que voc adora estar aqui, assim. Minha.
         Gosto, oh, gosto muito. Ele retira o dedo e me beija com fora mais uma vez.
         -- Diga-me, -- ele sussurra, sua voz rouca e urgente.
         -- Sim, adoro, -- eu choramingo.
         Ele me d um tapa com fora de novo e eu grito, e ento ele enfia dois dedos dentro
de mim. Ele os retira imediatamente, esfregando minha umidade ao longo e ao redor do
meu nus.
         -- O que voc vai fazer? -- Pergunto, sem flego. Oh Meu... ele vai comer minha
bunda?
         -- No  o que voc est pensando, -- ele murmura tranqilizador. -- Eu te disse,
um passo de cada vez, com isso, baby. -- Eu ouo o rudo tranqilo de algum lquido,
presumivelmente de um tubo, em seguida seus dedos esto massageando-me l outra vez.
Lubrificando-me... l! Eu me contoro enquanto meu medo sobre o desconhecido bate de
frente com a minha excitao. Ele me d outro tapa, mais embaixo, e ento bate em meu
sexo. Eu gemo. ... to bom.
         -- Fique parada, -- ele diz. -- No se mova.
         -- Ah.


109
         --  um lubrificante. -- Ele espalha um pouco mais em mim. Eu tento no me
contorcer embaixo dele, mas meu corao est batendo, meu pulso acelerado, enquanto o
desejo e a ansiedade pulsam atravs de mim.
         -- Queria fazer isso com voc j h algum tempo, Ana.
         Eu gemo. E eu sinto algo frio, metalicamente frio, correr pela minha espinha.
         -- Tenho um pequeno presente para voc aqui, -- Christian sussurra.
         Uma imagem dele me mostrando e explicando sobre os brinquedinhos me vem 
mente. Puta merda. Um plug anal. Christian o esfrega na separao entre as minhas
ndegas.
         Oh meu.
         -- Vou colocar dentro de voc, muito lentamente.
         Respiro rapidamente, a expectativa e ansiedade aumentando dentro de mim.
         -- Vai doer?
         -- No, baby.  pequeno. Quando estiver dentro de voc, eu vou te foder muito
forte.
         Eu praticamente convulsiono. Debruando-se sobre mim, ele me beija mais uma
vez em meus ombros.
         -- Pronta? -- Ele sussurra.
         Pronta? Ser que estou?
         -- Sim, -- resmungo baixinho, minha boca seca. Ele corre outro dedo para baixo
passando pela minha bunda e perneo, deslizando dentro de mim. Porra,  o seu polegar.
Ele envolve meu sexo e seus dedos suavemente acariciam meu clitris. Gemo baixinho... 
uma sensao... muito boa. E suavemente, enquanto seus dedos e seu polegar executam
sua magia, ele enfia o plug frio lentamente em mim.
         -- Ah! -- Eu gemo bem alto pela sensao estranha, meus msculos protestando
contra a intruso. Ele circunda o dedo dentro de mim e empurra o plug ainda mais, que
desliza facilmente, e fico sem saber se  porque estou muito excitada ou se  porque ele me
distraiu com seus eficientes dedos, mas meu corpo parece aceit-lo.  grande... e
estranho... l!
         -- Oh, baby.
         E posso senti-lo... onde o polegar gira dentro de mim... e o plug pressiona-se de
encontro... oh, ah... Ele torce o plug lentamente, provocando-me um grande gemido.


110
       -- Christian, -- eu murmuro, seu nome um incompreensvel mantra, enquanto me
adapto  sensao.
       -- Boa menina, -- ele murmura. Ele corre sua mo livre para baixo, pelo meu lado
at atingir meu quadril. Lentamente ele retira o polegar, e ouo o som revelador de seu
zper abrindo. Segurando o outro lado do meu quadril, ele me puxa e abre ainda mais
minhas pernas, seu p afastando o meu. -- No saia da mesa, Ana, -- adverte.
       -- No, -- murmuro.
       -- Algo pesado? Diga-me se eu estiver sendo muito pesado. Entendeu?
       -- Sim, -- eu sussurro, e ele me enfia e me puxa para ele ao mesmo tempo,
empurrando o plug para a frente, mais profundo...
       -- Porra! -- Eu grito.
       Ele para, sua respirao mais dura e minha respirao se juntando  dele. Tento
assimilar todas as sensaes: o delicioso preenchimento, o provocante sentimento que
estou fazendo algo proibido, o prazer ertico que se contorce dentro de mim. Ele puxa
suavemente o plug.
       Oh Senhor... Reclamo baixinho, e o ouo respirar forte, uma respirao ofegante de
puro, absoluto prazer. Aquece meu sangue. Alguma vez j me senti assim to devassa...
to
       -- De novo? -- Ele sussurra.
       -- Sim.
       -- Continue esticada, -- ele ordena. Ele escorrega para fora de mim e me enfia
novamente.
       Oh... Era isso que eu queria. -- Sim, -- sussurro.
       E ele pega ritmo, a respirao mais difcil, combinando a minha prpria enquanto
ele bate contra mim.
       -- Oh, Ana, -- ele suspira. Ele move uma das mos dos meus quadris e introduz o
plug novamente, puxando-o lentamente, tirando-o e colocando-o dentro. O sentimento 
indescritvel, e acho que vou desmaiar sobre a mesa. Ele continua enfiando enquanto ele
me mete, de novo e de novo, movendo-se forte e duro dentro de mim, minhas entranhas
se apertando e tremendo.
       -- Oh merda, -- resmungo. Isso vai me rasgar no meio.
       -- Sim, baby, -- ele sussura.


111
       -- Por favor, -- imploro e eu no sei pelo qu, para parar, nunca parar, girar o plug
novamente. Minhas entranhas esto se apertando em torno dele e do plug.
       -- Isso mesmo, -- ele respira, e me d um forte tapa na minha ndega direita, e eu
gozo, de novo e de novo, caindo, caindo, girando, pulsando ao redor e ao redor, e
Christian suavemente retira o plug.
       -- Porra! -- Eu grito e Christian agarra meus quadris e goza em voz alta,
segurando-me no lugar.


       A mulher ainda est cantando. Christian sempre coloca msicas na funo repetir.
Estranho. Eu estou enrolada em seus braos em seu colo, nossas pernas entrelaadas, com
a cabea encostada em seu peito. Estamos no cho do quarto de jogos prximos  mesa.
       -- Bem-vinda de volta, -- ele diz, retirando a venda de mim. Eu pisco enquanto
meus olhos se ajustam  luz fraca. Inclinando meu queixo para trs, ele me beija suave nos
lbios, os olhos focados e ansiosamente procurando os meus. Levanto minha mo para
acariciar seu rosto. Ele sorri.
       -- Bem, cumpri o contrato? -- Ele pergunta, divertido.
       Eu franzo a testa. -- Contrato?
       -- Voc queria algo mais pesado, -- ele diz suavemente.
       Sorrio, porque simplesmente no consigo evit-lo. -- Sim. Acho que sim...
       Ele levanta as sobrancelhas e sorri de volta para mim. -- Fico muito feliz em ouvir
isso Sra. Grey. Voc parece muito bem fodida e bonita neste momento. -- Ele acaricia meu
rosto, seus longos dedos tocando minha bochecha.
       -- Parece que sim, -- ronrono.
       Ele se abaixa e me beija com ternura, seus lbios suaves e quentes, se entregando
aos meus. -- Voc nunca me decepciona. -- Ele se inclina para trs para olhar para mim.
-- Como voc se sente? -- Sua voz  suave, com preocupao.
       -- Bem, -- sussurro, sentindo meu rosto ficando vermelho. -- Muito bem fodida.
-- Sorrio timidamente.
       -- Por que, Sra. Grey, voc tem uma boca to suja? -- Christian finge uma
expresso ofendida, mas posso ouvir seu divertimento.
       --  porque estou casada com um menino, muito, muito sujo, Sr. Grey.




112
         Ele me d um sorriso completamente bobo que  contagiante. -- Fico feliz que voc
tenha se casado com ele. -- Ele gentilmente se apodera da minha trana, levanta-a aos
lbios, e beija a ponta com reverncia, os olhos brilhando com amor. Oh meu... Alguma
vez consegui resistir a esse homem?
         Procuro sua mo esquerda e beijo sua aliana, uma simples faixa da platina como a
minha. -- Meu, -- sussurro.
         -- Seu, -- ele responde. Ele enrola seus braos ao meu redor e pressiona seu nariz
em meu cabelo. -- Devo preparar um banho para voc?
         -- Hmm. S se voc se juntar a mim.
         -- Ok, -- ele diz. Ele me coloca de p e ergue-se ao meu lado. Ainda est
usando cala jeans.
         -- Voc vai usar seu... er... outro jeans?
         Ele franze a testa para mim. -- Outro jeans?
         -- O que voc costumava usar aqui.
         -- Aquele jeans? -- Ele murmura piscando com perplexa surpresa.
         -- Voc fica muito gostoso com ele.
         --Eu?
         -- Sim... Quero dizer, realmente gostoso.
         Ele sorri, timidamente. -- Bom para voc, Sra. Grey, talvez eu use. -- Ele se inclina
para me beijar e ento pega o pequeno pote na mesa que contm o plug anal, o tubo de
lubrificante, a venda, e minha calcinha.
         -- Quem limpa esses brinquedos? -- Eu pergunto enquanto o sigo at a cmoda.
         Ele franze a testa para mim, como se no tivesse entendido a pergunta. -- Eu. Sra.
Jones.
         -- O qu?
         Ele acena, divertido e envergonhado, acho. Ele desliga a msica. -- Bem, Hmm...
         -- Suas subs costumavam fazer isso? -- Eu concluo. Ele encolhe os ombros se
desculpando.
         -- Tome. -- Ele me entrega sua camisa e eu a visto, cobrindo-me. Seu perfume
ainda na roupa, e esqueo minha preocupao sobre como o plug  limpo. Ele guarda os
objetos na cmoda. Pegando minha mo, abre a porta do quarto de jogos, e em seguida,
leva-me para fora e escada abaixo. Eu o sigo docilmente.


113
        A ansiedade, o mau humor, o nervosismo, o medo e a excitao da perseguio de
carro se foram. Estou relaxada, finalmente saciada e calma. Enquanto entro em nosso
banheiro, eu bocejo alto e me espreguio... Em paz comigo mesma para variar.
        -- Que foi? -- Christian pergunta enquanto abre a torneira.
        Sacudo a cabea.
        -- Diga-me, -- ele pergunta suavemente. Ele derrama o leo de banho de jasmim
na gua, enchendo o banheiro com seu aroma doce, sensual.
        Eu coro. -- Eu me sinto melhor.
        Ele sorri. -- Sim, voc estava com um humor estranho hoje, Sra. Grey. -- Em p, ele
me puxa em seus braos. -- Sei que voc est preocupada com os ltimos acontecimentos.
Sinto muito por ter te envolvido. Eu no sei se  uma vingana, um ex-empregado, ou um
rival de negcios. Se alguma coisa acontecesse com voc por minha causa, -- Sua voz se
torna um sussurro de dor. Eu envolvo meus braos em torno dele.
        -- E se alguma coisa acontecer com voc, Christian? -- Coloco em palavras meu
medo.
        Ele olha para mim. -- Ns vamos dar um jeito nisso. Agora vamos tirar voc desta
camisa e entrar no banho.
        -- Voc no deveria falar com Sawyer?
        -- Ele pode esperar. -- Sua boca endurece, e eu sinto uma pontada sbita de pena
por Sawyer. O que ele fez para aborrecer Christian?
        Christian me ajuda a tirar sua camisa, e em seguida, franze a testa enquanto me
viro para ele. Meus seios ainda tm hematomas desbotados das mordidas de amor que ele
me deu durante nossa lua de mel, mas eu decido no provoc-lo sobre elas.
        -- Ser que o Ryan conseguiu pegar o Dodge?
        -- Vamos ver, aps este banho. Entre. -- Ele estende sua mo para mim. Entro na
perfumada gua quente, e sento-me timidamente.
        -- Ow. -- Minha bunda est sensvel, e a gua quente faz-me estremecer.
        -- Devagar, baby, -- Christian adverte, mas enquanto fala, uma sensao
desconfortvel se instala.
        Christian se despe e entra atrs de mim, me puxando para seu peito. Aconchego-
me entre suas pernas, e nos deitamos relaxadamente, satisfeitos na gua quente. Corro




114
meus dedos pelas suas pernas, e segurando minha trana com uma mo, ele a gira
suavemente entre os dedos.
         -- Temos que dar prosseguimento com os planos para a casa nova. Mais tarde esta
noite?
         -- Claro. -- Aquela mulher est vindo novamente. Meu subconsciente olha por
cima do volume trs das Obras Completas de Charles Dickens e d um olhar de raiva.
Concordo com meu subconsciente. Eu suspiro. Infelizmente, projetos de Gia Matteo so de
tirar o flego.
         -- Tenho que arrumar minhas coisas para o trabalho, -- eu sussurro.
         Ele fica imvel. -- Voc sabe que no tem que voltar a trabalhar, -- murmura.
         Ah, no... De novo no. -- Christian, j discutimos isso. Por favor, no volte a esse
ponto.
         Ele puxa minha trana e meu rosto inclina-se para trs. -- Estou s dizendo... --
Ele d um beijo suave em meus lbios.


         Eu coloco uma cala de moletom e uma camiseta, e decido buscar minhas roupas
no quarto de jogos. Enquanto caminho atravs do corredor, ouo a voz alta de Christian
vindo de seu escritrio. Eu congelo.
         -- Onde diabos voc estava?
         Oh merda. Ele est gritando com Sawyer. Encolhendo-me, subo as escadas para o
quarto de jogos. Eu realmente no quero ouvir o que ele tem a dizer a ele, eu ainda acho a
voz alta de Christian intimidante. Pobre Sawyer. Pelo menos eu posso gritar de volta.
         Eu recolho minhas roupas e os sapatos de Christian, e ento, noto que o pequeno
pote de porcelana com o plug anal ainda est em cima da antiga cmoda. Bem... Acho que
eu deveria limp-lo. Eu o coloco na pilha e deso as escadas, indo embora. Olho
nervosamente para a sala grande, mas tudo est calmo. Graas a Deus.
         Taylor estar de volta amanh  noite, e Christian normalmente fica mais calmo
quando ele est por perto. Taylor est de folga hoje e amanh passar o dia com a filha.
Pergunto-me despretensiosamente se algum dia vou chegar a conhec-la.
         Sra. Jones sai da lavanderia. Levamos um susto.
         -- Sra. Grey, no tinha te visto a. -- Oh, eu sou a Sra. Grey agora! -- Ol, Sra. Jones.
         -- Seja bem-vinda e parabns. -- Ela sorri.


115
          -- Por favor, me chame de Ana.
          -- Sra. Grey, eu no me sentiria confortvel fazendo isso.
          Oh! Por que as coisas tm que mudar s porque eu tenho uma aliana no meu
dedo?
          -- Gostaria de dar uma olhada no cardpio da semana? -- Ela pergunta, olhando
para mim com expectativa.
          Cardpio?
          -- Hmm... --  uma pergunta que eu no estava esperando.
          Ela sorri. -- Desde que vim trabalhar para o Sr. Grey, todas as noites de domingo
eu confiro o cardpio da prxima semana com ele e tomo nota de tudo o que ele poderia
precisar do supermercado.
          -- Entendo.
          -- Devo lev-las para voc?
          Ela aponta para minhas roupas.
          -- Oh... Hmm. Na verdade, eu ainda vou dar uma olhada nelas. -- E elas esto
escondendo o pote com o plug anal! Eu fico vermelha.  um milagre que ainda consiga olhar a
Sra. Jones no olho. Ela sabe o que a gente faz, ela limpa a sala. Nossa,  muito estranho no
ter privacidade.
          -- Quando quiser, Sra. Grey. Eu ficaria muito feliz em resolver todas as coisas com
voc.
          -- Obrigado. -- Somos interrompidas por um plido Sawyer, que sai do escritrio
de Christian e rapidamente atravessa a grande sala. Ele nos d um breve aceno, no
olhando nenhuma de ns no olho, e se esgueira para o escritrio de Taylor. Fico grata por
sua interrupo uma vez que no quero discutir cardpios nem sobre plug anal com a Sra.
Jones agora. Oferecendo-lhe um breve sorriso, eu fujo de volta para o quarto. Ser que eu
vou me acostumar a ter empregados  minha disposio? Sacudo a cabea... um dia,
talvez.
          Largo os sapatos de Christian no cho e minhas roupas sobre a cama, e levo o pote
com o plug anal para o banheiro. Olho para ele com desconfiana. Parece bastante
inofensivo, e surpreendentemente limpo. No querendo mais ficar olhando para aquilo, eu
o lavo rapidamente com gua e sabo. Ser que  o suficiente? Vou ter de perguntar ao Sr.
Especialista em sexo se deveria ser esterilizado ou algo assim. Tremo com o pensamento.


116
       Fico feliz que Christian tenha reformado a biblioteca para mim. Ela agora abriga
uma linda mesa branca de madeira na qual posso trabalhar. Tiro meu laptop e confiro
minhas anotaes sobre os cinco manuscritos que li na lua de mel.
       Sim, j tenho tudo que preciso. Uma parte de mim teme voltar a trabalhar, mas
nunca poderia dizer isso para Christian. Ele aproveitaria a oportunidade para me fazer
largar o emprego. Lembro-me da reao surpresa de Roach, quando lhe disse que iria me
casar e com quem, e como, pouco depois, a minha vaga foi confirmada. Percebo agora que
 porque eu estava me casando com o chefe. O pensamento  indesejvel. No estou mais
substituindo o editor-geral. Eu agora sou Anastasia Steele, Editora-geral.
       Ainda no criei coragem para dizer a Christian que no vou mudar meu
sobrenome no trabalho. Acho que minhas razes so slidas. Eu preciso de alguma
distncia dele, mas sei que haver uma briga, quando ele finalmente souber disso. Talvez
eu devesse discutir isso com ele esta noite.
       Sentada em minha cadeira, comeo minha ltima tarefa do dia. Olho para o relgio
digital do meu laptop, que me mostra que  sete da noite. Christian ainda no saiu de seu
escritrio, ento tenho tempo. Removendo o carto de memria da cmera Nikon, eu o
coloco no laptop para transferir as fotografias. Enquanto carrego as fotos, reflito sobre o
dia de hoje. Ryan j voltou? Ou ele ainda est a caminho de Portland? Ele pegou a mulher
misteriosa? Christian tem notcias dele? Quero algumas respostas. No me interessa que
est ocupado, eu quero saber o que est acontecendo, e de repente me sinto um pouco
ressentida por ele estar me escondendo coisas. Levanto, com a inteno de confront-lo em
seu escritrio, mas enquanto eu o fao as fotos dos ltimos dias da nossa lua de mel
surgem na tela.
       Puta merda!
       Fotos e mais fotos de mim. Dormindo, muitas de mim dormindo, meu cabelo sobre
meu rosto ou espalhado por todo o travesseiro, lbios entreabertos... merda, chupando
meu polegar. No chupava meu polegar h anos! Tantas fotos. No sabia que ele as tinha
tirado. H algumas fotos que ele tirou de longe, sem eu saber, incluindo uma de mim
debruada sobre a murada do iate, olhando melancolicamente para a distncia. Como no
percebi ele as tirando? Sorrio para as fotos de mim enrolada embaixo dele e rindo, meu
cabelo voando enquanto fazia fora, lutando contra seus dedos que me atormentavam com


117
ccegas. E h uma minha e dele na cama na cabine principal que ele tirou com o brao
esticado. Estou abraada em seu peito e ele olha para a cmera, jovem, maravilhado...
apaixonado. Sua outra mo segurando minha cabea, e estou sorrindo como um boba
apaixonada, mas sem conseguir tirar meus olhos de Christian. Oh, meu homem lindo, seu
cabelo bagunado ps-sexo, seus olhos cinzentos brilhando, seus lbios abertos e sorrindo.
Meu belo homem que no suporta que o faam ccegas, que no podia suportar ser tocado
at recentemente, mas que agora tolera meu toque. Tenho que perguntar-lhe se ele gosta,
ou se ele me permite toc-lo para o meu prazer ao invs do dele.
       Eu franzo a testa, olhando para sua foto, subitamente esmagada pelos meus
sentimentos por ele. Algum por a quer machuc-lo, primeiro Charlie Tango,
em seguida, o incndio na GEH, e aquela maldita perseguio de carro. Eu suspiro,
levando minha mo  boca enquanto um involuntrio FDP escapa. Abandonando meu
computador, corro para encontr-lo, no mais para confront-lo, apenas para ver que ele
est seguro.
       No me preocupando em bater, invado seu escritrio. Christian est sentado  sua
mesa e falando ao telefone. Ele levanta os olhos em aborrecida surpresa, mas a irritao no
rosto desaparece quando ele v que sou eu.
       -- Ento voc no pode torn-lo ainda melhor? -- Diz ele, continuando sua
conversa por telefone, embora no tire os olhos de mim. Sem hesitar, ando em volta de sua
mesa, e ele vira a cadeira de frente para mim, franzindo a testa. D pra ver que ele est
pensando o que ela quer? Quando eu me arrasto para seu colo, as sobrancelhas se levantam
em surpresa. Coloco meus braos em volta do seu pescoo e me aconchego nele.
Cautelosamente, ele coloca o brao em volta de mim.
       -- Hmm... sim, Barney. Pode esperar um momento? -- Ele encosta o telefone em
seu ombro.
       -- Ana, o que foi?
       Balano a cabea. Levantando meu queixo, ele olha nos meus olhos. Solto
minha cabea de sua mo, colocando-a sob seu queixo, e me enrosco mais ainda em seu
colo. Confuso, ele aperta seu brao livre mais firmemente em torno de mim e beija o
topo da minha cabea.
       -- Ok, Barney, o que voc estava dizendo? -- Ele continua, encaixando o telefone
entre a orelha e o ombro, e aperta uma tecla de seu laptop. Uma imagem granulada em


118
preto e branco de CFTV aparece na tela. Um homem com cabelos escuros vestindo um
macaco claro aparece na tela. Christian pressiona outra tecla, e o homem caminha em
direo  cmera, mas com a cabea abaixada. Quando o homem est mais perto da
cmara, Christian congela a imagem. Ele est em uma sala muito branca com o que parece
ser uma longa fileira de grandes armrios pretos  sua esquerda. Deve ser a sala principal
da GEH.
       -- Ok Barney, mais uma vez.
       A cena recomea. Aparece uma caixa prxima  cabea do homem no vdeo do
CFTV e de repente a imagem se aproxima. Sento-me, fascinada.
       --  o Barney que est fazendo isso? -- Pergunto baixinho.
       -- Sim, -- responde Christian. -- Voc pode melhorar a imagem de alguma forma?
-- Diz a Barney.
       A imagem fica borrada, e em seguida, volta a entrar em foco um pouco mais ntida,
o homem olhando para baixo de propsito e evitando a cmera do CFTV. Enquanto olho
para ele, um arrepio de reconhecimento percorre minha espinha. H algo de familiar na
linha de sua mandbula. Ele tem um cabelo preto curto bagunado que parece estranho e
despenteado... E na imagem recm-tratada, vejo um brinco, uma pequeno argola.
       Puta merda! Eu sei quem .
       -- Christian, -- sussurro. -- Este  Jack Hyde.




                                       Captulo 07
       -- Voc acha? -- Christian pergunta surpreso.
       --  a linha do maxilar dele. -- Eu aponto na tela. -- E os brincos, e o formato dos
seus ombros. Ele tem a forma certa, tambm. Ele deve estar usando uma peruca, ou ele
cortou e tingiu o cabelo.
       -- Barney, voc est pegando isso? -- Christian abaixa o fone na sua mesa e muda
para o viva-voz. -- Voc parece ter estudado o seu ex-chefe detalhadamente, Sra. Grey --
ele murmura, soando desagradado. Eu fao uma cara feia para ele, mas sou salva pelo
Barney.




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       --     Sim, senhor. Eu ouvi a Sra. Grey. Eu estou utilizando o software de
reconhecimento de face em todas as imagens digitalizadas da CCTV agora mesmo. Ver
onde mais esse idiota, desculpe-me senhora, este homem esteve na organizao.
       Olho ansiosamente para Christian, que ignora o palavro de Barney. Ele est
estudando a imagem da CCTV de perto.
       -- Porque ele faria isso? -- Eu pergunto a Christian.
       Ele encolhe os ombros. -- Vingana, talvez. Eu no sei. Voc no pode imaginar o
porqu algumas pessoas se comportam da maneira que elas se comportam. Eu s fico
bravo porque voc trabalhou to prxima a ele. -- A boca de Christian est pressionada
em uma linha fina e dura e ele me abraa pela cintura com os seus braos.
       --     Ns temos os arquivos do disco rgido dele tambm, senhor, -- Barney
acrescenta.
       --     Sim, eu me lembro. Voc tem o endereo do Sr. Hyde? -- Christian diz
duramente.
       -- Sim, senhor, eu tenho.
       -- Avise Welch.
       -- Claro, eu irei. Eu tambm irei escanear a CCVT da cidade e ver se eu consigo
rastrear os seus movimentos.
       -- Verifique qual o veiculo que ele tem.
       -- Senhor.
       -- Barney pode fazer tudo isso? -- Eu sussurro.
       Christian assente e me d um sorriso presunoso.
       -- O que estava no disco rgido dele? -- Eu sussurro.
       O rosto de Christian fica mais duro e ele balana a cabea. -- Nada de mais, -- ele
diz, os lbios fechados, seu sorriso desaparecendo.
       -- Conte-me.
       -- No.
       -- Era sobre voc, ou sobre mim?
       -- Mim. -- Ele suspira.
       -- Que tipo de coisas? Sobre o seu estilo de vida?




120
       Christian balana a cabea e pe o dedo indicador sobre os meus lbios para me
silenciar. Eu fao uma cara feia para ele. Mas ele aperta os olhos e  um aviso claro de que
eu devo segurar a minha lngua.
       --  um Camaro 2006. Eu vou enviar os detalhes da licena para Welch tambm,
-- Barney diz animadamente no telefone.
       -- timo. Deixe-me saber onde mais aquele desgraado esteve no meu prdio. E
verifique essa imagem com a do seu arquivo pessoal na SIP. -- Christian olha para mim
com ceticismo. -- Eu quero ter certeza que ns temos uma confirmao.
       -- J fiz isso Sr. e a Sra. Grey est correta.  Jack Hyde.
       Eu sorrio. Viu? Eu posso ser til. Christian esfrega suas mos pelas minhas costas.
       -- Muito bem, Sra. Grey. -- Ele sorri e o seu rancor anterior desaparece. Para o
Barney, ele diz, -- Deixe-me saber quando voc rastrear todo o movimento na HQ.
Cheque tambm se ele teve acesso a alguma outra propriedade do GEH e avise a equipe
de seguranas para que eles faam outra varredura em todos os prdios.
       -- Senhor.
       -- Obrigado, Barney. -- Christian desliga.
       -- Bem, Sra. Grey, parece que voc no  apenas decorativa, mas til tambm. --
Os olhos de Christian se iluminam divertidos. Eu sei que ele est provocando.
       -- Decorativa? -- Eu zombo, provocando ele de volta.
       -- Muito, -- ele diz baixo, dando-me um suave e doce beijo.
       -- Voc  muito mais decorativo do que eu, Sr. Grey.
       Ele sorri e me beija com mais fora, enrolando minha trana em seus pulsos e
envolvendo seus braos em volta de mim. Quando ns paramos para recuperar o flego,
meu corao est acelerado.
       -- Com fome? -- Ele pergunta.
       -- No.
       -- Eu estou.
       -- De qu?
       -- Bem, comida de verdade, Sra. Grey.
       -- Eu vou preparar algo para voc. -- Eu rio.
       -- Eu amo esse som.
       -- De eu te oferecendo comida?


121
       -- Voc rindo. -- Ele beija o meu cabelo e eu me levanto.
       -- Ento o que voc gostaria de comer, senhor? -- Eu pergunto docemente.
       Ele aperta os olhos. -- Voc est sendo fofa, Sra. Grey?
       -- Sempre, Sr. Grey... senhor.
       Ele me d um sorriso indecifrvel. -- Eu ainda posso te colocar nos meus joelhos,
-- ele sussurra sedutor.
       -- Eu sei. -- Eu sorrio. Colocando as minhas mos nos braos da sua cadeira, eu
me abaixo e o beijo. -- Essa  uma das coisas que eu adoro em voc. Mas guarde a sua
palma com espasmos, voc est faminto.
       Ele sorri o seu sorriso tmido e meu corao aperta. -- Oh, Sra. Grey, o que eu vou
fazer com voc?
       -- Voc vai responder a minha pergunta. O que voc gostaria de comer?
       -- Algo leve. Surpreenda-me, -- ele diz, repetindo as minhas palavras ditas
anteriormente no quarto de jogos.
       -- Eu verei o que posso fazer. -- Eu saio do seu escritrio e vou para a cozinha.
Meu corao afunda quando eu vejo que a Sra. Jones est l.
       -- Ol, Sra. Jones.
       -- Sra. Grey. Voc est pronta para comer algo?
       -- Hmm...
       Ela est mexendo algo em uma panela no fogo que cheira muito bem.
       -- Eu ia fazer uns lanches para o Sr. Grey e para mim.
       Ela para por um segundo. -- Claro, -- ela diz. -- Sr. Grey gosta de po francs, h
alguns cortados no freezer j no comprimento de lanche. Eu ficaria feliz de fazer para
voc, senhora.
       -- Eu sei. Mas gostaria de fazer isso.
       -- Eu entendo. Eu te darei espao.
       -- O que voc estava cozinhando?
       -- Isso  um molho bolonhesa. Pode ser comido quando quiser. Eu irei congelar.
-- Ela sorri calorosamente e desliga o fogo.
       -- Hmm, ento o que o Christian gosta em um... lanche? -- Eu franzo a testa,
impressionada com o que eu acabei de dizer. Ser que a Sra. Jones entendeu a referncia?




122
       -- Sra. Grey, voc pode colocar qualquer coisa em um sanduche, contanto que
seja em um po francs, que ele comer. -- Ns sorrimos uma para a outra.
       -- Ok, obrigada. -- Eu vou ao freezer e encontro o po francs cortado em sacos
Ziplock. Eu coloco dois em um prato, levo ao micro-ondas e ento programo para
descongelar.
       A Sra. Jones desapareceu. Eu franzo a testa enquanto volto para a geladeira para
procurar ingredientes. Eu acho que depender de mim estabelecer os parmetros pelos
quais eu e a Sra. Jones iremos trabalhar juntas. Eu gosto da ideia de cozinhar para
Christian nos finais de semana. A Sra. Jones  mais do que bem-vinda a fazer isso durante
a semana, a ltima coisa que eu quero fazer quando chego em casa do trabalho  cozinhar.
Hmm... Um pouco como a rotina de Christian com as suas submissas. Eu balano a cabea.
Eu no devo pensar demais nisso. Eu acho um presunto na geladeira e no gaveto um
abacate perfeitamente maduro.
       Quando eu estou colocando um pouco de sal e limo no abacate amassado,
Christian surge do escritrio com os planos para a nova casa em suas mos. Ele os coloca
na bancada de caf da manh, passeia em minha direo e coloca os braos a minha volta,
beijando o meu pescoo.
       -- Descala e na cozinha, -- ele murmura.
       --Eu no deveria estar descala e grvida na cozinha? -- Eu sorrio.
       Ele para, todo o seu corpo tenso contra o meu. -- Ainda no, -- ele diz a apreenso
clara na sua voz.
       -- No! Ainda no!
       Ele relaxa. -- Nisso ns concordamos, Sra. Grey.
       -- Voc quer crianas, no entanto, no quer?
       -- Claro, sim. Eventualmente. Mas eu ainda no estou pronto pra dividir voc. --
Ele beija o meu pescoo novamente.
       Oh... dividir?
       -- O que voc est fazendo? Parece bom. -- Ele beija atrs da minha orelha, e eu
sei que  para me distrair. Um delicioso arrepio viaja pela minha espinha.
       -- Sanduche. -- Eu sorrio, recuperando o meu senso de humor.
       Ele sorri contra o meu pescoo e belisca minha orelha. -- Meu favorito.
       Eu o empurro com o meu ombro.


123
         -- Sra. Grey, voc me feriu. -- Ele se aperta como se sentisse dor.
         -- Covarde. -- Eu murmuro com desaprovo.
         -- Covarde? -- Ele diz sem acreditar. Ele d um tapa na minha bunda, fazendo-me
gritar. -- Rpido com a minha comida, meretriz. E depois eu irei te mostrar quo covarde
eu posso ser. -- Ele me d outro tapa de forma divertida e vai para a geladeira.
         -- Gostaria de uma taa de vinho? -- Ele pergunta
         -- Por favor.


         Christian olha os planos de Gia do outro lado da bancada de caf da manh. Ela
realmente tem idias espetaculares.
         -- Eu adoro a proposta de fazer toda a parede da parte de baixo de vidro, mas...
         -- Mas? -- Christian fala.
         Eu suspiro. -- Eu no quero tirar toda a personalidade da casa.
         -- Personalidade?
         -- Sim. O que Gia prope  bastante radical, mas... bem... eu me apaixonei pela
casa como ela ... verrugas e tudo.
         Christian franze as sobrancelhas como se isso fosse uma maldio para ele.
         -- Eu meio que gosto do jeito que est, -- eu sussurro. Ser que isso o deixar
bravo?
         Ele me considera de forma constante. -- Eu quero esta casa para ser do jeito que
voc quiser. O que voc quiser.  sua.
         -- Eu quero que voc goste tambm. Para ser feliz, tambm.
         -- Eu vou ser feliz onde quer que esteja.  simples assim, Ana". Seu olhar segura o
meu. Ele  totalmente, absolutamente sincero. Eu pisco para ele conforme o meu corao
se enche. Caramba, ele realmente me ama.
         -- Bem -- eu engulo, lutando com o pequeno n de emoo preso na minha
garganta -- Eu gosto da parede de vidro. Talvez ns pudssemos pedir para ela
incorpora-la na casa com um pouco mais de simpatia.
         Christian sorri. -- Claro. O que voc quiser. E sobre os planos para o andar de
cima e o poro?
         -- Estou tranqila com eles.
         -- Bom.


124
         Ok... Eu me seguro para fazer a pergunta de um milho de dlares. -- Voc quer
colocar um quarto de jogos? -- Eu sinto o to familiar rubor tomar o meu rosto assim que
eu pergunto. As sobrancelhas de Christian se juntam.
         -- Voc quer? -- Ele responde, surpreso e divertido ao mesmo tempo.
         Eu encolho. -- Hmm... se voc quiser.
         Ele considera por um momento. -- Vamos deixar as nossas opinies abertas por
um momento. Alm do que, esta vai ser uma casa de famlia.
         Eu fico surpresa com a pontada de desapontamento que sinto. Eu acho que ele est
certo... Se bem que, quando ns teremos uma famlia? Pode demorar anos.
         -- Se bem que ns podemos improvisar. -- Ele sorri.
         -- Eu gosto de improviso, -- eu sussurro.
         Ele ri. -- Isso  algo que eu quero discutir. -- Christian aponta o quarto principal, e
ns comeamos uma detalhada discusso sobre banheiros e closet separados.


         Quando terminamos,  nove e meia da noite.
         -- Voc vai voltar a trabalhar? -- Eu pergunto enquanto Christian enrola os
projetos.
         -- No se voc no quiser. -- Ele sorri. -- O que voc gostaria de fazer?
         -- Ns poderamos assistir TV. -- Eu no quero ler, e no quero ir para a cama...
ainda.
         -- Ok, -- Christian concorda voluntariamente, e eu o sigo para a sala de TV.
         Ns estivemos aqui trs, talvez quatro vezes ao todo, e Christian normalmente l
livros. Ele no est interessado na TV de forma alguma. Eu me encolho ao lado dele no
sof, enfiando minhas pernas debaixo de mim e descansando minha cabea nos seus
ombros. Ele aponta o controle remoto para a TV de tela plana e olha desinteressado para
os canais.
         -- Alguma baboseira especifica que voc quer ver?
         -- Voc no gosta muito de TV n? -- Eu digo com ironia.
         Ele balana a cabea. -- Perda de tempo. Mas eu vou assistir algo com voc.
         -- Eu pensei que ns podamos dar uns amassos.




125
       Ele vira para mim. -- Amassos? -- Ele olha para mim como se eu tivesse nascido
com duas cabeas. Ele para de piscar sem parar, deixando a TV ligada numa novela
espanhola.
       -- Sim. -- Porque ele est to horrorizado?
       -- Ns podemos ir para a cama e dar uns amassos.
       -- Ns fazemos isso o tempo todo. Quando foi a ultima vez que voc ficou com
algum em frente  TV? -- Eu pergunto, tmida e ansiosa ao mesmo tempo.
       Ele franze a testa e balana a cabea ao mesmo tempo. Apertando o controle
remoto novamente, ele pula alguns canais antes de parar em um antigo episdio de
Arquivo X.
       -- Christian?
       -- Eu nunca fiz isso, -- ele diz baixo.
       -- Nunca?
       -- No.
       -- Nem com a Sra. Robinson?
       Ele bufa. -- Baby, eu fiz um monte de coisas com a Sra. Robinson. Dar amassos
no foi uma delas. -- Ele sorri para mim e me olha com curiosidade. -- Voc j?
       Eu coro. --  claro. -- Bem, meio que...
       -- O qu! Com quem?
       Oh no. Eu no quero ter essa conversa.
       -- Conte-me, -- ele insiste.
       Eu olho para baixo e cruzo os meus dedos. Ele gentilmente cobre as minhas mos
com a dele. Quando eu o olho, ele est sorrindo para mim.
       -- Eu quero saber. Ento eu posso reduzir quem quer que seja a nada.
       Eu rio. -- Bom, a primeira vez...
       -- A primeira vez! Tem mais que um idiota? -- Ele rosna.
       Eu rio novamente. -- Porque to surpreso Sr. Grey?
       Ele franze a testa rapidamente, passa a mo pelo cabelo e olha para mim como se
me visse por uma luz completamente diferente. Ele d de ombros. -- Eu s estou. Quero
dizer, dada a sua falta de experincia.
       Eu coro. -- Eu certamente tenho melhorado desde que te conheci.
       -- Voc tem. -- Ele ri. -- Conte-me. Eu quero saber.


126
          Eu olho para os seus pacientes olhos cinzas, tentando captar seu humor. Isso far
ele ficar bravo ou ele genuinamente quer saber? Eu no o quero de mau humor... Ele 
impossvel quando est de mau humor.
          -- Voc realmente quer eu te conte?
          Ele assente lentamente uma vez, e seus lbios se contorcem em um sorriso
divertido e arrogante.
          -- Eu tinha acabado de chegar em Vegas com minha me e o marido nmero trs.
Eu estava na dcima srie. Seu nome era Bradley e ele era meu parceiro no laboratrio de
fsica.
          -- Quantos anos voc tinha?
          -- Quinze.
          -- E o que ele est fazendo agora?
          -- Eu no sei.
          -- At onde ele foi?
          -- Christian! -- Eu grito, e de repente ele agarra os meus joelhos, depois os meus
tornozelos e me puxa e eu caio de costas no sof. Ele desliza devagar sobre mim, me
prendendo abaixo dele, sua perna entre as minhas. Fiquei to surpresa que grito. Ele
agarra minhas mos e as levanta acima da minha cabea.
          -- Ento, esse Bradley, ele chegou  primeira base? -- Ele murmura, correndo o
seu nariz pelo meu. Ele me d beijos suaves no canto da minha boca.
          -- Sim, -- eu murmuro contra os seus lbios. Ele solta uma das suas mos de
forma que ele possa pegar o meu queixo enquanto sua lngua invade a minha boca, e eu
fico surpresa com o seu beijo ardente.
          -- Dessa forma? -- Christian respira quando ele toma ar.
          -- No... no dessa forma, -- eu respondo como se todo o sangue do meu corpo
fosse para o sul.
          Soltando o meu queixo, ele passa as suas mos pelo meu corpo e para no meu seio.
          -- Ele fez isso? Ele te tocou dessa forma? -- Seu dedo aperta o meu mamilo
atravs da minha camisola, delicadamente, repetidamente e ele endurece em resposta ao
seu toque experiente.
          -- No. -- Eu me contoro embaixo dele.




127
       -- Ele chegou  segunda base? -- Ele murmura no meu ouvido. Suas mos se
movem pelas minhas costelas, passando pela minha cintura para os meus quadris. Ele
morde o lbulo da orelha e gentilmente puxa.
       -- No. -- Eu respiro.
       Vozes vindas da TV falam sobre os mais procurados pelo FBI.
       Christian para, se inclina para cima e aperta o boto de mudo do controle. Ele olha
para baixo para mim.
       -- E sobre o Z Ningum nmero dois? Ele passou da segunda base?
       Seus olhos esto ardentemente quentes... Bravos? Excitados?  difcil de dizer qual.
Ele vira para o meu lado e desliza sua mo para baixo da minha cala de moletom.
       -- No. -- Eu sussurro, preza pelo seu olhar carnal. Christian sorri perversamente.
       -- Bom. -- Suas mos envolvem o meu sexo. -- Sem calcinha, Sra. Grey. Eu
aprovo. -- Ele me beija novamente enquanto os seus dedos tecem mais mgica, seu dedos
pressionando o meu clitris, tentando-me, enquanto ele empurra o seu dedo indicador
dentro de mim com uma requintada lentido.
       -- Era para a gente dar uns amassos. -- Eu gemo.
       Christian para. -- Eu achei que ns estvamos?
       -- No. Sem sexo.
       -- O qu?
       -- Sem sexo...
       -- Sem sexo, huh? -- Ele retira a mo do meu moletom. -- Aqui. -- Ele passa o
seu dedo indicador pelos meus lbios, e eu sinto a minha salgada excitao. Ele empurra
seu dedo dentro da minha boca, repetindo o que estava fazendo um pouco antes. Ento se
vira e ele est entre as minhas pernas, e pressiona a sua ereo contra mim. Ele investe
uma vez, duas, e de novo. Eu suspiro conforme a minha cala de moletom raspa no lugar
certo. Ele empurra mais uma vez, se esfregando em mim.
       -- Isso  o que voc quer? -- Ele murmura e move os seus quadris ritmicamente,
se chocando contra mim.
       -- Sim. -- Eu gemo.
       Suas mos se movem para se concentrar no meu mamilo mais uma vez e seus
dentes raspam na minha mandbula. -- Voc sabe quo gostosa voc , Ana? -- Sua voz
est rouca conforme ele se esfrega mais pesado contra mim. Eu abro a minha boca para


128
articular uma resposta e falho completamente, gemendo alto. Ele alcana a minha boca
mais uma vez, puxando o meu lbio inferior com os seus dentes antes de mergulhar a sua
lngua dentro da minha boca novamente. Ele solta o meu outro pulso e minhas mos
viajam avidamente pelos seus ombros e pelo seu cabelo enquanto ele me beija. Quando eu
puxo seu cabelo, ele geme e levanta seus olhos para os meus.
       -- Ah...
       -- Voc gosta que eu te toque? -- Eu sussurro.
       Suas sobrancelhas franzem rapidamente como se ele no tivesse entendido a
pergunta. Ele para rangendo contra mim. -- Claro que eu gosto. Eu amo que voc me
toque, Ana. Eu sou como um homem faminto em um banquete quando se refere ao seu
toque. -- Sua voz soa com uma sinceridade apaixonante.
       Minha nossa...
       Ele se ajoelha entre as minhas pernas e me levanta, tirando a minha blusa. Eu estou
nua por baixo. Segurando a barra da sua camiseta, ele tira pela cabea e joga no cho,
ento me puxa sobre o seu colo, seus braos apertando as minhas costas.
       -- Toque-me, -- ele suspira.
       Oh meu... eu o toco e passo as pontas dos meus dedos atravs dos pelos no seu
trax, sobre o seu esterno, sobre as suas cicatrizes de queimadura. Ele inala mais
rapidamente e suas pupilas dilatam, mas no  de medo.  uma resposta sensual ao meu
toque. Ele me olha atentamente enquanto os meus dedos flutuam delicadamente pela sua
pele, de um mamilo para o outro. Eles se encolhem ao meu toque. Avanando, eu dou
suaves beijos no seu peito, e minhas mos movem-se para seus ombros, sentido as duras e
esculpidas linhas de msculo e tendes. Nossa... ele est em boa forma.
       -- Eu quero voc, -- ele murmura e  o sinal verde para a minha libido. Meus
dedos entrelaam o seu cabelo, puxando-o para trs e eu clamo pela sua boca, o fogo
queimando mais quente e mais forte no meu ventre. Ele geme e me empurra de volta no
sof. Ele se senta e arranca minhas calas junto com as dele.
       -- Home run, -- ele suspira, e rapidamente me preenche.
       -- Ah... -- Eu gemo e ele para, agarrando meu rosto entre as suas mos.
       -- Eu te amo, Sra. Grey, -- ele sussurra e bem devagar, gentilmente, ele faz amor
comigo at eu arrebentar pelas costuras, chamando por ele e me agarrando a ele, querendo
nunca deix-lo ir.


129
        Eu deito esparramada no seu peito. Estamos no cho da sala de TV.
        -- Voc sabe, ns ultrapassamos completamente a terceira base. -- Meus dedos
traam a linha dos seus msculos peitorais.
        Ele ri. -- Prxima vez, Sra. Grey. -- Ele beija o topo da minha cabea.
        Olho para cima e encaro a TV onde os crditos de Arquivo X passam. Christian
alcana o controle e liga o som novamente.
        -- Voc gostava desse programa? -- Eu pergunto.
        -- Quando eu era criana.
        Oh... Christian criana... kickboxing e Arquivo X e sem toque.
        -- Voc? -- Ele pergunta.
        -- No  do meu tempo.
        -- Voc  to nova. -- Ele sorri afetuosamente. -- Eu gosto de dar uns amassos
com voc Sra. Grey.
        -- Eu tambm, Sr. Grey. -- Eu beijo seu peito e ns assistimos silenciosamente
enquanto Arquivo X termina e os comerciais aparecem.
        -- Tem sido trs semanas celestiais. Perseguies de carro e incndios e no
obstante ex-chefes psicticos. Como estar em nossa prpria bolha particular, -- eu digo
sonhadoramente.
        -- Hmm, -- Christian grunhe. -- Eu no sei se estou pronto pra te dividir com o
resto do mundo ainda.
        -- De volta  realidade amanh, -- eu murmuro, tentando manter a melancolia da
minha voz.
        Christian suspira e passa a sua outra mo pelo meu cabelo. -- Segurana ser
reforada, -- Eu ponho meu dedo sobre seus lbios. No quero escutar essa palestra de
novo.
        -- Eu sei. Serei boazinha. Eu prometo. -- O que me lembra... Eu viro, me apoiando
no ombro para v-lo melhor. -- Porque voc estava gritando com Sawyer?
        Ele enrijece imediatamente. Droga!
        -- Porque ns fomos seguidos.
        -- No foi culpa do Sawyer.
        Ele olha para mim. -- Eles nunca deveriam ter deixado voc seguir to na frente.
Eles sabem disso.


130
          Eu coro culposamente e reassumo minha posio, deitando no seu peito. Foi minha
culpa. Eu queria escapar deles.
          -- No foi 
          -- Chega! -- Christian de repente me corta. -- Isto no ser discutido, Anastasia.
 um fato, e eles no deixaro acontecer novamente.
          Anastasia! Eu sou Anastasia quando estou encrencada assim como era em casa com
a minha me.
          -- Ok, -- eu digo, aplacando-o. Eu no quero brigar. -- Ryan pegou a mulher que
estava no Dodge?
          -- No. E eu no estou convencido de que era uma mulher.
          -- Oh? -- Eu olho para cima novamente.
          -- Sawyer viu algum com o cabelo amarrado atrs, mas foi por um momento. Ele
presume que era uma mulher. Agora, dado que voc identificou aquele otrio, pode ser
que fosse ele. Ele usou o cabelo como aquele. -- O desgosto na voz de Christian 
palpvel.
          Eu no sei o que fazer com essa noticia. Christian desliza sua mo para baixo nas
minhas costas nuas, distraindo-me.
          -- Se algo tivesse acontecido com voc..., -- ele murmura, seus olhos abertos e
srios.
          -- Eu sei, -- eu sussurro. -- Eu sinto o mesmo sobre voc. -- Eu tremo com o
pensamento.
          -- Venha. Voc est ficando gelada, -- ele diz, levantando. -- Vamos para a cama.
Ns podemos cobrir a terceira base l. -- Ele me d um sorriso malicioso, temperamental
como sempre, apaixonado, nervoso, ansioso, sexy. Meu Cinqenta Tons. Eu pego sua mo
e ele me levanta, e sem questionar, eu o sigo atravs da grande sala para o quarto.


          Na manh seguinte, Christian aperta a minha mo quando ns chegamos na SIP.
Ele parece muito o poderoso executivo em seu terno azul marinho e gravata combinando,
e eu sorrio. Ele no esteve to elegante assim desde o bal em Mnaco.
          -- Voc sabe que no precisa fazer isso? -- Christian diz. Eu fico tentada a rolar
meus olhos para ele.




131
       -- Eu sei, -- eu murmuro, sem querer que Sawyer e Ryan me escutem na parte da
frente do Audi. Ele franze a testa e sorri.
       -- Mas eu quero ir, -- eu continuo. -- Voc sabe disso. -- Eu inclino e o beijo. A
testa franzida no desaparece. -- O que foi? -- Ele olha receoso para Ryan enquanto
Sawyer desce do carro. -- Eu vou sentir falta de t-la para mim.
       Eu acaricio o seu rosto. -- Eu tambm. -- Eu o beijo. -- Foi uma lua de mel
maravilhosa. Obrigada.
       -- V trabalhar, Sra. Grey.
       -- Voc tambm Sr. Grey.
       Sawyer abre a porta. Eu olho para Christian mais uma vez antes de descer para a
calada. Conforme eu entro no prdio eu dou a ele um pequeno aceno. Sawyer segura a
porta aberta e me segue.
       -- Oi Ana. -- Claire sorri na recepo.
       -- Claire, oi. -- Eu sorrio de volta.
       -- Voc parece tima. Boa lua de mel?
       -- A melhor, obrigada. Como esto as coisas por aqui?
       -- O velho Roach  o mesmo, mas a segurana foi aumentada e a nossa sala de
servidor est sendo reformulada. Mas Hannah ir te contar tudo.
       Claro que ela ir. Eu dou a Claire um sorriso amigvel e vou para o meu escritrio.
       Hannah  minha assistente. Ela  alta, magra e impiedosamente eficiente, ao ponto
de, de vez em quando eu ach-la um pouco intimidante. Mas ela  doce comigo, apesar do
fato de ela ser uns anos mais velha. Ela est me esperando com o meu latte, o nico caf
que eu a deixo trazer para mim.
       -- Oi Hannah, -- eu digo calorosamente.
       -- Ana, como foi a sua lua de mel?
       -- Fantstica. Tome, para voc. -- Eu coloco o pequeno vidro de perfume que eu
troce para ela na sua mesa, e ela bate palmas com alegria.
       -- Oh, obrigada! -- Ela diz com entusiasmo. -- A sua correspondncia urgente
est na sua mesa, e Roach gostaria de v-la s dez. Isso  tudo que eu tenho para te
informar por enquanto.




132
         -- Bom. Obrigada. E obrigada pelo caf. -- Entrando no meu escritrio, eu coloco
a minha pasta na minha mesa e olho para a pilha de cartas. Jesus, eu tenho muita coisa
para fazer.


         Um pouco antes das dez escuto uma batida tmida  minha porta.
         -- Entre.
         Elizabeth aparece na porta. -- Oi Ana. Eu s queria lhe desejar boas vindas.
         -- Ei. Eu tenho que dizer, lendo toda essa correspondncia, eu gostaria de voltar
ao Sul da Frana.
         Elizabeth ri, mas a sua risada  forada, e eu inclino a minha cabea para o lado e
olho para ela como Christian faz comigo.
         -- Feliz que voc tenha voltado em segurana, -- ela diz. -- Eu a vejo em poucos
minutos na reunio com Roach.
         -- Ok, -- eu murmuro, e ela fecha a porta ao passar. Eu franzo a testa para a porta
fechada. O que foi isso? Eu ignoro. Meu e-mail apita,  uma mensagem do Christian.


De: Christian Grey
Assunto: Esposas errantes
Data: 22 de agosto de 2011 09:56
Para: Anastasia Steele

Esposa,
Eu enviei o e-mail abaixo e voltou.
E  porque voc no mudou o seu nome.
Tem algo que voc deseja me contar?

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.

Anexo:

De: Christian Grey
FW Assunto: Bolha
Data: 22 de agosto de 2011 09:32
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey
Amo cobrir todas as bases com voc.
Tenha um timo retorno.



133
J sinto falta da nossa bolha.
X.

Christian Grey
De volta ao mundo real CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.


       Droga. Eu clico em responder imediatamente.


De: Anastasia Steele
Assunto: No estoure a bolha
Data: 22 de agosto de 2011 09:58
Para: Christian Grey

Marido
Eu sou a favor de metforas de baseball com voc, Sr. Grey.
Eu quero manter o meu nome aqui.
Eu vou te explicar essa noite.
Eu irei para uma reunio agora.
Sinto falta da nossa bolha tambm.
PS. Pensei que eu tinha que usar o meu BlackBerry?

Anastasia Steele
Coordenadora Editorial, SIP


       Isso vai ser uma briga e tanto. Eu posso sentir. Suspirando, eu junto os meus papeis
para a reunio.


       A reunio dura duas horas. Todos os coordenadores estavam presentes, alm de
Roach e Elizabeth. Ns discutimos o pessoal, estratgia, segurana e o final do ano.
Conforme     a    reunio   progredia,   eu   me   sentia   mais   e   mais   desconfortvel.
Houve uma brusca mudana em como os meus colegas esto me tratando, uma distncia e
diferena que no havia antes de eu sair para a minha lua de mel. E de Courtney, que
dirige a diviso de no fico, h uma hostilidade franca. Talvez eu esteja paranica, mas
isso explica de alguma forma a risada estranha de Elizabeth essa manh.
       Minha mente volta para o iate, ento para o quarto de jogos e para o R8 fugindo do
Dodge misterioso na I-5. Talvez Christian esteja certo... talvez eu no possa mais fazer isso.
Essa idia  deprimente, isso  tudo que eu sempre quis fazer. Se eu no fizer isso, o que
eu farei? Enquanto eu volto para a minha sala, eu tento afastar esses pensamentos ruins.




134
       Quando eu sento na minha mesa, rapidamente checo os meus e-mails. Nada de
Christian. Checo meu BlackBerry... nada ainda. Bom. Pelo menos ele no teve nenhuma
reao contrria ao meu e-mail. Talvez ns discutamos isso essa noite, conforme o meu
pedido. Eu acho difcil de acreditar, mas ignorando essa sensao desagradvel, eu abro o
plano de marketing que me foi dado na reunio.


       Seguindo o nosso ritual das segundas, Hannah entra na minha sala com um prato
para o meu lanche preparado pela Sra. Jones, e ns sentamos para comer nossos lanches
juntas, discutindo quais os objetivos da semana. Ela me atualiza sobre as fofocas do
escritrio tambm, o que, considerando que eu estive fora por trs semanas,  muita coisa.
Enquanto estamos conversando, algum bate  porta.
       -- Entre.
       Roach abre a porta, e parado atrs dele est Christian. Eu momentaneamente travo.
Christian me d um olhar ardente e entra, antes sorrindo educadamente para Hannah.
       -- Ol, voc deve ser Hannah. Eu sou Christian Grey, -- ele diz. Hannah se
embaralha com os ps e estende a mo.
       -- Sr. Grey. - um prazer te conhecer, -- ela gagueja com as mos tremendo. --
Eu posso te oferecer um caf?
       -- Por favor, -- ele diz calmamente. Com um rpido olhar intrigado para mim, ele
olha para o escritrio atrs de Roach, que est to mudo quanto eu na porta da minha sala.
       -- Se voc me der licena Roach, eu gostaria de ter uma palavra com a Srta. Steele.
-- Christian refora o ita... sarcasticamente.
        por isso que ele est aqui... Merda!
       -- Claro Sr. Grey. Ana, -- Roach murmura, fechando a porta da minha sala
conforme ele sai. Eu recupero a fala.
       -- Sr. Grey, que bom v-lo. -- Eu sorrio, muito docemente.
       -- Srta. Steele, eu posso me sentar?
       --  a sua empresa. -- Eu indico a cadeira em que Hannah estava sentada.
       -- Sim, . -- Ele me d um sorriso arisco, um sorriso que no chega aos seus olhos.
Seu tom  seco. Ele est irrequieto de tenso, eu posso senti-la  minha volta. Merda. Meu
corao encolhe.




135
        -- Seu escritrio  bem pequeno, -- ele diz, conforme senta em frente  minha
mesa.
        -- Serve para mim.
        Ele me olha com neutralidade, mas eu sei que est bravo. Eu dou um longo
suspiro. Isso no vai ser divertido.
        -- O que eu posso fazer por voc, Christian?
        -- Eu s estou verificando os meus bens.
        -- Seus bens? Todos eles?
        -- Todos eles. Alguns precisam de um reposicionamento.
        -- Reposicionamento? Em que sentido?
        -- Eu acho que voc sabe. -- Sua voz  ameaadoramente calma.
        -- Por favor, no me diga que voc interrompeu o seu dia depois de trs semanas
afastado para vir aqui e brigar comigo a respeito do meu nome. -- Eu no sou uma droga de
propriedade!
        Ele se mexe e cruza as pernas. -- No exatamente brigar. No.
        -- Christian, eu estou trabalhando.
        -- Para mim parece que voc estava fofocando com a sua assistente.
        Meu rosto queima. -- Ns estvamos repassando as nossas tarefas. -- Eu vocifero.
-- E voc no respondeu a minha pergunta.
        H uma batida na porta. -- Entre! -- Eu grito, alto demais.
        Hannah abre a porta e traz uma pequena bandeja. Jarro de leite, um pote de acar,
caf em uma mquina francesa. Ela trouxe tudo. Ela coloca a bandeja na minha mesa.
        -- Obrigada Hannah, -- eu murmuro, envergonhada por ter gritado to alto.
        -- Voc precisa de algo mais, Sr. Grey? --Ela pergunta sem flego. Eu quero virar
os meus olhos para ela.
        -- No, obrigado. Isso  tudo. -- Ele d o seu sorriso deslumbrante, o sorriso de
derrubar calcinha para ela. Ela cora e sai afetada. Christian volta sua ateno para mim.
        -- Agora, Srta. Steele, onde ns estvamos?
        -- Voc estava rudemente interrompendo o meu dia de trabalho para brigar
comigo a respeito do meu nome.




136
         Christian pisca uma vez, surpreso, eu acho, pela veemncia na minha voz.
Habilmente, ele pega um pedao de linha invisvel no seu joelho com seus dedos longos e
habilidosos. Distrao. Ele est fazendo isso de propsito. Eu estreito meus olhos para ele.
         -- Eu gosto de fazer visitas surpresas. Isso mantm empregados atentos, esposas
nos seus lugares. Voc sabe. -- Ele encolhe os ombros, sua boca fechada em uma linha
arrogante.
         Esposas nos seus lugares! -- Eu no tinha idia de que voc tem tempo de sobra, --
eu respondo.
         Seus olhos esfriam. -- Porque voc no quer mudar o seu nome aqui? --Ele
pergunta, sua voz mortalmente calma.
         -- Christian, ns temos que discutir isso agora?
         -- Eu estou aqui. No vejo porque no.
         -- Eu tenho uma tonelada de trabalho para fazer, fiquei longe por trs semanas.
         Ele olha para mim, seus olhos frios e avaliadores, distantes at. Me admira que ele
possa parecer to frio aps a noite passada, depois das ltimas trs semanas. Droga. Ele
deve estar muito bravo, realmente bravo. Quando ele vai aprender a no exagerar na
reao?
         -- Voc est com vergonha de mim? -- Ele pergunta, sua voz enganosamente
suave.
         -- No! Christian, claro que no! --Eu franzo as sobrancelhas. -- Isso  sobre mim,
no sobre voc. -- Jesus, ele  irritante s vezes. Bobo megalomanaco controlador.
         -- Como isso no  sobre mim? -- Ele inclina sua cabea para um lado,
genuinamente perplexo, a sua indiferena se esvaindo enquanto ele me olha atentamente,
e eu percebo o que ele est sentido. Puta merda. Eu o magoei. Oh no... Ele  a ultima
pessoa que eu quero magoar. Eu tenho que faz-lo ver a minha lgica. Eu tenho que
explicar as minhas razes para ele.
         -- Christian, quando eu assumi esse trabalho, eu tinha acabado de te conhecer, --
eu digo pacientemente, lutando para encontrar as palavras certas. -- Eu no sabia que
voc ia comprar a empresa
         O que eu posso dizer a respeito desse momento na nossa histria? Suas razes
insanas para fazer isso, sua necessidade de controle absurda, sua tendncia de perseguir
ao extremo e sem controle, tudo porque ele  to rico. Eu sei que ele quer me manter


137
segura, mais  o fato de ele ser dono da SIP o principal problema aqui. Se ele nunca tivesse
interferido, eu poderia continuar normalmente e no ter que enfrentar as recriminaes
sussurradas e descontentes dos meus colegas. Eu coloco minha cabea entre as minhas
mos s para quebrar o contato com ele.
       -- Porque isso  to importante pra voc? -- Eu pergunto, tentando
desesperadamente manter o meu desgastado temperamento. Eu olho para o seu olhar
impassvel, seus olhos esto luminosos, no revelando nada, a sua mgoa anterior agora
escondida. Mas mesmo enquanto eu fao a pergunta, l no fundo eu sei a resposta antes
mesmo dele dizer.
       -- Eu quero que todos saibam que voc  minha.
       -- Eu sou sua, olhe. -- Eu levando a minha mo esquerda, mostrando as minhas
alianas de casamento e de noivado.
       -- Isso no  o bastante.
       -- Casar com voc no  o bastante? -- Minha voz  quase um suspiro.
       Ele pisca, percebendo o horror no meu rosto. Onde mais eu posso ir a partir daqui?
O que mais eu posso fazer?
       -- No foi isso o que eu quis dizer, -- ele responde e passa a mo pelos seus
cabelos longos demais de forma que um pedao cai na sua testa.
       -- O que voc quer dizer?
       Ele engole. -- Eu quero que o seu mundo comece e termine comigo, -- ele diz, sua
expresso clara. O seu comentrio me desestabiliza.  como se ele tivesse me dado um
soco forte no estomago, atingindo-me e me ferindo. E eu vejo um pequeno e assustado
garoto de cabelos ruivos e olhos cinzentos, vestindo roupas sujas, descoordenadas e mal
ajustadas.
       --  assim, -- eu digo sem pestanejar, porque  verdade. -- Eu s estou tentando
estabelecer uma carreira, e eu no quero faz-la em seu nome. Eu tenho que fazer algo
Christian. Voc no pode me aprisionar no Escala ou na casa nova sem nada para fazer. Eu
vou ficar louca. Eu vou sufocar. Eu sempre trabalhei, e sempre gostei. Esse  o emprego
dos meus sonhos;  o que eu sempre quis. Mas fazer isso no significa que eu te ame
menos. Voc  o mundo para mim. -- Minha garganta seca e h lgrimas nos meus olhos.
Eu no devo chorar, no aqui. Eu repito sem parar na minha cabea. Eu no devo chorar. Eu
no devo chorar.


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         Ele me olha sem dizer nada. Ento algo passa pela sua cabea, como se ele estivesse
considerando o que eu disse.
         -- Eu te sufoco? -- Sua voz  um sussurro, e  um eco da pergunta que ele me fez
anteriormente.
         -- No... sim... no. -- Essa  uma conversa to cansativa, no a que eu queria ter
agora, aqui. Eu fecho os olhos e esfrego a testa, tentando imaginar como ns chegamos a
isto.
         -- Olhe, ns estamos falando sobre o meu nome. Eu quero manter o meu nome
aqui porque eu quero colocar uma distancia entre mim e voc... mas s aqui, e  isso. Voc
sabe que todo mundo pensa que eu conquistei esse trabalho por sua causa, quando a
realidade , -- Eu paro, quando os seus olhos se arregalam. Oh no... Isso  por causa dele?
         -- Voc quer saber porqu voc ganhou esse emprego, Anastasia?
         Anastasia? Droga. -- O qu? O que voc quer dizer?
         Ele se mexe na cadeira como se estivesse se preparando. Eu quero saber?
         -- O gerente aqui deu o emprego do Hyde pra voc cuidar. Eles no queriam o
gasto de ter de contratar um executivo snior enquanto a empresa estava quase vendida.
Eles no tinham a menor idia do que o novo dono iria fazer quando tomasse posse, ento
sabiamente, eles no quiseram um gasto extra. Ento eles te deram a vaga do Hyde para
tomar conta at o novo dono -- ele para, e me d um sorriso irnico -- que sou eu, tomar
posse.
         Puta merda! -- O que voc est falando? -- Ento foi por causa dele. Droga! Eu
estou horrorizada.
         Ele sorri e balana a cabea com a minha surpresa. -- Calma. Voc est mais do que
 altura do desafio. Voc est se saindo muito bem. -- H um pequeno toque de orgulho
na sua voz, e quase me destri.
         -- Oh, -- eu murmuro de forma incoerente, absorvendo essa novidade. Eu sento
direito na minha cadeira, a boca aberta, encarando-o. Ele se mexe de novo.
         -- Eu no quero te sufocar Ana. Eu no quero te por numa gaiola dourada. Bem...
-- Ele para, sua expresso mais sombria. -- Bom, o meu lado racional no quer. -- Ele
esfrega o seu queixo como se estivesse elaborando um plano.
         Oh, aonde ele vai com isso? Christian olha para cima de repente, como se ele tivesse
um insight. -- Ento, uma das razes pelas quais eu estou aqui, sem contar para lidar com


139
a minha esposa errante, -- ele diz, apertando os seus olhos, --  para discutir o que eu
vou fazer com essa empresa".
       Esposa errante! Eu no sou errante, eu no sou uma propriedade. Eu o encaro
novamente e a ameaa das lgrimas desaparece.
       -- E quais so os seus planos? -- Eu inclino a minha cabea para o lado, repetindo
o seu gesto, e no posso evitar o tom sarcstico. Seus lbios se transformam em um quase
sorriso. Jesus, mudana de humor, de novo! Como eu posso acompanhar o Sr.
Temperamental?
       -- Eu vou renomear a empresa, para Publicaes Grey.
       Puta merda.
       -- E no prazo de um ano, ela ser sua.
       Fico de boca aberta de novo, mais aberta dessa vez.
       -- Esse  o meu presente de casamento para voc.
       Eu fecho a boca ento a abro novamente, tentando articular alguma coisa, mas no
consigo. Minha mente est em branco.
       -- Ento, ser que eu tenho que mudar o nome para Publicaes Steele?
       Ele est srio. Caramba.
       -- Christian, -- eu sussurro, quando a minha mente finalmente se reconecta com a
minha boca. -- Voc me deu um relgio... Eu no posso comandar um negcio.
       Ele vira a sua cabea para o lado novamente e me d um olhar de censura. -- Eu
toco o meu prprio negocio desde que tinha vinte e um anos.
       -- Mas voc ... voc. Louco por controle e um jovem prodgio. Jesus, Christian,
voc cursava economia em Harvard antes de desistir. Pelo menos voc tem alguma noo.
Eu vendi tinta e cabos por trs anos em meio perodo, pelo amor de Deus. Eu conheo to
pouco do mundo e eu sei quase nada! -- Minha voz se eleva, ficando mais alta conforme
eu termino o meu discurso.
       -- Voc tambm  a pessoa com mais conhecimento que eu conheo, -- ele aponta
sinceramente. -- Voc adora um bom livro. Voc no conseguia largar o seu trabalho nem
durante a lua de mel. Voc leu quantos manuscritos? Quatro?
       -- Cinco, -- eu sussurro.
       -- E voc escreveu relatrios completos de todos eles. Voc  uma jovem brilhante,
Anastasia. Eu tenho certeza de que voc consegue comandar.


140
          -- Voc  louco?
          -- Louco por voc, -- ele murmura.
          E eu bufo, porque  a nica coisa que o meu corpo consegue fazer. Ele estreita os
olhos.
          -- Voc vai ser motivo de piada. Comprar uma empresa para uma pequena
mulher, que s tinha tido um emprego de meio perodo por alguns meses da sua vida
adulta.
          -- E voc d a mnima pro que as pessoas pensam? Alm disso, voc no estar
sozinha.
          Eu olho para ele. Ele realmente perdeu a noo dessa vez. -- Christian, eu... -- Eu
coloco a minha cabea entre as minhas mos, minhas emoes esto em frangalhos. Ele 
doido? E de algum lugar escuro e profundo eu tenho a repentina e inapropriada vontade
de rir. Quando eu olho para ele, ele est com os olhos arregalados.
          -- Tem algo te divertindo, Srta. Steele?
          -- Sim. Voc.
          Seus olhos se abrem mais, chocados, mas tambm divertidos. -- Rindo do seu
marido? Nunca faa isso. E voc est mordendo o lbio. -- Seus olhos se tornam mais
profundos... Daquele jeito. Oh no, eu conheo esse olhar. Misterioso, sedutor, devasso...
No, no, no! No aqui.
          -- Nem pense nisso, -- eu aviso, o alarme claro em minha voz.
          -- Pensar no que, Anastasia?
          -- Eu conheo esse olhar. Ns estamos no trabalho.
          Ele se inclina para frente, seus olhos grudados nos meus, cinza escuros e famintos.
Puta merda! Eu engulo instintivamente. -- Ns estamos em uma pequena sala,
razoavelmente a prova de som, e com uma porta com tranca.
          -- Falta moral grave. -- Eu digo cada palavra com cuidado.
          -- No com o seu marido.
          -- Com o chefe do chefe do meu chefe, -- eu sibilo.
          -- Voc  minha mulher.
          -- Christian, no. Eu falo srio. Voc pode me foder em sete tons de domingo essa
noite. Mas no agora. No aqui!
          Ele pisca e seus olhos se estreitam mais uma vez. Ento, inesperadamente, ele ri.


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        -- Sete tons de domingo? -- Ele arqueia a sobrancelha, intrigado. -- Eu posso te
cobrar isso, Srta. Steele.
        -- Oh, pare com isso de Srta. Steele. -- Eu digo e bato na mesa, surpreendendo a
ns dois. -- Pelo amor de Deus, Christian. Se  to importante para voc, eu vou mudar o
meu nome!
        Sua boca se abre enquanto ele inala pesadamente. E ento ele ri, um sorriso
radiante, alegre e com todos os dentes  mostra. Wow...
        -- Bom. Ele bate as mos, e de repente se levanta.
        O que agora?
        -- Misso cumprida. Agora, eu tenho que trabalhar. Se voc me d licena, Sra.
Grey.
        Ah, esse homem  to enlouquecedor! -- Mas...
        -- Mas o que, Sra. Grey?
        Eu cedo. -- V.
        -- Eu pretendo ir. Eu te verei essa noite. E estou ansioso para os sete tons de
domingo.
        Eu franzo as sobrancelhas.
        -- Oh, e eu tenho um monte de reunies de negcios chegando, e eu gostaria que
voc me acompanhasse.
        Eu olho para ele. Voc simplesmente vai embora?
        -- Eu vou pedir para Andrea ligar para Hannah para ela colocar as datas no seu
calendrio. H algumas pessoas que voc precisa conhecer. Voc deve pedir para a
Hannah te ajudar com os seus horrios daqui para frente.
        -- Ok, -- eu murmuro, completamente confusa, desorientada e em choque.
        Ele se inclina sobre a minha mesa. O que agora? Eu sou fisgada pelo seu olhar
hipnotizante.
        -- Adoro negociar com voc, Sra. Grey. -- Ele se abaixa mais enquanto eu fico
sentada paralisada, e ele d um beijo suave e carinhoso nos meus lbios. -- At mais, tarde
baby, -- ele murmura. Ele se levanta abruptamente, pisca para mim, e sai.
        Eu coloco a minha cabea sobre a mesa, sentindo como se eu tivesse sido atingida
por um trem em movimento, o trem em movimento que  o meu amado marido. Ele tem
que ser o mais frustrante, irritante, contrariado homem no planeta. Eu me levanto e


142
esfrego os olhos freneticamente. Com o que eu acabei de concordar? Ok, Ana Grey
comandando a SIP, quer dizer, Publicaes Grey. O homem  louco. Algum bate na porta,
e a cabea de Hannah aparece.
       -- Voc est bem? -- Ela pergunta.
       Eu simplesmente a encaro. Ela franze a testa.
       -- Eu sei que voc no gosta que eu faa isso, mas eu posso te fazer um ch?
       Eu assinto.
       -- Twinings English Breakfast, preto e fraco?
       Eu aceno com a cabea.
       -- J trago, Ana.
       Eu encaro a tela do meu computador sem enxergar nada, ainda em choque. Como
eu posso faz-lo entender? E-mail!


De: Anastasia Steele
Assunto: NO UMA PROPRIEDADE!
Data: 22 de agosto de 2011 14:23
Para: Christian Grey

Sr. Grey
Da prxima vez que voc vir me ver, marque um horrio, assim pelo menos eu posso ter
um aviso prvio da sua irritante e adolescente megalomania.
Sua

Anastasia Grey  por favor note o nome
Coordenadora Editorial, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Sete Tons de Domingo
Data: 22 de agosto de 2011 14:34
Para: Anastasia Steele

Minha querida Sra. Grey (nfase no minha)
O que eu posso dizer em minha defesa? Eu estava na vizinhana.
E no, voc no  uma propriedade, voc  minha esposa amada.
Como sempre, voc fez o meu dia.

Christian Grey
CEO & Irritante Megalomanaco, Grey Enterprises Holdings, Inc.




143
       Ele est tentando ser engraado, mas eu no estou no humor para rir. Eu solto um
suspiro profundo e volto para a minha correspondncia.
       Christian est quieto quando eu entro no carro  noite.
       -- Oi, -- eu murmuro.
       -- Oi, -- ele responde, cautelosamente, como ele deveria.
       -- Invadiu o trabalho de mais algum hoje? --Eu pergunto docemente.
       Uma sombra de um sorriso aparece em seu rosto. -- S o do Flynn.
       Oh.
       -- Da prxima vez que voc for v-lo, eu te darei uma lista de tpicos que eu quero
que seja discutido, -- eu sibilo para ele.
       -- Voc parece fora de srie, Sra. Grey.
       Eu olho rapidamente para as cabeas de Ryan e Sawyer na minha frente.
Christian se move ao meu lado.
       -- Hey, -- ele diz calmo e procura a minha mo. A tarde toda, enquanto eu deveria
estar concentrada no trabalho eu estava tentando descobrir o que dizer para ele. Mas eu
fui ficando cada vez mais brava com o passar do tempo. Eu j tive o bastante do seu
comportamento improvisado, petulante e francamente infantil. Eu puxo a minha mo da
dele, de uma maneira improvisada, petulante e infantil.
       -- Voc est brava comigo? -- Ele sussurra.
       -- Sim, -- eu respondo. Envolvendo os meus braos em torno do meu corpo, eu
olho pela janela. Ele se mexe ao meu lado mais uma vez, mas eu ainda no olho para ele.
Eu no entendo porque estou to brava com ele, mas eu estou. Realmente muito brava.
       Assim que chegamos ao Escala, eu quebro o protocolo e saio do carro com a minha
pasta. Eu entro no prdio, sem olhar para ver que est me seguindo. Ryan entra no saguo
atrs de mim e corre para o elevador para apertar o boto.
       -- O que? -- Eu sibilo quando olho para ele. Suas bochechas ficam vermelhas.
       -- Desculpa senhora, -- ele balbucia.
       Christian chega e para ao meu lado para esperar pelo elevador, e Ryan recua.
       -- Ento no  s comigo que voc est brava? -- Christian diz de forma seca. Eu
olho para ele e vejo um trao de humor no seu rosto.
       -- Voc est rindo de mim? -- Eu estreito os meus olhos.




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       -- Eu no me atreveria, -- ele diz, levantando as suas mos como se eu estivesse o
ameaando com uma arma. Ele est com o seu terno azul marinho parecendo fresco e
limpo com o seu cabelo de sexo bagunado e olhar inocente.
       -- Voc precisa de um corte de cabelo, -- eu resmungo. Virando contra ele, eu
entro no elevador.
       -- Preciso? -- Ele pergunta, enquanto tira o cabelo da testa. Ele me segue.
       -- Sim. -- Eu digito o cdigo do nosso apartamento no painel.
       -- Ento agora voc est falando comigo?
       -- O necessrio.
       -- Porque exatamente voc est brava? Eu preciso de uma dica, -- ele pergunta
com cuidado.
       Eu me viro e olho para ele.
       -- Voc realmente no tem nenhuma idia? Sinceramente, para algum to
brilhante, voc deve ter uma suspeita? Eu no posso acreditar que voc seja to estpido.
       Ele d um alarmado passo atrs. -- Voc est realmente brava. Eu pensei que ns
tivssemos resolvido tudo isso no seu escritrio, -- ele murmura, perplexo.
       -- Christian, eu s me rendi s suas ordens petulantes. S isso.
       A porta do elevador abre e eu arranco para fora. Taylor est parado na entrada.
Ele d um passo para trs e rapidamente fecha a boca conforme eu passo por ele.
       -- Oi Taylor, -- eu digo.
       -- Sra. Grey, -- ele responde.
       Eu deixo a minha pasta na entrada e vou pra sala principal. Sra Jones est no fogo.
       -- Boa noite, Sra. Grey.
       -- Oi, Sra. Jones, -- eu murmuro mais uma vez. Eu vou direto para a geladeira e
pego uma garrafa de vinho branco. Christian me segue na cozinha e me olha enquanto eu
pego um copo do armrio. Ele retira o palet e coloca casualmente sobre a bancada.
       -- Voc quer uma bebida? -- Eu pergunto super docemente.
       -- No, obrigado, -- ele diz, sem tirar os olhos de mim, e eu sei que ele est
perdido. Ele no sabe o que fazer comigo. De um lado  cmico e de outro trgico. Bem, ele
que se dane! Eu estou tendo problemas buscando a minha auto-compaixo desde a nossa
reunio essa tarde. Vagarosamente ele tira a gravata e abre o primeiro boto da sua
camisa. Eu me sirvo com um copo grande de sauvignon branco, e Christian passa a mo


145
pelos cabelos. Quando eu me viro, a Sra. Jones desapareceu. Droga! Ela  o meu escudo
humano. Eu tomo um gole de vinho. Hmm. O gosto  bom.
        -- Pare com isso, -- ele balbucia. Ele d dois passos entre ns, parando na minha
frente. Gentilmente, ele coloca uma mecha de cabelo atrs da minha orelha e acaricia o
meu lbulo com a ponta dos dedos, enviando um arrepio por todo o meu corpo.  isso o
que eu senti falta o dia todo? O seu toque? Eu balano a minha cabea, fazendo-o soltar a
minha orelha e olho diretamente para ele.
        -- Fale comigo, -- ele murmura.
        -- Qual  o ponto? Voc no me ouve.
        -- Sim, eu escuto. Voc  uma das poucas pessoas a quem eu escuto.
        Eu tomo outro gole de vinho.
        -- Isso  sobre o seu nome?
        -- Sim e no.  sobre como voc lida com o fato de eu discordar de voc. -- Eu
olho para ele, esperando-o ficar nervoso.
        Ele franze as sobrancelhas. -- Ana, voc sabe que eu tenho... problemas.  difcil
para eu ir onde  a causa. Voc sabe disso.
        -- Mas eu no sou uma criana, e eu no sou uma propriedade.
        -- Eu sei, -- ele assente.
        -- Ento pare de me tratar como se eu fosse, -- eu suspiro, implorando a ele.
        Ele passa seus dedos pela minha bochecha e leva a ponta do dedo para o meu lbio
inferior.
        -- No fique brava. Voc  to preciosa para mim. Como uma propriedade sem
preo, como uma criana, -- ele sussurra, com uma sombria e reverente expresso no seu
rosto. Suas palavras me distraem. Como uma criana. Preciosa como uma criana... Uma
criana seria preciosa para ele!
        -- Eu no sou nenhuma dessas coisas, Christian. Eu sou sua esposa. E se voc ficou
ferido porque eu no iria adotar o seu nome, voc deveria ter me dito.
        -- Machuca? -- Ele franze os olhos, e eu sei que ele est explorando a possibilidade
em sua mente. Ele se endireita de repente, ainda com os olhos franzidos e olha
rapidamente para o relgio no pulso. -- A arquiteta estar aqui em aproximadamente uma
hora. Ns deveramos comer.




146
       Oh no. Eu gemo. Ele no me respondeu e agora eu tenho que lidar com Gia
Matteo. A bosta do meu dia ficou ainda pior. Eu fao uma careta para Christian.
       -- Essa discusso no est encerrada, -- eu suspiro.
       -- O que h mais para discutir?
       -- Voc pode vender a empresa.
       Christian bufa. -- Vender?
       -- Sim.
       -- Voc acha que eu ia achar um comprador no mercado atual?
       -- Quanto te custou?
       -- Foi relativamente barato. -- Seu tom  reservado.
       -- Ento, e se falir?
       Ele sorri. -- Ns iremos sobreviver. Mas eu no deixarei falir, Anastasia. No
enquanto voc estiver l.
       -- E se eu sair?
       -- E fazer o que?
       -- Eu no sei. Alguma outra coisa.
       -- Voc j disse uma vez que esse  o emprego dos seus sonhos. E me perdoe se eu
estiver errado, mas eu jurei perante Deus, reverendo Walsh e o grupo dos nossos mais
prximos e queridos, acalentar voc, defender suas esperanas e sonhos, e mant-la segura
ao meu lado.
       -- Citar os nossos votos de casamento para mim no  jogar limpo.
       -- Eu nunca prometi jogar limpo, pelo que eu me lembro. Alm disso, -- ele
adiciona, -- voc j usou os nossos votos comigo como uma arma antes.
       Eu bufo para ele.  verdade.
       -- Anastasia, se voc ainda est brava comigo, desconte em mim na cama mais
tarde. -- Sua voz  de repente baixa e cheia de sensualidade, seus olhos ardendo.
       O qu? Cama? Como?
       Ele sorri da minha cara. Ele espera que eu o amarre? Puta merda! Minha deusa
interior retira o seu fone do iPod e comea a escutar com extasiada ateno.
       -- Sete tons de domingo, -- ele murmura. -- Estou ansioso para isso.
       Whoa!




147
       -- Gail! -- Ele grita bruscamente, e quatro segundos depois a Sra. Jones aparece.
Onde ela estava? No escritrio de Taylor? Escutando? Oh meu Deus.
       -- Sr. Grey?
       -- Ns gostaramos de comer agora, por favor.
       -- Muito bem, senhor.
       Christian no tira seus olhos de mim. Ele me olha vigilante como se eu fosse
alguma criatura extica prestes a atacar. Eu tomo um gole do meu vinho.
       -- Eu acho que irei me juntar a voc em uma taa, -- ele diz, e passa as mos pelos
cabelos novamente.


       -- Voc no vai terminar?
       -- No. -- Eu olho para o meu prato de fettuccini mal tocado para evitar o olhar de
censura de Christian. Antes que ele diga alguma coisa, eu me levanto e retiro os nossos
pratos da mesa.
       -- Gia estar conosco em um momento, -- eu murmuro. A boca de Christian se
curva em uma careta infeliz, mas ele no diz nada.
       -- Eu cuido disso, Sra. Grey, -- a Sra. Jones diz assim que eu entro na cozinha.
       -- Obrigada.
       -- Voc no gostou? -- Ela pergunta, preocupada.
       -- Estava bom. Eu s no estou com fome.
       Dando-me um sorrisinho simptico, ela vira para limpar o meu prato e coloc-lo na
lava-louas.
       -- Eu vou fazer algumas ligaes, -- Christian diz, avaliando-me com o olhar antes
de desaparecer no seu escritrio.
       Eu deixo escapar um suspiro de alivio e vou para o nosso quarto. O jantar foi
estranho. Eu ainda estou brava com Christian e ele no parece achar que fez algo de
errado. Ele fez? Meu subconsciente ergue uma sobrancelha para mim, e me encara
benevolente por seus culos em formato de meia-lua. Sim, ele fez. Ele fez a coisa ficar
ainda mais estranha para mim no trabalho. Ele no esperou que ns estivssemos na
privacidade da nossa casa para discutir esse problema. Como ele se sentiria se eu
invadisse o seu escritrio, estabelecendo uma regra? E alm de tudo isso, ele quer me dar a
SIP! De que jeito eu irei conduzir uma empresa? Eu sei quase nada de negcios.


148
        Eu olho para fora, para o cu de Seattle que est banhado por uma nvoa rosa claro
perolada. Como sempre, ele quer resolver nossas diferenas no quarto... Hmm... Entrada...
Quarto de jogos... Sala de TV... Balco da cozinha... Pare! Sempre vira sexo com ele. Sexo 
o seu mecanismo automtico.
        Ando at o banheiro e olho para o meu reflexo no espelho. Voltar para o mudo real
 duro. Conseguimos patinar sobre todas as nossas diferenas enquanto estvamos na
nossa bolha porque estvamos to envolvidos um no outro. Mas agora? Rapidamente eu
sou arrastada de volta para o meu casamento, lembrando que as minhas preocupaes do
dia, casar com pressa... No, eu no devo pensar assim. Eu sabia que ele era Cinqenta
Tons quando me casei com ele. Eu s tenho que ficar l e tentar conversar com ele sobre
isso.
        Eu olho de soslaio para mim no espelho. Eu pareo plida, e agora tenho aquela
mulher para lidar.
        Eu estou usando minha saia lpis cinza e uma blusa sem mangas. Certo! Minha
deusa interior pega o seu esmalte vermelho prostituta. Eu abro dois botes, exibindo um
pouco de decote. Lavo o meu rosto e ento cuidadosamente refao a minha maquiagem,
aplicando um pouco mais de mscara que o normal e colocando mais gloss nos meus
lbios. Curvando-se, ento eu escovo meu cabelo vigorosamente da raiz para as pontas.
Quando termino, meu cabelo  uma nvoa castanha em torno de mim que cai nos meus
seios. Eu os coloco artisticamente atrs da orelha e saio  procura dos meus saltos, ao invs
das rasteiras.
        Quando eu volto para a sala principal, Christian tem os projetos da casa espalhados
pela mesa de jantar. Ele colocou uma musica para tocar no aparelho de som. Ele me para
no caminho.
        -- Sra. Grey, -- ele diz calorosamente enquanto olha zombeteiro para mim.
        -- O que  isso? -- Eu pergunto. A msica  incrvel.
        --  um rquiem. Voc parece diferente, -- ele diz, distrado.
        -- Oh. Eu nunca ouvi antes.
        --  bem calma, relaxante, -- ele diz e ergue uma sobrancelha. -- Voc fez algo
com o seu cabelo?




149
       -- Escovei, -- eu murmuro. Eu sou transportada pelas vozes assombrosas.
Abandonando os planos sobre a mesa, ele anda at mim, um leve passeio no tempo da
msica.
       -- Dana comigo? -- Ele sussurra.
       -- Isso?  um rquiem. -- Eu chio, chocada.
       -- Sim. -- Ele me puxa para os seus braos e me segura, afundando o nariz em
meu cabelo e passando gentilmente de um lado para o outro. Ele cheira divinamente como
ele mesmo.
       Oh... Eu senti tanto a falta dele. Eu envolvo meus braos em volta dele e luto com a
vontade de chorar. Porque voc  to irritante?
       -- Eu odeio brigar com voc, -- ele sussurra.
       -- Bem, pare de ser to estpido.
       Ele ri e o som reverbera atravs do seu peito. Ele aperta os braos em mim. --
Estpido?
       -- Idiota.
       -- Eu prefiro estpido.
       -- Voc deveria. Combina com voc.
       Ele ri mais uma vez e beija o topo da minha cabea.
       -- Um rquiem? -- Eu murmuro um pouco chocada que estejamos danando isso.
       Ele encolhe. --  somente uma adorvel pea de musica, Ana.
       Taylor tosse discretamente na entrada, e Christian me solta.
       -- Srta. Matteo est aqui, -- ele diz.
       Oh timo!
       -- Deixe-a entrar, -- Christian diz. Ele estende os braos e aperta as minhas mos
enquanto a Srta. Gia Matteo entra na sala.




                                        Captulo 08
       Gia Matteo  uma mulher bonita, alta e muito bonita. Ele est com o cabelo curto,
loiro-de-salo, perfeitamente escovado e meio alto na parte de trs. Ela est vestida em um
terno cinza plido, as calas e terno feitos em medida para ela. Suas roupas parecem caras.




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Na base de sua garganta, um diamante brilha, combinando com os brincos de diamante de
um quilate em suas orelhas. Ela  uma dessas mulheres que cresceram ricas e com uma
boa educao, embora parea que boa educao est em falta esta noite, visto que mal
chegou e j tirou sua blusa azul plido. Bem, eu tambm. Eu coro.
       -- Christian. Ana. -- Ela sorri, mostrando dentes brancos perfeitos, e ergue a mo
perfeitamente feita para cumprimentar Christian, e depois a mim. Solto a mo de Christian
para cumprimenta-la. Ela  um pouco menor que Christian, mas seus saltos so
terrivelmente altos.
       -- Gia, -- diz Christian educadamente. Eu sorrio com frieza.
       -- Vocs parecem muito bem depois da lua de mel, -- diz ela suavemente, seus
olhos castanhos encarando Christian atravs de seus clios cheios de rmel. Christian
coloca seu brao em volta de mim, me puxando para perto.
       -- Foi maravilhoso, obrigado. -- Ele beija suavemente minha tmpora, me
surpreendendo.
       Veja... Ele  meu. Chato, irritante at, mas  meu. Eu rio. Nesse momento eu realmente
te amo, Christian Grey. Eu coloco minha mo em volta de sua cintura, e depois dentro de
seu bolso e aperto seu traseiro. Gia sorri para ns.
       -- Voc conseguiu dar uma olhada nas plantas?
       -- Ns olhamos, -- murmuro. Eu olho para Christian, que sorri para mim, uma
sobrancelha levantada em tom irnico. O que  to engraado? Minha reao a Gia ou eu
apertando sua bunda?
       -- Por favor, -- diz Christian. -- As plantas esto aqui. -- Ele aponta para a mesa
de jantar. Segurando minha mo, ele me guia at l, Gia seguindo-nos. Eu finalmente me
lembro de minhas maneiras.
       -- Voc gostaria de beber algo? -- eu pergunto. -- Um copo de vinho?
       -- Isso seria timo, -- Gia diz. -- Branco seco se tiver.
       Merda! Sauvignon banc que  vinho branco seco, n? Relutantemente saindo do
lado de meu marido, e vou at a cozinha. Eu ouo o chiado do iPod quando Christian
desliga a msica.
       -- Voc gostaria de mais vinho, Christian? -- Eu pergunto.
       -- Por favor, baby, -- ele canta, sorrindo para mim. Uau, ele pode ser to doce s
vezes e to agravante de repente.


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       Quando alcano para abrir o armrio, sinto seus olhos em mim, e eu sou tomada
por um sentimento estranho de que Christian e eu estamos fazendo um show, jogando
juntos, mas desta vez estamos do mesmo lado contra a Sra. Matteo. Ser que ele sabe que
ela est atrada por ele e est sendo bvio sobre isso? Ele me d uma pequena onda de
prazer quando percebo que talvez ele est tentando me tranquilizar. Ou talvez ele esteja
apenas mandando uma mensagem alta e clara para essa mulher que ele  meu.
       Meu. Yeah, vadia  meu. Minha deusa interior est vestindo sua roupa Gladiatrix e
ela no est levando nenhum prisioneiro. Sorrindo para mim mesma, eu pego trs copos e
os coloco no bar. Gia est inclinada sobre a mesa enquanto Christian est ao lado dela e
aponta para uma planta.
       -- Eu acho que Ana tem algumas opinies sobre a parede de vidro, mas
geralmente estamos ambos satisfeitos com suas idias.
       -- Oh, estou feliz, -- Gia sorri, obviamente aliviada, e, quando diz isso, ela toca
brevemente seu brao em um gesto seguido por flerte. Christian endurece imediatamente,
mas sutilmente. Ela nem parece notar.
       Largue ele, porra. Ele no gosta de ser tocado.
       Dando um passo para o lado, ficando fora de seu alcance, Christian se vira para
mim. -- Sede aqui, -- ele diz.
       -- J estou indo. -- Ele est jogando o jogo. Ela o deixa inconfortvel. Por que eu
no tinha visto isso antes? Isso  por que eu no gosto dela. Ele est acostumado em como
as mulheres reagem a ele. Eu j vi muito disso, e geralmente ele no pensa muito sobre
isso. Tocar j  outra coisa. Bem, Sra. Grey ao resgate.
       Eu apressadamente coloco o vinho nos copos, equilibro os trs copos em minhas
mos e volto para o meu cavaleiro em perigo. Oferecendo um copo para Gia, eu
deliberadamente me coloco entre eles. Ela sorri cortesmente enquanto aceita o copo. Eu
entrego o segundo copo a Christian, que o bebe ansiosamente, com uma expresso de
gratido.
       -- Sade, -- diz Christian para ns duas, mas olha para mim. Gia e eu levantamos
nossos copos e respondemos em unssono. Eu bebo um gole de vinho.
       -- Ana, voc tem algum problema com a parede de vidro? -- Gia pergunta.




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        -- Sim. Eu amo a idia, no me interprete mal. Mas eu estava esperando que
pudssemos incorporar mais organicamente dentro da casa. Depois de tudo, eu me
apaixonei com a casa como era, e eu no quero fazer nenhuma mudana radical.
        -- Entendo.
        -- Eu s quero que o projeto seja simptico, sabe... mais de acordo com a casa
original. -- Eu olho para Christian, que est me encarando pensativo.
        -- No haver grandes reformas? -- ele murmura.
        -- No. -- Eu balano a cabea para enfatizar.
        -- Voc gosta dela como ?
        -- Na maior parte, sim. Eu sempre soube que precisava apenas de algumas
reformas.
        Os olhos de Christian brilham calorosamente.
        Gia nos encara, e suas bochechas coram. -- Ok, -- ela diz. -- Eu acho que eu
entendi o que quer dizer, Ana. Que tal se mantivermos a parede de vidro, mas tem que
abrir-se para uma plataforma maior, que est em sintonia com o estilo Mediterrneo. Ns
j temos l o terrao de pedra. Podemos colocar pilares de pedra similares as que j tem,
espaadas, de modo que voc ainda vai ter a vista. Adicionamos um telhado de vidro ou
azulejo, conforme o resto da casa. E tambm uma rea protegida com uma mesa de jantar
ao ar livre.
        Tenho que reconhecer... ela  boa.
        -- Ou, em vez de plataforma, podemos incorporar uma cor de madeira de sua
escolha nas portas de vidro, isso pode manter o esprito Mediterrneo, -- ela continua.
        -- Como as persianas azuis brilhantes no sul da Frana, -- murmuro ao Christian,
que est me observando atentamente. Ele toma um gole de vinho e encolhe os ombros,
evasivamente. Hmm. Ele no gostou da idia, mas ele no me ignora, me deixa para baixo,
ou me faz sentir estpida. Deus, este homem  uma massa de contradies. Suas palavras
de ontem me vm  mente: "Eu quero esta casa para ser do jeito que voc quiser. O que
voc quiser.  sua. -- Ele quer que eu seja feliz, feliz em tudo que fao. No fundo, sei
disso.  s que, eu paro. No pense sobre o nosso argumento agora. Meu subconsciente
me olha.
        Gia est olhando para Christian, esperando ele tomar a deciso. Eu a observo
enquanto suas pupilas dilatam e seus lbios cheios de gloss se partem. Sua lngua passa


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pelo lbio superior antes de tomar um gole de vinho. Quando eu me viro para Christian,
ele ainda est olhando para mim, no para ela. Sim! Minha deusa interior d piruetas. Eu
vou dizer algumas palavras com a Srta. Matteo.
       -- Ana, o que voc quer fazer? -- Christian murmura, claramente se referindo a
mim.
       -- Eu gosto da idia da plataforma.
       -- Eu tambm.
       Eu me viro para Gia. Ei, Srta, olhe para mim, no para ele. Eu que fao as decises por
aqui. -- Eu acho que gostaria de revisar os desenhos que mostram a maior plataforma e os
pilares em sintonia com a casa.
       Relutantemente, Gia arrasta seus olhos gananciosos para longe do meu marido e
sorri para mim. Ser que ela acha que eu no noto o que faz?
       -- Claro, -- ela diz agradavelmente. -- Algum outro problema?
       Alm de voc olhar a porra do meu marido? -- Christian que remodelar a sute
principal, -- murmuro.
       H uma tosse discreta vinda da entrada da sala grande. Ns trs nos viramos para
encontrar Taylor parado de p.
       -- Taylor? -- Christian pergunta.
       -- Eu preciso conversar com voc sobre um assunto urgente, Sr. Grey.
       Christian aperta meus ombros por trs e aborda Gia.
       -- Sra. Grey  responsvel por este projeto. Ela tem carta branca. Tudo que ela
quiser,  dela. Eu confio completamente em seus instintos. Ela  muito perspicaz. -- Sua
voz altera sutilmente. Ouo em sua voz orgulho e uma velada advertncia, um aviso para
Gia?
       Ele confia em meus instintos? Oh, este homem  exasperante. Meus instintos
deixaram ele passar por cima de meus sentimentos esta tarde. Eu balano a cabea em
frustrao, mas estou grata que ele est dizendo para a senhorita provocante-e-
infelizmente-muito-boa-em-seu-trabalho, quem est no comando. Eu acaricio sua mo
enquanto ele a repousa sobre meu ombro.
       -- Se me do licena. -- Christian aperta meus ombro antes de seguir Taylor.
Pergunto-me de braos cruzados o que est acontecendo.
       -- Ento... a sute principal? -- Gia pergunta nervosamente.


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       Eu a encaro, parando por um momento para garantir que Christian e Taylor no
consigam nos ouvir. Em seguida invocando toda a minha fora interior e o fato de que
estou sendo ignorada por ela nas ltimas cinco horas, eu a deixei ter o que merece.
       -- Voc est certa em estar nervosa, Gia, porque agora o seu trabalho neste projeto
est na balana. Mas tenho certeza de que vai ficar bem, desde que voc mantenha suas
mos longe do meu marido.
       Ela suspira
       -- Caso contrrio, voc est demitida. Entendeu? -- Eu enuncio claramente cada
palavra.
       Ela pisca rapidamente, completamente atordoada. Ela no consegue acreditar no
que eu acabei de dizer. Eu no posso acreditar no que acabei de dizer. Mas me mantenho
firme, a encarando impassivelmente em seus olhos castanhos escancarados.
       No recue. No recue! Eu aprendi a fazer essa expresso enlouquecedoramente
impassvel de Christian que consegue ser impassvel como ningum. Eu sei que renovao
da casa principal dos Grey  um prestigioso projeto para a firma de arquitetura de Gia,
uma pena resplandecente em seu bon. Ela no pode perder esta comisso. E agora eu no
dou a mnima se ela  amiga de Elliot ou no.
       -- Ana, Sra. Grey... Eu, Eu sinto muito. Eu nunca-- Ela cora, sem saber o que dizer.
       -- Deixe-me ser clara. Meu marido no est interessado em voc.
       --  claro, -- murmura, o sangue escorrendo de seu rosto.
       -- Como eu disse, eu s queria ser clara.
       -- Sra. Grey, peo sinceras desculpas se voc pensa... Eu tenho -- Ela para, ainda
pensando no que dizer.
       -- timo. Enquanto ns nos entendermos, ns ficaremos bem. Agora, eu vou
deixar voc saber do que temos em mente para a sute principal, ento eu gostaria de saber
quais materiais voc quer usar. Como voc sabe, Christian e eu determinamos que a casa
devesse ser ecologicamente sustentvel, e eu gostaria de me certificar de onde os materiais
viro, e o que so.
       -- C-Claro, -- ela gagueja, de olhos arregalados, e, francamente, um pouco
intimidados por mim. Esta  a primeira vez. Minha deusa interior corre ao redor da arena,
acenando freneticamente para a multido.
       Gia penteia seus cabelos no lugar, e eu percebo que  um gesto nervoso.


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       -- A sute principal? -- Ela pede ansiosamente, sua voz um sussurro ofegante.
Agora que estou dominando a situao, eu me sinto relaxada pela primeira vez desde
minha reunio com Christian essa tarde. Eu posso fazer isso. Minha deusa interior est
comemorando sua vadia interior.


       Christian se junta a ns, assim que estamos terminando.
       -- Tudo pronto? -- Pergunta. Ele coloca o brao em volta da minha cintura e se
vira para Gina.
       -- Sim, Sr. Grey, -- Gia sorri brilhantemente, embora seu sorriso parea frgil.
       Ela oferece sua mo para mim primeiramente dessa vez, em seguida para
Christian. -- Eu vou ter os planos revistos para voc em alguns dias.
       -- Excelente. Voc est feliz? -- Ele me pergunta diretamente, com os olhos
quentes me sondando. Concordo com a cabea e coro, por algum motivo que no entendo.
       --  melhor eu ir, -- diz Gia novamente. Ela oferece sua mo para mim primeiro
desta vez, em seguida, para Christian.
       -- At a prxima, Gina, -- murmuro.
       -- Sim, Sra. Grey. Sr. Grey.
       Taylor aparece na entrada da grande sala.
       -- Taylor te acompanhar, -- minha voz  alta o suficiente para ele ouvir.
Penteando seu cabelo novamente, ela se vira em seus saltos altos e deixa a sala principal,
seguida de perto por Taylor.
       -- Ela foi notavelmente mais fria. -- Christian diz, olhando com curiosidade para
mim.
       -- Ela foi? Eu no percebi, -- eu dou de ombros, tentando parecer natural. -- O
que Taylor queria? -- Eu pergunto, em parte porque sou curiosa, e em parte porque quero
mudar de assunto.
       Franzindo a testa, Christian me libera e comea a rolar as plantas na mesa. -- Era
sobre Hyde.
       -- O que sobre Hyde? -- Eu sussurro.
       -- Nada para se preocupar Ana. -- Abandonando as plantas, Christian me envolve
em seus braos. -- Acontece que ele no est em seu apartamento faz semanas, e isso 
tudo. -- Ele beija meu cabelo, ento me libera e termina sua tarefa.


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       -- Ento o que voc decidiu com Gina? -- Ele pergunta, e eu sei que  porque ele
no quer me contar sobre a investigao de Hyde.
       -- S o que voc e eu discutimos. Eu acho que ela gosta de voc, -- eu digo
baixinho.
       Ele bufa. -- Voc disse algo a ela? -- Ele pergunta e eu coro. Como ele sabe? Sem o
que dizer, eu encaro meus dedos.
       -- Ns ramos Christian e Ana quando ela chegou, e Sr. e Sra. Grey quando ela nos
deixou. -- Seu tom  seco.
       -- Eu posso ter dito alguma coisa, -- murmuro. Quando eu olho para ele, ele est
me encarando calorosamente, e, por um momento de descuido ele parece... satisfeito. Ele
para de me encarar, balanando a cabea, e muda a sua expresso.
       -- Ela est apenas reagindo a esse cara. -- Ele soa vagamente amargo, enojado at.
       Oh, Cinqenta, no!
       -- O que? -- Ele est perplexo com minha expresso perplexa. Seus olhos se
arregalam em alarme. -- Voc no est com cimes, est? -- Pergunta ele, horrorizado.
       Eu coro e engulo, em seguida, olho para meus dedos atados. Estou?
       -- Ana, ela  uma predadora sexual. No  nada o meu tipo. Como voc pode estar
com cimes dela? De algum? Nada sobre ela me interessa. -- Quando eu olho para cima,
ele esta me encarando, como se eu tivesse criado um membro adicional. Ele passa a mo
pelo cabelo. --  s voc, Ana, -- ele diz calmamente. -- Sempre vai ser s voc.
       Oh meu. Abandonando as plantas mais uma vez, Christian se move em minha
direo e aperta meu queixo com o polegar e o indicador.
       -- Como voc pode pensar de outra forma? Eu j te dei qualquer indicao de que
eu poderia ser remotamente interessado em algum? -- Seus olhos brilham quando ele
olha para mim.
       -- No, -- eu sussurro. -- Estou sendo boba.  que hoje... voc... -- Todas as
minhas emoes conflitantes ressurgem de repente. Como posso dizer a ele como estou
confusa? Eu estou confusa desde seu comportamento esta tarde no meu escritrio. Um
minuto ele quer que eu fique em casa, no prximo est me dando uma companhia. Como
deveria me manter?
       -- E eu?




157
       -- Oh, Christian -- meu lbio inferior treme. -- Eu estou tentando me adaptar a
essa nova vida que eu nunca tinha imaginado para mim. Tudo est sendo entregue a mim
em um prato, o trabalho, voc, meu marido maravilhoso, o qual eu nunca... eu nunca
soube que eu amaria dessa maneira, tanto assim. -- Eu respiro me estabilizando, enquanto
minha boca cai aberta.
       -- Mas voc  como um trem de carga, e eu no quero ser atropelada, porque a
garota na qual voc se apaixonou ser esmagada. E o que vai ficar? Tudo que restaria seria
um vcuo social raio-x, indo de funo para funo, de caridade para caridade. -- Eu
pauso mais uma vez, lutando para achar as palavras para transmitir o que eu sinto. -- E
agora voc quer que eu seja um CEO da empresa, o que eu nunca sequer pensei em ser. Eu
estou saltando entre todas essas idias, lutando. Voc me quer em casa. Voc quer que eu
seja gerente de uma empresa.  to confuso. -- Eu paro, as lgrimas ameaando a cair, e
eu as foro de volto e soluo.
       -- Voc tem que me deixar fazer minhas prprias decises, ter meus prprios
riscos, e fazer meus prprios erros, e me deixa aprender com eles. Eu preciso andar antes
de correr, Christian, voc no v. Eu quero alguma independncia. Isso  o que o meu
nome significa para mim. -- Pronto,  isso que eu queria dizer esta tarde.
       -- Voc se sente atropelada? -- Ele sussurra.
       Concordo com a cabea.
       Ele fecha os olhos e passa a mo pelo cabelo em agitao. -- Eu s quero te dar o
mundo, Ana, tudo e qualquer coisa que voc quiser. E te proteger disso tambm. Mante-la
segura. Mas eu tambm quero que todos saibam que voc  minha. Eu entrei em pnico
hoje, quando recebi seu e-mail. Por que no me contou sobre seu nome?
       Eu coro. Ele tem razo.
       -- Eu s pensei sobre isso quando estvamos na nossa lua de mel, e bem, eu no
queria quebrar o clima e eu esqueci sobre isso. Eu s lembrei onde  tarde. E depois Jack...
voc sabe, aquilo me distraiu. Me desculpe, eu deveria ter lhe dito ou discutido com voc,
mas no consegui encontrar o momento certo.
       -- O olhar intenso de Christian  enervante.  como se ele estivesse tentando
penetrar em meu crnio, mas ele no diz nada.
       -- Porque voc entrou em pnico? -- Eu pergunto.
       -- Eu apenas no queira que voc escorregasse pelos meu dedos.


158
       -- Pelo amor de Deus, eu no vou para lugar nenhum. Quando voc vai colocar
isso em sua cabea incrivelmente dura? Eu. Te. Amo. -- Eu aceno minha mo no ar como
se estivesse enfatizando minha frase. -- Mas do que... viso, espao ou liberdade.
       Seus olhos se arregalam. -- O amor de uma filha? -- Ele me d um sorriso irnico.
       -- No, -- eu rio, apesar de mim. --  apenas uma citao que me veio  mente.
       -- "Mad King Lear"?
       -- Querido, querido "Mad King Lear" -- Eu acaricio seu rosto, e ele se inclina ao
meu toque, fechando os olhos. -- Voc mudaria seu nome para Christian Steele para todo
mundo saber que pertence a mim?
       Os olhos de Christian se abrem, e ele me encara como se eu acabasse de dizer que a
Terra  plana. Ele franze a testa. -- Perteno  voc? -- Ele murmura, testando as palavras.
       -- Meu.
       -- Seu, -- ele diz, repetindo as palavras que falamos no quarto de jogos apenas
ontem. -- Sim, eu mudaria. Se isso significasse tanto pra voc.
       Oh meu.
       -- Isso significa tanto pra voc?
       -- Sim. -- Ele diz no mesmo momento.
       -- Ok. -- Eu vou fazer isso por ele. Dar-lhe a garantia de que ele ainda precisa.
       -- Eu pensei que voc j tivesse concordado com isso.
       -- Sim, eu concordei, mas agora que discutimos isso mais profundamente, estou
mais feliz com a minha deciso.
       -- Oh, -- ele resmunga, surpreso. Ento ele sorri seu maravilhoso, sim-eu-sou-
realmente-meio-jovem sorriso, e tira o meu flego. Agarrando-me pela cintura, ele me
levanta e me gira. Eu grito e comeo a rir, e eu no sei se ele est apenas feliz ou aliviado
ou... o que?
       -- Sra. Grey, voc tem idia do que isso significa para mim?
       -- Agora eu sei.
       Ele se abaixa e me beija, seus dedos se movendo em meu cabelo, me segurando.
       -- Hoje foram sete tons de domingo, -- ele murmura contra meus lbios, e roa seu
nariz no meu.
       -- Voc acha? -- Eu me inclino para trs para encar-lo.




159
         -- Certas promessas foram feitas. Uma oferta estendida, um acordo quebrado, --
ele sussurra, seus olhos brilhando com um prazer perverso.
         -- Hmm... -- Eu ainda estou cambaleando, tentando seguir seu humor.
         -- Voc est se negando a mim? -- Ele pergunta, hesitante, e um olhar especulativo
cruza seu rosto. -- Eu tenho uma idia, -- ele acrescenta.
         Oh, que porra de perverso ser agora?
         -- Uma questo muito importante que precisa ser atendida, -- ele continua, de
repente, srio novamente. -- Sim, Sra. Grey, de extrema importncia.
         Pera, ele est rindo da minha cara.
         -- O que? -- Eu respiro.
         -- Eu preciso que voc corte meu cabelo. Aparentemente ele est longo demais, e
minha esposa no gosta.
         -- Eu no posso cortar seu cabelo!
         -- Sim, voc pode. -- Christian ri e balana a cabea fazendo com que seu cabelo
longo cai nos olhos.
         -- Bem, se a Sra. Jones tiver uma tigela de pudim. -- Eu rio.
         Ele ri. -- Ok. Peo para Franco cortar ento.
         No! Franco trabalha para ela? Talvez eu possa dar-lhe um corte. Afinal de contas,
eu cortei o cabelo de Ray por um ano, e ele nunca reclamou.
         -- Venha. -- Eu agarro sua mo. Seus olhos se arregalam. Eu o guio pelo caminho
para nosso banheiro onde solto sua mo e pego a cadeira de madeira branca que fica no
canto. Eu a coloco na frente da pia. Quando eu olho para Christian, ele est me encarando
com a cara mal disfarada de diverso, os polegares enfiados no cinto frontal de suas
calas, mas seus olhos esto quentes.
         -- Sente-se. -- Eu gesticulo para a cadeira vazia, tentando dominar a situao.
         -- Voc vai lavar meu cabelo?
         Eu concordo. Ele arqueia uma sobrancelha, surpreso e, por um momento, eu acho
que ele vai recusar. -- Ok. -- Devagar, ele comea a desfazer cada boto de sua camisa
branca, comeando pelo debaixo de sua garganta. Agilmente, os dedos se movem para que
cada boto se gire at sua camiseta ficar aberta.
         Oh meu... Minha deusa interior pausa em seu passeio comemorativo ao redor da
arena.


160
       Christian segura a abotoadura com o gesto de "desfazer isso agora", e sua boca
torce com o desafio, do jeito sexy que ele tem.
       Oh, abotoaduras. Eu tomo o pulso oferecido por ele e removo a primeira, um disco
de platina com suas iniciais gravadas em escrita simples em itlico, e em seguido retiro a
outra. Quando eu termino eu olho para ele, e sua expresso divertida se foi, substituda
por algo mais quente... muito mais quente. Eu me aproximo e tiro a camisa de seus
ombros, deixando-a cair ao cho.
       -- Pronto? -- Eu sussurro.
       -- Para o que voc quiser, Ana.
       Meus olhos desviam para seus lbios. Partidos para que ele possa inalar mais
profundamente. Esculpida, cinzelada, qualquer que seja,  uma boca bonita e ele sabe
exatamente o que fazer com ela. Encontro-me inclinando-me para beij-lo.
       -- No, -- ele diz, segurando meus ombros com as duas mos. -- No. Se fizer
isso, nunca vou conseguir cortar meu cabelo.
       Oh! -- Eu quero que voc corte, -- ele continua. E seus olhos so redondos e
selvagens por alguma razo.  desarmante.
       -- Por qu? -- Eu sussurro.
       Ele me encara e seus olhos se arregalam um pouco. -- Porque isso vai fazer eu me
sentir valorizado.
       Meu corao quase para. Oh, Christian... meu Cinqenta. E antes que eu perceba, eu
o abrao e beijo seu peito antes de roar minha bochecha em seu pelo do peito.
       -- Ana. Minha Ana. -- Ele sussurra. Ele envolve seus braos em volta de mim e
ficamos imveis, abraados no banheiro. Oh, como eu amo estar em seus braos. Mesmo
que ele seja superprotetor, arrogante megalomanaco, mas ele  meu arrogante
megalomanaco superprotetor. Eu me inclino para trs sem liber-lo.
       -- Voc realmente quer que eu faa isso?
       Ele acena e sorri seu sorriso tmido. Eu sorrio de volto e saio de seu abrao.
       -- Ento sente-se, -- eu repito.
       Ele obedientemente senta de costas para a pia. Eu tiro meus sapatos e os chuto para
onde sua camisa est amassada no cho do banheiro. Eu pego o shampoo da Chanel no
box do chuveiro. Ns o compramos na Frana.




161
       -- O senhor gostaria disso? -- Eu seguro o shampoo com as duas mos, como se o
estivesse vendendo. -- Direto do sul da Frana. Eu gosto do cheiro dele... tem cheiro de
voc, -- eu adiciono em um sussurro, saindo do meu modo apresentadora de tv.
       -- Por favor. -- Ele sorri.
       Eu pego uma toalha pequena do aquecedor de toalha. Sra Jones sabe como manter
as toalhas super macias.
       -- Incline-se para frente, -- eu ordeno e Christian se inclina. Colocando a toalha em
seus ombros, ento ligo as torneiras e encho a pia com uma mistura de gua morna.
       -- Incline-se para trs. -- Ah, como eu amo estar no comando. Christian se inclina
para trs, mas ele  muito alto. Ele coloca o banco para frente, em seguida se inclina para
trs a cadeira inteira at sua cabea estar descansando na pia. Distncia perfeita. Ele coloca
sua cabea para trs. Seus olhos me encaram, e eu sorrio. Pegando um dos copos que
deixamos na penteadeira, eu o encho de gua e a jogo na cabea de Christian, ensopando
seu cabelo. Eu repito o processo, inclinando-me sobre ele.
       -- Voc cheira to bem, Sra. Grey, -- ele murmura e fecha os olhos.
       Enquanto eu metodicamente molho seu cabelo, eu livramente olho para ele. Puta
merda. Ser que eu vou me cansar disso? Longos clios negros atravs de suas bochechas,
seus lbios partidos levemente, criando uma pequena forma de diamante escuro, e ele
inala suavemente. Hmm... Como eu desejo colocar minha lngua...
       Eu jogo gua em seus olhos. Merda! -- Desculpa!
       Ele pega o canto da toalha e ri enquanto seca a gua de seus olhos.
       -- Ei, eu sei que sou um idiota, mas no me afogue.
       Eu me inclino e beijo sua testa, rindo. -- No me tente.
       Ele coloca a mo atrs de minha cabea e se inclina de modo que ele alcana meus
lbios com os dele. Ele me beija brevemente, fazendo um som contente em sua garganta. O
rudo conecta os msculos para baixo de minha barriga.  um som muito sedutor. Ele me
libera, e est de volta, obediente, olhando para mim com expectativa. Por um momento ele
parece vulnervel, como uma criana. Isso faz meu corao se afundar.
       Eu coloco um pouco de shampoo em minhas mos e massageio seu couro
cabeludo, comeando nas tmporas e movimento meus dedos na parte superior e lateral
de sua cabea, circulando meus dedos ritmicamente. Ele fecha os olhos e faz com que o
zumbido baixo saia de sua garganta novamente.


162
       -- Isso  bom, -- ele diz depois de um momento e relaxa sobre o toque firme dos
meus dedos.
       -- Sim,  verdade. -- Eu beijo sua testa mais uma vez.
       -- Eu gosto quando voc coa meu couro cabeludo com as unhas. -- Seus olhos
ainda fechados, mas com uma expresso de contentamento, nenhum trao de sua
vulnerabilidade permanece. Nossa, como seu humor mudou, e eu me conforto sabendo
que fui eu quem o mudou.
       -- Erga a cabea, -- eu comando e ele obedece. Hmm, uma garota poderia se
acostumar com isso. Eu esfrego a espuma na parte de trs de seu cabelo, raspando as
unhas em seu couro cabeludo.
       -- Para trs.
       Ele se inclina para trs e eu enxguo a espuma, usando o copo. Desta vez eu
consigo no espirrar nele.
       -- Mais uma vez? -- Eu pergunto.
       -- Por favor. -- Seus olhos abrem e seu olhar sereno se encontra ao meu. Eu sorrio
para ele.
       -- J estou indo, Sr. Grey.
       Eu volto  pia que Christian normalmente usa e a encho de gua morna.
       -- Para enxaguar, -- eu digo quando o seu olhar se torna interrogativo.
       Eu repito o processo com o shampoo, ouvindo suas respiraes profundas. Uma
vez que ele est todo ensaboado, eu tomo outro momento para apreciar o belo rosto do
meu marido. Eu no posso resistir a ele. Ternamente, eu acaricio seu rosto, e ele abre os
olhos, me olhando quase que sonolentamente atravs de seus longos clios. Inclinando
para frente eu planto um beijo suave em seus lbios. Ele sorri, fecha os olhos, e respira um
suspiro de satisfao total.
       Nossa, Quem imaginaria que depois da nossa discusso esta tarde ele poderia estar
to relaxado? Sem sexo? Eu me inclino para seu lado direito.
       -- Hmm, -- ele murmura apreciativamente quando meus seios roam seu rosto.
Resistindo a vontade de danar, e eu tiro o plug da pia, fazendo com que toda a gua com
sabo seja drenada. Suas mos se movem para meus quadris e em volta de meu traseiro.
       -- Me acariciar no ajuda, -- murmuro, fingindo desaprovao.




163
       -- No esquea que eu sou surdo, -- ele diz, mantendo os olhos fechados,
enquanto ele coloca a mo para meu traseiro e comea a tirar minha blusa. Eu impeo seu
brao. Estou gostando de brincar de cabeleireira. Ele ri, como se eu tivesse o pego fazendo
alguma coisa ilcita e ele est secretamente orgulhoso disso.
       Eu alcano o copo novamente, mas dessa vez eu utilizo a gua da outra pia para
lavar cuidadosamente todo o shampoo de seu cabelo. Eu continuo a me inclinar sobre ele,
e ele mantm suas mos em minha bunda, vibrando os dedos para trs e para frente, para
cima e para baixo... para trs... Hmm. Eu sacudo. Ele rosna baixo em sua garganta.
       -- Pronto. Todo enxaguado.
       -- Bom, -- ele diz. Seus dedos apertam minha bunda, e de repente ele se senta
direito, fazendo com que todo o seu cabelo ensopado pingue sobre ele. Ele me coloca em
seu colo, sua mo se movendo do meu traseiro para cima, at a minha nuca, em seguida
para o meu queixo, me segurando no lugar. Eu suspiro de surpresa e seus lbios esto nos
meus, sua lngua quente na minha boca. Meus dedos enrolam seu cabelo molhado, e as
gotas de gua caem em meu brao, e enquanto ele aprofunda o beijo, seu cabelo banha
meu rosto. Sua mo se movimenta do meu queixo para baixo para o primeiro boto da
minha blusa.
       -- Chega disso. Eu quero te foder em sete tons de domingo e podemos fazer isso
aqui ou no quarto. Voc decide.
       Os olhos de Christian queimam, quente e cheios de promessa, seu cabelo pingando
gua sobre ns dois. Minha boca fica seca.
       -- O que vai ser, Anastasia? -- Ele pergunta enquanto me segura em seu colo.
       -- Voc est molhado. -- Eu respondo.
       Ele inclina a cabea de repente, correndo os cabelos molhados na frente de minha
blusa. Eu grito e tento me esquivar dele. Ele aperta suas mos em torno de mim.
       -- Oh, no, no tente fugir, baby, -- ele murmura. Quando ele levanta a cabea, ele
est sorrindo maliciosamente para mim e eu sou Miss Blusa Molhada 2011. Minha blusa
est ensopada e totalmente transparente. Eu estou molhada... em todos os lugares.
       -- Adoro essa vista, -- ele murmura e se inclina para roar o nariz em volta de um
mamilo molhado. Eu me contoro.
       -- Responda-me, Ana. Aqui ou no quarto?




164
       -- Aqui, -- eu sussurro freneticamente. Para o inferno com o corte de cabelo, eu o
fao mais tarde. Ele sorri lentamente, seus lbios se curvando em um sorriso sensual cheio
de promessas.
       -- Boa escolha, Sra. Grey, -- ele murmura contra meus lbios. Ele libera meu
queixo e sua mo se move para o meu joelho. Ele desliza suavemente para cima da minha
perna, levantando minha saia e roando sobre minha pele, me fazendo formigar. Seus
lbios trilham beijos suaves a partir da base de meu ouvido ao longo da minha mandbula.
       -- Oh, o que eu devo fazer para voc? -- Ele sussurra. Seus dedos param em cima
de minha meia. -- Eu gosto disso, -- ele diz. Ele passa um dedo pela abertura da meia e a
desliza em torno da minha coxa. Eu suspiro e contoro-me uma vez mais em seu colo.
       Ele geme, baixo em sua garganta. -- Se eu vou te foder em sete tons de domingo,
eu quero que voc fique quieta.
       -- Me faa, -- eu desafio, a minha voz suave e ofegante.
       Christian inala bruscamente. Ele aperta os olhos e me encara com uma expresso
quente.
       -- Oh, Sra. Grey. Voc s tem que pedir. -- Suas mos se movem de minha meia
at minha calcinha. -- Vamos tirar isso aqui de voc. -- Ele puxa suavemente e eu me
contoro para ajuda-lo. Sua respirao sibila por entre os dentes como eu.
       -- Fique quieta, -- ele resmunga.
       -- Eu estou apenas ajudando, -- eu resmungo, e ele aproveita que meu lbio
inferior esteja cado, e o morde suavemente.
       -- Quieta, -- ele rosna. Ele desliza minha calcinha pelas minhas pernas e as tira.
Puxando minha saia para cima de forma que esteja embolada em torno de meus quadris,
ele move as duas mos na minha cintura e me levanta. Ele ainda tem a minha calcinha na
mo.
       -- Sente. Monte em mim, -- ele ordena olhando fixamente em meus olhos. Eu
sento em cima dele e o encaro provocativamente. Pode vir, Cinqenta!
       -- Sra. Grey, -- avisa -- voc est me provocando? -- Ele olha para mim,
divertido, mas excitado.  uma combinao sedutora.
       -- Sim. O que voc vai fazer sobre isso?
       Seus olhos brilham de alegria com o meu desafio, e eu sinto sua excitao debaixo
de mim. -- Segure suas mos atrs das costas.


165
       Oh! Eu fao obedientemente e ele, habilmente prende meus pulsos com minha
calcinha.
       -- Minha calcinha? Sr. Grey, voc no tem vergonha, -- eu digo.
       -- No quando voc entra no meio, Sra. Grey, mas voc sabe disso. -- Seu olhar 
intenso e quente. Pondo as mos na minha cintura, ele me coloca um pouco mais para trs
em seu colo. A gua ainda escorre de seu pescoo e cai sobre seu peito. Eu quero me
curvar e lamber as gotas, mas  difcil agora que estou presa.
       Christian acaricia minhas coxas e desliza as mos at os joelhos. Gentilmente ele os
empurra ainda mais afastados um do outro, e abre suas prprias pernas, me equilibrando
em seu colo. Seus dedos se movem para os botes de minha blusa.
       -- Eu no acho que precisamos disso, -- ele diz. Ele comea metodicamente
desfazendo cada boto da minha blusa agarrada e molhada, seus olhos nunca deixando os
meus. Eles ficam mais e mais escuros enquanto ele termina a tarefa. Meu pulso acelera e
minha respirao  baixa. Eu no posso acreditar que, ele mal me tocou e eu me sinto
quente... pronta. Eu quero me contorcer. Ele deixa minha blusa mida aberta e, usando as
duas mos, ele acaricia meu rosto com seus dedos, seu polegar passando suavemente
sobre meu lbio inferior. De repente, ele empurra seu polegar em minha boca.
       -- Chupe, -- ele ordena em um sussurro, destacando o "ch". Eu fecho minha boca
em volta dele e fao o que pede. Oh... eu gosto desse jogo. Ele tem um gosto bom. O que
mais eu gosto de chupar? Os msculos de minha barriga apertam com o pensamento. Seus
lbios se partem quando eu raspo os dentes e mordo a parte macia de meu polegar.
       Ele geme e lentamente extrai o polegar molhado da minha boca e o arrasta pelo
meu queixo, na minha garganta, sobre o meu esterno. Ele o leva para o bojo de meu suti,
e o coloca para baixo, liberando meu peito.
       O olhar de Christian nunca deixa o meu. Ele est observando cada reao que seu
toque me provoca, e eu estou olhando para ele.  sexy. Consumidor. Possessivo. Eu amo
isso. Ele faz o mesmo com a outra mo, para que ambos os meus seios estejam livres e, os
segura suavemente, ele desliza cada polegar sobre um mamilo, circulando-o lentamente,
fazendo os endurecer e estender sobre seu toque hbil. Eu tento, eu realmente tento no
me mover, mas meus mamilos esto provocando um formigamento em minha virilha,
ento eu lamento e jogo minha cabea para trs, fechando os olhos e me entregando a essa
doce, doce tortura.


166
       -- Shh, -- a voz doce de Christian est sincronizada com o ritmo de seus dedos
perversos. -- Quieta, baby, quieta. -- Liberando um dos seios, ele coloca sua mo na
minha nuca. Inclinando-se para frente, ele pega meu mamilo e o suga com fora, seu
cabelo molhado me fazendo ccegas. Ao mesmo tempo, interrompe o seu polegar roando
meu outro mamilo. Em vez disso, ele o leva entre o meu indicador e meu polegar e os
torce suavemente.
       -- Ah! Christian! -- Eu gemo e me movo em seu colo. Mas ele no para. Ele
continua com a lenta, doce agonia. Meu corpo est queimando com o prazer se tornando
um tom mais escuro.
       -- Christian, por favor, -- eu choramingo.
       -- Hmm, ele cantarola baixo em seu peito. -- Eu quero que voc goze assim. --
Meu mamilo tem uma breve pausa enquanto suas palavras acariciam minha pele, e  como
se ele chamasse uma profunda, sombria parte do meu psicolgico que s ele conhece.
Quando ele recomea, com dentes dessa vez, o prazer  quase intolervel. Gemendo alto,
me contoro em seu colo, tentando achar alguma preciosa frico contra suas calas. Eu
puxo inutilmente meu pulsos contra as minhas algemas, louca para toc-lo, mas estou
perdida, perdida em sua traioeira sensao.
       -- Por favor, -- eu sussurro, implorando, e o prazer passa pelo meu corpo, do meu
pescoo at minhas pernas, meus dedos, apertando tudo em seu rastro.
       -- Voc tem belos seios, Ana, -- ele geme. -- Um dia eu vou fode-los.
       O que diabos isso significa? Abrindo os olhos, eu o observo enquanto ele me chupa,
minha pele cantando debaixo de seu toque. Eu j no sinto minha blusa molhada, seu
cabelo molhado... nada, exceto o que est queimando dentro de mim. E queima
deliciosamente quente e devagar, dentro de mim, e todo pensamento evapora enquanto
meu corpo aperta e aperta... pronto, alcanando... ansiando pela liberao. E ele no para
de provoca-lo me deixando louca. Eu quero... eu quero...
       -- Deixe ir, -- ele respira, e eu deixo, meu orgasmo convulsionando atravs de
meu corpo, e ele para sua doce tortura e envolve seus braos em torno de mim, segurando-
me a ele enquanto meu corpo gira no meu clmax. Quando eu abro meus olhos, ele est
olhando para mim, e eu descanso contra seu peito.
       -- Deus, eu amo ver voc gozar, Ana. -- Sua voz  cheia de admirao.
       -- Isso foi... -- Faltam-me palavras.


167
         -- Eu sei. -- Ele se inclina e me beija, a mo ainda em minha nuca, me deixando
parada, dobrando a cabea para que ele possa me beijar profundamente, com amor, com
reverncia.
         Eu estou perdida em seu beijo.
         Ele se afasta para respirar, com os olhos cor de uma tempestade tropical.
         -- Agora eu vou te foder, duro -- ele murmura.
         Puta merda. Me agarrando pela cintura, ele me levanta de suas coxas at a borda de
seus joelhos e atinge com a mo direita o boto do cs de suas calas navy. Ele corre os
dedos de sua mo esquerda para cima e para baixo da minha coxa, parando no comeo de
minhas meias a cada vez. Ele est me observando atentamente. Ns estamos cara a cara, e
estou indefesa amarrada em meu suti e minha calcinha, e isso tem que ser um dos
momentos mais ntimos que j tivemos, eu sentada em seu colo, olhando seus lindos olhos
cinzentos. Isso faz-me sentir desejada, mas tambm conectada a ele, eu no estou
envergonhada ou tmida. Esse  Christian, meu marido, meu amante, meu super protetor
megalomanaco, meu Cinqenta e o amor da minha vida. Ele pega seu zper, e minha boca
fica seca quando sua ereo se liberta.
         Ele sorri. -- Voc gosta? -- Ele sussurra.
         -- Hmm, -- eu murmuro apreciativamente. Ele envolve a mo em torno de si e
move para cima e para baixo... Oh meu. Eu olho para ele atravs de meus clios. Foda-se,
ele  to sexy.
         -- Voc est mordendo seu lbio, Sra. Grey.
         -- Isso  porque eu estou com fome.
         -- Com fome? -- Sua boca se abre em surpresa, e seus olhos se arregalam um
pouco.
         -- Hmm... -- Eu concordo e lambo os lbios.
         Ele me d seu sorriso enigmtico e morde o lbio inferior enquanto continua se
tocar. Porque a viso do meu marido dando prazer a ele mesmo  to excitante?
         -- Entendo. Voc deveria ter comido o seu jantar. -- Seu tom  irnico e de
censura. -- Mas talvez eu possa te obrigar. -- Ele coloca as mos na minha cintura. --
Fique de p, -- ele diz suavemente, e eu sei o que ele vai fazer. Eu fico de p, minhas
pernas no mais tremendo.
         -- Ajoelhe-se.


168
       Eu o obedeo e me ajoelho no cho frio de azulejo do banheiro. Ele desliza para
frente sobre o assento da cadeira.
       -- Beije-me, -- ele pronuncia, segurando sua ereo. Eu olho para ele, e ele dirige
sua lngua sobre os dentes superiores.  excitante, muito excitante, ver seu prazer, seu nu
desejo por mim e pela minha boca. Inclinando-se para frente, meus olhos no seu, eu beijo a
ponta de sua ereo. Eu o vejo inalar profundamente e cerrar os dentes. Christian inclina a
cabea e eu corro minha lngua pela ponta, provando seu sexo. Hmm... ele  gostoso. Sua
boca cai aberta ainda mais quando ele suspira e eu o ataco, puxando-o na minha boca e
chupando forte.
       -- Ah -- O ar sibila por entre seus dentes e ele flexiona os quadris para frente,
enfiando-o em minha boca. Mas eu no paro. Revisto meus dentes atrs de meus lbios, eu
empurro para baixo e, em seguida, para cima. Ele move as duas mos para que ele segure
minha cabea, enterrando seus dedos em meu cabelo e lentamente se move dentro e fora
de minha boca, sua respirao acelerando, crescendo. Eu rodo minha lngua ao redor de
sua ponta, e empurro para baixo de novo.
       -- Jesus, Ana. -- Ele suspira e aperta seus olhos. Ele est perdido e  inebriante sua
resposta a mim. A mim. Minha deusa interior poderia iluminar Escala, de to emocionada.
E muito lentamente eu volto meus lbios ao normal, libertando meus dentes.
       -- Ah! -- Christian para de se mover. Inclinando-se para frente, ele me agarra e me
coloca em seu colo.
       -- Basta! -- Ele rosna. Alcanando minhas mos, ele as liberta de minha calcinha.
Eu flexiono os pulsos e encaro atravs de meus clios os olhos escaldantes que me encaram
com amor e luxria. E eu percebo que sou eu que quero o foder em sete tons de domingo.
Eu o quero muito. Eu quero o ver gozando dentro de mim. Eu agarro sua ereo e o
encaro. Colocando minha outra mo em seu ombro, gentil e lentamente, eu me coloco em
cima dele. Ele faz um rudo gutural selvagem do fundo de sua garganta e, me alcanando,
puxa minha blusa, deixando-a cair no cho. Suas mos se movem para meus quadris.
       -- Quieta, -- ele murmura, suas mos me apertando. -- Por favor, deixe-me
saborear isso. Saborear voc.
       Eu paro. Oh meu...  to bom senti-lo dentro de mim. Ele acaricia o meu rosto, seus
olhos arregalados e selvagens, seus lbios se separando quando respira. Ele se flexiona
embaixo de mim, e eu gemo, fechando meus olhos.


169
       -- Este  o meu lugar favorito, -- ele sussurra. -- Dentro de voc. Dentro da minha
esposa.
       Oh merda. Christian. Eu no posso segurar isso. Meus dedos deslizam em seu cabelo
molhado, meus lbios procuram os seus, e eu comeo a me mover. Para cima e para baixo,
saboreando-o, saboreando-me. Ele geme alto, e suas mos esto em meu cabelo e em
minhas costas, e sua lngua invade minha boca avidamente. Aps nossa discusso hoje,
minha frustrao com ele, sua comigo, ainda temos isso. Ns sempre teremos isso. Eu o
amo muito,  quase irresistvel. Suas mos vo para meu traseiro, e ele me controla, me
movendo para cima e para baixo, de novo e de novo, no seu ritmo.
       -- Ah, -- eu gemo impotente em sua boca.
       -- Sim. Sim, Ana -- ele sibila, e eu beijo seu rosto, sua bochecha, sua mandbula,
seu pescoo. -- Baby, -- ele respira.
       -- Oh, Christian, eu te amo. Eu vou sempre te amar. -- Estou sem flego, querendo
que ele saiba, querendo que ele no se esquea de mim depois de nossa discusso de hoje.
       Ele geme alto e envolve seus braos em volta de mim firmemente enquanto ele
goza com um soluo triste e  o suficiente, o suficiente para me empurrar para a beira mais
uma vez. Eu agarro meus brao em volta de sua cabea e gozo em torno dele, as lgrimas
brotando em meus olhos porque eu o amo muito.


       -- Ei, ele sussurra, inclinando meu queixo para trs e olhando para mim com
preocupao tranqila.
       -- Por que voc est chorando? Eu te machuquei?
       -- No, -- eu murmuro tranquilizadoramente. Ele tira o cabelo de meu rosto,
enxuga uma lgrima solitria com um polegar e ternamente beija meus lbios. Ele ainda
est dentro de mim. Ele se move, e eu estremeo quando ele sai de dentro de mim.
       -- O que h de errado, Ana? Diga-me.
       Eu soluo. --  que...  que s vezes eu sou oprimida por quanto eu te amo, -- eu
sussurro.
       Depois de um segundo, ele sorri seu sorriso tmido especialmente reservado para
mim. -- Voc tem o mesmo efeito em mim, -- ele sussurra, e me beija mais uma vez. Eu
sorrio e minha deusa interior pula de alegria e se espreguia.
       -- Eu tenho?


170
       Ele sorri. -- Voc sabe que tem.
       -- Algumas vezes eu sei. No o tempo todo.
       -- O mesmo, Sra. Grey, -- ele sussurra.
       Eu sorrio e gentilmente o beijo suavemente sobre o peito. Eu acaricio seu pelo do
peito. Christian acaricia meu cabelo e passa a mo nas minhas costas. Ele tira meu suti e
puxa a ala para debaixo de um brao. Eu me movo, e ele puxa a outra ala para baixo do
outro brao e meu suti cai no cho.
       -- Hmm... Pele sobre pele, -- ele murmura apreciativamente e me coloca em seus
braos novamente. Ele beija meu ombro e corre o nariz no meu ouvido. -- Voc cheira
como o cu, Sra. Grey.
       -- Voc tambm, Sr. Grey. -- Eu o acaricio novamente e inalo seu cheiro, que agora
est misturado com o perfume inebriante do sexo. Eu poderia ficar em seus braos assim,
satisfeita e feliz, pra sempre.  tudo o que eu preciso depois de um dia cheio de-volta-ao-
trabalho. Aqui  onde eu quero estar, e apesar de sua obsesso por controle, sua
megalomania,  aqui que eu perteno. Christian enterra seu nariz no meu cabelo e inala
profundamente. Deixo escapar um suspiro de satisfao, e eu sinto o seu sorriso. E nos
sentamos, abraados ainda, sem dizer nada.
       Eventualmente, a realidade volta  tona.
       --  tarde, -- diz Christian, seus dedos acariciando minhas costas metodicamente.
       -- Seu cabelo ainda precisa de um corte.
       Ele ri. -- Precisa mesmo, Sra. Grey. Voc tem energia para terminar o trabalho que
voc comeou?
       -- Para voc, Sr. Grey, qualquer coisa. -- Eu beijo seu peito mais uma vez, e
relutantemente fico em p.
       -- No v. -- Agarrando meus quadris, ele se vira em torno de mim. Ele se
endireita e desfaz minha saia, deixando-a cair no cho. Ele segura minha mo enquanto eu
tiro minha saia. Agora estou vestida apenas com meias e cinta-liga.
       -- Voc  uma viso muito boa, Sra. Grey. -- Ele senta na cadeira e cruza os braos,
dando-me uma avaliao completa e franca.
       Eu estendo minhas mos e giro para ele.
       -- Deus, eu sou um sortudo filho da puta, -- ele diz com admirao.
       -- Sim, voc .


171
        Ele sorri. -- Ponha minha camisa para cortar meu cabelo. Desse jeito, voc vai me
distrair e ns nunca iramos para a cama.
        Eu no consigo evitar um sorriso. Sabendo que ele est observando todos os meus
movimentos, eu rebolo at onde deixei meus sapatos e sua camisa. Dobro-me lentamente,
alcanando a camisa, a cheirando, hmm, ento a coloco.
        Os olhos de Christian esto arregalados. Ele fechou o zper de sua cala e est me
observando atentamente.
        -- Isso  um belo show, Sra. Grey.
        -- Temos alguma tesoura? -- Pergunto inocentemente, batendo meus clios.
        -- Meu escritrio, -- ele diz.
        -- Eu vou procurar. -- Deixando-o, eu entro em nosso quarto e agarro meu pente
da mesa antes de ir para seu escritrio. Quando vou para o corredor principal, eu percebo
que a porta do escritrio de Taylor est aberta. Sra. Jones est de p atrs da porta. Eu
paro, presa ao cho.
        Taylor est correndo os dedos pelo seu rosto e sorrindo docemente para ela. Depois
ele se inclina e a beija.
        Puta merda! Taylor e Sra. Jones? Eu pasmo, quer dizer, eu pensei... bem, eu meio que
suspeitava. Mas, obviamente, eles esto juntos! Eu coro, me sentindo uma intrusa, e
consigo fazer meus ps se movimentarem. Eu vou at a sala grande para o escritrio de
Christian. Acendo a luz, e vou para sua mesa. Taylor e Sra. Jones... Uau! Estou em choque.
Eu sempre pensei que a Sra. Jones era mais velha que Taylor. Oh, que tenho que pensar
sobre isso. Eu abro a gaveta de cima e imediatamente me distraio quando encontro uma
arma. Christian tem uma arma!
        Um revlver. Puta merda! Eu no tinha ideia de que Christian tinha uma arma. Eu a
pego e verifico o cilindro. Est totalmente carregada, mas est leve... muito leve. Deve ser
de fibra de carbono. O que Christian quer com uma arma? Caramba, eu espero que ele
saiba como us-la. Os sermes eternos de Ray sobre revlveres passam pela minha mente.
Seu treinamento de soldado nunca foi esquecido. Isso pode te matar, Ana. Voc precisa saber o
que est fazendo quando segurar uma arma de fogo. Eu coloco a arma de lado e encontro a
tesoura. Guardando a arma, eu corro para Christian, minha cabea zumbindo. Taylor e
Sra. Jones... o revlver...
        Na entrada para a sala grande, eu me deparo com Taylor.


172
          -- Sra. Grey, me desculpe. Seu rosto cora assim que v minha roupa.
          -- Hmm, Taylor... oi... hmm. Estou cortando o cabelo de Christian! -- Eu digo,
envergonhada. Taylor est to mortificado quanto eu. Ele abre a boca para dizer alguma
coisa, mas a fecha rapidamente e fica de lado.
          -- Depois de voc, senhora, -- ele diz formalmente. Eu acho que estou da cor do
meu antigo Audi. Jesus. Tem como isso ser mais embaraoso?
          -- Obrigada, -- eu murmuro e vou para o corredor. Merda! Ser que um dia vou
me acostumar com o fato de que no estamos sozinhos? Eu corro para o banheiro, sem
flego.
          -- O que h de errado? -- Christian est de p em frente ao espelho, segurando
meus      sapatos.    Todas   as   minhas    roupas   espalhadas   agora   esto   empilhadas
ordenadamente ao lado da pia.
          -- Eu acabei de esbarrar em Taylor.
          -- Oh. -- Christian franze a testa. -- Vestida assim.
          Oh merda! -- Isso no  culpa de Taylor.
          Christian franze mais a testa. -- No, mas mesmo assim.
          -- Eu estou vestida.
          -- Quase.
          -- Eu no sei quem ficou mais constrangido, eu ou ele. -- Eu tento distrai-lo. --
Voc sabia que ele e Gail esto... bem, juntos?
          Christian ri. -- Sim, claro que eu sabia.
          -- E voc nunca me contou?
          -- Eu pensei que voc soubesse, tambm.
          -- No.
          -- Ana, eles so adultos. Eles vivem debaixo do mesmo teto. Os dois sem
compromisso. Os dois atraentes.
          Eu coro, me sentindo tola por nunca ter notado.
          -- Bem, colocando assim... eu pensei que Gail era mais velha que Taylor.
          -- Ela , mas no muito. -- Ele me encara, perplexo. -- Alguns homens de
mulheres mais velhas -- e para abruptamente, seus olhos se arregalando.
          Eu franzo minha testa para ele. -- Eu sei disso, -- eu digo abruptamente.




173
          Christian parece arrependido. Ele sorri carinhosamente para mim. Sim! Minha
tcnica de distrao funcionou! Meu subconsciente revira os olhos para mim, mas a que
custo? Agora a inominvel Sra. Robinson est pairando sobre ns.
          -- Isso me lembra, -- ele diz brilhantemente.
          -- O que? -- murmuro petulantemente. Agarrando a cadeira, eu a coloca de frente
para o espelho acima das pias. -- Sente-se, -- eu ordeno. Christian me encara com
diverso indulgente, mas ele me obedece e senta na cadeira. Eu comeo a pentear seus
cabelos midos.
          -- Eu estava pensando que ns poderamos converter os quartos sobre as garagens
para eles em nossa nova casa, -- Christian continua. -- Fazer de l uma casa para eles.
Ento, talvez, a filha de Taylor poderia ficar com ele mais vezes. -- Ele me olha
cuidadosamente no espelho.
          -- Por que ela no fica aqui?
          -- Taylor nunca me pediu.
          -- Talvez voc devesse oferecer. Mas ns teramos que nos comportar.
          Christian franze a testa. -- Eu nunca tinha pensado nisso.
          -- Talvez seja por isso que Taylor nunca pediu. Voc j a conheceu?
          -- Sim. Ela  uma menininha muito doce. Tmida. Muito bonita. Eu pago sua
escola.
          Oh! Eu paro de pentear e olho para ele no espelho.
          -- Eu no fazia a menor idia.
          Ele d de ombros. -- Parecia o mnimo que eu poderia fazer. Alm disso, o impede
de se demitir.
          -- Eu tenho certeza que ele gosta de trabalhar para voc.
          Christian olha para mim, sem expresso, ento d de ombros. -- Eu no sei.
          -- Eu acho que ele gosta muito de voc, Christian. -- Eu digo enquanto penteio seu
cabelo e olho para ele. Seus olhos no deixam os meus.
          -- Voc acha?
          -- Claro que sim.
          Ele bufa um som desdenhoso como se tivesse secretamente satisfeito que seus
funcionrios possam gostar dele.
          -- timo. Vai falar com Gia sobre os quartos a mais na garagem?


174
       -- Sim,  claro. -- Eu no sinto a mesma irritao que eu tinha antes com a meno
de sue nome. Meu subconsciente acena sabiamente para mim. Sim... fomos bem hoje. Minha
deusa interior regozija. Agora ela vai deixar meu marido sozinho e no faz-lo
desconfortvel.
       Estou pronta para cortar o cabelo de Christian. -- Voc tem certeza disso?  sua
ltima chance de desistir.
       -- Faa o seu pior, Sra. Grey. Eu no preciso olhar pra mim, voc que precisa.
       Eu sorrio. -- Christian, eu poderia te observar o dia todo.
       Ele balana a cabea exasperado. --  apenas um rosto bonito, baby.
       -- E por trs disso est um homem muito bonito. -- Eu beijo sua tmpora. -- Meu
homem.
       Ele sorri timidamente.
       Levantando a primeira mecha, eu penteio para cima e a seguro entre meu dedo
indicador e o mdio. Eu coloco o pente em minha boca, pego a tesoura e fao o primeiro
corte, um centmetro do comprimento. Christian fecha os olhos, senta-se como uma
esttua, suspirando contente enquanto eu continuo. Ocasionalmente, ele abre os olhos, e
eu o pego me observando atentamente. Ele no me toca enquanto eu trabalho, e eu sou
grata. Seu toque... me distrai.
       Quinze minutos mais tarde, eu termino.
       -- Pronto. -- Estou satisfeita com o resultado. Ele est to sexy como nunca, seu
cabelo tambm, apenas um pouco mais curto.
       Christian olha para si mesmo no espelho, olhando agradavelmente surpreendido.
Ele sorri. -- timo trabalho, Sra. Grey. -- Ele vira a cabea de lado e coloca seu brao ao
redor de mim. Puxando-me para ele, ele me beija.
       -- Obrigado, -- diz ele.
       -- O prazer  meu. -- Eu me curvo e o beijo brevemente.
       --  tarde. Cama. -- Ele d um tapa em meu traseiro.
       -- Ah! Eu deveria limpar aqui. -- H cabelo por todo o cho.
       Christian franze a testa, como se o pensamento nunca tivesse ocorrido a ele. -- Ok,
eu vou pegar a vassoura, -- ele diz ironicamente. -- Eu no quero que voc constranja os
funcionrios com sua roupa inapropriada.
       -- Voc sabe onde fica a vassoura? -- Pergunto inocentemente.


175
       Isso interrompe Christian. -- Hmm... no.
       Eu rio. -- Eu vou.


       Quando eu subo na cama e espero Christian se juntar a mim, eu reflito sobre o
quo diferente esse dia poderia ter terminado. Eu estava to brava com ele antes, e ele
comigo. Como eu vou lidar com sua bobagem de eu ser dona de uma empresa? Eu no
tenho vontade de ter minha prpria empresa. Eu no sou como ele. Eu preciso chegar l
por mim mesma. Talvez eu deveria ter uma palavra de segurana pra quando ele est
sendo superprotetor e dominante, pra quando ele est sendo um idiota. Eu rio. Talvez a
palavra de segurana devesse ser idiota. Acho o pensamento muito atraente.
       -- O que? -- Ele diz quando sobe na cama ao meu lado, vestindo apenas as calas
de seu pijama.
       -- Nada, apenas uma idia.
       -- Que idia? -- Ele se espreguia ao meu lado.
       Daqui no vai sair nada. -- Christian, eu no acho que eu quero ter uma empresa.
       Ele se apia sobre os cotovelos e olha para mim. -- Por que voc diz isso?
       -- Porque no  algo que me atraia.
       -- Voc  mais do que capaz, Anastasia.
       -- Eu gosto de ler livros, Christian. Chefiar uma empresa vai tirar isso de mim.
       -- Voc pode fazer parte do pessoal da criatividade.
       Eu franzo a testa.
       -- Veja, -- ele continua, -- ser dono de uma empresa de sucesso tem tudo a ver
sobre abraar o talento individual que voc tem  sua disposio. Se isso  onde seus
interesses e talentos esto, ento estruture a empresa para isso ser possvel. No rejeite isso
logo de cara, Anastasia. Voc  uma mulher muito capaz. Eu acho que voc pode fazer o
que quiser, se voc se empenhar para isso.
       Uau! Como ele pode saber que eu sou to boa nisso?
       -- Eu tambm estou preocupada de que isso v ocupar muito do meu tempo.
       Christian franze a testa.
       -- Tempo que eu poderia dedicar a voc. -- Eu implanto minha arma secreta.
       Seu olhar escurece. -- Eu sei o que voc est fazendo, -- ele murmura, divertido.
       Droga!


176
         -- O que? -- Eu finjo inocncia.
         -- Voc est tentando me distrair do tema em questo. Voc sempre faz isso.
Apenas no descarte essa idia, Ana. Pense sobre isso,  tudo que eu peo. -- Ele se inclina
e me beija docemente, em seguida desliza o dedo em meu rosto. Essa discusso nunca vai
acabar. Eu sorrio para ele, e me lembro de algo que ele disse mais cedo.
         -- Posso te perguntar uma coisa? -- Minha voz  suave, hesitante.
         --  claro.
         -- Hoje cedo, voc disse que se eu estava com raiva de voc, eu deveria descontar
isso na cama. O que voc quis dizer com isso?
         Ele para. -- O que voc acha que eu quis dizer?
         Puta merda! Eu deveria apenas dizer a ele de uma vez. -- Que voc queria que eu te
amarrasse.
         Suas sobrancelhas arqueiam com surpresa. -- Hmm... no. No foi isso que eu quis
dizer.
         -- Oh. -- Estou surpresa com a pontada de decepo em minha voz.
         -- Voc quer me amarrar? -- Ele pergunta, obviamente lendo minha expresso. Ele
parece chocado. Eu coro.
         -- Bem...
         -- Ana, eu -- ele para, e algo escuro atravessa seu rosto.
         -- Christian, -- eu sussurro, alarmada. Eu me movo, de modo que estou ao seu
lado, apoiada sobre meu cotovelo como ele. Eu acaricio seu rosto. Seus olhos esto grandes
e com medo. Ele balana a cabea tristemente.
         Merda! -- Christian, pare. No importa. Eu pensei que era o que voc quis dizer.
         Ele pega a minha mo e a coloca em seu corao batendo. Porra! O que  isso?
         -- Ana, eu no sei como me sinto sobre voc me tocando se estiver amarrado.
         Meu couro cabeludo se arrepia.  como se ele estivesse confessando algo profundo
e escuro.
         -- Isso ainda  muito novo. -- Sua voz  baixa.
         Foda-se. Foi apenas uma pergunta, e eu percebo que ele j fez muito progresso,
mas ainda h um longo caminho a percorrer. Oh, Cinqenta, Cinqenta, Cinqenta. Meu
corao se aperta de ansiedade. Eu me inclino para ele e ele no se move, mas eu planto
um beijo suave no canto de sua boca.


177
       -- Christian, eu me enganei. Por favor, no se preocupe com isso. Por favor, no
pense sobre isso. -- Eu o beijo. Ele fecha os olhos e retribui, empurrando-me no colcho,
com as mos apertando meu queixo. E logo estamos perdidos... um no outro.




                                        Captulo 09
       Quando eu acordo antes do despertador tocar na manh seguinte, Christian est
enrolado em mim, com a cabea no meu peito, o brao em volta da minha cintura, e sua
perna entre as minhas. E ele est do meu lado da cama.  sempre a mesma coisa, se
discutimos na noite anterior,  assim que ele acaba, enrolado em torno de mim, me
deixando quente e incomodada.
       Oh, Cinqenta. Ele  to carente em algum nvel. Quem imaginaria? A familiar viso
de Christian como um menininho miservel e sujo me assombra. Gentilmente, eu acaricio
seu cabelo mais curto e esqueo-me de minha melancolia. Ele se agita, e seus olhos
sonolentos encontram o meu. Ele pisca duas vezes e acorda.
       -- Oi, -- ele murmura e sorri.
       -- Oi. -- Adoro acordar com seu sorriso.
       Ele roa o nariz em meus seios e murmura apreciativamente. Sua mo viaja para
baixo da minha cintura, roando sobre o cetim fresco da minha camisola.
       -- Mas que pedao de mau caminho voc , -- resmunga. -- Mas, por mais
tentadora que voc seja, -- ele olha para o alarme, -- eu tenho que me levantar. -- Ele se
espreguia, se desenrola de mim e levanta.
       Eu deito, colocando minhas mos em volta da minha cabea e aproveito o show,
Christian tirando a roupa para tomar banho. Ele  perfeito. Eu no mudaria um fio de
cabelo da sua cabea.
       -- Admirando a vista, Sra. Grey? -- Christian levanta uma sobrancelha
sarcasticamente para mim
       --  uma bela vista, Sr. Grey.
       Ele ri e joga sua cala de pijama em mim e elas quase atingem meu rosto, mas eu as
pego bem a tempo, rindo como uma colegial. Com um sorriso malicioso, ele tira o
edredom, coloca um joelho na cama, agarra meus tornozelos, e me arrasta para ele,



178
fazendo com que minha camisola suba. Eu grito, e ele rasteja at o meu corpo arrastando
beijinho no meu joelho, minha coxa... Meu... Oh... Christian!


       -- Bom dia, Sra. Grey, -- Sra. Jones me cumprimenta. Eu coro, envergonhada por
t-la flagrado com o Taylor na noite anterior.
       -- Bom dia, -- eu respondo a ela, que me entrega uma xcara de ch. Sento-me no
banco do bar ao lado do meu marido, que est radiante: recm-banhado, seu cabelo
mido, vestindo uma camisa branca e a sua famosa gravata cinza-prata. Minha favorita.
Eu tenho bastante lembranas dessa gravata.
       -- Como vai, Sra. Grey? -- Ele pergunta, seus olhos quentes.
       -- Eu acho que voc sabe, Sr. Grey. -- Eu o encaro atravs de meus clios.
       Ele sorri. -- Coma, -- ele ordena. -- Voc no comeu ontem.
       Oh, Cinqenta mando!
       -- Isso  porque voc estava sendo um idiota.
       Sra. Jones deixa cair algo que faz barulho na pia, me fazendo pular. Christian
parece alheio ao barulho. Ignorando-a, ele me encara impassivelmente.
       -- Idiota ou no, coma. -- Seu tom  srio. Sem discusso com ele.
       -- Ok! Pegando a colher, como a granola, -- murmuro como uma adolescente
petulante. Eu alcano o iogurte grego e como meu cereal seguido por mirtilos. Eu olho
para a Sra. Jones e ela me chama a ateno. Eu sorrio, e ela responde com um sorriso
caloroso dela. Ela me proporcionou o caf da manh de minha escolha.
       -- Talvez eu tenha que ir a Nova York no final de semana. -- Christian anuncia,
interrompendo meu devaneio.
       -- Oh.
       -- Eu vou ficar uma noite fora. Eu quero que voc venha comigo.
       -- Christian, eu no vou tirar o dia de folga.
       Ele me d seu olhar oh-realmente-mas-eu-sou-o-chefe.
       Eu suspiro. -- Eu sei que voc  dono da empresa, mas eu estive fora por trs
semanas. Por favor. Como voc espera que eu seja dona de uma empresa, se eu nunca
estiver l? Eu vou ficar bem aqui. Eu estou supondo que voc v levar Taylor com voc,
mas Sawyer e Ryan ficaro aqui, -- eu paro, porque Christian est rindo de mim. -- O
que? -- Eu falo.


179
        -- Nada. S voc, -- diz ele.
        Eu franzo a testa. Ser que ele est rindo de mim? Ento um pensamento
desagradvel aparece em minha mente. -- Como voc vai para Nova York?
        -- Com o jato da empresa, por qu?
        -- Eu s queria saber se voc ia de Charlie Tango. -- Minha voz  calma, e um
arrepio percorre minha espinha. Eu me lembro da ltima vez que ele voou em seu
helicptero. Uma onda de nusea me atinge quando eu me lembro das horas que passei
ansiosa  espera de notcias. Isso foi, possivelmente, o momento mais terrvel da minha
vida. Percebo que Sra. Jones enrijeceu tambm. Eu tento descartar o pensamento.
        -- Eu no voaria para Nova York no Charlie Tango. Ela no tem esse tipo de
alcance. Alm disso, ela no vai voltar da mecnica por pelo menos duas semanas.
        Graas a Deus. Meu sorriso  parte por causa do alvio, mas tambm do
conhecimento que o falecimento de Charlie Tango tem ocupado uma grande parte dos
pensamentos de Christian nas ltimas semanas.
        -- Bem, estou feliz que ela est quase consertada, mas -- eu paro. Deveria lhe
contar o quo nervosa eu ficarei quando ele voar?
        -- O que? -- Ele pergunta enquanto termina seu omelete.
        Eu dou de ombros.
        -- Ana? -- Ele diz mais severamente.
        -- Eu s... voc sabe. ltima vez que voc voou nela... Eu pensei que, pensamos
que voc, -- Eu no consigo terminar a frase, e a expresso de Christian suaviza.
        -- Ei. -- Ele acaricia meu rosto com as costas de seus dedos. -- Aquilo foi
sabotagem. -- Uma expresso sombria cruza o seu rosto, e por um momento eu me
pergunto se ele sabe quem foi o responsvel.
        -- Eu no suportaria perder voc, -- murmuro.
        -- Cinco pessoas foram demitidas por causa disso, Ana. Isso no vai acontecer de
novo.
        -- Cinco?
        Ele concorda, seu rosto srio.
        Puta merda!
        -- Isso me lembra. Tem uma arma em sua mesa do escritrio.




180
       Ele franze a testa por causa do meu tom acusador, embora eu no tenha dito desse
jeito. --  de Leila, -- ele diz finalmente.
       -- Est carregada.
       -- Como voc sabe? -- Ele franze ainda mais a testa.
       -- Eu verifiquei ontem.
       Ele me encara. -- Eu no quero voc brincando com armas por a. Eu espero que
voc tenha ativado a trava de segurana.
       Eu pisco para ele, momentaneamente atordoada. -- Christian no h nenhuma
segurana naquele revlver. Voc no sabe nada sobre armas?
       Seus olhos se arregalam. -- Hmm... no.
       Taylor tosse discretamente na entrada. Christian acena para ele.
       -- Ns temos que ir, -- Christian diz. Ele levanta, distrado, e desliza sobre o seu
palet cinza. Eu o sigo pelo corredor.
       Ele tem a arma de Leila. Estou chocada com a notcia e rapidamente imagino o que
aconteceu com ela. Ela ainda est em, onde ela est? Leste alguma coisa. New Hampshire?
Eu no me lembro.
       -- Bom dia, Taylor, -- diz Christian.
       -- Bom dia, Sr. Grey, Sra. Grey. -- Ele acena para ns dois, mas  cuidadoso de no
me olhar nos olhos. Sou grata, lembrando o meu estado de nudez quando nos esbarramos
na noite passada.
       -- Eu vou escovar meu dentes, -- murmuro. Christian sempre escova os dentes
antes do caf da manh. Eu no sei por qu.


       -- Voc deveria pedir para Taylor te ensinar a atirar, -- eu digo quando estamos no
elevador. Christian olha para mim, divertido.
       -- Agora? -- Ele diz secamente.
       -- Sim.
       -- Anastasia, desprezo as armas. Minha me ajudou vrias vtimas de tiro, e meu
pai  veementemente contra armas. Eu cresci com seu carter. Eu apoio pelo menos duas
iniciativas de controle de armas em Washington.
       -- Oh. Taylor carrega arma?
       Christian franze a boca.


181
         -- s vezes.
         -- Voc no aprova? -- Eu pergunto enquanto Christian me guia para fora do
elevador no piso trreo.
         -- No, -- ele diz, seus lbios franzidos. -- Vamos apenas dizer que Taylor e eu
temos diferentes opinies sobre controle de armas. -- Estou com Taylor nisso.
         Christian mantm a porta do foyer aberta e eu vou em direo ao carro. Ele no me
deixa dirigir sozinha para SIP desde que descobriu que Charlie Tango foi sabotado.
Sawyer sorri agradavelmente, segurando a porta aberta para mim, enquanto Christian e
eu subimos no carro.
         -- Por favor. -- Eu vou ao lado de Christian e agarro sua mo.
         -- Por favor o que?
         -- Aprenda a atirar.
         Ele rola os olhos para mim. -- No. Fim de discusso, Anastasia.
         E eu sou novamente uma criana que precisa ser repreendida. Eu abro minha boca
para dizer algo, mas decido que no quero comear meu dia de trabalho de mau humor.
Cruzo os braos uma vez e vejo Taylor olhando para mim no espelho retrovisor. Ele desvia
o olhar, concentrando-se na rua em frente, mas balana a cabea um pouco, em frustrao
bvia.
         Hmm... Christian o deixa bravo, tambm, s vezes. O pensamento me faz sorrir, e meu
humor se recupera.
         -- Onde est a Leila? -- Eu pergunto enquanto Christian olha pela janela.
         -- Eu j te disse. Ela est em Connecticut com seus amigos. -- Ele olha para mim.
         -- Voc checou? Afinal de contas, ela tem cabelo longo, podia muito bem ter sido
ela no Dodge.
         -- Sim, eu chequei. Ela est matriculada em uma escola de arte em Hamden. Ela
comeou esta semana.
         -- Voc falou com ela? -- Eu sussurro, todo o sangue drenado do meu rosto.
         Christian vira a cabea assim que percebe o tom de minha voz.
         -- No. Flynn falou. -- Ele procura em meu rosto por uma pista para os meus
pensamentos.
         -- Entendo, -- eu murmuro, aliviada.
         -- O que?


182
       -- Nada.
       Christian suspira. --Ana. O que foi?
       E dou de ombros, no querendo admitir meu cime irracional.
       Christian continua, -- eu estou mantendo ela sobre controle, verificando se ela est
do outro lado do continente. Ela est melhor, Ana. Flynn a encaminhou a um psiquiatra
em Nova Haven, e todos os relatrios so muito positivos. Ela sempre foi interessada em
arte, ento... -- Ele para, seu rosto ainda procurando o meu. E nesse momento eu suspeito
que ele est pagando por suas aulas de arte. Eu quero saber? Devo perguntar-lhe? Quero
dizer, no  como se ele no pudesse pagar, mas por que ele sente a obrigao? Eu suspiro.
A bagagem de Christian dificilmente se compara a Bradley Kent da aula de biologia e sua
tentativa de beijo meia-lua. Christian alcana minha mo.
       -- No se preocupe com isso, Anastasia, -- ele murmura, e eu aperto sua mo em
correspondncia. Eu sei que ele est fazendo o que acha que est certo.


       No meio da manh eu tenho uma pausa nas reunies. Quando eu pego o telefone
para ligar para Kate, eu noto um e-mail de Christian.


De: Christian Grey
Assunto: Lisonjeado
Data: 23 de Agosto de 2011 09:54
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey
Eu recebi trs elogios pelo meu novo corte de cabelo. Elogios vindo de meus funcionrios
 novidade. Deve ser o sorriso ridculo que fico no rosto quando penso sobre noite
passada. Voc realmente  uma maravilhosa, talentosa e linda mulher.
E toda minha.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Eu derreto ao ler.


De: Anastasia Grey
Assunto: Tentando me concentrar aqui.
Data: 23 de Agosto de 2011 10:48
Para: Christian Grey



183
Sr. Grey
Estou tentando trabalhar e no quero ser distrada por lembranas deliciosas.
Agora  a hora de confessar que eu cortava o cabelo de Ray regularmente? Eu no tinha
idia que esse treino seria to til.
E sim, eu sou sua, e voc, meu querido superprotetor marido que se recusa a exercer seu
direito constitucional sob a segunda alterao de portar armas,  meu. Mas no se
preocupe, porque irei te proteger. Sempre.

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Annie Oakley
Data: 23 de Agosto de 2011 10:53
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey
Estou muito contente de ver que voc falou com o departamento de IT e mudou o seu
nome. :D.
Vou dormir na minha cama seguro sabendo que minha esposa dorme com a arma em
punho ao meu lado.

Chrisitian Grey
CEO & Hoplofbico, Grey Enterprises Holding Inc.


       Hoplofbico? Que diabos  isso?


De: Anastasia Grey
Assunto: Palavras longas
Data: 23 de Agosto de 2011 10:58
Para: Christian Grey

Sr. Grey
Mais uma vez voc me deslumbra com sua destreza lingustica.
Na verdade, sua destreza em geral, e eu acho que voc sabe a o que estou me referindo.

Anastasia Grey
Editora de Comissonamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Gasp!
Data: 23 de Agosto de 2011 11:01
Para: Anastasis Grey

Sra. Grey


184
Voc est flertando comigo?

Christian Grey
Chocado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


De: Anastasia Grey
Assunto: Voc preferia...
Data: 23 de Agosto de 2011 11:04
Para: Christian Grey

Que eu flertasse com outra pessoa?

Anastasia Grey
Corajosa Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Grrrrr
Data: 23 de Agosto de 2011 11:09
Para: Anastasia Grey

NO!

Christian Grey
CEO Possessivo, Grey Enterprises Holdings Inc.


De: Anastasia Grey
Assunto: Uau...
Data: 23 de Agosto de 2011 11:14
Para: Christian Grey

Voc est rosnando para mim? Porque isso  meio sexy.

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento Contorcendo-se (no bom sentido), SIP


De: Christian Grey
Assunto: Cuidado
Data: 23 de Agosto de 2011 11:16
Para: Anastasia Grey

Flertando e brincando comigo, Sra. Grey?
Posso lhe fazer uma visita esta tarde.

Christian Grey
Excitado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.



185
De: Anastasia Grey
Assunto: Oh no!
Data: 23 de Agosto de 2011 11:20
Para: Christian Grey

Vou me comportar. Eu no gostaria que o patro do patro do meu patro ficasse em cima
de mim no trabalho. ;)
Agora me deixe continuar com meu trabalho. O patro do patro do meu patro pode
chutar minha bunda.

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: & *% $ & * & *
Data: 23 de Agosto de 2011 11:23
Para: Anastasia Grey

Acredite em mim quando eu digo que h muitas coisas que ele gostaria de fazer com o seu
traseiro agora. Chut-la no  uma delas.

Christian Grey
CEO & Homem bunda, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Sua resposta me faz rir


De: Anastasia Grey
Assunto: V embora!
Data: 23 de Agosto de 2011 11:26
Para: Christian Grey

Voc no tem um imprio para dominar?
Pare de me incomodar.
Meu prximo compromisso  aqui.
Eu pensei que voc fosse um homem peito...
Pense sobre minha bunda, e eu vou pensar sobre a sua...
ETA (eu te amo) x

Anastasia Grey
Editora Agora Molhada de Comissionamento, SIP


       Eu no consigo melhorar meu humor deprimido quando Sawyer me leva para o
escritrio Quinta-feira. A temida viagem de negcios de Christian aconteceu, e embora ele




186
s tenha ido por algumas horas, eu j sinto falta dele. Eu corro at o meu computador e
tem um e-mail esperando por mim. Meu humor melhora imediatamente.


De: Christian Grey
Assunto: J estou com saudades
Data: 25 de Agosto de 2011
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey
Voc estava adorvel esta manh.
Comporte-se enquanto eu estiver fora.
Eu te amo.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Esta ser a primeira noite que dormimos longe um do outro desde o nosso
casamento. Vou sair pra beber com Kate, o que dever me ajudar a dormir.
Impulsivamente, mando um e-mail para ele de volta, embora saiba que ele ainda esteja no
vo.


De: Anastasia Grey
Assunto: Comporte-se!
Data: 25 de Agosto de 2011 09:03
Para: Christian Grey

Avise-me quando o avio pousar, vou ficar preocupada at voc avisar.
E vou me comportar. Quero dizer, quantos problemas posso me meter com Kate?

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


       Eu clico em enviar e saboreio meu caf com leite, cortesia de Hannah. Quem diria
que eu ia gostar tanto de caf? Apesar do fato que vou sair com Kate essa noite, eu sinto
como se um pedao de mim estivesse faltando. No momento, est a 35 mil ps em algum
lugar acima do Centro-Oeste a caminho de Nova York. Eu no sabia que eu me sentiria to
instvel e ansiosa s porque Christian est distante. Certamente depois de um tempo eu
no vou sentir essa perda e incerteza, no ? Solto um suspiro e continuo meu trabalho.




187
       Na hora do almoo, eu comeo a verificar meu e-mail e meu BlackBerry
loucamente por um texto de Christian. Onde ele est? Ser que ele pousou em segurana?
Hannah pergunta se quero almoar, mas estou muito apreensiva e digo que no. Eu sei
que  irracional, mas eu preciso ter certeza que ele chegou em segurana.
       O telefone de meu escritrio toca, me assustando. -- Ana St-Grey.
       -- Oi. -- A voz de Christian  quente com um trao de diverso. Alivio inunda
meu corpo.
       -- Oi. -- Estou sorrindo de orelha a orelha. -- Como foi seu vo?
       -- Longo. O que voc vai fazer com Kate?
       Oh, no. -- Vamos apenas sair pra beber.
       Christian no diz nada.
       -- Sawyer e a nova mulher, Prescott, vo tambm para nos vigiar, -- eu falo,
tentando acalm-lo.
       -- Eu pensei que ia para o apartamento.
       -- Ela quer sair pra beber. -- Por favor, me deixe ir!
       Christian suspira pesadamente. -- Por que voc no me contou? -- Ele diz
calmamente. Muito calmamente.
       Eu mentalmente me chuto. -- Christian, ns vamos ficar bem. Eu tenho Ryan,
Sawyer, e Prescott aqui.  s uma bebida rpida.
       Christian permanece resolutamente silencioso, e eu sei que ele no est feliz. -- Eu
s a vi algumas vezes desde que te conheci. Por favor. Ela  minha melhor amiga.
       -- Ana, eu no quero te afastar de seus amigos. Mas eu achava que ela ia para o
nosso apartamento.
       -- Ok, eu aquieso. -- Ns vamos ficar l.
       -- S enquanto esse luntico estiver solto. Por favor.
       -- Eu disse ok, -- eu murmuro, exasperada, revirando meus olhos.
       Christian bufa suavemente ao telefone. -- Eu sempre sei quando voc est
revirando seus olhos para mim.
       Eu encaro o receptor. -- Olha, sinto muito. Eu no tive a inteno de te preocupar.
Eu vou avisar Kate.
       -- Bom, -- ele respira, seu alvio evidente. Eu me sinto culpada por preocup-lo.
       -- Onde voc est?


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        -- Na pista do JFK.
        -- Oh, ento voc acabou de pousar.
        -- Sim. Voc me pediu para ligar assim que eu pousasse.
        Eu sorrio. Meu subconsciente me encara. Viu? Ele faz o que diz que vai fazer.
        -- Bem, Sr. Grey. Eu estou feliz que pelo menos um de ns cumpre o que fala.
        Ele ri. -- Sra Grey, seu dom para hiprbole no tem limite. O que vou fazer com
voc?
        -- Tenho certeza de que vai pensar em algo criativo. Como voc costuma fazer.
        -- Voc est flertando comigo?
        -- Sim.
        Sinto o seu sorriso. --  melhor eu ir. Ana, faa o que disse, por favor. A equipe de
segurana sabe o que est fazendo.
        -- Sim, Christian, eu vou. -- Meu tom  exasperado novamente. Caramba, eu
entendi.
        -- Te vejo amanh  noite. Eu te ligo mais tarde.
        -- Para me verificar?
        -- Sim.
        -- Oh, Christian! -- Eu o repreendo.
        -- Au revoir, Sra. Grey.
        -- Au revoir, Christian. Eu te amo.
        Ele inala bruscamente. -- E eu a voc, Ana.
        Nenhum de ns desliga.
        -- Desligue, Christian, -- eu sussurro.
        -- Voc  uma coisinha mandona, no  mesmo?
        -- Sua coisinha mandona.
        -- Minha, -- ele respira. -- Faa o que eu mandei. Desligue.
        -- Sim, senhor. -- Eu desligo e sorrio estupidamente para o telefone.
        Um momento mais tarde, um e-mail aparece na minha caixa de entrada.


De: Christian Grey
Assunto: Twitching Palms
Data: 25 de Agosto de 2011 13:42 EDT
Para: Anastasia Grey



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Sra. Grey
Voc  divertida como sempre ao telefone.
 srio. Faa o que prometeu.
Eu preciso saber que est segura.
Eu te amo.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Honestamente, ele  o mando. Mas um telefonema e toda minha ansiedade
desaparece. Ele chegou com segurana e ele est exagerando sobre mim como de costume.
Abrao-me momentaneamente. Deus, eu amo esse homem. Hannah bate na minha porta,
me distraindo e me trazendo de volta a realidade.


       Kate est linda. Est usando jeans branco justo e uma camiseta vermelha, ela est
pronta para abalar a cidade. Ela est conversando animadamente com Claire na recepo
quando eu entro.
       -- Ana, -- ela grita, pegando-me em um abrao que s ela tem. Ela segura meus
ombros por um momento.
       -- E no  que voc parece a esposa do magnata? Quem imaginaria, pequena Ana
Steele? Voc est to... Sofisticada! -- Ela sorri. Reviro os olhos para ela. Eu estou usando
um vestido creme plido com um cinto navy e um scarpin navy.
       --  bom ver voc, Kate, -- eu a abrao de volta.
       -- Ento, pra onde vamos?
       -- Christian quer que a gente v para o apartamento.
       -- Aw, srio? No podemos ir beber rapidinho no Zig Zag Caf? Eu reservei uma
mesa para ns.
       Eu abro minha boca em protesto.
       -- Por favor? -- ela chora e faz beicinho lindamente. Ela deve estar aprendendo
isso de Mia. Ela nunca faz beicinho. Eu realmente gostaria de um cocktail no Zig Zag. Nos
divertimos muito na ltima vez em que fomos, e  perto do apartamento de Kate.
       Eu levanto meu dedo indicador. -- S um.
       Ela sorri. -- Um -- ela junta seu brao ao meu, e ns vamos at o carro, que est
estacionado no meio-fio com Sawyer ao volante. Estamos sendo seguidos por Srta.



190
Samantha Prescott que  nova na equipe de segurana, uma afro-americana alta com
atitude de bom senso. Eu gosto dela, talvez porque ela  muito legal e profissional. O jri
est definitivamente fora, mas como o resto do time, ela foi escolhida a dedo por Taylor.
Ela est vestida como Sawyer em um terninho escuro e sombrio.
       -- Voc pode nos levar para o Zig Zag, por favor, Sawyer?
       Sawyer se vira para me olhar e eu sei que ele quer dizer algo. Obviamente, foram
dadas ordens a ele. Ele hesita.
       -- O Zig Zag Caf. S tem um.
       Eu dou a Kate meu olhar de lado, e ela est olhando para Sawyer. Pobre homem.
       -- Sim, senhora.
       -- Sr. Grey pediu que a levssemos para o apartamento. -- Prescott sibila.
       -- Sr. Grey no est aqui, -- eu digo rispidamente. -- Para o Zig Zag, por favor.
       -- Senhora, -- Sawyer responde com um olhar de lado para Prescott que
sabiamente segura  lngua.
       Kate olha para mim como se no pudesse acreditar em seus olhos e ouvido. Eu
franzo meus lbios e dou de ombros. Ok, estou um pouco mais mandona do que
costumava ser. Kate acena quando Sawyer dirige ao trfego de inicio de noite.
       -- Voc sabe que a segurana adicional est deixando Grace e Mia doidas. -- Kate
diz casualmente.
       Eu a olho, perplexa.
       -- Voc no sabe? -- Ela parece incrdula.
       -- Sei o que?
       -- Segurana para todos os Greys foi triplicada.
       -- Srio?
       -- Ele no te disse?
       Eu coro. -- No. -- Merda, Christian! -- Voc sabe por qu?
       -- Jack Hyde.
       -- O qu tem Jack? Eu pensei que ele estava apenas atrs de Christian. -- Eu
suspiro. Eita. Por que ele no me disse?
       -- Desde segunda, -- diz Kate.
       ltima segunda? Hmm... Identificamos Jack no domingo. Mas por que todos os Greys?
       -- Como voc sabe tudo isso?


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       -- Elliot.
       Claro.
       -- Christian no te disse nada, n?
       Eu coro mais uma vez. -- No.
       -- Oh, Ana, que chato.
       Eu suspiro. Como sempre, Kate acertou bem no alvo. -- Voc sabe por qu? -- Se
Christian no vai me dizer, ento talvez Kate conte.
       -- Elliot disse que tem a ver com as informaes extradas do computador de Jack
Hyde quando ele estava na SIP.
       Puta merda. -- Voc est brincando. -- Uma onda de pulsos nervosos passa por
meu corpo. Como que at Kate sabe disso, e eu no sei?
       Eu olho para cima para ver Sawyer me olhando no espelho retrovisor. A luz
vermelha fica verde e ele acelera para frente, com foco na estrada. Eu prendo meus lbios
com meus dedos e Kate acena. Aposto que Sawyer tambm sabe e eu no.
       -- Como est Elliot? -- Eu pergunto para mudar de assunto.
       Kate sorri estupidamente, me dizendo tudo o que eu preciso saber.
       Sawyer se dirige a passagem que leva ao Zig Zag Caf, e Prescott abre minha porta.
Eu saio e Kate desliza para fora depois de mim. Damos os braos e percorremos a
passagem, seguidas por Prescott, que est com uma expresso estrondosa no rosto. Oh,
pelo amor de Deus,  apenas uma bebida. Sawyer dirige at o estacionamento.


       -- Ento como  que Elliot conheceu Gia? -- Eu pergunto, dando um gole em meu
segundo mojito de morango. O bar  aconchegante, e eu no quero ir embora. Kate e eu
no paramos de falar. Eu tinha me esquecido do quanto gosto de sair com ela.  libertador
sair  noite, relaxante, desfrutando a companhia de Kate. Eu penso em mandar mensagem
para Christian e logo aps descarto a idia. Ele vai ficar bravo e me fazer ir para casa como
uma criana desobediente.
       -- Nem me fale dessa vadia! -- Kate diz.
       A reao de Kate me faz rir.
       -- O que h de to engraado, Steele? -- Ela diz rispidamente, mas brincando.
       -- Eu me sinto da mesma maneira.
       -- Voc?


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       -- Sim. Ela ficou dando em cima de Christian.
       -- Ela teve um caso com Elliot. -- Kate franze o beio.
       -- No!
       Ela balana a cabea, os lbios apertados na careta patenteada de Katherine
Kavanaugh.
       -- Foi breve. No ano passado, eu acho. Ela  uma alpinista social. No  de admirar
que est de olho em Christian.
       -- Christian tem dona. Eu disse a ela para no mexer com ele ou eu iria demiti-la.
       Kate me encara, mais uma vez, surpreendida. Concordo com a cabea
orgulhosamente, e ela levanta seu copo para me saudar, impressionada e radiante.
       -- Sra. Anastasia Grey! Nada mal! -- Ns brindamos.


       -- Ser que Elliot tem uma arma?
       -- No. Ele  contra armas. -- Kate agita a terceira bebida.
       -- Christian, tambm. Acho que foi influncia de Grace e Carrick, -- eu murmuro.
Eu me sinto um pouquinho tonta.
       -- Carrick  um bom homem. -- Kate acena.
       -- Ele queria um acordo pr-nupcial, -- eu murmuro tristemente.
       -- Oh, Ana. -- Ela me alcana e agarra meu brao. -- Ele estava apenas cuidando
de seu filho. Como ns duas sabemos, voc tem interesseira tatuado em sua testa. -- Ela
sorri para mim, e eu mostro minha lngua e rio.
       -- Muito maduro, Sra. Grey, -- ela diz sorrindo. Ela parece Christian. -- Voc vai
fazer o mesmo por seu filho um dia.
       -- Meu filho? -- Eu pasmo para ela. No tinha pensado ainda que meus filhos
sero ricos. Puta merda. Nunca vai faltar nada para eles. Eu quero dizer... nada mesmo. Eu
preciso pensar mais sobre isso, mas no agora. Eu olho para Prescott e Sawyer sentado
perto, observando a ns e a multido de uma mesa lateral, enquanto cada um bebe um
copo de gua mineral com gs.
       -- Voc acha que devemos comer? -- Eu pergunto.
       -- No. Deveramos beber. -- Kate diz.
       -- Por que est nesse humor para bebida?




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         -- Porque eu no te vejo o suficiente. Eu no sabia que voc iria casar com o
primeiro cara que virasse sua cabea. -- Ela faz beicinho novamente. -- Honestamente,
voc se casou to rpido que eu pensei que estava grvida.
         Eu rio. -- Todos achavam que eu estava grvida, -- murmuro. -- No vamos
discutir isso de novo. Por favor! E eu tenho que ir ao banheiro.
         Prescott me acompanha. Ela no diz nada. Ela no precisa. Desaprovao irradia
dela como um istopo letal.
         -- Eu no estive sozinha assim desde que me casei, -- murmuro sem palavras para
a porta do lavabo fechada. Eu fao uma cara, sabendo que ela est de p do outro lado da
porta, esperando enquanto eu fao xixi. O que exatamente Hyde vai fazer em um bar
alias? Christian est exagerando como sempre.


         -- Kate, est tarde. Deveramos ir.
          Dez e quinze, e terminei meu quarto mojito de morango. Estou definitivamente
sentindo o efeito do lcool, quente e confusa. Christian vai ficar bem. Eventualmente.
         -- Claro, Ana. Foi muito bom ver voc. Voc parece muito mais, eu no sei...
confiante. Casamento obviamente fica bem em voc.
         Meu rosto aquece. Vindo de Miss Katherine Kavanagh, este  realmente um elogio.
         -- Fica mesmo, -- eu sussurro, e porque provavelmente eu bebi muito, lgrimas
salpicam em meus olhos. Eu poderia estar mais feliz? Apesar de toda a sua bagagem, sua
natureza, seus Cinqenta Tons, eu conheci e casei com o homem dos meus sonhos. Eu
rapidamente mudo de assunto para conter meus pensamentos sentimentais, porque eu sei
que eu vou chorar se continuar.
         -- Eu realmente gostei dessa noite. -- Eu agarro a mo de Kate. -- Obrigado por
me arrastar para sair! -- Nos abraamos. Quando ela me solta, eu aceno para Sawyer e ele
entrega as chaves do carro para Prescott.
         -- Tenho certeza que Srta. Sapatos-bons Prescott disse a Christian que no estou
em casa. Ele vai ficar furioso, -- murmuro para Kate. E talvez ele v pensar em alguma
maneira deliciosa de me punir... Espero.
         -- Por que voc est sorrindo como uma boba, Ana? Voc gosta de deixar Christian
bravo?




194
       -- No. No mesmo. Mas  fcil fazer isso. Ele  to controlador. -- Na maior parte
do tempo.
       -- Eu j percebi. -- Kate diz secamente.


       Ns levamos Kate para seu apartamento. Ela me abraa forte.
       -- No seja uma estranha, -- ela sussurra e beija minha bochecha. Ento ela sai do
carro. Eu aceno, me sentindo estranhamente com saudades. Eu senti falta de conversa de
garotas.  divertido e relaxante, e me lembra que ainda sou jovem. Eu deveria fazer um
esforo a mais para ver Kate, mas a verdade  que eu amo estar em minha bolha com
Christian. Na noite passada ns demos um jantar beneficente juntos. Havia tantos homens
de terno e mulheres elegantes bem-educadas falando sobre o preo dos imveis e da
economia e as aes do mercado despencando. Quero dizer, foi chato, realmente chato.
Ento  refrescante no ter que usar coque com algum da minha idade.
       Meu estmago ronca. Nossa, eu ainda no comi nada. Merda, Christian! Eu reviro
minha bolsa e acho meu BlackBerry. Puta merda, cinco chamadas perdidas! Uma mensagem...


                             *ONDE DIABOS EST VOC?*


       E um e-mail.


De: Christian Grey
Assunto: Furioso. Voc nunca viu fria.
Data: 26 de Agosto de 2011 00:42 EST
Para: Anastasia Grey

Anastasia
Sawyer disse que voc est bebendo coquetis em um bar quando voc disse que no iria.
Voc tem idia do quo estou bravo agora?
Te vejo amanh.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Meu corao afunda. Oh merda! Eu estou realmente encrencada. Meu
subconsciente me encara, em seguida d de ombros, com a cara de voc-fez-sua-cama-




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agora-deite-nela. O que eu esperava? Eu penso em ligar para ele, mas est tarde e ele est
provavelmente dormindo... Ou preocupado. Eu decido mandar uma mensagem rpida.


             *EU AINDA ESTOU INTEIRA. EU TIVE UMA TIMA NOITE.
            ESTOU COM SAUDADES  POR FAVOR NO FIQUE BRAVO*


       Eu encaro meu Black Berry, desejando que ele me responda, mas h apenas silncio
preocupante. Eu suspiro.
       Prescott sai do Escala e Sawyer sai para abrir minha porta. Quando estamos
esperandon o elevador, eu aproveito a oportunidade para question-lo.
       -- A que horas Christian te ligou?
       Sawyer cora. -- Cerca de nove e meia, senhora.
       -- Por que voc no interrompeu minha conversa com Kate para eu conversar com
ele?
       -- Sr. Grey mandou eu no fazer isso.
       Eu franzo meus lbios. O elevador chega, e ficamos em silncio. Eu estou de
repente grata que Christian tem uma noite inteira para se recuperar de sua raiva, e ele est
do outro lado do pas. Isso me d algum tempo. Por outro lado... Eu sinto falta dele.
       As portas do elevador se abrem, e por uma frao de segundo, eu olho para a mesa
do hall.
       O que h de errado com este retrato?
       O vaso de flores est despedaado em fragmentos por todo o cho do hall de
entrada, gua e flores e pedaos de porcelana esto espalhados por toda parte, e a mesa
est virada. Meu couro cabeludo se arrepia e Sawyer agarra meu brao e me puxa de volta
para o elevador.
       -- Fique a, -- sibila, pegando sua arma. Ele pisa no hall e desaparece do meu
campo de viso.
       Eu me encolho na parte de trs do elevador.
       -- Luke! -- Eu ouo Ryan chamar de dentro da sala principal. -- Cdigo azul.
       Cdigo azul?
       -- Voc est com o criminoso? -- Sawyer grita de volta. -- Jesus Cristo!




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         Eu me achato contra a parede do elevador. Que diabos est acontecendo? Adrenalina
percorre em meu corpo, e meu corao pula em minha garganta. Eu ouo vozes suaves, e
um momento depois Sawyer reaparece no hall, de p na poa de gua. Ele guarda sua
arma.
         -- Voc pode entrar, Sra. Grey, -- ele diz suavemente.
         -- O que aconteceu, Luke? -- Minha voz  apenas um sussurro.
         -- Ns tivemos um visitante. -- Ele pega meu cotovelo e sou grata pelo apoio,
minhas pernas viraram gelatina. Eu ando com ele atravs da porta dupla.
         Ryan est de p na entrada da sala principal. Um corte acima de seu olho est
sangrando, e h outro em sua boca. Ele parece espancado, suas roupas desgrenhadas. Mas
o que  mais chocante  Jack Hyde cado aos seus ps.




                                          Captulo 10
         Meu corao est batendo e sangue passando alto em meus tmpanos, o lcool flui
atravs do meu sistema, amplificando o som.
         --  ele, -- eu suspiro, incapaz de terminar a frase e olhando com os olhos
arregalados e aterrorizados para Ryan. Eu no posso nem olhar para a figura de bruos no
cho.
         --No, senhora. Apenas nocauteado.
         O alvio se introduz atravs de mim. Oh, graas a Deus.
         --E voc? -- Eu pergunto, olhando para Ryan. Eu percebo que eu no sei o seu
primeiro nome. Ele est ofegante como se tivesse corrido uma maratona. Ele limpa o canto
da boca, retirando os vestgios de sangue, e uma contuso leve est se formando em seu
rosto.
         -- Ele colocou-se em um inferno de uma luta, mas eu estou bem, Sra. Grey. -- Ele
sorri tranqilizador. Se eu o conhecesse melhor, eu diria que ele parecia um pouco
presunoso.
         -- E Gail? Mrs. Jones? -- Oh, no. . . Ela est bem? Ela foi prejudicada?
         -- Eu estou aqui, Ana. -- Olhando atrs de mim, ela est em uma camisola e robe,
os cabelos soltos, com o rosto plido e os olhos arregalados, como o meu, eu imagino.




197
       -- Ryan me acordou. Insistiu para que eu viesse aqui. -- Ela aponta atrs dela para
o escritrio de Taylor. -- Eu estou bem. Voc est bem?
       Concordo com a cabea rapidamente e percebo que ela provavelmente tinha
acabado de sair do quarto do pnico construdo ao lado do escritrio de Taylor. Quem
sabia que amos precisar dele to cedo? Christian tinha insistido em sua instalao logo
aps o nosso compromisso e eu revirei os olhos. Agora, vendo Gail de p na porta, eu sou
grata por sua viso.
       Um rangido na porta do hall me distrai. Ela est pendurada fora de suas
dobradias. O que diabos aconteceu com isso?
       -- Ele estava sozinho? -- Pergunto a Ryan.
       -- Sim, senhora. Voc no estaria aqui se ele no estivesse, eu posso lhe garantir. --
Ryan soa vagamente ofendido.
       -- Como ele entrou? -- Eu pergunto, ignorando seu tom.
       -- Atravs do elevador de servio. Ele tem uma boa equipe, minha senhora.
       Eu olho para baixo para a figura cada de Jack. Ele est vestindo um macaco como
uniforme, eu acho.
       -- Quando?
       -- Cerca de dez minutos atrs. Eu o peguei no monitor de segurana. Ele estava
usando luvas... meio estranho em agosto. Eu o reconheci e decidi dar-lhe acesso. Dessa
forma, eu sabia que teria ele. Voc no estava aqui e Gail estava segura, ento eu achei que
era agora ou nunca. -- Ryan parece muito satisfeito consigo mesmo, mais uma vez, e
Sawyer faz uma cara feia para ele em sinal de desaprovao.
       Luvas? O pensamento me distrai, e eu olho mais uma vez para Jack. Sim, ele est
usando luvas de couro marrom. Assustador.
       -- E agora? -- Eu tento ignorar as ramificaes da minha mente.
       -- Ns precisamos amarra-lo, -- responde Ryan.
       -- Amarra-lo?
       -- No caso de ele acordar. -- Ryan olha para Sawyer.
       -- O que voc precisa? -- Sra. Jones pergunta, avanando. Ela recuperou a
compostura.
       -- Alguma coisa para cont-lo como um cabo ou corda, -- responde Ryan.




198
       Abraadeiras. Eu coro com as lembranas da noite anterior que invade minha mente.
Reflexivamente, esfrego meus pulsos e olho rapidamente para baixo para eles. No, no
tem contuses. Bom.
       -- Eu tenho algo. Abraadeiras. Ser que vo servir?
       Todos os olhares se voltam para mim.
       -- Sim, senhora. Perfeito, -- diz Sawyer, srio e direto. Eu quero que o cho se abra
para devorar-me, mas eu me viro e vou para o nosso quarto. s vezes voc s tem que ser
descarada. Talvez seja a combinao de medo e lcool fazendo-me audaciosa.
       Quando eu volto, Sra. Jones est examinando a baguna na sala de estar e a Srta.
Prescott se juntou  equipe de segurana. Eu entrego a abraadeira para Sawyer, que
lentamente, e com cuidados desnecessrios, amarra as mos de Hyde atrs das costas.
Mrs. Jones desaparece para a cozinha e volta com um kit de primeiros socorros. Ela toma o
brao de Ryan, leva para a porta da sala grande, e comea a limpar o corte acima do olho.
Ele recua quando ela pega um antissptico para limpar. Ento eu noto a Glock no cho
com um silenciador conectado. Puta merda! Jack estava armado? Bile sobe na minha garganta
e eu luto para baixo.
       -- No toque, Sra. Grey, -- diz Prescott quando eu me dobro para busc-lo. Sawyer
emerge do escritrio de Taylor usando luvas de ltex.
       -- Eu vou cuidar disso, Sra. Grey, -- diz ele.
       --  dele? -- Eu pergunto.
       -- Sim, senhora, -- diz Ryan, estremecendo mais uma vez a partir dos cuidados da
Sra. Jones. Puta merda. Ryan lutou com um homem armado em minha casa. Tremo s de
pensar. Sawyer cautelosamente pega o Glock.
       -- Voc deveria estar fazendo isso? -- Eu pergunto.
       -- Sr. Grey espera que faamos isso madame. -- Sawyer desliza a arma em um
saco plstico ento se agacha para revistar Jack. Ele faz uma pausa e parcialmente puxa
um rolo de fita adesiva do bolso do homem. Sawyer fica branco e empurra a fita de volta
no bolso de Hyde.
       Fita adesiva? Minha mente inativa registra enquanto vejo o processo com fascnio e
desprendimento mpar. Ento bile sobe para a minha garganta de novo enquanto eu
percebo as implicaes. Rapidamente, eu excluo-os da minha cabea. No v l, Ana!




199
       -- Devemos chamar a polcia? -- Eu murmuro, tentando esconder o meu medo. Eu
quero Hyde fora da minha casa, mais cedo ou mais tarde.
       Ryan e Sawyer olham um para o outro.
       -- Eu acho que devemos chamar a polcia, -- eu digo dessa vez com mais fora,
imaginando o que est acontecendo entre Ryan e Sawyer.
       -- Eu apenas estou tentando falar com Taylor, e ele no atende o celular. Talvez ele
esteja dormindo. -- Sawyer verifica o relgio. --  01:45 da manh na Costa Leste.
       Oh, no.
       -- Voc chamou Christian? -- Eu sussurro.
       -- No, senhora.
       -- Voc estava chamando Taylor para instrues?
       Sawyer parece momentaneamente embaraado. -- Sim, senhora.
       Parte de mim eria. Este homem, eu olho para Hyde novamente, invadiu minha
casa, e ele precisa ser removido pela polcia. Mas olhando para os quatro, em seus olhos
ansiosos, eu decido que deve estar faltando alguma coisa, ento eu decido chamar
Christian. Meu couro cabeludo eria. Eu sei que ele est com raiva de mim, muito, muito
bravo comigo, e eu vacilo com o pensamento do que ele vai dizer. E como ele vai ficar
estressado porque ele no est aqui e no pode estar aqui at amanh  noite. Eu sei que j
o preocupei o suficiente esta noite. Talvez eu no devesse cham-lo. E ento me ocorre.
Merda. O que teria acontecido se eu estivesse aqui? Eu empalideo com o pensamento. Graas
a Deus eu estava fora. Talvez eu no fique em tantos problemas depois de tudo.
       -- Ele est bem? -- Eu pergunto, apontando para Jack.
       -- Ele vai ter a cabea doendo quando acordar, -- diz Ryan, olhando para Jack com
desprezo. -- Mas precisamos de paramdicos aqui para ter certeza.
       Eu pego minha bolsa e retiro meu BlackBerry, e antes que eu possa pensar em
quanto o Christian est zangado, eu disco o seu nmero. Ele vai direto para o correio de
voz. Ele deve ter desligado porque est muito bravo. Eu no posso pensar no que dizer.
Afastando-se, eu ando um pouco pelo corredor, longe de todos.
       -- Oi. Sou eu. Por favor, no fique bravo. Tivemos um incidente no apartamento.
Mas est sob controle, ento no se preocupe. Ningum se feriu. Ligue para mim. -- Eu
desligo.




200
       -- Chame a polcia. -- Digo a Sawyer. Ele balana a cabea, pega o celular e faz a
ligao.


       Policial Skinner esta conversando profundamente com Ryan na mesa da sala de
jantar. Oficial Walker est com Sawyer no escritrio de Taylor. Eu no sei onde est
Prescott, talvez no escritrio de Taylor. Detetive Clark est latindo perguntas para mim
enquanto ns sentamos no sof da sala grande. Ele  alto, moreno e seria bom de olhar se
no fosse por sua careta permanente. Eu suspeito que ele foi acordado e arrastado de sua
cama, porque a casa de um dos empresrios mais ricos e influentes de Seattle foi violada.
       -- Ele costumava ser o seu chefe? -- Clark pergunta laconicamente.
       -- Sim.
       Estou cansada, alm de cansada, e eu quero ir para a cama. Eu ainda no ouvi nada
de Christian. No lado positivo, os paramdicos removeram Hyde. Sra. Jones aperta a mo
do Detetive Clark e d a cada um de ns uma xcara de ch.
       -- Obrigado. -- Clark se vira para mim. -- E onde est o Sr. Grey?
       -- Nova York. Em negcios. Ele estar de volta amanh  noite, eu quero dizer esta
noite. -- J passa da meia-noite.
       -- Hyde  conhecido por ns, -- murmura o detetive Clark. -- Eu preciso que voc
venha at a delegacia para fazer uma declarao. Mas isso pode esperar.  tarde e h um
casal de reprteres acampados na calada. Voc se importa se eu olhar em volta?
       -- Claro que no, -- eu falo aliviada, seu questionamento est terminado. Tremo ao
pensar nos fotgrafos do lado de fora. Bem, eles no vo ser um problema at amanh.
Lembro-me de ligar para mame e Ray apenas no caso de eles ouvirem algo e para no se
preocuparem.
       -- Sra. Grey, posso sugerir que voc v para a cama? -- Sra. Jones diz, sua voz
quente e cheia de preocupao.
       Olhando em seus olhos quentes, de repente eu sinto uma enorme necessidade de
chorar. Ela estende o brao e fricciona meu ombro.
       -- Ns estamos seguros agora, -- murmura. -- Isso tudo vai ficar melhor na parte
da manh uma vez que voc tenha dormido um pouco. E Sr. Grey estar de volta amanh
 noite.




201
       Eu olho para ela, nervosa, mantendo as minhas lgrimas na baa. Christian vai
estar to irritado.
       -- Posso pegar alguma coisa para voc antes que v para a cama? -- Ela pergunta.
       Eu percebo quo faminta eu sou. -- Eu adoraria algo para comer.
       Ela sorri de forma ampla. -- Sanduches e um pouco de leite?
       Eu aceno com gratido, e ela vai para a cozinha. Ryan ainda est com o Diretor
Skinner. Na sala Detetive Clark est examinando a baguna fora do elevador. Ele olha
pensativo, apesar de sua careta. E de repente eu sinto saudades de casa, saudades de
Christian. Segurando minha cabea em minhas mos, eu desejo ardentemente que ele
estivesse aqui. Ele saberia o que fazer. Que noite. Eu quero rastejar em seu colo, ter-lhe em
meus braos e escutar ele me dizendo que me ama, mesmo que eu no faa o que eu estou
informada para fazer, mas no ser possvel at esta noite. Interiormente eu rolo meus
olhos... Por que ele no me disse sobre o aumento da segurana? O que est exatamente no
computador de Jack? Ele  to frustrante, mas agora, eu no me importo. Eu quero o meu
marido. Eu sinto falta dele.
       -- Aqui est, Ana querida. -- Sra. Jones interrompe meu tumulto interior. Quando
eu olho para ela, ela me d um sanduche de manteiga de amendoim com gelia, seus
olhos brilhando. Eu no tenho um desses h anos. Eu sorrio timidamente e como.
       Quando eu finalmente rastejo na cama, eu me enrolo no lado de Christian, vestida
com sua camiseta. Tanto o travesseiro dele e sua camiseta tm o seu cheiro, e enquanto eu
divago silenciosamente eu desejo-o em casa seguro... E de bom humor.


       Eu acordo com um sobressalto. E minha cabea est doendo levemente, pulsando
em minhas tmporas. Oh no. Espero que eu no tenha uma ressaca. Cautelosamente, eu
abro meus olhos e observo que a cadeira do meu quarto foi movida, e Christian est
sentado nela. Ele est vestindo smoking, e o fim da sua gravata borboleta est para fora do
bolso dele. Eu me pergunto se estou sonhando. Seu brao esquerdo est estendido sobre a
cadeira, e em sua mo ele segura um copo de vidro com um lquido de cor mbar. Vinho?
Usque? Eu no tenho idia. Uma perna longa esta descansando sobre o seu joelho. Ele
est vestindo meias pretas e sapatos. Seu cotovelo direito repousa sobre o brao da
cadeira, com a mo at o queixo, e ele est tocando lentamente o dedo indicador para trs




202
sobre seu lbio inferior. No incio da luz da manha, seus olhos ardem com intensidade
grave, mas sua expresso geral  completamente ilegvel.
       Meu corao quase para. Ele est aqui. Como ele chegou aqui? Ele deve ter deixado
Nova York na noite passada. H quanto tempo ele esta aqui me olhando dormir?
       -- Oi, -- eu sussurro.
       Ele considera-me friamente, e meu corao gagueja mais uma vez. Oh no. Ele
move os dedos longos longe de sua bebida, e coloca o copo sobre a mesa de cabeceira. Eu
meio que esperava que ele me beijasse, mas ele no faz. Ele fica para trs, continuando a
considerar-me, sua expresso impassvel.
       -- Ol, -- diz ele, finalmente, com a voz abafada. E eu sei que ele ainda esta bravo.
Realmente bravo.
       -- Voc est de volta.
       -- Tudo indica que sim.
       Lentamente eu me puxo para cima em uma posio sentada, no tirando os olhos
de cima dele. Minha boca est seca. -- H quanto tempo voc est sentado me assistindo
dormir?
       -- Tempo suficiente.
       -- Voc ainda esta bravo. -- Eu mal posso falar as palavras.
       Ele olha para mim, como se considerando sua resposta. -- Bravo, -- ele diz como
se testando a palavra, pesando at suas nuances, seu significado. -- No, Ana. Estou
muito, muito alm de bravo.
       Puta merda. Eu tento engolir, mas  difcil com a boca seca.
       -- Muito alm de bravo... Isto no soa bem.
       Ele olha para mim, completamente impassvel, e no responde. Um silncio
gritante estende-se entre ns. Eu chego ao meu copo de gua e tomo um gole, tentando
manter meu ritmo cardaco irregular sob controle.
       -- Ryan pegou Jack. -- Eu tento um rumo diferente, e eu coloco meu copo ao lado
do seu na mesa de cabeceira.
       -- Eu sei, -- ele diz friamente.
        claro, ele sabe. -- Voc vai ser monossilbico por muito tempo?
       Suas sobrancelhas se movem fracionada registrando sua surpresa, como se ele no
tivesse esperado esta pergunta. -- Sim, -- ele diz finalmente.


203
       Oh... Ok. O que fazer? Defesa,  a melhor forma de ataque. -- Desculpe por sair.
       -- Voc est arrependida?
       -- No. -- Eu digo depois de uma pausa, porque  a verdade.
       -- Ento porque voc diz isso?
       -- Porque eu no quero que voc continue com raiva de mim.
       Ele suspira pesadamente como se ele estivesse segurando essa tenso por mil horas
e passa a mo pelo cabelo. Ele est lindo. Bravo, mas bonito. Eu bebo ele, Christian est de
volta, bravo, mas em uma nica pea.
       -- Eu penso que o detetive Clark quer falar com voc."
       -- Eu tenho certeza que ele quer.
       -- Christian, por favor...
       -- Por favor, o qu?
       -- No seja to frio.
       Suas sobrancelhas sobem de surpresa mais uma vez. -- Anastasia, frio no  o que
estou sentindo no momento. Estou queimando. Queimando com raiva. Eu no sei como
lidar com este, -- ele para a mo procurando pela palavra, -- sentimento. -- Seu tom 
amargo.
       Oh merda. Sua honestidade me desarma. Tudo o que eu quero fazer  rastejar em
seu colo.  tudo que eu queria fazer desde que eu cheguei em casa ontem  noite. Para o
inferno com isso. Movo-me, pegando-o de surpresa e subindo desajeitadamente em seu
colo, onde eu me enrolo. Ele no me afasta, que  o que eu temia. Depois de uma batida,
ele cruza os braos em volta de mim e enterra seu nariz no meu cabelo. Ele tem cheiro de
usque. Eita, quanto ele bebeu? Ele tem cheiro de corpo limpo tambm. Ele tem cheiro de
Christian. Eu envolvo meus braos ao redor de seu pescoo e acaricio sua garganta, e ele
suspira, mais uma vez, profundamente neste momento.
       -- Oh, Sra. Grey. O que eu vou fazer com voc? -- Ele beija o topo da minha
cabea. Eu fecho meus olhos, saboreando o contato com ele.
       -- Quanto voc bebeu?
       Ele acalma. -- Por qu?
       -- Voc normalmente no bebe usque.
       -- Este  o meu segundo copo. Eu tive uma noite e tanto, Anastasia. D ao homem
uma folga.


204
          Eu sorrio. -- Se voc insiste, Sr. Grey, -- eu respiro em seu pescoo. -- Voc tem
um cheiro celestial. Eu dormi no seu lado da cama porque seu travesseiro tem o seu
cheiro.
          Ele fua meu cabelo. -- Serio? Eu me perguntava por que voc estava deste lado.
Eu ainda estou bravo com voc.
          -- Eu sei.
          Sua mo ritmicamente acaricia minhas costas.
          -- E eu estou com raiva de voc, -- eu sussurro.
          Ele para. -- E o que, que eu fiz para merecer a sua ira?
          -- Eu vou te dizer mais tarde, quando voc no estiver mais queimando com raiva.
-- Eu beijo seu pescoo. Ele fecha os olhos e se inclina para o meu beijo, mas no faz
nenhum movimento para me beijar de volta. Seus braos esto em volta de mim, me
apertando.
          -- Quando eu penso no que poderia ter acontecido... -- Sua voz  apenas um
sussurro. Quebrada, bruto.
          -- Estou bem.
          -- Oh, Ana. --  quase um soluo.
          -- Estou bem. Estamos todos bem. Um pouco abalada. Mas Gail est bem. Ryan
est bem. E Jack se foi.
          Ele balana a cabea. -- No graas a voc, -- resmunga.
          O qu? Eu me inclino para trs e olho para ele. -- O que voc quer dizer?
          -- Eu no quero discutir sobre isso agora, Ana.
          Eu pisco. Bem, talvez eu queira, mas decido no ir contra ele. Pelo menos ele est
falando comigo. Eu me aninho nele mais uma vez. Seus dedos se movem para meu cabelo
e comea a brincar com ele.
          -- Quero puni-la, -- ele sussurra. -- Realmente bater em voc, -- ele acrescenta.
          Meu corao salta em minha boca. Foda-se. -- Eu sei, -- eu sussurro enquanto o
meu couro cabeludo se eria.
          -- Talvez eu faa.
          -- Eu espero que no.
          Ele me abraa mais apertado. -- Ana, Ana, Ana. Voc teria a pacincia de um
santo.


205
         -- Eu poderia acus-lo de muitas coisas, Sr. Grey, mas ser um santo no  um
deles.
         Finalmente eu sou abenoada com sua risada relutante. -- Fazendo um ponto bem
feito como sempre, Sra. Grey. -- Ele beija minha testa.
         -- Volte para a cama. Voc teve uma noite longa, tambm. -- Ele se move
rapidamente, me levanta e me coloca de volta na cama.
         -- Deita comigo?
         -- No. Tenho coisas para fazer. -- Ele se abaixa e pega o copo. -- Volte a dormir.
Eu vou acord-la em um par de horas.
         -- Voc ainda est com raiva de mim?
         -- Sim.
         -- Eu vou voltar a dormir, ento.
         -- Bom. -- Ele puxa o edredom em cima de mim e beija minha testa mais uma vez.
-- Durma.
         E porque eu estou to grogue da noite anterior, aliviada de que ele esteja de volta, e
emocionalmente cansada por causa do nosso encontro de manh cedo, eu fao exatamente
como ele disse. Enquanto eu divago, estou curiosa embora grata, dado o gosto ruim na
minha boca, saber por que ele no implantou seu mecanismo usual me enfrentado e sim
pulou fora.


         -- H um pouco de suco de laranja para voc aqui, -- Christian diz, e meus olhos
se abrem de novo. Eu tinha descansado por mais duas horas de sono que me lembro, e eu
acordo revigorada, minha cabea no mais latejante. O suco de laranja  bem-vindo, como
o meu marido. Ele est todo suado. E eu estou momentaneamente de volta para o Hotel
Heathman e a primeira vez que eu acordei com ele. Seu barriga de tanquinho est mida
com seu suor. Ou ele estava na academia que fica no poro ou ele foi para uma corrida,
mas ele no deveria parecer assim to bom depois de um treino.
         -- Eu vou tomar um banho, -- ele murmura e desaparece para o banheiro. Eu
franzo a testa. Ele ainda est distante. Ele quer me distrair com tudo o que aconteceu, ou
ainda est bravo, ou... O que? Sento e alcano o suco de laranja, bebo muito rapidamente.
Est delicioso, frio, e faz minha boca um lugar muito melhor. Eu escalo para fora da cama,
ansiosa para fechar a distncia, real e metafsica, entre o meu marido e eu. Olho


206
rapidamente para o alarme. So oito horas. Eu retiro a camisa de Christian e o sigo at o
banheiro. Ele est no banho, lava seu cabelo, e eu no hesito. Eu escorrego atrs dele, e ele
endurece no momento que eu envolvo meus braos em volta dele, minha frente em suas
costas. Eu ignoro a reao dele, segurando-o com fora, e pressiono minha bochecha
contra ele, fechando os olhos. Depois de um momento, ele muda e estamos sob a cascata
de gua quente e continua a lavar o cabelo. Eu deixo a gua me lavar enquanto eu olho o
homem que eu amo. Eu penso em todas as vezes que ele me comeu e em todas as vezes
que ele fez amor comigo aqui. Eu franzo a testa. Ele nunca esteve to tranqilo. Virando a
cabea, eu comeo a trilhar beijos em toda suas costas. Seu corpo enrijece novamente.
       -- Ana, -- ele adverte.
       -- Hmm.
       Minhas mos viajam lentamente para baixo sobre a sua barriga. Ele coloca suas
mos na minha e leva-as para uma parada abrupta. Ele balana a cabea.
       -- No, -- ele adverte.
       Eu liberto-o, imediatamente. Ele est dizendo no? Minha mente entra em queda
livre, isso j aconteceu antes? Meu subconsciente balana a cabea, os lbios franzidos. Ela
me olha sobre seus culos de meia-lua, vestindo seu olhar de voc-realmente-fodeu-tudo-
agora. Eu sinto como se tivesse levado um tapa, duro. Rejeitada. E uma vida de
insegurana gera o pensamento feio de que ele no me quer mais. Eu suspiro enquanto a dor
vem atravs de mim. Christian se vira, e eu estou aliviada ao ver que ele no est
completamente alheio aos meus encantos. Agarrando meu queixo, ele inclina a cabea
para trs, e eu me encontro olhando em seus desconfiados, olhos bonitos.
       -- Eu ainda estou fodendo de raiva de voc, -- ele diz, com a voz calma e grave.
Merda! Inclinando-se, ele descansa sua testa contra a minha, fechando os olhos. Eu chego e
acaricio seu rosto.
       -- No fique com raiva de mim, por favor. Eu acho que voc est exagerando, --
eu sussurro.
       Ele se endireita, ficando branco. Minha mo fica livre ao meu lado.
       -- Exagerando? -- Ele rosna. -- Algum luntico da porra entra em meu
apartamento para seqestrar minha esposa, e voc acha que eu estou exagerando! -- A
ameaa contida na sua voz  assustadora, e os seus olhos brilham enquanto ele olha para
mim como se eu fosse  porra do luntico.


207
       -- No... Hmm, no  a isso que eu estava me referindo. Eu pensei que isso era
sobre eu ter sado.
       Ele fecha os olhos, mais uma vez como se estivesse com dor e balana a cabea.
       -- Christian, eu no estava aqui. -- Eu tento apaziguar e tranqiliz-lo.
       -- Eu sei, -- ele sussurra abrindo os olhos. -- E tudo porque voc no pode seguir
um simples pedido de merda. -- Seu tom  amargo e  a minha vez de ficar branca. -- Eu
no quero discutir isso agora, no chuveiro. Eu ainda estou fodendo com raiva de voc,
Anastasia. Voc est me fazendo questionar meu julgamento. -- Ele se vira e
imediatamente deixa o chuveiro, agarrando uma toalha no caminho e sai para fora do
banheiro, deixando-me despojada e refrigerada sob a gua quente.
       Merda. Merda. Merda.
       Em seguida, o significado do que ele acabou de dizer amanhece em mim.
Seqestrar? Foda-se. Jack queria me raptar? Lembro-me da fita adesiva e no querendo
pensar muito profundamente sobre por que Jack tinha isso. Christian tem mais
informaes? Apressadamente eu me lavo, em seguida passo shampoo e lavo meu cabelo.
Eu quero saber. Preciso saber. No vou deixar ele me manter no escuro sobre isso.
       Christian no est no quarto quando eu saio. Eita, ele se veste rapidamente. Eu fao
o mesmo, colocando meu vestido ameixa favorito e sandlias pretas, e eu estou consciente
que eu escolhi essa roupa porque Christian gosta. Eu vigorosamente seco meu cabelo com
a toalha, ento trano-o e enrolo em um coque. Coloco meus brincos de diamantes, corro
para o banheiro para aplicar um pouco de rmel e olho-me no espelho. Estou plida.
Caramba, estou sempre plida. Eu respiro fundo e firme. Eu preciso enfrentar as
conseqncias da minha deciso precipitada para realmente me divertir com minha
amiga. Eu suspiro, sabendo que Christian no vai v-lo dessa forma.
       Christian est longe de ser visto na sala grande. Sra. Jones est ocupando-se na
cozinha.
       -- Bom dia, Ana, -- ela diz docemente.
       -- Bom dia, -- eu sorrio amplamente para ela. Sou Ana de novo!
       -- Ch?
       -- Por favor.
       -- Alguma coisa para comer?
       -- Por favor. Eu gostaria de uma omelete esta manh.


208
       -- Com cogumelos e espinafre?
       -- E queijo.
       -- Claro.
       -- Onde est Christian?
       -- Sr. Grey est no escritrio.
       -- Ele tomou caf da manh? -- Eu olho para os dois lugares definidos no bar.
       -- No, senhora.
       -- Obrigado.
       Christian est no telefone, vestido com uma camisa branca sem gravata, parecendo
cada parte do CEO relaxado. Como as aparncias podem ser enganadoras. Talvez ele no
esteja indo para o escritrio depois de tudo. Ele olha para cima quando eu apareo na
porta, mas balana a cabea para mim, indicando que no sou bem-vinda. Merda... Viro-
me e vago desanimada de volta para o bar. Taylor aparece vestido com um terno escuro,
parecendo que teve oito horas de sono ininterrupto.
       -- Bom dia, Taylor, -- murmuro, tentando avaliar o seu estado de esprito e ver se
ele vai me oferecer todas as indicaes visuais sobre o que vem acontecendo.
       -- Bom dia, Sra. Grey, -- ele responde, e eu ouo a simpatia naquelas quatros
palavras. Eu sorrio com compaixo de volta para ele, sabendo que ele teve de suportar um
irritado e frustado Christian retornando de Seattle antes do previsto.
       -- Como foi o vo? -- Atrevo-me a perguntar.
       -- Longo, Sra. Grey. -- Sua brevidade fala. -- Posso perguntar como voc est? Ele
acrescenta, amolecendo seu tom.
       --Estou bem.
       Ele acena. -- Se voc vai me desculpar. -- Ele se dirige para o escritrio de
Christian. Hmm. Taylor est autorizado a entrar, mas eu no.
       -- Aqui est. -- Sra. Jones coloca meu caf da manh na minha frente. Meu apetite
desapareceu, mas eu como de qualquer jeito, no querendo ofend-la.
       Enquanto eu termino o que posso do meu caf da manh, Christian ainda no saiu
de seu escritrio. Ser que ele est me evitando?
       -- Obrigado, Mrs. Jones, -- murmuro, me levantando e me dirijo para o banheiro
para escovar os dentes. Enquanto os escovo, me lembro do mau humor de Christian e
sobre os votos de casamento. Ele est enfurnado em seu escritrio.  isto? Ele est de mau


209
humor? Eu tremo s de me lembrar de seu pesadelo. Isso vai acontecer de novo? Ns
realmente precisamos conversar. Eu preciso saber sobre Jack e sobre o aumento da
segurana para os Greys, todos os detalhes que foram escondidos de mim, mas no de
Kate. Obviamente Elliot fala com ela.
        Eu olho para o meu relgio. So 08:50, estou atrasada para o trabalho. Eu termino
de escovar meus dentes, aplico um pouco de gloss, pego meu casaco leve preto, e volto
para a grande sala. Estou aliviada ao ver Christian ali, comendo seu caf da manh.
        -- Voc vai?, Ele diz, quando me v.
        -- Para o trabalho? Sim, claro. -- Corajosamente, eu ando em direo a ele e
descanso minhas mos na borda do bar. Ele olha para mim sem expresso.
        -- Christian, ns voltamos a uma semana. Eu tenho que ir para o trabalho.
        -- Mas... -- ele para, e passa a mo pelo cabelo. Mrs. Jones caminha calmamente
para fora da sala. Discreta, Gail, discreta.
        -- Eu sei que temos muito a falar. Talvez, se voc j se acalmou, podemos faz-lo
esta noite.
        Sua boca se abre com desnimo. -- Acalmou? -- Sua voz  estranhamente macia.
        Eu coro. -- Voc sabe o que eu quero dizer.
        -- No, Anastasia, eu no sei o que voc quer dizer.
        -- Eu no quero brigar. Estava vindo pra perguntar se eu poderia levar meu carro.
        -- No. Voc no pode, -- ele se mexe.
        -- Tudo bem. -- Eu falo imediatamente.
        Ele pisca. Ele estava obviamente esperando uma briga. -- Prescott vai acompanhar
voc. -- Seu tom  um pouco menos beligerante.
        Caramba, no Prescott. Eu quero fazer beicinho e protesto mas decido contra isso.
Certamente agora que Jack foi capturado podemos cortar a nossa segurana.
        Eu me lembro da minha me "palavras de sabedoria" falando um dia antes do meu
casamento. Ana, querida, voc realmente tem que escolher suas batalhas. Ele vai fazer o mesmo
com os seus filhos quando os tiver. Bem, pelo menos ele est me deixando ir trabalhar.
        -- Ok, -- eu murmuro. E porque eu no quero deix-lo assim com muita tenso
no resolvida e tanto entre ns, eu passo hesitante em direo a ele. Ele endurece,
arregalando os olhos, e por um momento ele parece to vulnervel, ele puxa em algum




210
lugar profundo, escuro no meu corao. Oh, Christian, eu sinto muito. Beijo-o castamente no
lado de sua boca. Ele fecha os olhos como se saboreando o meu toque.
       -- No me odeie, -- eu sussurro.
       Ele pega a minha mo. -- Eu no odeio voc.
       -- Voc no me beijou, -- eu sussurro.
       Ele me olha com desconfiana. -- Eu sei, -- resmunga.
       Estou desesperada para perguntar-lhe por que, mas eu no tenho certeza se quero
saber a resposta. Abruptamente ele se levanta e agarra meu rosto entre suas mos, e num
piscar de olhos os seus lbios esto nos meus. Eu suspiro com surpresa, inadvertidamente
concedo seu acesso. Ele tira proveito, invadindo minha boca, clamando-me, e assim que eu
estou comeando a responder ele me libera, sua respirao acelerada.
       -- Taylor vai levar voc e Prescott a SIP, -- ele diz, com os olhos queimando com
preciso. -- Taylor, -- ele chama. Eu coro, tentando recuperar alguma compostura.
       -- Senhor. -- Taylor est de p na porta.
       -- Diga a Prescott que a Sra. Grey est indo para o trabalho. Voc pode lev-las,
por favor?
       -- Certamente. -- Virando em seu calcanhar, Taylor desaparece.
       -- Se voc pudesse tentar ficar longe de problemas hoje, eu apreciaria isso, --
Christian resmunga.
       -- Eu vou ver o que posso fazer. -- Eu sorrio docemente. Um relutante meio
sorriso se forma nos lbios de Christian, mas ele no sorri.
       -- Eu te vejo mais tarde, ento, -- ele diz friamente.
       -- Mais tarde, -- eu sussurro.
       Prescott e eu tomamos o elevador de servio at a garagem, a fim de evitar a mdia
l fora. A priso de Jack e o fato de que ele foi preso em nosso apartamento so agora de
conhecimento pblico. Enquanto eu entro no Audi, gostaria de saber se h mais paparazzi
esperando na SIP como no dia em que nosso noivado foi anunciado.
       Ns dirigimos um tempo em silncio at que me lembro de ligar primeiro para Ray
e depois para minha me para tranqiliz-los de que Christian e eu estamos seguros.
Felizmente, ambas as chamadas so curtas, e eu desligo assim que ns chegamos na SIP.
Como eu temia, h uma pequena multido de reprteres e fotgrafos  espreita. Eles se
viram, olhando com expectativa para o Audi.


211
       -- Tem certeza de que quer fazer isto, Sra. Grey? -- Taylor pergunta. Parte de mim
quer ir para casa, mas isso significa passar o dia com o Sr. Fria. Eu espero que, com um
pouco de tempo, ele ganhe alguma perspectiva. Jack est sob custdia da polcia, assim
Cinqenta deveria estar feliz, mas ele no est. Parte de mim entende o porqu; muito
disso est fora de seu controle, incluindo eu, mas no tenho tempo pra pensar nisso agora.
       -- Leve-me ao redor da entrada de entrega, por favor, Taylor.
       -- Sim, madame.


        13:00 e eu consegui mergulhar no trabalho toda a manh. H uma batida e
Elizabeth coloca a cabea pela porta.
       -- Posso ter um minuto? -- Ela pede brilhantemente.
       -- Claro, -- eu murmuro, surpresa com sua visita no programada.
       Ela entra e senta-se, lanando seu longo cabelo preto por cima do ombro. -- Eu s
queria ver se voc est bem. Roach me pediu para lhe fazer uma visita, -- acrescenta
apressadamente enquanto seu rosto fica vermelho. -- Eu quero dizer, com tudo o que
passou ontem  noite.
       A notcia de Jack Hyde est em todos os jornais, mas ningum parece ter feito a
ligao ainda com o fogo no GEH.
       -- Eu estou bem, -- respondo, tentando no pensar muito profundamente sobre o
que sinto. Jack queria me prejudicar. Bem, isso no  novidade. Ele tentou antes.  com
Christian que estou mais preocupada.
       Eu olho logo meu e-mail. Ainda no h nada dele. Eu no sei se lhe envio um e-
mail, e eu apenas acabo provocando mais o Sr. Fria.
       -- Bom, -- responde Elizabeth, e seu sorriso realmente toca os olhos por um
momento. -- Se h alguma coisa que eu possa fazer, qualquer coisa que voc precise,
deixe-me saber.
       --Vai saber.
       Elizabeth destaca. -- Eu sei como voc est ocupada, Ana. Eu vou deixar voc
voltar para o trabalho.
       -- Hmm... obrigado.
       Isso tem que ter sido a reunio breve mais intil no Hemisfrio Ocidental hoje. Por
que Roach mando-a aqui? Talvez ele esteja preocupado, dado que sou a esposa de seu


212
chefe. Eu sacudo os pensamentos obscuros e checo o meu BlackBerry, na esperana de que
possa haver uma mensagem de Christian. Quando eu fao, abro meu e-mail de trabalho.


De: Christian Grey
Assunto: Declarao
Data: 26 de agosto de 2011 13:04
Para: Anastasia Grey

Anastasia,
Detetive Clark vai visitar seu escritrio hoje s 3 da tarde para tomar seu depoimento.
Tenho insistido que ele deve ir at voc, pois eu no quero que voc v at a delegacia.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Eu olho para o seu e-mail por um total de cinco minutos, tentando pensar em uma
resposta leve e espirituosa para levantar o seu humor. Eu desenho um branco total, e opto
por brevidade.


De: Anastasia Grey
Assunto: Declarao
Data: 26 de agosto de 2011 13:12
Para: Christian Grey

Ok.
Ax

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


       Eu fico olhando para a tela por mais cinco minutos, ansiosa por sua resposta, mas
no h nada. Christian no est com vontade de jogar hoje.
       Sento-me de volta. Posso culp-lo? Meu pobre Cinqenta est provavelmente
frentico, de volta nas primeiras horas desta manh. Ento, um pensamento me ocorre. Ele
estava em seu smoking quando acordei esta manh. Que hora ele decidiu voltar de Nova
York? Ele normalmente deixa funes entre 10 e 11. Na noite passada, h essa hora, eu
estava ainda no bar com Kate.
       Ser que Christian estava voltando para casa porque eu estava fora, ou por causa
do incidente com Jack? Se ele voltou porque eu estava fora, ele no teria nenhuma idia


213
sobre Jack, sobre a polcia, nada, at que ele desembarcou em Seattle. De repente  muito
importante para mim descobrir. Se Christian voltou apenas porque eu estava fora, ento
ele estava exagerando. Meu subconsciente suga os dentes, vestindo seu rosto harpia. Ok,
eu estou feliz que ele voltou, talvez isso, seja irrelevante. Mas ainda assim, Christian deve
ter tido um inferno de um choque quando ele pousou. No   toa que ele est to confuso
hoje. Suas palavras anteriores, voltam para mim. Eu ainda estou fodendo de raiva de voc,
Anastasia. Voc est me fazendo questionar meu julgamento.
       Eu tenho que saber, se ele voltou, por causa de um coquetel ou por causa do
luntico, porra?


De: Anastasia Grey
Assunto: Seu vo
Data: 26 de agosto de 2011 13:24
Para: Christian Grey

A que horas voc decidiu voltar para Seattle ontem?

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Seu vo
Data: 26 de agosto de 2011 13:26
Para: Anastasia Grey

Por qu?

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


De: Anastasia Grey
Assunto: Seu vo
Data: 26 de agosto de 2011 13:29
Para: Christian Grey

Apenas curiosidade.

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey


214
Assunto: Seu vo
Data: 26 de agosto de 2011 13:32
Para: Anastasia Grey

A curiosidade matou o gato.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


De: Anastasia Grey
Assunto: Hein?
Data: 26 de agosto de 2011 13:35
Para: Christian Grey

O que  essa referncia oblqua? Outra ameaa?
Voc sabe onde eu estou indo com isso, no ?
Que voc decidiu voltar porque eu sa para tomar uma bebida com minha amiga depois
que me pediu para no ir, ou voc voltou porque um louco estava em seu apartamento?

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


       Eu olho para a tela. No h resposta. Eu olho para o relgio do computador. 13:45 e
ainda sem resposta.


De: Anastasia Grey
Assunto: Aqui est a coisa...
Data: 26 de agosto de 2011 13:56
Para: Christian Grey

Eu vou tomar o seu silncio como uma admisso de que voc, de fato, voltou para Seattle
PORQUE EU MUDEI DE IDEIA. Eu sou uma mulher adulta e fui tomar uma bebida com a
minha amiga. Eu no entendia as ramificaes de segurana de MUDAR A MINHA
MENTE porque VOC NUNCA ME DISSE NADA. Eu descobri pela Kate que a segurana
de fato, foi reforada para todos os Greys, e no apenas para ns. Eu acho que voc
geralmente reage de mais sobre a minha segurana, e eu entendo o porqu, mas voc 
como um menino lobo chorando.
Eu nunca tenho a menor idia sobre o que  uma preocupao real ou apenas algo que 
percebido como uma preocupao por voc. Eu tinha dois dos seguranas comigo. Pensei
que nos duas, Kate e eu estaramos seguras. Fato , que eram mais seguranas naquele bar
que no apartamento. Se eu tivesse sido PLENAMENTE INFORMADA da situao, eu teria
tomado um curso de ao diferente.
Eu entendo suas preocupaes,  algo a ver com o material que estava no computador de
Jack,  no que Kate acredita. Voc sabe como  chato descobrir que a minha melhor amiga
sabe mais sobre o que est acontecendo com voc do que eu sei? E eu sou sua ESPOSA.


215
Ento, voc vai me dizer? Ou voc vai continuar a tratar-me como uma criana, garantindo
que eu continue a se comportar como uma?
Voc no  o nico que est fodendo chateado. Ok?
Ana

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


       Eu clico em enviar. H, pegue isso em seu cachimbo e fume, Grey. Eu tomo uma
profunda respirao. Eu tenho trabalhado em completa raiva de mim mesmo. Aqui estava
eu, me sentindo triste e culpada por me comportar mal. Bem, no mais.


De: Christian Grey
Assunto: Aqui est a coisa...
Data: 26 de agosto de 2011 13:59
Para: Anastasia Grey

Como sempre, Sra. Grey, to direta e desafiadora no e-mail.
Talvez possamos discutir isso quando voc chegar em casa no NOSSO apartamento.
Voc deve prestar ateno a sua linguagem. Eu ainda estou fodendo chateado, tambm.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Olhar minha linguagem! Eu fao cara feia para meu computador, percebendo que
isto no est levando a lugar nenhum. Eu no respondo, mas pego um manuscrito que
recebi recentemente de um autor promissor e comeo a ler.


       Meu encontro com o detetive Clark  montono. Ele est menos resmungo do que
a noite passada, talvez porque ele conseguiu dormir um pouco. Ou talvez ele
simplesmente prefira trabalhar durante o dia.
       -- Obrigado por sua declarao, Sra. Grey.
       -- De nada, detetive. Hyde est sob custdia policial ainda?
       -- Sim, senhora. Ele foi liberado do hospital esta manh. Com o que ele  acusado,
ele deve ficar conosco por um tempo. -- Ele sorri, seus olhos escuros enrugados no canto.
       -- timo. Este tem sido um tempo ansioso para o meu marido e eu.
       -- Falei longamente com o Sr. Grey esta manh. Ele est muito aliviado. Homem
interessante, seu marido.


216
       Voc no tem idia.
       -- Sim, acho que sim. -- Eu lhe ofereo um sorriso educado, e ele sabe que est
sendo liberado.
       -- Se voc lembrar de alguma coisa, voc pode me chamar. Aqui est meu carto.
-- Ele luta para tirar um carto de sua carteira e entrega para mim.
       -- Obrigado, detetive. Eu vou fazer isso.
       -- Bom dia para voc, Sra. Grey.
       -- Bom dia.
       Quando ele sai, eu me pergunto exatamente do que Hyde foi acusado. Sem dvida
Christian no vai me dizer. Eu mordo meus lbios.


       Ns vamos em silncio para o Escala. Sawyer est dirigindo, Prescott ao seu lado, e
meu corao cresce mais e mais pesado com a volta. Eu sei que Christian e eu vamos ter
uma poderosa briga, e eu no sei se tenho energia.
       Quando eu entro no elevador da garagem com Prescott ao meu lado, eu tento
clarear meus pensamentos. O que eu quero dizer? Eu acho que eu disse tudo no meu e-
mail. Talvez ele v me dar algumas respostas. Espero que sim. Eu no posso ajudar os
meus nervos. Meu corao est batendo forte, minha boca est seca e minhas mos esto
suadas. Eu no quero brigar. Mas s vezes ele  to difcil, e eu preciso defender meu lado.
       As portas do elevador se abrem, revelando o hall de entrada, e est mais uma vez
puro e arrumado. A mesa esta reta e um vaso novo no lugar com lindas e plidas penias
rosa e branca. Eu rapidamente verifico as pinturas enquanto entramos, todas as Madonas
esto intactas. A porta da sala quebrada est fixa e operacional mais uma vez e Prescott
gentilmente abre para mim. Ela est to quieta hoje. Acho que a prefiro dessa maneira.
       Eu largo minha pasta no hall e vou para a sala grande. Eu paro. Puta merda.
       -- Boa noite, Sra. Grey, -- Christian diz baixinho. Ele est de p ao lado do piano,
vestido com uma apertada camiseta preta e jeans... aquele jeans, o que ele usana no quarto
de jogos. Oh meu. Eles so mais lavados em um plido azul, confortvel, rasgado no joelho
e quente. Ele anda em volta de mim, os ps descalos, o boto de cima do jeans aberto,
seus olhos ardentes nunca deixando os meus.
       --  bom ter voc em casa. Eu estive esperando por voc.




217
                                         Captulo 11
       --  voc agora? -- Eu sussurro. Minha boca est mais seca ainda, meu corao
batendo em meu peito. Por que ele est vestido assim? O que significa isso? Ele ainda est
de mau humor?
       -- Sou eu. -- Sua voz  como um gatinho suave, mas ele est sorrindo enquanto
passeia perto de mim.
       Puta merda ele parece quente, a cala jeans pendurada no caminho de seus
quadris. Oh no, eu no vou ser distrada pelo Mr. Sexo. Tento avaliar seu estado de
esprito enquanto ele caminha em minha volta. Raiva? Brincalho? Lascivo? Ah! 
impossvel dizer.
       -- Eu gosto do seu jeans, -- murmuro. Ele sorri um sorriso que no alcanou seus
olhos. Merda, ele ainda est irritado. Ele est usando isto para me distrair. Ele para diante de
mim, e eu estou queimado com sua intensidade. Ele olha para baixo, seus olhos bem
ilegveis queimam nos meus. Eu engulo.
       -- Eu entendo que voc tem problemas, Sra. Grey, -- ele diz suavemente, e ele
puxa algo do bolso de trs da cala jeans. Eu no posso tirar meu olhar do seu, mas posso
ouvi-lo desdobrar um pedao de papel. Ele mantm-se, e olhando rapidamente em sua
direo, eu reconheo meu e-mail. Meu olhar retorna ao seu, enquanto seus olhos brilham
com brilhante raiva.
       -- Sim, eu tenho problemas, -- eu sussurro, sentindo-me sem flego. Eu preciso de
distncia se vamos discutir isso. Mas antes que eu possa voltar, ele se inclina para baixo e
corre o nariz junto a mim. Meus olhos ficam trmulos, enquanto congratulo-me com o seu
toque inesperado, suave.
       -- Eu tambm, -- ele sussurra contra a minha pele, e eu abro meus olhos com suas
palavras. Ele se endireita e olha fixamente para mim, mais uma vez.
       -- Eu acho que eu estou familiarizado com seus problemas, Christian. -- Minha
voz  irnica, e ele aperta os olhos, diverso suprimida e h fascas momentaneamente.
Ser que vamos brigar? Eu dou um passo atrs de precauo. Devo fisicamente me
distanciar dele, do seu cheiro, seu olhar, seu corpo perturbador naquelas calas quentes.
Ele franze a testa enquanto eu me movo.




218
        -- Por que voc voltou de Nova York? -- Eu sussurro. Vamos acabar logo com
isso.
        -- Voc sabe por qu. -- Seu tom carrega um anel de aviso.
        -- Porque eu sa com Kate?
        -- Porque voc voltou atrs em sua palavra, e voc me desafiou, colocando-se em
um risco desnecessrio.
        -- Voltei com a minha palavra?  assim que voc v? -- Eu suspiro, ignorando o
resto de sua sentena.
        -- Sim.
        Puta merda. Falar sobre reao exagerada! Eu comeo a revirar os olhos mas paro
quando ele faz cara feia para mim. -- Christian, eu mudei de idia, -- eu explico devagar,
pacientemente como se ele fosse uma criana. -- Eu sou uma mulher. Somos famosas por
isso. Isso  o que ns fazemos.
        Ele pisca para mim como se no compreendesse isto.
        -- Se eu tivesse pensado por um minuto que voc cancelaria sua viagem de
negcios... -- Faltam-me palavras. Eu percebo que no sei o que dizer. Estou
momentaneamente catapultada de volta para a discusso sobre nossos votos. Eu nunca
prometi obedincia, Christian. Mas eu seguro minha lngua, porque no fundo eu estou feliz
que ele voltou. Apesar de sua fria, eu estou feliz que ele esteja aqui com raiva latente e na
minha frente.
        -- Voc mudou de idia? -- Ele no pode esconder sua descrena desdenhosa.
        -- Sim.
        -- E voc no pensou em me contar? -- Ele me olha, incrdulo, antes de continuar.
-- O que  mais, voc deixou a equipe de segurana aqui e colocou Ryan em risco.
        Oh. Eu no tinha pensado sobre isso.
        -- Eu deveria ter ligado, mas eu no queria preocup-lo. Se eu tivesse, eu tenho
certeza que voc teria me proibido de ir e eu sinto saudade de Kate. Eu queria v-la. Alm
disso, me manteve fora do caminho quando Jack esteve aqui. Ryan no deveria ter
deixado ele entrar. -- Isso  to confuso. Se Ryan no tivesse, Jack ainda estaria l fora.
        Os olhos de Christian brilham descontroladamente, ento se fecha, apertando seu
rosto como se sentisse dor. Oh, no. Ele balana a cabea, e antes que eu perceba, ele me
toma em seus braos, puxando-me com fora contra ele.


219
       -- Oh Ana, -- ele sussurra enquanto ele aperta seus braos sobre mim e eu mal
possa respirar. -- Se algo tivesse acontecido com voc -- sua voz  apenas um sussurro.
       -- No, -- eu consigo dizer.
       -- Mas poderia ter. Eu j morri mil mortes hoje pensando sobre o que poderia ter
acontecido. Eu estava to bravo, Ana. Bravo com voc. Bravo comigo. Bravo com todos.
No me lembro de estar com medo... exceto -- ele para novamente.
       -- Exceto? -- Eu pergunto.
       -- Uma vez em seu antigo apartamento. Quando Leila estava l.
       Oh. Eu no quero pensar sobre isso.
       -- Voc estava to frio esta manh, -- murmuro. Minha voz se quebra na ltima
palavra enquanto eu me lembro da sensao horrorosa de rejeio no chuveiro. Suas mos
se movem para minha nuca, soltando seu aperto em mim, e eu respiro profundamente. Ele
puxa minha cabea para trs.
       -- Eu no sei como lidar com essa raiva. Eu no acho que quero te machucar, -- ele
diz, os olhos arregalados e cautelosos. -- Esta manh, eu queria punir voc, mal e -- ele
para, sem palavras eu acho, ou com muito medo de diz-las.
       -- Voc estava preocupado em me machucar? -- Eu termino a frase para ele, no
acreditando que ele me machucaria por um minuto, mas aliviada, tambm. Uma pequena
parte de mim temia que fosse porque ele no me queria mais.
       -- Eu no confio em mim, -- ele diz calmamente.
       -- Christian, eu sei que voc nunca me machucaria. No fisicamente, de qualquer
maneira. -- Eu fecho a cabea entre as mos.
       -- Voc acha? -- Ele pergunta, e no h ceticismo em sua voz.
       -- Sim. Eu sabia que o que voc disse era uma ameaa, vazia e ociosa. Eu sei que
voc no vai bater em mim.
       -- Eu queria.
       -- No, voc no queria. Voc apenas acha que queria.
       -- Eu no sei se isso  verdade, -- ele murmura.
       -- Pense nisso, -- eu insisto, envolvendo meus braos em torno dele mais uma vez
e me encostando no seu peito pela camiseta preta. -- Sobre como voc se sentiu quando eu
sa. Voc tem me dito muitas vezes o que isso fez com voc. Como aquilo alterou sua viso




220
do mundo, de mim. Eu sei o que voc deu para mim. Pense em como voc se sentia em
relao s marcas de algema na nossa lua de mel.
         Ele acalma, e eu sei que ele est processando essa informao. Eu aperto meus
braos em torno dele, as minhas mos em suas costas, sentindo seus tensos msculos
tonificados sob sua camiseta. Aos poucos, ele relaxa enquanto a tenso lentamente se
esvai.
          isso que est preocupando ele? Que ele vai me machucar? Por que eu tenho mais
f nele do que ele tem em si mesmo? Eu no entendo, certamente ns temos que deixar
isso pra l. Ele  normalmente to forte, to no controle, mas sem isso, ele est perdido. Oh,
Cinqenta, Cinqenta, Cinqenta, sinto muito. Ele beija meu cabelo, viro meu rosto para o
seu, e seus lbios encontram os meus, buscando, agradvel, dando, implorando pra que,
eu no sei. Eu s quero sentir sua boca na minha, e retribuo seu beijo apaixonadamente.
         -- Voc tem tanta f em mim, -- ele sussurra depois que para.
         -- Eu tenho. -- Ele acaricia meu rosto com as costas de seus dedos e a ponta de seu
polegar, olhando fixamente nos meus olhos. Sua raiva se foi. Meu Cinqenta est de volta
a partir de onde ele esteve.  bom v-lo. Olho-me timidamente e sorrio.
         -- Alm disso, -- eu sussurro, -- voc no tem a papelada.
         Sua boca aberta cai em choque divertido, e ele agarra-me ao seu peito novamente.
         -- Voc est certa. Eu no tenho. -- Ele ri.
         Estamos no meio da grande sala, trancados em nosso abrao, apenas segurando um
ao outro.
         -- Venha pra cama, -- ele sussurra, depois de s Deus sabe quanto tempo.
         Oh meu...
         -- Christian, ns precisamos conversar.
         -- Mais tarde, -- ele insiste em voz baixa.
         -- Christian, por favor. Fale comigo.
         Ele suspira. -- Sobre o qu?
         -- Voc sabe. Voc me mantm no escuro.
         -- Eu quero proteger voc.
         -- Eu no sou uma criana.




221
       -- Estou plenamente consciente disso, Sra. Grey. -- Ele passa as mos pelo meu
corpo e aperta meu traseiro. Flexionando seus quadris, ele pressiona sua ereo crescente
em mim.
       -- Christian, -- eu ralho. -- Fale comigo.
       Ele suspira mais uma vez com exasperao. -- O que voc quer saber? -- Sua voz
esta resignada enquanto me libera. Eu penso, eu no quis dizer que voc tem que me soltar.
Tomando minha mo, ele se abaixa para pegar o meu e-mail que estava no cho.
       -- Muitas coisas, -- murmuro, enquanto deixo ele me levar para o sof.
       -- Sente, -- ele ordena. Algumas coisas nunca mudam, eu devaneio, fazendo o que
ele mandou. Christian senta ao meu lado, e inclinando-se para frente, coloca sua cabea
em suas mos.
       Oh no. Isto  muito difcil para ele? Ento ele se senta, passando ambas as mos
atravs de seu cabelo, e se vira para mim, com expectativa para se reconciliar com seu
destino.
       -- Me pergunte-me, -- ele diz simplesmente.
       Oh. Bem, isso foi mais fcil do que eu pensei. -- Por que a segurana adicional para
sua famlia?
       -- Hyde era uma ameaa para eles.
       -- Como voc sabe?
       -- A partir do seu computador. Estavam armazenados detalhes pessoais sobre
mim e o resto da minha famlia. Especialmente Carrick.
       -- Carrick? Por que ele?
       -- Eu no sei ainda. Vamos para a cama.
       -- Christian, diga-me!
       -- Dizer o qu?
       -- Voc  to... exasperante.
       -- Igual a voc. -- Ele me olha.
       -- Voc no mandou segurana quando descobriu que havia informaes sobre
sua famlia no computador. Ento o que aconteceu? Por que agora?
       Christian estreita os olhos para mim.
       -- Eu no sabia que ele estava indo para tentar queimar meu prdio, ou... -- Ele
para. -- Ns pensamos que era uma obsesso indesejvel, mas voc sabe, -- ele d de


222
ombros -- quando voc est nos olhos do pblico, as pessoas esto interessadas. Foi coisas
aleatrias: notcias sobre mim de quando eu estava em Harvard, minha rotina, a minha
carreira. Relatrios sobre Carrick, seguindo sua carreira, seguindo a carreira da minha
me, em certa medida, Elliot e Mia.
         Que estranho.
         -- Voc disse ou, -- eu induzo.
         -- Ou o qu?
         -- Voc disse, tentar queimar meu prdio, ou... Como se estivesse indo dizer outra
coisa.
         -- Voc est com fome?
         O qu? Eu fao uma careta para ele, e meu estmago ronca.
         -- Voc comeu hoje? -- Sua voz esta severa e seu olhar gelado.
         Eu sou trada pela minha vermelhido.
         -- Como eu pensei. -- Sua voz esta cortante. -- Voc sabe como me sinto sobre
voc no comer. Venha, -- ele diz. Ele se levanta e estende a mo. -- Me deixe te
alimentar. -- E ele muda de novo... Desta vez sua voz cheia de promessa sensual.
         -- Alimentar-me? -- Eu sussurro enquanto todo sul de meu umbigo derrete.
Inferno. Isto  como uma diverso tipicamente mercurial do que temos vindo a discutir. 
isso?  que tudo que eu vou conseguir dele agora? Levando-me at a cozinha, Christian pega
um banquinho do bar e anda ao redor para o outro lado da ilha.
         -- Sente, -- ele diz.
         -- Onde est a Sra. Jones? -- Eu pergunto, notando a sua ausncia pela primeira
vez enquanto eu sento no banco.
         -- Eu dei a ela e Taylor a noite de folga.
         Oh.
         -- Por qu?
         Ele olha para mim por um instante, e sua diverso arrogante est de volta. --
Porque eu posso.
         -- Ento voc est indo pra cozinha? -- Dou-lhe um sorriso incrdulo.
         -- Oh, tenha um pouco de f, Sra. Grey. Feche seus olhos.
         Uau. Eu pensei que amos ter uma briga, e aqui estamos ns, jogando na cozinha.
         -- Feche, -- ele ordena.


223
       Eu rolo primeiro, e depois fecho.
       -- Hmm.. No  bom o suficiente, -- ele resmunga. Abro um olho e vejo-o tomar
um leno cor de ameixa de seda para fora do bolso de trs da cala jeans. Ele coincide com
o meu vestido. Santo Deus. Eu olho para ele com curiosidade. Quando foi que ele pegou isso?
       -- Feche, -- ele ordena novamente. -- E no espie.
       -- Voc est me vendando? -- Murmuro, chocada. De repente eu estou sem flego.
       -- Sim.
       -- Christian... -- Ele coloca um dedo nos meus lbios, silenciando-me.
       Eu quero falar.
       -- Ns vamos conversar mais tarde. Eu quero que voc coma agora. Voc disse que
estava com fome. -- Ele beija levemente meus lbios. A seda do leno  macia contra
minhas plpebras enquanto ele a amarra firmemente na parte de trs da minha cabea.
       -- Voc pode ver? -- Ele pergunta.
       -- No, -- eu resmungo, figurativamente revirando os olhos. Ele ri baixinho.
       -- Eu posso dizer quando voc est rolando seus olhos... e voc sabe como eu me
sinto quando voc faz isso.
       Eu sorrio. -- Podemos comear e acabar logo com isso? -- Eu digo.
       -- Essa impacincia, Sra. Grey. To ansiosa para falar. -- Seu tom  ldico.
       --Sim!
       -- Eu devo aliment-la primeiro, -- ele diz e roa seus lbios sobre a minha
tmpora, acalmando-me instantaneamente.
       Ok... Vamos fazer  sua maneira. Eu resigno ao meu destino e escuto seus
movimentos em torno da cozinha. A porta da geladeira se abre, e Christian coloca vrios
pratos na bancada atrs de mim. Ele vai para o microondas, coloca alguma coisa dentro, e
liga. Minha curiosidade esta aguada. Eu ouo a alavanca da torradeira, a virada do
controle e do timer. Hmm, torrada?
       -- Sim. Estou ansiosa para conversar, -- murmuro, distrada. Uma variedade de
espcies exticas, aromas picantes enchem a cozinha, e eu me desloco na minha cadeira.
       -- Esteja ainda, Anastasia, -- ele murmura, e ele est perto de mim de novo. -- Eu
quero que voc se comporte..., -- ele sussurra.
       Oh meu. Meu interior congela e minha deusa nem sequer pisca.




224
       -- E no morda seu lbio. -- Gentilmente ele puxa meu lbio inferior livrando dos
meus dentes, e eu no posso ajudar o meu sorriso.
       Em seguida, eu escuto o som de uma rolha sendo liberada a partir de uma garrafa e
o suave som do vinho que est sendo derramado em um copo. Em seguida, um momento
de silncio, seguido de um clique tranqilo e o silvo suave de rudo dos alto-falantes do
som me cerca enquanto eles vm  vida. O som forte de uma guitarra comea uma msica
que eu no conheo. Christian gira o volume at ficar ao nvel de fundo. Um homem
comea a cantar, sua voz profunda, baixa e sexy.
       -- Primeiro bebida, eu acho, -- Christian sussurra, desviando-me da cano. --
Cabea para trs. -- Eu coloco minha cabea para trs. -- Mais, -- ele pede.
       Eu foro, e seus lbios esto nos meus. Vinho fresco flui em minha boca. Eu engulo
reflexivamente. Oh meu. Memrias invadem minha mente trazendo de volta lembranas
de um tempo no muito distante. Eu amarrada na minha cama em Vancouver antes de me
formar, Christian no apreciando meu e-mail. Hmm... O tempo mudou? No muito. S que
agora eu reconheo o vinho, o favorito de Christian, Sancerre.
       -- Hmm, -- murmuro em apreciao.
       -- Voc gosta do vinho? -- Ele sussurra, seu hlito quente na minha bochecha.
Estou banhada em sua proximidade, sua vitalidade, o calor que irradia de seu corpo,
mesmo que ele no me toque.
       -- Sim, -- eu respiro.
       -- Mais?
       -- Eu sempre quero mais, com voc.
       Eu quase posso ouvir seu sorriso. Isso me faz sorrir tambm. -- Sra. Grey, voc est
flertando comigo?
       -- Sim.
       Seu anel de casamento faz um pequeno click contra o vidro enquanto ele toma
mais um gole de vinho. Agora que  um som sexy. Desta vez, ele puxa a minha cabea de
volta, segurando-me. Ele me beija mais uma vez, e avidamente eu engulo o vinho que ele
me d. Ele sorri enquanto ele me beija novamente.
       -- Com fome?
       -- Eu acho que ns j estabelecemos que sim, Sr. Grey.
       O trovador no iPod est cantando sobre jogos perversos. Hmm... Como  apto.


225
       O microondas silva, e Christian me libera. Sento-me na posio vertical. A comida
tem cheiro picante: alho, hortel, organo, alecrim, e cordeiro, eu acho. A porta do
microondas abre, e o cheiro apetitoso cresce mais forte.
       -- Merda! Cristo! -- Christian pragueja, e um prato faz barulho na bancada.
       Oh Cinqenta! -- Voc est bem?
       -- Sim! -- Ele diz, com a voz firme. Um momento depois, ele est de p ao meu
lado mais uma vez.
       -- Eu s me queimei. Aqui. -- Ele facilita o dedo indicador em minha boca. --
Talvez voc possa sug-lo melhor.
       -- Oh. -- Segurando sua mo, eu tiro o dedo lentamente da minha boca. -- Ali, ali,
-- eu acalmo, e inclinado para frente eu chupo, resfriando o dedo, em seguida, beija-o
suavemente duas vezes. Ele para de respirar. Eu recoloco na minha boca e chupo
suavemente. Ele inala bruscamente, e o som viaja direto para a minha virilha. Ele tem um
gosto to delicioso como sempre, e eu percebo que este  o seu jogo de seduo lenta com
a sua esposa. Eu pensei que ele estivesse bravo, e agora...? Este homem, meu marido,  to
confuso. Mas  assim que eu gosto dele. Brincalho. Divertido. Sexy como o inferno. Ele
me deu algumas respostas, mas eu sou gananciosa. Eu quero mais, mas eu quero jogar
tambm. Depois da ansiedade e da tenso de hoje, e o pesadelo da noite passada com Jack,
esta  uma diverso bem-vinda.
       -- O que voc est pensando? -- Christian murmura, parando meus pensamentos
enquanto ele puxa o dedo da minha boca.
       -- Como mercurial voc .
       Ele acalma ao meu lado. -- Cinqenta tons, baby, -- ele diz, eventualmente e
planta um leve beijo no canto da minha boca.
       -- Meu Cinqenta tons, -- eu sussurro. Agarrando sua camiseta, eu o puxo de
volta para mim.
       -- Oh no, voc no, Sra. Grey. No toque... ainda no. -- Ele pega a minha mo,
retirando de sua camiseta, e beija cada dedo por sua vez.
       -- Sente-se, -- ele ordena.
       Eu fao beicinho.
       -- Eu vou bater se voc fizer beicinho. Agora abra bem a boca.




226
         Oh merda. Eu abro a minha boca, e ele coloca uma garfada de cordeiro picante,
quente e coberta com molho fresco de iogurte, hortel. Mmm. Eu mastigo.
         -- Voc gosta?
         -- Sim.
         Ele faz um barulho apreciativo, e eu sei que ele est comendo e aproveitando,
tambm.
         -- Mais?
         Concordo com a cabea. Ele me d outra garfada, e eu mastigo com entusiasmo. Ele
coloca o garfo e corta... Po, eu acho.
         -- Abra, -- ele ordena.
         Desta vez  um pedao de po e hummus. Sei que foi a Sra. Jones que fez, ou talvez
fosse mesmo Christian, ele foi fazer compras na delicatesse que descobri cerca de cinco
semanas h apenas duas quadras do Escala. Eu mastigo com gratido. Christian em um
clima ldico aumenta meu apetite.
         -- Mais? -- Ele pergunta.
         Concordo com a cabea. -- Mais de tudo. Por favor. Estou morrendo de fome.
         Eu ouo seu sorriso encantador. Lento e pacientemente ele me alimenta,
ocasionalmente beijando um bocado de comida a partir do canto da minha boca ou
limpando com os dedos. Intermitente, ele me oferece um gole de vinho em sua forma
nica.
         -- Abri, ento morde, -- ele murmura. Eu sigo o seu comando. Hmm, um dos
meus favoritos, recheado de folhas de videira. Mesmo frio eles so deliciosos, apesar de eu
preferi-los aquecidos, mas eu no quero correr o risco de Christian se queimar novamente.
Ele me alimenta lentamente, e quando eu termino eu lambo os dedos para limpar.
         -- Mais? -- Ele pergunta, com a voz baixa e rouca.
         Eu balano minha cabea. Eu estou cheia.
         -- Bom, -- ele sussurra em meu ouvido, -- porque chegou a hora do meu prato
favorito claro. Voc. -- Ele me coloca em seus braos, surpreendendo-me tanto que eu
grito.
         -- Posso tirar a venda dos olhos?
         -- No.
         Eu quase fao beicinho, ento me lembro de sua ameaa e penso melhor.


227
       -- Quarto de jogos, -- ele murmura.
       Oh... eu no sei se isso  uma boa idia.
       -- Voc est pronta para o desafio? Ele pergunta. E porque ele est acostumado a
palavra desafio, no posso dizer que no.
       -- Sim, -- eu murmuro, e algo que eu no quero citar passa pelo meu corpo. Ele
me leva atravs da porta, em seguida, sobe as escadas para o segundo andar.
       -- Eu acho que voc perdeu peso, -- resmunga com desaprovao. Perdi? Bom. Me
lembro do seu comentrio quando chegamos da nossa lua de mel, e o quanto me
machucou. Puxa, isso foi apenas h uma semana?
       Fora do quarto de jogos, ele me desliza para baixo de seu corpo e me coloca em p,
mas mantm o brao em volta da minha cintura. Rapidamente ele abre a porta.
       Ela cheira sempre a mesma: madeira polida e citros. Est realmente se tornando um
cheiro reconfortante. Liberando-me, Christian gira em torno de mim at que eu estou de
costas para ele. Ele desfaz o leno, e eu pisco para a luz suave. Gentilmente, ele puxa os
grampos do meu cabelo e minha trana cai livre. Ele agarra e puxa suavemente ento eu
tenho que voltar contra ele.
       -- Eu tenho um plano, -- ele sussurra no meu ouvido, provocando arrepios
deliciosos na minha espinha.
       -- Eu pensei que tivesse, -- respondo. Ele beija embaixo da minha orelha.
       -- Oh, Sra. Grey, eu tenho. -- Seu tom  suave, hipnotizante. Ele puxa minha
trana para o lado e planta uma trilha de beijos suaves na minha garganta.
       -- Primeiro temos que deix-la nua. -- Sua voz cantarola baixo em sua garganta e
ressoa atravs do meu corpo. Eu quero isso, o que ele planejou. Eu quero nos ligar da
forma que sabemos. Ele para me encarando. Eu olho para o jeans, o boto superior ainda
aberto, e eu no posso parar. Eu coloco o meu dedo indicador ao redor da cintura,
evitando sua camiseta, sentindo os cabelos da sua trilha feliz fazendo ccegas na minha
junta. Ele inala bruscamente, e eu olho para encontrar seus olhos. Eu paro no boto
desabotoado. Seus olhos escurecem a um profundo cinza.. Oh meu.
       -- Voc deve manter estes, -- eu sussurro.
       --  essa a inteno, Anastasia.




228
       E ele se move, me agarrando com uma mo na parte de trs do meu pescoo e a
outra em torno de meu traseiro. Ele me puxa contra ele, em seguida sua boca esta sobre a
minha, e ele est me beijando como se sua vida dependesse disso.
       Uau!
       Ele anda para trs, nossas lnguas entrelaadas, at que eu sinto a cruz de madeira
atrs de mim. Ele se inclina para mim, os contornos de seu corpo pressionando o meu.
       -- Vamos nos livrar deste vestido, -- ele diz, levantando meu vestido at minhas
coxas, meus quadris, minha barriga... Deliciosamente, lentamente, o tecido desliza sobre
minha pele, sobre os meus seios.
       -- Incline-se, -- diz ele.
       Eu cumpro, e ele puxa meu vestido sobre a minha cabea e deixa-o no cho,
deixando-me em minhas sandlias, calcinhas e suti. Seus olhos brilham quando ele agarra
as duas mos e as levantam sobre a minha cabea. Ele pisca uma vez e inclina a cabea
para o lado, e eu sei que ele est pedindo a minha autorizao. O que ele vai fazer comigo?
Eu engulo, ento aceno a cabea, e um trao de sorriso de admirao, quase orgulhoso,
toca seus lbios. Ele prende meus pulsos nas algemas de couro na barra acima e coloca o
leno mais uma vez.
       -- Penso que voc j viu o suficiente, -- ele murmura. Ele envolve-o em torno de
minha cabea, me vendando, e eu sinto um frisson me percorrer, todos os meus outros
sentidos aguados, o som de sua respirao suave, minha prpria resposta animada, o
sangue pulsando em meus ouvidos, o cheiro de Christian misturado com o do quarto,
todos esto em foco mais ntido porque eu no posso ver. Seu nariz toca o meu.
       -- Eu vou te deixar louca, -- ele sussurra. Suas mos agarram meus quadris, e ele
se move para baixo, retirando minha calcinha enquanto suas mos deslizam pelas minhas
pernas. Me deixa louca... wow.
       -- Levante seus ps, um de cada vez. -- Eu obedeo e ele remove primeiro minha
calcinha, ento cada sandlia, por sua vez. Suavemente agarra meu tornozelo, ele puxa
minha perna suavemente para a direita.
       -- Ponha o p, -- ele diz. Ele algema meu tornozelo direito na cruz, em seguida,
passa a fazer o mesmo com a minha esquerda. Estou desamparada, de braos abertos na
cruz. De p, Christian para enfrente a mim, e meu corpo est imerso em seu calor mais




229
uma vez ele no me toca. Depois de um momento ele agarra meu queixo, inclina a cabea
para cima, e me beija castamente.
         -- Alguma msica e brinquedos, eu acho. Voc est linda como sempre, Sra. Grey.
Eu posso ter um momento para admirar a vista. -- Sua voz  suave. Tudo aperta l no
fundo.
         Depois de um momento, talvez dois, eu escuto calmamente ele indo para a
cmoda, abrindo uma gaveta. A gaveta de bunda? Eu no tenho idia. Ele tira algo e
coloca em cima, seguido por outra coisa. Os alto-falantes ganham vida, e depois de um
momento em que as tenses de um nico piano toca uma melodia suave e melodioso
enche a sala.  familiar, Bach, eu acho, mas eu no sei qual  a pea. Algo sobre a msica
deixa-me apreensiva. Talvez porque a msica  muito legal, muito destacada. Eu franzo a
testa, tentando entender por que ela perturba-me, mas Christian agarra meu queixo, me
assustando, e puxa gentilmente para que eu libere meu lbio inferior. Eu sorrio, tentando
me tranqilizar. Por que me sento desconfortvel?  a msica?
         Christian passa a mo que estava no meu queixo, ao longo da minha garganta, e de
um seio para o outro. Usando o polegar, ele puxa o feixe, liberando meu peito da restrio
do meu suti. Ele faz um zumbido apreciativo em sua garganta e beija meu pescoo. Seus
lbios seguem o caminho de seus dedos em meu peito, beijando e sugando todo o
caminho. Seus dedos se movem para meu peito esquerdo, liberando-o de meu suti. Eu
gemo enquanto ele coloca seu dedo polegar atravs de meu mamilo esquerdo, e seus
lbios fecham-se em torno de meu direito, puxando e brincando gentilmente at que
ambos os mamilos esto duros.
         -- Ah.
         Ele no para. Com cuidado primoroso, ele lentamente aumenta a intensidade em
cada um. Eu puxo inutilmente contra minhas limitaes enquanto pontas afiadas de
prazer dos meus mamilos vo para a minha virilha. Eu tento me contorcer, mas eu mal
posso me mover, e isso faz com que a tortura seja ainda mais intensa.
         -- Christian, -- eu imploro.
         -- Eu sei, -- ele murmura com a voz rouca. -- Isso  o que voc me faz sentir.
         O qu? Eu gemo, e ele comea novamente, sujeitando os meus mamilos ao seu
toque doce agonizante mais e mais, me levando mais perto.
         -- Por favor, -- eu peo.


230
       Ele faz um som baixo primordial em sua garganta, em seguida fica de p,
deixando-me desolada, sem flego, e se contorcendo contra minhas restries. Ele passa as
mos pelos meus lados, uma pausa no meu quadril, enquanto a outra viaja para baixo da
minha barriga.
       -- Vamos ver como voc est, -- ele canta suavemente. Gentilmente, ele toca meu
sexo, roando seu polegar sobre meu clitris e me fazendo chorar. Lentamente, ele insere
um, depois dois dedos dentro de mim. Eu gemo e empurrou os quadris para frente,
ansiosa para conhecer seus dedos e a palma de sua mo.
       -- Oh, Anastasia, voc esta to pronta, -- diz ele.
       Ele circunda seus dedos dentro de mim, e ao redor, enquanto o polegar acaricia
meu clitris, e para trs, mais uma vez.  o nico ponto sobre o meu corpo onde ele est
me tocando, e toda a tenso, toda a ansiedade do dia, se concentra nesta parte da minha
anatomia.
       Puta merda...  intenso...  estranho... A msica... Eu comeo a construir... Mudanas de
Christian, sua mo ainda esta se movendo contra e em mim, e eu ouo um barulho baixo.
       -- O que? -- Eu suspiro.
       -- Silencio, -- ele acalma, e os seus lbios esto nos meus efetivamente me
silenciando. Congratulo-me com o mais quente dos contatos, mais intimista, beijando-o
vorazmente. Ele quebra o contato e o zumbido se aproxima.
       -- Esta  uma varinha, baby. Ela vibra.
       Ele a segura contra o meu peito, e sinto enquanto uma grande bola vibrando contra
mim. Eu tremo enquanto se move atravs da minha pele, at entre os meus seios, em
frente a um primeiro, depois o outro mamilo, e eu estou inundada com a sensao,
formigamento em toda parte, disparando sinapses como escuros, piscina de necessidade
escuras na base da minha barriga.
       -- Ah, -- eu gemo enquanto os dedos de Christian continuam a mover-se dentro
de mim. Estou perto... Toda esta estimulao... Inclino a cabea para trs, e gemo alto e
Christian para com os dedos. Todas as sensaes param.
       -- No! Christian, -- eu imploro, tentando empurrar os quadris para frente para
ter algum atrito.
       -- Calma, baby, -- ele diz enquanto meu orgasmo iminente derrete. Ele se inclina
para frente mais uma vez e me beija.


231
         -- Frustrante, no ? -- Ele murmura.
         Oh no! De repente eu entendo seu jogo.
         -- Christian, por favor.
         -- Silencio, -- ele diz e me beija. E ele comea a se mover de novo, varinha, dedos,
polegar, uma combinao letal de tortura sensual. Ele muda para esfregar seu corpo contra
o meu. Ele ainda est vestido, e o tecido macio de sua cala jeans se esfrega contra a minha
perna, sua ereo em meu quadril. Esta tentadoramente perto. Ele traz-me  beira de novo,
meu corpo canta com a necessidade, e para.
         -- No, -- eu choramingo alto.
         Ele planta suaves beijos molhados em meu ombro, enquanto ele retira os dedos de
mim, e move a varinha para baixo. Ele oscila sobre o meu estmago, na minha barriga, no
meu sexo, contra o meu clitris. Foda-se,  intenso.
         -- Ah! -- Eu grito, puxando duro nas restries.
         Meu corpo est to sensibilizado eu sinto que vou explodir, e assim como eu,
Christian para novamente.
         -- Christian! -- Eu grito.
         -- Frustrante, no ? -- Ele murmura contra a minha garganta. -- Assim como
voc. Prometendo uma coisa e depois... -- Sua voz termina.
         -- Christian, por favor! -- Eu imploro.
         Ele empurra a varinha contra mim de novo e de novo, parando apenas no
momento vital de cada vez. Ah!
         -- Cada vez que eu paro, voc sente mais intenso quando eu comeo de novo.
Certo?
         -- Por favor, -- eu choramingo. Minhas terminaes nervosas esto gritando por
liberao.
         Christian para o zumbido e me beija. Ele corre o nariz para baixo do meu. -- Voc 
a mulher mais frustrante que eu j conheci.
         No, No, No.
         -- Christian, eu nunca prometi obediencia. Por favor, por favor...
         Ele se move em frente de mim, me agarra por trs e empurra seus quadris contra
mim, me fazendo ofegar, sua virilha esfregando na minha, os botes da cala jeans




232
prementes em mim, mal contendo sua ereo. Com uma mo ele tira a venda dos meus
olhos e agarra o meu queixo, e eu pisco seus olhos ardentes.
       -- Voc me deixa louco, -- ele sussurra, flexionando seu quadril contra mim mais
uma vez, duas, trs vezes, fazendo com que meu corpo desperte, est queimando. E mais
uma vez ele me nega. Eu quero tanto ele. Eu preciso tanto dele. Eu fecho meus olhos e
murmuro uma orao. Eu no posso ajudar, mas sinto que estou sendo punida. Eu estou
desamparada e ele  implacvel. Lgrimas nascem em meus olhos. Eu no sei at que
ponto ele vai levar isso.
       -- Por favor, -- eu sussurro mais uma vez.
       Mas ele olha para mim, implacvel. Ele s vai continuar. Por quanto tempo? Posso
jogar este jogo? No. No. No, eu no posso fazer isso. Eu sei que ele no vai parar. Ele vai
continuar a me torturar. Sua mo percorre meu corpo mais uma vez. No... E as chamas se
acedem, toda apreenso, a ansiedade, e o medo dos ltimos dias sobrecarregada de novo
enquanto lgrimas escorem dos meus olhos. Dirijo-me para longe dele. Isso no  amor. 
vingana.
       --Vermelho, -- eu choramingo. -- Vermelho. Vermelho. -- As lgrimas descem
pelo meu rosto.
       Ele para. -- No! -- Ele suspira, atordoado. -- Jesus Cristo, no.
       Ele se move rapidamente, soltando minhas mos, apertando-me na minha cintura e
inclinando-se para soltar meus tornozelos, enquanto eu coloco minha cabea em minhas
mos e choro.
       -- No, no, no. Ana, por favor. No.
       Ele me pega, e me move para a cama, me sentando e embalando em seu colo
enquanto eu soluo inconsolavelmente. Eu estou sobrecarregada... Meu corpo chegou ao
ponto de ruptura, minha mente esta em branco, e minhas emoes dispersas ao vento. Ele
me coloca atrs dele, arrasta a colcha de cetim da cama com dossel e ele ao meu redor. Os
lenis frescos parecem estranhos e indesejveis contra a minha pele sensibilizada. Ele
envolve seus braos em volta de mim, me abraando, balanando-me suavemente para
trs e para frente.
       -- Eu sinto muito. Eu sinto muito, -- Christian murmura, sua voz morrendo. Ele
beija meu cabelo varias vezes. -- Ana, me perdoe, por favor.




233
         Virando meu rosto em seu pescoo, eu continuo a chorar, e  uma liberao
catrtica. Tanta coisa aconteceu durante os ltimos dias, o fogo na sala dos computadores,
perseguies de carro, carreiras planejadas para mim, arquitetas safadas, lunticos
armados no apartamento, argumentos, sua raiva e Christian foi embora. Eu odeio
Christian indo embora... Eu uso o canto do lenol para limpar meu nariz e, gradualmente,
me torno consciente de que os tons clnicos de Bach ainda esto ecoando pela sala.
         -- Por favor, mude a msica. -- Eu fungo.
         -- Sim, claro. -- Christian se mexe, mais no me deixar ir, e puxa para fora do
bolso de trs um controle remoto. Ele aperta um boto e deixa a msica de piano, ser
substituda por minha respirao estremecida. -- Melhor? -- Ele pergunta.
         Eu aceno, meus soluos diminuindo. Christian enxuga minhas lgrimas
suavemente com o polegar.
         -- No  uma f das Variaes Goldberg de Bach? -- Ele pergunta.
         -- No desta pea.
         Ele olha para mim, tentando e no conseguindo esconder a vergonha em seus
olhos.
         -- Eu sinto muito, -- diz ele novamente.
         -- Por que voc fez isso? -- Minha voz  quase inaudvel enquanto eu tento
processar meus mexidos pensamentos e sentimentos.
         Ele balana a cabea, triste e fecha os olhos. -- Eu me perdi no momento, -- ele diz
sem se convencer.
         Eu fao careta para ele, e ele suspira. -- Ana, a negao do orgasmo  uma
ferramenta padro em, voc nunca... -- Ele para. Eu me remexo em seu colo, e ele
estremece.
         Oh. Eu coro. -- Desculpe, -- eu murmuro.
         Ele revira seus olhos, ento se inclina para trs, de repente, me levando com ele, de
modo que ns estamos deitados na cama, estou em seus braos. Meu suti est
desconfortvel, e eu o ajusto.
         -- Precisa de uma mo? -- Ele pergunta em voz baixa.
         Eu balano minha cabea. Eu no quero que ele toque meus seios. Ele fica ento
olhando para mim, e timidamente levantando a mo, ele acaricia seus dedos suavemente




234
pelo meu rosto. Lgrimas se formam em meus olhos novamente. Como ele pode ser to
insensvel h um minuto e assim to carinhoso pouco tempo depois?
       -- Por favor, no chore, -- ele sussurra.
       Estou tonta e confusa por este homem. Minha raiva me abandonou na hora de
minha necessidade... Eu me sinto dormente. Eu quero me enrolar em uma bola e se retirar.
Eu pisco, tentando conter as lgrimas quando olho em seus olhos sofridos. Eu respiro
estremecendo, no deixando seus olhos. O que eu vou fazer com este homem controlador?
Aprender a ser controlada? Acho que no...
       -- Eu nunca o que? -- Pergunto.
       -- Faa o que voc disse. Voc mudou sua mente, voc no me disse onde voc
estava. Ana, eu estava em Nova York, impotente e lvido. Se eu estivesse em Seattle eu
teria te trazido para casa.
       -- Ento voc estava me punindo?
       Ele engole, em seguida fecha seus olhos. Ele no tem que responder, e eu sei que
me punir era sua inteno exata.
       -- Voc tem que parar de fazer isso, murmuro.
       Sua testa franze.
       -- Para comear, voc s acaba se sentindo um merda.
       Ele bufa. -- Isso  verdade, -- resmunga. -- Eu no gosto de ver voc assim.
       -- E eu no gosto de me sentir assim. Voc disse no Fair Lady que voc no se casou
com uma submissa.
       -- Eu sei. Eu sei. -- Sua voz  suave e crua.
       -- Bem pare de me tratar como uma. Me desculpe por no ter ligado. Eu no vou
ser to egosta novamente. Eu sei que voc se preocupa comigo.
       Ele olha para mim, examinando-me atentamente, com os olhos tristes e ansiosos. --
Tudo bem. Bom, -- ele diz eventualmente. Ele se inclina para baixo, mas faz uma pausa
antes que seus lbios toquem os meus, silenciosamente perguntando se isto  permitido.
Eu levanto meu rosto para o dele, e ele me beija ternamente.
       -- Seus lbios so sempre to suaves quando voc est chorando, -- ele murmura.
       -- Eu nunca prometi obedecer voc, Christian, -- eu sussurro.
       -- Eu sei.




235
        -- Lide com isso, por favor. Para nosso bem. E eu vou tentar ser mais atenciosa
com o seu... lado controlador.
        Ele parece perdido e vulnervel, completamente no mar.
        -- Eu vou tentar, -- ele murmura, sua voz ardente com sinceridade.
        Eu suspiro, um suspiro estremecido e longo. -- Por favor, no. Alm disso, se eu
estivesse aqui..."
        -- Eu sei, -- ele diz e empalidece. Deitado de costas, ele coloca o brao livre em seu
rosto. Eu enrolo-me em volta dele e coloco minha cabea em seu peito. Ns dois ficamos
em silncio por alguns instantes. Sua mo se move para o fim da minha trana. Ele puxa o
elstico dela, liberando meu cabelo, e suavemente, ritmicamente penteia com seus dedos
por ela. Isto  sobre o que realmente , seu medo... Seu medo irracional com a minha
segurana. Uma imagem de Jack Hyde cado no cho do apartamento com uma Glock vem
 mente... Bem, talvez no to irracional, que me lembra...
        -- O que quis dizer antes, quando voc disse ou? -- Eu pergunto.
        -- Ou?
        -- Algo sobre Jack.
        Ele olha para mim. -- Voc no desiste, no ?
        Eu descanso meu queixo em seu esterno, apreciando a carcia suave de seus dedos
no meu cabelo.
        -- Disso? Nunca. Diga-me. Eu no gosto de ser mantida no escuro. Voc parece ter
uma idia exagerada que eu preciso de proteo. Voc nem sabe como atirar, eu sei. Voc
acha que eu no posso lidar com qualquer coisa que voc no vai me dizer, Christian? Eu
tive sua ex-sub me perseguindo, apontando uma arma para mim, sua ex-amante pedfila
me assediando e no olhe para mim desse jeito, -- eu estalo quando ele franze a testa para
mim. -- Sua me sente o mesmo por ela.
        -- Voc falou com a minha me sobre Elena? -- A voz de Christian se levanta
alguns oitavos.
        -- Sim, Grace e eu conversamos sobre ela.
        Ele me encara.
        -- Ela est muito chateada com isso. Se culpa.
        -- Eu no acredito que voc falou com minha me. Merda! -- Ele se deita e coloca o
brao sobre o rosto novamente.


236
       -- Eu no entrei em nada especfico.
       -- Espero que no. Grace no precisa de todos os detalhes. Cristo, Ana. Meu pai
tambm?
       -- No! -- Eu balano minha cabea com veemncia. Eu no tenho esse tipo de
relacionamento com Carrick. Seus comentrios sobre o acordo pr-nupcial ainda esto no
ar. -- De qualquer maneira, voc est tentando me distrair, de novo. Jack. O que tem ele?
       Christian levanta o brao rapidamente e olha para mim, sua expresso ilegvel.
Suspirando, ele coloca o brao por cima de seu rosto.
       -- Hyde est envolvido na sabotagem de Charlie Tango. Os investigadores
encontraram, uma impresso parcial, apenas parcial, de modo que no poderia fazer um
reconhecimento. Mas, ento, voc reconheceu Hyde na sala do servidor. Ele teve detenes
enquanto era menor de idade, em Detroit, e as impresses combinam com a sua.
       Minha mente rola enquanto eu tento absorver essa informao. Jack derrubou
Charlie Tango? Mas Christian est em um rolo. -- Esta manh, uma van de carga foi
encontrada aqui na garagem. Hyde era o motorista. Ontem, ele entregou uma merda para
aquele cara novo que se mudou pra c. O cara que conheceu no elevador.
       -- Eu no me lembro do nome dele.
       -- Nem eu. -- Christian diz. -- Mas foi assim que Hyde conseguiu entrar no
edifcio legitimamente. Ele estava trabalhando para uma empresa de entrega...
       -- E? O que  to importante sobre a van?
       Christian no diz nada.
       -- Christian, me diga.
       -- Os policiais encontraram... coisas na van. -- Ele para de novo e aperta seus
braos em torno de mim.
       -- Que coisas?
       Ele fica quieto por alguns momentos, e eu abro minha boca para falar de novo, mas
ele fala. -- Um colcho, tranqilizantes de cavalo suficientes para derrubar uma dzia de
cavalos, e um bilhete. -- Sua voz abrandou para apenas um sussurro, enquanto o horror se
faz presente.
       Puta merda.
       -- Um bilhete? -- Minha voz espelha a sua.
       -- Dirigido a mim.


237
       -- O que dizia?
       Christian balana a cabea, indicando que ele no sabe ou que ele no vai divulgar
o seu contedo.
       Oh.
       -- Hyde veio aqui ontem  noite com a inteno de seqestrar voc. -- Christian
congela, com o rosto tenso. Enquanto ele diz essas palavras, eu me lembro da fita adesiva,
e um arrepio percorre-me, embora, no fundo, isso no  novidade para mim.
       -- Merda, -- eu murmuro.
       -- Muito, -- Christian diz firmemente.
       Tento me lembrar de Jack no escritrio. Ele sempre foi louco? Como  que ele pensa
que poderia se safar dessa? Quero dizer, ele era muito assustador, mas desequilibrado?
       -- Eu no entendo por que, -- murmuro. -- No faz sentido para mim.
       -- Eu sei. A polcia est investigando, e  ai que entra Welch. Mas achamos que
Detroit  a conexo.
       -- Detroit? -- Eu olho para ele, confusa.
       -- Sim. H algo l.
       -- Eu ainda no entendo.
       Christian levanta o rosto e olha para mim, sua expresso ilegvel. -- Ana, eu nasci
em Detroit.




                                       Captulo 12
       -- Eu achei que voc tivesse nascido aqui em Seattle, -- murmuro. Minha mente
corre. O que isso tem a ver com Jack? Christian levanta o brao cobrindo o rosto e agarra
um dos travesseiros, colocando-o abaixo da sua cabea. Ele se recosta e me olha com uma
expresso cautelosa. Depois de um momento ele balana a cabea.
       -- No. Elliot e eu fomos adotados em Detroit. Nos mudamos para c logo aps
minha adoo. Grace queria morar na costa oeste, longe da expanso urbana, e ela
conseguiu um emprego no Hospital Northwest. Eu tenho poucas memrias desse perodo.
Mia foi adotada aqui.
       -- Ento Jack  de Detroit?



238
         -- Sim.
         Oh... -- Como voc sabe?
         -- Eu fiz uma verificao dos seus antecedentes quando voc foi trabalhar para ele.
         Claro que ele fez. -- Voc tem um arquivo sobre ele, tambm? -- Eu sorrio.
         A boca de Christian torce enquanto ele esconde seu sorriso. -- Eu acho que  azul
claro. -- Seus dedos continuam a correr pelos meus cabelos.  calmante.
         -- O que h no arquivo dele?
         Christian pisca. Descendo ele acaricia minha bochecha. -- Voc realmente quer
saber?
         --  to ruim assim?
         -- Ele d de ombros. -- Eu conheo piores, -- ele sussurra.
         No! Ele est se referindo a ele? E a imagem de Christian como um pequeno
menino perdido, sujo, amedrontado me vem  mente. Eu me enrolo em volta dele,
segurando-o com mais fora, puxando o lenol sobre ele, deito minha bochecha contra seu
peito.
         -- O que? -- Ele pergunta, intrigado com a minha reao.
         --Nada, -- murmuro.
         -- No, no. Isso funciona para os dois lados, Ana. O que ?
         -- Olho para avaliar sua expresso apreensiva. Descansando minha bochecha sobre
seu peito mais uma vez, eu decido contar a ele. -- s vezes eu imagino voc como uma
criana... antes de voc ter vindo morar com os Greys.
         Christian endurece. -- Eu no estava falando de mim. Eu no quero sua pena,
Anastasia. Essa parte da minha vida j se foi. Passou.
         -- No  pena, -- sussurro, horrorizada. --  simpatia e tristeza, tristeza por
algum fazer isso com uma criana. -- Eu respiro firme e profundamente enquanto meu
estmago se contorce e lgrimas surgem em meus olhos mais uma vez. -- Essa parte de
sua vida no se foi, Christian. Como voc pode dizer isso? Voc vive todos os dias com o
seu passado. Voc mesmo me disse, Cinqenta Tons, lembra? -- Minha voz  quase
inaudvel.
         Christian bufa e corre sua mo livre pelo cabelo, mas ele permanece quieto e tenso
debaixo de mim.




239
        -- Eu sei que  por isso que voc sente necessidade de me controlar. Manter-me
segura.
        -- E ainda assim voc opta por me desafiar, -- ele murmura perplexo, passando a
mo em meu cabelo.
        Eu franzo a testa. Puta merda! Eu fao isso deliberadamente? Meu subconsciente
remove seus culos de meia-lua e mastiga o fim, apertando os lbios e balanando a
cabea. Eu o ignoro. Isto  confuso, eu sou sua esposa, no sua submissa, no uma
empresa que ele adquiriu. Eu no sou a prostituta viciada em crack que era sua me...
Foda-se. O pensamento  revoltante. As palavras do Dr. Flynn me vem  mente:
        "Basta continuar fazendo o que est fazendo. Christian est virado de cabea para baixo... 
uma delcia de se ver."
         isso a. Eu s estou fazendo o que eu sempre fiz. No  isso que Christian achava
atraente em primeiro lugar?
        Oh, esse homem  to confuso.
        -- Dr. Flynn disse que eu deveria lhe dar o benefcio da dvida. Eu acho que eu
dou, no tenho certeza. Talvez seja a minha maneira de traz-lo para o aqui e agora, longe
do seu passado, -- sussurro. -- Eu no sei. Eu simplesmente no consigo saber como voc
vai reagir.
        Ele est em silncio por um momento. -- Foda-se Flynn, --resmunga para si
mesmo.
        -- Ele disse que eu deveria continuar a me comportar da maneira que eu sempre
me comportei com voc.
        -- Agora ele diz isso? -- Christian diz secamente.
        Ok. Isso no vai levar a nada. -- Christian, eu sei que voc amava sua me, e voc
no poderia salv-la. No era seu trabalho fazer isso. Mas eu no sou ela.
        Ele congela novamente. -- No, -- ele sussurra.
        -- No, oua. Por favor. -- Eu levanto minha cabea para olhar nos olhos cinzentos
que esto paralisados com medo. Ele est segurando a respirao. Oh, Christian... Meu
corao aperta. -- Eu no sou ela. Eu sou muito mais forte do que ela. Eu tenho voc, e
voc  muito mais forte agora, e eu sei que voc me ama. Eu te amo, tambm, -- sussurro.
        Ele contrai a testa como se minhas palavras no fossem o que ele esperava. -- Voc
ainda me ama? -- Ele pergunta.


240
       -- Claro que sim. Christian, eu sempre vou te amar. No importa o que voc fez
para mim. --  esta certeza que ele quer?
       Ele exala e fecha os olhos, colocando o brao sobre seu rosto, mas me abraa para
mais perto, tambm.
       -- No se esconda de mim. -- Chegando mais perto, agarro sua mo e puxo seu
brao para longe de seu rosto. -- Voc passou a vida escondendo. Por favor, no, no de
mim.
       Ele olha para mim com incredulidade e franze a testa. -- Escondendo?
       -- Sim.
       Ele muda de posio de repente, rola para o lado, movendo-me para que eu fique
ao lado dele na cama. Ele chega mais perto, tira o cabelo do meu rosto e coloca uma mecha
atrs de minha orelha.
       -- Voc me perguntou hoje mais cedo se eu te odiava. Eu no entendi o por que, e
agora -- ele para, olhando para mim como se eu fosse um enigma completo.
       -- Voc ainda acha que eu te odeio? -- Agora minha voz  incrdula.
       -- No. -- Ele balana a cabea. -- Agora no. -- Ele parece aliviado. -- Mas eu
preciso saber... por que voc usou a palavra de segurana, Ana?
       Eu empalideo. O que eu posso dizer a ele? Que ele me assustou. Que eu no sabia
se ele ia parar. Que eu implorei e ele no parou. Que eu no queria que as coisas se
intensificassem... como, como aquela vez aqui. Eu tremo ao lembrar dele me batendo com
o cinto.
       Eu engulo. -- Porque... porque voc estava to irritado e distante e... frio. Eu no
sabia o quo longe voc iria.
       Sua expresso  ilegvel.
       -- Voc ia me deixar gozar? -- Minha voz  apenas um sussurro, e eu sinto minhas
bochechas corarem, mas eu sustento meu olhar.
       -- No, -- ele diz eventualmente.
       Puta merda. -- Isso ... duro.
       Os ns dos seus dedos roam suavemente minha bochecha. -- Mas eficaz, -- ele
murmura. Ele olha para mim como se estivesse tentando ver dentro da minha alma, seus
olhos escurecendo. Depois de uma eternidade, ele murmura: -- Estou feliz que voc fez.
       -- Srio? -- Eu no entendo.


241
       Seus lbios torcem em um sorriso triste. -- Sim. Eu no quero te machucar. Eu me
empolguei. -- Ele se abaixa e me beija. -- Perdido no momento. -- Ele me beija outra vez.
-- Acontece muito com voc.
       Oh? E por alguma razo bizarra a idia me agrada... Eu sorrio. Por que isso me faz
feliz? Ele sorri, tambm.
       -- Eu no sei por que voc est sorrindo, Sra. Grey.
       -- Nem eu.
       Ele envolve-se em torno de mim e coloca a cabea no meu peito. Somos um
emaranhado de membros nus e lenis de cetim vermelho. Eu afago suas costas com uma
mo e corro os dedos da outra mo pelo seu cabelo. Ele suspira e relaxa em meus braos.
       -- Isso significa que eu posso confiar em voc... para me parar. Eu nunca quis
magoar voc, -- ele murmura. -- Eu preciso -- ele para.
       -- Voc precisa de qu?
       -- Eu preciso de controle, Ana. Como eu preciso de voc.  a nica maneira que eu
conheo. Eu no posso mudar isso. Eu no posso. Eu tentei... e ainda assim, com voc... --
Ele balana a cabea, exasperado.
       Eu engulo. Este  o corao do nosso dilema, a sua necessidade de controle e sua
necessidade por mim. Eu me recuso a acreditar que estes so mutuamente exclusivos.
       -- Eu preciso de voc, tambm, -- eu sussurro, abraando-o com mais fora. -- Eu
vou tentar, Christian. Vou tentar ser mais atenciosa.
       -- Eu quero que voc precise de mim, -- ele murmura.
       Puta merda!
       -- Eu preciso! -- Minha voz  apaixonada. Eu preciso muito dele. Eu o amo tanto.
       -- Eu quero cuidar de voc.
       -- Voc cuida. O tempo todo. Eu senti tanto sua falta enquanto voc estava fora.
       --  mesmo? -- Ele parece surpreso.
       -- Sim,  claro. Eu odeio voc indo embora.
       Sinto seu sorriso. -- Voc poderia ter vindo comigo.
       -- Christian, por favor. No vamos discutir novamente esse argumento. Eu quero
trabalhar.
       Ele suspira enquanto eu passo meus dedos suavemente pelo seu cabelo.
       -- Eu te amo, Ana.


242
       -- Eu te amo, tambm, Christian. Eu sempre vou te amar.
       Ns dois permanecemos deitados calmo e tranquilamente depois da nossa
tempestade. Ouvindo as batidas do seu corao, eu caio exausta no sono.


       Eu acordo num sobressalto, desorientada. Onde eu estou? O quarto de jogos. As
luzes ainda esto acesas, suavemente iluminando as paredes vermelho-sangue. Christian
geme de novo, e eu percebo que isso  o que me acordou.
       -- No, -- ele geme. Ele est deitado ao meu lado, com a cabea para trs, os olhos
apertados, o rosto contorcido de angstia.
       Puta merda. Ele est tendo um pesadelo.
       -- No! -- Ele grita novamente.
       -- Christian, acorde. -- Eu me esforo para me sentar, chutando o lenol.
Ajoelhada ao seu lado, eu agarro seus ombros e o sacudo, enquanto lgrimas surgem em
meus olhos.
       -- Christian, por favor. Acorde!
       Seus olhos se abrem, cinzas e selvagens, suas pupilas dilatadas com medo. Ele olha
distraidamente para mim.
       -- Christian, voc est tendo um pesadelo. Voc est em casa. Voc est seguro.
       Ele pisca, olha ao redor freneticamente, e franze a testa enquanto ele assimila o
ambiente. Ento, os seus olhos esto de volta nos meus. -- Ana, -- ele respira, e sem
qualquer prembulo ele agarra meu rosto com as duas mos, me puxa para baixo de seu
peito, e me beija. Duro. Sua lngua invade minha boca, e ele tem um gosto de desespero e
necessidade. Mal me dando a chance para respirar, ele rola, os lbios colados aos meus de
modo que ele me pressiona no colcho duro. Uma de suas mos aperta minha mandbula,
a outra se espalha em cima da minha cabea, me mantendo imvel enquanto seu joelho
separa minhas pernas e ele se aninha, ainda vestido seu jeans, entre as minhas coxas.
       -- Ana, ele suspira, como se no pudesse acreditar que eu estou l com ele. Ele olha
para mim por uma frao de segundo, permitindo-me um momento para respirar. Em
seguida, seus lbios esto nos meus novamente, saqueando minha boca, levando tudo o
que tenho para dar. Ele geme alto, flexionando os quadris para mim. Sua ereo revestida
pelo jeans empurra minha carne macia. Oh... Eu gemo, e toda a tenso sexual reprimida de
antes entra em erupo, ressurgindo como uma vingana, enchendo meu corpo de desejo e


243
necessidade. Impulsionado por seus demnios, ele desesperadamente beija meu rosto,
meus olhos, minhas bochechas, ao longo da minha mandbula.
       -- Eu estou aqui, -- sussurro, tentando acalm-lo, nossas respiraes quentes e
ofegantes se misturando. Eu envolvo meus braos ao redor de seus ombros, enquanto eu
aliso minha plvis contra a sua em sinal de boas-vindas.
       -- Oh, Ana, -- ele arfa, sua voz spera e baixa. -- Eu preciso de voc.
       -- Eu, tambm, -- sussurro urgente, meu corpo desesperado por seu toque. Eu
quero ele. Quero ele agora. Quero cur-lo. Quero me curar... Eu preciso disso. Sua mo se
estende para baixo at sua braguilha, mexendo rapidamente, e liberando sua ereo.
       Puta merda. Eu estava dormindo menos de um minuto atrs.
       Ele muda de posio, olhando para mim por uma frao de segundo, suspenso
acima de mim.
       -- Sim. Por favor, -- respiro, minha voz rouca e necessitada.
       E em um movimento rpido, ele enterra-se dentro de mim.
       -- Ah! -- Eu grito, no de dor, mas de surpresa pelo seu entusiasmo.
       Ele geme, e seus lbios encontram os meus novamente, enquanto ele empurra para
dentro de mim, mais e mais, sua lngua me possuindo, tambm. Ele se move
freneticamente, impulsionado pelo seu medo, sua luxria, seu desejo, seu amor? Eu no
sei, mas eu o aceito, impulso por impulso.
       -- Ana, -- ele rosna quase inarticuladamente, e goza com fora, derramando-se em
mim, o rosto tenso, seu corpo rgido, antes de ele cair com todo seu peso sobre mim,
ofegante, e ele me deixa sufocada... novamente.
       Puta merda. Esta no  minha noite. Minha deusa interior est se preparando para
estripar a si mesma. Eu o seguro, dando uma golfada de ar e praticamente me contorcendo
com a necessidade embaixo dele. Ele me segura por alguns minutos... muitos minutos.
Finalmente, ele balana a cabea e inclina-se sobre os cotovelos, levando o seu peso. Ele
olha para mim como se me visse pela primeira vez.
       -- Oh, Ana. Meu Deus. -- Ele se inclina e me beija ternamente.
       -- Voc est bem? -- Eu respiro, acariciando seu rosto adorvel. Ele acena, mas ele
parece abalado e definitivamente mais agitado. Meu pobre menino. Ele franze a testa e
olha atentamente dentro dos meus olhos como se, finalmente, registrando onde ele est.
       -- Voc? -- Pergunta ele, a preocupao em sua voz.


244
        -- Hmm... -- Eu me contoro debaixo dele, e depois de um momento ele sorri, um
sorriso carnal.
        -- Sra. Grey, voc tem necessidades, -- ele murmura. Ele me beija rapidamente,
ento corre para fora da cama.
        Ajoelhado no cho no final da cama, ele estica os braos e me agarra um pouco
acima dos joelhos, puxando-me para ele, de modo que minhas costas ficam na beirada da
cama.
        -- Sente-se, -- ele murmura. Luto para conseguir ficar sentada na posio, meu
cabelo caindo como um vu em torno de mim, at meus seios. Seu olhar cinza est parado
em meus olhos, enquanto ele gentilmente empurra minhas pernas at ficarem to
afastadas quanto eu consigo. Eu me inclino para trs em minhas mos, sabendo muito
bem o que ele vai fazer. Mas... Ele  to... Hmm...
        -- Voc  bonita pra caralho, Ana, -- ele respira, e o vejo mergulhar sua cabea de
cabelos cor de cobre e plantar uma trilha de beijos at minha coxa direita, em direo ao
meu norte. Meu corpo inteiro aperta em antecipao. Ele olha para mim, seus olhos
escurecendo atravs dos longos clios.
        -- Veja, -- ele diz e ento sua boca est em mim.
        Oh meu. Eu grito como se o mundo estivesse concentrado no pice das minhas
coxas, e  to ertico v-lo. Assistindo sua lngua contra o que parece ser a parte mais
sensvel do meu corpo. E ele no tem piedade, provocaes e insultos, me adorando. Meu
corpo fica rgido e meus braos comeam a tremer da tenso de ficar de p.
        -- No... ah, -- murmuro. Gentilmente, ele coloca um longo dedo dentro de mim, e
eu no posso suportar mais, caindo de costas na cama, saboreando essa boca e esse dedo
em mim. Lenta e suavemente, ele massageia aquele ponto doce, dentro de mim. E  isso,
foi. Eu explodo em volta dele, gritando uma interpretao incoerente de seu nome
enquanto meu intenso orgasmo me faz arquear as costas para fora da cama. Eu acho que
vejo estrelas,  um sentimento to visceral e primitivo... Vagamente fico ciente de que ele
est acariciando minha barriga, me dando suaves, doces beijos. Descendo as mos, eu
acaricio seu cabelo.
        -- Eu no terminei com voc ainda, -- ele murmura. E antes que eu tenha vindo
inteiramente de volta para Seattle, Planeta Terra, ele est chegando em mim, segurando




245
meus quadris e me puxando para fora da cama para onde ele est ajoelhado, para seu colo
e sua ereo  minha espera.
       Eu suspiro enquanto ele me preenche. Puta merda...
       -- Oh, baby, -- ele respira enquanto envolve seus braos em volta de mim e para,
segurando minha cabea e beijando meu rosto. Ele flexiona seus quadris, e sinto picos de
prazer quente e duro dentro de mim. Ele alcana minhas costas e me levanta, balanando
sua virilha para cima.
       -- Ah, -- eu lamento, e seus lbios esto novamente nos meus enquanto ele
lentamente, to lentamente me empurra com fora, de novo e de novo. Eu jogo meus
braos em volta do pescoo, entregando-me ao seu ritmo suave e para onde quer que ele
me leve. Eu flexiono minhas coxas, montando-o... Ele  to bom. Me inclinando, eu jogo a
cabea para trs, minha boca aberta em uma expresso silenciosa de prazer, me deleitando
com seu amor doce.
       -- Ana, -- ele respira, e se inclina para baixo, beijando minha garganta. Segurando-
me apertado, lentamente dentro e fora, me empurrando mais alto... Cada vez mais alto...
To primorosamente cronometrado, uma fora carnal. Um prazer feliz irradia
profundamente, dentro de mim, enquanto ele me segura to intimamente.
       -- Eu te amo, Ana, -- ele sussurra perto do meu ouvido, sua voz baixa e spera, e
ele me levanta outra vez pra cima, pra baixo, pra cima, pra baixo. Eu enrolo minhas mos
em torno de seu pescoo em seu cabelo.
       -- Eu te amo, tambm, Christian. -- Abrindo os olhos, vejo que ele est olhando
para mim, e tudo que eu vejo  o seu amor, brilhando forte na luz suave do quarto de
jogos, seu pesadelo aparentemente esquecido. E  medida que eu sinto o meu corpo
construindo minha libertao eu percebo que isso  o que eu queria, esta conexo, esta
demonstrao do nosso amor.
       -- Goze para mim, baby, -- ele sussurra, com voz baixa. Eu aperto meus olhos
enquanto meu corpo se contrai com o som baixo de sua voz, e eu gozo em voz alta, em um
clmax intenso. Ele silencia, sua testa contra a minha, enquanto ele sussurra suavemente o
meu nome, envolvendo seus braos em volta de mim, e encontra sua prpria libertao.
       Ele me levanta delicadamente e me coloca na cama. Eu deito em seus braos,
torcida e finalmente saciada. Ele cheira o meu pescoo.
       -- Melhor agora? -- Ele sussurra.


246
          -- Hmm.
          -- Devemos ir para a cama, ou voc quer dormir aqui?
          -- Hmm.
          -- Sra. Grey, fale comigo. -- Ele soa divertido.
          -- Hmm.
          --  o melhor que voc pode fazer?
          -- Hmm.
          -- Venha. Me deixe coloc-la na cama. Eu no gosto de dormir aqui.
          Relutantemente, eu viro o rosto para olhar para ele. -- Espere, -- sussurro. Ele
pisca para mim, olhando de olhos arregalados e inocentes, e ao mesmo tempo
completamente fodido e satisfeito consigo mesmo.
          -- Voc est bem? -- Eu pergunto.
          Ele acena, sorrindo presunosamente como um adolescente. -- Eu estou agora.
          -- Oh, Christian, -- eu o repreendo e gentilmente acaricio seu rosto adorvel. -- Eu
estava falando sobre o seu pesadelo.
          Sua expresso congela momentaneamente, em seguida, ele fecha os olhos e aperta
seus braos ao redor de mim, enterrando seu rosto no meu pescoo.
          -- No, -- ele sussurra, sua voz rouca e crua. Meu corao se aperta mais uma vez
no meu peito, e eu o agarro com fora, passando minhas mos por suas costas e por seu
cabelo.
          -- Sinto muito, -- sussurro, alarmada com a reao dele. Puta merda, como posso
acompanhar essas mudanas de humor? Que diabos foi seu pesadelo? Eu no quero lhe
causar mais dor, fazendo-o reviver os detalhes. -- Est tudo bem, -- murmuro baixinho,
desesperada para traz-lo de volta para o menino brincalho de um momento atrs. --
Est tudo bem, -- repito mais e mais suavemente.
          -- Vamos para a cama, -- ele diz em voz baixa depois de um tempo, e se afasta de
mim, me deixando vazia e dolorida enquanto ele se levanta da cama. Eu levanto depois
dele, mantendo o lenol de cetim em volta de mim, e agacho para pegar minhas roupas.
          -- Deixe-as, -- ele diz, e antes que eu saiba, ele me pega em seus braos. -- Eu no
quero que voc tropece nesse lenol e quebre seu pescoo. -- Eu coloco meus braos em
torno dele maravilhada que ele recuperou a compostura, e o acaricio enquanto ele me leva
para o quarto no andar de baixo.


247
       Meus olhos se abrem. Algo est errado. Christian no est na cama, embora ainda
esteja escuro. Olhando para o alarme, vejo que so trs e vinte da manh. Onde est
Christian? Ento eu ouo o piano.
       Rapidamente escorrego para fora da cama, pego meu roupo e corro pelo corredor
para a grande sala. A msica que est tocando  to triste, um lamento triste que eu j o
ouvi tocar antes. Fao uma pausa na porta e o vejo em uma aura de luz, enquanto a msica
dolorosamente triste enche o quarto. Ele termina depois comea a pea novamente. Por
que uma melodia to melanclica? Eu envolvo meus braos em volta de mim e ouo
encantada enquanto ele toca. Mas meu corao di. Christian, por que to triste?  por causa
de mim? Ser que eu fao isso? Quando ele termina, para comear pela terceira vez, eu no
posso mais suportar isso. Ele no olha para cima  medida que eu me aproximo do piano,
mas vai para o lado para que eu possa sentar ao seu lado no banco do piano. Ele continua
a tocar, e eu coloco minha cabea em seu ombro. Ele beija meu cabelo, mas no para de
tocar at terminar a pea. Eu dou uma olhadinha para ele e ele est olhando para mim,
com cautela.
       -- Acordei voc? -- Ele pergunta.
       -- S porque tinha sado. Como essa pea se chama?
       --  Chopin.  um de seus preldios em Mi menor. -- Christian faz uma pausa. --
Se chama Suffocation...
       Eu alcano sua mo. -- Voc est realmente abalado com tudo isso, no ?
       Ele bufa. -- Um idiota demente entra no meu apartamento para seqestrar a minha
mulher. Ela no faz o que promete. Ela me deixa louco. Ela usa a palavra de segurana
comigo. -- Ele fecha os olhos brevemente, e quando ele abre novamente, eles so gritantes.
-- Sim, estou muito abalado.
       Eu aperto a mo dele. -- Eu sinto muito.
       Ele pressiona a testa contra a minha. -- Eu sonhei que voc estava morta, -- ele
sussurra.
       O qu?
       -- Deitada no cho, to fria, e voc no acordava.
       Oh, Cinqenta.




248
       -- Ei, foi apenas um sonho ruim. -- Eu coloco minhas mos em sua cabea. Seus
olhos queimam nos meus, a angstia  preocupante. -- Eu estou aqui e eu fico fria sem
voc na cama. Volte para a cama, por favor. -- Eu tomo sua mo e fico em p, esperando
para ver se ele vai me seguir. Por fim, ele tambm se levanta. Ele est usando a cala do
pijama, ela fica um pouco cada, e eu quero passar meus dedos ao longo do interior da
cala em sua cintura, mas eu resisto e o levo de volta para o quarto.
       Quando eu acordo ele est enrolado em volta de mim, dormindo tranquilamente.
Eu relaxo e desfruto de seu envolvimento caloroso, sua pele na minha pele. Eu fico
praticamente imvel, no querendo perturb-lo.
       Rapaz, que noite. Eu sinto como se tivesse sido atropelada por um trem, o trem de
carga que  o meu marido.  difcil de acreditar que o homem deitado ao meu lado,
parecendo to sereno e jovem durante o sono, foi to torturado na noite passada... E me
torturou na noite passada. Eu olho para o teto, e ocorre-me que eu sempre acho que
Christian  to forte e dominador, mas a realidade  que ele  to frgil, meu pobre
menino. E a ironia  que ele olha para mim como frgil, e eu no acho que eu sou.
Comparada a ele, eu sou forte.
       Mas sou forte o suficiente por ns dois? Forte o suficiente para fazer o que eu disse
e dar-lhe um pouco de paz de esprito? Eu suspiro. Ele no est pedindo muito de mim.
Eu penso na nossa conversa de ontem  noite. Ser que decidimos alguma outra coisa alm
de ambos nos esforarmos mais? A questo  que eu amo esse homem, e eu preciso traar
um curso para ns dois. Um que me permita manter minha integridade e independncia,
mas ainda ser mais para ele. Eu sou o seu mais, e ele  o meu. Eu resolvo fazer um esforo
especial neste fim de semana e no lhe dar motivo para se preocupar. Christian se agita e
levanta a cabea do meu peito, olhando sonolento para mim.
       -- Bom dia, Sr. Grey. -- Eu sorrio.
       -- Bom dia, Sra. Grey. Dormiu bem? -- Ele se estica ao meu lado.
       -- Depois que meu marido parou de fazer aquele barulho terrvel no piano, sim, eu
dormi bem.
       Ele sorri seu sorriso tmido, e eu derreto. -- Barulho terrvel? Eu vou me certificar
de mandar um e-mail para Srta. Kathie para lhe contar.
       -- Srta. Kathie?
       -- Minha professora de piano.


249
       Eu rio.
       -- Isso  um som adorvel, -- ele diz. -- Vamos ter um dia melhor hoje?
       -- Ok, eu concordo. -- O que voc quer fazer?
       -- Depois de fazer amor com minha esposa, e ela me preparar o caf da manh,
vou lev-la para Aspen.
       Eu engasgo. -- Aspen?
       -- Sim.
       -- Aspen, Colorado?
       -- Isso mesmo. A no ser que eles tenham mudado. Afinal de contas, voc pagou
24 mil dlares por essa experincia.
       Eu sorrio para ele. -- Era o seu dinheiro.
       -- Nosso dinheiro.
       -- Foi o seu dinheiro, quando eu fiz a proposta. -- Eu reviro meus olhos.
       -- Oh, Sra. Grey, voc e seus olhos revirando, -- ele sussurra enquanto passa a
mo na minha coxa.
       -- No vai demorar horas para chegar ao Colorado? -- Eu pergunto para distra-lo.
       -- No de jatinho, -- ele diz suavemente enquanto sua mo me alcana por trs.
       Claro, meu marido tem um jatinho. Como eu poderia esquecer? Sua mo continua
a roar meu corpo, levantando minha camisola, e logo eu esqueo de tudo.


       Taylor dirige at a pista no Sea-Tac e ao redor de onde o jatinho GEH est
esperando.  um dia cinzento em Seattle, mas eu me recuso a deixar que o tempo tire o
meu bom humor. Christian est com o humor muito melhor. Ele est animado com algo,
iluminado como o Natal e se contorcendo como um menino pequeno com um grande
segredo. Gostaria de saber quais so seus planos. Ele parece sonhador, com o cabelo
desgrenhado, camiseta branca e cala jeans preta. Realmente ele no se parece com um
CEO hoje. Ele pega a minha mo quando Taylor para prximo a escada do jatinho.
       -- Eu tenho uma surpresa para voc, -- ele murmura e beija meus dedos.
       Eu sorrio para ele. -- Surpresa boa?
       -- Eu espero que sim. -- Ele sorri calorosamente.
       -- Hmm... O que pode ser?




250
       Sawyer pula na frente e abre a porta para mim. Taylor abre a de Christian e ento
pega nossa bagagem no porta malas. Stephan est esperando no topo da escada quando
entramos no avio. Eu olho para a cabine e vejo a primeira oficial Beighley mexendo nos
interruptores do imponente painel de instrumentos.
       Christian e Stephan apertam as mos. -- Bom dia, senhor. -- Stephan sorri.
       -- Obrigado por fazer isso em to pouco tempo. -- Christian sorri de volta. -- Os
nossos convidados esto aqui?
       -- Sim, senhor.
       Convidados? Me viro ofegante. Kate, Elliot, Mia e Ethan esto todos sorrindo e
sentados nos assentos de couro de cor creme. Wow! Eu giro em torno de Christian.
       -- Surpresa! -- Ele diz.
       -- Como? Quando? Quem? -- Murmuro inarticuladamente, tentando conter minha
alegria e euforia.
       -- Voc disse que no v seus amigos o suficiente. -- Ele d de ombros e me d um
sorriso torto de desculpa.
       -- Oh, Christian, obrigada. -- Eu jogo meus braos em volta de seu pescoo e o
beijo duro na frente de todos. Ele coloca as mos sobre meus quadris, enganchando os
polegares atravs das presilhas de meu jeans, e aprofunda o beijo.
       Oh meu.
       -- Continue assim e vou arrast-la para o quarto, -- ele murmura.
       -- Voc no ousaria, -- eu sussurro contra seus lbios.
       -- Oh, Anastasia. -- Ele sorri, balanando a cabea. Ele me solta e sem prembulo
se abaixa, pega minhas coxas, e me levanta sobre seu ombro.
       -- Christian, me coloca no cho! -- Eu bato em seu traseiro.
       Brevemente vejo um sorriso em Stephen quando ele se vira e vai para a cabine.
Taylor est de p na porta tentando abafar seu sorriso. Ignorando minha luta intil,
Christian atravessa rapidamente a estreita cabine passando por Mia e Ethan que esto cara
a cara nos assentos individuais, passa por Kate e Elliot, que est gritando como um gibo
demente.
       -- Se vocs me do licena, -- ele diz aos nossos quatro convidados. -- Eu preciso
falar com minha mulher em particular.
       -- Christian! -- Eu grito. -- Coloque-me no cho!


251
         -- Tudo h seu tempo, baby.
         Eu tenho uma viso breve de Mia, Kate e Elliot rindo. Droga! Isto no  engraado,
 constrangedor. Ethan olha para ns, com a boca aberta e totalmente chocado, e ns
desaparecemos para dentro da cabine.
         Christian fecha a porta da cabine atrs dele e me solta, deixando-me deslizar para
baixo de seu corpo lentamente, de modo que eu sinto cada tendo duro e cada msculo.
Ele me d seu sorriso de menino, completamente satisfeito consigo mesmo.
         -- Isso foi um show, Sr. Grey, -- murmuro, cruzando os braos com falsa
indignao.
         -- Isso foi divertido, Sra. Grey. -- E seu sorriso se alarga. Oh garoto. Ele parece to
jovem.
         -- Voc vai dar continuidade? -- Eu arco uma sobrancelha, sem saber como me
sinto sobre isso. Quer dizer, os outros vo nos ouvir, pelo amor de Deus. De repente, eu
me sinto tmida. Olhando ansiosamente para a cama, eu sinto minhas bochechas corarem
ao lembrar da nossa noite de npcias. Ns conversamos tanto ontem, fizemos tanta coisa
ontem. Eu sinto como se ns tivssemos saltado algum obstculo desconhecido, mas esse 
o problema.  desconhecido. Meus olhos encontram o olhar intenso, mas divertido de
Christian, e eu sou incapaz de manter uma cara sria. Seu sorriso  muito contagiante.
         -- Eu acho que pode ser rude deixar nossos convidados esperando, -- ele diz
suavemente a medida que caminha em minha direo. Quando ele comeou a se importar com
o que as pessoas pensam? Eu dou um passo para trs contra a parede da cabine e ele me
aprisiona, o calor de seu corpo me segurando no lugar. Ele se inclina para baixo e corre o
nariz junto ao meu.
         -- Boa surpresa? -- Ele sussurra, e h um toque de ansiedade em sua voz.
         -- Oh, Christian, surpresa fantstica. -- Eu corro minhas mos at seu peito,
enrolando-as em torno de seu pescoo, e o beijo.
         -- Quando voc organizou isso? -- Pergunto quando eu me afasto dele,
acariciando seu cabelo.
         -- Ontem  noite, quando eu no conseguia dormir. Eu mandei um e-mail para
Elliot e Mia, e aqui esto eles.
         --  muito considerao. Obrigada. Eu tenho certeza que vai ser maravilhoso.




252
       -- Eu espero que sim. Eu pensei que seria mais fcil evitar a imprensa em Aspen
do que em casa.
       Os paparazzi! Ele est certo. Se tivssemos ficado no Escala, estaramos
aprisionados. Um arrepio percorre minha espinha ao recordar as cmeras e flashes dos
poucos fotgrafos. Taylor acelerou atravs deles esta manh.
       -- Venha.  melhor nos sentarmos, Stephan decolar em breve. -- Ele me oferece
sua mo e juntos caminhamos de volta  cabine.
       Elliot aplaude quando entramos. -- Esse certamente foi um servio de bordo
rpido! -- Ele fala zombeteiramente.
       Christian o ignora.
       -- Por favor, sentem-se, senhoras e senhores, em breve comearemos a taxiar para
a decolagem. -- A voz de Stephan ecoa com calma e autoridade ao redor da cabine. A
mulher morena, Natalie, que estava no vo da nossa noite de npcias aparece a partir da
cozinha e rene as xcaras de caf descartveis. Natalia... O nome dela  Natalia.
       -- Bom dia, Sr. Grey, Sra. Grey, -- ela diz com um ronronar. Por que ela me deixa
desconfortvel? Talvez seja porque ela  morena. Como Christian mesmo admitiu, ele no
costuma empregar morenas porque ele as acha atraentes. Ele d um sorriso educado a
Natalia enquanto desliza por trs da mesa e se senta de frente para Elliot e Kate. Eu
rapidamente abrao Kate e Mia e dou um aceno a Ethan e Elliot antes de sentar-me ao lado
de Christian. Ele pe a mo no meu joelho e o aperta afetuosamente. Ele parece relaxado e
feliz apesar de termos companhia.  toa, eu me pergunto por que ele no pode ser sempre
assim, no controlar a todos.
       -- Espero que voc tenha trazido suas botas de caminhada, -- ele diz, com a voz
quente.
       -- Ns no vamos esquiar?
       -- Isso seria um desafio, em agosto, -- ele diz, divertido.
       Oh,  claro.
       -- Voc esquia, Ana? Elliot nos interrompe.
       -- No.
       Christian move a mo do meu joelho para segurar a minha mo.
       -- Tenho certeza que meu irmo pode te ensinar. -- Elliot pisca para mim. -- Ele 
muito rpido nas pistas, tambm.


253
        E eu no posso evitar de corar. Quando eu olho para Christian, ele est olhando
impassivelmente para Elliot, mas acho que ele est tentando reprimir a sua alegria. O
avio se move e comea a taxiar para a pista.
        Natalia executa os procedimentos de segurana do avio em voz alta e clara. Ela
est vestida com uma camisa azul marinho de manga curta e saia lpis combinando. Sua
maquiagem  impecvel, ela  realmente muito bonita. Meu subconsciente levanta uma
sobrancelha para mim.
        -- Voc est bem? -- Kate me pergunta. -- Eu quero dizer, aps o negcio do
Hyde?
        Concordo com a cabea. Eu no quero pensar ou falar sobre Hyde, mas Kate parece
ter outros planos.
        -- Ento, por que ele foi demitido? -- Ela pergunta em seu estilo inimitvel. Ela
joga o cabelo para trs enquanto se prepara para investigar o assunto.
        Olhando-a friamente, Christian d de ombros. -- Eu chutei a bunda dele, -- ele diz
sem rodeios.
        -- Oh? Por qu? -- Kate inclina a cabea para o lado, e eu sei que ela est em pleno
modo de Nancy Drew.
        -- Ele deu em cima de mim, -- murmuro. Eu tento chutar o tornozelo de Kate
debaixo da mesa, mas erro. Merda!
        -- Quando? -- Kate olha para mim.
        -- Anos atrs.
        -- Voc nunca me disse que ele deu em cima de voc! -- Ela fala precipitadamente.
        Eu dou de ombros, me desculpando.
        -- Isso no pode ser apenas um rancor sobre isso, com certeza. Quero dizer, a
reao dele  muito extrema, -- Kate continua, mas agora ela direciona suas perguntas
para Christian. -- Ele  mentalmente instvel? E sobre todas as informaes que ele tem
sobre vocs, Greys? -- Ela atormentando Christian desse jeito me irrita terrivelmente, mas
ela j estabeleceu que eu no sei nada, ento no pode perguntar a mim. O pensamento 
irritante.
        -- Acreditamos que h uma conexo com Detroit, -- Christian diz suavemente.
Muito suavemente. Oh, no, Kate, por favor, desista por agora.
        -- Hyde  de Detroit, tambm?


254
       Christian concorda.
       O avio acelera, e eu aperto a mo de Christian. Ele me d um olhar tranqilizador.
Ele sabe que eu odeio pousos e decolagens. Ele aperta minha mo e acaricia meus dedos
com seu polegar, me acalmando.
       -- O que voc sabe sobre ele? -- Elliot pergunta, alheio ao fato de que estamos
arremessando para a pista em um pequeno jatinho prestes a lanar-se para o cu, e
igualmente alheio a exasperao crescente de Christian com Kate. Kate se inclina para a
frente, ouvindo atentamente.
       -- Isso deve ficar em sigilo, -- Christian diz diretamente a ela. A boca de Kate se
define em uma linha sutil, mais fina. Eu engulo. Oh merda.
       -- Ns sabemos pouco sobre ele, -- Christian continua. -- Seu pai morreu em uma
briga de bar. Sua me bebeu no esquecimento. Ele vivia dentro e fora dos lares adotivos...
dentro e fora de problemas, tambm. Principalmente carros veloses. Passou um tempo no
reformatrio. Sua me ficou para trs e Hyde entrou na linha. Ganhou uma bolsa de
estudos em Princeton.
       -- Princeton? A curiosidade de Kate  despertada.
       -- Sim. Ele  um menino brilhante. -- Christian d de ombros.
       -- No to brilhante. Ele foi pego, -- Elliot murmura.
       -- Mas certamente ele no armou essa faanha sozinho? -- Kate pergunta.
       Christian endurece ao meu lado. -- Ns no sabemos ainda. -- Sua voz  muito
tranqila. Puta merda! Poderia algum trabalhar com ele? Viro-me e fico boquiaberta com
horror para Christian. Ele aperta minha mo mais uma vez, mas no me olha nos olhos. O
avio levanta suavemente no ar, e eu tenho essa sensao horrvel no estmago.
       -- Quantos anos ele tem? -- Pergunto a Christian, inclinando-me de modo que
somente ele pode ouvir. Por mais que eu queira saber o que est acontecendo, no quero
encorajar as perguntas de Kate. Eu sei que elas esto irritando Christian, e eu tenho certeza
que ela est em sua lista negra desde o dia das bebidas.
       -- Trinta e dois. Por qu?
       -- S curiosidade.
       Christian aperta a mandbula. -- No fique curiosa sobre Hyde. Estou feliz pelo
filho da puta estar preso. --  quase uma repreenso, mas escolho ignorar seu tom.




255
       -- Voc acha que ele est trabalhando com algum? -- O pensamento de que mais
algum pode estar envolvido me deixa doente. Significaria que isto no acabou.
       -- Eu no sei, -- responde Christian, e sua mandbula aperta mais uma vez.
       -- Talvez algum que tem um ressentimento contra voc? -- Eu sugiro. Puta
merda. Espero que no seja a vadia. -- Como Elena? -- Eu sussurro. Eu percebo que
murmuro o nome dela em voz alta, mas s ele pode ouvir. Olho ansiosamente para Kate,
mas ela conversa com Elliot que parece chateado com ela. Hmm.
       -- Voc gosta de demonizar ela, no ? -- Christian revira os olhos e balana a
cabea em desgosto. -- Ela pode guardar rancor, mas ela no faria esse tipo de coisa. --
Ele me encara com um olhar firme cinza. -- No vamos discutir sobre ela. Eu sei que ela
no  o seu tema preferido de conversa.
       -- Voc j confrontou ela? -- Sussurro, no tenho certeza se realmente quero saber.
       -- Ana, eu no tenho falado com ela desde a minha festa de aniversrio. Por favor,
esquea isso. Eu no quero falar sobre ela. -- Ele levanta minha mo e passa meus dedos
em seus lbios. Seus olhos queimam nos meus, e eu sei que no deveria seguir esta linha
de questionamento agora.
       -- Arrumem um quarto, -- Elliot brinca. -- Oh, certo, voc j tem, mas voc no
precisa dele por muito tempo. -- Ele sorri.
       Christian encara Elliot com o olhar frio. -- Foda-se, Elliot, -- ele diz, sem maldade.
       -- Cara, s estou dizendo como deve ser. -- Os olhos de Elliot se iluminam com
alegria.
       -- Como se voc soubesse, -- Christian murmura ironicamente, levantando uma
sobrancelha.
       Elliot sorri curtindo a brincadeira. -- Voc se casou com sua primeira namorada. --
Elliot aponta para mim.
       Oh merda. Onde isso vai parar? Eu coro.
       -- Voc pode me culpar? -- Christian beija a minha mo.
       -- No. -- Elliot ri e balana a cabea.
       Eu coro, e Kate d um tapa na coxa Elliot.
       -- Pare de ser um idiota, -- ela o repreende.
       -- Oua sua namorada, -- Christian diz a Elliot, sorrindo, e sua preocupao
anterior parece ter desaparecido. Meus ouvidos estalam enquanto ganhamos altitude, e a


256
tenso na cabine desaparece. Kate faz careta para Elliot. Hmm...  alguma coisa entre eles?
No tenho a certeza.
       Elliot est certo. Eu ronco com a ironia. Eu sou, fui, a primeira namorada de
Christian, e agora sou sua mulher. As 15 e a Sra. Robinson do mal, elas no contam. Mas
ento Elliot no sabe sobre elas, e claramente Kate no disse a ele. Eu sorrio para ela, e ela
me d uma piscadela cmplice. Meus segredos esto seguros com Kate.
       -- Ok, senhoras e senhores, vamos voar a uma altitude de cerca de 32.000 ps, e
nosso tempo de vo estimado  de uma hora e 56 minutos, -- Stephan anuncia. -- Vocs
agora esto livres para se mover na cabine.
       Natalia aparece abruptamente.
       -- Algum aceita um caf? -- Ela pergunta.




                                        Captulo 13
       Ns pousamos suavemente no Campo Sardy s 12:25 (MST). Stephan pousou o
avio um pouco distante do terminal principal, e atravs das janelas vejo uma grande
minivan VW esperando por ns.
       -- Bom pouso. -- Christian sorri e aperta a mo de Stephan enquanto prepara-se
para sair do avio.
       --  tudo sobre altitude e densidade, senhor. -- Stephan sorri de volta. -- Beighley
aqui  boa em matemtica.
       Christian acena para a primeira oficial de Stephan. -- Voc acertou em cheio,
Beighley. Pouso suave.
       -- Obrigado, senhor. -- Ela sorri satisfeita.
       -- Aproveite seu fim de semana, Sr. Grey, Sra. Grey. Nos veremos amanh. --
Stephan fica de lado para desembarcarmos e toma a minha mo, Christian me ajuda a
descer as escadas da aeronave para onde Taylor est esperando junto ao veculo.
       -- Minivan? -- Christian diz surpreso quando Taylor desliza para abrir a porta.
       Taylor lhe d um sorriso apertado, contrito e de ombros.
       -- ltima hora, eu sei, -- Christian diz rapidamente. Taylor retorna ao avio para
recuperar a bagagem.



257
       -- Quer fazer na parte de trs da van? -- Christian murmura para mim, com um
brilho travesso nos olhos.
       Eu rio. Quem  este homem e o que ele fez com o Sr. Inacreditavelmente Irritado
dos ltimos dias?
       -- Vamos l, vocs dois. Entrando, -- Mia diz atrs de ns, escorrendo impacincia
ao lado de Ethan. Ns entramos, cambaleando para o assento duplo na parte de trs, e nos
sentamos. Eu me aconchego junto a Christian, e ele coloca o brao ao redor da parte de trs
do meu assento. -- Confortvel? -- Ele murmura enquanto Mia e Ethan tomam o assento
na frente de ns.
       -- Sim. -- Eu sorrio e ele beija minha testa. E por alguma razo insondvel eu me
sinto tmida com ele hoje. Por qu? Ontem  noite? Estar com companhia? Eu no posso
colocar o meu dedo nisso.
       Elliot e Kate se juntam a ns enquanto Taylor abre a porta traseira para colocar a
bagagem. Cinco minutos depois, estamos no nosso caminho.
       Eu olho pela janela em direo a Aspen. As rvores esto verdes, mas um sussurro
do prximo outono  evidente aqui e ali nas pontas amareladas das folhas. O cu  de um
azul cristalino, embora haja escurecimento nas nuvens a oeste. Ao redor de ns a distancia
se tece nas Montanhas Rochosas, o pico mais alto diretamente adiante. Elas so
exuberantes e verdes, e as maiores so cobertas de neve e se parece como o desenho de
montanhas feito por uma criana.
       Estamos no parque de inverno dos ricos e famosos. E eu tenho uma casa aqui. Eu mal
posso acreditar. E de dentro do meu subconsciente, o mal-estar familiarizado que est
sempre presente quando eu tento envolver minha cabea em torno da riqueza de Christian
me provoca, fazendo-me sentir culpada. O que eu fiz para merecer este estilo de vida? Eu
no fiz nada, nada, exceto me apaixonar.
       -- Voc j foi para Aspen antes, Ana? -- Ethan se vira e pergunta, me arrastando
para fora do meu devaneio.
       -- No, primeira vez. Voc?
       -- Kate e eu costumvamos vir muito aqui quando ramos adolescentes. Papai 
um esquiador sagaz. Mame nem tanto.
       -- Eu espero que meu marido me ensine a esquiar. -- Eu olho para o meu homem.
       -- No aposte nisso, -- Christian murmura.


258
       -- Eu no posso ser to ruim assim!
       -- Voc pode quebrar seu pescoo. -- Seu sorriso desapareceu.
       Oh. Eu no quero discutir e azedar o seu bom humor, assim eu mudo de assunto.
-- H quanto tempo voc possui esse lugar?
       -- Quase dois anos.  seu agora, tambm, Sra. Grey, -- ele diz em voz baixa.
       -- Eu sei, -- sussurro. Mas de alguma forma no sinto a coragem nas minhas
convices. Me inclinando, beijo seu queixo e me aninho mais uma vez ao seu lado
ouvindo-o rir e brincar com Ethan e Elliot. Mia grita de vez em quando, mas Kate est
quieta, e eu me pergunto se ela est pensando sobre Jack Hyde ou outra coisa. Ento eu
lembro. Aspen... A casa de Christian foi redesenhada por Gia Matteo e reconstruda por
Elliot. Eu me pergunto se  isso que est preocupando a Kate. Eu no posso perguntar a
ela na frente de Elliot, dada a sua histria com Gia. Ser que Kate sabe mesmo sobre a
conexo de Gia com a casa? Eu sigo me perguntando o que poderia estar incomodando ela
e resolvo perguntar-lhe quando estivermos sozinhas.
       Ns dirigimos atravs do centro de Aspen e meu humor ilumina conforme nos
aproximamos da cidade. H edifcios de tijolos vermelhos, chals em estilo Suo, e por
sua vez nem to numerosas, casas do sculo passado pintadas em cores divertidas.
Abundncia de bancos e lojas de grife, tambm, atraindo a afluncia da populao local.
Claro que Christian se encaixa aqui.
       -- Por que voc escolheu Aspen? -- Pergunto a ele.
       -- O que? -- Ele me olha com curiosidade.
       -- Para comprar um lugar.
       -- Mame e papai costumavam nos trazer aqui quando ramos crianas. Eu
aprendi a esquiar aqui, e eu gosto do lugar. Espero que voc tambm, do contrrio ns
vamos vender a casa e escolher outro lugar.
       Simples assim!
       Ele enfia uma mecha solta do meu cabelo atrs da minha orelha. -- Voc est linda
hoje, -- ele murmura.
       Minhas bochechas esquentam. Eu s estou usando minha roupa de viagem: jeans e
camiseta com uma jaqueta azul marinho. Droga. Por que ele me faz sentir tmida?
       Ele me beija, um suave, doce e amoroso beijo.




259
       Taylor dirige para fora da cidade, e comeamos a subir o outro lado do vale,
torcendo ao longo de uma estrada de montanha. Quanto mais alto vamos, mais animada
eu fico, e Christian se retesa ao meu lado.
       -- O que h de errado? -- Eu pergunto quando passamos em uma curva.
       -- Eu espero que voc goste, -- ele diz calmamente. -- Ns estamos aqui.
       Taylor desacelera e vira atravs de um porto feito de pedras cinza, bege e
vermelho. Ele se dirige a entrada da garagem e finalmente salta para fora na
impressionante casa. Dupla fachada com pontudos telhados e construdo de madeira
escura e mesma mistura de pedras do porto.  impressionante, moderna e austera, muito
estilo Christian.
       -- Casa, -- ele suspira para mim enquanto descemos da van.
       -- Parece bom.
       -- Venha. Ver, -- ele diz, em seus olhos h um brilho animado, embora ansioso,
como se ele estivesse prestes a mostrar-me o seu projeto de cincias ou algo assim.
       Mia apressa seus passos em direo a uma mulher que est parada em frente 
porta. Ela  pequena e seu cabelo preto  polvilhado com cinza. Mia arremessa seus braos
em volta do seu pescoo e a abraa com fora.
       -- Quem ? -- Eu pergunto enquanto Christian me ajuda a sair da van.
       -- Sra. Bentley. Ela vive com o marido. Eles cuidam do lugar.
       Puta merda... Mais empregados?
       Mia est fazendo as apresentaes, primeiro Ethan, e ento Kate. Elliot abraa a
Sra. Bentley, tambm. Enquanto Taylor descarrega a van, Christian pega a minha mo e
me leva para a porta da frente.
       -- Bem-vindo de volta, Sr. Grey. -- Sra. Bentley sorri.
       -- Carmella, esta  a minha esposa, Anastasia, -- Christian diz com orgulho. Sua
lngua acaricia o meu nome, fazendo meu corao gaguejar.
       -- Sra. Grey. -- Sra. Bentley acena com uma saudao respeitosa. Eu estendo
minha mo e nos cumprimentamos. No  nenhuma surpresa para mim que ela  muito
mais formal com Christian do que com o resto da famlia.
       -- Espero que voc tenha tido um vo agradvel. Espera-se que o tempo fique bom
todo o final de semana, embora eu no tenha certeza. -- Ela olha as nuvens escuras atrs




260
de ns. -- O almoo est pronto quando voc quiser. -- Ela sorri de novo, seus olhos
escuros brilhando, e eu imediatamente passo a gostar dela.
       -- Aqui. -- Christian me agarra e me pega no colo.
       -- O que voc est fazendo? -- Eu grito.
       -- Carregando voc por outra porta de entrada, Sra. Grey.
       Eu sorrio quando ele me leva para o amplo corredor, e depois de um breve beijo,
ele me coloca suavemente no cho de madeira. A decorao interior  austera e me lembra
a grande sala do Escala, todas as paredes brancas, madeira escura, e arte abstrata
contempornea. O corredor se abre em uma grande rea de estar onde trs sofs de couro
branco cercam uma lareira de pedra que domina o ambiente. A nica cor  das almofadas
macias espalhadas nos sofs. Mia pega a mo de Ethan e o arrasta para dentro da casa.
Christian estreita os olhos para sua partida, sua boca comprimida. Ele balana a cabea
ento se vira para mim.
       Kate assobia alto. -- Belo lugar.
       Eu olho em volta e vejo Elliot ajudar Taylor com a bagagem. Eu me pergunto
novamente se ela sabe que Gia tem uma mo neste lugar.
       -- Um tour? -- Christian me pergunta, e tudo o que se passava em minha mente
sobre Gia e Ethan passou. Ele est irradiando excitao, ou  ansiedade?  difcil dizer.
       -- Claro. -- Mais uma vez estou oprimida pela riqueza. Quanto este lugar custou?
E eu no contribu em nada para ele. Resumidamente sou transportada de volta para a
primeira vez que Christian me levou a Escala. Eu estava sobrecarregada ento. Voc se
acostumou a ele, meu subconsciente sibila para mim.
       Christian franze a testa, mas pega a minha mo, levando-me atravs das vrias
salas. A cozinha  o estado-da-arte, toda de mrmore plido e armrios pretos. H uma
impressionante adega, e embaixo uma sala extensa, preenchida com uma televiso de
plasma, sofs macios... E uma mesa de bilhar. Eu o encaro boquiaberta e coro quando
Christian me pega.
       -- Gosta de um jogo? -- Ele pergunta, um brilho malicioso em seus olhos. Eu
balano minha cabea, e ele franze a testa mais uma vez. Tomando minha mo de novo,
ele me leva at o primeiro piso. H quatro quartos no andar de cima, cada um com
banheiro privativo.




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          A sute principal  outra coisa. A cama  enorme, maior que a cama em nossa casa,
em frente a uma enorme janela panormica com vista sobre Aspen na direo das
montanhas verdejantes.
          --  Ajax Mountain... ou Aspen Mountain, se voc gosta, -- diz Christian, me
olhando com cautela. Ele est de p na soleira da porta, seus polegares enganchados
atravs dos passantes do cinto de seu jeans preto.
          Concordo com a cabea.
          -- Voc est muito quieta, -- ele murmura.
          --  adorvel, Christian. -- E de repente estou sentindo dor para estar de volta ao
Escala.
          Em cinco passos largos ele est em p diante de mim, puxando meu queixo, e
liberando meu lbio inferior das garras dos meus dentes.
          -- O que  isso? -- Ele pergunta ele, seus olhos procurando os meus.
          -- Voc  muito rico.
          -- Sim.
          -- s vezes, s me pego de surpresa quo rico voc .
          -- Somos.
          -- Somos, -- murmuro automaticamente.
          -- No insista sobre isso, Ana, por favor.  apenas uma casa.
          -- E o que Gia fez aqui, exatamente?
          -- Gia? -- Ele levanta as sobrancelhas em surpresa.
          -- Sim. Ela reformou este lugar?
          -- Ela fez. Ela projetou o salo do andar de baixo. Elliot construiu. -- Ele passa a
mo pelo seu cabelo e franze a testa para mim. -- Por que estamos falando de Gia?
          -- Voc sabia que ela tinha um caso com Elliot?
          Christian olha para mim por um momento, os olhos cinzentos ilegvel. -- Elliot
fodeu a maior parte de Seattle, Ana.
          Eu suspiro.
          -- Principalmente as mulheres, acredito, -- Christian brinca. Acho que ele est se
divertindo com minha expresso.
          -- No!
          Christian concorda. -- No  da minha conta. -- Ele levanta suas mos para cima.


262
       -- Eu no acho que Kate sabe.
       -- Eu no tenho certeza se ele transmitiu essa informao. Kate parece estar
suportando isso sozinha.
       Estou chocada. Doce, despretensioso, loiro, de olhos azuis, Elliot? Eu fico olhando,
incrdula.
       Christian inclina a cabea para o lado, me examinando. -- Isso no pode ser apenas
sobre Gia ou a promiscuidade de Elliot.
       -- Eu sei. Sinto muito. Depois de tudo o que aconteceu esta semana,  s... -- Dou
de ombros, sentindo as lgrimas de repente. Christian parece cair em alvio. Puxando-me
em seus braos, ele me segura com fora, seu nariz no meu cabelo.
       -- Eu sei. Sinto muito, tambm. Vamos relaxar e nos divertir, ok? Voc pode ficar
aqui e ler, assistir a horrvel TV, fazer compras, ir caminhar, ou mesmo pescar. Tudo o que
voc quiser fazer. E esquecer o que disse sobre Elliot. Isso foi indiscreto da minha parte.
       -- Vai de alguma maneira me explicar por que ele est sempre brincando com
voc, -- murmuro, aninhando-me em seu peito.
       -- Ele realmente no tem idia sobre o meu passado. Eu disse a voc, minha famlia
achava que eu era gay. Celibato, mas gay.
       Eu rio e comeo a relaxar em seus braos. -- Eu pensei que voc era celibatrio.
Como eu estava errada. -- Eu envolvo meus braos em torno dele, maravilhada com a
ridcula idia de Christian ser gay.
       -- Sra. Grey, voc est sorrindo para mim?
       -- Talvez um pouco. -- Eu aquieso. -- Voc sabe, o que eu no entendo  por que
voc tem esse lugar?
       -- O que voc quer dizer? -- Ele beija meu cabelo.
       -- Voc tem o barco, que eu entendo, voc tem o lugar em Nova York para
negcios, mas por que aqui? No  como se voc dividisse com algum.
       Christian para e fica em silncio por vrios segundos. -- Eu estava esperando por
voc, -- ele diz suavemente, seus olhos cinza-escuro se iluminando.
       -- Isso ... isso  uma coisa bonita de dizer.
       --  verdade. Eu no sabia disso na poca. -- Ele sorri seu sorriso tmido.
       -- Estou feliz que voc me esperou.




263
       -- Voc valeu a espera, Sra. Grey. -- Ele levanta meu queixo com o dedo, inclina-se
para baixo, e me beija com ternura.
       -- Assim como voc. -- Eu sorrio. -- Embora eu me sinta como se tivesse sido
enganada. Eu no tive que esperar muito tempo por voc afinal.
       Ele sorri. -- Eu sou como um prmio?
       -- Christian, voc  a loteria estadual, a cura para o cncer, e os trs desejos da
lmpada de Aladim tudo em um.
       Ele levanta uma sobrancelha.
       -- Quando voc vai perceber isso? -- Eu o repreendo. -- Voc era um solteiro
muito elegvel. E eu no estou falando s disso. -- Eu movimento minha mo indicando
seu corpo. -- Eu estou falando disso aqui. -- Eu coloco minha mo sobre seu corao, e
seus olhos se arregalam. Meu confiante, sexy marido se foi, e eu estou enfrentando meu
menino perdido. -- Acredite em mim, Christian, por favor, -- sussurro e aperto seu rosto,
puxando seus lbios nos meus. Ele geme, e eu no sei se ele est ouvindo o que eu disse ou
a sua resposta primitiva habitual. Eu clamo por ele, os meus lbios se movendo contra os
seus, minha lngua invadindo sua boca.
       Quando ns dois estamos sem flego, ele se afasta, olhando-me em dvida.
       -- Quando voc vai entender dentro desse seu crnio excepcionalmente espesso
que eu te amo? -- Eu pergunto, exasperada.
       Ele engole. -- Um dia, ele diz.
       Isto  um progresso. Eu sorrio e sou recompensada com seu sorriso tmido de
resposta.
       -- Venha. Vamos almoar, ou os outros vo querer saber onde estamos. Podemos
discutir o que todos ns queremos fazer.


       -- Oh no! -- Kate diz de repente.
       Todos os olhos se voltam para ela.
       -- Olha, -- ela diz, apontando para a janela. L fora, a chuva comeou a cair.
Estamos sentados em torno da mesa de madeira escura na cozinha tendo consumido uma
grande refeio Italiana de antepasto misto, preparado pela Sra. Bentley, e uma ou duas
garrafas de Frascati. Estou repleta e um pouco tonta do lcool.




264
       -- L vai nossa caminhada, -- murmura Elliot, parecendo vagamente aliviado.
Kate o olha com expresso mal humorada. Definitivamente h algo entre eles. Eles esto
relaxados com todos ns, mas no um com o outro.
       -- Ns poderamos ir para a cidade, -- Mia sugere. Ethan sorri para ela.
       -- Tempo perfeito para pesca, -- Christian sugere.
       -- Eu vou pescar, -- Ethan diz.
       -- Vamos nos dividir. -- Mia bate suas mos. -- Meninas shopping e meninos
coisa chata ao ar livre.
       Olho para Kate, que considera Mia com indulgncia. Pesca ou compras? Eita, que
escolha.
       -- Ana, o que voc quer fazer? -- Christian pergunta.
       -- Eu no me importo, -- minto.
       Kate me chama a ateno murmurando "shopping". Talvez ela queira ir.
       -- Mas eu estou mais do que feliz de ir s compras. -- Eu sorrio ironicamente para
Kate e Mia. Christian d um sorriso aborrecido. Ele sabe que eu odeio fazer compras.
       -- Eu posso ficar aqui com voc, se voc quiser, -- ele murmura, e causa algo
escuro na minha barriga pelo seu tom.
       -- No, voc vai pescar, -- respondo. Christian precisa de tempo como garoto.
       -- Soa como um plano, -- Kate diz, levantando-se da mesa.
       -- Taylor ir acompanha-la, -- Christian diz, e  um fato no aberto a discusso.
       -- Ns no precisamos de bab, -- Kate retruca sem rodeios, direta como sempre.
       Eu coloco minha mo no brao de Kate. -- Kate, Taylor deveria vir.
       Ela franze a testa, em seguida, encolhe os ombros, e pela primeira vez em sua vida
segura a sua lngua.
       Eu sorrio timidamente a Christian. Sua expresso permanece impassvel. Oh, eu
espero que ele no esteja bravo com Kate.
       Elliot franze a testa. -- Eu preciso pegar uma bateria para o meu relgio na cidade.
-- Ele olha rapidamente para Kate, e eu o vejo corar levemente. Ela no percebe porque ela
est ignorando-o incisivamente.
       -- Leve o Audi, Elliot. Quando voc voltar ns podemos pescar, -- Christian diz.
       -- Sim, -- Elliot murmura, mas ele parece distrado. -- Bom plano.




265
       -- Aqui. -- Pegando minha mo, Mia me leva para uma butique que  toda seda
rosa e mobiliada com um rstico faux-francs. Kate nos segue enquanto Taylor espera l
fora, abrigado sob o toldo da chuva. Aretha est cantando "Say A Little Prayer" de fundo
na loja. Eu amo essa msica. Eu deveria coloc-la no iPod de Christian.
       -- Isso vai ficar maravilhoso em voc, Ana. -- Mia segura um pedao de material
prata. -- Aqui, experimenta.
       -- Hmm... ele  um pouco curto.
       -- Voc vai ficar fantstica nele. Christian vai adorar.
       -- Voc acha?
       Mia sorri para mim. -- Ana, voc tem pernas de morrer, e se esta noite formos
danar no clube, -- ela sorri, sentindo uma vtima fcil -- voc vai parecer quente para o
seu marido.
       Eu pisco para ela, um pouco chocada. Ns vamos danar? Eu no dano.
       Kate ri da minha expresso. Ela parece mais relaxada agora que ela est longe de
Elliot. -- Ns devemos danar esta noite, -- ela diz.
       -- V experiment-lo, -- Mia ordena, e relutante me dirijo ao provador.


       Enquanto espero por Kate e Mia emergirem do provador, eu passeio meus olhos
pela janela e olho para fora, sem ver, do outro lado da rua. A compilao da alma
continua: Dionne Warwick canta "Walk On By". Outra grande cano, uma das favoritas
da minha me. Eu olho para o vestido na minha mo. Este vestido  um exagero.  frente
nica e muito curto, mas Mia o declarou vencedor, perfeito para danar noite fora.
Aparentemente, eu preciso de sapatos, tambm, e um grande colar robusto, que vamos
escolher na prxima loja. Revirando os olhos, reflito mais uma vez sobre como tenho sorte
de ter Caroline Acton, minha estilista pessoal.
       Atravs da janela eu sou distrada pela viso de Elliot. Ele apareceu no lado oposto
da rua, saindo do Audi. Ele mergulha em uma loja como se para escapar da chuva. Parece
uma loja de jias... talvez ele esteja procurando a bateria do relgio. Ele emerge alguns
minutos mais tarde e no est sozinho, est com uma mulher.
       Merda! Ele est falando com Gia! Que diabos ela est fazendo aqui?
       Enquanto eu vejo, eles se abraam brevemente e ela tem a cabea para trs, rindo
animadamente em algo que ele diz. Ele beija a bochecha dela e corre para o carro. Ela vira


266
e segue descendo a rua, e eu boquiaberta a sigo. O que foi aquilo? Eu viro ansiosamente
para os provadores, mas ainda no h sinal de Kate ou Mia.
        Eu olho para Taylor, que est esperando do lado de fora da loja. Ele me chama a
ateno, em seguida, d de ombros. Ele testemunhou o pequeno encontro de Elliot,
tambm. Eu coro, com vergonha de ter sido apanhada bisbilhotando. Voltando meus olhos
para loja, Mia e Kate surgem, ambas rindo. Kate olha para mim com curiosidade.
        -- O que h de errado, Ana? -- Ela pergunta. -- Voc est em duvida com o
vestido? Voc fica sensacional nele.
        -- Hmm, no.
        -- Voc est bem? -- Os olhos de Kate se alargam.
        -- Eu estou bem. Vamos pagar? -- Vou para o caixa me juntando a Mia que
escolheu duas saias.
        -- Boa tarde, senhora. -- A jovem assistente de vendas, que tem mais gloss
revestindo seus lbios do que eu j vi em qualquer lugar, sorri para mim. -- Isso custa 850
dlares.
        O qu? Por este pedao de material! Eu pisco para ela e humildemente entrego meu Amex
preto a ela.
        -- Sra. Grey, -- Srta. Lbios de Gloss ronrona.
        Eu sigo Kate e Mia em transe durante as prximas duas horas, em guerra comigo
mesma. Devo dizer a Kate? Meu subconsciente firmemente balana a cabea. Sim, eu
deveria dizer a ela. No, eu no deveria. Poderia ter sido apenas um encontro inocente.
Merda. O que devo fazer?
        -- Bem, voc gosta dos sapatos, Ana? -- Mia tem as mos nos quadris.
        -- Hmm... sim, com certeza.
        Eu acabo com um par de Manolo Blahniks inviavelmente alto com tiras que se
parecem como se fossem feitas de espelhos. Eles combinam com o vestido perfeitamente e
custam a Christian pouco mais de mil dlares. Eu dou mais sorte com a corrente de prata
longa que Kate insiste que eu compre,  uma barganha em 84 dlares.
        -- Habituou-se a ter dinheiro? -- Kate no pergunta com maldade quando
caminhamos de volta para o carro. Mia saltou  frente.




267
       -- Voc sabe que isso no  comigo, Kate. Eu sou do tipo desconfortvel sobre tudo
isso. Mas estou seguramente informada que  parte do pacote. -- Eu sorrio para ela, e ela
coloca o brao em volta de mim.
       -- Voc vai se acostumar com isso, Ana, -- ela diz simpaticamente. -- Voc vai
olhar grande.
       -- Kate, como voc e Elliot esto juntos? -- Eu pergunto.
       Seus grandes olhos azuis me bombardeiam.
       Oh no.
       Ela balana a cabea. -- Eu no quero falar sobre isso agora. -- Ela acena com a
cabea em direo a Mia. -- Mas as coisas esto... -- Ela no termina a frase.
       Isso  diferente de minha Kate tenaz. Merda. Eu sabia que algo estava acontecendo.
Eu digo a ela o que vi? O que eu vi? Elliot e Srta. Bem Enfeitada-Sexy-Predatora falando,
abraando, e aquele beijo na bochecha. Certamente eles so apenas velhos amigos? No,
eu no vou dizer a ela. No agora. Eu dou-lhe o meu Eu-Completamente-Te-Entendo-E-
Respeito-Sua-Privacidade aceno de cabea. Ela pega a minha mo e espreme grata, e l
est ele, um vislumbre rpido de dor e mgoa em seus olhos que ela rapidamente sufoca
com um piscar de olhos. Eu sinto uma sbita onda de protecionismo para minha querida
amiga. Que diabos Elliot Manwhore Grey est fazendo?


       Uma vez de volta a casa, Kate decide que merecemos coquetis aps nossas
compras extravagantes e prepara algum daiquiris de morango para ns. Ns sentamos
confortavelmente no sof em frente  lareira queimando.
       -- Elliot apenas tem estado um pouco distante ultimamente, -- Kate murmura,
olhando para as chamas. Kate e eu finalmente temos um momento sozinhas quando Mia
se afasta com suas compras. -- Oh?
       -- E eu acho que eu estou com problemas por voc ter ficado em apuros.
       -- Voc ouviu falar sobre isso?
       -- Sim. Christian falou para Elliot; Elliot me falou.
       Reviro os olhos. Oh, Cinqenta, Cinqenta, Cinqenta.
       -- Sinto muito. Christian ... protetor. Voc no viu Elliot desde o cocktail?
       -- No.
       -- Oh.


268
       -- Eu realmente gosto dele, Ana, -- ela sussurra. E por um minuto terrvel acho
que vai chorar. Isto no  como Kate. Isso significa o retorno do pijama rosa? Ela se vira
para mim.
       -- Eu me apaixonei por ele. No comeo eu pensei que era apenas sexo. Mas ele 
encantador e gentil e caloroso e engraado. Eu podia nos ver envelhecer juntos, voc
sabe... filhos, netos. Tudo isso.
       -- Seu feliz para sempre, -- eu sussurro.
       Ela acena com a cabea, tristemente.
       -- Talvez voc devesse falar com ele. Tente encontrar algum tempo sozinhos aqui.
Descobrir o que est comendo ele.
       Quem est comendo ele, meu subconsciente rosna. Eu a esbofeteio para baixo,
chocada com os caminhos dos meus prprios pensamentos.
       -- Talvez vocs pudessem ir para uma caminhada amanh de manh?
       -- Vamos ver.
       -- Kate, eu odeio ver voc assim.
       Ela sorri fracamente, e eu me inclino mais para abra-la. Eu resolvo no
mencionar Gia, embora eu possa mencionar para ele mesmo assim. Como ele pode mexer
com a afeio da minha amiga?
       Mia volta, e vamos passar para territrio mais seguro.


       O fogo sibila e cospe fascas em suas entranhas, ento eu o alimento com a ultima
lenha. Estamos quase sem madeira. Mesmo no vero, o fogo  muito bem-vindo neste
molhado dia.
       -- Mia, voc sabe onde a lenha  mantida? -- Pergunto enquanto ela d goles em
seu daiquiri.
       -- Eu acho que na garagem.
       -- Eu vou encontrar algumas. Vai me dar a oportunidade de explorar.
       A chuva abrandou quando eu aventuro minha cabea para a garagem de trs
carros adjacente a casa. A porta lateral est destrancada e eu entro, ligo a luz para
combater a tristeza. As tiras fluorescentes pingam ruidosamente  vida.
       H um carro na garagem, e eu percebo que  o Audi que vi Elliot esta tarde. H
tambm duas motos de neve. Mas o que realmente prende minha ateno so as duas


269
motos de trilha, ambas de 125cc. Memrias de Ethan bravamente se esforando para me
ensinar a andar surgem como um flash do vero passado. Inconscientemente, eu esfrego
meu brao onde eu gravemente fiquei ferida em uma queda.
           -- Voc anda? -- Elliot pergunta atrs de mim.
           Eu viro. -- Voc est de volta.
           -- Tudo indica que sim. -- Ele sorri, e eu percebo que Christian poderia dizer a
mesma coisa para mim, mas sem o enorme sorriso de derreter corao. -- Ento? -- Ele
pergunta.
           -- Mais ou menos.
           -- Voc quer tentar?
           Eu ronco. -- Hmm, no... Eu acho que Christian no ficaria muito feliz se eu
fizesse.
           -- Christian no est aqui. -- Elliot sorri, oh,  um trao de famlia, e movimenta seu
brao para indicar que estamos sozinhos. Ele anda em direo a moto mais prxima e
balana sua longa perna sobre a ela, senta e pega o guido.
           -- Christian tem, Hmm... questes sobre a minha segurana. Eu no deveria.
           -- Voc sempre faz o que ele diz? -- Elliot tem um brilho perverso em seus olhos
azul-beb, e vejo um vislumbre de um bad boy... o bad boy por quem Kate se apaixonou.
O bad boy de Detroit.
           -- No. -- Eu arco uma sobrancelha admoestando-o. -- Mas eu estou tentando
fazer isso direito. Ele tem o suficiente para preocupar-se, sem acrescentar isso  mistura.
Ele est de volta?
           -- Eu no sei.
           -- Voc no vai pescar?
           Elliot balana a cabea. -- Eu tinha alguns negcios a tratar na cidade.
           Negcios! Puta merda. Negcios com a loira enfeitada! Eu inalo profundamente
fazendo-o embasbacar.
           -- Se voc no quer andar, o que est fazendo na garagem? -- Elliot est intrigado.
           -- Estou  procura de lenha para o fogo.
           -- A est voc. Oh, Elliot, voc est de volta. -- Kate nos interrompe.
           -- Ei, baby. -- Ele sorri amplamente.
           -- Pegou alguma coisa?


270
       Eu examino a reao de Elliot. -- No. Eu tinha algumas coisas para resolver na
cidade. -- E por um breve momento, eu vejo um flash de incerteza em seu rosto.
       Oh merda.
       -- Eu sa para ver o que estava segurando Ana. -- Kate olha para ns, confusa.
       -- Ns estvamos apenas conversando, -- Elliot diz, e a tenso crepita entre eles.
       Ns todos paramos enquanto ouvimos um carro parar do lado de fora. Oh!
Christian est de volta. Graas aos cus. A porta da garagem geme alto, assustando a todos
ns, e a porta lentamente levanta para revelar Christian e Ethan descarregar um caminho
preto. Christian para quando ele nos v de p na garagem.
       -- Banda de garagem? -- Ele pergunta sarcasticamente enquanto vagueia, indo
direto para mim.
       Eu sorrio. Estou aliviada ao v-lo. Sob sua jaqueta rasa, ele est usando o macaco
que eu vendi a ele na Claytons.
       -- Oi, -- ele diz olhando com curiosidade para mim, ignorando Kate e Elliot.
       -- Oi. Macaco agradvel.
       -- Vrios bolsos. Muito til para a pesca. -- Sua voz  suave e sedutora, para meus
ouvidos apenas, e quando ele olha para mim, sua expresso  quente.
       Eu coro, e ele sorri um enorme, devastador, sorriso para mim.
       -- Voc est molhado, -- murmuro.
       -- Estava chovendo. O que vocs esto fazendo na garagem? -- Finalmente ele
reconhece que no estamos sozinhos.
       -- Ana veio buscar um pouco de lenha, -- Elliot sorri. De alguma forma, ele
consegue fazer com que a sfrase saia jocosa. -- Eu tentei lev-la para um passeio. -- Ele  o
mestre do duplo sentido.
       O rosto de Christian cai, e meu corao tambm.
       -- Ela disse que no. Que voc no iria gostar, -- Elliot diz gentilmente e
inocentemente.
       O olhar cinza de Christian oscila de para mim. -- Ela disse? -- Ele murmura.
       -- Escute, eu sou a favor de discutir o que Ana fez, mas no podemos voltar para
dentro? -- Kate estala. Ela se abaixa, apanha duas toras, e vira, pisando duro em direo 
porta. Oh merda. Kate est louca, mas eu sei que no  comigo. Elliot suspira e, sem uma
palavra, segue-a para fora. Eu o olho, mas Christian me distrai.


271
       -- Voc sabe andar de moto? -- Ele pergunta, sua voz misturada com descrena.
       -- No muito bem. Ethan me ensinou.
       Seus olhos tornam-se frios imediatamente. -- Voc tomou a deciso certa, -- ele
diz, com a voz muito fria. -- O terreno  muito difcil no momento, e a chuva faz ficar
traioeiro e escorregadio.
       -- Onde voc quer os equipamentos de pesca? -- Ethan chama de fora.
       -- Deixe-o, Ethan. Taylor vai cuidar disso.
       -- E o peixe? -- Ethan continua, com a voz vaga.
       -- Voc pegou um peixe? -- Eu pergunto, surpresa.
       -- No. Kavanagh pegou. -- Christian diz fazendo beicinho... lindamente.
       Comecei a rir.
       -- Sra. Bentley vai lidar com isso, -- respode. Ethan sorri e vai em direo a casa.
       -- Sou divertido, Sra. Grey?
       -- Sim, muito. Voc est molhado... Me deixe te preparar um banho.
       -- Contanto que voc se junte a mim. -- Ele se inclina e me beija.


       Eu encho a grande banheira e despejo alguns caros leos de banho, que comeam a
espumar imediatamente. O aroma  celestial... jasmim, eu acho. Volto ao quarto, e comeo
a pendurar o vestido enquanto a banheira enche.
       -- Voc teve um bom dia? -- Christian pergunta assim que ele entra no quarto. Ele
est apenas de camiseta e cala suada, os ps descalos. Ele fecha a porta atrs de si.
       -- Sim, -- murmuro, apreciando-o. Eu senti sua falta. Ridculo, foram o que,
algumas horas?
       Ele inclina a cabea para o lado e olha para mim. -- O que  aconteceu?
       -- Eu estava pensando o quanto eu senti sua falta.
       -- Voc parece que est mal, Sra. Grey.
       -- Eu estava, Sr. Grey.
       Ele passeia em minha direo at que est em p na minha frente. -- O que voc
comprou? -- Ele sussurra, e eu sei que  para mudar o tema da conversa.
       -- Um vestido, um sapato, um colar. Gastei grande parte do seu dinheiro. -- Eu
olho para ele, culpada.




272
         Ele est se divertindo. -- Bom, -- ele murmura e enfia uma mecha do meu cabelo
para trs da minha orelha. -- E pela bilionsima vez, o nosso dinheiro. -- Ele puxa meu
queixo, liberando meu lbio dos meus dentes e corre o dedo indicador na frente da minha
camiseta, abaixo do meu esterno, entre os meus seios, no meu estmago, e sobre a minha
barriga.
         -- Voc no vai precisar disso no banho, -- ele sussurra, e agarrando a bainha da
minha camiseta em ambas as mos, lentamente a puxa. -- Levante os braos.
         Eu obedeo, no tirando os olhos dele, e ele joga minha camiseta no cho.
         -- Eu pensei que ns iramos tomar um banho. -- Meu corao se acelera.
         -- Eu quero te fazer bem suja primeiro. Eu senti sua falta, tambm. -- Ele se inclina
para baixo e me beija.


         -- Merda, a gua! -- Eu me esforo para me sentar, toda ps-coito e confusa.
         Christian no me solta.
         -- Christian, a banheira! -- Eu olho para ele da minha posio de bruos em seu
peito.
         Ele ri. -- Relaxa,  um banheiro. -- Ele rola e me beija rapidamente. -- Eu vou
desligar a torneira.
         Ele escala graciosamente para fora da cama e desliza em direo ao banheiro. Meus
olhos avidamente o seguem durante todo o caminho. Hmm... meu marido, nu e logo
molhado. Minha deusa interior lambe os lbios provocantes e me d seu sorriso bem
fodido. Eu me obrigo a sair da cama.


         Estamos sentados em lados opostos da banheira, que est muito cheia, to cheia
que cada vez que nos movimentamos, gua escorre pela borda e cai ao cho.  muito
decadente. Mas mais decadente  Christian lavar meus ps, massageando a sola, puxando
delicadamente meus dedos. Ele beija cada um e suavemente morde o meu dedo mindinho.
         -- Aaah! -- Eu sinto isso l, na minha virilha.
         -- Voc gosta? -- Ele suspira.
         -- Hmm, -- murmuro incoerentemente.
         Ele comea a massagear novamente. Oh, isso  bom. Eu fecho meus olhos.
         -- Eu vi Gia na cidade, -- murmuro.


273
       -- Srio? Acho que ela tem um lugar aqui, -- ele diz com desdm. Ele no est
interessado  mnima.
       -- Ela estava com Elliot.
       Christian para de massagear. Ganhei sua ateno. Quando eu abro meus olhos sua
cabea est inclinada para o lado, como se no entendesse.
       -- O que voc quer dizer com Elliot? -- Ele pergunta, mais perplexo do que
preocupado.
       Eu explico o que vi.
       -- Ana, eles so apenas amigos. Eu acho que Elliot est bastante apaixonado por
Kate. -- Ele faz uma pausa e em seguida, fala com mais calma. -- Na verdade, eu sei que
ele est muito apaixonado por ela. -- E ele me d seu NoTenhoIdia-DoPorque olhar.
       -- Kate  linda. -- Eu arrepio, defendendo minha amiga.
       Ele bufa. -- Ainda bem que foi voc que caiu no meu escritrio. -- Ele beija dedo,
libera meu p esquerdo, e pega meu p direito antes de comear a massagem novamente.
Seus dedos so to fortes e flexveis, eu relaxo novamente. Eu no quero brigar por Kate.
Eu fecho meus olhos e deixo que seus dedos faam trabalhar sua mgica em meus ps.


       Eu pasmo me olhando no espelho de corpo inteiro, no reconhecendo a megera
que olha para mim. Kate jogou todos para fora e brincou de Barbie comigo esta noite,
arrumando meu cabelo e maquiagem. Meu cabelo est cheio e reto, meus olhos cercado
com lpis, meus lbios escarlate vermelho. Eu olho... quente. Eu sou s pernas,
especialmente nos Manolos de salto alto e meu vestido  indecentemente curto. Eu preciso
de Christian para aprovar, apesar de eu ter uma horrvel sensao de que ele no vai
gostar muito da minha carne exposta. Tendo em vista o nosso entendimento cordial, eu
decidir que deveria perguntar a ele. Pego meu BlackBerry.


De: Anastasia Grey
Assunto: O meu bumbum parece grande nisto?
Data: 27 de agosto de 2011 18:53 MST
Para: Christian Grey

Sr. Grey
Eu preciso do seu conselho de alfaiataria.
Sua


274
Sra. G x


De: Christian Grey
Assunto: Pssego
Data: 27 de agosto de 2011 18:55 MST
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey
Eu duvido seriamente.
Mas eu vou dar a sua bunda um exame completo s para ter certeza.
Seu em antecipao

Sr. G x

Christian Grey,
CEO, Grey Enterprises Holdings e Inspetor de Bundas Inc.


          Enquanto leio seu e-mail, a porta do quarto se abre, e Christian congela no limiar.
Sua boca se abre e seus olhos se arregalaram.
          Puta merda... Isso pode tomar outro rumo.
          -- Ento? -- Eu sussurro.
          -- Ana, voc parece... Uau.
          -- Voc gostou?
          -- Sim, acho que sim. -- Ele est um pouco rouco. Lentamente, ele pisa no quarto e
fecha a porta. Ele est vestindo cala jeans preta e uma camisa branca, mas com uma
jaqueta preta. Ele parece divino. Ele caminha lentamente em direo a mim, mas assim que
chega at mim, ele coloca suas mos sobre meus ombros e me vira para encarar o espelho
de corpo inteiro, enquanto ele est atrs de mim. Meu olhar encontra o seu no vidro, ento
ele olha para baixo, fascinado por minhas costas nuas. Seu dedo desliza pela minha
espinha e chega a borda do meu vestido nas minhas costas, onde a carne plida encontra o
tecido prata.
          -- Isso  muito revelador, -- ele murmura.
          Sua mo desliza mais abaixo, por cima do meu traseiro e at a minha coxa nua. Ele
faz uma pausa, os olhos cinzentos queimam intensamente em desejo. Ento lentamente ele
arrasta os dedos para trs at a barra da minha saia.
          Assistindo seus longos dedos mover levemente, provocando toda a minha pele,
sentindo tremores onde deixam seu rastro, minha boca forma um perfeito O.


275
       -- No  muito longe daqui. -- Ele toca a bainha, ento move os dedos para cima.
-- Para aqui, -- ele sussurra. Engulo em seco quando seus dedos atingem meu sexo,
movendo-se tentadoramente sobre minha calcinha, sentindo-me, me provocando.
       -- E seu ponto ? -- Eu sussurro.
       -- Meu ponto ... no  longe daqui, -- os dedos deslizam sobre minha calcinha,
em seguida, um est dentro, contra a minha macia e umedecida o carne -- para aqui. E
ento... para aqui. -- Ele desliza um dedo dentro de mim.
       Eu suspiro e fao um suave som de miado.
       -- Voc  minha, -- ele murmura no meu ouvido. Fechando os olhos, ele move o
dedo lentamente dentro e fora de mim. -- Eu no quero que ningum veja isso.
       Minha respirao oscila, num ritmo ofegante combinando com o ritmo de seu
dedo. Assistindo ele no espelho, fazendo isso...  muito mais que ertico.
       -- Ento seja uma boa menina e no curve-se, e voc deve estar bem.
       -- Voc aprova? -- Eu sussurro.
       -- No, mas no vou impedi-la de us-lo. Voc est deslumbrante, Anastasia. --
Abruptamente ele retira seu dedo, me deixando querendo mais, e ele se move em torno
para me encarar. Ele coloca a ponta do seu dedo invadindo meu lbio inferior.
Instintivamente, eu franzo os lbios e o beijo, e eu sou recompensada com um sorriso
malicioso. Ele coloca o dedo em sua boca e sua expresso me informa que meu gosto 
bom... muito bom. Eu coro. Porque sempre me choca quando ele faz isso?
       Ele agarra minha mo.
       -- Venha, -- ele ordena suavemente. Eu quero responder o que eu estava prestes a,
mas  luz do que aconteceu na sala de jogos ontem, eu decido no ir contra ele.


       Estamos esperando a sobremesa em um restaurante exclusivo na cidade. Tem sido
uma noite animada at agora, e Mia est determinada que deve continuar e que devemos
danar. Agora ela est sentada em silncio por sua vez, pendurada em cada palavra de
Ethan enquanto ele conversa com Christian. Mia est obviamente apaixonada por Ethan, e
Ethan est... bem,  difcil dizer. Eu no sei se eles so apenas amigos ou se h algo mais.
       Christian parece  vontade. Ele est conversando animadamente com Ethan. Eles,
obviamente, ultrapassaram o assunto da pesca com mosca. Eles esto falando sobre
psicologia, principalmente. Ironicamente, Christian soa o mais experiente. Eu ronco


276
baixinho quando ouo uma meia conversa, infelizmente, reconhecendo que sua
especialidade  o resultado de sua experincia com tantos psiquiatras.
       Voc  minha melhor terapia. Suas palavras, sussurradas enquanto estvamos
fazendo amor uma vez, ecoam em minha cabea. Sou? Oh, Christian, eu espero que sim.
       Olho para Kate. Ela est linda, mas ela sempre est. Ela e Elliot so os menos
animados. Ele parece nervoso, suas piadas um pouco alto demais, e sua risada um pouco
fora de contexto. Eles tiveram uma briga? O que est consumindo ele?  aquela mulher?
Meu corao diminui com o pensamento de que ele poderia ferir a minha melhor amiga.
Eu olho para a entrada, meio que esperando para ver Gia calmamente passear sua bunda
bem enfeitada no restaurante em nossa direo. Minha mente est brincando, eu suspeito
que seja a quantidade de lcool que bebi. Minha cabea est comeando a doer.
       Abruptamente, Elliot assusta a todos ns pondo-se em p e puxa a cadeira para trs
de si, arranhando todo o piso de ladrilho. Todos os olhos se voltam para ele. Ele olha para
baixo para Kate por um momento, ento, cai de joelhos ao lado dela.
       Oh. Meu. Deus.
       Ele pega sua mo, e o silncio se instala como um cobertor sobre todo o
restaurante,  medida que todos param de comer, falar, andar, e olham.
       -- Minha linda Kate, eu te amo. Sua graa, sua beleza, e seu esprito ardente, no
tem igual, voc capturou meu corao. Passe o resto de sua vida comigo. Case-se comigo.
       Puta merda!




                                        Captulo 14
       A ateno de todo o restaurante est voltada para Kate e Elliot, esperando com a
respirao suspensa em sintonia. A expectativa  insuportvel. O silncio se estende como
um tenso elstico. A atmosfera  opressiva, apreensiva, e ainda esperanosa.
       Kate olha fixamente para Elliot como ele olha para ela, os olhos arregalados de
desejo, medo mesmo. Puta merda, Kate! Acabe com a misria dele. Por favor. Caramba, ele
poderia ter pedido ela em particular.




277
       Uma nica lgrima escorre pelo seu rosto enquanto ela permanece impassvel.
Merda! Kate chorando? Ento ela sorri, um sorriso descrente, lento, algo com eu encontrei
o Nirvana.
       -- Sim, -- ela sussurra, uma ofegante, doce aceitao, nem um pouco parecida com
Kate. Por um nanosegundo h uma pausa, quando todo o restaurante exala um suspiro
coletivo de alvio, e em seguida, o barulho  ensurdecedor. Aplausos espontneos, vaias,
vivas, gritos, e de repente eu estou com lgrimas escorrendo pelo meu rosto, borrando
minha maquiagem Barbie-encontra-Joan-Jett.
       Alheios a comoo em torno deles, os dois esto presos em seu prprio e pequeno
mundo. Do bolso de Elliot surge uma pequena caixa, ele a abre, e apresenta a Kate. Um
anel. E pelo que eu posso ver  um anel requintado, mas eu preciso de uma anlise mais
minuciosa.  o que ele estava fazendo com Gia? Escolhendo um anel? Merda! Oh, eu estou
to feliz que eu no contei a Kate.
       Kate olha o anel de Elliot ento joga seus braos ao redor de seu pescoo. Eles se
beijam, um beijo notavelmente casto para eles, e a multido vai  loucura. Elliot se levanta
e reconhece a aprovao com uma reverencia surpreendentemente graciosa, e em seguida,
usando um sorriso de auto-satisfao enorme, se senta novamente. Eu no consigo tirar
meus olhos deles. Tomando o anel fora de sua caixa, Elliot desliza suavemente no dedo de
Kate, e eles se beijam uma vez mais.
       Christian aperta minha mo. Eu no sabia que eu estava segurando a mo dele com
tanta fora. Eu o liberto, um pouco envergonhada, ele balana a mo e murmura, -- Ai.
       -- Desculpe. Voc sabia sobre isso? -- Eu sussurro.
       Christian sorri, e eu sei que ele sabia. Ele chama o garom. -- Duas garrafas de
Cristal, por favor. Ano 2002, se voc tiver.
       Eu sorrio para ele.
       -- O que? -- Pergunta ele.
       -- Porque a de 2002  muito melhor do que a de 2003, -- provoco.
       Ele ri. -- Para o paladar exigente, Anastasia.
       -- Voc tem um paladar muito exigente, Sr. Grey, e gostos singulares. -- Eu sorrio.
       -- Eu sei, Sra. Grey. -- Ele se inclina para perto. -- Voc tem um gosto melhor, --
ele sussurra, e beija um determinado ponto atrs da minha orelha, provocando pequenos




278
arrepios na minha espinha. Eu fico corada e lembro com carinho da sua demonstrao
anterior acerca das deficincias do meu vestido.
           Mia  a primeira a abraar Kate e Elliot, e todos ns os rodeamos para parabenizar
o casal feliz. Aperto Kate em um abrao feroz.
           -- V? Ele estava apenas preocupado com a proposta, -- eu sussurro.
           -- Oh, Ana. -- Ela d risada em meio a soluos.
           -- Kate, estou to feliz por voc. Parabns.
           Christian est atrs de mim. Ele aperta a mo de Elliot, e ento surpreendendo
tanto Elliot quanto a mim, ele o puxa para um abrao. Eu apenas pego que ele diz.
           -- Muito bem, Lelliot, -- ele murmura. Elliot no diz nada, sua surpresa toma-o em
silncio, ento cautelosamente retorna o abrao de seu irmo.
           Lelliot?
           -- Obrigado, Christian, -- Elliot sufoca.
           Christian d a Kate um breve, e estranho, quase abrao. Eu sei que a atitude de
Christian para Kate  tolerncia, e na melhor das hipteses, ambivalente, ento isso  um
progresso. Soltando-a, ele diz algo to baixinho que s ela e eu podemos ouvir, -- Eu
espero que voc seja to feliz em seu casamento como eu sou no meu.
           -- Obrigado, Christian. Espero que sim, de verdade, -- ela diz graciosamente.
           O garom voltou com o champanhe, que ele continua a abrir com um discreto
floreio.
           Christian segura sua taa de champanhe no alto.
           -- Para Kate e meu querido irmo, Elliot, parabns.
           Ns todos bebemos, bem, eu engulo. Hmm, Cristal  to saborosa, e eu estou
lembrando da primeira vez que eu bebi no clube de Christian e, mais tarde, a nossa
viagem no elevador repleto de eventos at o primeiro andar.
           Christian me encara com a testa franzida. -- O que voc est pensando? -- Ele
sussurra.
           -- A primeira vez que bebi este champanhe.
           Seu olhar se torna mais enigmtico.
           -- Ns estvamos em seu clube. -- Eu respondo
           Ele sorri. -- Ah, sim. Eu me lembro. -- Ele pisca para mim.
           -- Elliot, voc definiu uma data? -- Mia sibila.


279
         Elliot d a sua irm um olhar exasperado. -- Eu acabei de perguntar a Kate, ento
vamos te atualizar sobre isso, ok?
         -- Oh, podemos torn-lo um casamento de Natal. Isso seria to romntico, e voc
no ter problemas em se lembrar do aniversrio. -- Mia bate suas mos.
         -- Vou considerar como um conselho. -- Elliot sorri para ela.
         -- Depois do champanhe, podemos, por favor, ir danar? -- Mia se vira e d a
Christian um enorme olhar de olhos castanhos.
         -- Eu acho que ns devemos perguntar a Elliot e Kate o que eles gostariam de
fazer.
         Em unssono, voltamos com expectativa a eles. Elliot encolhe os ombros e Kate fica
escarlate. Sua inteno carnal para seu noivo  to clara que quase cuspi o champanhe de
400 dlares na mesa.


         Zax  a boate mais exclusiva em Aspen ou assim diz Mia. Christian passeia  frente
com o brao em volta da minha cintura e eu imediatamente acendo. Eu me pergunto
brevemente se ele  dono do lugar. Eu olho para meu relgio, 11: 30 da noite, e estou me
sentindo confusa. Os dois copos de champanhe e vrios copos de Pouilly-Fum durante a
refeio esto comeando a ter efeito, e eu estou grata que Christian tem seu brao em
volta de mim.
         -- Sr. Grey, bem-vindo de volta, -- diz uma muito atrativa jovem em cala de
cetim preto, camisa sem mangas, e uma gravata borboleta vermelha combinando. Ela sorri
amplamente, revelando perfeitos dentes americanos entre os lbios escarlates que
combinam com a gravata borboleta. -- Max vai tirar seu casaco.
         Um jovem vestido inteiramente de preto, felizmente no cetim, sorri quando se
oferece para tirar meu casaco. Seus olhos escuros so quentes e convidativos. Eu sou a
nica vestindo um casaco, Christian insistiu para que eu pegasse um casaco de Mia para
cobrir minhas costas, de modo que Max s tem que lidar comigo.
         -- Belo casaco, -- diz ele, olhando-me fixamente.
         Ao meu lado Christian se irrita e encara Max com um olhar de afaste-se agora. Ele
avermelha e rapidamente entrega a Christian o ticket para retirar o casaco.
         -- Deixe-me mostrar-lhe a sua mesa. -- Senhorita cala de cetim tremula seus clios
para o meu marido, balana seu longo cabelo loiro, e desfila atravs da porta de entrada.


280
Eu aperto meu brao em torno de Christian, e ele olha para mim interrogativamente por
um momento, e ento sorri quando seguimos a Senhorita cala de cetim pelo bar.
       A iluminao  suave, as paredes so pretas, e os mveis vermelho escuro. H
cabines que flanqueiam ambos os lados das paredes e uma grande barra em forma de U no
meio. Est cheio, uma vez que estamos aqui fora de temporada, mas no excessivamente
cheio com os abastados de Aspen fora por um bom tempo em uma noite de sbado. O
cdigo de vesturio  relaxado, e pela primeira vez eu me sinto um pouco mais... Hmm,
no vestida de forma apropriada. Eu no tenho certeza por que. O cho e as paredes
vibram com a msica pulsante da pista de dana atrs do bar, e as luzes esto girando e
piscando on e off. No meu estado inebriante, eu tolamente acho que  um pesadelo
epilptico.
       Senhorita calas de cetim nos leva a uma mesa de canto que foi cercada por cordas.
 perto do bar com acesso  pista de dana. Claramente os melhores lugares da casa.
       -- Haver algum para pegar seu pedido em breve. -- Ela nos d seu pleno sorriso
megawatt e, com uma vibrao final de clios para o meu marido, desfila de volta para
onde ela veio. Mia j est pulando de p para p, ansiosa para chegar at a pista de dana,
e Ethan tem pena dela.
       -- Champanhe? -- Christian pergunta como que prevenindo de que sassem de
mos dadas em direo a pista de dana. Ethan lhe d um polegar para cima e Mia acena
com entusiasmo.
       Kate e Elliot sentam no assento de veludo macio, de mos dadas. Eles parecem to
felizes, seus rostos suaves e radiantes com o brilho das luzes e a cintilao do cristal em
cima da mesa. Christian gesticula para eu me sentar, e eu rapidamente me sento ao lado
de Kate. Ele toma um assento ao meu lado e ansiosamente varre o local com os olhos.
       -- Mostre-me o seu anel. -- Eu levanto minha voz sobre a msica. Eu estarei rouca
quando sair. Kate sorri para mim e seguro a mo dela. O anel  requintado, um solitrio
com uma garra fina elaborada com pequenos diamantes de cada lado. Ele tem uma
aparncia Vitoriana.
       --  lindo.
       Ela acena com a cabea demonstrando prazer e, alcanando Elliot, aperta-lhe a
coxa. Ele se inclina para baixo e a beija.
       -- Vo para um quarto, -- eu reclamo.


281
       Elliot sorri.
       Uma jovem mulher com cabelo escuro e curto e um sorriso travesso, vestindo
calas pretas de cetins, vem para tomar o nosso pedido.
       -- O que voc quer beber? -- Christian pergunta.
       -- Voc no vai pagar a conta aqui tambm, -- Elliot resmunga.
       -- No comece com essa merda, Elliot, -- Christian diz suavemente.
       Apesar das objees de Kate, Elliot e Ethan, Christian pagou pela refeio que
acabamos de fazer. Ele simplesmente ignorou a todos e no quis ouvir de algum mais
pagar. Eu olho para ele amorosamente. Meu Cinqenta tons... sempre no controle.
       Elliot abre a boca para dizer algo, mas, sabiamente, a fecha novamente.
       -- Eu vou tomar uma cerveja, -- ele diz.
       -- Kate? -- Christian pergunta.
       -- Mais champanhe, por favor. O Cristal  delicioso. Mas tenho certeza de que
Ethan prefere uma cerveja. -- Ela sorri docemente, sim, docemente, para Christian. Ela est
incandescente de felicidade. Me sinto radiante por ela, e  um prazer compartilhar sua
alegria.
       -- Ana?
       -- Champagnhe, por favor.
       -- Uma garrafa de Cristal, trs Peronis, e uma garrafa de gua mineral gelada, seis
copos, -- ele diz em sua habitual e inconsciente autoridade.
       Est meio quente.
       -- Obrigado, senhor. Estar vindo rapidamente. -- Miss Cala de Cetim Nmero
Dois lhe d um sorriso gracioso, mas evitou a vibrao dos clios embora, seu rosto
estivesse um pouco avermelhado.
       Eu balancei minha cabea em resignao. Ele  meu, querida.
       -- O que? -- Ele me pergunta.
       -- Ela no fez vibrar os clios para voc. -- Sorri.
       -- Oh. Ela deveria? -- Ele pergunta, no conseguindo esconder sua alegria.
       -- As mulheres costumam fazer. -- Meu tom  irnico.
       Ele sorri. -- Sra. Grey, voc est com cimes?




282
       -- Nem um pouco. -- Fao beicinho para ele. E eu percebo que no momento estou
comeando a tolerar as mulheres comendo meu marido com os olhos. Quase. Christian
aperta minha mo e beija meus dedos.
       -- Voc no tem nada para ter cimes, Sra. Grey, -- ele murmura perto do meu
ouvido, sua respirao fazendo ccegas em mim.
       -- Eu sei.
       -- Bom.
       A garonete retorna, e momentos mais tarde, eu estou bebendo um copo de
champanhe.
       -- Aqui. -- Christian me d um copo de gua. -- Beba isso.
       Eu fao careta para ele e vejo, ao invs de ouvir, ele suspirar.
       -- Trs copos de vinho branco no jantar e duas de champanhe, depois de um
daiquiri de morango e dois copos de Frascati na hora do almoo. Beba. Agora, Ana.
       Como  que ele sabe sobre os coquetis desta tarde? Eu fao careta para ele. Mas,
na verdade ele est certo. Tomando o copo de gua, eu tomo na forma mais grosseira
possvel a fim de registrar o meu protesto por ter me dito o que fazer... novamente. Eu
limpo a boca na parte de trs da minha mo.
       -- Boa menina, -- ele diz, sorrindo. -- Voc vomitou em mim uma vez j. Eu no
gostaria de experimentar de novo to cedo.
       -- Eu no sei o que voc est reclamando. Voc tem que dormir comigo.
       Ele sorri e seus olhos amolecem. -- Sim, eu tenho.
       Ethan e Mia esto de volta.
       -- Ethan teve o suficiente, por enquanto. Vamos l, meninas. Vamos bater no cho.
Fazer pose, balanar o quadril, trabalhar as calorias da mousse de chocolate.
       Kate levanta imediatamente. -- Voc vem? -- Ela pergunta a Elliot.
       -- Deixe-me ver voc, -- ele diz. E eu tenho que desviar o olhar rapidamente,
corando com o olhar que ele lhe d. Ela sorri assim como eu.
       -- Eu estou indo queimar algumas calorias, -- digo, e me inclinando eu sussurro
no ouvido de Christian, -- Voc pode me ver.
       -- No se curve, -- ele rosna.
       -- Tudo bem. -- Eu paro abruptamente. Uau! Minha cabea gira, e eu agarro o
ombro de Christian quando o lugar muda e se inclina um pouco.


283
       -- Talvez voc devesse tomar mais gua, -- Christian murmura, um aviso claro em
sua voz.
       -- Eu estou bem. Estes assentos so baixos e os meus saltos so altos.
       Kate pega a minha mo e, tomando uma respirao profunda eu sigo ela e Mia, me
equilibrando perfeitamente na pista de dana.
       A msica  pulsante, uma batida techno com uma linha de baixo batendo. A pista
de dana no est cheia, o que significa que temos algum espao. A mistura  ecltica,
jovens e velhos danam pela noite afora. Eu nunca fui boa danarina. Na verdade, s o fiz
uma vez com Christian, que dana de tudo. Kate me abraa.
       -- Estou muito feliz, -- ela grita sobre a msica, e comea a danar. Mia est
fazendo o que sempre faz, sorrindo para ns, atirando-se ao redor. Nossa, ela est
ocupando muito espao na pista de dana. Eu olho de volta para a mesa. Nossos homens
esto nos observando. Eu comeo a me mover.  um ritmo pulsante. Eu fecho meus olhos
e me entrego a ele.
       Abro os olhos para encontrar a pista de dana cheia. Kate, Mia e eu somos foradas
mais prximas. E para minha surpresa eu acho que eu realmente estou me divertindo. Eu
comeo a me mover um pouco mais... bravamente. Kate me d dois polegares para cima, e
eu sorrio de volta para ela.
       Eu fecho meus olhos. Por que eu passei os primeiros 20 anos da minha vida sem
fazer isso? Eu escolhi a leitura ao invs da dana. Jane Austen no tinha grande msica para se
mover e Thomas Hardy... caramba, ele teria se sentido culpado pelo pecado de que ele no estava
danando com sua primeira esposa. Eu rio com o pensamento.
        Christian. Ele me deu essa confiana em meu corpo e como eu posso mov-lo.
       De repente, h duas mos sobre meus quadris. Eu sorrio. Christian se juntou a
mim. Eu rebolo, e suas mos se movem para trs e me apertam, depois voltam para os
meus quadris.
       Abro os olhos. E Mia est com uma expresso de horror. Merda... Eu sou to ruim
assim? Eu chego at as mos de Christian. Elas so peludas. Merda! No so suas mos. Eu
me viro, e elevando-se sobre mim, est um gigante loiro com mais dentes do que o natural
e um sorriso malicioso para apresent-los.
       -- Tire suas mos de mim! -- Eu grito com a msica batendo, apopltica com raiva.




284
       -- Vamos l, docinho, apenas um pouco de diverso. -- Ele sorri, segurando suas
mos simiescas, seus olhos azuis brilhando sob as luzes ultravioletas pulsando.
       Antes que eu saiba o que estou fazendo, eu lhe dou um tapa forte no rosto.
       Oh! Merda... minha mo. Pica. -- Fique longe de mim! -- Eu grito. Ele olha para
baixo para mim, seu rosto vermelho. Eu empurro minha mo no lesionada na frente de
seu rosto, espalhando meus dedos para mostrar a ele os meus anis.
       -- Eu sou casada, seu idiota!
       Ele d de ombros arrogantemente e me d um sorriso, indiferente de desculpas.
       Olho em volta freneticamente. Mia est  minha direita, olhando o loiro gigante.
Kate est perdida no momento fazendo a sua dana mgica. Christian no est na mesa.
Oh, eu espero que ele tenha ido ao banheiro. Eu dou um passo para trs em direo a um corpo
que conheo bem. Oh merda. Christian coloca o brao em volta da minha cintura e me
move para o lado dele.
       -- Mantenha a porra das suas mos longe da minha mulher, -- ele diz. Ele no est
gritando, mas de alguma forma, ele pode ser ouvido acima da msica.
       Puta merda!
       -- Ela pode cuidar de si mesma, -- O gigante loiro grita. Move a mo na bochecha
onde eu lhe dei o tapa, e ento Christian o acerta.  como se eu estivesse assistindo em
cmara lenta. Um soco perfeitamente cronometrado para o queixo que se move a uma
velocidade tal, mas com to pouco desperdcio de energia, o gigante loiro nem o v
chegando. Ele desmorona no cho como o canalha que .
       Foda-se.
       -- Christian, no! -- Eu suspiro em pnico, de p na frente dele para segur-lo.
Merda, ele vai mat-lo. -- Eu j o atingi, -- eu grito sobre a msica. Christian no olha
para mim. Ele est olhando para meu agressor com uma maldade que eu nunca antes vi
queimar em seus olhos. Bem, talvez uma vez, depois que Jack Hyde me agarrou.
       Os outros danarinos se movem para fora como uma ondulao em uma lagoa,
abrindo espao em torno de ns, mantendo uma distncia segura. O gigante loiro se
embaralha em seus ps quando Elliot se junta a ns.
       Oh no! Kate est comigo, olhando abismada para todos ns. Elliot segura o brao
de Christian no mesmo momento que Ethan se junta a ns.




285
       -- Acalme-se, ok? No significou nada. -- O gigante loiro mantm as mos para
cima em sinal de derrota, batendo em retirada. Os olhos Christian o seguem para fora da
pista de dana. Ele no olha para mim.
       A msica muda das letras explcitas de "Sexy Bitch" para um techno pulsante onde
uma mulher canta com voz apaixonada. Elliot olha para mim, em seguida, para Christian,
e liberando Christian, puxa Kate em uma dana. Eu coloco meus braos em volta do
pescoo de Christian, at que ele finalmente faz contato com meus olhos, seus olhos ainda
em chamas primitivas e selvagens. O vislumbre de um adolescente briguento. Puta merda.
       Ele examina o meu rosto. -- Voc est bem? -- Ele pergunta, por fim.
       -- Sim. -- Eu esfrego minha mo, tentando dissipar a picada, e trago minhas mos
para seu peito. Minha mo est latejando. Eu nunca bati em ningum antes. O que me
possuiu? Me tocar no era o pior crime contra a humanidade. Era?
       No entanto l no fundo eu sei por que bati nele.  porque eu sabia instintivamente
como Christian reagiria vendo algum estranho me tocando. Eu sabia que ele iria perder o
seu precioso autocontrole. E o pensamento de que algum estpido poderia desestabilizar
meu marido, meu amor, bem, isso me deixa louca. Realmente louca.
       -- Voc quer sentar? -- Christian pergunta acima da batida pulsante.
       Oh, volte para mim, por favor.
       -- No. Dana comigo.
       Ele me olha impassvel, sem dizer nada.
       Toque-me... a mulher canta.
       -- Dana comigo. -- Ele ainda est louco. -- Dana. Christian, por favor. -- Eu
pego suas mos. Christian olha a procura do cara, mas eu comeo a me mover contra ele,
tecendo-me em torno dele.
       A multido de danarinos circulou-nos mais uma vez, embora haja agora uma
zona de excluso de dois ps em torno de ns.
       -- Voc bateu nele? -- Christian pergunta, ainda parado. Tomo suas mos
cerradas.
       --  claro que sim. Eu pensei que fosse voc, mas suas mos estavam mais peludas.
Por favor, dana comigo.




286
       Quando Christian olha para mim, o fogo em seus olhos muda lentamente, evolui
para outra coisa, algo mais escuro, mais quente, alguma coisa. De repente, ele agarra meus
pulsos e me puxa contra ele, prendendo minhas mos atrs das minhas costas.
       -- Voc quer danar? Vamos danar, -- ele rosna perto do meu ouvido, e como ele
rola seus quadris se movimentando em minha direo, no posso fazer nada, mas ele
continua, suas mos segurando as minhas contra meu traseiro.
       Oh... Christian pode mover-se, realmente se mover. Ele mantm-me perto, no me
deixando ir, mas suas mos gradualmente relaxam na minha, me libertando. Minhas mos
rastejam em torno, at seus braos, sentindo seus msculos agrupados por meio de sua
jaqueta, at os ombros. Ele me pressiona contra ele, e eu sigo seus passos quando ele
lentamente, sensualmente dana comigo no tempo da batida pulsante da msica do clube.
       O momento em que ele pega a minha mo e gira-me primeiro uma vez, depois
outra, eu sei que ele est de volta comigo. Eu sorrio. Ele sorri.
       Ns danamos juntos e  libertadora a diverso. Sua raiva esquecida, ou suprimida,
ele gira em torno de mim com habilidade consumada no nosso pequeno espao na pista de
dana, nunca me deixando ir. Ele me faz graciosa, que  a sua habilidade. Ele me faz sexy,
porque  isso que ele . Ele me faz sentir amada, porque, apesar de seus Cinqenta Tons,
ele tem uma riqueza de amor para dar. Observando-o agora, se divertindo... algum
poderia ser perdoado por pensar que ele no teve cuidado no mundo. Mas eu sei que o
seu amor  nublado com questes de super proteo e controle, mas isso no me faz am-
lo menos.
       Estou sem flego quando muda de uma cano para outra.
       -- Podemos sentar? -- Eu suspiro.
       -- Claro. -- Ele me leva para fora da pista de dana.
       -- Voc me fez muito quente e suada, -- sussurro quando ns retornamos a mesa.
       Ele me puxa em seus braos. -- Eu gosto de voc quente e suada. Embora eu
prefira torn-la quente e suada em privado, -- ele ronrona, com um sorriso lascivos em
seus lbios.
       Quando eu sento,  como se o incidente na pista de dana nunca tivesse acontecido.
Estou vagamente surpresa que no fomos colocados para fora. Olho em volta do bar.
Ningum est olhando para ns, e eu no posso ver o gigante loiro. Talvez ele tenha sado,




287
ou talvez ele tenha sido jogado fora. Kate e Elliot esto sendo indecentes na pista de dana,
Ethan e Mia menos. Eu tomo outro gole de champanhe.
        -- Aqui. -- Christian coloca outro copo de gua na minha frente e me olha
atentamente. Sua expresso  expectante, beba isso. Beba agora.
        Eu fao o que ele diz. Alm disso, estou com sede.
        Ele levanta uma garrafa de Peroni do balde de gelo sobre a mesa e toma um grande
gole.
        -- O que aconteceria se houvesse imprensa aqui? -- Eu pergunto.
        Christian sabe imediatamente que estou me referindo a ele bater no gigante loiro.
        -- Eu tenho advogados caros, -- ele diz com frieza, de uma s vez a arrogncia em
pessoa.
        Eu fao careta para ele. -- Mas voc no est acima da lei, Christian. Eu tinha a
situao sob controle.
        Seus olhos esfriam. -- Ningum toca no que  meu, -- ele diz friamente, como se
eu estivesse perdendo o bvio.
        Oh... Tomo outro gole do champanhe. De repente me sinto sobrecarregada. A
msica  alta, minha cabea e meus ps doendo, e me sinto tonta. Ele agarra minha mo.
-- Vem, vamos embora. Eu quero ir para casa, -- ele diz. Kate e Elliot se juntam a ns.
        -- Voc vai?" Kate pergunta e sua voz  esperanosa.
        -- Sim, -- Christian diz.
        -- Bom, vamos com vocs.


        Enquanto esperamos na chapelaria para Christian recuperar meu casaco, Kate
sussurra para mim.
        -- O que aconteceu com aquele cara na pista de dana?
        -- Ele estava me assediando.
        -- Eu abri meus olhos e voc estava acertando-o.
        Eu dou de ombros. --Bem, eu sabia que Christian iria termonuclear, o que poderia
potencialmente arruinar sua noite. -- Eu realmente no tinha processado como me sentia
sobre o comportamento de Christian. Eu estava preocupada que fosse pior.
        -- A nossa noite, -- ela esclarece. -- Ele est um pouco de cabea quente, no ? --
Kate acrescenta secamente, olhando para Christian enquanto ele recolhe meu casaco.


288
       Eu ronco e sorrio. -- Voc poderia dizer isso.
       -- Eu acho que voc lida bem com ele.
       -- Lidar? -- Eu franzo a testa. Eu lido com Christian?
       -- Aqui. -- Christian sustenta meu casaco aberto para mim para que eu possa
coloc-lo.


       -- Acorde, Ana. -- Christian est me sacudindo delicadamente. Ns chegamos em
casa. Relutantemente eu abro meus olhos e cambaleio da minivan. Kate e Elliot
desapareceram, e Taylor est de p pacientemente ao lado do veculo.
       -- Eu preciso carregar voc? -- Christian pergunta.
       Eu balano minha cabea.
       -- Eu vou buscar Srta. Grey e o Sr. Kavanagh, -- Taylor diz.
       Christian concorda e em seguida me leva para a porta da frente. Meus ps doem, e
eu tropeo. Na porta da frente ele se abaixa agarra meu tornozelo, e gentilmente tira fora
um sapato primeiro, depois o outro. Oh, o alvio. Ele endireita e olha para mim, segurando
meus Manolos.
       -- Melhor? -- Pergunta ele, divertido.
       Concordo com a cabea.
       -- Eu tinha vises deliciosas destes em torno de meus ouvidos, -- ele murmura,
olhando para baixo, melancolicamente, para meus sapatos. Ele balana a cabea e,
pegando minha mo mais uma vez, me leva pela casa escura, e sobe as escadas para o
nosso quarto.
       -- Voc est destruda, no ? -- Ele diz suavemente, olhando para mim.
       Concordo com a cabea. Ele comea a desatar o cinto no meu casaco.
       -- Eu vou fazer isso, -- murmuro, fazendo uma tentativa falha de me afastar dele.
       -- Me deixe.
       Eu suspiro. Eu no tinha idia de que eu estava to cansada.
       --  a altitude. Voc no est acostumada com isso. E a bebida,  claro. -- Ele sorri,
despoja-me do meu casaco, e o joga em uma das cadeiras do quarto. Toma minha mo, e
me leva para o banheiro. Por que estamos indo aqui?
       -- Sente-se, -- ele diz.




289
       Sento na cadeira e fecho os olhos. Eu o ouo mexer com garrafas no armrio de
cosmticos. Estou cansada demais pra abrir os olhos pra descobrir o que ele est fazendo.
Um momento depois, ele inclina minha cabea para trs, e eu abro meus olhos, surpresa.
       -- Olhos fechados, -- Christian diz. Puta merda, ele est segurando uma bola de
algodo! Gentilmente, ele passa sobre o meu olho direito. Sinto-me chocada com a forma
com que ele metodicamente remove minha maquiagem.
       -- Ah. A est a mulher com quem me casei, -- ele diz, depois de alguns lenos.
       -- Voc no gosta de maquiagem?
       -- Eu gosto, mas eu prefiro o que est por baixo. -- Ele beija minha testa. -- Aqui.
Tome isso. -- Ele coloca alguns Advil em minha mo e me d um copo de gua.
       Eu olho e fao beicinho.
       -- Toma, -- ele ordena.
       Reviro os olhos, mas fao o que ele pede.
       -- timo. Voc precisa de um momento sozinha? -- Pergunta ironicamente.
       Eu ronco. -- To tmido, Sr. Grey. Sim, eu preciso fazer xixi.
       Ele ri. -- Voc espera que eu v embora?
       Eu rio. -- Voc quer ficar?
       Ele inclina a cabea para o lado, sua expresso divertida.
       -- Voc  um filho da puta pervertido. Fora. Eu no quero que voc me veja
fazendo xixi. Esse  um passo muito longe. -- Eu levanto e indico pra ele sair do banheiro.


       Quando eu saio do banheiro, ele est vestindo a cala do pijama. Hmm... Christian
em PJs. Hipnotizada, eu olho para o abdmen, seus msculos, sua trilha feliz.  uma
distrao. Ele caminha at mim.
       -- Apreciando a vista? -- Ele pergunta ironicamente.
       -- Sempre.
       -- Eu acho que voc est um pouco bbada, Sra. Grey.
       -- Eu acho que, por uma vez, eu tenho que concordar com voc, Sr. Grey.
       -- Me deixe ajud-la a tirar o pouco que h deste vestido. Ele realmente deveria vir
com um alerta de sade. -- Ele me vira e desfaz o nico boto no pescoo.
       -- Voc estava to bravo, -- murmuro.
       -- Sim. Eu estava.


290
       -- Comigo?
       -- No. No com voc. -- Ele beija meu ombro. -- Pela primeira vez.
       Eu sorrio. No estava bravo comigo. Isto  um progresso. -- Fez uma boa mudana.
       -- Sim. Eu fiz. -- Ele beija meu outro ombro, em seguida, remove meu vestido para
abaixo da minha bunda at o cho. Ele remove a calcinha, ao mesmo tempo, deixando-me
nua. Chegando, ele pega a minha mo.
       -- Saia, -- ele ordena, e eu saio do vestido, segurando sua mo para no perder o
equilbrio.
       Ele levanta e joga o meu vestido e calcinha na cadeira com o casaco de Mia.
       -- Braos para cima, -- ele diz em voz baixa. Ele desliza sua camiseta em cima de
mim e puxa-a para baixo, cobrindo-me. Eu estou pronta para a cama.
       Ele me puxa em seus braos e me beija, minha respirao de menta misturando-se
com a sua.
       -- Por mais que eu gostaria de me enterrar em voc, Sra. Grey, voc bebeu muito,
est a cerca de oito mil ps, e no dormiu bem noite passada. Vem. Para a cama. -- Ele
puxa o edredom e eu deito enquanto ele me cobre e beija minha testa mais uma vez.
       -- Feche os olhos. Quando eu voltar para a cama, eu vou esperar que voc esteja
dormindo. --  uma ameaa, um comando...  Christian.
       -- No v, -- eu imploro.
       -- Eu tenho algumas chamadas a fazer, Ana.
       -- Hoje  sbado.  tarde. Por favor.
       Ele passa as mos pelo cabelo. -- Ana, se eu for para a cama com voc agora, voc
no vai ter qualquer descanso. Durma. -- Ele  inflexvel. Eu fecho meus olhos e seus
lbios tocam minha testa mais uma vez.
       -- Boa noite, baby, -- ele respira.
       Imagens do dia passam pela minha mente... Christian puxando-me sobre o seu
ombro no avio. Sua ansiedade quanto  possibilidade ou no de eu gostar da casa.
Fazendo amor esta tarde. O banho. Sua reao ao meu vestido. A memria do gigante
loiro faz a palma da minha mo formigar. E ento Christian me colocando na cama.
       Quem teria pensado? Eu sorrio muito, a palavra progresso corre pelo meu crebro
enquanto eu derivo ao sono.




291
                                            Captulo 15
          Estou muito quente. Christian quente. Sua cabea est em meu ombro, e ele est
respirando suavemente no meu pescoo enquanto ele dorme, suas pernas enroladas nas
minhas, seu brao ao redor da minha cintura. Eu fico a beira da conscincia, ciente de que
se eu acordar totalmente eu vou acord-lo tambm e ele no dormiu o suficiente.
Vagamente minha mente vagueia atravs dos eventos da noite anterior. Eu bebi muito,
cara eu bebi demais. Eu estou espantada que Christian me deixou beber. Sorrio quando me
lembro dele me colocando na cama. Aquilo foi muito fofo, realmente doce e inesperado.
Eu fao um inventrio mental de como estou me sentindo. Estmago? Bem. Cabea?
Surpreendentemente, bem, mas meio confusa. A palma da minha mo ainda est
vermelha de ontem  noite. Nossa. Penso sobre as palmas de Christian quando ele me
espancou. Eu me contoro e ele acorda.
          -- O que h de errado? -- Olhos cinzentos sonolentos procuram os meus.
          -- Nada. Bom dia. -- Eu corro os dedos da minha mo ilesa por meio de seu
cabelo.
          -- Sra. Grey, voc est linda esta manh, -- ele diz, beijando minha bochecha, e eu
me ilumino de dentro pra fora.
          -- Obrigado por cuidar de mim noite passada.
          -- Eu gosto de cuidar de voc.  o que eu quero fazer, -- ele diz quietamente, mas
seus olhos o traem como erupes triunfantes em suas profundezas cinzentas.  como se
ele tivesse ganho o World Series ou o Super Bowl.
          Oh, meu Cinqenta.
          -- Voc me faz me sentir amada.
          -- Isso  porque voc , -- ele murmura e meu corao aperta.
          Ele segura minha mo e eu estremeo. Ele me solta imediatamente, alarmado. --
Est doendo? -- Ele pergunta. Seus olhos gelam quando ele examina o meu, e sua voz
cheia de raiva de repente.
          -- Eu dei um tapa nele. Eu no o soquei.
          -- Aquele filho da puta.
          Eu pensei que j tinha lidado com isso na noite passada.
          -- Eu no posso suportar que ele tocou voc.




292
       -- Ele no me machucou, ele me tocou apenas inapropriadamente. Christian, eu
estou bem. Minha mo est um pouco vermelha, mas  s isso. Certamente voc sabe o
que  isso? -- Eu sorrio, e sua expresso muda para uma surpresa divertida.
       -- Por que, Sra. Grey, eu estou muito familiarizado com o que. -- Os lbios dele
torcem em diverso. -- Eu poderia me familiarizar com esse sentimento agora, se assim
desejar.
       -- Oh, contenha sua mo pulsante, Sr. Grey. -- Eu acaricio seu rosto com minha
mo feriada, meus dedos acariciando sua costeleta. Gentilmente puxo seus pelinhos. Isso o
distrai e ele pega minha mo e planta um beijo carinhoso em minha palma.
Milagrosamente, a dor desaparece.
       -- Por que voc no me disse que estava ferida noite passada?
       -- Hmm... eu realmente no senti isso na noite passada. Est tudo bem agora.
       Seus olhos suavizam e sua boca torce. -- Como voc est se sentindo?
       -- Melhor do que eu mereo.
       -- Voc tem um belo de um brao direito a, Sra. Grey.
       -- Voc faria bem em se lembrar disso, Sr. Grey.
       -- Oh, srio? -- Ele gira de repente de modo que est totalmente em cima de mim,
me pressionando no colcho, segurando meus pulsos acima da cabea. Ele olha para mim.
       -- Eu lutaria com voc qualquer dia, Sra. Grey. Na verdade, subjugando voc na
cama  uma fantasia minha. -- Ele beija minha garganta.
       O qu?
       -- Eu pensei que voc me subjugasse o tempo todo. -- Eu suspiro quando ele
mordisca minha orelha.
       -- Hmm... mas eu gostaria de alguma resistncia, -- ele murmura, seu nariz
contornando minha mandbula.
       Resistncia? Fico parada. Ele para, soltando minhas mos, e se inclina nos cotovelos.
       -- Voc quer que eu brigue com voc? Aqui? -- Eu suspiro, tentando conter minha
surpresa. Ok, estou chocada. Ele acena, seus olhos dilatados, mas cautelosos enquanto
avalia minha reao.
       -- Agora?
       Ele d de ombros, e eu vejo a ideia passando por sua mente. Ele me d seu sorriso
tmido e acena com a cabea de novo, lentamente.


293
       Oh meu... Ele est tenso, deitado em cima de mim, e sua ereo crescente est me
cavando tentadoramente em minha carne macia, me distraindo. O que  isso? Briga?
Fantasia? Ele vai me machucar? Minha deusa interior balana sua cabea, nunca. Ela est
com sua roupa de karat, e est se aquecendo. Claude ficaria satisfeito.
       --  isso que voc quis dizer sobre vir para a cama com raiva?
       Ele acena mais uma vez, seus olhos ainda cautelosos.
       Hmm... meu Cinqenta quer briga.
       -- No morda seu lbio, -- ele diz.
       Complacentemente, eu libero meu lbio. -- Acho que estou em desvantagem, Sr.
Grey. -- Eu rebato meus clios e contoro-me provocativamente debaixo dele. Isso pode
ser divertido.
       -- Desvantagem?
       -- Certamente voc j me tem onde voc quer?
       Ele sorri e pressiona sua virilha na minha mais uma vez.
       -- Bom argumento, Sra.Grey. -- Ele sussurra e rapidamente beija meus lbios.
Abruptamente ele gira e me leva com ele, de modo que estou em cima dele. Eu agarro suas
mos, prendendo-as ao lado de sua cabea, e ignorando a dor protestante da minha mo.
Meu cabelo cai em um vu castanho em torno de ns, e eu movo minha cabea, de modo
que os fios fazem ccegas em seu rosto. Ele empurra o rosto, mas no tenta me parar.
       -- Ento voc quer jogar duro? -- Pergunto, movendo minha virilha nele.
       Ele abre sua boca e inala bruscamente.
       -- Sim. -- Ele sibila e eu o solto.
       -- Espere. -- Eu alcano o copo de gua ao lado da cama. Christian deve t-lo
deixado aqui. Est fria e brilhante, muito fria para estar aqui parada por tanto tempo, e eu
imagino a que horas ele veio para cama.
       Enquanto eu bebo a gua, Christian arrasta os dedos em pequenos crculos em
minhas coxas, deixando minha pele formigando em seu rastro, antes dele se curvar e
apertar minha bunda nua. Hmm.
       Aproveitando a deixa, eu me inclino para frente e o beijo, derramando gua fresca
em sua boca.
       Ele bebe. -- Muito saboroso, Sra. Grey, -- ele murmura, ostentando um sorriso
jovem e brincalho.


294
       Depois de colocar o copo de volta na mesa de cabeceira, eu retiro suas mos de
meu traseiro e as coloco sobre sua cabea mais uma vez.
       -- Ento eu tenho que estar relutante? -- Eu sorrio.
       -- Sim.
       -- Eu no sou atriz.
       Ele sorri. -- Tente.
       Eu me inclino e o beijo. -- Ok, eu vou jogar, -- sussurro, arrastando meus dentes
ao longo de sua mandbula, sentindo sua barba picando sob meus dente e lngua.
       Christian faz um som baixo e sexy em sua garganta e se move, me jogando ao lado
dele na cama. Eu grito em surpresa, ento ele est em cima de mim, e eu comeo a lutar
enquanto ele agarra minhas mos. Rudemente, eu coloco minhas mos sobre seu peito,
empurrando-o com toda a minha fora, tentando mov-lo, enquanto ele se esfora para
separar minhas pernas com seu joelho.
       Eu continuo empurrando seu peito, nossa, ele  pesado, mas ele no se move, no fica
parado como ele sempre faz. Ele est gostando disso! Ele tenta pegar meus pulsos, e
finalmente consegue pegar um deles, apesar de minhas tentativas de o soltar.  minha
mo ferida, ento me rendo a ele, mas puxo forte seu cabelo com a outra mo.
       -- Ah! -- Ele puxa a cabea e olha para mim, seus olhos selvagens e carnais.
       -- Selvagem, -- ele sussurra, sua voz misturada com prazer lascivo.
       Em resposta a sua palavra sussurrada, meu libido explode e eu paro de atuar.
Novamente eu tento soltar meu pulso de sua mo, em vo. Ao mesmo tempo eu tento
juntar meus tornozelos e tento tir-lo de mim. Ele  muito pesado. Ah!  frustrante e sexy.
       Com um gemido, Christian agarra minha outra mo. Ele segura meus dois pulsos
em sua mo esquerda, e sua mo direita viaja, insolentemente, quase, pelo meu corpo,
acariciando o que vier pela frente, beliscando meu mamilo pelo caminho.
       Eu grito em resposta, o prazer passando avidamente do meu mamilo para minha
virilha. Fao outra tentativa de tira-lo de mim, mas ele est muito em cima de mim.
       Quando ele tenta me beijar, viro a cabea para que ele no possa. Prontamente sua
mo insolente vai da barra da minha camiseta at meu queixo, me segurando enquanto ele
corre seus dentes em minha mandbula, espelhando o que fiz com ele.
       -- Oh, baby, resista a mim. -- Ele murmura.




295
       Eu me toro e contoro, tentando me libertar de sua fora impiedosa, mas  intil.
Ele  mais forte do que eu. Ele gentilmente morde meu lbio inferior enquanto sua lngua
invade minha boca. E eu percebo que eu no quero resistir a ele. Eu o quero, agora, como
sempre. Eu paro de lutar e retorno seu beijo fervorosamente. No me importa que esteja
sem escovar os dentes. Eu no me importo de que deveramos estar jogando algum jogo.
Desejo, quente e pesado, surge em minha corrente sangunea, e eu estou perdida. Soltando
meus tornozelos, eu coloco minhas pernas ao redor de seus quadris e uso meus ps para
empurrar seu pijama para baixo de seus quadris.
       -- Ana, -- ele respira, e me beija em todas as partes. Ento ns no estamos mais
lutando, mas somos apenas lnguas e mos e toques e sensaes, rpidos e urgentes.
       -- Pele, -- ele murmura com a voz rouca, a respirao ofegante. Ele me arrasta
para cima dele e tira minha camiseta em apenas um movimento gracioso.
       -- Voc, -- eu sussurro enquanto estou em cima dele, porque  a nica coisa que
consigo pensar em dizer. Eu agarro a frente de seu pijama e tiro, liberando sua ereo. Eu
o agarro e o aperto. Est duro. O ar assobia por entre seus dentes enquanto ele inala
bruscamente e eu me deleito com sua resposta.
       -- Porra, -- ele murmura. Ele se inclina para trs, levantando minhas coxas,
inclinando-me para cima da cama enquanto eu o puxo e o aperto com fora, correndo
minha mo para cima e para baixo dele. Sentido-se uma gota de umidade em sua ponta,
mexo ela com o meu polegar. Enquanto ele me coloca no colcho, eu deslizo meu polegar
na boca para sabore-lo enquanto suas mos viajam at meu corpo, acariciando meus
quadris, minha barriga, meus seios.
       --  gostoso? -- Ele pergunta enquanto paira sobre mim, os olhos brilhando.
       -- Sim. Aqui. -- Eu empurro meu polegar em sua boca, e ele suga e o morde. Eu
gemo, segurando sua cabea, e o puxo para baixo para eu poder beij-lo. Envolvendo
minhas pernas em torno dele, eu tiro seu pijama com meus ps, ento coloco minhas
pernas em volta de sua cintura. Seus lbios trilham toda a minha mandbula, beliscando
suavemente.
       -- Voc  to linda. -- Ele abaixa sua cabea at a base de minha garganta. -- Uma
pele to bonita. -- Sua respirao  suave quando seus lbios deslizam para baixo em
direo aos meus seios.




296
       O qu? Estou ofegante, confusa, querendo, e agora esperando. Eu pensei que isso ia
ser rpido.
       -- Christian. -- Eu ouo o apelo silencioso na minha voz, colocando minhas mos
em seu cabelo.
       -- Quieta, -- ele sussurra e circula meu mamilo com a lngua antes de pux-lo em
sua boca e o sugar forte.
       -- Ah! -- Eu gemo e me contoro, inclinando minha plvis para tenta-lo. Ele sorri
contra minha pele e volta sua ateno ao meu outro seio.
       -- Impaciente, Sra. Grey? -- Ele ento suga meu outro mamilo. Eu puxo seu cabelo.
Ele geme e olha para mim. -- Vou te prender, -- ele avisa.
       -- Prenda-me ento. -- Eu imploro.
       -- Tudo ao seu tempo, -- ele murmura contra a minha pele. Sua mo percorre em
uma velocidade irritantemente lenta em direo ao meu quadril enquanto ele chupa meu
mamilo. Eu gemo alto, minha respirao curta e superficial, e eu tento atrai-lo novamente,
me esfregando contra ele. Ele  grosso e pesado, mas ele est tomando o seu prprio doce
lazer comigo.
       Foda-se. Eu luto e me toro, determinada a tira-lo de cima de mim novamente.
       -- Mas o que...
       Agarrando minhas mos, Christian as prende na cama, meus braos abertos e
descansa todo o peso de seu corpo em mim, me dominando completamente. Estou sem ar.
       -- Voc queria resistncia, -- eu digo ofegante. Ele se eleva sobre mim e olha para
baixo, com as mos ainda me bloqueando em torno de meus pulsos. Eu coloco meus ps
sob seu traseiro e o empurro. Ele no se move. Ah!
       -- Voc no quer ser boazinha? -- Ele pergunta espantado, com os olhos brilhando
de excitao.
       -- Eu s quero que voc faa amor comigo, Christian. -- Ele pode ser mais obtuso?
Primeiro estamos lutando e ento ele  todo terno e doce.  confuso. Estou na cama com
Sr. Mercrio.
       -- Por favor. -- Eu pressiono meus calcanhares contra seu traseiro mais uma vez.
Seus olhos cinzentos queimam e me procuram. Oh, o que ele est pensando? Ele olha
momentaneamente desnorteado e confuso. Ele libera as mos e se senta sobre os
calcanhares, puxando-me em seu colo.


297
        -- Ok, Sra. Grey, ns vamos fazer isso do seu jeito. -- Ele me levanta e me abaixa
lentamente a ele, de modo que eu esteja montada nele.
        -- Ah! -- Isso. Isso  o que eu quero. Isso  o que eu preciso. Enrolando meus
braos ao redor de seu pescoo, eu toro meus dedos em seu cabelo, glria no sentimento
dele dentro de mim. Eu comeo a me mover. Tomando o controle, o levando ao meu
ritmo. Ele geme, e seus lbios encontram os meus, e estamos perdidos.


        Eu trilho meus dedos atravs do cabelo do peito de Christian. Ele deita para trs,
parado e quieto ao meu lado enquanto ns dois recuperamos o flego. Sua mo arranha
ritmicamente pelas minhas costas.
        -- Voc est quieto, -- eu sussurro e beijo seu ombro. Ele se vira e olha para mim,
sua expresso no revelando nada. -- Foi divertido. -- Merda, tem algo errado?
        -- Voc me confunde, Sra. Grey.
        -- Te confundo?
        Ele se vira de forma que estamos face a face. -- Sim. Voc. Decidindo as coisas. ...
diferente.
        -- Diferente bom ou ruim? -- Eu trilho um dedo sobre os lbios. Sua testa se
franze, como se ele no entendesse muito bem a pergunta. Distraidamente, ele beija meu
dedo.
        -- Diferente bom, -- ele diz, mas ele no parece convencido.
        -- Voc nunca saciou essa fantasia antes? -- Eu coro quando falo isso. Ser que eu
realmente quero saber mais sobre a colorida... um, caleidoscpica vida sexual de meu
marido antes de mim? Meu subconsciente me olha com cautela sobre sua casca de
tartaruga. Voc realmente quer ir nessa direo?
        -- No, Anastasia. Voc pode me tocar. --  uma explicao simples.
Naturalmente, meu Cinqenta no podia deixar algum o tocar.
        -- Sra. Robinson podia tocar em voc. -- Eu murmuro as palavras antes de meu
crebro registrar. Merda. Por que eu mencionei ela?.
        Ele acalma. Seus olhos se arregalam com sua expresso oh-no-onde-ela-quer-
chegar. -- Isso foi diferente, -- ele sussurra.
        De repente eu quero saber. -- Diferente bom ou ruim?




298
       Ele me encara. Dvida e possivelmente dor passa por seu rosto, e passageiramente
ele parece um homem se afogando.
       -- Ruim, eu acho. -- Suas palavras so quase inaudveis.
       Puta merda!
       -- Eu pensei que voc gostava.
       -- Eu gostava. Na poca.
       -- No mais?
       Ele olha para mim, os olhos arregalados, depois, lentamente, acena a cabea.
       Oh meu... -- Oh Christian. -- Eu estou sobrecarregada pelos sentimentos que me
inundam. Meu menino perdido. Eu me inclino e o beijo no rosto, seu pescoo, seu peito,
suas cicatrizes redondas. Ele geme, me puxa para ele, e me beija apaixonadamente. E
muito lenta e ternamente, em seu ritmo, ele faz amor comigo mais uma vez.


       -- Ana Tyson. Batendo em pessoas acima de seu peso! -- Ethan aplaude quando
eu entro na cozinha para o caf da manh. Ele est sentado com Mia, e Kate enquanto a
Sra. Bentley faz waffles. Christian no est aqui.
       -- Bom dia, Sra. Grey. -- Sra Bentley sorri. -- O que voc gostaria para o caf?
       -- Bom dia. O que a senhora estiver fazendo, obrigado. Onde est Christian?
       -- L fora. -- Kate gesticula com a cabea em direo ao quintal. Eu vou em
direo a janela que tem vista para o jardim e as montanhas.  um dia claro, azul de vero,
e meu lindo marido est a cerca de vinte metros de distncia em profunda discusso com
um cara.
       --  o Sr. Bentley com quem ele est falando, -- Mia diz da mesa de caf. Eu me
viro para a encarar, distrada por seu tom aborrecido. Ela olha venenosamente para Ethan.
Oh merda. Me pergunto mais uma vez o que est acontecendo entre eles. Franzindo a testa,
volto minha ateno para meu marido e Sr. Bentley.
       O marido de Sra. Bentley  um homem com cabelo loiro-escuro, olhos escuros e
magro, vestido em roupas de trabalho e uma camiseta do Departamento de Bombeiros de
Aspen. Christian est vestido com seu jeans preto e camiseta. Enquanto os dois homens
andam lentamente ao lado do outro pelo gramado em direo  casa, perdidos na
conversa, Christian casualmente se curva para pegar o que parece um bambu que deve ter




299
sido descartado no canteiro. Fazendo uma pausa, Christian distraidamente mantm a cana
no comprimento do brao, como se a pesasse cuidadosamente e a joga no ar uma vez.
          Oh...
          Sr. Bentley no parece ver nada de estranho em seu comportamento. Eles
continuam a sua discusso, mais perto da casa dessa vez, e pausam mais uma vez e
Chrisitan repete o gesto. A ponta do bambu atinge o solo. Olhando para cima, Christian
me v de p na janela. De repente eu me sinto com se eu estivesse espionando. Ele para.
Eu aceno embaraadamente e me viro e vou para a mesa de caf.
          -- O qu voc estava fazendo? -- Kate pergunta.
          -- Apenas observando Christian.
          -- Voc entendeu mal -- Ela bufa.
          -- E voc no, oh, breve-minha-cunhada? -- Eu respondo, tentando acabar com a
inquietante expresso de Christian com um bambu. Eu me assusto quando Kate salta e me
abraa.
          -- Irm! -- Ela exclama, e  difcil no se juntar a sua alegria.


          -- Ei, dorminhoca. -- Christian me acorda. -- Estamos prestes a pousar. Cinto de
segurana.
          Eu me atrapalho com meu cinto de segurana por causa da sonolncia, mas
Christian o prende para mim. Ele beija minha testa antes de sentar em seu assento. Eu
inclino a cabea em seu ombro novamente e fecho os olhos.
          Uma caminhada impossivelmente longa e um piquenique no topo de uma
montanha me esgotaram. O restante da turma est quieta, tambm, at Mia. Ela parece
desanimada como ela esteve o dia todo. Eu me pergunto como sua campanha com Ethan
est indo. Eu nem sequer sei onde eles dormiram noite passada. Meus olhos encontram os
dela e eu a dou um sorriso voc-estbem? Ela me d um breve sorriso triste e volta para
seu livro. Eu espio Christian atravs de meus clios. Ele est trabalhando em um contrato
ou algo assim, lendo e anotando as margens. Mas ele parece relaxado. Elliot est roncando
suavemente ao lado de Kate.
          Ainda estou para encurralar Elliot e question-lo sobre Gia, mas tem sido
impossvel o afastar de Kate. Christian no est interessado o bastante para perguntar, o
que  irritante, mas eu no o pressionei. Ns estamos nos divertindo muito. Elliot descansa


300
a mo possessivamente no joelho de Kate. Ela est radiante, e pensar que ontem  tarde ela
estava to insegura sobre ele. Do que Christian o chamou mesmo? Lelliot. Talvez seja um
apelido de famlia? Foi doce, melhor do que "homem das putas". Abruptamente, Elliot
abre os olhos e encara diretamente a mim. Eu coro por ser pega encarando-o.
       Ele sorri. --    Eu com certeza amo quando cora, Ana, -- ele brinca, se
espreguiando. Kate me d seu auto-satisfeito, o-gato-comeu-o-canrio sorriso.
       Officer Beighley anuncia nossa aproximao ao Sea-Tac, e Christian agarra minha
mo.


       -- Como foi seu final de semana, Sra. Grey? -- Christian pergunta uma vez que
estamos no Audi indo de volta para Escala. Taylor e Ryan esto na frente.
       -- Muito bom, obrigada. -- Eu sorrio, me sentindo tmida de repente.
       -- Ns podemos ir a qualquer hora. Leve quem quiser.
       -- Ns podamos levar Ray. Ele gostaria de pescar l.
       -- Essa  uma boa ideia.
       -- Como foi para voc? -- Eu pergunto.
       -- Bom, -- ele diz depois de um momento, surpreso com a minha pergunta, eu
acho. -- Muito bom.
       -- Voc est mais relaxado.
       Ele d de ombros. -- Eu sabia que voc estava segura.
       Eu franzo a testa. -- Christian, eu estou segura a maior parte do tempo. Eu te disse
antes, voc vai morrer aos 40 se continuar nesse nvel de ansiedade. E eu quero envelhecer
com voc. -- Eu agarro sua mo. Ele me olha como se no tivesse entendido o que estou
dizendo. Ele beija gentilmente meus dedos e muda de assunto.
       -- Como est sua mo?
       -- Est melhor, muito obrigado.
       Ele sorri. -- Muito bem, Sra. Grey. Voc est pronta para enfrentar Gia novamente?
       Oh merda. Eu tinha me esquecido que iremos v-la esta noite para finalizar as
plantas. Reviro os olhos. -- Eu poderia querer mant-lo fora do caminho, mant-lo seguro.
-- Eu sorrio.
       -- Me proteger? -- Christian est rindo de mim.
       -- Como sempre, Sr. Grey. De todas as predadoras sexuais, -- sussurro.


301
       Christian est escovando os dentes quando eu me arrasto para a cama. Amanh
vamos voltar para a realidade, de volta para o trabalho, os paparazzis, e com o Jack sob
custdia mas com a possibilidade de ele ter um cmplice. Hmm... Christian foi vago sobre
isso. Ser que ele sabe? E se ele souber, ele me diria? Eu suspiro. Obter informao de
Christian  como arrancar um dente, e ns tivemos um fim de semana adorvel. Ser que
eu quero estragar um momento to bom, tentando arrancar as informaes dele?
       Tem sido uma revelao v-lo fora de seu ambiente normal, fora do apartamento,
relaxado e feliz com sua famlia. Me pergunto vagamente se  porque estamos aqui neste
apartamento com todas as suas memrias e associaes que o machuca. Talvez
deveramos nos mudar.
       Eu bufo. Ns estamos nos movendo, estamos reformando uma enorme casa na costa.
As plantas de Gia esto completas e aprovadas, e a equipe de Elliot comea a reforma na
prxima semana. Eu rio quando me lembro da expresso chocada de Gia, quando eu disse
a ela que eu a tinha vista em Aspen. Acontece que no era nada alm de coincidncia. Ela
acampou em sua casa em Aspen no final de semana para trabalhar exclusivamente em
nossas plantas. Por um momento horrvel eu pensei que ela ajudou na escolha do anel,
mas aparentemente no. Mas eu ainda no confio em Gia. Eu quero ouvir a mesma
histria de Elliot. Pelo menos ela manteve distncia de Christian desta vez.
       Eu olho para o cu noturno. Vou sentir falta dessa vista. Esta vista panormica...
Seattle em nossos ps, to cheio de possibilidade, ainda to distante. Talvez esse seja o
problema de Christian, ele esteve isolado da vida real por muito tempo, graas ao seu
autoexlio. No entanto com sua famlia ao redor, ele  menos controlador, menos ansioso,
mais livre, mais feliz. Eu me pergunto o que Flynn faria de tudo isso. Puta merda! Talvez
essa seja a resposta. Talvez ele precise de sua prpria famlia. Eu balano minha cabea em
negao, ns somos muito jovem, muito inexperientes nisso tudo. Christian avana no
quarto, to lindo como sempre, mas pensativo.
       -- Tudo bem? -- Eu pergunto. Ele acena distraidamente quando sobe na cama.
       -- Eu no estou ansiosa para voltar  realidade, -- murmuro.
       -- No?
       Eu balano minha cabea e acaricio seu rosto adorvel. -- Eu tive um fim de
semana maravilhoso. Obrigado.
       Ele sorri suavemente. -- Voc  minha realidade, Ana, -- ele murmura e me beija.


302
       -- Voc sente falta?
       -- Sinto o que? -- Ele pergunta, perplexo.
       -- Voc sabe. A surra ... e outras coisas, -- eu sussurro, envergonhado.
       Ele me olha, o seu olhar impassvel. Ento a dvida cruza seu rosto e me olha com
o olhar ondeela-quer-ir-com-isso.
       -- No Anastasia, no sinto falta. -- Sua voz  firme e tranquila. Ele acaricia minha
bochecha. -- Dr. Flynn me disse algo quando voc saiu, algo que ficou comigo. Ele disse
que eu no poderia ser dessa forma, se voc no fosse to inclinada. Foi uma revelao. --
Ele para, e franze a testa. -- Eu no conheo nenhuma outra maneira, Ana. Agora eu sei.
Tem sido educativo.
       -- Eu, educando voc? -- Zombo.
       Seus olhos suavizam. -- Voc sente falta disso? Ele pergunta.
       Oh! -- Eu no quero que voc me machuque, mas eu gosto de jogar, Christian.
Voc sabe disso. Se voc quisesse fazer algo... -- eu dou de ombro, encarando-o.
       -- Algo?
       -- Voc sabe, com seu chicote ou seu cabo... -- eu paro, corando.
       Ele levanta a sobrancelha, surpreso. -- Bem... vamos ver. Agora, eu gostaria de um
pouco de baunilha  moda antiga. -- Seu polegar contorna meu lbio inferior, e ele me
beija mais uma vez.


De: Anastasia Grey
Assunto: Bom dia.
Data: 29 de Agosto de 2011 09:14
Para: Christian Grey

Sr. Grey
Eu s queria te dizer que eu te amo.
Isso  tudo.
Sua para sempre,
Ax

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Banimento de Blues de Segunda-feira
Data: 29 de Agosto de 2011 09:18


303
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey
Que gratificante ouvir essas palavras de uma esposa (desobediente ou no) em uma
manh de segunda-feira.
Deixe-me te garantir que me sinto exatamente da mesma maneira.
Desculpe o jantar esta noite. Espero que no seja muito tedioso para voc.
X

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Oh sim, a Associao Americana de Construo. Reviro os olhos... Mais camisetas
com coisas escritas. Christian realmente me leva para as mais fascinantes funes.


De: Anastasia Grey
Assunto: Os navios que passam na noite
Data: 29 de Agosto de 2011 09:26
Para: Christian Grey

Querido Sr. Grey,
Tenho certeza que voc pode pensar em uma maneira de apimentar o jantar...
Sua em antecipao.
Sra. G X

Anastasia (no-desobediente) Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Variedade  o tempero da vida
Data: 29 de Agosto de 2011 09:35
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey,
Eu tenho alguma ideias...
x

Christian Grey
CEO , Grey Enterprises Holdings Agora Impaciente para o Jantar da ASA Inc.


       Todos os msculos do meu estmago se apertam. Hmm... Eu me pergunto o que
ele vai inventar. Hannah bate a porta, interrompendo meu devaneio.
       -- Pronta para ver sua programao para esta semana, Ana?



304
        -- Claro. Sente-se. -- Eu sorrio, recuperando meu equilbrio, e minimizo o e-mail.
-- Eu tive que mudar vrios compromissos. Mr. Fox prxima semana e Dr. ...
        Meus telefone toca, interrompendo-a.  Roach. Ele me pede para subir ao seu
escritrio.
        -- Podemos voltar nisso em 20 minutos?
        --  claro.


De: Christian Grey
Assunto: Ontem  noite
Data: 30 de Agosto 2011 09:24
Para: Anastasia Grey

Foi... divertido.
Quem pensaria que o jantar anual ASA poderia ser to estimulante?
Como sempre, voc nunca me decepciona, Sra. Grey.
Eu te amo.
x

Christian Grey
No temor, CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


De: Anastasia Grey
Assunto: Eu amo um bom jogo de bolas...
Data: 30 de Augusto de2011 09:33
Para: Christian Grey

Querido Sr. Grey
Eu senti falta das bolas prateadas.
Voc nunca decepciona.
Isso  tudo.
Sra. G X

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


        Hannah bate na minha porta, interrompendo meus pensamentos erticos da noite
anterior. As mos de Christian... sua boca.
        -- Entre.




305
       -- Ana, a assistente do Sr. Roach acabou de ligar. Ele gostaria que voc participasse
de uma reunio esta manh. Isso significa que eu tenho que mudar alguns de seus
compromissos novamente. Tudo bem.
       Sua lngua.
       -- Claro, Sim. -- Eu resmunava tentando parar meus pensamentos retrgrados. Ela
sorri e se retira do meu escritrio... me deixando com a minha memria deliciosa de ontem
 noite.


De: Christian Grey
Assunto: Hyde
Data: 01 de Setembro de 2011 15:24
Para: Anastasia Grey

Anastasia
Para sua informao, Hyde teve a fiana recusada e est em priso preventiva. Ele 
acusado de tentativa de sequestro e incndio criminoso. Como ainda no h data definida
para o julgamento.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.


De: Anastasia Grey
Assunto: Hyde
Data: 01 de Setembro de 2011 15:53
Para: Christian Grey

Isso  uma boa notcia.
Isso significa que voc vai diminuir a segurana?
Eu realmente no gosto de ficar olho a olho com Prescott.
Ana x

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Hyde
Data: 1 de Setembro de 2011 15:59
Para: Anastasia Grey

No. A segurana continua a mesma. Sem argumentos.
O que tem errado com Prescott? Se voc no gosta dela, vamos substitu-la.




306
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.


       Eu encaro seu e-mail. Prescott no  to ruim assim.


De: Anastasia Grey
Assunto: Mantenha o seu cabelo pra cima!
Data: 01 de Setembro de 2011 16:03
Para: Christian Grey

Eu s estava perguntando (olhos revirando). E eu vou pensar sobre Prescott.
Segure sua palma pulsante!
Ana x

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: No me tente
Data: 01 de Setembro de 2011 16:11
Para: Anastasia Grey

Posso assegurar-lhe, Sra. Grey, que o meu cabelo est firmemente preso, no tem sido
demonstrado vezes o suficiente para seu prprio bem?
Minha palma, no entanto, esta pulsando.
Eu poderia fazer algo sobre isso hoje  noite.
x

Christian Grey
No careca ainda CEO, Grey Enterprises Holdings Inc


De: Anastasia Grey
Assunto: Contorcendo-me
Data: 01 de Setembro de 2011 16:20
Para: Christian Grey

Promessas, promessas...
Agora pare de me atormentar. Eu estou tentando trabalhar, eu tenho uma reunio
inesperada com um autor. Tentarei no me distrair com pensamentos sobre voc durante a
reunio.
Ax

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP



307
De: Anastasia Grey
Assunto: Navegando & Voando & Apanhando
Data: 05 de Setembro de 2011 09:18
Para: Christian Grey

Marido
Voc com certeza sabe como dar a uma garota um bom momento.
Eu, claro, estou esperando este tipo de tratamento toda semana.
Voc est me mimando. Eu amo isso.
Sua esposa.
xox

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Misso da minha vida...
Data: 05 de Setembro de 2011 09:25
Para: Anastasia Grey

 para te estragar, Sra. Grey.
E te manter segura, porque eu amo voc.

Christian Grey
Ferido CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Oh meu. Ele poderia ser mais romntico?


De: Anastasia Grey
Assunto: Misso da minha vida...
Data: 05 de Setembro de 2011 09:33
Para: Christian Grey

 deixa-lo, porque tambm te amo.
Agora, pare de ser to sentimental.
Voc est me fazendo chorar.

Anastasia Grey
Igualmente Ferida Editora de Comissionamento, SIP


       No dia seguinte, eu olho para o calendrio na minha mesa. Apenas cinco dias at
10 de Setembro, meu aniversrio. Eu sei que nesse dia vamos a casa para ver como Elliot e




308
sua equipe esto progredindo. Hmm... eu me pergunto se Christian tem qualquer outro
plano? Eu sorrio com o pensamento. Hannah bate na minha porta.
       -- Entre.
       Prescott est pairando l fora. Estranho...
       -- Oi, Ana, -- diz Hannah. -- H uma Leila Williams aqui para te ver? Ela disse
que  pessoal.
       -- Leila Williams? Eu no conheo nenhuma... -- Minha boca fica seca, e os olhos
de Hannah se alargam com a minha expresso.
       Leila? Porra. O que ela quer?




                                        Captulo 16
       -- Voc quer que eu mande ela embora? -- Hannah pergunta, alarmada pela
minha expresso.
       -- Hmm, no. Onde ela esta?
       -- Na recepo. Ela no est sozinha. Ela est acompanhada por outra jovem
mulher.
       Oh!
       -- E a Senhorita Prescott quer falar com voc, -- Hannah adiciona.
        claro que ela quer. -- Mande ela entrar.
       Hannah fica de lado, e Prescott entra no meu escritrio. Ela est em uma misso,
eriada por eficincia profissional.
       -- Me d um momento, Hannah. Prescott, sente-se.
       -- Hannah fecha a porta deixando Prescott e eu sozinhas.
       -- Sra. Grey, Leila Williams est na sua lista de visitantes proibidos.
       -- O que? -- Eu tenho uma lista de visitantes proibidos?
       -- Em nossa lista de observao, senhora. Taylor e Welch tm sido muito
especficos sobre no deix-la entrar em contato com voc.
       Eu franzo a testa, sem entender. -- Ela  perigosa?
       -- Eu no sei dizer, senhora.
       -- Por que eu sei que ela est aqui?




309
       Prescott engole e por um momento parece estranha. -- Eu estava no intervalo para
ir ao banheiro. Ela entrou, falou diretamente com Claire, e Claire ligou para Hannah.
       -- Oh. Eu entendo. -- Eu percebo que at mesmo Prescott preciza fazer xixi, e eu
rio. -- Oh querida.
       -- Sim senhora. -- Prescott me da um sorriso embaraado, e esta  a primeira vez
que eu vejo uma brecha em sua armadura. Ela tem um lindo sorriso.
       -- Eu preciso falar com Claire sobre o protocolo, novamente, -- ela diz, seu tom 
cansado.
       -- Claro. Taylor sabe que ela est aqui? -- Cruzo meus dedos inconscientemente,
torcendo para que ela no tenha dito para Christian.
       -- Eu deixei uma breve mensagem para ele.
       Oh. -- Ento eu tenho pouco tempo. Eu gostaria de saber o que ela quer.
       Prescott me encara por um momento. -- Eu devo alert-la contra isso, senhora.
       -- Ela est aqui para me ver por alguma razo.
       -- Eu devo preveni-la, senhora. -- Sua voz  macia mas firme.
       -- Eu realmete quero ouvir o que ela tem a dizer. -- Meu tom  mais forte do que
eu pretendo.
       Prescott sufoca um suspiro. -- Eu gostaria de revist-las antes de voc as receber.
       -- Tudo bem. Voc pode fazer isso?
       -- Estou aqui para proteger voc, Sra. Grey, ento sim, eu posso. Eu tambm
gostaria de ficar com voc enquanto vocs conversam.
       -- Tudo bem. -- Eu aceito suas concesses. Alm do mais, da ltima vez que eu
encontrei Leila ela estava armada. -- V em frente.
       Prescott se levanta.
       -- Hannah, -- eu chamo.
       Hannah abre a porta muito rapidamente. Ela devia estar do outro lado da porta.
       -- Voc pode ver se a sala de reunies est livre, por favor?
       -- Eu j fiz isso, e est pronta para uso.
       -- Prescott, voc pode revist-las l?  reservado o suficiente?
       -- Sim, senhora.
       -- Eu estarei l em cinco minutos, ento. Hannah, mostre  Leila Williams e quem
quer que esteja com ela onde  a sala de reunies.


310
          -- Eu mostrarei. -- Hannah olha ansiosa de Prescott pra mim. -- Eu devo cancelar
seu prximo compromisso?  as quatro, mas  do outro lado da cidade.
          -- Sim, -- eu murmuro distrada. Hannah acena e sai.
          Que diabos a Leila quer? Eu no acho que ela esteja aqui para me ferir. Ela no fez
isso no passado quando teve a oportunidade. Christian vai pirar. Meu subconsciente
pressiona seus lbios, cruza as pernas e concorda. Eu preciso contar a ele o que eu estou
prestes a fazer. Eu digito um rpido e-mail, e paro para checar as horas. Eu me sinto
momentaneamente arrependida. Ns estvamos indo to bem desde Aspen. Eu pressiono
enviar.


De: Anastasia Grey
Assunto: Visitantes
Data: 06 de Setembro de 2011 15:27
Para: Christian Grey

Christian
Leila est aqui para me ver. Eu a verei com Prescott.
Eu vou usar minhas habilidades recm-adquiridas de dar tapas, com a minha mo agora
curada, se precisar.
Tente, e eu digo tentar, no se preocupar.
Eu sou uma menina grande.
Eu vou te ligar, uma vez que ns tenhamos conversado.
Ax

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


          Apressadamente, eu escondo meu BlackBerry na minha gaveta. Eu fico, alisando
minha saia lpis cinza sobre meus quadris, aperto minhas bochechas para lhes dar alguma
cor, e desfao o primeiro boto da minha blusa cinza de seda. Ok, eu estou pronta. Depois
de respirar profundamente, eu coloco a cabea para fora do meu escritrio para atender a
infame Leila, ignorando "Your Love is King" que est zumbindo suavemente de dentro da
minha mesa.
          Leila parece muito melhor. Mais do que melhor, ela  muito atraente. H uma cor
rosada em suas bochecas, e seus olhos castanhos so brilhantes, o cabelo limpo e brilhante.
Ela est vestida com uma blusa rosa plido e cala branca. Ela se levanta assim que eu




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entro na sala de reunies, assim como sua amiga, outra mulher de cabelos escuros, com
olhos castanhos, cor de conhaque. Prescott paira no canto, sem tirar os olhos de Leila.
       -- Sra. Grey, obrigada por me ver. -- A voz de Leila  macia, mas clara.
       -- Hmm... Desculpe pela segurana, -- murmuro, porque eu no consigo pensar
em outra coisa para dizer. Eu aceno distraidamente na direo de Prescott.
       -- Esta  minha amiga, Susi.
       -- Oi. -- Eu aceno. Ela parece com Leila. Ela parece comigo. Oh, no. Mais uma.
       -- Sim, -- Leila diz, como se lendo os meus pensamentos. -- Susi conhece o Sr.
Grey, tambm.
       Que diabos eu devo dizer? Eu dou a ela um sorriso educado.
       -- Por favor, sentem, -- eu falo.
       H uma batida na porta.  Hannah. Eu mando ela entrar, sabendo muito bem que
ela esta nos distraindo.
       -- Desculpe interromper, Ana. O Sr. Grey est na linha?
       -- Diga a ele que estou ocupada.
       -- Ele foi bastante insistente, -- ela diz temerosa.
       -- Tenho certeza que ele foi. Voc poderia se desculpar com ele, e dizer que eu
retorno a sua ligao em breve?
       Hannah hesita.
       -- Hanna, por favor.
       Ela concorda e sai da sala. Eu me volto para as duas mulheres sentadas na minha
frente. Eles esto ambas olhando para mim com admirao.  desconfortvel.
       -- O que eu posso fazer por vocs? -- Eu pergunto.
       Susi fala. -- Eu sei que isto  mais do que estranho, mas eu queria conhecer voc,
tambm. A mulher que capturou Chris...
       Eu seguro a minha mo, parando-a no meio da frase. Eu no quero ouvir isso. --
Hmm... J consegui entender, -- murmuro.
       -- Ns nos chamamos de o clube das subs. -- Ela sorri para mim, os olhos
brilhando de alegria.
       Oh meu Deus.
       Leila suspira e encara Susi, que parece divertida e horrorizada. Susi estremece.
Suspeito que Leila a chutou por debaixo da mesa.


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       O que diabos eu deveria dizer sobre isso? Olho nervosamente para Prescott, que
permanece impassvel, seus olhos nunca deixando Leila.
       Susi parece lembrar-se. Ela cora, em seguida, balana a cabea e fica de p. -- Vou
esperar na recepo. Este  show da Lulu. -- Eu posso dizer que ela est envergonhada.
       Lulu?
       -- Voc vai ficar bem? -- Ela pergunta a Leila, que sorri para ela. Susi me d um
grande, aberto, verdadeiro sorriso e sai da sala.
       Susi e Christian... isto no  um pensamento que eu quero lidar agora. Prescott leva
seu telefone fora de seu bolso e atende. Eu no o ouvi tocar.
       -- Sr. Grey, -- ela diz. Leila e eu nos viramos para olhar para ela. Prescott fecha os
olhos como se sentisse dor.
       -- Sim, senhor, -- ela diz, dando um passo a frente, e me entregando o telefone.
       Reviro os olhos. -- Christian, murmuro, tentando conter minha irritao. Estou de
p e caminhando rapidamente para fora da sala.
       -- O que diabos voc est fazendo? -- Ele grita. Ele est fervendo.
       -- No grite comigo.
       -- O que voc quer dizer com no gritar com voc? -- Ele grita, mais alto desta vez.
-- Eu dei instrues especficas que voc tem ignorado totalmente de novo. Inferno, Ana,
estou fodendo furioso.
       -- Quando voc estiver mais calmo, vamos conversar sobre isso.
       -- No desligue, -- ele sibila.
       -- Adeus, Christian. -- Eu desligo o telefone de Prescott.
       Puta merda. Eu no tenho muito tempo com Leila. Respirando fundo, eu volto para
a sala de reunio. Tanto Leila quanto Prescott olham para mim com expectativa, e eu
devolvo a Prescott seu telefone.
       -- Onde estvamos? -- Pergunto a Leila e me sento em sua frente. Seus olhos se
arregalaram um pouco.
       Sim. Aparentemente, eu sei lidar com ele, eu quero dizer a ela. Mas eu no acho que
ela quer ouvir isso.
       Leila brinca nervosamente com as pontas do cabelo. -- Primeiro, eu queria pedir
desculpas, -- ela diz baixinho.
       Oh...


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         Ela olha para cima e registra minha surpresa. -- Sim, -- ela diz rapidamente. -- E
obrigado por no prestar queixa. Voc sabe, pelo seu carro e por invadir seu apartamento.
         -- Eu sei que voc no estava... Hmm, bem, -- murmuro, cambaleando. Eu no
esperava um pedido de desculpas.
         -- No, eu no estava.
         -- Voc est se sentindo melhor agora? -- Pergunto gentilmente.
         -- Muito. Obrigada.
         -- Ser que seu mdico sabe que voc est aqui?
         Ela balana a cabea.
         Oh.
         Ela d um olhar culpado. -- Eu sei que vou ter que lidar com as conseqncias
disso mais tarde. Mas eu tinha que buscar algumas coisas, e eu queria ver Susi, e voc, e...
Sr. Grey.
         -- Voc quer ver o Christian? -- Meu estmago cai em queda livre para o cho. 
por isso que ela est aqui.
         -- Sim. Eu queria te perguntar se isso estaria bem.
         Puta merda. Eu olho fixamente para ela, e quero dizer a ela que no est tudo bem.
Eu no quero ela perto do meu marido. Por que ela est aqui? Para avaliar a oposio?
Para perturbar-me? Ou talvez ela precisa disso como uma espcie de encerramento?
         -- Leila. -- Eu olho exasperada. -- No cabe a mim, cabe ao Christian. Voc
precisa perguntar a ele. Ele no precisa da minha permisso. Ele  um homem adulto... a
maior parte do tempo.
         Ela olha para mim por uma frao de uma batida, como se surpresa com a minha
reao, depois ri baixinho, girando nervosamente com as pontas do cabelo.
         -- Ele repetidamente recusou todos os meus pedidos para v-lo, -- diz ela em voz
baixa.
         Oh merda. Estou com mais problemas do que eu pensava.
         -- Por que  to importante para voc v-lo? -- Pergunto gentilmente.
         -- Para agradecer. Eu estaria apodrecendo em uma priso psiquitrica, se no fosse
por ele. Eu sei disso. -- Ela olha para baixo e corre o dedo ao longo da borda da mesa. --
Eu sofri um srio episdio psictico, e sem o Sr. Grey e John, Dr. Flynn... -- Ela encolhe os
ombros e olha para mim mais uma vez, com o rosto cheio de gratido.


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       Mais uma vez eu estou sem palavras. O que ela espera que eu diga? Certamente ela
deveria estar dizendo estas coisas para Christian, no a mim.
       -- E pela escola de arte. No posso lhe agradecer o suficiente por isso.
       Eu sabia! Christian est financiando suas aulas. Continuo sem expresso, tentando
explorar meus sentimentos por esta mulher, agora que ela confirmou minhas suspeitas
sobre a generosidade de Christian. Para minha surpresa, eu no sinto nenhuma m
vontade para com ela.  uma revelao, e eu estou feliz que ela est melhor. Agora, espero
que ela possa seguir em frente com a sua vida e ficar fora do nosso caminho.
       -- Voc est perdendo aulas agora? -- Pergunto, porque estou interessada.
       -- Somente duas. Eu irei para casa amanh.
       Oh bom. -- Quais so seus planos, enquanto voc est aqui?
       -- Peguar meus pertences na casa da Susi, voltar a Hamden. Continuar pintando e
aprendendo. O Sr. Grey j tem duas das minhas pinturas.
       Mas que diabos! Meu estmago mergulha no poro mais uma vez. Esto pendurados
na minha sala? Eu freio com o pensamento.
       -- Que tipo de pintura que voc faz?
       -- Abstrato, principalmente.
       -- Eu vejo. -- Minha mente voa atravs das pinturas agora familiares na sala
grande. Duas de sua ex-sub... possivelmente. Eita.
       -- Sra. Grey, posso falar francamente? -- Ela pede, completamente alheia s
minhas emoes conflitantes.
       -- Deve, -- murmuro, olhando para Prescott, que parece estar um pouco mais
relaxada. Leila se inclina para frente como se para contar um segredo h muito escondido.
       -- Eu amei Geoff, meu namorado, que morreu no incio deste ano. -- Sua voz cai
para um sussurro triste.
       Puta merda, ela est ficando pessoal.
       -- Eu sinto muito, -- murmuro automaticamente, mas ela continua como se ela no
tivesse me ouvido.
       -- Eu amava meu marido... e um outro, -- murmura.
       -- Meu marido. -- As palavras saem de minha boca antes que eu possa par-las.
       -- Sim. -- Ela fala a palavra.




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       Isso no  novidade para mim. Quando ela levanta os olhos castanhos nos meus,
eles esto arregalados e cheios de emoes conflituosas, e de repente aparece um olhar de
apreenso... da minha reao, talvez? Mas minha resposta esmagadora a esta pobre
mulher jovem  a compaixo. Mentalmente eu corro por todos os clssicos da literatura
que eu sei que falam de amor no correspondido. Engolindo seco, falo com moral elevada.
       -- Eu sei. -- Ele  muito fcil de amar, -- eu sussurro.
       Seus olhos arregalados aumentam ainda mais de surpresa, e ela sorri. -- Sim. Ele ,
era. -- Ela se corrige rapidamente e cora. Ento ela sorri to docemente que eu no posso
evitar de sorrir tambm. Sim, Christian Grey nos faz rir. Meu subconsciente revira os olhos
para mim em desespero e volta a ler a sua cpia com orelhas de Jane Eyre. Eu olho para o
meu relgio. No fundo, sei que Christian vai estar aqui em breve.
       -- Voc vai ter a chance de ver Christian.
       -- Eu pensei que iria. Eu sei o quo protetor ele pode ser. -- Ela sorri.
       Portanto, este  o seu esquema. Ela  muito perspicaz. Ou manipuladora, sussurra
meu subconsciente. --  por isto que voc veio me ver?
       -- Sim.
       -- Eu vejo. -- E Christian est indo direto para suas mos. Relutantemente, eu
tenho que reconhecer que ela o conhece bem.
       -- Ele parecia muito feliz. Com voc, -- ela diz.
       O qu? -- Como voc sabe?
       -- Desde quando eu estava no apartamento. -- Ela acrescenta cautelosamente.
       Oh inferno... como eu poderia esquecer isso?
       -- Voc esteve l muitas vezes?
       -- No. Mas ele era muito diferente com voc.
       Eu quero ouvir isso? Um arrepio me percorre. Meu couro cabeludo pinica assim
que eu me lembro que ela era a sombra invisvel em nosso apartamento.
       -- Voc sabe que  contra a lei. Invaso.
       Ela acena com a cabea, olhando para a mesa. Ela percorre o dedo na borda da
mesa. -- Foi s algumas vezes, e eu tive sorte de no ser pega. Mais uma vez, eu preciso
agradecer o Sr. Grey por isso. Ele poderia ter me jogado na cadeia.
       -- Eu no acho que ele ia fazer isso, -- murmuro.




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          De repente, h uma enxurrada de atividades fora da sala de reunio, e,
instintivamente, eu sei que Christian est no edifcio. Um momento depois, ele estoura
atravs da porta, e antes que ele a feche, eu vejo o olhar de Taylor e ele est parado
pacientemente do lado de fora. A boca de Taylor  uma linha fina sombria e ele no
devolve o meu sorriso. Oh inferno, at ele est com raiva de mim.
          O olhar furioso de Christian paira sobre mim e depois Leila. Seu comportamento 
tranquilo, determinado, mas eu o conheo bem, e suspeito que Leila o conhea, tambm. O
brilho glido e ameaador em seus olhos revela a verdade, ele est emanando raiva,
embora ele a esconda bem. Em seu terno cinza, com sua gravata escura e o primeiro boto
de sua camisa branca desfeito, ele parece eficiente e casual... e quente. Seu cabelo est
despenteado, porque ele est passando suas mos por ele de forma exasperada.
          Leila olha nervosamente pra baixo, pra borda da mesa, correndo o dedo indicador
ao longo da borda, novamente Christian olha de mim para ela e depois para Prescott.
          -- Voc, -- ele diz a Prescott em um tom suave. -- Voc est demitida. Saia agora.
          Eu fico plida. Oh no, isto no  justo.
          -- Christian, -- Eu ameao me levantar.
          Ele segura o dedo indicador para mim em sinal de advertncia. -- No, -- ele diz.
Sua voz to sinistramente calma que eu sou imediatamente silenciada e fico presa em meu
lugar. Inclinando a cabea, Prescott caminha rapidamente para fora da sala juntando-se a
Taylor. Christian fecha a porta atrs dela e caminha para o final da mesa. Droga! Droga!
Droga! Isto  minha culpa. Christian fica de frente para Leila, e colocando ambas as mos
sobre a superfcie de madeira, ele se inclina para a frente.
          -- Que diabos voc est fazendo aqui? -- Ele rosna para ela.
          -- Christian! -- Eu suspiro. Ele me ignora.
          -- Bem, -- ele exige.
          Leila espreita para ele atravs de longos clios, os olhos arregalados, o rosto plido,
seu brilho rosado se foi.
          -- Eu queria ver voc, e voc no me deixou, -- ela sussurra.
          -- Ento voc veio aqui incomodar minha mulher? -- Sua voz  tranqila. Muito
quieta.
          Leila olha para baixo novamente.




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       Ele se levanta, encarando-a. -- Leila, se voc chegar perto da minha esposa de
novo, eu vou cortar toda a ajuda. Mdicos, escola de arte, seguro mdico, tudo isso, estar
acabado. Voc entendeu?
       --Christian, -- eu tento novamente. Mas ele me silencia com um olhar frio. Por que
ele est sendo to irracional? Minha compaixo por esta mulher aumenta.
       -- Sim, -- ela diz, sua voz apenas audvel.
       -- O que a Susanah est fazendo na recepo?
       -- Ela veio comigo.
       Ele passa a mo pelo cabelo, olhando para ela.
       -- Christian, por favor, -- peo. -- Leila quer apenas dizer obrigado. Isso  tudo.
       Ele me ignora, concentrando sua ira sobre Leila. -- Voc ficou com Susannah
enquanto voc estava doente?
       -- Sim.
       -- Ela sabia o que estava fazendo enquanto voc estava com ela?
       -- No. Ela estava fora, de frias.
       Ele acaricia o lbio inferior com o dedo indicador. -- Por que voc precisa me ver?
-- Voc sabe que voc deve enviar os pedidos atravs de Flynn. Voc precisa de alguma
coisa? -- Seu tom abrandou, talvez por uma frao.
       Leila tem seu dedo ao longo da borda da mesa.
       Pare com o bullying, Christian!
       -- Eu tinha que saber. -- E pela primeira vez, ela olha diretamente para ele.
       -- Tinha que saber o qu? -- Ele esbraveja.
       -- Que voc estava bem.
       Ele olha fixamente para ela. -- Que eu estou bem? -- Ele zomba, incrdulo.
       -- Sim.
       -- Eu estou bem. Ento, pergunta respondida. Agora Taylor vai levar voc para o
Sea-Tac para que voc possa voltar a Costa Leste. E se voc der um passo a oeste do
Mississipi, tudo ira acabar. Entendeu?
       Puta merda... Christian! Eu efico aturdida com ele. Que porra o est comendo? Ele
no pode confin-la em um lado do pas.
       -- Sim. Eu entendo, -- Leila diz calmamente.
       -- Bom. -- O tom de Christian  mais conciliador.


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       -- Pode no ser conveniente para Leila voltar agora. Ela tem planos, -- eu me
oponho, em sua defesa.
       Christian me olha. -- Anastasia, -- ele adverte, com a voz gelada, -- isso no diz
respeito a voc.
       Eu fao uma careta para ele.  claro que me diz respeito. Ela est no meu escritrio.
Deve haver mais razes para isso do que eu sei. Ele no est sendo racional.
       Cinqenta Tons, meu subconsciente sibila para mim.
       -- Leila veio me ver, no voc, -- murmuro com petulncia.
       Leila se vira para mim, os olhos incrivelmente grandes.
       -- Eu tive minhas instrues, Sra. Grey. Eu desobedeci. -- Ela olha nervosamente
para meu marido e em seguida volta para mim.
       -- Este  o Christian Grey que eu conheo, -- ela diz, seu tom triste e melanclico.
Christian faz uma careta para ela, e todo o ar evapora dos meus pulmes. Eu no consigo
respirar. Christian foi assim com ela o tempo todo? Ele era assim comigo, no incio? Acho
que  difcil lembrar. Dando-me um sorriso desamparado, Leila se levanta da mesa.
       -- Eu gostaria de ficar at amanh. Meu vo  ao meio-dia, -- ela diz calmamente
para Christian.
       -- Eu vou mandar algum pegar voc s dez para lev-la ao aeroporto.
       -- Obrigada.
       -- Voc est na Susannah?
       -- Sim.
       -- Ok.
       Eu encaro Christian. Ele no pode ser ditatorial desse jeito... e como  que ele sabe
onde Susannah mora?
       -- Adeus, Sra. Grey. Obrigado por me receber.
       Eu levanto a minha mo. Ela a pega com gratido e ns nos cumprimentamos.
       -- Hmm... adeus. Boa sorte, -- murmuro, porque eu no tenho certeza qual  o
protocolo para dizer adeus a ex-submissas de meu marido.
       Ela balana a cabea e se vira para ele. -- Adeus, Christian.
       Os olhos de Christian amolecem um pouco. -- Adeus, Leila. -- Sua voz  baixa. --
Dr. Flynn, lembre-se.
       -- Sim, senhor.


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        Ele abre a porta para dispens-la, mas ela para em frente a ele e olha para cima. Ele
acalma, observando-a com cautela.
        -- Estou feliz por voc estar feliz. Voc merece, -- ela diz, e sai antes que ele
responda. Ele franze a testa atrs dela, ento acena para Taylor, que segue Leila em
direo  recepo. Fechando a porta, Christian olha incerto para mim.
        -- Nem pensar em estar com raiva de mim, -- eu assobio. -- Ligue para Claude
Bastille e chute a merda dele ou v ver Flynn.
        Sua boca cai aberta, ele fica surpreso com minha exploso, e ele levanta a
sobrancelha mais uma vez.
        -- Voc prometeu que no faria isso. -- Agora seu tom  acusatrio.
        -- Fazer o qu?
        -- Me desafiar.
        -- No, eu no prometi. Eu disse que ia ser mais atenciosa. Eu disse que ela estava
aqui. Eu tinha Prescott para revistar ela e sua outra amiga, tambm. Prescott estava
comigo o tempo todo. E agora voc demitiu a pobre mulher, quando ela estava apenas
fazendo o que eu pedi. Eu lhe disse para no se preocupar, mas voc est aqui. Eu no me
lembro de receber o memorando papal decretando que eu no podia ver Leila. Eu no
sabia que meus visitantes eram submetidos a uma lista de vistantes proibidos. -- Minha
voz se eleva com indignao como se lutasse pela minha causa. Christian me analisa, sua
expresso ilegvel. Depois de um momento sua boca se contorce.
        -- Memorando Papal? -- Ele diz, divertido, e ele visivelmente relaxa. Eu no
estava com o objetivo de tornar nossa conversa mais leve, mas aqui est ele sorrindo para
mim, e isso me deixa mais brava. A troca de palavras entre ele e sua ex foi dolorosa de
testemunhar. Como ele pode ser to frio com ela?
        -- O que? -- Ele pergunta, irritado, j que meu rosto permanece resolutamente sem
expresso.
        -- Voc. Por que voc foi to insensvel com ela?
        Ele suspira e se desloca, dando um passo em direo a mim e empoleira-se na
mesa.
        --Anastasia, -- ele diz como se falasse com uma criana. -- Voc no entende.
Leila, Susannah, todas elas, elas foram um passatempo agradvel, divertido. Mas isso 




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tudo. Voc  o centro do meu universo. E a ltima vez que vocs duas estavam em um
quarto juntas, ela tinha uma arma apontada para voc. Eu no a quero perto de voc.
        -- Mas, Christian, ela estava doente.
        -- Eu sei disso, e eu sei que ela est melhor agora, mas eu no estou dando a ela o
benefcio da dvida. O que ela fez foi imperdovel.
        -- Mas voc acabou de se jogar direto para suas mo. Ela queria ver voc de novo,
e ela sabia que voc ia vir correndo, se ela viesse me ver.
        Christian d de ombros, como se no se importasse. -- Eu no quero que voc
fique manchada com a minha antiga vida.
        O qu?
        -- Christian... voc  quem voc  por causa de sua antiga vida, sua nova vida,
qualquer que seja. O que te toca, me toca. Eu aceitei isso quando eu concordei em me casar
com voc, porque eu te amo.
        Ele acalma. Eu sei que ele tem dificuldade de ouvir isto.
        -- Ela no me machucou. Ela ama voc, tambm.
        -- Eu no dou a mnima.
        Eu pasmo, atnita. E eu estou chocada que ele ainda tem a capacidade de me
chocar. Este  o Christian Grey que eu conheo. As palavras de Leila pairam em minha cabea.
Sua reao a ela foi to fria, to em desacordo com o homem que eu vim a conhecer e
amar. Eu franzo o cenho, recordando o remorso que ele sentiu quando ela teve o colapso,
quando ele pensou que poderia, de alguma maneira ser responsvel por sua dor. Eu
engulo, lembrando, tambm, que ele deu banho nela. Meu estmago torce dolorosamente
com o pensamento, e a bile sobe na minha garganta. Como ele pode dizer que ele no se
importa com ela? Ele voltou atrs, ento. O que mudou? s vezes, como agora, eu no
consigo entend-lo. Ele opera em um nvel muito, muito distante do meu.
        -- Por que voc est defendendo a causa dela de repente? -- Ele pergunta, confuso
e irritado.
        -- Olha, Christian, eu no acho que Leila e eu vamos trocar receitas e virar amigas
em algum momento. Mas eu no acho que voc seria to cruel com ela.
        Seus olhos congelam. -- Eu disse uma vez, eu no tenho um corao, -- resmunga.
        Reviro os olhos, oh, agora ele est sendo um adolescente.




321
         -- Isso no  verdade, Christian. Voc est sendo ridculo. Voc se importa com ela.
Voc no pagaria suas aulas de arte e todo o resto das coisas se voc no se importasse.
         De repente,  a minha ambio de vida faz-lo perceber isso.  bvio que ele se
importa. Por que ele nega?  como seus sentimentos por sua me biolgica. Oh merda, 
claro. Seus sentimentos por Leila e suas outras submissas esto amarrados com seus
sentimentos por sua me. Eu gosto de chicotear garotas com cabelo castanho como voc porque
todas vocs se parecem com a puta viciada em crack. No   toa que ele est to bravo. Eu
suspiro e balano a cabea. Fale com o Dr. Flynn, por favor. Como ele no pode ver isso?
         Meu corao dispara para ele momentaneamente. Meu menino perdido... Por que 
to difcil para ele voltar a ter contato com a humanidade, a compaixo que ele mostrou
por Leila quando ela teve o colapso?
         Ele me olha, seus olhos brilhando de raiva. -- A discusso acabou. Vamos pra casa.
         Eu olho para o meu relgio. So quatro e vinte e trs. Eu tenho trabalho a fazer. --
 muito cedo, murmuro.
         -- Casa, -- ele insiste.
         -- Christian. -- Minha voz est cansada. -- Estou cansada de ter o mesmo
argumento com voc.
         Ele franze a testa, como se no entendesse.
         -- Voc sabe, -- eu enfatizo, -- eu fao algo que voc no gosta, e voc pensa em
alguma maneira de devolver isso para mim. Geralmente envolvendo algum tipo de foda
pervertida, que  alucinante ou cruel. -- Eu encolho os ombros, resignada. Isto  exaustivo
e confuso.
         -- Alucinante? -- ele pergunta.
         O qu?
         -- Normalmente, sim.
         -- O que foi alucinante? -- Ele pergunta, com os olhos brilhando agora com
curiosidade divertida e sensual. E eu sei que ele est tentando me distrair.
         Porcaria! Eu no quero discutir isso na sala de reunies da SIP. Meu subconsciente
examina suas unhas finalmente bem feitas com desdm. No deveria ter comeado o assunto
ento.
         -- Voc sabe. -- Eu coro, irritada com ele e comigo.
         --Eu posso imaginar, -- ele sussurra.


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         Puta merda. Estou tentando castiga-lo e ele est me confundindo. -- Christian, eu...
         -- Eu gosto de te agradar. -- Ele delicadamente traa seu polegar sobre meu lbio
inferior.
         -- Eu tambm gosto, -- eu reconheo, minha voz sussurra.
         -- Eu sei, -- ele diz em voz baixa. Ele se inclina para a frente e sussurra em meu
ouvido, --  a nica coisa que eu sei fazer bem. -- Oh, ele cheira bem. Ele se inclina para
trs e olha para mim, seus lbios se curvaram em um arrogante, eu-sei-fazer-voc-sorrir
sorriso.
         Contraindo meus lbios, eu me esforo para no parecer afetada pelo seu toque. Ele
 to ardiloso para me desviar de qualquer coisa dolorosa, ou qualquer coisa que ele no
quer resolver. E voc o deixa, meu subconsciente sibila, olhando sobre sua cpia de Jane
Eyre.
         -- O que foi alucinante, Anastasia? -- Ele pergunta, com um brilho perverso nos
olhos.
         -- Voc quer a lista? -- Eu pergunto.
         -- H uma lista?" Ele est satisfeito.
         Oh, esse homem  desgastante. -- Bem, as algemas, -- murmuro, minha mente
catapultada de volta  nossa lua de mel.
         Ele franze sua testa e agarra a minha mo, traando ao redor do meu pulso com o
seu polegar.
         -- Eu no quero marc-la.
         Oh...
         Seus lbios se arqueiam lentamente em um sorriso carnal. -- Venha para casa. --
Seu tom  sedutor.
         -- Eu tenho trabalho a fazer.
         -- Casa, -- ele diz, mais insistente.
         Ns nos encaramos, olhos cinzas derretidos em olhos azuis desnorteados, testando
um ao outro, testando nossos limites e nossas vontades. Eu procuro em seus olhos por um
pouco de compreenso, tentando entender como este homem pode ir da fria e excesso de
controle a amante sedutor em menos de um segundo. Seus olhos arregalam e se tornam
mais escuros, sua inteno  clara. Suavemente, ele acaricia meu rosto.
         -- Ns poderamos ficar aqui. -- Sua voz  baixa e rouca.


323
       Oh, no. Minha deusa interior olha com saudade para a mesa de madeira. No.
No. No. No no escritrio. -- Christian, eu no quero fazer sexo aqui. Sua amante
acabou de sair desta sala.
       -- Ela nunca foi minha amante, -- ele rosna, sua boca achatada em uma linha
sombria.
       -- Isso  apenas semntica, Christian.
       Ele franze a testa, sua expresso perplexa. O amante sedutor se foi. -- No pense
demais sobre, Ana. Ela  histria, -- ele diz com desdm.
       Eu suspiro... talvez ele esteja certo. Eu s quero que ele admita para si mesmo que
ele se preocupa com ela. Um arrepio aperta meu corao. Oh no.  por isso que 
importante para mim. Suponha que eu faa algo imperdovel. Suponha que eu no esteja
de acordo. Serei histria, tambm? Se ele pode se transformar assim, quando ele estava to
preocupado e chateado quando Leila estava doente... ele poderia voltar-se contra mim? Eu
suspiro, lembrando os fragmentos de um sonho: espelhos dourados e o som dos seus ps
no cho de mrmore me deixando sozinha na opulenta sala de espelhos.
       -- No... -- As palavras saem da minha boca em um ssusuro assustado antes que
eu possa par-las.
       -- Sim, -- ele diz, e segurando meu queixo, ele se inclina e planta um beijo
carinhoso em meus lbios.
       -- Oh, Christian, voc me assusta s vezes. -- Eu agarro sua cabea em minhas
mos, torcendo os dedos em seu cabelo e levando seus lbios aos meus. Ele para por um
momento e coloca seus braos em volta de mim.
       -- Por qu?
       -- Voc pode se afastar dela to facilmente...
       Ele franze a testa. -- E voc acha que eu poderia me afastar de voc, Ana? Por que
diabos voc acha isso? O que causou isso?
       --Nada. Me beije. Me leve para casa, -- eu imploro. E quando seus lbios tocam os
meus, eu estou perdida.


       -- Oh, por favor, -- imploro, quando Christian golpeia delicadamente o meu sexo.
       -- Tudo a seu tempo, -- ele murmura.




324
       Eu puxo minhas restries e gemo alto em protesto de seu ataque carnal. Estou
amarrada em algemas de couro macio, cada cotovelo preso a cada joelho, Christian est
com sua cabea entre minhas pernas, sua lngua magistral me provocando, implacvel.
Abro os olhos e olho sem ver o teto do nosso quarto banhado pela luz suave da tarde. Sua
lngua move-se em crculos, girando ao redor do centro do meu universo. Eu quero esticar
minhas pernas e luto em uma v tentativa de controlar o prazer. Mas eu no posso. Meus
dedos puxam seus cabelos, tentando combater sua tortura sublime tortura.
       -- No goze, -- ele murmura em alerta contra mim, sua respirao suave na minha
carne, quente e mida, enquanto ele afasta meus dedos. -- Eu vou bater em voc se gozar.
       Eu gemo.
       -- Controle, Ana.  tudo sobre controle. -- Sua lngua renova sua incurso ertica.
       Oh, ele sabe o que est fazendo. Eu sou incapaz de resistir ou parar minha reao
servil, e eu tento, realmente tento, mas meu corpo detona sob seus cuidados impiedosos, e
sua lngua no para at que ele extrai todo prazer de mim.
       -- Oh, Ana, -- ele repreende. -- Voc gozou. -- Sua voz  suave com sua
reprimenda triunfante. Ele me vira de frente, e eu fico trmula, mal conseguindo me
apoiar nos meus braos. Ele bate forte no meu traseiro.
       -- Ah! -- Eu grito.
       --Controle, -- ele adverte, e agarrando meus quadris ele empurra-se em mim. Eu
choro de novo, minha carne ainda trmula dos tremores de meu orgasmo. Ele acalma,
enquanto dentro de mim e, inclinando-se solta a primeira e depois a segunda algema. Ele
envolve o brao em volta de mim e me puxa para o seu colo, o seu rosto nas minhas costas,
e sua mo embaixo do meu queixo. Eu me deleito na sensao de plenitude.
       -- Mova-se, -- ele ordena.
       Eu gemo e comeo a me mover pra cima e para baixo em seu colo.
       -- Mais rpido, -- ele sussurra.
       E eu me movo mais rpido e mais rpido. Ele geme e suas mos puxam minha
cabea para trs enquanto ele mordisca meu pescoo. Sua outra mo viaja a lazer atravs
do meu corpo, do meu quadril, at meu sexo, at o meu clitris... ainda sensvel da ateno
que recebeu anteriormente. Eu choramingo enquanto seus dedos o acariciam de novo,
provocando-me mais uma vez.
       -- Sim, Ana, -- ele fala suavemente em meu ouvido. --Voc  minha. S voc.


325
       -- Sim, -- eu respiro e meu corpo comea a se contrair novamente, fechando-se em
torno dele, embalando-se de uma forma mais ntima.
       -- Goze para mim, -- ele exige.
       E eu deixo ir, meu corpo seguindo obedientemente seu comando. Ele me segura
enquanto eu atinjo meu clmax e eu grito o seu nome.
       -- Oh, Ana, eu te amo, -- ele geme e enfia mais uma vez em mim, encontrando sua
prpria liberao.


       Ele beija meu ombro e tira meu cabelo do rosto. -- Isso est na lista Sra. Grey? --
Ele murmura. Estou deitada, quase inconsciente, deitada de barriga na nossa cama.
Christian gentilmente da um tapa em meu traseiro. Ele est apoiado em seu cotevelo ao
meu lado.
       -- Hmm.
       -- Isso  um sim?
       -- Hmm. -- Eu sorrio.
       Ele sorri e me beija outra vez, e relutantemente eu fico de lado para encar-lo.
       -- Bem, -- ele pede.
       -- Sim. Isto faz parte da lista. Mas  uma longa lista.
       Seu rosto quase se divide em dois, e ele se inclina pra frente para me beijar
suavemente. -- timo. Vamos jantar? -- Seus olhos brilham com amor e humor.
       Concordo. Estou morrendo de fome. Eu chego mais perto dele para gentilmente
puxar os pelos de seu peito. -- Eu quero que voc me diga um coisa, -- eu sussurro.
       -- O qu?
       -- No fique bravo.
       -- O que , Ana?
       -- Voc se importa.
       Seus olhos se arregalam, e todos os traos de seu bom humor desaparecem.
       -- Eu quero que voc admita que se importa. Porque o Christian que eu conheo e
amo se importaria.
       Ele estremece, no tirando seus olhos dos meus, e eu sou testemunha de sua luta
interna, como se ele estivesse prestes a fazer o julgamento de Salomo. Ele abre a boca




326
para dizer alguma coisa, ento a fecha novamente, alguma emoo passageira atravessa
seu rosto... dor, talvez.
       Diga, eu penso.
       -- Sim. Sim, eu me importo. Feliz? -- Sua voz  apenas um sussurro.
       Oh, que bom.  um alvio. --Sim. Muito.
       Ele franze a testa. -- Eu no posso acreditar que eu estou falando com voc agora,
na nossa cama, sobre...
       Eu coloco meu dedo sobre os seus lbios. -- Ns no estamos. Vamos comer. Eu
estou com fome.
       Ele suspira e balana a cabea. -- Voc me engana e confunde, Sra. Grey.
       -- timo. -- Eu me inclino para beij-lo.


De: Anastasia Grey
Assunto: A Lista
Data: 09 de Setembro de 2011 09:33
Para: Christian Grey

Isto superou as expectativas.
:D
Ax

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Christian Grey
Assunto: Me conte algo novo
Data: 09 de Setembro de 2011 09:42
Para: Anastasia Grey

Voc me diz isso faz trs dias.
Atualize sua mente. E... ns poderemos tentar mais algumas coisas.
;)

Christian Grey
CEO, Adorando este jogo, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Eu sorrio na minha tela. As ltimas noites tm sido... de muito entretetimento.
Estamos relaxados de novo, a breve interrupo de Leila esquecida. No tive coragem de




327
perguntar se algum de seus quadros esto pendurados nas paredes e, francamente, eu
realmente no me importo. Meu BlackBerry vibra e atendo, esperando que seja Christian.
       -- Ana?
       -- Sim?
       -- Ana, querida.  Jos Snior
       -- Sr. Rodriguez! Oi! -- Meu cabelo pinica. O que o pai de Jos quer comigo?
       -- Querida, eu sinto muito ligar para voc no trabalho.  Ray. -- Sua voz vacila.
       -- O que  isso? O que aconteceu? -- Meu corao salta na minha garganta.
       -- Ray sofreu um acidente.
       Oh, no. Papai. Eu paro de respirar.
       --Ele est no hospital.  melhor chegar aqui rpido.




                                        Captulo 17
       -- Sr. Rodriguez, o que aconteceu? -- Minha voz  rouca e grossa com lgrimas
no derramadas. Ray. Doce Ray. Meu pai.
       -- Ele esteve em um acidente de carro.
       -- Ok, eu vou... Eu vou agora. -- Adrenalina inundou minha corrente sangunea,
deixando seu rastro de pnico. Estou encontrando dificuldades para respirar.
       -- Eles o transferiram para Portland.
       Portland? O que diabos ele est fazendo em Portland?
       -- Eles o removeram de avio, Ana. Estou indo para l agora. OHSU. Oh, Ana, eu
no vi o carro. Eu s no o vi... -- Sua voz falha.
       Sr. Rodriguez, no!
       -- Eu vou te ver l. -- Sr. Rodriguez engasga e a linha cai.
       Um pavor escuro se apodera de mim pelo pescoo, me oprimindo. Ray. No. No.
Eu respiro fundo me firmando, pego o telefone e ligo para Roach. Ele responde no
segundo toque.
       -- Ana?
       -- Jerry.  o meu pai.
       -- Ana, o que aconteceu?




328
      Eu explico, mal parando para respirar.
      -- V. Claro, voc deve ir. Espero que seu pai esteja bem.
      -- Obrigado. Eu vou mant-lo informado. -- Inadvertidamente eu bato o telefone,
mas agora no poderia me importar menos.
      -- Hannah! -- Eu chamo, ciente da ansiedade em minha voz. Momentos depois ela
enfia a cabea na porta para me encontrar pegando minha bolsa e colocando alguns papis
em minha pasta.
      -- Sim, Ana? -- Ela franze a testa.
      -- Meu pai sofreu um acidente. Eu tenho que ir.
      -- Oh, querida...
      -- Cancele todos os meus compromissos de hoje. E segunda-feira. Voc vai ter que
terminar de preparar o e-book de apresentao, as notas esto no arquivo compartilhado.
Obtenha ajuda de Courtney se voc precisar.
      -- Sim, -- Hannah sussurra. -- Espero que ele esteja bem. No se preocupe com
nada aqui. Ns vamos nos virar de alguma maneira.
      -- Eu tenho o meu BlackBerry.
      A preocupao gravada em seu rosto plido,  quase minha runa.
      Papai.
      Eu pego minha jaqueta, bolsa e pasta. -- Ligo pra voc se precisar de alguma coisa.
      -- Faa, por favor. Boa sorte, Ana. Espero que ele esteja bem.
      Dou-lhe um pequeno sorriso apertado, lutando para manter a compostura, e saio
do meu escritrio. Tento no correr todo o caminho at a recepo. Sawyer pula de p
quando eu chego.
      -- Sra. Grey? -- Ele pergunta, confuso com a minha aparncia sbita.
      -- Ns estamos indo para Portland, agora.
      -- Tudo bem, senhora, -- ele diz, franzindo a testa, mas abre a porta.
      Me mover  bom.
      -- Sra. Grey, -- Sawyer pergunta enquanto corremos em direo ao carro. -- Posso
perguntar por qu ns estamos fazendo essa viagem no programada?
      --  o meu pai. Ele sofreu um acidente.
      -- Entendo. O Sr. Grey sabe?
      -- Vou avisa-lo do carro.


329
       Sawyer concorda e abre a porta traseira do Audi SUV, e eu entro. Com os dedos
trmulos, eu alcano meu BlackBerry, e digito o nmero do celular de Christian.
       -- Sra. Grey. -- A voz de Andra  ntida e profissional.
       -- Christian est? -- Eu respiro.
       -- Hmm... ele est em algum lugar do prdio, senhora. Ele deixou seu BlackBerry
carregando comigo.
       Eu gemo silenciosamente com a frustrao.
       -- Pode dizer a ele que liguei e preciso falar com ele?  urgente.
       -- Eu poderia tentar localiz-lo. Ele tem o hbito de perambular s vezes.
       -- Basta dizer para ele me ligar, por favor -- imploro, lutando contra as lgrimas.
       -- Certamente, Sra. Grey. -- Ela hesita. -- Est tudo bem?
       -- No, -- sussurro, no confiando em minha voz. -- Por favor, apenas faa com
que ele me ligue.
       -- Sim, senhora.
       Eu desligo. No consigo conter a minha angstia por mais tempo. Puxando meus
joelhos at meu peito, eu me enrolo no banco de trs, e as lgrimas caem, indesejveis,
pelo meu rosto.
       -- Onde em Portland, Sra. Grey? -- Sawyer pede gentilmente.
       -- OHSU, -- eu sufoco. -- O hospital grande.
       Sawyer segue pela rua e vai para a I-5, enquanto estou na parte de trs do carro,
murmurando oraes sem palavras. Por favor, deixe-o ficar bem. Por favor, deixe-o ficar bem.
       Meu telefone toca, "Your Love Is King" assustando-me do meu mantra.
       -- Christian, -- eu suspiro.
       -- Cristo, Ana. O que h de errado?
       --  Ray, ele sofreu um acidente.
       -- Merda!
       -- Sim. Eu estou no caminho para Portland.
       -- Portland? Por favor me diga que Sawyer est com voc.
       -- Sim, ele est dirigindo.
       -- Onde est Ray?
       -- No OHSU.




330
       Eu ouo uma voz abafada ao fundo. -- Sim, Ros, -- Christian fala com raiva. -- Eu
sei! Desculpe, baby, eu posso estar l em aproximadamente trs horas. Tenho negcios que
preciso terminar aqui. Eu vou voar baixo.
       Oh merda. Charlie Tango est de volta e na ltima vez que Christian voou ela...
       -- Eu tenho uma reunio com alguns caras de Taiwan. No posso deix-los na
mo.  um negcio que estamos elaborando h meses.
       Por que eu no sei nada sobre isso?
       -- Vou assim que puder.
       -- Tudo bem, -- sussurro. E quero dizer que est tudo bem, ficar em Seattle, e
finalizar o negcio, mas a verdade  que quero ele comigo.
       -- Oh, baby, -- ele sussurra.
       -- Eu vou ficar bem, Christian. Fique  vontade. No se apresse. Eu no quero me
preocupar com voc, tambm. Voe com segurana.
       -- Eu vou.
       -- Amo voc.
       -- Eu te amo, tambm, baby. Eu estarei com voc assim que puder. Mantenha
Lucas perto.
       -- Sim, eu vou.
       -- Eu te vejo mais tarde.
       -- Tchau. -- Depois de desligar, abrao meus joelhos mais uma vez. No sei nada
sobre os negcios de Christian. Que diabos ele est fazendo com os taiwaneses? Eu olho a
janela quando passamos o aeroporto Boeing Field-King County. Ele deve voar com
segurana. Tenho ns no meu estmago de novo e nuseas ameaam. Ray e Christian. Eu
no acho que meu corao poderia aguentar isso. Inclinando-me para trs, eu comeo meu
mantra de novo: Por favor, deixe-o ficar bem. Por favor, deixe-o ficar bem.


       -- Sra. Grey. -- Sawyer me desperta. -- Estamos no hospital. S tenho que
encontrar a emergncia.
       -- Eu sei onde . -- Minha mente voa de volta para minha ltima visita a OHSU
quando, em meu segundo dia, eu ca de uma escada na Clayton's, torcendo meu
tornozelo. Me lembro de Paulo Clayton pairando sobre mim e estremeo com a lembrana.
       Sawyer segue at o ponto de estacionamento e salta para abrir minha porta.


331
       -- Eu vou estacionar, senhora, e a encontro. Deixe sua pasta, eu levo.
       -- Obrigada, Luke.
       Ele acena, e eu ando rapidamente para a agitada rea da recepo da emergncia.
A recepcionista me d um sorriso educado, e dentro de alguns instantes, ela localiza Ray e
me encaminha para o centro cirurgico, no terceiro andar.
       Cento cirrgico? Foda-se! -- Obrigada, -- murmuro, me concentrando em suas
instrues at os elevadores. Meu estmago cambaleia e quase corro em direo a eles.
       Deixe-o ficar bem. Por favor, deixe-o ficar bem.
       O elevador  dolorosamente lento, parando em cada andar. Vamos... Vamos l! Eu
quero que ele se mova mais rpido, encaro as pessoas passeando para dentro e para fora e
me impedindo de chegar ao meu pai.
       Finalmente, as portas se abrem no terceiro andar, e corro para outra recepo, desta
vez com uma enfermeira em uniformes da Marinha.
       -- Posso ajudar? -- Pergunta uma enfermeira oficiosa com um olhar mope.
       -- Meu pai, Raymond Steele. Ele acaba de ser admitido. Ele est no centro cirrgico
4, eu acho. -- Mesmo que eu diga as palavras, eu estou disposta a no ser verdade.
       -- Deixe-me ver, Miss Steele.
       Concordo com a cabea, sem me preocupar em corrigi-la enquanto ela olha
atentamente para a tela do computador.
       -- Sim. Ele est l h algumas horas. Se voc quiser esperar, vou deix-los saber
que voc est aqui. A sala de espera est l. -- Ela aponta para uma grande porta branca,
prestativamente rotulada "Sala de Espera" com letras de um azul ousado.
       -- Ele est bem? -- Eu pergunto, tentando manter minha voz firme.
       -- Voc vai ter que esperar um dos mdicos assistentes para informar-lhe, senhora.
       -- Obrigada, -- murmuro, mas por dentro eu estou gritando, eu quero saber agora!
       Eu abro a porta da sala de espera, onde o Sr. Rodriguez e Jos esto sentados.
       -- Ana! -- Mr. Rodriguez suspira. Seu brao est em uma tipia, e seu rosto est
machucado em um lado. Ele est em uma cadeira de rodas com uma de suas pernas em
um gesso tambm. Eu cuidadosamente envolvo meus braos ao redor dele.
       -- Oh, Sr. Rodriguez, -- eu soluo.
       -- Ana, querida. -- Ele acaricia minhas costas com o brao ileso. -- Eu sinto muito,
-- ele murmura, a voz embargada e rouca.


332
       Oh no.
       -- No, papai, -- Jos diz suavemente em admoestao quando ele para atrs de
mim. Quando eu me viro, ele me puxa para seus braos e me abraa.
       -- Jos, -- murmuro. E eu estou perdida, em lgrimas caindo como toda a tenso,
medo e dor de cabea das ltimas trs horas.
       -- Ei, Ana, no chora. -- Jos gentilmente acaricia meu cabelo. Eu envolvo meus
braos em torno seu pescoo e suavemente continuo a chorar. Estamos assim por muito
tempo, e eu sou to grata que meu amigo est aqui. Nos separamos quando Sawyer se
junta a ns na sala de espera. Sr. Rodriguez me entrega um leno de papel de uma caixa
convenientemente colocada, e eu seco minhas lgrimas.
       -- Este  o Sr. Sawyer. Meu segurana, -- murmuro. Sawyer acena educadamente
para Jos e Sr. Rodriguez e, ento se move para sentar em um canto.
       -- Sente-se, Ana. -- Jos me indica uma das poltronas de vinil.
       -- O que aconteceu? No sabemos como ele est? O que eles esto fazendo?
       Jos ergue as mos para deter minha enxurrada de perguntas e se senta ao meu
lado. -- No temos nenhuma notcia. Ray, papai e eu estvamos em uma viagem de pesca
para Astoria. Fomos atingidos por algum bbado estpido...
       Sr. Rodriguez tenta interromper, gaguejando desculpas.
       -- Calma, papai! -- Jos diz. -- Eu no tenho nenhuma marca em mim, apenas um
par de costelas machucadas e uma batida na cabea. Papai... bem, papai quebrou o pulso e
o tornozelo. Mas o carro bateu no lado do passageiro e Ray...
       Oh no, no... Pnico se implanta no meu sistema nervoso novamente. No, no,
no. Meu corpo estremece em calafrios com o que eu imagino que est acontecendo com
Ray no centro cirrgico.
       -- Ele est em cirurgia. Ns fomos levados para o hospital comunitrio em Astoria,
mas o resgate areo transportou Ray para c. Ns no sabemos o que eles esto fazendo.
Estamos esperando por notcias.
       Eu comeo a tremer.
       -- Ei, Ana, com frio?
       Concordo com a cabea. Eu estou em minha camisa branca sem mangas e uma
jaqueta de vero preta, e no me aqueo. Cautelosamente, Jos tira sua jaqueta de couro e
a coloca em torno de meus ombros.


333
       -- Quer que eu pegue um ch, senhora? -- Sawyer est do meu lado. Eu aceno com
gratido, e ele desaparece da sala.
       -- Por que vocs foram pescar em Astoria? -- Eu pergunto.
       Jos encolhe os ombros. -- A pesca  supostamente boa l. Ns estvamos tendo
uma confraternizao de meninos. Estar algum tempo com o meu velho antes do incio da
faculdade para o meu ltimo ano. -- Os olhos escuros de Jos esto grandes e luminosos
com medo e arrependimento.
       -- Voc poderia ter se machucado tambm. E o Sr. Rodriguez... pior. -- Eu penso
no pior. Minha temperatura corporal cai ainda mais, e eu tremo mais uma vez. Jos pega
minha mo.
       -- O inferno, Ana, voc est congelando.
       Sr. Rodriguez se mexe  frente e leva a minha outra mo na sua.
       -- Ana, eu sinto muito.
       -- Sr. Rodriguez, por favor. Foi um acidente... -- Minha voz desaparece em um
sussurro.
       -- Me chame de Jos, -- ele me corrige. Eu dou-lhe um sorriso fraco, porque isso 
mais do que eu posso gerenciar. Eu tremo mais uma vez.
       -- A polcia levou o idiota em custdia. Sete da manh e o cara estava fora de seu
juzo, -- Jos sibila em desgosto.
       Sawyer volta, tendo um copo de papel de gua quente e um saquinho de ch
separado. Ele sabe como eu tomo o meu ch! Estou surpresa e feliz com a distrao. Sr.
Rodriguez e Jos liberam minhas mos e com gratido pego o copo de Sawyer.
       -- Algum de vocs quer alguma coisa? -- Sawyer pergunta a Sr. Rodriguez e Jos.
Ambos abanam a cabea, e Sawyer retoma sua cadeira no canto. Eu coloco rapidamente
meu saquinho de ch na gua e, levantando-me trmula, descarto o saco usado em uma
pequena lixeira.
       -- O que est levando tanto tempo? -- Murmuro para ningum em particular,
enquanto eu tomo um gole de ch.
       Papai... Por favor, deixe-o ficar bem. Por favor, deixe-o ficar bem.
       -- Vamos saber em breve, Ana, -- Jos diz delicadamente. Concordo com a cabea
e tomo outro gole. Eu tomo meu lugar novamente ao lado dele. Vamos esperar... e esperar.
Sr. Rodriguez mantm seus olhos fechados, orando eu acho, e Jos segurando minha mo


334
e apertando-a de vez em quando. Eu tomo um gole no meu ch lentamente. No 
Twinings, mas alguma marca barata desagradvel, com um gosto ruim.
        Eu me lembro da ltima vez que esperava por notcias. A ltima vez que eu pensei
que tudo estava perdido quando Charlie Tango desapareceu. Fechando meus olhos, eu
ofereo uma prece silenciosa para a viagem segura do meu marido. Eu olho para o meu
relgio: 2:15 h Ele deve estar aqui em breve. Meu ch est frio... Ugh!
        Eu me levanto e depois volto a sentar-me. Por que os mdicos no nos do
notcias? Eu pego a mo de Jos, e ele d outro aperto tranqilizador. Por favor, deixe-o ficar
bem. Por favor, deixe-o ficar bem.
        O tempo se arrasta to lentamente.
        De repente a porta se abre, e todos ns olhamos com expectativa, meu estmago se
contrai.  isso?
        Christian entra. Seu rosto escurece momentaneamente quando ele percebe a minha
mo na de Jos.
        -- Christian! -- Eu suspiro e me levanto, agradecendo a Deus ele chegou em
segurana. Ento eu sou envolta em seus braos, seu nariz no meu cabelo, e eu estou
inalando seu cheiro, seu calor, seu amor. Uma pequena parte de mim se sente mais calma,
mais forte e mais resistente, porque ele est aqui. Oh, a diferena que sua presena faz a
minha paz de esprito.
        -- Alguma novidade?
        Eu balano minha cabea, incapaz de falar.
        -- Jos. -- Ele acena uma saudao.
        -- Christian, este  o meu pai, Jos Snior.
        -- Sr. Rodriguez, nos conhecemos no casamento. Acho que voc estava no
acidente, tambm?
        Jos brevemente reconta a histria.
        -- Vocs dois esto bem o suficiente para ficar aqui? -- Christian pergunta.
        -- Ns no queremos estar em outro lugar, -- Sr. Rodriguez diz, sua voz calma e
com dor. Christian concorda. Tomando minha mo, ele se senta ento ao meu lado.
        -- Voc j comeu? -- Ele pergunta.
        Eu balano minha cabea.
        -- Voc est com fome?


335
       Eu balano minha cabea.
       -- Mas voc est com frio? -- Ele pergunta, olhando a jaqueta de Jos.
       Concordo com a cabea. Ele se mexe em sua cadeira, mas sabiamente no diz nada.
       A porta se abre outra vez, e um jovem mdico em um uniforme azul entra. Ele
parece esgotado e atormentado.
       Todo o sangue desaparece da minha cabea enquanto eu tropeo em meus ps.
       -- Ray Steele, -- eu sussurro com Christian ao meu lado, colocando o brao em
minha cintura.
       -- Voc  seu parente mais prximo? -- O mdico pergunta. Seus brilhantes olhos
azuis quase iguais ao seu uniforme, e sob quaisquer outras circunstncias, eu o teria
achado atraente.
       -- Eu sou sua filha, Ana.
       -- Miss Steele...
       -- Sra. Grey, -- Christian o interrompe.
       -- Minhas desculpas, -- o mdico gagueja, e por um momento eu quero chutar
Christian. -- Eu sou Dr. Crowe. Seu pai est estvel, mas em estado crtico.
       O que significa isso? Meus joelhos se dobram embaixo de mim, e s o brao de apoio
de Christian me impede de cair no cho.
       -- Ele sofreu graves leses internas, -- Dr. Crowe diz, -- principalmente o seu
diafragma, mas ns conseguimos repara-lo, e fomos capazes de salvar seu bao.
Infelizmente, ele sofreu uma parada cardaca durante a operao por causa da perda de
sangue. Ns conseguimos reaviv-lo, mas seu corao continua a ser uma preocupao.
No entanto, a nossa maior preocupao  que ele sofreu contuses graves na cabea, e os
resultados da ressonncia magntica mostrou que ele tem inchao em seu crebro. Ns o
induzimos ao coma para mant-lo quieto e imvel, enquanto monitoramos o inchao do
crebro.
       Dano cerebral? No.
       --  procedimento padro para estes casos. Por enquanto, s temos que esperar e
ver.
       -- E qual  o prognstico? -- Christian pergunta friamente.
       -- Sr. Grey,  difcil dizer no momento.  possvel que ele possa ter uma
recuperao completa, mas est nas mos de Deus agora.


336
          -- Quanto tempo voc vai mant-lo em coma?
          -- Isso depende de como o crebro responde. Geralmente de 72 a 96 horas.
          Oh, tanto tempo! -- Posso v-lo? -- Eu sussurro.
          -- Sim, voc deve poder v-lo em cerca de meia hora. Ele foi levado para UTI no
sexto andar.
          -- Obrigada, Doutor.
          Dr. Crowe balana a cabea, se vira e nos deixa.
          -- Bem, ele est vivo, -- eu sussurro para Christian. E as lgrimas comeam a rolar
pelo meu rosto mais uma vez.
          -- Sente-se, -- ordena Christian suavemente.
          -- Papai, eu acho que devemos ir. Voc precisa descansar. Ns no saberemos
nada por um tempo, -- Jos murmura ao Sr. Rodriguez que olha fixamente para o filho. --
Ns podemos voltar esta noite, depois de voc ter descansado. Tudo bem, no , Ana? --
Jos diz, implorando-me.
          --  claro.
          -- Voc vai ficar em Portland? -- Christian pergunta. Jos concorda.
          -- Voc precisa de uma carona para casa?
          Jos o encara. -- Eu ia pedir um txi.
          -- Luke pode lev-lo.
          Sawyer se apresenta, e Jos parece confuso.
          -- Luke Sawyer, -- murmuro em esclarecimento.
          -- Oh... Claro. Sim, ns apreciamos. Obrigado, Christian.
          De p, abrao Sr. Rodriguez e Jos em rpida sucesso.
          -- Mantenha-se forte, Ana, -- Jos sussurra no meu ouvido. -- Ele  um homem
forte e saudvel. As probabilidades esto a seu favor.
          -- Eu espero que sim. -- Eu o abrao forte. Em seguida, o libero e devolvo seu
casaco.
          -- Mantenha-o, voc ainda est com frio.
          -- No, eu estou bem. Obrigada. -- Olhando nervosamente para Christian, eu vejo
que ele nos observa, impassvel. Christian pega minha mo.
          -- Se houver alguma mudana, vou avisar voc imediatamente, -- digo enquanto
Jos empurra a cadeira de rodas do pai enquanto Sawyer segura a porta aberta.


337
       Sr. Rodriguez levanta a mo, e para na porta. -- Ele vai ficar em minhas oraes,
Ana. -- Sua voz oscila. -- Tem sido muito bom termos nos reencontrado depois de todos
esses anos. Ele se tornou um bom amigo.
       -- Eu sei.
       E com isso eles se vo. Christian e eu estamos sozinhos. Ele acaricia minha
bochecha. -- Voc est plida. Venha aqui. -- Ele se senta na cadeira e me puxa para seu
colo, enlaa-me em seus braos novamente, e eu vou de bom grado. Eu me aconchego
contra ele, sentindo-me oprimida pela desgraa do meu padrasto, mas agradecida que
meu marido est aqui para me confortar. Ele gentilmente acaricia meu cabelo e segura a
minha mo.
       -- Como foi Charlie Tango? -- Eu pergunto.
       Ele sorri. -- Oh, ela era "yar", -- ele diz, com orgulho e calma em sua voz. Isso me
faz sorrir pela primeira vez em vrias horas, e eu olho para ele, perplexa.
       -- Yar?
       --  uma fala de The Philadelphia Story. Filme favorito de Grace.
       -- Eu no conheo.
       -- Eu acho que tenho isso em Blu-Ray em casa. Podemos v-lo. -- Ele beija meu
cabelo e eu sorrio mais uma vez.
       -- Posso persuadi-la a comer alguma coisa? -- Ele pergunta.
       Meu sorriso desaparece. -- Agora no. Eu quero ver Ray primeiro.
       Ele d de ombros e no me fora.
       -- Como eram os caras de Taiwan?
       -- Receptivos, -- ele diz.
       -- Receptivos como?
       -- Eles me deixaram comprar um estaleiro por menos do que o preo que eu estava
disposto a pagar.
       Ele comprou um estaleiro? -- Isso  bom?
       -- Sim. Isso  bom.
       -- Mas eu pensei que voc tinha um estaleiro, por aqui.
       -- Eu tenho. Ns vamos usar isso para fazer o arranjo. Construir os cascos no
Extremo Oriente.  mais barato.
       Oh. -- E sobre a fora de trabalho no estaleiro aqui?


338
       -- Ns vamos mudar as operaes aqui. Devemos reduzir as redundncias ao
mnimo. -- Ele beija meu cabelo. -- Vamos verificar Ray?, -- Ele pergunta, sua voz suave.


       A UTI no sexto andar  estranha, uma ala estril e funcional com os sussurros de
vozes e mquinas. Quatro pacientes esto alojados na sua prpria rea. Ray est na
extremidade.
       Papai.
       Ele parece to pequeno em sua cama grande, cercada por toda essa tecnologia. 
um choque. Meu pai nunca foi to pequeno. H um tubo na sua boca, e vrias equipos de
infuso com agulhas em cada brao. Um grampo pequeno est ligado em seu dedo.
Pergunto-me vagamente o que isso . A perna est na parte superior do lenol, envolto em
um gesso azul. Um monitor exibe sua freqncia cardaca: bip, bip, bip. Ele est batendo
forte e constante. Isso eu sei. Eu me movo lentamente em direo a ele. Seu peito est
coberto por um grande curativo que desaparece sob o lenol fino que protege sua nudez.
       Papai.
       Eu percebo que o tubo puxando no canto direito de sua boca leva a um ventilador.
Seu rudo est sincronizado com o bip, bip, bip de seu monitor cardaco em uma batida
rtmica. Sugando, expelindo, sugando, expelindo, sugando, expelindo no tempo com os
sinais sonoros. Existem quatro linhas na tela do seu monitor cardaco, cada uma se
movendo de forma constante o tempo todo, demonstrando claramente que Ray ainda est
conosco.
       Oh, papai.
       Mesmo que sua boca esteja distorcida pelo tubo ventilador, ele parece pacfico,
deitado dormindo.
       Uma jovem enfermeira est parada do lado, verificando seus monitores.
       -- Posso toc-lo? -- Eu lhe pergunto, provisoriamente pegando sua mo.
       -- Sim. -- Ela sorri gentilmente. Seu crach diz Kellie RN, e ela deve estar em seus
vinte anos. Ela  loira de olhos escuros e sombrios.
       Christian fica na extremidade da cama, me observando atentamente como eu fecho
a mo de Ray.  surpreendentemente quente, e essa  a minha perdio. Eu afundo na
cadeira ao lado da cama, coloco minha cabea suavemente contra o brao de Ray, e
comeo a soluar.


339
       -- Oh, papai. Por favor, fique melhor, -- eu sussurro. -- Por favor.
       Christian pe a mo no meu ombro e me d um aperto tranqilizador.
       -- Todos os sinais vitais do Sr. Steele esto bons, -- Enfermeira Kellie diz
calmamente.
       -- Obrigado, -- Christian murmura. Eu olho a tempo de v-la corar. Ela finalmente
conseguiu dar uma boa olhada para o meu marido. Eu no me importo. Ela pode se
embasbacar com Christian o quanto quiser, desde que cuide bem de meu pai.
       -- Ele pode me ouvir? -- Eu pergunto.
       -- Ele est em um sono profundo. Mas quem sabe?
       -- Posso ficar por um tempo?
       -- Com certeza. -- Ela sorri para mim, o rosto com um blush rosa. Incongruente,
eu me pego pensando se loiro  sua verdadeira cor.
       Christian olha para mim, ignorando-a. -- Eu preciso fazer uma ligao. Vou estar
ali fora. Eu vou dar-lhe algum tempo a ss com o seu pai. -- Eu aceno. Ele beija meu
cabelo e sai da sala. Eu seguro a mo de Ray, maravilhando-me com a ironia que  apenas
agora, quando ele est inconsciente e no pode ouvir-me que eu realmente quero dizer-lhe
o quanto eu o amo. Este homem tem sido a minha referncia constante. Minha rocha. E eu
nunca pensei sobre isso at agora. Eu no sou carne de sua carne, mas ele  meu pai, e eu o
amo muito. Minhas lgrimas trilham pelo meu rosto. Por favor, por favor, fique melhor.
       Muito calmamente, de modo a no incomodar ningum, digo-lhe sobre o nosso fim
de semana em Aspen e sobre de fim de semana passado, quando estvamos subindo a
vela  bordo do The Grace. Eu digo a ele sobre a nossa nova casa, os nossos planos, sobre
como esperamos faz-la ecologicamente sustentvel. Eu prometo lev-lo conosco para
Aspen para que ele possa ir pescar com Christian e asseguro a ele que o Sr. Rodriguez e
Jos sero bem-vindos tambm. Por favor, fique aqui para fazer isso, papai. Por favor.
       Ray permanece imvel, o ventilador de suco e expulso e montono, mas
reconfortante, bip, bip, bip de seu corao controlado sua nica resposta.
       Quando eu olho para cima, Christian est sentado calmamente no final da cama.
Eu no sei h quanto tempo ele esteve l.
       -- Oi, -- ele diz, com os olhos brilhando de compaixo e preocupao.
       -- Oi.
       -- Ento, eu vou pescar com seu pai, o Sr. Rodriguez, e Jos? -- Ele pergunta.


340
       Concordo com a cabea.
       -- Tudo bem. Vamos comer. Deixe-o dormir.
       Eu franzo a testa. Eu no quero deix-lo.
       -- Ana, ele est em coma. Eu dei os nossos nmeros de celulares para as
enfermeiras aqui. Se houver qualquer mudana, eles vo nos chamar. Vamos comer, em
um hotel, descansar, em seguida, voltar esta noite.


       A sute no Heathman est como eu me lembro. Quantas vezes eu pensei sobre a
primeira noite e manh que passei aqui com Christian Grey? Eu estou na entrada para a
sute, paralisada. Caramba, tudo comeou aqui.
       -- Casa longe de casa, -- diz Christian, sua voz suave, colocando a minha pasta ao
lado de um dos sofs macios.
       -- Voc quer uma ducha? A banheira? O que voc precisa Ana? -- Christian olha
para mim, e eu sei que ele est sem rumo, meu garoto perdido a lidar com eventos fora de
seu controle. Ele ficou silencioso e contemplativo toda a tarde. Esta  uma situao que ele
no pode controlar ou prever. Esta  a vida real em estado bruto, e ele manteve-se firme
por tanto tempo, agora ele est exposto e indefeso. Meu doce, abrigado Cinqenta Tons.
       -- Banheira. Eu gostaria da banheira. -- Eu murmuro, consciente de que mant-lo
ocupado far ele se sentir melhor, til mesmo. Oh, Christian, estou cansada e eu estou com frio
e eu estou com medo, mas estou to feliz que voc est aqui comigo.
       -- Banheira. Bom. Sim. -- Ele caminha rapidamente pelo quarto e sai da vista indo
para o palaciano banheiro. Alguns momentos depois, o barulho de gua jorrando para
encher a banheira faz ecos no quarto.
       Finalmente, eu desperto de meu topor e o sigo para o quarto. Estou desanimada
mas me assusto ao ver vrias sacolas de compra da Nordstrom na cama. Christian entra,
mangas arregaadas, gravata e jaqueta descartadas.
       -- Eu pedi a Taylor para trazer algumas coisas. Roupas para noite. Voc sabe, --
ele diz, olhando-me cautelosamente.
        claro que ele fez. Eu aceno a minha aprovao para faz-lo se sentir melhor. Onde
est Taylor?
       -- Oh, Ana, -- Christian murmura. -- Eu nunca te vi assim. Voc  normalmente
to valente e forte.


341
          Eu no sei o que dizer. Eu apenas olho com os olhos arregalados para ele. No
tenho nada para falar agora. Eu acho que estou em estado de choque. Eu envolvo meus
braos em volta de mim, tentando evitar o frio penetrante da baa, embora eu sei que 
uma tarefa infrutfera pois este frio vem de dentro de mim. Christian puxa-me em seus
braos.
          -- Baby, ele est vivo. Seus sinais vitais so bons. Ns apenas temos que ser
pacientes, -- ele murmura. -- Vem. -- Ele pega minha mo e me leva para o banheiro.
Gentilmente, ele desliza meu casaco dos meus ombros e coloca-o na cadeira do banheiro,
em seguida, me vira, desabotoa os botes da minha camisa.


          A gua  deliciosamente quente e perfumada, o cheiro de flor de ltus flui no ar
quente e abafado do banheiro. Eu deito entre as pernas de Christian, de costas para ele,
meus ps descansando em cima dos dele. Ns dois estamos quietos e introspectivos, e eu
estou finalmente me aquecendo. Intermitentemente Christian beija meu cabelo e eu
distraidamente, estouro as bolhas na espuma. Seu brao est em torno de meus ombros.
          -- Voc no entrou no banho com Leila, no ? Quando voc deu banho nela? --
Eu pergunto.
          Ele se enrijece e suspira, sua mo apertando meu ombro. -- Hmm... no. -- Ele
parece atnito.
          -- Eu pensei que no. Bom.
          Ele puxa suavemente o meu cabelo amarrado em um coque alto, inclina a cabea
de lado para que possa ver meu rosto. -- Por que voc pergunta?
          Eu dou de ombros. -- Curiosidade mrbida. Eu no sei... v-la esta semana.
          Seu rosto endurece. -- Eu vejo. Pior que mrbida. -- Seu tom  de reprovao.
          -- Por quanto tempo mais voc vai apoi-la?
          -- At que ela esteja de p. Eu no sei. -- Ele d de ombros. -- Por qu?
          -- Existem outras?
          -- Outras?
          -- Ex subs que voc apia.
          -- Houve, sim. Agora no mais.
          -- Oh?




342
       -- Ela estava estudando para ser mdica. Ela  qualificada e agora tem algum,
outra relao.
       -- Outro Dominante?
       -- Sim.
       -- Leila diz ter duas de suas pinturas, -- eu sussurro.
       -- Eu costumava ter. Eu realmente no me importo com elas. Elas tiveram mrito
tcnico, mas elas eram muito coloridas para mim. Eu acho que Elliot tem. Como sabemos,
ele no tem gosto.
       Eu rio, e ele envolve seu outro brao em volta de mim, derramando gua da
banheira.
       -- Assim  melhor, -- ele sussurra e beija minha testa.
       -- Ele vai se casar com a minha melhor amiga.
       -- Ento  melhor eu calar minha boca, -- ele diz.


       Eu me sinto mais relaxada depois de nosso banho. Envolta em um roupo macio
do hotel, eu olho para as vrias sacolas sobre a cama. Nossa, isso deve ser mais do que
roupa de dormir. Timidamente, eu abro uma. Um par de jeans e uma camiseta azul claro
com capuz, no meu tamanho. Puta merda... O que Taylor comprou vale um fim de semana
inteiro de roupas, e ele sabe o que eu gosto. Eu sorrio, lembrando-me que esta no  a
primeira vez que ele comprava roupas para mim enquanto eu estou hospedada no
Heathman.
       -- Alm de ter me assediado na Claytons, voc j entrou em uma loja de verdade e
comprou apenas coisas?
       -- Assediar voc?
       -- Sim. Me assediando.
       -- Voc estava nervosa, se bem me lembro. E aquele menino estava com tudo sobre
voc. Qual era o seu nome?
       -- Paul.
       -- Um de seus muitos admiradores.
       Reviro os olhos, e ele sorri aliviado, genuno e me beija.
       -- Minha garota, -- ele sussurra. -- Vista-se. Eu no quero que voc fique com frio
de novo.


343
       -- Pronto, -- murmuro. Christian est trabalhando no Mac no escritrio da sute.
Ele est vestido com cala jeans preta e um suter de tric cinza, e eu estou usando o jeans,
a jaqueta de capuz e uma camiseta branca.
       -- Voc parece to jovem, -- Christian diz suavemente, olhando para cima, com os
olhos brilhando. -- E pensar que voc vai ficar um ano mais velha amanh. -- Sua voz 
melanclica. Dou-lhe um sorriso triste.
       -- Eu no me sinto muito bem para comemorar. Podemos ir ver Ray agora?
       -- Claro. Eu gostaria que voc comesse alguma coisa. Voc mal tocou sua comida.
       -- Christian, por favor. Eu no estou com fome. Talvez depois que virmos Ray. Eu
quero desejar-lhe boa noite.


       Quando chegamos  UTI, encontramos Jos de sada. Ele est sozinho.
       -- Ana, Christian, oi.
       -- Onde est o seu pai?
       -- Ele estava muito cansado para voltar. Ele estava em um acidente de carro nesta
manh, -- Jos disse sorrindo com tristeza. -- E os analgsicos o nocautearam. Ele estava
fora do ar. Eu tive que brigar para entrar e ver Ray j que no sou parente mais prximo.
       -- E? -- Pergunto ansiosamente.
       -- Ele est bem, Ana. Na mesma... mas bem.
       Alvio me inunda. Nenhuma notcia  boa notcia.
       -- Vejo voc amanh, aniversariante?
       -- Claro. Ns vamos estar aqui.
       Jos olha para Christian rapidamente e ento me puxa para um breve abrao. --
Maana.
       -- Boa noite, Jos.
       -- Adeus, Jos, -- Christian diz. Jos acena a cabea e caminha pelo corredor. --
Ele ainda  louco por voc, -- Christian diz calmamente.
       -- No, ele no . E mesmo que ele fosse... -- Eu dou de ombros, porque agora eu
no me importo.
       Christian me d um sorriso apertado, e meu corao derrete.
       -- Bem feito, -- murmuro.
       Ele franze a testa.


344
        -- Por no estar espumando pela boca.
        Ele me olha bravo, ferido, mas divertido tambm. -- Eu nunca tinha espumado.
Vamos ver seu pai. Eu tenho uma surpresa para voc.
        -- Surpresa? -- Meus olhos se arregalaram em alarme.
        -- Vem. -- Christian pega a minha mo, e ns empurramos para abrir as portas
duplas da UTI.
        De p no final da cama de Ray est Grace, conversando seriamente com Crowe e
um segundo mdico, uma mulher que eu no tinha visto antes. Vendo-nos, Grace sorri.
        Oh, graas a Deus.
        -- Christian. -- Ela beija sua bochecha, ento se vira para mim e me toma em seu
morno abrao.
        -- Ana. Como voc est indo?
        -- Eu estou bem.  com meu pai que eu estou preocupada.
        -- Ele est em boas mos. Dra. Sluder  uma expert em sua rea. Ns trabalhamos
juntas em Yale.
        Oh...
        -- Sra. Grey, -- Dra. Sluder me cumprimenta muito formalmente. Ela tem cabelo
curto, um sorriso tmido e um suave sotaque do sul. -- Como mdica do seu pai, tenho o
prazer de dizer que tudo est no caminho certo. Seus sinais vitais esto estveis e fortes.
Ns temos toda a f que ele vai se recuperar completamente. O edema cerebral parou de
crescer e mostra sinais de que comea a diminuir. Isso  muito encorajador neste curto
espao de tempo.
        -- Isso  uma boa notcia, -- murmuro.
        Ela sorri calorosamente para mim. -- , Sra. Grey. Estamos cuidando muito bem
dele.
        --  bom ver voc de novo, Grace.
        Grace sorri. -- Da mesma forma, Lorraina.
        -- Dr. Crowe, vamos deixar essas pessoas queridas visitarem o Sr. Steele. -- Crowe
segue atrs da Dra. Sluder para a sada.
        Olho para Ray, e pela primeira vez desde o acidente, eu me sinto mais esperanosa.
Dra. Sluder e as palavras de Grace reacenderam minha esperana.




345
       Grace pega minha mo e aperta suavemente. -- Ana, querida, sente-se com ele.
Fale com ele.  tudo de bom. Vou estar com Christian na sala de espera.
       Concordo com a cabea. Christian sorri seu sorriso de tranquilidade, e ele e sua
me me deixam com meu amado pai dormindo pacificamente com a cano de ninar
suave de seu ventilador e monitor cardaco.


       Eu deslizo pela camiseta branca de Christian para ir para a cama.
       -- Voc parece mais leve, -- Christian diz cautelosamente e coloca o pijama.
       -- Sim. Eu acho que ter conversando com o Dra. Sluder e sua me fez uma grande
diferena. Voc pediu para Grace vir aqui?
       Christian desliza na cama e me puxa em seus braos, me virando de frente para ele.
       -- No. Ela queria vir e verificar seu pai.
       -- Como  que ela soube?
       -- Liguei para ela hoje de manh.
       Oh.
       -- Baby, voc est exausta. Voc deve dormir.
       -- Hmm, -- murmuro de acordo. Ele est certo. Eu estou to cansada. Tem sido um
dia desgastante. Eu giro minha cabea e olho para ele de relance. Ns no estamos indo fazer
amor? E eu estou aliviada. Na verdade, ele teve uma abordagem totalmente tranquila
comigo o dia todo. Eu me pergunto se eu deveria estar alarmada com o rumo dos
acontecimentos, mas desde que minha deusa interior saiu do prdio, levou minha libido
com ela, eu vou pensar sobre isso na parte da manh. Viro e me aconchego em Christian,
envolvendo minha perna por cima dele.
       -- Prometa-me uma coisa, -- ele diz baixinho.
       --Hmm? --  uma pergunta que eu tambm estou cansada de articular.
       -- Prometa-me que voc vai comer alguma coisa amanh. Eu posso tolerar voc
vestindo a jaqueta de outro homem sem espumar de raiva, mas, Ana... voc deve comer.
Por favor.
       -- Hmm, -- eu aquieso. Ele beija meu cabelo. -- Obrigado por estar aqui, -- eu
murmuro e sonolenta beijo seu peito.
       -- Onde mais eu estaria? Eu quero estar onde quer que voc esteja, Ana. Estar aqui
me faz pensar o quo longe ns viemos. E a primeira noite que eu dormi com voc. O que


346
era uma noite. Eu fiquei olhando para voc por horas. Voc era apenas... yar, -- ele
respira. Eu sorrio em seu peito.
        -- Durma, -- ele murmura, e  um comando. Eu fecho meus olhos e mergulho no
sono.




                                         Captulo 18
        Eu me mexo, abrindo meus olhos para uma manh brilhante de setembro. Quente e
confortvel em lenis limpos, levo um momento para me orientar e estou sentindo uma
estranha sensao de dj vu. Claro, eu estou no Heathman.
        -- Merda! Papai! -- Eu suspiro em voz alta, lembrando com uma onda angustiante
de apreenso que torce meu corao e ele comea a bater porque eu estou em Portland.
        --Ei. Christian est sentado na beira da cama. Acaricia meu rosto com o n dos
dedos, de imediato, me acalmo. -- Eu liguei para a UTI nesta manh. Ray teve uma boa
noite. Est tudo bem, -- ele diz em tom tranqilizador.
        --Oh, bom. Obrigado, -- murmuro, sentando-me.
        Ele se inclina e pressiona seus lbios na minha testa. -- Bom dia, Ana, -- ele
sussurra e beija minhas temporas.
        -- Oi, -- murmuro. Ele est lindo e vestido com uma camiseta preta e cala jeans.
        -- Oi, -- ele responde, seus olhos suaves e quentes. -- Eu quero desejar-lhe feliz
aniversrio. Tudo bem?
        Eu lhe ofereo um sorriso hesitante e acaricio seu rosto. -- Sim,  claro. Tenho que
agradecer voc. Por tudo.
        Sua testa franze. -- Tudo?
        -- Tudo.
        Ele olha momentaneamente confuso, mas  fugaz e seus olhos se arregalam com
antecipao. -- Aqui. -- Ele me entrega uma pequena caixa primorosamente embrulhada
para presente com um pequeno carto.
        Apesar da preocupao que sinto por meu pai, eu sinto a ansiedade de Christian e
sua emoo  contagiante. Eu leio o carto.


      Para todos os nossos primeiros em seu primeiro aniversrio como a minha amada esposa.


347
                                           Eu te amo.
                                              Cx.

         Oh meu, como voc  doce? -- Eu te amo, tambm, -- murmuro, sorrindo para ele.
         Ele sorri. -- Abra-o.
         Desembrulho o papel com cuidado para que ele no rasge, aparece uma bela caixa
de couro vermelho. Cartier.  familiar, graas ao meu presente de segunda-chance, os
brincos, e meu relgio. Cautelosamente, eu abro a caixa para descobrir uma pulseira
delicada de prata ou platina ou de ouro branco, eu no sei, mas  absolutamente
encantadora. Com varios pingentes ligados a ela: a Torre Eiffel, um txi preto de Londres,
um helicptero "Charlie Tango", um planador "o vo", um catamar "The Grace", uma
cama e um sorvete? Eu olho para ele, confusa.
         -- Baunilha? -- Ele d de ombros se desculpando, e eu no posso deixar de rir.
Claro.
         -- Christian, isso  lindo. Obrigado.  perfeito.
         Ele sorri.
         O meu favorito  o corao.  um medalho.
         -- Voc pode colocar uma foto ou qualquer outra coisa nele.
         -- Uma imagem sua. -- Eu olho para ele atravs de meus clios. -- Sempre no meu
corao.
         Ele sorri seu sorriso encantador, dolorosamente tmido.
         Eu acaricio os dois ltimos encantos: a letra C, oh sim, eu era a namorada, a
primeira a dizer seu primeiro nome. Eu sorrio com o pensamento. E, finalmente, h uma
chave.
         -- Para meu corao e alma, -- ele sussurra.
         Lgrimas salpicam meus olhos. Lano-me para ele, enrolando meus braos em
torno de seu pescoo e subo em seu colo. --  um presente to criativo. Eu amo isso.
Agradeo voc, -- eu murmuro contra seu ouvido. Oh, ele cheira to bem, limpo, um
cheiro de linho fresco, cheiro de corpo, de banho, e Christian. Em casa, a minha casa.
Minhas lgrimas ameaavam comear a cair.
         Ele geme baixinho e me envolve em seu abrao.
         -- Eu no sei o que eu faria sem voc. -- Minha voz custa a sair, como eu, ele est
tentando se segurar, se enchendo de uma enorme de emoo.


348
       Ele engole seco e me aperta sobre ele. -- Por favor, no chore.
       Eu o cheiro de um modo bastante grosseiro. -- Eu sinto muito. Eu estou to feliz,
triste e ansiosa ao mesmo tempo.  agridoce.
       --Ei. -- Sua voz  suave. Levo minha cabea para trs, ele planta um suave beijo
em meus lbios. -- Eu entendo.
       -- Eu sei, -- eu sussurro, e eu sou recompensada com seu sorriso tmido
novamente.
       -- Eu gostaria que fosse em circunstncias mais felizes e em casa. Mas ns estamos
aqui. -- Ele encolhe os ombros se desculpando mais uma vez. -- Venha, talvez depois do
almoo, vamos visitar Ray.


       Uma vez vestida no meu jeans novos e camiseta, meu apetite faz um retorno breve,
mas bem-vindo durante o caf da manh na sute. Eu sei que Christian tem prazer de me
ver comer minha granola com iogurte.
       -- Obrigado por encomendar meu caf da manh favorito.
       --  seu aniversrio, -- Christian diz suavemente. -- E voc tem que parar de me
agradecer. -- Ele revira os olhos, exasperado, mas com carinho, eu acho.
       -- Eu s quero que voc saiba que eu aprecio isso.
       -- Anastasia,  o que eu fao. -- Sua expresso  sria, claro, Christian est no
comando e no controle. Como eu poderia esquecer... Ser que eu quero que seja ele de
outra maneira?
       Eu sorrio. -- Sim, .
       Ele me d um olhar perplexo depois balana a cabea. -- Vamos?
       -- Eu s vou escovar os dentes.
       Ele sorri. -- Ok.
       Por que ele est sorrindo? Os pensamentos me importunam, as memrias
aparecem espontaneamente em minha mente. Eu usei sua escova de dentes depois que eu
passei a noite com ele. Eu sorrio e pego sua escova de dentes, em homenagem ao primeiro
encontro. Ele est olhando para mim, quando eu escovo meus dentes, eu estou plida,
muito plida. Mas eu estou sempre plida mesmo. A ltima vez que estive aqui eu era
solteira, e agora sou casada e tenho 22 anos! Eu estou ficando velha. Enxaguo minha boca.




349
       Segurando meu pulso, eu agito-o, e os encantos da minha pulseira fazem um
barulhinho de chocalho. Como meu doce Cinqenta sempre sabe exatamente a coisa certa
para me dar? Eu respiro fundo, tentando conter a emoo ainda  espreita em meu corpo,
e olho para baixo, para a pulseira mais uma vez. Aposto que custou uma fortuna. Ah...
bem. Ele pode pagar.
        medida que caminhamos para os elevadores, Christian pega a minha mo e beija
meus dedos, o polegar mexendo no Charlie Tango no meu bracelete. -- Voc gosta?
       -- Mais do que pensa. Eu amo isso. Muito. Gosto de voc.
       Ele sorri e beija meus dedos mais uma vez. Eu me sinto mais leve do que ontem.
Talvez porque  de manh e o mundo parece sempre um lugar mais esperanoso, do que
ele faz na calada da noite. Ou talvez seja doce o despertar do meu marido. Ou talvez 
saber que Ray no est mal.
       Quando entramos no elevador vazio, olho Christian nos olhos. Seus olhos piscam
rapidamente para mim, e ele sorri de novo.
       -- No, -- ele sussurra quando as portas se fecham.
       -- No o qu?
       -- Olhe para mim assim.
       -- Foda-se a papelada, -- murmuro, sorrindo.
       Ele ri, e  um som to despreocupado. Ele puxa-me em seus braos e inclina a
cabea para cima. -- Algum dia, eu vou alugar este elevador para uma tarde inteira.
       -- S a tarde? -- Eu arqueio minha testa.
       -- Sra. Grey, que gananciosa.
       -- Quando se trata de voc, eu sou.
       -- Estou muito feliz em ouvir isso. -- Ele me beija suavemente.
       E eu no sei se  porque estamos neste elevador ou porque ele no me tocou por
mais de 24 horas ou se ele  apenas meu marido intoxicante, mas o desejo desenrola e se
estende preguiosamente no fundo da minha barriga. Corro os dedos em seu cabelo e l
dou um caloroso beijo, empurrando-o contra a parede e trazendo meu corpo contra o seu.
       Ele geme em minha boca e segura minha cabea, segurando-me enquanto nos
beijamos, realmente beijando, nossas lnguas se explorando, oh j  to familiar, mas ainda
 to... oh-to-novo, oh to emocionante o territrio que  a boca do outro. Minha Deusa




350
interior desmaiou, trazendo a minha libido de volta de trs da cortina. Eu acaricio seu
rosto querido, querido em minhas mos.
       -- Ana, -- ele respira.
       -- Eu te amo, Christian Grey. No se esquea que, -- eu sussurro, olhando seus
negros e cinzentos olhos.
       O elevador chega sem problemas e num minuto as portas se abrem.
       -- Vamos ver seu pai antes de eu decidir alugar isso hoje. -- Ele me beija
rapidamente, pega a minha mo e me leva para o saguo.
       Enquanto caminhamos passando pela portaria, Christian d um sinal discreto com
gentileza a um homem de meia idade que est atrs do balco. Ele acena e pega o telefone.
Eu olho interrogativamente para Christian, e ele me d seu sorriso secreto. Eu fao uma
careta para ele, e por um momento ele parece nervoso.
       -- Onde est o Taylor? -- Eu pergunto.
       -- Ns vamos v-lo em breve.
       Claro, ele provavelmente vai buscar o carro. -- Sawyer?
       -- Levando recados.
       Que recados?
       Christian evita a porta giratria, e eu sei que  para ele no ter que liberar minha
mo. O pensamento me aquece. L fora est uma manh de fim de vero leve, mas o
cheiro da chuva que vem  como a brisa. Eu olho em volta, procurando o Audi SUV e
Taylor. Nenhum sinal. A mo de Christian aperta a minha, e eu olho para ele. Ele parece
ansioso.
       -- O que  isso?
       Ele d de ombros. O zumbido de um motor de carro se aproximando me distrai. 
gutural... familiar. Quando me viro para encontrar a fonte do rudo, ele para de repente.
Taylor est saindo de um carro esportivo e elegante branco estacionado em frente de ns.
       Oh merda!  um R8. Eu chicoteio minha cabea para trs, para Christian, que est
me observando cautelosamente. -- Voc pode me comprar um para o meu aniversrio... um
branco, eu acho.
       -- Feliz aniversrio, -- ele diz, e eu sei que ele est avaliando minha reao. Eu
embasbaco com ele, porque isso  tudo que posso fazer. Ele possui uma chave.




351
        -- Voc est completamente por cima, -- eu sussurro. Ele me comprou a porra de um
Audi R8! Puta merda. Assim como eu pedi! Meu rosto se divide em um enorme sorriso, e
minha deusa interior faz um backflip elevado. Eu salto para cima e para baixo no local, em
um momento de superexcitao desenfreada. Christian observa minha expresso, e eu
dano em seus braos. Ele se move em torno de mim.
        -- Voc tem mais dinheiro do que o senso! -- Eu grito. -- Eu amo isso! Obrigado.
-- Ele para e me roda de repente, me assustando, tenho que agarrar seus braos para no
cair.
        -- Qualquer coisa para voc, Sra. Grey. -- Ele sorri para mim. Oh meu. Isso que 
demonstrao pblica de afeto. Ele se curva e me beija. -- Venha. Vamos ver o seu pai.
        -- Sim. E eu vou dirigir?
        Ele sorri para mim. --  claro.  seu. -- Ele me liberta, e eu me apresso em direo
a porta do motorista.
        Taylor abre para mim, sorrindo amplamente. -- Feliz aniversrio, Sra. Grey.
        -- Obrigado, Taylor. -- Eu o assusto, dando-lhe um abrao rpido, que ele retorna
sem jeito. Ele ainda est corado quando eu entro no carro, e ele fecha a porta prontamente
uma vez que eu estou dentro.
        -- Dirija com segurana, Sra. Grey, -- ele diz rispidamente. Grito para ele, incapaz
de conter a minha emoo.
        -- Vou dirigir. -- Eu prometo, colocando a chave na ignio, Christian se senta do
meu lado.
        -- Acalme-se. No tem ningum nos perseguindo agora, -- ele adverte. Quando eu
viro a chave, o motor ecoa como troves para a vida. Eu verifico os espelhos retrovisores e
laterais e avisto um raro momento de trfego tranquilo, executo uma perfeita inverso de
marcha e o barulho na direo do OSHU.
        -- Uau! -- Christian exclama, assustado.
        -- O que?
        -- Eu no quero ver voc na UTI ao lado de seu pai. Devagar, -- ele rosna, no vou
discutir com o Sr. Carrancudo. Eu alivio o p do acelerador e sorrio para ele.
        -- Melhor?
        -- Muito, -- ele resmunga, tentando me olhar duro e falhando miseravelmente.




352
       O estado de Ray  o mesmo. V-lo assim, depois da viagem inebriante aqui. Eu
realmente deveria dirigir com mais cuidado. Voc no pode legislar para todos os
motoristas bbados neste mundo. Devo perguntar a Christian o que aconteceu com o
babaca que bateu em Ray. Estou certa de que ele sabe. Apesar dos tubos, o meu pai parece
confortvel, e eu acho que ele est com as bochechas coradas. Enquanto eu lhe conto sobre
a minha manh, Christian vagueia na sala de espera para fazer chamadas telefnicas.
       Enfermeira Kellie chega, verificando os sinais de Ray e fazendo anotaes em seu
grfico. -- Todos os seus sinais so bons, Sra. Grey. -- Ela sorri gentilmente para mim.
       -- Isso  muito encorajador.
       Um pouco mais tarde o Dr. Crowe aparece com dois auxiliares de enfermagem e
diz calorosamente, -- Sra. Grey, hora de levar seu pai at radiologia. Estamos dando a ele
uma tomografia computadorizada. Para ver como o seu crebro est funcionando.
       -- Vai levar muito tempo?
       -- At uma hora.
       -- Eu vou esperar. Eu gostaria de saber.
       -- Com certeza, Sra. Grey.
       Ando para a sala de espera vazia onde felizmente Christian est falando no
telefone, e andando de um lado para o outro. Enquanto ele fala, ele olha para fora da
janela com vista panormica para Portland. Ele se vira para mim quando eu fecho a porta,
e ele olha com raiva.
       -- Como muito acima do limite?... Eu vejo... Todas as acusaes, tudo. O pai de
Ana est na UTI, e voc quer deixar esse maldito... livre? Bom. Mantenha-me informado.
-- Ele desliga.
       -- O motorista do outro carro?
       Ele acena. -- Ou o que sobrou do carro do bbado, sudeste de Portland. -- Ele
zomba, e eu estou chocada com a sua terminologia e seu tom irrisrio. Ele caminha at
mim, e seu tom suaviza.
       -- Terminou com Ray? Voc quer ir?
       -- Hmm... no. -- Olho para ele, que ainda se recupera de sua demonstrao de
desprezo.
       -- O que h de errado?




353
       -- Nada. Ray est sendo levado para a radiologia para uma tomografia
computadorizada para verificar o inchao em seu crebro. Eu gostaria de esperar pelos
resultados.
       -- Tudo bem. Vamos esperar. -- Ele se senta e prende os braos. Como estamos
sozinhos, eu vou de boa vontade e me enrolo em seu colo.
       -- Isso no foi o que eu planejei para hoje, -- Christian murmura em meu cabelo.
       -- Eu tambm no, mas estou me sentindo mais positiva agora. Sua me  muito
carinhosa. Queria arrumar um jeito de vir na noite passada.
       Christian acaricia minhas costas e apia o queixo na minha cabea. -- Minha me 
uma mulher incrvel.
       -- Ela . Voc tem muita sorte de t-la.
       Christian concorda.
       -- Eu deveria ligar para minha me. Dizer a ela sobre Ray, -- murmuro e Christian
endurece. -- Estou surpresa que ela no me ligou at agora. -- Eu franzo a testa em um
momento de realizao. Na verdade, eu me sinto ofendida.  o meu aniversrio, depois de
tudo, e ela estava l quando eu nasci. Por que no liga?
       -- Talvez ela tenha ligado, -- Christian diz. Eu pego meu BlackBerry do meu bolso.
Ele no mostra chamadas no atendidas, mas muito poucas mensagens de feliz aniversrio
de Kate, Jos, Mia e Ethan. Nada de minha me. Eu balano minha cabea desanimada.
       -- Ligue para ela agora, -- ele diz em voz baixa. Eu fao, mas no h resposta,
apenas a voz da secretaria eletronica. Eu no deixo nenhuma mensagem. Como pode
minha prpria me esquecer o meu aniversrio?
       -- Ela no est. Eu ligo mais tarde, quando eu souber os resultados do exame.
       Christian aperta os braos em volta de mim, acariciando meu cabelo mais uma vez,
e sabiamente no faz nenhum comentrio sobre a falta de minha me, da preocupao
materna. Eu escuto o zumbido de seu BlackBerry. Ele no me deixa ficar de p, mas o
pesca desajeitadamente do bolso.
       -- Andrea, -- ele diz, eficiente novamente. Eu fao um outro movimento para sair
e ele me para, franzindo a testa e me segurando na cintura. Eu me encosto em seu peito e
ouo a conversa unilateral.
       -- timo... ETA  o tempo?... E o outro, um... pacote? -- Christian olha para o
relgio. -- Ser que o Heathman tem todos os detalhes?... Bom... Sim. Ele pode reservar at


354
a manh de segunda-feira, mas o e-mail  apenas no caso de precisar que eu assine, assim
eu imprimo, assino e digitalizo de volta para voc... Eles podem esperar. V para casa,
Andrea... No, estamos bem, obrigado. -- Ele desliga.
       -- Tudo bem?
       -- Sim.
       --  sobre o seu negocio em Taiwan?
       -- Sim. -- Ele se mexe debaixo de mim.
       -- Eu estou muito pesada?
       Ele bufa. -- No, baby.
       -- Voc est preocupado com o negocio em Taiwan?
       -- No.
       -- Eu pensei que era importante.
       -- . O estaleiro aqui depende disso. H muitos empregos em jogo.
       Oh!
       -- Ns s temos que vend-lo para os sindicatos. Esse  o trabalho de Sam e Ros.
Mas o caminho da economia est indo lento, nenhum de ns tem muita opo.
       Eu bocejo.
       -- Estou aborrecendo voc, Sra. Grey? -- Ele fua meu cabelo de novo, divertido.
       -- No! Nunca... Estou muito confortvel no seu colo. Eu gosto de ouvir voc falar
de seus negcios.
       -- Voc gosta? -- Ele soa surpreso.
       --  claro. -- Eu me inclino para trs e olho diretamente para ele. -- Gosto de ouvir
qualquer tipo de informao que voc se dignou a compartilhar comigo. -- Eu sorrio, e ele
me considera com diverso e balana a cabea.
       -- Sempre faminta por mais informaes, Sra. Grey.
       -- Me diga. -- Pergunto, enquanto eu me aninho em seu peito novamente.
       -- Dizer o qu?
       -- Por que voc faz isso.
       -- Fao o qu?
       -- O trabalho da maneira que voc faz.
       -- Um cara tem que ganhar a vida. -- Ele est se divertindo.




355
       -- Christian, voc ganha mais do que a vida. -- Minha voz  cheia de ironia. Ele
franze a testa e fica quieto por um momento. Eu acho que ele no vai divulgar quaisquer
segredos, mas ele me surpreende.
       -- Eu no quero ser pobre, -- ele diz, com a voz baixa. -- Eu j fui. E no vou
voltar a ser novamente. Alm disso...  um jogo, -- ele murmura. -- Trata-se de ganhar.
Um jogo que eu sempre achei muito fcil.
       -- Ao contrrio da vida, -- murmuro para mim mesmo. Ento eu percebo que eu
disse as palavras em voz alta.
       -- Sim, eu suponho. -- Ele franze a testa. -- Embora seja mais fcil com voc.
       Mais fcil comigo? Eu o abrao firmemente. -- No somos jogadores. Voc  muito
genroso.
       Ele d de ombros, e eu sei que ele est ficando desconfortvel. -- Em algumas
coisas, talvez, -- ele diz calmamente.
       -- Eu amo sua generosidade Christian, -- murmuro.
       -- S ela?
       --Oh, eu adoro o Christian megalomanaco, tambm, e do Christian com sua
pervero por controle, do Christian sexy-casual, do Christian pevertido, do Christian
romntico, do Christian tmido... a lista  interminvel.
       -- So muitos Christians ento.
       --Eu diria que pelo menos Cinqenta.
       Ele ri. -- Cinqenta Tons, -- ele murmura no meu cabelo.
       -- Meu Cinqenta Tons.
       Ele muda, inclinando a cabea para trs, e me beija. -- Bem, Sra. Sombras, vamos
ver como seu pai est indo.
       -- Ok.


       -- Podemos dar um passeio?
       Christian e eu estamos de volta no R8, e estou me sentindo vertiginosamente
flutuante. O crebro de Ray est de volta ao normal, todo o inchao desapareceu. Dra.
Sluder decidiu acord-lo de seu coma amanh. Ela diz que est satisfeita com o seu
progresso.




356
       -- Claro. -- Christian sorri para mim. --  seu aniversrio, podemos fazer
qualquer coisa que voc quiser.
       Oh! Seu tom de voz me faz virar e olhar para ele. Seus olhos esto escuros.
       -- Qualquer coisa?
       -- Qualquer coisa.
       Quanta promessa ele pode carregar em uma s palavra? -- Bem, eu quero dirigir.
       -- Ento dirija, amor. -- Ele sorri, e eu sorrio de volta.
       Meu carro comporta-se como um sonho, e quando ns entramos na I-5, eu
sutilmente coloco meu p no acelerador, forando ambos de encontro ao banco.
       -- Calma, baby, -- Christian avisa.


       Dirigindo de volta para Portland, uma idia me ocorre.
       -- Voc j planejou o almoo? -- Pergunto timidamente para Christian.
       -- No. Voc est com fome? -- Ele soa promissor.
       -- Sim.
       -- Onde voc quer ir?  o seu dia, Ana.
       -- Eu sei exatamente o lugar.
       Eu aponto para cima perto da galeria onde Jos exps seu trabalho e para o parque
do lado de fora. O restaurante Le Picotin onde fomos depois da exposio de Jos.
       Christian Sorri. -- Por um minuto pensei que voc ia me levar para aquele bar
terrvel em que voc estava bbada me ligando.
       -- Por que eu faria isso?
       -- Para verificar se as azalias ainda esto vivas. -- Ele arqueia a sobrancelha de
maneira ironica.
       Eu coro. -- No me lembre! Alm disso... voc ainda me levou para seu quarto de
hotel. Eu sorrio.
       -- Melhor deciso que j tomei, -- ele diz, com os olhos suaves e quentes.
       -- Sim. Foi mesmo. -- Eu me inclino e beijo-o.
       -- Voc acha que o filho da puta arrogante ainda est esperando voc? -- Christian
pergunta.
       -- Arrogante? Eu pensei que ele estava bem.
       -- Ele estava tentando impressiona-la.


357
       -- Bem, ele conseguiu.
       Christian torce boca em desgosto divertido.
       -- Vamos ver? -- Eu ofereo.
       -- Depois de voc, Sra. Grey.


       Aps o almoo e um desvio rpido para o Heathman para pegar o laptop de
Christian, ns voltamos ao hospital. Passei a tarde com Ray, li um manuscrito que recebi
em voz alta. O acompanhamento  apenas o som das mquinas que o mantm vivo,
mantendo-o comigo. Agora que eu sei que ele est fazendo progresso, eu posso respirar
um pouco mais aliviada e relaxar. Eu estou esperanosa. Ele s precisa de tempo para ficar
bem. Eu tenho tempo, posso dar isso a ele. Pergunto-me de braos cruzados se eu deveria
tentar ligar para minha me de novo, mas decido faz-lo mais tarde. Eu seguro a mo de
Ray livremente enquanto leio para ele, apertando-a ocasionalmente, querendo que ele
fique bem. Seus dedos macios e quentes sob meu toque. Ele ainda tem a marca no dedo,
onde ele usava sua aliana de casamento, mesmo depois de todo esse tempo.


       Uma ou duas horas depois, eu no sei quanto tempo, eu olho para cima e vejo
Christian de p com o laptop na mo no final da cama de Ray com a enfermeira Kellie.
       --  hora de ir, Ana.
       Oh. Eu fecho a mo de Ray firmemente. Eu no quero deix-lo.
       -- Eu quero te alimentar. Vem.  tarde. -- Christian soa insistente.
       -- Agora vou dar um banho de esponja no Sr. Steele, -- enfermeira Kellie diz.
       -- Tudo bem. -- Eu concordo. -- Estaremos de volta amanh de manh.
       Eu beijo o rosto de Ray, sentindo sua barba arranhar meus lbios. Eu sinto cocegas.
Prometa ficar melhor, papai. Eu te amo.
       -- Eu pensei em jantar l em baixo ao invs de jantar na suite, -- Christian diz, um
brilho atravessa em seus olhos quando ele abre a porta de nossa sute.
       -- Srio? Terminar o que comeou h alguns meses atrs?
       Ele sorri. -- Voc tem muita sorte, Sra. Grey.
       Eu rio. -- Christian, eu no tenho nada vistoso para vestir.
       Ele sorri, estende a mo e me leva para o quarto. Ele abre o armrio para revelar
um saco branco grande pendurado com um vestido dentro.


358
       -- Taylor? -- Eu pergunto.
       -- Christian, -- ele responde, forte e magoado de uma s vez. Seu tom de voz me
faz rir. Desamarro o saco, e encontro um vestido de cetim azul marinho.  lindo de morrer
equipado com tiras finas. Parece pequeno.
       --  adorvel. Obrigado. Espero que ele me sirva.
       -- Vai. -- Ele diz, confiante. -- E aqui, -- ele pega uma caixa de sapatos -- sapatos
para combinar. -- Ele me d um sorriso de lobo.
       -- Voc pensa em tudo. Obrigada. -- Eu estico e beijo-o.
       -- Eu penso. -- Ele me entrega ainda um outro saco.
       Eu olho para ele, intrigada. Dentro est uma roupa preta sem alas, com um
bordado de renda. Ele acaricia o meu rosto, inclina meu queixo e me beija.
       -- Estou ansioso para tirar esta roupa de voc mais tarde.
       Acabo meu banho, estou lavada, depilada e me sinto mimada, eu sento na borda da
cama e comeo a secar o cabelo. Christian anda pelo quarto. Eu acho que ele est
trabalhando.
       -- Aqui, deixe-me fazer isso, -- ele diz, apontando para a cadeira em frente 
penteadeira.
       -- Secar meu cabelo?
       Ele acena. Eu pisco para ele.
       -- Venha, -- ele diz, olhando-me fixamente. Eu conheo essa expresso, e eu sei
que  melhor obedecer. Devagar e metodicamente ele seca o meu cabelo, sinto um aperto,
lembrando que ele obviamente fez isso antes... frequentemente.
       -- Voc faz isso muito bem, -- murmuro. Seu sorriso  refletido no espelho, mas
ele no diz nada e continua a escovar meu cabelo. Hmm...  muito relaxante.


       Quando entramos no elevador a caminho do jantar, ns no estamos sozinhos.
Christian parece delicioso em sua camisa branca de linho, jeans preto e jaqueta. Sem
gravata. As duas mulheres dentro do elevador, lanam olhares de admirao para ele e
olhares menos generosos em mim. Eu escondo meu sorriso. Sim, senhoras, ele  meu.
Christian pega a minha mo e me puxa, me abraando, viajamos em silncio at o
mezanino.




359
       O lugar est agitado, cheio de pessoas vestidas para a noite, sentados conversando
e bebendo, comeando sua noite de sbado. Eu estou agradecida por eu caber dentro do
vestido, ele me serviu bem, deslizando sobre minhas curvas e segurando tudo no lugar. Eu
tenho que dizer, eu me sinto... atraente no vestido. Eu sei que Christian aprova.
       No primeiro instante, eu acho que ns estamos indo para a sala de jantar privada,
onde primeiro discutimos o contrato, mas ele me leva passando pelo final da porta, onde
ele abre a porta para outra sala com painis de madeira.
       -- Surpresa!
       Oh, meu. Kate e Elliot, Mia e Ethan, Carrick e Grace, Sr. Rodriguez e Jos, e minha
me e Bob esto todos l levantando seus culos. Eu fico pasma para eles, sem palavras.
Como? Quando? Dirijo-me consternada com Christian, e ele aperta minha mo. Minha me
avana e envolve seus braos em volta de mim. Oh, Me!
       -- Querida, voc est linda. Feliz aniversrio.
       -- Me! -- Eu choro, abraando-a. Oh mame. Lgrimas rolam pelo meu rosto,
apesar do pblico, e eu enterro meu rosto em seu pescoo.
       -- Querida. No chore. Ray vai ficar bem. Ele  um homem forte. No chore. No
em seu aniversrio. -- Sua voz treme, mas ela mantm a compostura. Ela agarra meu rosto
com as mos e com os polegares enxuga minhas lgrimas.
       -- Eu pensei que voc tinha esquecido.
       -- Oh, Ana! Como poderia? Dezessete horas de trabalho de parto no  algo que se
esquee facilmente.
       Eu rio atravs das minhas lgrimas, e ela sorri.
       -- Seque seus olhos, querida. Muita gente est aqui para compartilhar o seu dia
especial.
       Eu fungo, no querendo olhar para qualquer outra pessoa na sala, envergonhada e
emocionada, ja que todo mundo fez um esforo para vir me ver.
       -- Como voc chegou aqui? Quando voc chegou?
       -- Seu marido enviou seu avio, querida. -- Ela sorri, impressionada.
       E eu rio. -- Obrigado por ter vindo, me. -- Ela limpa o meu nariz com um leno
de papel como s uma me faria. -- Me! -- Eu a repreendo, me recompondo.
       -- Assim est melhor. Feliz aniversrio, querida. -- Ela fica de lado enquanto todos
fazem uma fila para me abraar e me desejar feliz aniversrio.


360
         -- Ele est indo bem, Ana. Dra. Sluder  uma das melhores do pas. Feliz
aniversrio, anjo. -- Grace me abraa.
         -- Voc chora por tudo, Ana,  a sua festa. -- Jos me abraa.
         -- Feliz aniversrio, menina querida. -- Carrick sorri, segurando meu rosto.
         -- Fora baby? Seu velho vai ficar bem. -- Elliot me envolve em seus braos. --
Feliz aniversrio.
         -- Ok. -- Tomando minha mo, Christian me puxa do abrao de Elliot. -- Chega
de acariciar minha esposa. V acariciar sua noiva.
         Elliot sorri maliciosamente para ele e pisca para Kate.
         Um garom que eu no tinha notado antes serve duas taas de champanhe rosa
para mim e Christian.
         Christian limpa a garganta. -- Este seria um dia perfeito se Ray estivesse aqui com
a gente, mas ele no est muito longe. Ele est se recuperando bem, e eu sei que ele
gostaria que voc aproveitasse mesmo, Ana. Para todos vocs, obrigado por terem vindo
para compartilhar o aniversrio de minha linda esposa, o primeiro de muitos que viro.
Feliz aniversrio, meu amor. -- Christian levanta a taa para mim em meio a um coro de
feliz aniversrio, e eu tenho que lutar novamente para conter minhas lgrimas.


         Eu assisto as conversas animadas ao redor da mesa de jantar.  estranho ser
encapsulada no seio da minha famlia, sabendo que o homem que eu considero o meu pai
est em uma cama, dependendo de uma maquina para sobreviver, deitado num quarto
frio de uma UTI. Estou longe dele, mas agradecida por eles estarem todos aqui. Assistindo
a disputa entre Elliot e Christian, a sagacidade pronta de Jos, a emoo de Mia e seu
entusiasmo para a comida, Ethan maliciosamente olhando para ela. Eu acho que ele gosta
dela... mas  difcil dizer. Sr. Rodriguez est sentado de volta, como eu, apreciando as
conversas. Ele parece melhor. Descansado. Jos est muito atento a ele, cortando a comida
dele, mantendo seu copo preenchido. Tendo seu pai sobrevivido. depois de ter chegado
to perto da morte fez Jos apreciar mais Sr. Rodriguez... Eu sei.
         Eu olho para minha me. Ela est no seu momento, charmosa, inteligente e quente.
Eu a amo muito. Devo lembrar-me de dizer a ela. A vida  to preciosa, eu percebo isso
agora.
         -- Voc est bem? -- Kate pergunta em uma voz estranhamente suave.


361
       Concordo com a cabea e aperto sua mo. -- Sim. Obrigada por vir.
       -- Voc acha que o Sr. Megamando poderia me manter longe de voc no seu
aniversrio? Temos de voar no helicptero. -- Ela sorri.
       -- Srio?
       -- Sim. Todos ns. E pensar que Christian pode pilotar.
       Concordo com a cabea.
       -- Isso  meio quente.
       -- Sim, acho que sim.
       Ns gargalhamos.
       -- Voc vai ficar aqui esta noite? -- Eu pergunto.
       -- Sim. Todos ns, eu acho. Voc no sabia de nada sobre isso?
       Eu balano minha cabea.
       -- Fantastico, no ?
       Concordo com a cabea.
       -- O que ele te deu de presente de aniversrio?
       -- Isso. -- Eu mostro o meu bracelete.
       -- Oh, bonito!
       -- Sim.
       -- Londres, Paris... sorvete?
       -- Voc no quer saber.
       -- Eu posso adivinhar.
       Ns rimos, e eu coro, lembrando Ben & Jerry & Ana.
       -- Oh... e um R8.
       Kate cospe o vinho, que escorre pelo seu queixo, fazendo-nos rir um pouco mais.
       -- Belo presente, no ? -- Ela ri.


       Para sobremesa ele me deu de presente um suntuoso bolo de chocolate com duas
velas de prata com o numero 2 e um refro empolgante de "Feliz Aniversrio". Grace
aperta Christian cantando com o resto dos meus amigos e famlia, e seus olhos brilham
com amor. Olhando para mim, ela me sopra um beijo.




362
          -- Faa um desejo, -- sussurra Christian para mim. Em um s flego eu apago as
velas, fervorosamente pedindo a melhora de meu pai. Papai, fique bem logo. Eu amo voc
demais.


           meia-noite, o Sr. Rodriguez e Jos pedem licena para se retirar.
          -- Muito obrigado por terem vindo. -- Abrao Jos firmemente.
          -- No perderia por nada no mundo. Ray est feliz por voc estar indo na direo
certa.
          -- Sim. Voc, Sr. Rodriguez, e Ray tem que combinar de pescar com Christian em
Aspen.
          -- Sim? Soa bem. -- Jos sorri antes de nos deixar para buscar o casaco de seu pai,
e eu digo adeus ao Sr. Rodriguez.
          -- Voc sabe Ana, que houve um tempo... bem, eu pensei que voc e Jos... -- Sua
voz some, e ele olha para mim, seu olhar escuro intenso, mas amoroso.
          Oh, no.
          -- Eu gosto muito de seu filho, Sr. Rodriguez, mas ele  como um irmo para mim.
          -- Voc teria feito dele um homem de bem. E voc faz. Ao Sr. Grey. -- Ele sorri
melancolicamente e eu coro.
          -- Eu espero que vocs sejam amigos.
          --  claro. Seu marido  um homem bom. Voc escolheu bem, Ana.
          -- Acho que sim, -- eu sussurro. -- Eu o amo. -- Abrao Sr. Rodriguez.
          -- Trate-o bem, Ana.
          -- Eu vou, eu prometo.


          Christian fecha a porta de nossa sute.
          -- Enfim ss, -- ele murmura, recostando-se contra a porta, me olhando.
          Eu encosto nele e corro os dedos sobre as lapelas de sua jaqueta. -- Obrigado, voc
fez meu aniversrio maravilhoso. Voc realmente  o mais criativo, atencioso, generoso e
bondoso marido.
          -- O prazer  meu.
          -- Sim... o seu prazer. Vamos fazer algo sobre isso, -- eu sussurro. Aperto minhas
mos em torno de suas lapelas, eu puxo seus lbios nos meus.


363
       Depois de um caf da manh comunitrio, abro todos os meus presentes, ento,
dou uma srie de despedidas a todos os Greys e os Kavanaghs que iro retornar a Seattle
via Charlie Tango. Minha me, Christian, e eu nos dirigimos ao hospital no carro com
Taylor j que no caberiamos os tres no meu R8. Bob se recusou a visitar Ray, e eu sou
secretamente feliz. Seria muito estranho, e eu tenho certeza que Ray no apreciaria v-lo, e
isso no ajudaria em nada em sua melhora.
       Ray se parece muito melhor mesmo. Mais peludo. Mame fica chocada ao v-lo, e
juntas ns choramos um pouco mais.
       -- Oh, Ray. -- Ela aperta sua mo e gentilmente acaricia seu rosto, e eu estou
comovida ao ver o seu amor por seu ex-marido. Estou contente por ter lenos na minha
bolsa. Sentamos ao lado ele, segurando minha mo, enquanto mame segura a dele.
       -- Ana, houve um momento em que este homem era o centro do meu mundo. Ele
era o sol para mim. Eu sempre vou am-lo. Ele cuidou to bem de voc.
       -- Mame, -- eu engasgo e ela acaricia o meu rosto enfiando uma mecha do meu
cabelo atrs da minha orelha.
       -- Voc sabe que eu sempre vou te amar Ray. Ns nos afastamos. -- Ela suspira.
-- Eu simplesmente no poderia viver com ele. -- Ela olha para baixo, e me pergunto se
ela ainda pensa no Steve, o marido nmero trs, j que ns no falamos sobre ele.
       -- Eu sei que voc ama o Ray, -- eu sussurro, secando meus olhos. -- Eles vo
traze-lo de volta do coma hoje.
       -- Bom. Tenho certeza que ele vai ficar bem. Ele  to teimoso. Eu acho que voc
aprendeu com ele.
       Eu sorrio. -- Voc foi falar com Christian?
       -- Ser que ele pensa que voc  teimosa?
       -- Eu acredito que sim.
       -- Eu vou dizer a ele que  uma caracterstica da famlia. Vocs parecem estar to
bem juntos, Ana. To felizes.
       -- Estamos, eu acho. Chegando l, de qualquer maneira. Eu o amo. Ele  o centro
do meu mundo. O sol nasce e se pe com ele para mim, tambm.
       -- Ele obviamente adora voc, querida.
       -- E eu adoro ele.




364
       -- Certifique-se de dizer a ele. Os homens precisam saber de coisas assim como ns
precisamos.
       Eu insisto em ir para o aeroporto com mame e Bob para dizer adeus. Taylor segue
no R8, e Christian dirige o SUV. Sinto muito que eles no podem ficar mais tempo, mas
eles tm que voltar para Savannah.  um saudoso adeus.
       -- Cuide bem dela, Bob, -- eu sussurro enquanto ele me abraa.
       -- Claro que cuido, Ana. E voc cuide de si mesmo.
       -- Vou me cuidar. -- Dirijo-me a minha me. -- Adeus, mame. Obrigado por ter
vindo, -- eu sussurro, minha voz rouca. -- Eu te amo tanto.
       -- Oh minha menina querida, eu amo voc, tambm. E Ray vai ficar bem. Ele no
est pronto para partir ainda. H provavelmente um jogo do Mariners que ele no pode
perder.
       Eu rio. Ela est certa. Eu resolvo que vou ler as pginas de esportes do jornal de
domingo para Ray naquela noite. Eu observo enquanto ela e Bob sobem os degraus para o
jatinho GEH. Ela me d uma olhada e sou invadida por uma onda de lgrimas, ento ela
se vai. Christian envolve seu brao em volta do meu ombro.
       -- Vamos voltar, baby, -- ele murmura
       -- Voc vai dirigir?
       -- Claro.


       Quando volto para o hospital a noite, Ray parece diferente. Demoro um momento
para perceber que a suco e a presso do ventilador desapareceu. Ray est respirando por
conta prpria. O alvio inunda atravs de mim. Eu acaricio seu rosto suado, e pego um
leno para limpar cuidadosamente, a saliva de sua boca.
       Christian sai para procurar a Dra. Sluder ou Dr. Crowe para uma atualizao,
enquanto eu tomo o meu lugar ao lado da cama para manter uma viglia constante.
       Eu desdobro a seo de esportes de domingo do Oregonian e conscientemente
comeo a leitura do relatrio sobre o jogo de futebol do Sounders contra o Real Salt Lake.
Por todas as contas, foi um jogo selvagem, mas os Sounders foram derrotados por um
prprio gol de Kasey Keller. Eu aperto a mo Ray firmemente enquanto eu narro a leitura.
       -- E o resultado final, Sounders 1, Real Salt Lake 2.
       -- Ei, Annie, ns perdemos? No! -- Ray sussura e aperta minha mo.


365
       Papai!




                                       Captulo 19
       Lgrimas rolam pelo meu rosto. Ele est de volta. Meu pai est de volta.
       -- No chore, Annie. -- A voz de Ray  rouca. -- O que est acontecendo?
       Eu levo suas mos nas minhas e embalo contra o meu rosto. -- Voc sofreu um
acidente. Voc est no hospital de Portland.
       Ray faz careta, e eu no sei se  porque ele est desconfortvel com a minha
inesperada demonstrao de carinho, ou porque ele no se lembra do acidente.
       -- Voc quer gua? -- Eu pergunto, embora eu no tenha certeza se estou
autorizado a dar a ele qualquer coisa. Ele acena, perplexo. Meu corao incha. Eu me
levanto e inclino-me sobre ele, beijo sua testa. -- Eu amo voc, papai. Bem-vindo de volta.
       Ele acena sua mo, envergonhado. -- Eu tambm, Annie. gua. -- Eu corro rpido
at a estao da enfermeira.
       -- Meu pai, ele est acordado! -- Sorrio para Enfermeira Kellie, que sorri de volta.
       -- Chame Dra. Sluder, ela diz ao seu colega e rapidamente faz o seu caminho em
torno da mesa.
       -- Ele quer gua.
       -- Eu levarei para ele.
       Eu pulo de volta para a cama do meu pai, eu me sinto to alegre. Seus olhos esto
fechados quando eu chego a ele, e eu imediatamente me preocupo que ele tenha voltado
ao estado de coma.
       -- Papai?
       -- Estou aqui, -- resmunga e seus olhos se abrem quando a enfermeira Kellie
aparece com uma jarra de gua com pedaos de gelo e um copo.
       -- Ol, Sr. Steele. Eu sou Kellie, sua enfermeira. Sua filha disse que est com sede.


       Na sala de espera, Christian est olhando fixamente para o seu laptop, profunda
concentrao. Ele olha para cima, quando eu fecho a porta.




366
       -- Ele est acordado, -- anuncio. Ele sorri, e a tenso em torno de seus olhos
desaparece. Oh... Eu no tinha notado antes. Ele tem estado tenso durante todo esse
tempo? Ele deixa seu laptop de lado, esperando, e me abraa.
       -- Como ele est? -- Ele pergunta e coloco meus braos em volta dele.
       -- Falando, com sede, perplexo. Ele no se lembra do.
       -- Isso  compreensvel. Agora que ele est acordado, eu quero transferi-lo para
Seattle. Ento, podemos ir para casa, e minha me pode manter um olho nele.
       J?
       -- Eu no tenho certeza que ele est bem o suficiente para ser movido.
       -- Eu vou falar com a Dra. Sluder. Obter sua opinio.
       -- Voc sente falta de casa?
       -- Sim.
       -- Ok.


       -- Voc no parou de sorrir, -- Christian diz quando eu pulo para fora no
Heathman.
       -- Estou muito aliviada. E feliz.
       Christian sorri. -- Bom.
       Anoitece, e eu tremo quando saio para a noite e entrego a chave ao manobrista. Ele
est olhando para o meu carro com luxria, e eu no o culpo. Christian coloca o brao em
volta de mim.
       -- Vamos comemorar? -- Ele pergunta ao entrar no saguo.
       -- Comemorar?
       -- Seu pai.
       Eu rio. -- Ah, ele.
       -- Eu perdi esse som. -- Christian beija meu cabelo.
       -- Podemos comer no quarto? Voc sabe, ter uma noite tranquila?
       -- Claro. Vem. -- Tomando minha mo, ele me leva para os elevadores.


       -- Foi delicioso, -- murmuro com satisfao quando empurro meu prato, repleta,
pela primeira vez em anos. -- Eles com certeza sabem como fazer um fino tarte tatin aqui.




367
       Estou recm-banhada e vestindo apenas uma camiseta de Christian e calcinha. Ao
fundo, o iPod de Christian est tocando e Dido est cantando acerca de bandeiras brancas.
       Christian me olha especulativamente. Seu cabelo ainda est mido do nosso banho,
e ele est usando apenas a sua camiseta preta e cala jeans. -- Isso foi o mximo que eu vi
voc comer em todas as vezes que estivemos aqui, -- ele diz.
       -- Eu estava com fome.
       Ele se recosta na cadeira com um sorriso de auto-satisfao e toma um gole de seu
vinho branco. -- O que voc gostaria de fazer agora? -- Sua voz  suave.
       -- O que voc quer fazer?
       Ele levanta uma sobrancelha, divertido. -- O que eu sempre quero fazer.
       -- E isto ?
       -- Sra. Grey, no seja recatada.
       Alcanando o outro lado da mesa de jantar, eu agarro sua mo, viro-a e roo meu
dedo indicador sobre a palma da mo. -- Eu gostaria que voc me tocasse com isso. -- Eu
corro meu dedo pelo seu dedo indicador.
       Ele se mexe em sua cadeira. -- S isso? -- Seus olhos escurecem e aquecem ao
mesmo tempo.
       -- Talvez isso? -- Eu corro meu dedo pelo seu dedo do meio e volto para a sua
palma. -- E isso. -- Minha unha traa seu dedo anelar. -- Definitivamente isso. -- Meu
dedo para em sua aliana de casamento. -- Isso  muito sexy.
       --  , agora?
       -- Com certeza . Ela diz que esse homem  meu. -- E eu roo o pequeno calo que tem
j formado sobre a palma da mo por baixo do anel. Ele se inclina para a frente e segura
meu queixo com a outra mo.
       -- Sra. Grey, voc est me seduzindo?
       -- Eu espero que sim.
       -- Anastasia, eu sou dado. -- Sua voz  baixa. -- Venha aqui. -- Ele puxa minha
mo, me puxando para seu colo. -- Eu gosto de ter acesso irrestrito a voc. -- Ele passa a
mo da minha coxa para meu traseiro. Ele agarra minha nuca com a outra mo e me beija,
me segurando firmemente no lugar.
       Ele tem gosto de vinho branco e torta de ma e Christian. Eu corro meus dedos
atravs do seu cabelo, segurando-o para mim, enquanto nossas lnguas exploram e


368
enrolam e torcem ao redor uma da outra, o meu sangue aquece em minhas veias. Estamos
sem flego quando Christian me empurra para longe.
       -- Vamos para a cama, -- ele murmura contra meus lbios.
       -- Cama?
       Ele me puxa de volta e puxa meu cabelo, ento eu estou olhando para ele. -- Onde
voc prefere, Sra. Grey?
       Minha deusa interior para pra encher o rosto com tarte Tatin. Eu dou de ombros,
fingindo indiferena. -- Surpreenda-me.
       Ele sorri. -- Voc est mal-humorada esta noite. -- Ele corre o nariz junto ao meu.
       -- Talvez eu precise ser contida.
       -- Talvez voc precise. Voc est ficando uma poderosa mandona em sua velhice.
-- Ele estreita seus olhos, mas no consegue disfarar o humor latente l.
       -- O que voc vai fazer sobre isso? -- Eu desafio.
       Seu olhos brilham. -- Eu sei o que eu gostaria de fazer sobre isso. Depende se voc
quer isso.
       -- Oh, Sr. Grey, voc foi muito gentil comigo nestes ltimos dois dias. Eu no sou
feita de vidro, voc sabe.
       -- Voc no gosta suave?
       -- Com voc,  claro. Mas voc sabe... a variedade  o tempero da vida. -- Eu bato
meus clios para ele.
       -- Voc est atrs de algo menos gentil?
       -- Algo de afirmao da vida.
       Ele levanta as sobrancelhas em surpresa. -- Afirmao de Vida, -- ele repete, seu
humor atnito em sua voz.
       Concordo. Ele olha para mim por um momento. -- No morda seu lbio, -- ele
sussurra, de repente me levanta em seus braos. Eu suspiro e pego seus bceps, com medo
de que ele v me soltar. Ele caminha at o menor dos trs sofs e me deposita l.
       -- Espere aqui. No se mova. -- Ele me d um breve olhar, quente intenso e gira
em seu calcanhar, seguindo em direo ao quarto. Oh... Christian descalo. Por que seus
ps so to quentes? Ele est de volta alguns momentos mais tarde, e me surpreendo
quando ele se inclina sobre mim por trs.




369
       -- Eu acho que ns vamos dispensar isso. -- Ele pega a minha camiseta e arrasta-a
por cima da minha cabea, deixando-me nua, exceto por minha calcinha. Ele puxa meu
rabo de cavalo para trs e me beija.
       -- Levante-se, -- ele ordena contra meus lbios e me libera. Eu cumpro
imediatamente. Ele coloca uma toalha no sof.
       Toalha?
       -- Tire suas calcinhas.
       Eu engulo, mas fao o que disse, descartando-a ao lado do sof.
       -- Sente-se. -- Ele agarra meu rabo de cavalo novamente e puxa minha cabea para
trs. -- Voc vai me dizer para parar se isso ficar muito, sim?
       Concordo com a cabea.
       -- Diga isso. -- Sua voz  popa.
       -- Sim, -- eu chio.
       Ele sorri. -- Bom. Ento, Sra. Grey... pela demanda popular, eu vou conter voc. --
Sua voz cai para um sussurro ofegante. O desejo estremece atravs do meu corpo como
um raio simplesmente por essas palavras. Oh, meu doce Cinqenta, e no sof?
       -- Traga os joelhos para cima, -- ele comanda suavemente. -- E sente-se de volta.
       Eu descanso meus ps na beira do sof, os joelhos de frente para mim. Ele pega a
minha perna esquerda, e tomando o cinto de um dos roupes de banho, ele amarra acima
do meu joelho.
       -- Roupo de Banho?
       -- Estou improvisando. -- Ele sorri novamente e fixa o n acima do meu joelho e
amarra a outra extremidade da cinta ao redor do remate no canto de trs do sof,
efetivamente separando minhas pernas.
       -- No se mova, -- ele avisa e repete o processo com a minha perna direita,
amarrando o segundo cinto para o outro remate.
       Oh meu... Eu estou sentada, espalhada no sof, com as pernas abertas.
       -- Tudo bem? -- Christian pergunta baixinho, olhando-me de trs do sof.
       Concordo, esperando que ele amarre minhas mos, tambm. Mas ele se abstm.
       Ele curva e me beija.




370
       -- Voc no tem idia do quo quente  olhar voc agora, -- ele murmura e esfrega
o nariz contra o meu. -- Mude a msica, eu penso. -- Ele se levanta e caminha
casualmente para o iPod.
       Como ele faz isso? Aqui estou eu, amarrada e com um teso do inferno, enquanto
ele  to frio e calmo. Ele est apenas no meu campo de viso, e eu assisto o movimento
dos msculos de suas costas sob sua camiseta quando ele muda a msica. Imediatamente,
uma voz doce, quase infantil feminina comea a cantar sobre me observar.
       Oh, eu gosto dessa msica.
       Christian volta e seus olhos travam nos meus enquanto ele se move para a frente
do sof e afunda graciosamente de joelhos na minha frente.
       De repente, sinto-me muito exposta.
       -- Exposta? Vulnervel? -- Ele pergunta, com sua incrvel capacidade de expressar
minhas tcitas palavras. Suas mos esto em seus joelhos. Concordo com a cabea.
       Por que ele no me toca?
       -- Bom, -- ele murmura. -- Segure suas mos. -- Eu no posso olhar para longe de
seu hipnotizante olhar enquanto fao o que ele pede. Christian derrama um pouco de
lquido oleoso em cada palma de uma garrafa clara.  perfumado, um rico, almiscarado
perfume, sensual que eu no posso colocar.
       -- Esfregue suas mos. -- Eu me contoro sob o seu olhar, quente pesado. -- Fique
quieta, -- ele adverte.
       Oh meu.
       -- Agora, Anastasia, eu quero que voc se toque.
       Puta merda.
       -- Comece em sua garganta e trabalhe para baixo.
       Eu hesito.
       -- No seja tmida, Ana. Vem. Faa-o. -- O humor e desafio em sua expresso 
fcil de ver, juntamente com o seu desejo.
       A doce voz canta que no h nada doce sobre ela. Eu coloco minhas mos contra a
minha garganta e deixo-as escorregar para o topo dos meus seios. O leo faz com que elas
deslizem sem esforo sobre a minha pele. Minhas mos esto quentes.
       -- Devagar, -- Christian murmura, seus olhos escurecendo. Ele no me toca.
       Minhas mos cobrem meus seios.


371
        -- Importune a si mesma.
        Oh meu. Eu puxo gentilmente meus mamilos.
        -- Mais forte, -- Christian impe. Ele fica imvel entre as minhas coxas, apenas me
observando. -- Como eu faria, -- ele acrescenta, seus olhos brilhando sombriamente.
Meus msculos se apertam profundos na minha barriga. Eu gemo em resposta e puxo
mais os meus mamilos, sentindo-os fortalecer e alongar sob meu toque.
        -- Sim. Assim. Mais uma vez.
        Fechando os olhos eu puxo com fora, rolando e torcendo-os entre meus dedos. Eu
gemo.
        -- Abra os olhos.
        Eu pisco para ele.
        -- Mais uma vez. Eu quero ver voc. Ver como voc gosta de seu toque.
        Oh foda. Repito o processo. Isto  to... ertico.
        -- Mos. Mais pra baixo.
        Eu me contoro.
        -- Fique quieta, Ana. Absorva o prazer. Abaixe. -- Sua voz  baixa e rouca,
tentadora e sedutora ao mesmo tempo.
        -- Voc faz isso, -- eu sussurro.
        -- Oh, eu irei, em breve. Voc. Abaixe. Agora. -- Christian, exalando sensualidade,
dirige sua lngua ao longo de seus dentes, puta merda... Me contoro, puxando as restries.
        Ele balana a cabea, lentamente. -- Continue. -- Ele repousa as mos sobre os
joelhos, me segurando no lugar. -- Vamos, Ana, baixe.
        Minhas mos deslizam sobre meu estmago e para baixo sobre a minha barriga.
        -- Descendo, -- ele sussurra, e ele  a carnalidade personificada.
        -- Christian, por favor.
        Suas mos deslizam para baixo dos meus joelhos, roando minhas coxas, em
direo ao meu sexo. -- Vamos, Ana. Toque-se.
        Minha mo esquerda est sobre meu sexo, e eu esfrego em um crculo lento, minha
boca em "O" enquanto sinto.
        -- De novo, -- ele sussurra.
        Eu gemo mais alto e repito o movimento e viro a cabea para trs, ofegante.
        -- De novo.


372
       Eu gemo alto, e Christian inala bruscamente. Agarrando minhas mos, ele se
inclina para baixo, correndo o nariz e ento sua lngua para no pice das minhas coxas.
       -- Ah!
       Eu quero toc-lo, mas quando eu tento passar minhas mos, seus dedos apertam
em torno de meus pulsos.
       -- Vou coibir estes, tambm. Mantenha ainda.
       Eu gemo. Ele me libera, ento facilita seus dois dedos do meio dentro de mim, a
palma de sua mo descansando contra o meu clitris.
       -- Eu vou fazer voc gozar rapidamente, Ana. Pronta?
       -- Sim. -- Eu digo.
       Ele comea a mexer os dedos, a mo, para cima e para baixo, rapidamente,
atacando tanto esse ponto doce dentro de mim e meu clitris ao mesmo tempo. Ah! A
sensao  intensa, muito intensa. O prazer sendo construdo em picos ao longo da metade
inferior do meu corpo. Quero esticar minhas pernas, mas eu no posso. Minhas mos
agarram a toalha.
       -- Renda-se, -- sussurra Christian.
       Eu explodo em torno de seus dedos, gritando incoerentemente. Ele aperta a palma
da sua mo contra o meu clitris como as rplicas so executadas atravs do meu corpo,
prolongando a agonia deliciosa. Vagamente, estou ciente de que ele est desvinculando
minhas pernas.
       -- Minha vez, -- ele murmura, e me vira para que eu fique de bruos no sof com
meus joelhos no cho. Ele espalha minhas pernas e bate duro no meu traseiro.
       -- Ah! -- Eu grito e ele bate em mim.
       -- Oh, Ana, -- ele sussurra entre os dentes quando ele comea a se mover. Seus
dedos agarram com fora em torno do meu quadril enquanto ele entra em mim mais e
mais. E eu estou construindo novamente. No... Ah...
       -- Vamos, Ana! -- Christian grita, e eu quebro mais uma vez, pulsando em torno
dele e chorando enquanto gozo.


       --  afirmao de vida suficiente para voc? -- Christian beija meu cabelo.
       -- Oh, sim, -- murmuro, olhando para o teto. Eu estou deitada no meu marido,
minhas costas de frente pra ele, ns dois no cho ao lado do sof. Ele ainda est vestido.


373
       -- Eu acho que devemos ir de novo. Nenhuma roupa para voc neste momento.
       -- Cristo, Ana. Me d uma chance.
       Eu rio e ele ri. -- Estou feliz por Ray estar consciente. Parece que todos os seus
apetites esto de volta, -- ele diz, no disfarando o sorriso em sua voz.
       Viro e fao careta para ele. -- Voc est esquecendo sobre a noite passada e esta
manh? -- Fao beicinho.
       -- Nada esquecvel sobre qualquer um desses. -- Ele sorri, e, quando o faz, ele
parece to jovem e despreocupado e feliz. Ele alisa meu traseiro. -- Voc tem um
fantstico traseiro, Sra. Grey.
       -- Voc tambm. -- Eu arco uma sobrancelha para ele. -- Ainda que o seu ainda
esteja coberto.
       -- E o que voc vai fazer sobre isso, Sra. Grey?
       -- Ora, eu vou despir voc, Sr. Grey. Todo voc.
       Ele sorri.
       -- E eu acho que h muita coisa que  doce com voc, -- murmuro, referindo-me a
msica ainda tocando no repeat. Seu sorriso desaparece.
       Oh no.
       -- Voc tem, -- eu sussurro. Eu me inclino para baixo e beijo o canto da sua boca.
Ele fecha seus olhos e aperta os braos em volta de mim.
       -- Christian, voc . Voc fez deste fim de semana to especial, em despeito do que
aconteceu com Ray. Obrigado.
       Ele abre os grandes, graves olhos cinzentos, e sua expresso reboca o meu corao.
       -- Porque eu te amo, -- ele murmura.
       -- Eu sei. Eu te amo, tambm. -- Eu acaricio seu rosto. -- E voc  precioso para
mim, tambm. Voc sabe disso, no ?
       Ele permanece com seu olhar perdido.
       Oh, Christian... meu doce Cinqenta.
       -- Acredite em mim, -- sussurro.
       -- No  fcil. -- Sua voz  quase inaudvel.
       -- Tente. Tente pesado, porque  verdade. -- Eu acaricio seu rosto mais uma vez,
meus dedos roando suas costeletas. Seus olhos so como cinzentos oceanos de perda e
sofrimento e dor. Eu quero subir em seu corpo e mant-lo. Nada pode impedir esse olhar.


374
Quando ser que ele vai perceber que ele significa o mundo para mim? Que ele  mais do
que digno de meu amor, o amor de seus pais, e seus irmos? Eu disse a ele mais e mais, e
ainda aqui estamos quando Christian me d o seu olhar perdido, abandonado. Tempo. Ele
s vai levar um tempo.
       -- Voc vai ficar com frio. Vem. -- Ele sobe graciosamente em seus ps e me puxa
para ficar ao lado dele. Coloco meu brao em volta de sua cintura enquanto vago de volta
para o quarto. Eu no vou empurr-lo, mas desde o acidente de Ray, se tornou mais
importante para mim que ele saiba o quanto eu o amo.
        medida que entramos no quarto, eu franzo a testa, desesperada para recuperar o
bom humor leve de apenas alguns momentos atrs.
       -- Vamos assistir TV? -- Eu peo.
       Christian bufa. -- Eu estava esperando para a segunda rodada. -- E o meu
Cinqenta mercurial est de volta. Eu arco minha testa e paro ao lado da cama.
       -- Bem, nesse caso, eu acho que vou estar no comando.
       Ele boceja para mim, e eu o empurro para a cama e rapidamente me enrosco nele,
fixando suas mos ao lado de sua cabea.
       Ele sorri para mim. -- Bem, Sra. Grey, agora que voc me tem, o que vai fazer
comigo?
       Eu me inclino para baixo e sussurro em seu ouvido: -- Eu vou te foder com a
minha boca.
       Ele fecha os olhos, inalando fortemente, e eu corro meus dentes suavemente ao
longo de sua mandbula.


       Christian est trabalhando no computador. Est um brilhante amanhecer, e ele est
digitando um e-mail, eu acho.
       -- Bom dia, -- murmuro timidamente da porta. Ele se vira e sorri para mim.
       -- Sra. Grey. Voc acordou cedo. -- Ele abre seus braos.
       Eu ando atravs da suite e me enrolo em seu colo. -- Assim como voc.
       -- Eu estava apenas trabalhando. -- Ele muda  medida que beija meu cabelo.
       -- O que? -- Eu pergunto, sentindo que algo est errado.
       Ele suspira. -- Eu recebi um e-mail do Detetive Clark. Ele quer falar com voc
sobre o filho da puta do Hyde.


375
       -- Srio? -- Eu sento para olhar para Christian.
       -- Sim. Eu disse a ele que voc est em Portland, por enquanto, ento ele vai ter
que esperar. Mas ele diz que gostaria de entrevist-la aqui.
       -- Ele est vindo aqui?
       -- Aparentemente, sim. -- Christian olha confuso.
       Eu franzo a testa. -- O que  to importante que no pode esperar?
       -- Exatamente.
       -- Quando  que ele vem?
       -- Hoje. Eu vou responder.
       -- No tenho nada a esconder. Eu me pergunto o que ele quer saber?
       -- Ns vamos descobrir quando chegar aqui. Estou intrigado, tambm. --
Christian muda novamente. -- O caf da manh vai estar aqui em breve. Vamos comer,
ento podemos ir ver o seu pai.
       Concordo. -- Voc pode ficar aqui se quiser. Eu posso ver que est ocupado.
       Ele franze a testa. -- No, eu quero ir com voc.
       -- Tudo bem. -- Eu sorrio com meus braos em volta de seu pescoo e o beijo.
       Ray est mal-humorado.  uma alegria. Ele est com coceira, arranhado,
impaciente, e desconfortvel.
       -- Pai, voc esteve em um grave acidente de carro. Vai levar tempo para curar.
Christian e eu queremos lev-lo para Seattle.
       -- Eu no sei por que voc est se incomodando comigo. Eu vou ficar bem aqui
comigo mesmo.
       -- No seja ridculo. -- Eu aperto sua mo com carinho, e ele tem a graa de sorrir
para mim.
       -- Voc precisa de alguma coisa?
       -- Eu poderia matar um donut, Annie.
       Eu sorrio com indulgncia para ele. -- Eu vou te dar um donut ou dois. Vamos
para Voodoo.
       -- timo!
       -- Voc quer um caf decente, tambm?
       -- Claro que sim!
       -- Ok, eu vou conseguir alguma coisa.


376
       Christian est mais uma vez na sala de espera, falando ao telefone. Ele realmente
deveria montar o escritrio aqui. Estranhamente, ele est sozinho, embora s outras camas
da UTI estejam ocupadas. Eu me pergunto se Christian assustou os outros visitantes. Ele
desliga.
       -- Clark vai estar aqui s quatro da tarde.
       Eu franzo a testa. O que poderia ser to urgente? -- Tudo bem. Ray quer caf e
donnuts.
       Christian ri. -- Eu acho que seria muito se eu tivesse estado em um acidente. Pea a
Taylor para ir.
       -- No, eu vou.
       -- Leve Taylor com voc. -- Sua voz  suave.
       -- Ok. -- Reviro os olhos e ele brilha. Ento ele sorri e vira a cabea para o lado.
       -- No h ningum aqui. -- Sua voz  deliciosamente baixa, e eu sei que ele est
ameaando me espancar. Estou prestes a me atrever com ele, quando um jovem casal entra
no quarto. Ela est chorando baixinho.
       Eu dou de ombros para Christian, e ele concorda. Ele pega o seu laptop, pega
minha mo, e leva-me para fora da sala. -- Eles precisam de mais privacidade do que ns
precisamos, -- Christian murmura. -- Ns vamos ter a nossa diverso mais tarde.
       L fora Taylor est esperando pacientemente. -- Vamos todos tomar um caf e
donuts.


       s quatro horas precisamente h uma batida na porta da sute. Taylor introduz
Detetive Clark, que parece mais mal-humorado do que de costume. Ele sempre parece
ficar mal-humorado. Talvez seja a forma como seu rosto est definido.
       -- Sr. Grey, Sra. Grey, obrigado por me receber.
       -- Detetive Clark. -- Christian sacode a mo e o dirige para uma cadeira. Sento no
sof onde eu me diverti muito na noite passada. O pensamento me faz corar.
       --  Sra. Grey, eu gostaria de v-la, -- diz Clark incisivamente para Christian e
Taylor parado ao lado da porta. Christian ento acena de forma quase imperceptvel para
Taylor, que se vira e sai, fechando a porta atrs de si.




377
        -- Qualquer coisa que voc gostaria de dizer para a minha esposa voc pode dizer
na minha frente. -- Christian diz com a voz legal e profissional. Detetive Clark se vira para
mim.
        -- Tem certeza que voc gostaria que o seu marido estivesse presente?
        Eu fao careta para ele. --  claro. Eu no tenho nada a esconder. Voc apenas est
entrevistando a mim?
        -- Sim, senhora.
        -- Eu gostaria que meu marido ficasse.
        Christian senta ao meu lado, irradiando tenso.
        -- Tudo bem, -- murmura Clark, resignado. Ele limpa a garganta. -- Sra. Grey, o
Sr. Hyde sustenta que voc o assediou sexualmente e fez vrios avanos lascivos para ele.
        Oh! Eu quase comeo a rir, mas coloco minha mo na coxa de Christian para cont-
lo enquanto ele se desloca para a frente em seu assento.
        -- Isso  um absurdo, -- Christian esbraveja. Eu aperto a perna de Christian para
silencia-lo.
        -- Isso no  verdade, -- afirmo com calma. -- Na verdade, foi o contrrio. Ele me
assediou de uma forma muito agressiva, e ele foi demitido.
        A boca do detetive Clark achata brevemente em uma linha fina antes que ele
continue.
        -- Hyde alega que voc inventou um conto sobre o assdio sexual, a fim de demiti-
lo. Ele diz que voc fez isso, porque ele se recusou a seus avanos e porque voc queria o
seu trabalho.
        Eu franzo a testa. Puta merda. Jack  ainda mais delirante do que eu pensava. -- Isso
no  verdade. -- Eu balancei minha cabea.
        -- Detetive, por favor, no me diga que voc fez todo este caminho para perseguir
minha esposa com essas acusaes ridculas.
        Detetive Clark vira o seu brilho de ao azul em Christian. -- Eu preciso ouvir isso
da Sra. Grey, senhor, -- ele diz com tranqila moderao. Eu aperto a perna de Christian
mais uma vez, em silncio, implorando-lhe para manter a calma.
        -- Voc no tem que ouvir essa merda, Ana.
        -- Eu acho que eu deveria deixar o Detetive Clark saber o que aconteceu.
        Christian olha para mim, impassvel e sacode as mos em um gesto de resignao.


378
       -- O que Hyde diz simplesmente no  verdade. -- Minha voz soa calma. Estou
perplexa com estas acusaes e nervosa que Christian possa explodir. Qual  jogo de Jack?
-- Sr. Hyde me abordou na cozinha do escritrio uma noite. Ele me disse que foi graas a
ele que eu tinha sido contratada e que ele esperava favores sexuais em troca. Ele tentou me
chantagear, usando e-mails que eu enviei para Christian, que no era meu marido ento.
Eu no sabia que Hyde vinha monitorando meus e-mails. Ele  delirante, ele mesmo me
acusou de ser uma espi enviada por Christian, provavelmente para ajud-lo a assumir a
empresa. Ele no sabia que Christian j havia comprado SIP. -- Eu balancei minha cabea
enquanto eu lembro do meu angustiante, tenso encontro com Hyde.
       -- No final, eu derrubei-o para baixo.
       As sobrancelhas de Clark sobem de surpresa. -- Derrubou-o?
       -- Meu pai foi do exrcito. Hyde... Hmm, me tocou, e eu sei como me defender.
       Christian olha para mim com um olhar breve de orgulho.
       -- Entendo. -- Clark se recosta no sof, suspirando pesadamente.
       -- Voc falou com alguma das ex assistentes de Hyde? -- Christian pergunta quase
genialmente.
       -- Sim, tentamos. Mas a verdade  que no podemos obter qualquer de suas
assistentes para falar conosco. Todas dizem que ele era um patro exemplar, embora
nenhuma delas durou mais do que trs meses.
       -- Ns tivemos esse problema tambm, -- murmura Christian.
       Oh? Eu embasbaco com Christian como faz o Detetive Clark.
       -- Meu chefe de segurana. Ele entrevistou no passado cinco ex-PAs do Hyde.
       -- E por que isso?
       Christian lhe d um olhar de ao. -- Porque minha esposa trabalhava para ele, e eu
executo verificaes de segurana de todos onde minha esposa trabalha.
       Detetive Clark cora. Eu dou de ombros desculpando-o com um sorriso bem-vindo-
ao-meu mundo.
       -- Entendo, -- Clark murmura. -- Eu acho que h mais nisso do que os olhos
podem ver, Sr. Grey. -- Estaremos realizando uma pesquisa mais completa no
apartamento dele amanh, ento talvez algo ir apresentar-se em seguida. Apesar de tudo
ele no viveu l por muito tempo.
       -- Voc j procurou?


379
         -- Sim. Estamos fazendo isso de novo. Estamos pesquisando impresses digitais
agora.
         -- Voc ainda no o acusou de tentativa de assassinato de Ros Bailey e eu mesmo?
-- Christian diz baixinho.
         O qu?
         -- Estamos na esperana de encontrar mais evidncias em relao  sabotagem de
sua aeronave, Sr. Grey. Precisamos de mais do que uma impresso parcial, e enquanto ele
est sob custdia, ns podemos construir um caso.
         -- Isso  tudo o que voc veio fazer aqui?
         Clark trinca. -- Sim, Sr. Grey, isto , ao menos que voc tenha mais alguma nota a
dar?
         Nota? Qual nota?
         -- No. Eu lhe disse. No significa nada para mim. -- Christian no pode esconder
sua irritao. -- E eu no vejo por que no poderia ter feito isso por telefone.
         -- Eu acho que eu disse que prefiro uma abordagem prtica. E eu estou visitando
minha tia av que vive em Portland e duas aves... uma pedra. -- Clark permanece com o
rosto pedregoso e no se incomoda com o mau humor do meu marido.
         -- Bem, se est tudo feito, eu tenho trabalho para fazer. -- Christian se levanta e
Detetive Clark segue sua sugesto.
         -- Obrigado por seu tempo, Sra. Grey, -- diz ele, educadamente.
         Concordo com a cabea.
         -- Sr. Grey. -- Christian abre a porta, e Clark sai.
         Eu caio no sof.
         -- Voc pode acreditar que idiota? -- Christian explode.
         -- Clark?
         -- No. Esse filho da puta, Hyde.
         -- No, eu no posso.
         -- Qual  seu jogo, porra? -- Christian sussurra entre os dentes.
         -- Eu no sei. Voc acha que Clark acreditou em mim?
         -- Claro que ele acreditou. Ele sabe que Hyde  um idiota fodido.
         -- Voc  muito praguejante.
         -- Praguejante? -- Christian sorri. --  mesmo uma palavra?


380
       --  agora.
       Inesperadamente, ele sorri e senta-se ao meu lado, puxando-me em seus braos.
       -- No pense nesse filho da puta. Vamos ver seu pai e tentar falar sobre a
transferncia amanh.
       -- Ele estava convencido de que queria ficar em Portland e no ser um incmodo.
       -- Eu vou falar com ele.
       -- Eu quero viajar com ele.
       Christian olha para mim, e por um momento, eu acho que ele vai dizer que no. --
Tudo bem. Eu vou tambm. Sawyer e Taylor podem levar os carros. Vou deixar Sawyer
conduzir o seu R8 hoje  noite.


       No dia seguinte Ray examina seu novo ambiente, uma arejada sala, no centro de
reabilitao da Northwest Hospital, em Seattle.  meio-dia, e ele parece sonolento. A
viagem, atravs do helicptero, no menos, esgotou-o.
       -- Diga a Christian, que eu aprecio isso, -- ele diz calmamente.
       -- Voc pode dizer a ele mesmo. Ele vai estar aqui esta noite.
       -- Voc no vai trabalhar?
       -- Provavelmente. Eu s quero ter certeza de que est resolvido aqui.
       -- Vou ficar bem. Voc no precisa se preocupar comigo.
       -- Eu gosto de me preocupar com voc. Meu BlackBerry vibra. Verifico o nmero...
no reconheo.
       -- Voc vai atender isso? -- Ray pergunta.
       -- No. Eu no sei quem . O correio de voz pode atend-lo para mim. Eu trouxe
algo para voc ler. -- Eu indico a pilha de revistas de esportes em sua mesa de cabeceira.
       -- Obrigado, Annie.
       -- Voc est cansado, no est?
       Ele acena.
       -- Eu vou deixar voc dormir um pouco. -- Eu beijo sua testa. -- At mais tarde,
papai, -- murmuro.
       -- Eu te vejo mais tarde, querida. E obrigado. -- Ray pega minha mo e aperta-a
suavemente. -- Eu gosto que voc me chame de papai. Leva-me de volta.
       Oh, papai. Devolvo seu aperto.


381
       Coloco a cabea para fora da porta principal em direo ao SUV onde Sawyer est
esperando, eu ouo meu nome sendo chamado.
       -- Sra. Grey! Sra. Grey!
       Voltando, eu vejo a Dra. Greene correndo em minha direo, vejo seu imaculado e
habitual visual, ela est um pouco nervosa.
       -- Sra. Grey, como voc est? Voc recebeu minha mensagem? Eu liguei mais cedo.
       -- No. -- Sinto espinhos em meu couro cabeludo.
       -- Bem, eu estava me perguntando por que voc cancelou quatro consultas.
       Quatro consultas? Eu pasmo para ela. Eu perdi quatro consultas! Como?
       -- Talvez devssemos falar sobre isso em meu consultrio. Eu estava saindo para o
almoo, voc tem tempo agora?
       Concordo humildemente. -- Claro. Eu... -- Me faltam palavras. Eu perdi quatro
consultas? -- Estou atrasada para o trabalho. Merda.
       Eu sigo-a em um torpor de volta para o hospital e at seu consultrio. Como eu fui
perder quatro consultas? Eu lembro vagamente de uma ser remarcada, Hannah
mencionou, mas quatro? Como eu poderia perder quatro?
       O consultrio da Dra. Greene  espaoso, minimalista e bem decorado.
       -- Eu estou to grata que voc me pegou antes de sair, -- murmuro, ainda em
estado de choque. -- Meu pai sofreu um acidente de carro, e acabou de ser transferido
para c de Portland.
       -- Oh, eu sinto muito. Como ele est?
       -- Ele est indo bem, obrigado. Se recuperando.
       -- Isso  bom. E explica por que voc cancelou na sexta-feira.
       Dra. Greene mexe o mouse em sua mesa, e seu computador vem  vida.
       -- Sim... tem sido ao longo de 13 semanas. Voc est cortando um pouco perto. 
melhor fazer um teste antes de dar-lhe outra injeo.
       -- Um teste? -- Eu sussurro, todo o sangue correndo da minha cabea.
       -- Um teste de gravidez.
       Oh, no.
       Ela chega na gaveta de sua mesa. -- Voc sabe o que fazer com isso. -- Ela me d
um pequeno recipiente. -- O banheiro  fora do meu consultrio.




382
       Me levanto como se estivesse em transe, meu corpo inteiro operacional como se no
piloto automtico e tropeo para o banheiro.
       Merda, merda, merda, merda, merda. Como eu pude ter deixado isso acontecer... de
novo? De repente eu me sinto doente e ofereo uma orao silenciosa. Por favor, no. Por
favor, no.  muito cedo.  muito cedo.  muito cedo.
       Quando eu retorno ao consultrio da Dra. Greene, ela me d um sorriso apertado e
me empurra para o assento na frente de sua mesa. Me sento e lhe entrego sem palavras
minha amostra. Ela mergulha uma vara branca pequena nele e olha. Ela levanta suas
sobrancelhas enquanto fica azul plido.
       -- O que significa azul? -- A tenso est quase me sufocando.
       Ela olha para mim, seus olhos srios. -- Bem, Sra. Grey, significa que voc est
grvida.
       O qu? No. No. No. Porra.




                                         Captulo 20
       Eu fico pasma para a Dra. Greene, meu mundo est em colapso na minha volta.
Um beb. Um beb. Eu no quero um beb... no ainda. Porra. E eu sei o quo
profundamente Christian vai pirar.
       -- Sra. Grey, voc est muito plida. Voc gostaria de um copo de gua?
       --   Por favor. -- Minha voz  quase inaudvel. Minha mente est correndo.
Gravida? Quando?
       -- Estou vendo que voc est surpresa.
       Concordo com a cabea em silncio, para a boa Doutora enquanto ela me passa um
copo de agua do seu conveniente filtro. Eu tomo um gole. -- Chocada -- Eu sussurro.
       -- Ns podemos fazer um ultrassom para ver o quo avanada est a gravidez.
Julgando pela sua reao, eu suspeito que voc est apenas de algumas semanas ou algo
assim, pela minha concepo, quatro ou cinco semanas de gravidez. Pelo que vejo voc
no tem nenhum outro sintoma?
       Eu balano minha cabea muda. Sintomas? Eu acho que no. -- Eu pensava... eu
pensava que isso era uma forma confivel de contraceptivo.




383
         Dra. Greene arqueia a sobrancelha. -- E normalmente , quando voc se lembra de
tomar a injeo, -- Ela diz calmamente.
         -- Eu devo ter perdido a noo do tempo. -- Christian vai pirar. Eu sei disso.
         -- Voc tem menstruado normalmente?
         Eu franzo a testa. -- No.
         -- Isso  normal pela gravidez. Vamos fazer um ultrassom, tudo bem? Eu tenho
tempo.
         Eu aceno com a cabea, atordoada, e a Dra. Greene me direciona para uma maca de
exames de couro preta ao lado de uma tela.
         -- Voc s vai tirar a saia, a calcinha, e se cobrir com o cobertor que est em cima
da maca, vamos partir da, -- ela diz rapidamente.
         Calcinha? Eu estrava esperando um ultrassom na minha barriga. Porque eu preciso
tirar minha calcinha? Eu encolho os ombros em contestao e ento eu fao rapidamente o
que ela disse e deito em baixo do macio cobertor branco na maca.
         -- Isso est bom. -- A Dra. Greene aparece no final da maca, colocando a maquina
de ultrassom mais prxima.  a ultima tecnologia dos computadores. Sentando, ela
posiciona a tela para que ns duas possamos ver e corre os dedos pelo teclado. A tela
ganha vida.
         -- Se voc puder levantar e dobrar seus joelhos e depois separa-los. -- Ela diz com
naturalidade.
         Eu franzo a testa cautelosamente.
         -- Isso  um ultrassom transvaginal. Se voc estiver gravida de poucas semanas,
vamos ser capazes de ver o beb com isso aqui -- Ela segura uma grande sonda branca.
         Oh, voc tem que estar brincando.
         -- Ok, -- eu murmuro, mortificada e fao o que ela diz. Greene pe uma proteo
no basto e lubrifica-o com um gel.
         -- Sra. Grey, se voc puder relaxar.
         Relaxar? Eu estou grvida, droga! Como voc espera que eu relaxe? Eu coro e me
esforo para encontrar meu lugar feliz... que mudou para algum lugar perto das ilhas
perdidas de Atlantis.
         Devagar e gentilmente ela insere a sonda.
         Puta merda!


384
          Tudo que eu consigo ver na tela  o visual equivalente a um rudo branco, embora
seja uma cor mais escura. Devagar, Dra. Greene move a sonda, e isso  muito
desconcertante.
          -- Ali, -- ela murmura. Ela aperta um boto, congelando a imagem na tela, e
aponta para um pequeno Blip na confusa cor.
           um pequeno Blip. Existe um minsculo pequeno Blip na minha barriga.
Minsculo. Eu esqueo meu desconforto enquanto eu olho fixo em estado de choque para
o Blip.
          --  muito cedo para ver o batimento cardaco, mas sim, voc definitivamente est
grvida. Quatro ou cinco semanas, eu posso dizer. -- Ela franze a testa. -- Parece que o
tiro saiu cedo. Oh bom, isso acontece algumas vezes.
          Eu estou muito aturdida para dizer alguma coisa. O pequeno Blip  um beb. Um
real e sincero abenoado beb. Um beb de Christian. Meu beb. Puta merda. Um beb!
          -- Voc gostaria de imprimir a imagem para voc?
          Eu aceno com a cabea, ainda sem capacidade de dizer algo, e a Dra. Greene
pressiona um boto. Depois ela gentilmente remove a sonda e me passa um papel para me
limpar.
          -- Parabns, Sra. Grey. -- Ela diz enquanto eu sento. -- Bem, ns teremos que ter
outro encontro. Eu sugiro em quatro semanas. E ento vamos conseguir a idade certa do
seu beb e dar uma data aproximada. Voc pode se vestir agora.
          -- Ok. -- Eu volto e me visto rapidamente. Eu tenho um Blip, um pequeno Blip.
Quando eu termino, a Dra. Greene est novamente em sua mesa.
          -- Nesse meio tempo, eu gostaria que voc prosseguisse tomando cido flico e
vitamina pr-natal. Aqui est um folheto do que fazer e no fazer.
          Enquanto ela me passa um pacote com plulas e o folheto, ela continua falando
comigo, mas eu no estou escutando. Eu estou em choque. Sobrecarregada. Certamente eu
deveria estar feliz. Certamente eu deveria ter trinta... at ento. Isso  muito cedo, mais
que cedo. Eu tento dominar minha crescente sensao de pnico.
          Eu desejo a Dra. Greene um educado adeus e vou em transe para a sada e entro no
frio da tarde de outono. Eu estou agarrada de repente por uma sensao arrepiante, fria e
profunda de mau agouro. Christian vai pirar, eu sei, mas quanto, e como agora, eu no




385
enho ideia. Suas palavras me assombram. --Eu no estou pronto para compartilhar voc
ainda. -- Eu ponho minha jaqueta em minha volta para me afastar do frio.
          Sawyer salta do SUV e abre a porta. Ele franze a testa quando v meu rosto, mas eu
ignoro sua expresso de preocupao.
          -- Para onde Sra. Grey? -- Ele pergunta gentilmente.
          -- SIP. -- Eu me aninho no banco de trs do carro, fechando meus olhos e inclino
minha cabea para o descanso de cabea. Eu deveria estar feliz. Eu sei que deveria estar
feliz. Mas eu no estou. Isso  muito cedo. Mais que cedo. E o meu trabalho? E a SIP? E
Christian e eu? No. No. No. Ns vamos ficar bem. Ele vai ficar bem. Ele amou a Mia
beb, eu lembro Carrick me falando, ele adora ela agora. Provavelmente eu deveria avisar
a Flynn... Talvez eu no devesse dizer  Christian. Talvez eu... Talvez eu deveria acabar
com isso. Eu interrompo meus pensamentos desse caminho escuro, alarmada com a
direo esto tomando. Institivamente minha mo segue para descansar protetoramente
sobre minha barriga. No. Meu pequeno Blip. Lgrimas aparecem nos meus olhos. O que
eu vou fazer?
          A viso de um menino com cabelo cor de cobre e olhos cinzentos, correndo atravs
do prado na nova casa invade meus pensamentos, brincando e atormentando-me com
possibilidades. Ele est rindo e gritando de alegria enquanto eu e Christian estamos o
perseguindo. Christian o balana alto em seus braos e carrega ele em seu quadril
enquanto caminhamos de mos dadas de volta para casa.
          Minha viso se transforma em Christian se virando contra mim em desgosto. Eu
estou estranha e pesada com a criana. Ele passa o grande corredor de espelhos, longe de
mim, o som de seus passos ecoando dos vidros prateados, das paredes e cho. Christian...
          Eu pulo acordada. No. Ele vai pirar.
          Quando Sawyer estaciona fora da SIP, eu salto do carro e vou para dentro do
prdio.
          -- Ana, bom te ver. Como est seu pai? -- Hannah pergunta antes que eu alcance
meu escritrio. Eu considero-a friamente.
          -- Ele est melhor, obrigada. Posso te ver no meu escritrio?
          -- Claro. -- Ela parece surpresa enquanto ela me segue. -- Est tudo bem?
          -- Eu preciso saber se voc mudou ou cancelou algum encontro com a Dra. Greene.




386
       -- Dra. Greene? Sim. Cerca de dois ou trs deles. Principalmente porque voc
estava em outras reunies ou atrasada. Por que?
       Porque agora eu estou fodidamente grvida! Eu grito com ela em minha mente. Eu
dou uma profunda e firme respirada. -- Se voc mudar algum compromisso, voc vai ter
certeza de que eu saiba? No  sempre que eu checo meu calendrio.
       -- Claro, -- Hannah diz discretamente. -- Desculpe. Eu fiz alguma coisa errada?
       Eu balano minha cabea e dou um alto suspiro. -- Voc pode me fazer um ch?
Ento a gente pode discutir o que aconteceu enquanto eu estava fora.
       -- Claro. Eu vou fazer isso. -- Iluminando-se para fora do escritrio.
       Eu olho para sua figura partindo. -- Voc v aquela mulher? -- Eu falo para o Blip
discretamente. -- Ela pode ser a razo pela qual est ai. -- Eu dou uma palmadinha na
minha barriga e ento eu me sinto como uma completa idiota, porque eu estou falando
com um Blip. Meu pequeno Blip. Eu balano minha cabea, exasperada comigo mesma e
com Hannah... embora, no fundo, eu no posso realmente culpa-la. Desanimadamente eu
ligo meu computador. H um e-mail de Christian.


De: Christian Grey
Assunto: Sentindo sua falta.
Data: 13 de Setembro de 2011, 13:58.
Para: Anastasia Grey

Sra. Grey.
Eu estou de volta no escritrio por apenas trs horas, e eu j estou sentindo sua falta.
Eu espero que Ray tenha se estabelecido bem em seu novo quarto. Minha me vai ver ele
esta tarde e dar uma olhada nele.
Eu pego voc por volta das seis essa tarde, e ns podemos ir e v-lo antes de ir para casa.
Pode ser?
Seu apaixonado marido.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.


       Digito uma rpida resposta.


De: Anastasia Grey
Assunto: Sentindo sua falta.
Data: 13 de Setembro de 2011, 14:10.
Para: Christian Grey


387
Claro.
x

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


De: Chistian Grey.
Assunto: Sentindo sua falta.
Data: 13 de setembro de 2011, 14:14.
Para: Anastasia Grey.

Voc est bem?

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


         No, Christian, eu no estou. Eu estou pirando sobre voc pirar. Eu no sei o que
fazer. Mas eu no vou falar para voc por e-mail.


De: Anastcia Grey.
Assunto: Sentindo sua Falta.
Data: 13 de Setembro de 2011, 14:17.
Para: Christian Grey.

Estou bem. Apenas ocupada.
Vejo voc s seis.
x

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP


         Quando eu vou falar para ele? Hoje a noite? Talvez depois do sexo? Talvez durante
o sexo. No, isso pode ser perigoso para ns dois. Quando ele estiver com sono? Eu coloco
minha cabea em minhas mos. Que diabos eu vou fazer?


         -- Oi. -- Christian diz enquanto eu subo no SUV.
         -- Oi. -- Eu murmuro.
         -- O que est errado? -- Ele franze a testa. Eu balano minha cabea enquanto
Taylor est a caminho do Hospital.



388
       -- Nada. -- Talvez agora? Eu poderia dizer a ele agora quando ns estamos em
um espao contido e Taylor est conosco.
       -- O trabalho est bem? -- Christian continua sondando.
       -- Sim. Est bem. Obrigada.
       -- Ana, o que h de errado? -- Seu tom est um pouco mais forte.
       -- Eu apenas senti sua falta, isso  tudo. E eu estive preocupada com Ray.
       Christian visivelmente relaxa. -- Ray est bem. Eu falei com minha me hoje a
tarde e ela est impressionada com seu progresso. -- Christian segura minha mo. --
Garota, sua mo est gelada. Voc se alimentou hoje?
       Eu coro.
       -- Ana. -- Christian me repreende, irritado.
       Bom, eu no comi porque eu sei que voc vai enlouquecer quando eu te contar que
estou gravida.
       -- Eu vou comer essa noite, eu realmente no tive tempo.
       Ele balana sua cabea em frustrao. -- Voc quer que eu adicione alimentar
minha esposa na lista de segurana de deveres?
       -- Me desculpe. Eu vou comer. Eu apenas tive um dia estranho. Voc sabe, a
transferncia do meu pai e tudo.
       Sua linha se pressiona em uma linha dura, mas ele no diz nada. Eu olho para fora
da janela. Diga a ele! Meu subconsciente assobia. No. Eu sou covarde.
       Christian interrompe meu devaneio. -- Eu talvez tenha que ir para Taiwan.
       -- Oh. Quando?
       -- Depois dessa semana. Talvez semana que vem.
       -- Ok.
       -- Eu quero que voc venha comigo.
       Eu engulo. -- Christian, por favor. Eu tenho meu trabalho. No vamos ter essa
discusso de novo.
       Ele suspira e faz beicinho como um adolescente mal-humorado. -- Pensei que
deveria perguntar. -- Ele murmura petulantemente.
       -- Quanto tempo voc vai ficar?
       -- No mais que alguns dias. Eu gostaria que voc me dissesse o que est te
aborrecendo.


389
       Como posso dizer pra ele? -- Bem, agora que meu amado marido est indo
embora...
       Christian beija minhas juntas. -- Eu no vou ficar fora muito tempo.
       -- Bom. -- Eu sorrio verdadeiramente para ele.


       Ray est muito mais brilhante e muito menos mal-humorado quando ns o vemos.
Eu estou tocada por sua gratido por Christian, e por um momento eu esqueo da minha
iminente notcia enquanto eu me sento e os escuto falar sobre pescaria e os Mariners. Mas
ele se cansa facilmente.
       -- Papai, ns vamos deixar voc dormir.
       -- Obrigado, Ana querida. Eu gosto que tenha vindo. Vi sua me hoje tambm
Christian. Ela  muito tranquilizante. E ela  uma f dos Mariners.
       -- Ela no  louca por pesca, no entanto. -- Christian diz ironicamente quanto se
levanta.
       -- No conheo muitas mulheres que so? -- Ray ri.
       -- Eu vejo voc amanh, ok? -- Eu o beijo. Meu subconsciente franze os lbios.
Est previsto que Christian no vai bloque-la para fora... ou pior. Minha alma vai em
queda livre.
       -- Venha. -- Christian estende sua mo, franzindo a testa para mim. Eu a pego e
ns deixamos o hospital.


       Eu escolho a minha comida.  o Frango Chasseur da Sra. Jones, mas eu no estou
com fome. Meu estomago est amarrado em uma bola de ansiedade.
       -- Droga! Ana, voc vai me dizer o que h de errado? -- Christian empurra o prato
vazio para longe, irritado. Eu olho para ele. -- Por favor. Voc est me deixando louco.
       Eu engulo e tendo dominar o pnico subindo na minha garganta. Eu respiro fundo
firme.  agora ou nunca. -- Eu estou grvida.
       Ele treme, e muito lentamente, toda a cor  drenada de seu rosto. -- O que?. -- Ele
sussurra, plido.
       -- Eu estou grvida.
       Sua sobrancelha arqueia em incompreenso. -- Como?




390
       Como... como? Que tipo de pergunta ridcula  essa? Eu coro, eu dou a ele um
zombeteiro olhar de comovocacha.
       Sua postura muda imediatamente, seus olhos endurecidos. -- Voc tomou a
injeo? -- Ele rosna.
       Oh merda.
       -- Voc esqueceu de tomar a injeo?
       Eu apenas olho para ele sem condies de falar. Jesus. Ele est furioso, realmente
furioso.
       -- Cristo, Ana! -- Ele bate com o punho na mesa, fazendo-me saltar, e permanece
de forma to abrupta que ele quase bate a cadeira de jantar de novo. -- Voc tem uma
coisa, uma coisa para lembrar. Merda! Eu no acredito nisso. Como voc pode ser to
estpida?
       Estpida! Eu suspiro. Merda. Eu quero dizer a ele que a injeo foi ineficaz, mas
me faltam palavras. Eu olho para os meu dedos. -- Eu sinto muito. -- Eu sussurro.
       -- Sente muito? Foda-se! -- Ele diz novamente.
       -- Eu sei que o momento no  muito bom.
       -- No  muito bom! -- Ele grita. -- Ns nos conhecemos a cinco minutos de
merda. Eu queria lhe mostrar a porra do mundo e agora... Foda-se. Fraldas e vmitos e
merda. -- Ele fecha os olhos. Acho que ele est tentando conter seu temperamento e
perdendo a batalha.
       -- Voc se esqueceu? Me diz. Ou voc fez isso de propsito? -- A chama em seus
olhos emanam raiva fora dele como um campo de fora.
       -- No. -- Eu sussurro. Eu no posso dizer a ele sobre Hannah, ele vai querer
queimar ela. Eu sei.
       -- Eu pensei que ns tnhamos um acordo sobre isso! -- Ele solta.
       -- Eu sei, ns tnhamos. Me desculpe.
       Ele me ignora. -- Est a o porque. Est a o porque eu gosto de controle. Ento
merdas como essa no vem e fodem tudo.
       No... Pequeno Blip. -- Christian, por favor no grite comigo. -- Lgrimas
comeam a escorrer pelo meu rosto.




391
         -- No comece com o derramamento de gua agora. -- Ele estala. -- Foda-se -- Ele
corre a mo atravs de seu cabelo puxando ele enquanto ele faz isso. -- Voc acha que eu
estou preparado para ser pai? -- Sua voz aumenta, e  uma mistura de raiva e pnico.
         E tudo se torna claro, o medo e a repugnncia em larga escala em seus olhos, a
raiva  a de um adolescente impotente. Oh, Cinqenta, eu sinto muito.  um choque para
mim, tambm.
         -- Eu sei que nenhum de ns est preparado para isso, mas eu sei que voc vai ser
um pai maravilhoso, -- eu sufoco. -- Ns vamos descobrir isso.
         -- Como caralho voc sabe! -- Ele grita, mais alto agora. -- Me diga como! Seus
olhos cinzas queimam, e muitas emoes esto em seu rosto.  o medo que  mais
eminente.
         -- Oh foda-se isso. -- Christian berra com desdm e mantm as mos num gesto
de derrota. Ele vira as costas e vai em direo  sala de estar, agarrando sua jaqueta
enquanto deixa a sala de jantar. Seus passos ecoam no piso de madeira e ele desaparece
atravs da porta dupla para o hall de entrada, batendo a porta atrs dele e me fazendo
pular mais uma vez.
         Eu estou sozinha com o silncio, o ainda, vazio silencio da sala de jantar. Tremo
involuntariamente enquanto eu olho para a porta fechada. Ele andou para longe de mim.
Merda! Sua reao  muito pior do que eu jamais poderia ter imaginado. Eu empurro meu
prato e dobro os braos sobre a mesa, deixando minha cabea afundar neles enquanto eu
choro.


         -- Ana, querida. -- Sra. Jones est parada ao meu lado.
         Eu sento-me rapidamente, com as lgrimas correndo em meu rosto.
         -- Eu escutei. Sinto muito. -- Ela diz gentilmente. -- Voc gostaria de um ch de
ervas ou algo assim?
         -- Eu gostaria de um copo de vinho branco.
         Sra. Jones pausa por uma frao de segundo, e eu me lembro do Blip. Agora eu no
posso beber lcool. Posso? Eu devo estudar o que posso ou no fazer que a Dra. Greene me
deu.
         -- Eu vou buscar um copo.




392
       -- Na verdade, eu vou tomar uma xcara de ch, por favor. -- Eu limpo meu nariz.
Ela sorri gentilmente.
       -- Xcara de ch saindo. -- Ela limpa nossos pratos e leva para a cozinha. Eu a sigo
e sento em um banquinho, observando-a preparar meu ch.
       Ela coloca uma caneca fumegando na minha frente. -- Tem mais alguma coisa que
eu posso fazer por voc, Ana?
       -- No, isso est timo, obrigada.
       -- Tem certeza? Voc no comeu muito.
       Eu dou uma olhada para ela. -- Eu no estou com fome.
       -- Ana, voc deveria comer. No  apenas voc mais. Por favor deixe-me preparar
algo para voc. O que voc gostaria? -- Ela olha esperanosa para mim. Mas realmente, eu
no consigo olhar nada.
       Meu marido apenas me deixou porque eu estou grvida, meu pai esteve em um
grande acidente de carro, e tem Jack Hyde o maluco tentando fazer com que eu faa sexo
com ele. Eu de repente tenho uma incontrolvel vontade de rir. Veja o que voc fez
comigo, pequeno Blip! Eu acaricio minha barriga.
       A Sra. Jones sorri indulgentemente para mim. -- Voc sabe com quanto tempo
est? -- Ela pergunta com a voz macia.
       -- Muito recente gravidez. Quatro ou cinco semanas, a doutora no tem certeza.
       -- Se voc no quiser comer, pelo menos voc deveria descansar.
       Eu aceno com a cabea, e pegando meu ch, eu vou at a biblioteca.  o meu
refgio. Eu tiro meu Blackberry da minha bolsa e contemplo uma ligao de Christian. Eu
sei que  um choque para ele, mas ele realmente exagerou. Quando ele no exagera? Meu
subconsciente finalmente arqueia a sobrancelha para mim. Eu suspiro. Cinqenta Tons
fodidos.
       -- Sim, esse  o seu pai, pequeno Blip. Espero que ele esfrie e volte em breve.
       Eu tiro o folheto do que posso ou no fazer e sento para ler.
       No consigo me concentrar. Christian nunca saiu correndo de mim assim antes. Ele
tem sido to atencioso e gentil esses ltimos dias, to amvel, e agora... supondo que ele
nunca volte? Merda! Talvez eu deva ligar para Flynn. Eu no sei o que fazer. Eu estou
perdida. Ele  to frgil de tantas maneiras diferentes, e eu sabia que ele reagiria mal com




393
as notcias. Ele foi to doce esse fim de semana. Todas aquelas circunstancias alm de seu
controle, ainda bem que ele conseguiu. Mas essas notcias foram demais.
       Desde que eu o conheci, minha vida tem sido complicada.  para ele? Isso  para
ns dois juntos? Supondo que ele no queira passar por isso? Supondo que ele queira o
divrcio? Minha bile vai at a garganta. No. Eu no devo pensar desse jeito. Ele vai
voltar. Ele vai. Eu sei que ele vai. Eu sei que independentemente da gritaria e de suas
duras palavras ele me ama... Sim. E ele vai te amar tambm, pequeno Blip.
       Voltando a ler na minha poltrona, eu comeo a cochilar.


       Eu acordo com frio e desorientada. Tremendo eu olho meu relgio; onze da noite.
Oh sim... Voc. Eu dou uma palmadinha na minha barriga. Onde est Christian? Ele est
de volta? Rigidamente eu saio da minha poltrona e vou procurar pelo meu marido.
       Cinco minutos depois, eu vejo que ele no est em casa. Eu espero que nada tenha
acontecido com ele. As memrias da longa espera quando Charlie Tango se perdeu
voltam.
       No, no, no. Pare de pensar assim. Ele provavelmente foi para... Onde? Quem ele
foi ver? Elliot? Ou talvez ele esteja com Flynn. Eu espero que sim. Eu acho meu Blackberry
na biblioteca e mando uma mensagem para ele.


                                    *Onde voc est?*

       Eu vou at o banheiro e tomo um banho. Eu estou com frio.


       Ele ainda no voltou quando eu saio do banho. Eu visto uma das minhas 1930
camisolas de cetim e meu robe e vou para a grande sala. No caminho eu passo pelo quarto
de hspedes. Talvez esse possa ser o quarto do pequeno Blip. Eu estou assustada com o
pensamento, e paro na porta, contemplando essa realidade. Ns vamos pintar de azul ou
rosa? O doce pensamento se azeda pelo fato de que meu vagante marido esteja to irritado
com a ideia. Agarrando o cobertor do quarto de hspedes, eu entro na grande sala para
manter viglia.


       Alguma coisa me acorda. Um som.
       -- Merda!


394
        Christian na sala de estar. Eu escuto a mesa raspando no cho novamente.
       -- Merda! -- Ele repete mais abafado dessa vez.
       Eu acordo a tempo de ver ele cambalear atravs das portas duplas. Ele est bbado.
Meu coro cabeludo pinica. Merda, Christian bbado? Eu sei o quanto ele odeia bbados.
Eu salto e corro em sua direo.
       -- Christian voc est bem?
       Ele se inclina novamente no batente da porta. -- Sra. Grey, -- ele repreende.
       Merda. Ele est muito bbado. Eu no sei o que fazer.
       -- Oh... voc parece muito poderosa, Anastasia.
       -- Onde voc esteve?
       Ele pe seus dedos em seus lbios e da um sorriso torto para mim. -- Shhh!
       -- Eu acho que voc vai ficar melhor indo para a cama.
       -- Com voc... -- Ele ri em silencio.
       Rindo! Enrugando a testa, eu gentilmente coloco meus braos em volta da sua
cintura, porque ele dificilmente consegue andar sozinho. Onde ele esteve? Como ele
chegou em casa?
       -- Deixe-me te ajudar a ir para cama. Se apoie em mim.
       -- Voc  muito bonita Ana. -- Ele se inclina para mim e cheira meu cabelo, quase
derrubando ns dois.
       -- Christian, ande. Eu vou te colocar na cama.
       -- Ok. -- Ele diz como se estivesse tentando se concentrar.
       -- Cama. -- Ele diz, rindo.
       -- Sim, cama. -- Eu carrego ele at o fim da cama. Mas ele me segura.
       -- Se junte a mim. -- Ele diz.
       -- Christian, eu acho que voc precisa dormir.
       -- E assim comea. Eu ouvi sobre isso.
       Eu franzo a testa. -- Ouviu sobre o que?
       -- Bebs significa sem sexo.
       -- Eu tenho certeza que isso no  verdade. Por outro lado, ns todos viemos de
famlias com filho nico.
       Ele olha para mim. -- Voc  engraada.
       -- Voc est bbado.


395
       -- Sim. -- Ele sorri, mas seu sorriso muda enquanto ele pensa sobre isso, e uma
assombrada expresso atravessa seu rosto, uma olhada que me arrepia at o osso.
       -- Vamos, Christian. -- Eu digo suavemente. Eu odeio sua expresso. Ela fala de
memrias horrveis, feias que nenhuma criana deve ver. -- Vamos levar voc para a
cama. -- Eu o empurro suavemente, e ele cai no colcho, se espalhando em todas as
direes e sorrindo para mim, sua expresso assombrada se foi.
       -- Junte-se a mim. -- Ele censura.
       -- Vamos tirar sua roupa primeiro.
       Ele sorri largamente, embriagado. -- Agora voc est falando.
       Puta merda. Christian bbado  atraente e brincalho. Eu vou tira-lo do louco-
como-o-diabo por algum tempo.
       -- Sente-se. Deixe-me tirar sua jaqueta.
       -- O quarto est girando.
       Merda... ele vai vomitar? -- Christian, sente-se.
       Ele sorri afetadamente para mim. -- Sra. Grey, voc  uma pequena coisa
mandona...
       -- Sim. Faa o que eu disse e sente-se. -- Eu coloco minhas mos no quadril. Ele ri
novamente, se esfora em seus cotovelos, e se senta no maior jeito no-se-parece-com-
Christian, de uma forma desajeitada. Antes que ele possa cair de novo, eu tiro sua gravata
me esforando para tirar sua jaqueta, um brao de cada vez.
       -- Voc cheira bem.
       -- Voc cheira forte a licor.
       -- Sim... wis-khy. -- Ele pronuncia as slabas com tanto exagero, que eu tenho que
sufocar uma risada. Deixando sua jaqueta no cho ao meu lado eu comeo a tirar sua
gravata. Ele descansa suas mos em meu quadril.
       -- Eu gosto da sensao deste tecido em voc, Anastay-shia, -- ele diz
pronunciando indistintamente suas palavras. -- Voc deveria sempre vestir cetim ou seda.
-- Ele corre seu dedo para cima e para baixo do meu quadril e me empurra para a frente,
pressionando seus lbios contra minha barriga.
       -- E ns temos um invasor aqui.
       Eu paro de respirar. Puta merda. Ele est falando com o pequeno Blip.
       -- Voc vai me fazer ficar acordado, no vai? -- Ele diz para a minha barriga.


396
       Oh meu. Christian olha pra cima de mim atravs de seus grandes e longos clios,
olhos cinzas e turvos e nublados. Meu corao se contrai.
       -- Voc vai escolher ele ao invs de mim. -- Ele diz tristemente.
       -- Christian voc no sabe o que voc est falando. No seja ridculo, eu no estou
escolhendo ningum entre ningum. E ele pode ser ela.
       Ele franze a testa. -- Uma ela... Oh, Deus. -- Ele cai de novo na cama, e cobre seus
olhos com os braos. Eu desfao seu cadaro e tiro seus sapatos e meias. Quando eu
levanto eu vejo porque no tive resistncia, Christian apagou completamente. Dormindo e
roncando suavemente.
       Eu o encaro. Ele  to malditamente lindo. Mesmo bbado e roncando. Seus
esculpidos lbios entre abertos, um brao sobre sua cabea, seu despenteando e bagunado
cabelo, seu rosto relaxado. Ele parece jovem, mas ele  jovem; meu jovem, estressado,
bbado e marido infeliz. O pensamento passa pesado pelo meu corao.
       Bem, pelo menos ele est em casa. Eu fico imaginando onde ele foi. Eu no tenho
certeza se tenho energia ou fora para mover ele ou tirar mais alguma roupa. Ele est em
cima da colcha, tambm. Voltando para a grande sala, eu pego o edredom que estava
usando e levo de volta para o nosso quarto.
       Ele est dormindo, ainda usando sua gravata e seu cinto. Eu subo na cama ao lado
dele, retiro sua gravata, e gentilmente desfao o boto de cima de sua camisa. Ele
murmura alguma coisa incompreensiva em seu sono, mas no acorda. Cuidadosamente,
eu desabotoo seu sinto e puxo atravs das presilhas da cala, e depois de alguma
dificuldade est feito. Sua camisa est para fora de sua cala, revelando uma parte de seu
caminho da felicidade. Eu no posso resistir a isso. Eu abaixo e beijo-o. Ele se move,
flexionando seu quadril para o outro lado, mas continua dormindo.
       Eu me sento e olho para ele novamente. Oh, Cinqenta, Cinqenta, Cinqenta... o
que eu vou fazer com voc? Eu roo meus dedos atravs de seus cabelos.  to macio e eu
beijo sua tmpora.
       -- Eu te amo, Christian. Mesmo que voc esteja bbado, ou que voc tenha estado
fora sabe Deus onde, eu te amo. Eu vou sempre te amar.
       -- Hmm, -- ele murmura. Eu beijo sua tmpora mais uma vez, ento eu saio da
cama e cubro-o. Eu posso dormir do lado dele, na lateral da cama... Sim, eu vou fazer isso.




397
       Primeiro eu vou arrumar suas roupas, no entanto. Eu balano minha cabea e pego
suas meias e gravata, e dobro a jaqueta por cima do meu brao. Tal como eu, o seu
Blackberry cai no cho. Eu pego e o destravo inadvertidamente. Ele abre na tela de
mensagem de texto. Eu posso ver minha mensagem, e acima dela, uma outra.
       Porra. Meu coro cabeludo se arrepia.


                            *Foi bom te ver. Agora eu entendo.
                    No se preocupe. Voc vai ser um pai maravilhoso.*

        dela. Sra. Elena Puta e Problemtica Robinson.
       Merda. L  onde ele esteve. Ele foi ver ela.




                                       Captulo 21
       Eu embasbaco com o texto, em seguida, olho para a forma de meu marido dormir.
Ele esteve fora at uma e meia da manh bebendo com ela! Ele ronca baixinho, dormindo
o sono de um aparentemente bebado inocente, esquecido. Ele parece to sereno.
       Oh, no, no, no. Minhas pernas viram gelia, e eu afundo lentamente na cadeira ao
lado da cama em descrena. Lgrimas amargas escorrem, sinto a lana humilhante da
traio perfurar meu corao. Como ele pode? Justo com ela? Estremeo, lgrimas de raiva
escorrem pelo meu rosto. Sua ira e medo, sua necessidade de me bater, eu posso entender,
e perdoar. Mas esta... traio  demais. Eu puxo meus joelhos contra o peito e enrolo meus
braos ao seu redor, me protegendo e protegendo meu pequeno Blip. Eu me acalanto,
chorando baixinho.
       O que eu esperava? Eu me casei com esse homem muito rapidamente. Eu sabia, eu
sabia que isso aconteceria. Porqu. Porqu. Por qu? Como ele pde fazer isso comigo? Ele
sabe como me sinto sobre essa mulher. Como ele pode voltar para ela? Como? Sinto a faca
cravar lenta e dolorosamente mais fundo no meu corao, dilacerando-me. Ser que vai
ser sempre assim?
       Em meio s lgrimas, meus olhos embassados avistam sua figura prostrada e
brilhante. Oh, Christian. Eu casei com ele porque o amo, e no fundo sei que ele me ama. Eu
sei que ele ama. Seu presente de aniversrio dolorosamente doce vem  mente.




398
        Para todas as nossos primeiras em seu primeiro aniversrio como minha amada esposa. Eu
te amo. C x
        No, no, no, eu no posso acreditar que ele vai ser sempre assim, dois passos 
frente e trs passos para trs. Mas  assim que sempre foi com ele. Depois de cada revs,
que avanamos, centmetro por centmetro. Ele vira por a... ele vai. Mas vou? Ser que eu
posso me recuperar desta... traio? Eu penso sobre como ele tem sido este ltimo, fim de
semana horrvel, maravilhoso. Sua fora enquanto meu pai estava quebrado e em coma na
UTI... minha festa surpresa, trazendo a minha famlia e amigos... mergulhando-me l em
baixo, fora do Heathman e me beijando em vista do grande pblico. Oh, Christian, voc
estica toda a minha confiana, toda a minha f... e eu te amo.
        Mas agora no sou s eu. Eu coloco minha mo na barriga. No, eu no vou deix-
lo fazer isso comigo e com nosso pequeno Blip. Dr. Flynn disse que eu deveria lhe dar o
benefcio da dvida, bem, no desta vez. Eu enxugo as lgrimas dos olhos e limpo meu
nariz com a palma da minha mo.
        Christian agita e rola, puxando as pernas para cima do lado da cama, e se enrola
debaixo do edredom. Ele estende a mo como se estivesse procurando algo, ento
resmunga e franze a testa, mas volta a dormir, seu brao estendido.
        Oh, Cinqenta. O que eu vou fazer com voc? E o que diabos voc estava fazendo com a
cadela pedofila? Eu preciso saber.
        Eu olho mais uma vez no texto ofensivo e rapidamente crio um plano. Respirando
fundo, eu envio o texto para o meu BlackBerry. Fao uma investigao completa. Verifico
rapidamente os outros e-mails, mas s consigo ver as mensagens de Elliot, Andrea, Taylor,
Ros, e eu. Nenhuma de Elena. Bom, eu acho. Eu saio da tela, aliviada que ele no mandou
nada para ela, e meu corao da uma guinada para minha garganta. Oh meu. O papel de
parede em seu telefone  um moisaco de mim, uma colcha de retalhos de Anastasias
minsculas em vrias poses, a nossa lua de mel, nosso fim de semana recente no barco, e
algumas das fotos do Jos, tambm. Quando ele fez isso? Deve ter sido recentemente.
        Percebo seu cone de e-mail, e uma idia tentadora desliza em minha mente... Eu
podia ler os e-mails de Christian. Ver se ele est falando com ela. Ser? Embanhada em um
chale de seda verde-jade, minha deusa interior concorda enfaticamente, sua boca definida
em uma careta. Antes que eu possa me parar, eu invado sua privacidade.




399
       H centenas e centenas de e-mails. Eu giro por eles, e com o olhar aborrecido como
um ano... s vejo emails de Ros, Andrea e eu, e vrios executivos de sua companhia.
Nenhum da cadela pedofila. Enquanto eu estou vendo, me sinto aliviada por ver que no
h nenhum de Leila tambm.
       Um e-mail me chama ateno.  de Barney Sullivan, e a linha de assunto : Jack
Hyde. Olho culpada para Christian, mas ele ainda est roncando suavemente. Eu nunca
ouvi ele roncar. Eu abro o e-mail.


De: Barney Sullivan
Assunto: Jack Hyde
Data: 13 de setembro de 2011 14:09
Para: Christian Grey

CCTV em torno de Seattle segue a van branca do Sul pela Irving. Antes que eu possa
qualquer vestgio, ento Hyde deve ter sido baseado nessa rea.
Como Welch disse que o carro suspeito foi alugado com uma licena falsa por uma mulher
desconhecida, embora nada que vincula para a area de South Street Irving.
Detalhes de funcionrios conhecidos GEH e SIP que vivem na rea esto no arquivo
anexo, e que eu estou encaminhando para Welch, tambm.

No havia nada no computador de Hyde na SIP sobre sua ex-PAs.

Como um lembrete, aqui est a lista do que foi recuperado do computador do Hyde SIP.

Residncias Greys:
Cinco propriedades em Seattle
Duas propriedades em Detroit

Currculos detalhados de:
Carrick Grey
Elliot Grey
Christian Grey
Dra. Grace Trevelyan
Anastasia Steele
Mia Grey

Jornal e artigos online relacionados com:
Dra. Grace Trevelyan
Carrick Grey
Christian Grey
Elliot Grey

Fotografias:


400
Carrick Grey
Dra. Grace Trevelyan
Christian Grey
Elliot Grey
Mia Grey

Eu vou continuar minha investigao, ver o que mais eu posso encontrar.

B Sullivan
Chefe de TI, GEH


       Este estranho e-mail momentaneamente me desvia da minha noite de aflio. Eu
clico no anexo para verificar atravs dos nomes na lista, mas  obviamente enorme, grande
demais para abrir no BlackBerry.
       O que estou fazendo?  tarde. Eu tive um dia cansativo. No h e-mails da cadela
pedofila ou de Leila Williams, e eu sinto algum conforto com isso. Eu olho rapidamente
para o relgio: ja passa das duas da manh. Hoje foi um dia de revelaes. Eu estou para
ser me, e meu marido foi confraternizar com o inimigo. Bem, deixe ele bebado a. Eu no
vou dormir aqui com ele. Ele pode acordar sozinho amanh. Depois de colocar seu
BlackBerry na mesa de cabeceira, eu pego minha bolsa ao lado da cama e, depois de um
ltimo olhar para meu anjo, meu Judas dormindo, eu deixo o quarto.
       A chave do quarto de jogos est em seu lugar habitual no armrio na despensa. Eu
pego e me dirijo para o andar de cima. Do armrio pego um travesseiro e edredon, e abro
a porta entrando no quarto de jogos, apagando as luzes para escurecer. Estranho que eu
acho o cheiro e o ambiente deste quarto to confortvel, considerando que eu no estava
totalmente segura na ltima vez que estivemos aqui. Eu tranco a porta atrs de mim,
deixando a chave na fechadura. Eu sei que amanh de manh Christian acordar
frenticamente ensandecido para me encontrar, e eu no acho que ele vai entrar aqui se a
porta estiver trancada. Bem, vai ser bem feito.
       Eu me enrolo com o edredon no sof e pego meu BlackBerry da bolsa. Verificando
os meus e-mails, eu vejo o da cadela pedofila mal amada que eu encaminhei do telefone
Christian. Eu digito:


*Voc gostaria de juntar a Sra. Lincoln a ns para eventualmente discutirmos o e-mail que
   ela te enviou? Ou voc vai correr atras dela para ela te salvar depois? Sua Esposa*




401
       Eu pressiono enviar e mudo o volume para silencioso. Me enrolo no edredom. Meu
corao est apertado, estou magoada pela enormidade do erro de Christian. Esse deveria
ser um momento feliz. Oh, vamos ser pais. Rapidamente, revivo a cena de eu dizendo para
Christian que estou grvida e fantasio ele caindo de joelhos com alegria na minha frente,
puxando-me em seus braos e dizendo o quanto me ama e ama nosso pequeno Blip.
       No entanto, aqui estou eu, sozinha e triste no quarto de jogos de fantasia BDSM. De
repente, me sinto velha, mais velha do que os meus anos. Assumir Christian foi e sempre
vai ser um desafio, mas ele realmente se superou desta vez. O que ele estava pensando?
Bem, se ele quer uma luta, vou dar-lhe uma luta. No vou deix-lo fugir e correr para ver
aquela mulher, sempre que tivermos um problema. Ele vai ter que escolher entre ela ou eu
e nosso pequeno Blip. Fungo baixinho, estou to cansada, que logo adormeo.


       Eu acordo me sentindo momentaneamente desorientada... Oh sim. Estou no quarto
de jogos. Por no ter janelas, no tenho idia de que horas so. A maaneta da porta
chocalha.
       --Ana! -- Christian grita do lado de fora da porta. Eu congelo, mas ele no pode
entrar. Eu ouo vozes abafadas, mas elas se afastam. Eu suspiro e verifico as horas no meu
BlackBerry. So 7:50, e eu tenho quatro chamadas no atendidas e duas mensagens de voz.
As chamadas no atendidas so na sua maioria de Christian, mas h tambm uma de Kate.
Oh, no. Ele deve ter ligado para ela. Eu no tenho tempo para ouvi-las. Eu no vou chegar
atrasada para o trabalho.
       Eu me enrolo no edredom e pego minha bolsa antes de fazer meu caminho para a
porta. Abrindo lentamente, eu espio o lado de fora. Nenhum sinal de qualquer um. Oh
merda... Talvez isto seja um pouco melodramtico. Reviro os olhos para mim, respiro
profundamente , e olho para baixo.
       Taylor, Sawyer, Ryan, Sra. Jones, e Christian esto de p na entrada para a sala
grande, e Christian est soltando faiscas e dando instrues. Com todos eles em volta eu
dou um bocejo. Christian ainda est usando as roupas que ele dormiu na noite passada.
Ele parece desgrenhado, plido, com o corao quase parando. Bonito. Seus grandes olhos
cinzentos esto arregalados, e eu no sei se ele est com medo ou raiva.  difcil de dizer.
       -- Sawyer, eu vou estar pronta para sair em 20 minutos, -- murmuro, me
envolvendo mais ainda no edredon para me proteger.


402
       Ele acena com a cabea, e todos os olhos se voltam para Christian, que ainda est
olhando intensamente para mim.
       -- Gostaria de um caf da manh, Sra. Grey? -- Sra. Jones pergunta. Eu balano
minha cabea.
       -- Eu no estou com fome, obrigada. -- Ela franze os lbios, mas no diz nada.
       -- Onde voc estava? -- Christian pergunta, sua voz baixa e rouca. De repente,
Sawyer, Taylor, Ryan e Sra. Jones somem, correndo para o escritrio de Taylor, para o hall
de entrada, e para a cozinha como ratos assustados em um navio afundando.
       Eu ignoro Christian e marcho em direo ao nosso quarto.
       -- Ana, -- ele chama depois que passo por ele, -- me responda. -- Eu ouo seus
passos atrs de mim quando entro no quarto e vou para nosso banheiro. Rapidamente, eu
tranco a porta.
       -- Ana! -- Christian bate na porta. Eu ligo o chuveiro. Ouo socos na porta. --
Ana, abra a maldita porta.
       -- V embora!
       -- Eu no vou a lugar nenhum.
       -- Faa como quiser.
       -- Ana, por favor.
       Entro no chuveiro, fechando o box. Oh,  quente. A cascata de gua em cima de
mim, limpando o esgotamento da noite da minha pele. Oh meu. Isso  to bom. Por um
momento, por um breve momento, eu posso fingir que tudo est bem. Eu lavo meu cabelo
e pelo tempo que eu demorei, eu me sinto melhor, mais forte, pronta para enfrentar o trem
de carga, que  Christian Grey. Eu envolvo meu cabelo em uma toalha, me seco
crapidamente em outra toalha, e a enrolo em torno de mim.
       Eu destranco a porta e encontro Christian encostado na parede oposta, com as
mos atrs das costas. Sua expresso  cautelosa, a de um predador em busca da caa. Eu
vou a passos largos por ele e entro em nosso closet.
       -- Voc est me ignorando? -- Christian pergunta quase sem acreditar enquanto
ele fica no limiar do armrio.
       -- Perceptivo, no ? -- Murmuro distraidamente enquanto eu procuro algo para
vestir. Ah, sim, meu vestido ameixa. Eu saio para fora do closet, escolho minha bota preta
stiletto, e vou para o quarto. Peo a Christian para sair do caminho, o que ele faz,


403
eventualmente, ele e suas intrnsecas boas maneiras. Sinto seus olhos em mim enquanto eu
ando at minha cmoda, e dou uma olhadinha para ele no espelho, de p, imvel na porta,
me olhando. Em um ato digno de um vencedor do Oscar, eu deixo minha toalha cair no
cho e finjo que estou alheia ao meu corpo nu. Eu ouo seu suspiro contido e ignoro-o.
       -- Por que voc est fazendo isso? -- Ele pergunta. Sua voz  baixa.
       -- Por que voc acha? -- Minha voz  suave como veludo, e eu pego um lindo
conjunto de calcinha Black Lace La Perla.
       -- Ana -- Ele para e eu tremo para ele.
       -- V perguntar a sua Mrs. Robinson. Tenho certeza que ela vai ter uma explicao
para voc -- murmuro enquanto procura o suti correspondente a calcinha.
       -- Ana, eu j disse antes, ela no  minha...
       -- Eu no quero ouvir isso, Christian. -- Eu aceno minha mo com desdm. -- O
tempo para falar foi ontem, mas em vez disso voc decidiu discursar e ficar bbado com a
mulher que abusou de voc por anos. D-lhe uma chamada. Tenho certeza de que ela vai
estar mais do que disposta a ouvi-lo agora. -- Eu acho o suti combinando e o visto.
Christian caminha para o quarto e coloca as mos no quadril.
       -- Por que voc estava me bisbilhotando? -- Ele pergunta.
       Apesar de no resolver eu disparo. -- Esse no  o ponto, Christian. -- Falo para
ele. -- O fato , as coisas ficam difceis e voc corre para ela.
       Sua boca se estabelece em uma linha sombria. -- No foi assim.
       -- Eu no estou interessada. -- Escolho um par de meias pretas, e vou ate a cama.
Sento-me, aponto o dedo do p, e gentilmente o material desliza at minha coxa.
       -- Onde voc estava? -- Ele pergunta, seus olhos seguindo minhas mos at as
minhas pernas, mas eu continuo a ignor-lo enquanto eu rolo lentamente a outra meia. De
p, eu dobro a toalha de secar meu cabelo e a coloco entre minhas coxas que se separam,
eu posso ver seus ps descalos, e eu sinto seu olhar intenso. Quando termino, eu fico de
p e volto para as gavetas, onde eu pego meu secador de cabelo.
       -- Me responda. -- A voz de Christian  baixa e rouca.
       Eu ligo o secador de cabelo para que eu no possa mais ouvi-lo e vejo-o atravs de
meus clios no espelho enquanto eu seco meu cabelo com os dedos. Ele olha para mim,
olhos estreitos, doceis e frios ao mesmo tempo. Eu olho para longe, com foco na tarefa e
tentando conter o arrepio que corre atravs de mim. Eu engulo seco e me concentro em


404
secar meu cabelo. Ele ainda est louco. Ele sai com aquela mulher maldita, e fica bravo
comigo? Como ele se atreve! Quando meu cabelo parece selvagem e indomvel, eu paro.
Sim... Eu gosto. Eu desligo o secador de cabelo.
       -- Onde voc estava? --Ele sussurra, seu tom rtico.
       -- O que te interessa?
       -- Ana, pare com isso. Agora.
       Eu dou de ombros, e Christian se move rapidamente em minha direo. Eu giro de
volta, recuando quando ele chega perto.
       -- No toque em mim, -- eu assobio e ele congela.
       -- Onde voc estava? -- Ele exige. Apertando os punhos das mos ao seu lado.
       -- Eu no estava me embebedando com meu ex, -- eu fervo. -- Voc dormiu com
ela?
       Ele suspira. -- O qu? No! -- Ele cospe para mim e tem a ousadia de olhar para
mim ferido e bravo, ao mesmo tempo. Meu subconsciente d um suspiro pequeno, bem-
vindo de alvio.
       -- Voc acha que eu ia trair voc? -- Seu tom  de indignao moral.
       -- Voc traiu, -- rosno. -- Ao pegar nossa vida particular e derramar sua covardia
para aquela mulher.
       Sua boca cai aberta. -- Isso  o que voc acha? -- Seus olhos ardendo em chamas.
       -- Christian, eu vi o e-mail. Isso  o que eu sei.
       -- Esse e-mail no foi feito para voc, -- ele rosna.
       -- Bem, o fato  que eu vi quando seu BlackBerry caiu de seu casaco enquanto eu
estava despindo voc, porque voc estava bbado demais para despir-se. Voc tem alguma
idia do quanto voc me machucou por ir ver aquela mulher?
       Ele empalidece momentaneamente, mas eu estou em um rolo, minha cadela interna
desencadeada.
       -- Voc se lembra ontem  noite quando voc chegou em casa? Lembra-se do que
voc disse?
       Ele me olha fixamente, seu rosto congelado.
       -- Bem, voc estava certo. Eu escolhi jogar este beb indefeso em cima de voc. Isso
 o que qualquer pai amoroso faz. Isso  o quequalquer pai amoroso faz. Isso  o que sua
me deveria ter feito para voc. E eu sinto muito que ela no tenha feito, porque ns no


405
estaramos tendo essa conversa agora, se ela tivesse feito. Mas voc  um adulto agora, que
precisa crescer e sentir o cheiro da porra do caf e parar de se comportar como um
adolescente petulante. Voc pode no estar feliz com este beb. Eu no estou em xtase,
dado o tempo e sua recepo fria para esta nova vida, para a carne de sua carne. Mas voc
pode fazer isso comigo, ou eu vou fazer isso por conta prpria. A deciso  sua. Enquanto
voc se afunda em seu poo de auto-piedade e auto-averso, eu vou trabalhar. E quando
eu voltar, vou levar minhas coisas para o quarto de cima.
       Ele pisca para mim, chocado.
       -- Agora, se me d licena, eu gostaria de terminar de me vestir. -- Eu estou
respirando forte.
       Muito lentamente, Christian recua um passo, endurecido ele diz. --  o que voc
quer? -- Eele sussurra.
       -- Eu no sei mais o que eu quero. -- Meu tom espelha o seu, e  preciso um
monumental esforo para fingir desinteresse enquanto eu casualmente mergulho as
pontas dos meus dedos no meu hidratante e passo suavemente sobre meu rosto. Olho para
mim mesma no espelho. Olhos azuis largos, rosto plido, mas bochechas coradas. Voc est
indo muito bem. No recue agora. No recue agora.
       -- Voc no me quer? -- Ele sussurra.
       Oh, no... oh no voc no, Grey.
       -- Eu ainda estou aqui, no estou? -- Disparo. Pegando meu rmel, eu aplico
primeiro no meu olho direito.
       -- Voc j pensou em ir embora? -- Suas palavras so quase inaudvel.
       -- Quando um marido prefere a companhia de sua ex-amante, no  normalmente
um bom sinal. -- Eu lano o desdm para o lugar certo, fugindo de sua pergunta. Passo
gloss nos labios agora. Eu amuo meus lbios brilhantes para a imagem no espelho. Fique
forte, Steele... Hmm... Grey. Puta merda, eu nem me lembro o meu nome. Eu pego minhas
botas, e me sento na cama mais uma vez, e rapidamente calo, puxando-as por cima de
meus joelhos. Opa. Eu olho para Christian que est quente s de cueca e chinelo. Eu sei.
De p, eu olho desapaixonadamente para ele. Ele pisca para mim, e seus olhos viajam
rapidamente e avidamente pelo meu corpo.
       -- Eu sei o que voc est fazendo aqui, -- ele murmura, e sua voz adquiriu um
tom, quente e sedutor.


406
         -- Voc sabe? -- E minha voz treme. No, Ana... seja forte.
         Ele engole e d um passo a frente. Eu dou um passo atrs e seguro minhas mos
para cima.
         -- Nem pense nisso, Grey, -- eu sussurro ameaadora.
         -- Voc  minha mulher, -- ele diz em voz baixa, ameaadoramente.
         -- Sou a mulher grvida que voce abandonou ontem, e se voc me tocar vou gritar.
         Suas sobrancelhas sobem em descrena. -- Voc gritar?
         -- Assassinato sangrento. -- Eu estreito meus olhos.
         -- Ningum iria ouvir voc, -- ele murmura, seu olhar intenso, e brevemente eu
estou lembrado da nossa manh em Aspen. No. No. No.
         -- Voc est tentando me assustar? -- Murmuro sem flego, tentando
deliberadamente descarrilar ele.
         E funciona. Ele se acalma e sussurra. -- Essa no foi minha inteno. -- Ele franze a
testa.
         Eu mal posso respirar. Se ele me tocar, vou sucumbir. Eu sei o poder que ele exerce
sobre mim e sobre o meu corpo traidor. Eu sei. Eu penduro sobre a minha raiva.
         -- Eu s tomei uma bebida com algum que eu costumava ser prximo. Clareando
as ideias. Eu no vou v-la novamente.
         -- Voc foi procur-la?
         -- No a princpio. Eu tentei ver Flynn. Mas eu me encontrava perto do salo.
         -- E voc espera que eu acredite que voc no vai v-la de novo? -- Eu no consigo
conter a minha indignao, eu assobio para ele. -- E a prxima vez que eu passar em
alguma linha imaginria? Este  o mesmo argumento que temos uma e outra vez. Se eu
errar de novo, voc vai correr de volta para ela?
         -- Eu no vou v-la novamente, -- ele diz com frieza. -- Ela finalmente entendeu
como me sinto.
         Eu pisco para ele. -- O que significa isso?
         Ele endireita e passa a mo pelos cabelos, exasperado e irritado e silencia. Eu tento
um rumo diferente.
         -- Por que voc pode falar com ela e no comigo?
         -- Eu estava com raiva de voc. Como eu estou agora.




407
       -- Voc no diz! -- Agarro. -- Bem, estou brava com voc agora. Brava com voc
por ser to frio e insensvel ontem quando precisei de voc. Brava com voc por dizer que
fiquei grvida de propsito, quando no o fiz. Brava com voc por me trair. -- Eu me viro
para reprimir um soluo. Sua boca aberta cai em estado de choque, e ele fecha os olhos
brevemente como se eu tivesse o esbofeteado. Eu engulo. Calma, Anastasia.
       -- Eu deveria ter mantido controle maior. Mas eu no fiz isso de propsito. Esta
gravidez  um choque para mim, tambm. -- Murmuro, tentando por um mnimo de
civilidade. -- Pode ser que a injeo falhou.
       Ele me olha, em silncio.
       -- Voc realmente fudeu tudo ontem, -- eu sussurro, minha raiva ferve. -- Eu tive
um monte de coisas para lidar nas ltimas semanas.
       -- Voc realmente fudeu trs ou quatro semanas atrs. Ou sempre que voc se
esqueceu de tomar a injeo.
       -- Bem, Deus me livre de ser perfeita como voc!
       Oh pare, pare, pare. Ns estamos encarando um ao outro.
       -- Esse  o desempenho, Sra. Grey, -- ele sussurra.
       -- Bem, eu estou contente que, mesmo grvida, estou me divertindo.
       Ele me olha fixamente. -- Preciso de um banho, -- ele murmura.
       -- E eu ja vi o suficiente deste show.
       --  um show bem poderoso, -- ele sussurra. Ele d um passo a frente, e eu dou
um passo de volta novamente.
       -- No.
       -- Eu odeio quando voc no me deixa tocar em voc.
       -- Irnico, no ?
       Seus olhos estreitam mais uma vez. -- Ns temos muito que resolver?
       -- Eu no digo nada enquanto saio do quarto.
       Seus olhos abrem e queimam brevemente. -- Ela no significa nada para mim.
       -- Exceto quando voc precisa dela.
       -- Eu no preciso dela. Eu preciso de voc.
       -- Voc no precisou ontem. Essa mulher  um limite rgido para mim, Christian.
       -- Ela est fora da minha vida.
       -- Eu gostaria de poder acreditar em voc.


408
         -- Pelo amor de Deus, Ana.
         -- Por favor, deixe-me vestir.
         Ele suspira e passa a mo pelo cabelo mais uma vez. -- Vou v-la esta noite, -- ele
diz, sua voz sombria e desprovida de sentimento. E por um breve momento eu quero
aperta-lo em meus braos e acalm-lo... mas eu resisto porque eu estou muito louca. Ele se
vira e vai para o banheiro. Eu fico congelada at que eu ouo a porta fechar.
         Eu cambaleio at a cama e me deixo cair. Minha deusa interior e meu subconsciente
esto ambos me dando uma ovacionao de p. Eu no ca em meio s lgrimas, gritos, ou
terrorismos, nem me sucumbi ao seu charme. Eu mereo uma medalha de honra do
Congresso, mas me sinto to baixa. Merda. Resolvemos nada. Estamos  beira de um
precipcio.  o nosso casamento que est em jogo aqui! Porque ele no pode ver que ele foi
um completo e absoluto burro quando foi correndo para aquela mulher? E o que ele quer
dizer quando afirma que nunca mais vai v-la novamente? Ser que eu devo acreditar? Eu
olho para o relgio so 8:30. Merda! Eu no quero chegar tarde. Respiro profundamente.
         -- Round 2 terminou em empate pequeno Blip, -- eu sussurro, acariciando a
minha barriga. -- Papai pode ser uma causa perdida, mas espero que no. Por que, oh por
que, voc chegou to cedo, pequeno Blip? As coisas estavam ficando boas. -- Meu lbio
treme, mas com uma respirao profunda e deixo minhas emoes sob controle.
         -- Vamos l. Vamos quebrar tudo no trabalho.


         Eu no digo tchau a Christian. Ele ainda est no chuveiro quando Sawyer e eu
saimos. Ao olhar para fora das janelas escuras do SUV, a compostura acaba e as lagrimas
aparecem em meus olhos. Meu humor  refletido no cu, cinza triste, e eu me sinto uma
estranha sensao de mau agouro. Ns no realmente falamos do beb. Eu tive menos de
vinte e quatro horas para assimilar a notcia do pequeno Blip. Christian teve ainda menos
tempo. -- Ele nem sequer sabe o seu nome. -- Eu acaricio minha barriga e limpo as
lgrimas do meu rosto.
         -- Sra. Grey. -- Sawyer interrompe meu devaneio. -- Ns chegamos.
         -- Oh. Obrigado, Sawyer.
         -- Eu vou dar uma corrida at a delicatesse, senhora. Posso lhe arranjar alguma
coisa?
         -- No. Obrigado. Eu no estou com fome.


409
       Hannah me espera com um caf. Eu sinto o cheiro dele e o meu estmago agita.
       -- Hmm... Posso tomar ch, por favor? --Eu murmuro, envergonhada. Eu sabia
que havia uma razo para eu nunca ter gostado de caf. Eita, cheira mal.
       -- Voc est bem, Ana?
       Concordo e corro pra segurana de meu escritrio. Meu BlackBerry vibra.  Kate.
       -- Por que Christian estava procurando por voc? -- Ela pergunta sem nenhum
prembulo.
       -- Bom dia, Kate. Como voc est?
       -- Pare com isso, Steele. O que h? -- A inquisio de Katherine Kavanagh comea.
       -- Christian e eu tivemos uma briga, isso  tudo.
       -- Ele machucou voc?
       Reviro os olhos. -- Sim, mas no do jeito que voc est pensando. -- Eu no posso
lidar com Kate no momento. Eu sei que vou chorar, e agora estou muito orgulhosa de mim
por no ceder a ele esta manh. -- Kate, eu tenho uma reunio. Eu te ligo de volta.
       -- timo. Voc est bem?
       -- Sim. -- No. -- Eu te ligo mais tarde, ok?
       -- Ok, Ana, tem o seu prprio caminho. Eu estou aqui para voc.
       -- Eu sei, -- eu sussurro e luto contra a reao da emoo em suas palavras
amveis. Eu no ia chorar. Eu no vou chorar.
       -- Ray est bem?
       -- Sim, -- eu sussurro a palavra.
       -- Oh, Ana, -- ela sussurra.
       -- No.
       -- Tudo bem. Falamos mais tarde.
       -- Sim.


       Durante o decorrer da manh, checo esporadicamente meus e-mails, na esperana
de alguma palavra de Christian. Mas no h nada. Conforme o dia passa, eu percebo que
ele no vai entrar em contato comigo, pois ainda est com raiva. Bem, eu ainda estou
brava, tambm. Eu me lano no trabalho, parando apenas na hora do almoo para um
creme de queijo e salmo bagel.  extraordinrio o quanto melhor eu me sinto depois de j
ter comido alguma coisa.


410
       s cinco horas Sawyer e eu partimos para o hospital para ver Ray. Sawyer  da
segurana extra, e at mesmo folguista.  irritante. Quando nos aproximamos do quarto
de Ray, ele paira sobre mim.
       -- Quer que eu pegue um ch enquanto voc visita seu pai? -- Ele pergunta.
       -- No, obrigado, Sawyer. Eu vou ficar bem.
       -- Vou esperar do lado de fora. -- Ele abre a porta para mim, e eu sou grata por
fugir dele por um momento. Ray est sentado na cama, lendo uma revista. Ele est
barbeado, vestindo um pijama, ele se parece com seu antigo eu.
       --Ei, Annie. -- Ele sorri. E o seu rosto cai.
       -- Oh, papai... -- Me lano ao seu lado, e em uma jogada muito incaracterstica, ele
abre os braos e me abraa.
       -- Annie? -- Ele sussurra. -- O que  isso? -- Ele me mantm apertada e beija o
meu cabelo. Enquanto estou em seus braos, eu percebo o quo raro so esses momentos
entre ns. Por que ser? Ser por isso que eu gosto de sentar no colo de Christian? Depois
de um momento, eu me afasto dele e sento na cadeira ao lado da cama. A testa de Ray est
sulcada de preocupao.
       -- Diga a seu pai.
       Eu balano minha cabea. Ele no precisa de meus problemas agora.
       -- No  nada, pai. Voc parece bem. -- Eu aperto sua mo.
       -- Sentindo-se mais como eu, embora esta perna engessada ficou saracoteando.
       -- Saracoteando? -- Sua palavra pede meu sorriso.
       Ele sorri de volta. -- Saracoteando soa melhor do que coando.
       -- Oh, papai, estou to feliz por voc estar bem.
       -- Eu tambm, Annie. Eu gostaria de ter alguns netos pendurados nesse joelho um
dia. No gostaria de perder isso para o mundo.
       Eu pisco para ele. Merda. Ser que ele sabe? E eu luto contra as lgrimas que
salpicam no canto dos meus olhos.
       -- Voc e Christian esto se dando bem?
       -- Ns tivemos uma briga, -- eu sussurro, tentando falar no passado, o n em
minha garganta. -- Ns vamos trabalhar nisso.
       Ele acena. -- Ele  um bom homem, o seu marido, -- Ray diz tranqilizador.




411
       -- Ele tem seus momentos. O que dizem os mdicos? -- Eu no quero falar sobre
meu marido agora, ele  um tema doloroso de conversa.


       De volta ao Escala, Christian no est em casa.
       -- Christian ligou e disse que ficaria trabalhando at tarde, -- Sra. Jones me
informa se desculpando.
       -- Oh. Obrigado por me avisar. -- Por que ele no podia me dizer? Nossa, ele
realmente est tomando seu mau humor para um nvel totalmente novo. Estou
brevemente lembrando da luta sobre nossos votos de casamento e a birra principal que ele
tinha ento. Mas eu sou a nica prejudicada aqui.
       -- O que voc gostaria de comer? -- Mrs. Jones tem um brilho determinado, de ao
nos olhos.
       -- Macarro.
       Ela sorri. -- Spaghetti, penne, fusilli?
       -- Spaghetti, sua bolonhesa.
       -- Saindo. E Ana... voc deve saber que o Sr. Grey estava desesperado esta manh
quando pensou que voc tinha o deixado. Ele estava fora de si. -- Ela sorri com carinho.
       Oh...
       J passa das nove da noite e ele ainda no est em casa. Estou sentada em minha
mesa na biblioteca, imaginando onde ele est. Eu ligo para ele.
       -- Ana, -- ele diz, com a voz fria.
       -- Oi.
       Ele inala suavemente. -- Oi, -- ele diz, com a voz mais baixa.
       -- Voc est vindo para casa?
       -- Mais tarde.
       -- Voc est no escritrio?
       -- Sim. Onde voc acha que eu estou?
       Com ela. -- Eu vou deixar voc trabalhar.
       Ns dois penduramos na linha, o silncio cresce e se aperta entre ns.
       -- Boa noite, Ana, -- ele diz eventualmente.
       -- Boa noite, Christian.
       Ele desliga.


412
       Oh merda. Eu olho para o meu BlackBerry. Eu no sei o que ele espera que eu faa.
Eu no vou deix-lo pisar em mim. Sim, ele  louco, justo suficiente. Eu sou louca. Mas
estamos onde estamos. Eu no sa correndo com os labios frouxos atrs de meu ex-amante-
doente. Eu quero que ele reconhea que essa no  uma forma aceitvel de se comportar.
       Sento-me na minha cadeira, olhando para a mesa de bilhar na biblioteca, e recordo
momentos de diverso jogando sinuca. Eu coloco a minha mo na minha barriga. Talvez
seja muito cedo. Talvez esta no seja a hora... E eu vejo que meu subconsciente est
gritando no! Se eu terminar com essa gravidez, eu nunca vou me perdoar ou perdoar
Christian. -- Oh, Blip, o que voc fez com a gente? -- Eu no posso encarar e falar com
Kate. Eu no posso falar com ningum. Eu passo uma mensagem para ela, prometendo
ligar em breve.
       So 11 da noite, j no posso manter meus olhos abertos. Resignada, eu me dirijo
para meu antigo quarto. Enrolada debaixo do edredom, eu finalmente deixo o choro vir,
soluando em meu travesseiro, grandes soluos, arquejos grosseiros, tamanha tristeza...


       Minha cabea est pesada quando eu acordo. A Luz de outono brilha atravs das
janelas grandes do meu quarto. Olhando para o relgio vejo que  7:30. Meu pensamento
imediato  onde est Christian? Eu sento e balano as pernas para fora da cama. No cho ao
lado da cama esta a gravata cinza-prata de Christian, minha favorita. Ela no estava l
quando fui para a cama na noite passada. Eu pego e olho para ela, acariciando o material
de seda entre meus dedos, em seguida, abraando contra a minha bochecha. Ele estava
aqui, me observando dormir. E um vislumbre de esperana fasca dentro de mim.


       Mrs. Jones est ocupada na cozinha quando eu chego l embaixo.
       -- Bom dia, -- ela diz brilhantemente.
       -- Bom dia. Christian? -- Eu pergunto.
       Seu rosto cai. -- Ele j foi embora.
       -- Ento ele voltou para casa? -- Eu preciso verificar, apesar de eu ter a gravata
como evidncia.
       -- Ele voltou, -- ela faz uma pausa, -- Ana, por favor, me perdoe por falar fora de
hora, mas no desista dele. Ele  um homem teimoso.




413
       Concordo com a cabea e ela para. Tenho certeza de que minha expresso diz a ela
que eu no quero discutir meu marido errante agora.


       Quando eu chego no trabalho, verifico meus e-mails. Meu corao salta para fora
da boca quando eu vejo, que h um de Christian.


De: Christian Grey
Assunto: Portland
Data: 15 de setembro, 2011 6:45
Para: Anastasia Grey

Ana,
Estou voando para Portland hoje.
Eu tenho alguns negcios para concluir com WSU.
Eu pensei que voc gostaria de saber.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Oh. Lgrimas salpicam meus olhos.  isso? Meu estmago revira. Merda! Eu estou
doente. Corro para o banheiro e chego a tempo de depositar meu caf da manh no vaso
sanitrio. Eu afundo no cho do banheiro e coloco minha cabea em minhas mos. Eu
poderia ser mais infeliz? Depois de um tempo, h uma batida suave na porta.
       -- Ana? --  Hannah.
       Foda-se. -- Sim?
       -- Voc est bem?
       -- Vou sair em um momento.
       -- Boyce Fox est aqui para ver voc.
       Merda. -- Mostre a ele a sala de reunio. Eu estarei l em um minuto.
       -- Voc quer um pouco de ch?
       -- Por favor.


       Depois do meu almoo, outro creme de queijo e bagel de salmo, que eu consigo
manter no estomago, eu sento olhando distraidamente para o meu computador,  procura
de inspirao e imaginando como Christian e eu vamos resolver este enorme problema.




414
         Meu BlackBerry vibra, fazendo-me saltar. Eu olho para a tela,  Mia. Nossa, isso 
tudo que eu preciso, ela est jorrando entusiasmo. Eu hesito, me perguntando se eu
poderia simplesmente ignorar, mas a cortesia vence.
         -- Mia, -- eu respondo brilhantemente.
         -- Bem, Ol, Ana, quanto tempo no nos falamos. -- A voz masculina  familiar.
Merda!
         Espinhos saem em meu couro cabeludo e todos os plos do meu corpo esto em
ateno com a adrenalina invadindo meu sistema nervoso e meu mundo para de girar.
          Jack Hyde.




                                         Captulo 22
         -- Jack. -- Minha voz desapareceu, chocada pelo medo. Como ele est fora da
cadeia. Porque ele est com o telefone de Mia? O sangue  drenado do meu rosto, eu me
sinto tonta.
         -- Voc se lembra de mim. -- Ele diz em um tom macio. Sinto seu amargo sorriso.
         -- Sim,  claro. -- Minha resposta  automtica e minha mente corre.
         -- Voc est provavelmente imaginando porque eu liguei para voc.
         -- Sim.
         Desligue.
         -- No desligue. Eu tenho tido uma conversinha com sua pequena cunhadinha.
         O que? Mia! No! -- O que voc est fazendo? -- Eu sussurro, tentando dominar
meu medo.
         -- Escute aqui sua prostituta de ouro. Voc fodeu minha vida. Grey fodeu minha
vida. Voc me deve. Tenho a putinha comigo agora. Aquele otrio que voc casou e toda a
sua famlia fodida vo pagar.
         Hyde est desprezvel, e a bile volta para mim. Sua famlia? Que diabos  isso?
         -- O que voc quer?
         -- Eu quero seu dinheiro. Eu quero o dinheiro fodido dele. Se as coisas tivessem
sido diferente isso poderia ser meu. Ento voc vai pegar isso para mim. Eu quero cinco
milhes de dlares, hoje.
         -- Jack eu no tenho acesso a esse tipo de dinheiro.


415
       Ele joga sua deciso. -- Voc tem duas horas para conseguir isso.  isso, duas
horas. No diga a ningum ou essa putinha leva. No diga a policia. No diga ao cacete do
seu marido. No diga ao time de segurana dele. Eu vou saber se voc fizer. Entendeu? --
Ele para e eu tento responder, mas o pnico e o medo fecham minha garganta.
       -- Voc entendeu! -- Ele atira.
       -- Sim, -- Eu sussurro.
       -- Ou eu vou matar ela.
       Eu engasgo.
       -- Deixe seu telefone com voc. No diga a ningum ou eu vou fode-la e depois
mata-la. Voc tem duas horas.
       -- Jack, eu preciso de mais tempo. Trs horas. Como eu sei que voc est com ela?
       A linha cai. Eu pasmo com horror para o telefone, minha boca seca de medo,
deixando o sabor desagradvel metlico de terror. Mia, ele tem Mia. Ou no ? Minha
mente est zumbindo com a possibilidade obscena, meu estomago se agita novamente. Eu
acho que vou ficar doente, mas eu inspiro profundamente tentando estabilizar meu pnico
e a nusea passa. Minha mente passa como um foguete pelas possibilidades. Diga a
Christian? Diga a Taylor? Chamar a polcia? Como  que Jack vai saber? Ser que ele
realmente tem Mia? Eu preciso de tempo, tempo para pensar, mas eu s posso conseguir
isso seguindo suas instrues. Eu pego minha bolsa e vou para a porta.
       -- Hannah, eu tenho que sair. Eu no tenho certeza de quanto tempo vou ficar fora.
Cancele meus compromissos dessa tarde. Avise Elizabeth que eu tenho uma emergncia
para resolver.
       -- Claro Ana. Est tudo bem? -- Hannah franze a testa, a preocupao gravada em
seu rosto enquanto ela me olha sair.
       -- Sim, -- eu falo de volta distrativamente, correndo em direo a recepo onde
Sawyer est esperando.
       -- Sawyer. -- Ele levanta da poltrona quando escuta minha voz, e franze a testa
quando v meu rosto.
       -- Eu no estou me sentindo bem. Por favor me leve para casa.
       -- Claro, senhora. Voc quer esperar aqui enquanto eu pego o carro?
       -- No, eu vou com voc. Estou com pressa para chegar em casa.




416
       Eu olho para fora da janela com um completo terror, enquanto eu organizo meu
plano. Chegar em casa. Mudar de roupa. Encontrar o talo de cheques. Escapar de Sawyer
e Ryan de algum jeito. Ir para o banco. Inferno, quanto espao ocupa cinco milhes de
dlares. Quanto isso vai pesar? Vou precisar de uma mala? Devo telefonar para o banco
com antecedncia? Mia. Mia. E se ele no tiver Mia? Como posso verificar?. Se eu ligar
para Grace ela vai suspeitar e isso colocar Mia em perigo. Ele disse que saberia. Eu olho
pela janela traseira do SUV. Estou sendo seguida? Meu corao acelera enquanto eu
examino os carros em minha volta. Eles parecem inofensivos. Oh, Sawyer, dirija rpido, por
favor. Meu olhos tremem para ver os dele pelo espelho retrovisor. Ele franze a sobrancelha.
       Sawyer pressiona um boto no seu fone de ouvido Bluetooth para atender uma
chamada. -- T... Eu queria que soubesse que a Sra. Grey est comigo. -- Os olhos de
Sawyer encontram os meus mais uma vez antes que ele olhe de volta para a estrada. -- Ela
no est bem. Vou leva-la de volta ao Escala... Eu vejo... Senhor. Os olhos de Sawyer
cruzam os meus mais uma vez pelo espelho retrovisor. -- Sim. -- Ele concorda e desliga.
       -- Taylor? -- Eu sussurro.
       Ele acena.
       -- Ele est com o Sr. Grey.
       -- Sim, senhora. -- Sawyer parece simptico e amolecido.
       -- Eles ainda esto em Portland?
       -- Sim, senhora.
       Bom. Eu tenho que manter Christian seguro. Minha mo escorrega pela minha
barriga e eu a esfrego conscientemente. E voc, pequeno Blip. Manter os dois seguros.
       -- Podemos ir mais depressa por favor? Eu no estou me sentindo bem.
       -- Sim, senhora. -- Sawyer acelera e nosso carro desliza atravs do transito.


       Sra. Jones est longe se ser vista quando Sawyer e eu chegamos ao apartamento.
Desde que seu carro est faltando na garagem eu suponho que ela deve ter sado com
Ryan. Sawyer vai at para o escritrio de Taylor enquanto eu disparo para o escritrio de
Christian. Tropeando em pnico ao redor de sua mesa, eu abro a gaveta para achar os
tales de cheques. A arma de Leila desliza para frente. Sinto uma pontada de irritao que
Christian ficou com a arma. Ele no sabe nada sobre armas. Jesus, ele pode se machucar.




417
       Aps um momento de hesitao, eu pego a arma, checo se est carregada e coloco
no cs da minha cala. Eu posso precisar. Eu engulo em seco. Eu s pratiquei em alvos. Eu
nunca atirei em ningum. Espero que Ray me perdoe. Eu volto minha ateno para pegar
o talo de cheques certo. Existem cinco, e apenas um tem escrito Christian e Anastasia
Grey. Eu tenho cerca de Cinqenta e quatro mil dlares na minha conta. Eu no tenho
ideia de quanto tem nessa. Mas Christian deve ter esse valor, com certeza. Talvez haja
dinheiro no cofre? Merda. Eu no tenho a senha, ele mencionou que a combinao estava
no seu armrio? Eu tento mais est trancado. Merda. Eu vou ter que ficar com plano A.
       Eu respiro fundo e, de uma forma mais composta, mas determinada eu vou para o
nosso quarto. A cama foi feita, e por um momento, eu sinto uma pontada. Talvez eu
devesse ter dormido aqui ontem a noite. Qual  o ponto de discutir com algum que, pors
sua prpria admisso,  de Cinqenta Tons? Ele nem est falando comigo agora. No, eu
no tenho tempo para pensar sobre isso.
       Rapidamente, eu mudo minha cala, coloco um jeans, um moletom com capuz, e
um par te de tnis e coloco a arma no cs da cala, na minha volta. Do armrio eu pego
uma mochila grande. Ser que cabe cinco milhes de dlares aqui? A bolsa da academia
de Christian est no cho. Eu a abro, esperando encontrar ela cheia de roupa suja, mas
no, seu kit de academia est limpo e refrescante. Sra. Jones, de fato, arruma tudo. Eu jogo
o contedo no cho e a coloco dentro da mochila. Isso deve dar. Eu verifico que no tenho
minha carteira de motorista como identificao para o banco e verifico o tempo. Faz 31
minutos que Jack ligou. Agora eu s tenho que sair do Escala sem Sawyer me ver.
       Eu fao o meu caminho devagar e silenciosamente para a sala grande, ciente da
cmera de CCTV, que esto voltadas para o elevador. Eu acho que Sawyer ainda est no
escritrio de Taylor. Cautelosamente, abro a porta fazendo o mnimo de barulho possvel.
Fechando-a silenciosamente atrs de mim, estou no limiar, contra a porta, fora da vista da
lente CCTV. Eu pego meu telefone da bolsa e ligo para Sawyer.
       -- Sra. Grey.
       -- Sawyer, eu estou no quarto de cima, voc pode me dar uma mo com algo? --
Eu manhenho a minha voz baixa, sabendo que ele est no corredor do outro lado da porta.
       -- Eu estarei com voc, senhora, -- ele diz e eu ouo sua confuso. Eu nunca liguei
por ajuda antes. Meu corao est em minha garganta, batendo em um ritomo frentico,
chocante. Ser que isto vai funcionar? Eu desligo e ouo seus passos quando passa pelo


418
corredor e sobe as escadas. Eu tomo outro flego firmando e brevemente contemplo a
ironia de escapar da minha prpria casa como uma criminosa.
       Uma vez que Sawyer chegou ao patamar de cima, eu corro para o elevador e aperto
o boto de chamada. A porta do elevador se abre com um alto anuncio de que ele est no
andar. Me arremesso para dentro e freneticamente aperto o boto para a garagem. Depois
de uma pausa agonizante, as portas lentamente comeam a se fechar, e enquanto elas
fazem eu escuto o grito de Sawyer.
       -- Sra. Grey! -- Pouco antes das portas se fecharem, eu o vejo escorregando pela
sala. -- Ana! -- Ele diz com descrena. Mas  muito tarde, e ele desaparece da viso.
       O elevador desce suavemente para o andar da garagem. Eu tenho alguns minutos
na frente de Sawyer, e eu sei que ele vai tentar me parar. Eu olho ansiosamente para meu
R8 enquanto eu corro para meu Saab, abro a porta, atiro a mochila no banco do passageiro,
e escorrego para o banco do motorista.
       Eu ligo o carro, e canto pneus enquanto eu corro para a entrada, esperando os
agonizantes segundos enquanto o porto se abre. No instante em que o caminho est
limpo eu dirijo para fora, avistando Sawyer pelo espelho retrovisor enquanto ele sai
rapidamente do elevador de servio para a garagem. Sua expresso confusa, injuriada me
assombra e me machuca enquanto eu viro para a quarta avenida.
       Eu respiro aliviada. Eu sei que Sawyer vai ligar para Taylor ou Christian, mas eu
vou lidar com isso quando eu tiver que, no tenho tempo para viver nisso agora. Eu me
contoro no meu acento, sabendo no fundo do meu corao que Sawyer provavelmente
perdeu o emprego. No pense nisso agora. Eu tenho que salvar Mia. Eu tenho que ir ao
banco e recolher cinco milhes de dlares. Eu olho no espelho retrovisor, nervosamente
antecipando aos olhos do SUV saindo da garagem, mas no h sinal de Sawyer.


       O banco  elegante, moderno e discreto. H sussurros que ecoavam, pisos e vidro
verde plido vgravado em toda parte. Eu passo para o balco de informaes.
       -- Posso ajuda-la, senhora? -- A jovem mulher me d um sorriso brilhante, sincero,
e por um momento eu me arrependo do meu jeans.
       -- Eu gostaria de retirar uma grande quantia de dinheiro.
       Miss Sorriso sincero arqueia a sobrancelha ainda mais hipcrita.
       -- Voc tem uma conta com a gente? -- Ela no consegue esconder seu sarcasmo.


419
       -- Sim, -- eu solto. -- Meu marido e eu temos uma conta conjunta aqui. Seu nome
 Christian Grey.
       Seus olhos se alargam fracionadamente e seu sarcasmo d lugar ao choque. Seus
olhos sobem e descem sobre mim mais uma vez, desta vez com uma combinao de
descrena e temor.
       -- Por aqui, senhora. -- Ela sussurra e me leva para um escritrio pequeno e pouco
mobilhado, com vidros verdes.
       -- Por favor, sente-se. -- Ela aponta para uma cadeira de couro preto por uma
mesa de vidro tendo um computador e um telefone. -- Quanto voc vai retirar hoje, Sra.
Grey? -- Ela pede agradavelmente.
       -- Cinco milhes de dlares. -- Eu olho diretamente para ela, como se eu pedisse
por essa quantia de dinheiro todo o dia.
       Ela fica branca. -- Eu vejo. Eu vou chamar o gerente. Oh, me esqueci de perguntar,
mas voc tem sua identidade?
       -- Eu tenho. Mas eu gostaria de falar com o gerente.
       -- Claro, Sra. Grey. -- Ela sai. Eu afundo na cadeira, e uma onda de nusea me
lava como as prensas da arma desconfortavelmente nas minhas costas. No agora. Eu no
posso ficar enjoada agora. Eu respiro profundamente e a nusea passa. Nervosa, eu olho o
relgio. So duas e vinte e cinco.
       Um homem de meia idade entra na sala. Ele  calvo, mas veste um fino e caro terno
carvo que combina com a gravata. Ele segura para fora sua mo.
       -- Sra. Grey. Eu sou Troy Whelan. -- Ele sorri, ns damos a mo, e ele se senta na
mesa no lado oposto ao meu.
       -- Minha colega me disse que voc quer sacar uma grande quantia de dinheiro.
       -- Correto. Cinco milhes de dlares.
       Ele vira para seu computador e tecla alguns nmeros.
       -- Ns normalmente pedimos por um aviso para grandes quantias de dinheiro. --
Ele pausa, e olha para mim, com um sorriso tranquilizador mas arrogante. -- Felizmente,
entretanto, ns mantemos toda a reserva de dinheiro para o noroeste Pacfico, -- ele
ostenta. Jesus, ele est tentando me impressionar?




420
       -- Sr. Whelan, eu estou com pressa. O que eu preciso fazer? Eu tenho minha
carteira de motorista, e o talo de cheques da nossa conta conjunta. Eu devo apenas fazer
um cheque?
       -- Primeiro de tudo, Sra Grey. Posso ver seu RG? -- Ele muda de jovial para
banqueiro srio.
       -- Aqui. -- Eu lhe dou minha carteira de motorista.
       -- Sra. Grey... aqui diz Anastasia Steele.
       Oh merda!
       -- Oh... sim. Hmmm
       -- Eu vou ligar para o Sr. Grey.
       -- Oh no, isso no ser necessrio -- Merda! -- Eu devo ter alguma coisa com o
meu nome de casada. -- Eu procuro na minha bolsa. O que eu tenho com meu nome? Eu
retiro minha carteira, ao abrir encontro uma fotografia de Christian e eu, sobre a cama na
cabine do Fair Lady. Eu no posso mostrar isso a ele! Eu pego meu Amex preto.
       -- Aqui.
       -- Sra. Anastasia Grey., -- Whelan l. -- Isso deve dar. -- Ele franze a testa. -- Isso
 altamente irregular, Sra. Grey.
       -- Voc quer que eu deixe meu marido saber que o seu banco no cooperou? -- Eu
endireito meus ombros e mostro a ele meu olhar mais proibitivo.
       Ele faz uma pausa, momentaneamente me reavaliando, eu acho. -- Voc vai
precisar de um cheque, Sra. Grey.
       -- Claro. Essa conta? -- Eu mostro a ele meu talo, tentando controlar os meu
batimentos cardacos.
       -- Isso vai ser bom. Eu tambm preciso de voc para completar a papelada
adicional. Se voc me der licena por um momento?
       Concordo com a cabea, e ele se levanta e sai da sala. Mais uma vez, eu libero
minha respirao retida. Eu no tinha ideia de que seria to difcil. Desajeitada, eu abro
meu talo de cheques e pego uma caneta da bolsa. Eu s tenho que escrever o valor? Eu
no tenho ideia. Com os dedos trmulos eu escrevo: cinco milhes de dolares.
       Oh Deus, eu espero estar fazendo a coisa certa. Mia, pense em Mia. Eu no posso dizer a
ningum.




421
       Jack disse palavras repugnantes e assombrosas para mim. -- No diga a ningum
ou eu vou fode-la antes de mata-la.
       Sr. Whelan retorna, com a face plida e sem graa.
       -- Sra. Grey? Seu marido quer falar com voc, -- ele murmura, e aponta para o
telefone sobre a mesa de vidro entro ns.
       O que? No.
       -- Ele est na linha um. Basta pressionar o boto. Eu vou estar l fora. -- Ele tem a
graa de esta envergonhado. Benedict Arnold no tem nada sobre Whelan. Eu fao uma
careta para ele, sentindo o sangue fugir do meu rosto novamente, enquanto ele sai da sala.
       Merda! Merda! Merda! O que eu vou dizer a Christian? Ele vai saber. Ele vai
intervir. Ele  um perigo para a sua irm. Minha mo treme enquanto chego ao telefone.
Eu o seguro em meu ouvido, tentando acalmar minha respirao irregular, e pressiono o
boto da linha um.
       -- Oi, -- eu murmuro, tentando acalmar, em vo, meus nervos.
       -- Voc est me deixando? --As palavras de Christian so um sussuro, agonizante.
       O que?
       -- No! -- Minha voz reflete a sua. Oh, no. Oh, no. Oh, no. Como ele pode
pensar isso? O dinheiro? Ele acha que eu estou indo por causa do dinheiro? E num
momento de clareza, eu percebo o nico jeito de manter Christian na distancia do meu
brao, fora de perigo, e para salvar sua irm...  mentir.
       -- Sim, -- eu sussurro. E chamuscando dor atravs de mim, as lgrimas brotando
dos meus olhos.
       Ele suspira, quase um soluo. -- Ana, eu... -- ele fica chocado.
       No! Minha mo agarra minha boca, enquanto eu tento sufocar minhas emoes. --
Christian, por favor. No. -- Minhas lgrimas voltam.
       -- Voc est indo? -- Ele diz.
       -- Sim.
       -- Mas porque o dinheiro? Foi sempre o dinheiro? -- Sua torturada voz  quase
inaudvel.
       No! Lagrimas escorrem pelo meu rosto. -- No, -- eu murmuro.
       -- Cinco milhes  o suficiente?
       Oh por favor, pare.


422
       -- Sim.
       -- E o beb? -- Sua voz  um eco sem ar.
       O que? Minhas mos se movem da minha mo para a minha barriga. -- Eu vou
cuidar dele, -- eu murmuro. Meu pequeno Blip... nosso pequeno Blip.
       -- Isso  o que voc quer?
       No!
       -- Sim.
       Ele inala bruscamente. -- Leve tudo, -- ele assobia.
       -- Christian, -- eu soluo. --  para voc.  para sua famlia. Por favor. No.
       -- Leve tudo, Anastasia.
       -- Christian... -- E eu quase caio. Quase digo a ele, sobre Jack, sobre Mia, sobre o
resgate. Apenas confie em mim, por favor! Eu imploro silenciosamente.
       -- Eu vou sempre amar voc. -- Sua voz  rouca. E ele desliga.
       -- Christian! No... Eu te amo, tambm. -- E toda a merda estupida que colocamos
um no outro nos ltimos dias desaparece, na insignificncia. Eu prometi que nunca ia
deixa-lo. Eu no estou deixando voc. Estou salvando sua irm. Eu caio na cadeira,
chorando copiosamente em minhas mos.
       Sou interrompida por uma batida tmida na porta. Whelan entra, eapesar de eu no
ter reconhecido ele. Ele olha em todos os lugares, mas para mim no. Ele est mortificado.
       Voc ligou para ele, seu bastardo! Eu olho para ele.
       -- Voc tem carta branca, Sra. Grey. -- Ele diz. -- Sr. Grey concordou El liquefazer
alguns de seus ativos. Ele diz que voc pode ter levar tudo o que precisa.
       -- Eu s preciso de cinco milhes de dlares, -- murmuro entre dentes.
       -- Sim, senhora. Voc est bem?
       -- Eu pareo bem? -- Eu solto.
       -- Me desculpe, minha senhora. Um pouco de agua?
       Eu aceno, mal-humorada. Eu acabei de deixar meu marido. Bom, Christian pensa
que o fiz. Meu subconsciente franze os lbios. Porque voc disse isso a ele.
       -- Eu vou pedir para minha colega lhe trazer enquanto eu preparo o dinheiro. Se
voc pudesse assinar aqui, senhora... e preencher o cheque e assinar isso, tambm.




423
       Ele coloca uma folha sobre a mesa. Eu rabisco minha assinatura ao longo na linha
pontilhada do cheque e depois na folha. Anastasia Grey. Lagrimas caem sobre a mesa, por
pouco no perdendo a papelada.
       -- Vou lev-los, senhora. Vai levar cerca de meia hora para preparar o dinheiro.
       Eu rapidamente checo meu relgio. Jack disse duas horas, isso nos levar a duas
horas. Aceno pra ele que sai na ponta dos ps da sala, me deixando com minha misria.
       Pouco de tempo, minutos, horas, depois, eu no sei, a Miss do sorriso hipcrita
entra com uma jarra de agua e um copo.
       -- Sra. Grey. -- Ela diz suave, e coloca o copo na mesa, preenchendo-o com agua.
       Obrigada. -- Eu pego o copo e bebo agradecidamente. Ela sai, me deixando com
meus desordenados e assustados pensamentos. Eu vou consertar as coisas com Christian
de alguma maneira... se no for muito tarde. Pelo menos ele est fora dessa imagem. Eu
tenho que me concentrar em Mia. Supondo que Jack est mentindo? Supondo que ele no
est com ela? Eu com certeza deveria ligar para a polcia.
       -- No diga a ningum ou eu vou fode-la antes de mata-la. -- Eu no posso. Sento-me
pra trs na cadeira, sentindo a presena tranqilizadora da arma de Leilana minha cintura,
cavando em minhas costas. Quem teria pensado que eu me sinto grata por Leila, uma vez
apontou uma arma pra mim? Oh Ray, eu estou to feliz que voc me ensinou a atirar.
       Ray! Eu suspiro. Ele vai estar me esperando por uma visita esta noite. Talvez eu
possa simplesmente despejar o dinheiro para Jack. Ele pode correr enquanto eu levo Mia
para casa. Oh! Isso soa absurdo.
       Meu Blackberry pula em vida. "Your Love is King", preenchendo a sala. On no! O
que Christian quer? Torcer a faca na minha ferida?
       -- Foi sempre o dinheiro?
       Oh, Christian, como voc pode pensar isso? A raiva se alarga no meu intestino.
Sim, raiva. Isso ajuda. Eu envio a chamada para o correio de voz. Eu vou me entender com
meu marido depois.
       H uma batina na porta.
       -- Sra. Grey. --  Whelan. -- O dinheiro est pronto.
       -- Obrigada. -- Eu levando e a sala gira momentaneamente. Eu agarro a cadeira.
-- Sra. Grey, voc est bem?




424
       Concordo com a cabea e dou-lhe um olhar. Eu tomo outro flego calmante. Eu
tenho que fazer isso. Eu tenho que fazer isso. Devo salvar Mia. Eu puxo a barra da minha
blusa com capuz para baixo, escondendo a arma na parte de trs da minha cala jeans.
       Sr. Whelan franze a testa, mas mantm a porta aberta. E me impulsiono para a
frente com meus membros tremulos.
       Sawyer est esperando na entrada, explorando a rea pblica. Merda! Nossos olhos
se encontram, e ele franze a testa para mim, avaliando minha reao. Oh, ele  louco. E o
meu dedo indicador indica em um gesto te-encontro-em-um-minuto. Ele acena com a
cabea e responde uma chamada em seu telefone. Merda! Aposto que  Christian. Dirijo-me
abruptamente, quase colidindo com Whelan bem atrs de mim, e volto para a sala.
       -- Sra. Grey? -- Whelan soa confuso e me segue de volta  sala.
       Sawyer pode acabar com todo o plano. Eu olho para Whelan.
       -- Tem algum l fora que eu no quero ver. Algum me seguindo. Os olhos de
Whelan se alargam.
       -- Voc quer que eu chame a policia?
       -- No. -- Puta merda, no. O que eu vou fazer? Eu olho meu relgio. Quase
quinze para as trs. Jack vai ligar a qualquer momento. Pense, Ana, pense! Whelan olha
para mim com um crescente desespero e perplexidade. Ele deve achar que eu sou louca.
Voc  louca, meu subconsciente assopra.
       -- Eu preciso fazer uma ligao. Poderia me dar privacidade, por favor?
       -- Certamente. -- Whelan responde, agradecido, eu penso, por deixar a sala.
Quando ele fecha a porta, eu ligo para o celular de Mia com os dedos tremendo.
       -- Bom, se isso no for o meu pagamento. -- Jack diz desdenhosamente.
       Eu no tenho tempo para suas besteiras. -- Eu tenho um problema.
       -- Eu sei. Seu segurana te seguiu at o banco.
       O que? Como diabos ele sabe?
       -- Voc vai ter que despistar ele. Eu tenho um carro esperando nos fundos do
banco. Um Dodge, SUV preto. Voc tem trs minutos para chegar l. -- O Dodge!
       -- Talvez eu demore mais que trs minutos. -- Meu corao vai at a garganta
mais uma vez.
       -- Voc  brilhante para uma prostituta de ouro, Grey. Voc vai fazer isso. E jogue
seu celular quando voc chegar no veculo. Entendeu vadia?


425
       -- Sim.
       -- Diga isso. -- Ele assopra.
       -- Eu entendi.
       Ele desliga
       Merda. Abro a porta pra encontrar Whelan esperando pacientemente do outro lado.
       -- Sr. Whelan, eu vou precisar de alguma ajuda para levar as bolsas at meu carro.
Est parado l fora, atrs do banco. Voc tem alguma sada por l?
       -- Sim, ns temos. Para os funcionrios.
       -- Ns podemos sair por l? Eu posso evitar a no bem vinda ateno na porta.
       -- Como desejar, Sra. Grey. Eu vou ter dois funcionrios para ajudar com as malas
e dois seguranas para supervisionar. Se voc pudesse me seguir?
       -- Eu tenho um ultimo favor a pedir ao senhor.
       -- Certamente, Sra. Grey.


       Dois minutos depois, minha equipe e eu estamos na rua, indo para o Dodge. Suas
janelas so escuras, e no posso dizer quem est dirigindo. Mas quando nos aproximamos,
a porta do motorista se abre, e uma mulher vestida de preto, com um bon preto puxado
para baixo sobre o rosto sai graciosamente para fora do carro. Elizabeth! Ela se move para
a traseira do carro e abre o porta malas. Os dois jovens que transportam o dinheiro,
arremessam as pesadas malas l dentro.
       -- Sra. Grey. -- Ela tem a coragem de sorrir como se estivssemos em um passeio
amigvel.
       -- Elizabeth. -- Minha saudao  gelada. -- Bom v-la fora do trabalho.
       O Sr. Whelan limpa a garganta.
       -- Bem, essa foi uma tarde interessante, Sra. Grey, -- ele diz. E sou obrigada a
seguir as sutilezas sociais de apertar sua mo e agradecer-lhe, enquanto minha cabea gira.
Elizabeth? Que diabos? Porque ela est junta com Jack? Whelan e sua equipe desaparecem
de volta para o banco, deixando-me sozinha com o chefe de pessoal na SIP, que est
envolvida no seqestro, extorso, sequestro e outros crimes muito possivelmente. Por qu?
       Elizabeth abre a porta do passageiro traseiro para mim e introduz-me no carro.
       -- O telefone, Sra. Grey? -- Ela pergunta, me olhando com cautela. Eu entrego-o a
ela e ela o joga em uma lata de lixo prxima.


426
       -- Isso vai jogar os ces longe do cheiro, -- ela diz presunosamente.
       Quem  essa mulher? Elizabeth bate minha porta e vai para o banco do motorista.
Eu olho ansiosamente para trs enquanto ela entra no transito, indo para o leste. Sawyer
est longe de vista.
       -- Elizabeth, voc tem o dinheiro. Ligue para Jack, para deixar Mia ir.
       -- Eu acho que ele quer te agradecer pessoalmente.
       Merda! Eu olho para ela friamente pelo espelho retrovisor.
       Ela fica plida e uma ansiosa careta estraga sua outra forma encantadora.
       -- Porque voc est fazendo isso, Elizabeth? Pensei que voc no gostava de Jack.
       Ela olha para mim brevemente de novo pelo espelho, e eu vejo um olhar fugaz de
dor em seus olhos.
       -- Ana, ns apenas vamos chegar bem, se voc manter sua boca fechada.
       -- Mas voc no pode fazer isso. Isso  errado.
       -- Quieta, -- ela diz, mas eu sinto seu mal-estar.
       -- Ser que ele tem algum tipo de segurar voc? -- Eu pergunto. Seus olhos atiram
para os meus e ela pisa no freio, me jogando para a frente com tanta fora que bateu meu
rosto contra o encosto de cabea do banco da frente.
       -- Eu disse quieta, -- ela rosna. -- E eu sugiro que voc coloque seu cinto.
       E nesse momento eu sei que ele faz. Algo to terrvel que ela est preparada para
fazer isso por ele. Pergunto-me brevemente o que poderia ser. Roubo da empresa? Algo de
sua vida privada? Algo sexual? Eu tremo s de pensar. Christian disse que nenhuma das
PAs de Jack queria falar. Talvez seja a mesma histria com todas elas.  por isso que ele
queria transar comigo, tambm. Bile sobe na minha garganta com repulsa ao pensamento.
       Elizabeth pega o caminho para o centro de Seattle e para as colinas a leste. Em
pouco tempo ns estamos dirigindo por ruas residenciais. Avisto placas que sinalizam:
SOUTH IRVING STREET. Ela faz uma curva a esquerda para uma rua deserta com um
parque infantil em runas, de um lado e um estacionamento de concreto do outro.
Elizabeth puxa para o estacionamento e para fora a ultima das unidades de tijolo.
       Ela se vira para mim. -- Hora do show, -- ela murmura.
       Meu cabeludo se arrepia enquanto o medo e a adrenalina atravessa meu corpo.
       -- Voc no tem que fazer isso, -- eu sussurro para ela. Sua boca se aperta em uma
linha sombria, e ela desce do carro.


427
        Isso  por Mia. Isso  por Mia. Eu rapidamente rezo, por favor deixe que ela fique bem,
por favor deixe que ela fique bem.
        -- Saia., -- Elizabeth fala, abrindo a porta do passageiro.
        Merda! Enquanto eu deso, minhas pernas esto tremendo e eu imagino se consigo
fica em p. A brisa de fim da tarde trs o cheiro do outono prximo, e do calcrio, e o
cheiro empoeirado dos prdios abandonados.
        -- Bem, olhe aqui. -- Jack emerge a partir de uma pequena porta de entrada
fechada com tbuas no lado esquerdo do edifcio. Seu cabelo  curto. Ele tirou os brincos e
est vestindo um terno. Um terno? Ele olha para mim, escorrendo arrogncia e dio. Meu
corao pula.
        -- Onde est Mia? -- Eu gaguejo, minha boca to seca que eu mal posso formar as
palavras.
        -- Primeiro de tudo, cadela, -- Jack zomba, vindo parar em minha frente. Eu posso
praticamente provar seu desprezo. -- O dinheiro?
        Elizabeth est checando as malas no porta malas. -- Tem um inferno de dinheiro
aqui, -- ela diz com admirao, abrindo e fechando cada mala.
        -- E o telefone dela?
        -- No lixo.
        -- Bom, -- Jack rosna, e do nada ele ataca, me batendo forte no rosto. O golpe,
feroz me joga no cho, e minha cabea salta com um rudo surdo no concreto. A dor
explode em minha cabea, meus olhos se enchem de lgrimas, borra minha viso como do
impacto ressoa, desencadeando agonia que pulsa atravs do meu crnio.
        Eu grito um silencioso grito de sofrimento e terror chocado. Oh no, pequeno Blip.
Jack segue com um chute rpido e cruel para minhas costelas, e a minha respirao 
soprada de meus pulmes pela fora do golpe. Apertando os olhos com fora, eu tento
lutar contra a nusea e a dor, para lutar por uma respirao preciosa. Pequeno Blip, pequeno
Blip, oh meu pequeno Blip...
        -- Isso  pela SIP, sua puta fodida. -- Jack grita.
        Eu puxo as pernas para cima, aconchegando-se em uma bola antecipando o
prximo golpe. No, no, no.
        -- Jack. -- Elizabeth grita. -- No aqui. Em plena luz do dia pelo amor de Deus!
        Ele para.


428
       -- A cadele merece! -- Ele se alegrafita Elizabeth. E me d um segundo precioso
para chegar ao redor e puxar a arma da cintura da cala. Trmula, aponto para ele, aperto
o gatilho e, fogo. A bala acerta pouco acima do joelho, e ele cai na minha frente, gritando
de agonia, apertando sua coxa enquanto seus dedos ficam vermelhos de sangue.
       -- Porra. -- Jack berra. Eu viro a cara para Elizabeth, e ela est boquiaberta para
mim com horror e levantando as mos acima da cabea. Ela se confunde... a escuridose
fecha dentro... merda... Ela est no fim de um tnel. Escurido consumindo-a. Me
consumindo a mim. De longe, ele explode. Carros derrapando... freios... portas...
gritando... correndo... passos. A arma cai de minha mo.
       -- Ana! --  a voz de Christian... a voz de Christian... uma voz agonizante de
Christian. Mia... salve Mia.
       -- ANA.
       Escurido... paz.




                                          Captulo 23
       H apenas dor. Minha cabea, meu peito... dor ardente. Meu lado, o meu brao.
Dor. Dor e palavras sussurradas no escuro. Onde eu estou? Embora eu tente, no consigo
abrir os olhos. As palavras sussurradas se tornam mais claras... um farol na escurido.
       -- Suas costelas esto machucadas, Sr. Grey, e ela tem uma fratura de crnio, mas
seus sinais vitais esto estveis e fortes.
       -- Por que ela ainda est inconsciente?
       -- Sra. Grey teve uma contuso importante para sua cabea. Mas sua atividade
cerebral  normal, e ela no tem inchao cerebral. Ela vai acordar quando estiver pronta.
Basta dar-lhe algum tempo.
       -- E o beb? -- As palavras esto angustiadas, sem flego.
       -- O beb est bem, Sr. Grey.
       -- Oh, graas a Deus. -- As palavras so uma ladainha... uma orao. -- Oh,
graas a Deus.




429
       -- Oh meu. Ele est preocupado com o beb... o beb? ...Pequeno Blip. Claro. Meu
pequeno Blip. Tento em vo mover minha mo para minha barriga. Nada se move, nada
responde.
       -- E o beb? ... Ah, graas a Deus.
       Pequeno Blip est seguro.
       -- E o beb? ... Ah, graas a Deus.
       Ele se preocupa com o beb.
       -- E o beb? ... Ah, graas a Deus.
       Ele quer o beb. Oh, graas a Deus. Eu relaxo, e a inconscincia me reclama mais
uma vez, rouba-me da dor.


       Tudo  pesado e dolorido: membros, cabea, plpebras, nada vai mudar. Meus
olhos e boca so resolutamente fechados, dispostos a abrir, deixando-me cega e muda e
dolorida. Como uma superfcie de nevoeiro, paira a conscincia, uma sirene sedutora
apenas fora de alcance. Sons tornam-se vozes.
       -- Eu no vou deix-la.
       Christian! Ele est aqui... Eu vou acordar, sua voz  tensa, um sussurro agonizante.
       -- Christian, voc deveria dormir.
       -- No, papai. Eu quero estar aqui quando ela acordar.
       -- Eu vou ficar aqui com ela.  o mnimo que posso fazer depois que ela salvou a
minha filha.
       Mia!
       -- Como est Mia?
       -- Ela est grogue... assustada e com raiva. Vai levar algumas horas antes do
remdio estar completamente fore de seu sistema.
       -- Cristo.
       -- Eu sei. Estou me sentindo tolo em sete tons, cedendo em sua segurana. Voc
me avisou, mas Mia  to teimosa. Se no fosse isso Ana no estaria aqui...
       -- Todos ns pensamos que Hyde estava fora de vista. E a minha loucura, esposa
estpida. Por que ela no me contou? -- A voz de Christan est cheia de angstia.
       -- Cristian, acalme-se. Ana  uma mulher notvelmente jovem. Ela foi
incrivelmente corajosa.


430
       -- Corajosa e obstinada e teimosa e estpida. -- Sua voz arranha.
       -- Ei, -- Carrick murmura, -- no seja to duro com ela, ou com voc mesmo,
filho...  melhor eu voltar para a sua me. J se passou das trs da manh, Christian. Voc
realmente deve tentar dormir.
       A nvoa se fecha.


       O nevoeiro levanta, mas no tenho noo do tempo.
       -- Se voc no leva-la em seu joelho, eu com certeza vou. Que diabos ela est
pensando?
       -- Confie em mim, Ray, eu s poderia fazer isso.
       Papai! Ele est aqui. Eu luto contra o nevoeiro... lutar... Mas eu giro para baixo mais
uma vez caio no esquecimento. No...
       -- Detetive, como voc pode ver, minha esposa no est em condies de
responder algumas de suas perguntas. -- Christian est com raiva.
       -- Ela  uma mulher jovem e teimosa, Sr. Grey.
       -- Eu preferiria que ela tivesse matado o filho da puta.
       -- Isso teria significado mais papelada para mim, Sr. Grey...
       -- Morgan est cantando como o canrio proverbial. Hyde  um verdadeiro filho
da puta. Ele tem um rancor grave contra seu pai e voc...
       A nvoa envolve-me uma vez mais, e sou arrastada para baixo... para baixo. No!


       -- O que quer dizer que voc ainda no disse? --  Grace. Ela parece irritada. Eu
tento mudar a minha cabea, mas eu estou presa com o silncio retumbante aptico do
meu corpo.
       --O que voc fez?
       -- Me.
       -- Cristian! O que voc fez?"
       -- Eu estava to irritado. --  quase um soluo... No.
       -- Ei...
       O mundo escurece, mergulho e vou embora.


       Eu ouo vozes suaves ilegveis.


431
       -- Voc me disse que tinha cortado todos os laos. -- Grace est falando. Sua voz 
calma, advertindo.
       -- Eu sei. -- Christian sussurra. -- Mas v-la, finalmente, coloca tudo em
perspectiva para mim. Voc sabe... com a criana. Pela primeira vez eu senti... O que ns
fizemos... que estava errado.
       -- O que ela fez querido... As crianas vo fazer isso para voc. Faro voc olhar
para o mundo de uma perspectiva diferente.
       -- Ela finalmente entendeu a mensagem... e eu tambm... Eu machuquei Ana, --
ele sussurra.
       -- Ns sempre machucamos aqueles que amamos, querido. Voc vai ter que lhe
dizer que voc est arrependido. E media-lo e dar-lhe tempo.
       -- Ela disse que estava me deixando.
       No. No. No!
       -- Voc acredita nela?
       -- No incio, sim.
       -- Querido, voc sempre acredita no pior de todos, inclusive a si mesmo. Voc
sempre tem. Ana ama muito voc, e  bvio que voc a ama.
       -- Ela estava com raiva de mim.
       -- Eu tenho certeza que ela estava. Estou muito brava com voc agora. Eu acho que
voc s pode estar realmente bravo com algum que voc realmente ama.
       -- Eu pensei sobre isso, e ela me mostrou mais e mais o quanto ela me ama... ao
ponto de colocar sua prpria vida em perigo.
       -- Sim, ela ama, querido.
       -- Ah, me, por que ela no acorda? -- Sua voz treme. -- Eu quase a perdi.
       Christian! H soluos abafados. No...
       Oh... a escurido se fecha dentro de mim. No...
       -- Levou 24 anos para que voc deixar eu abraar voc deste jeito...
       -- Eu sei, me... Eu estou contente que ns conversamos.
       "Eu tambm, querido. Eu estou sempre aqui. Eu no posso acreditar que eu vou ser
av.
       Vov!
       Uma doce lembrana aponta.


432
       Hmm. Sua barba suavemente raspa a palma da minha mo quando ele aperta
meus dedos.
       -- Oh, baby, por favor, volte para mim. Sinto muito. Desculpe por tudo. S acorde.
Eu sinto sua falta. Eu te amo...
       Eu tento. Eu tento. Eu quero v-lo. Mas meu corpo me desobedece, e eu durmo mais
uma vez.


       Eu tenho uma necessidade urgente de fazer xixi. Abro os olhos. Eu estou no
ambiente limpo e estril de um quarto de hospital.  escuro, exceto por uma luz lateral, e
est tudo tranquilo. Minha cabea e meu peito doem, mas mais do que isso, minha bexiga
est estourando. Preciso fazer xixi. Eu testo meus membros. Olho meu brao direito, e
percebo o IV ligado a ele do lado de dentro do meu cotovelo. Fecho os olhos rapidamente.
Virando a cabea, estou contente que ela responde a minha vontade, eu abro meus olhos
de novo. Christian est dormindo, sentado ao meu lado e inclinando-se na minha cama
com a cabea sobre os braos cruzados. Eu me estico, grata mais uma vez que meu corpo
responde, e corro meus dedos por seu cabelo macio.
       Ele acorda assustado, levantando a cabea de repente com minha mo, que
fracamente cai de volta sobre a cama.
       -- Oi, -- eu sussurro.
       -- Oh, Ana. -- Sua voz  sufocada e aliviada. Ele agarra minha mo, aperta
firmemente e segura contra sua bochecha, sua barba aspera.
       -- Eu preciso ir ao banheiro, -- eu sussurro.
       Ele me encara por um momento. -- Ok.
       Eu me esforo para sentar.
       -- Ana, fique quieta. Vou chamar uma enfermeira. -- Ele se levanta rapidamente,
alarmado, e alcana uma campanhia na cabeceira.
       -- Por favor, -- eu sussurro. Por que sinto dor em todos os lugares? -- Eu preciso me
levantar, -- Meu Deus, me sinto to fraca.
       -- Voc vai fazer o que eu disse pelo menos uma vez? -- Ele diz, exasperado.
       -- Eu realmente preciso fazer xixi, -- eu gemo. Minha garganta e boca esto secas.
       Uma enfermeira entra no quarto. Ela deve estar na casa dos Cinqenta, mas seu
cabelo  preto. Ela usa brincos de prolas grandes.


433
       -- Sra. Grey bem vinda de volta. Vou deixar Dra. Bartley saber que voc est
acordada. -- Ela faz o seu caminho para a minha cabeceira. -- Meu nome  Nora. Voc
sabe onde voc est?
       -- Sim. Hospital. Preciso fazer xixi.
       -- Voc tem um cateter.
       O qu? Oh, isso  nojento. Olho ansiosamente para Chritian, ento de volta para a
enfermeira.
       -- Por favor. Eu quero me levantar.
       -- Sra. Grey.
       -- Por favor.
       -- Ana, -- Christian alerta. Eu me esforo para sentar-me mais uma vez.
       -- Deixe-me tirar o cateter. Sr. Grey tenho certeza que a Sra. Grey gostaria de
alguma privacidade. -- Ela olha incisivamente para Christian, rejeitando-o.
       -- Eu no vou a lugar nenhum. -- Ele olha para ela.
       -- Christian, por favor, -- eu sussurro, estendendo a mo e segurando sua mo.
Resumidamente, ele aperta minha mo, ento me d um olhar exasperado. -- Por favor, --
eu imploro.
       -- Tudo bem, -- ele se encaixa e passa a mo pelo cabelo. -- Voc tem dois
minutos, -- ele sussurra para a enfermeira, e ele se inclina e beija minha testa antes de
virar as costas e sair do quarto.


       Christian explode de volta para o quarto dois minutos mais tarde, enquanto a
enfermeira Nora est me ajudando a sair da cama. Eu estou vestida com uma bata de
hospital fina. No me lembro de ser despojada.
       -- Deixe-me lev-la, -- ele diz e caminha em nossa direo.
       -- Sr. Grey, eu posso controlar. -- Enfermeira Nora repreende.
       Ele d-lhe um olhar hostil. -- Droga, ela  minha esposa. Vou lev-la. -- Ele diz
rangendo os dentes movendo o IV para fora de seu caminho.
       -- Sr. Grey, -- ela protesta.
       Ele a ignora, inclina-se para baixo e gentilmente me levanta da cama. Eu envolvo
meus braos em volta de seu pescoo, meu corpo reclamando. Caramba, eu anseio por toda




434
parte. Ele me leva ao banheiro, enquanto enfermeira Nora nos segue, empurrando o
suporte IV.
       -- Sra. Grey, voc est muito leve, -- ele murmura em desaprovao, quando ele
me coloca gentilmente em meus ps. Eu balano minhas pernas, me sentindo como Jell-O.
Christian aciona o interruptor de luz, e estou momentaneamente cega pela lmpada
fluorescente que acende e pisca para a vida.
       -- Sente-se antes de cair, -- ele diz, ainda me segurando.
       Timidamente, eu sento no vaso sanitrio.
       -- V. -- Tento espanta-lo.
       -- No...  apenas xixi, Ana.
       Poderia ser mais embaraoso? -- Eu no posso, no com voc aqui.
       -- Voc pode cair.
       -- Sr. Grey!
       Ns dois ignoramos a enfermeira.
       -- Por favor, -- eu imploro.
       Ele levanta as mos em derrota. -- Vou ficar do lado da porta aberta. -- Ele d dois
passos para trs, at que ele est de p do lado de fora da porta irritado com a enfermeira.
       -- Vire-se, por favor, -- eu peo. Por que me sinto to ridiculamente tmida com
este homem? Ele revira os olhos, mas cumpre. E quando ele est de costas... Eu deixo fluir,
e saboreio o alvio.
       Eu fao um balano dos meus ferimentos. Minha cabea di, meu peito di onde
Jack me chutou, e pulsa meu lado, onde ele me empurrou para o cho. Alm disso, eu
estou com sede e com fome. Nossa, realmente com fome. Termino, grata da pia estar prxima
e eu no tenho que me levantar para lavar as mos. Eu s no tenho fora para resistir.
       -- Eu estou pronta, -- eu chamo, secando minhas mos sobre a toalha.
       Christian se vira e volta e antes de eu perceber, estou em seus braos novamente.
Eu perdi esses braos. Ele faz uma pausa e enterra seu nariz no meu cabelo.
       -- Oh, eu perdi voc, Sra. Grey, -- ele sussurra, com a enfermeira Nora atrs dele,
pe-me de volta na cama e me libera com relutncia, eu acho.
       -- Se voc tiver terminado, Sr. Grey, eu gostaria de examinar a Sra. Grey agora.
Enfermeira Nora  louca.
       Ele est de volta. -- Ela  toda sua, -- diz ele em um tom mais comedido.


435
         Ela bufa para ele, ento volta sua ateno para mim.
         Irritante no ?
         -- Como voc se sente? -- Ela me pergunta, sua voz misturada com simpatia e um
trao de irritao, o que eu suspeito que  por causa de Christian.
         -- Fome e sede. Muita sede, -- eu sussurro.
         -- Eu vou buscar-lhe um pouco de gua, uma vez que eu verifiquei seus sinais
vitais e Dra. Bartley tenha examinado voc.
         Ela pega um manguito de presso arterial e coloca em volta do meu brao. Olho
ansiosamente para Christian. Ele parece terrvel, assombrado, como se ele no dormisse h
dias. Seu cabelo est bagunado, a barba por fazer e sua camisa est toda amassada. Eu
franzo a testa.
         -- Como voc est se sentindo? -- Ignorando a enfermeira, ele se senta na cama
segurando meu brao.
         -- Confusa. Acho. Com fome.
         -- Com fome? -- Ele pisca de surpresa.
         Concordo com a cabea.
         -- O que voc quer comer?
         -- Qualquer coisa. Sopa.
         -- Sr. Grey, voc vai precisar de autorizao do mdico antes que a Sra. Grey possa
comer.
         Ele olha para ela, impassvel por um momento e tira o seu Blackberry do bolso da
cala e pressiona um nmero.
         -- Ana quer sopa de galinha... Bom... Obrigado. -- Ele desliga.
         Eu olho para os olhos de Nora que se apertam sobre Christian.
         -- Taylor? -- Pergunto rapidamente.
         Christian concorda.
         -- Sua presso arterial est normal, Sra. Grey. Eu vou buscar a mdica. -- Ela
remove o manguito e sem dizer sequer uma palavra, espreita para fora da sala, irradiando
desaprovao.
         -- Eu acho que voc deixou a enfermeira Nora louca.
         -- Eu tenho esse efeito sobre as mulheres. -- Ele sorri.




436
       Eu rio, em seguida, paro de repente, e a dor irradia atravs do meu peito. -- Sim,
voc tem.
       -- Oh, Ana, eu amo ouvir voc rir.
       Nora retorna com um jarro de gua. Ns dois em silncio, olhando um para o outro
enquanto ela enche um copo e entrega para mim.
       -- Pequenos goles agora, -- avisa.
       -- Sim, senhora, -- murmuro e tomo um gole de boas-vindas de gua fria. Oh meu.
O gosto  perfeito. Eu tomo outro, e Christian observa-me atentamente.
       -- Mia? -- Eu pergunto.
       -- Ela est segura. Graas a voc.
       -- Eles salvaram ela?
       -- Sim.
       Toda a loucura foi por uma razo. Espirais de agradecimento saem atravs do meu
corpo. Graas a Deus, graas a Deus, graas a Deus ela est bem. Eu franzo a testa.
       -- Como eles chegaram nela?
       -- Elizabeth Morgan, -- ele diz simplesmente.
       -- No!
       Ele acena. -- Ela estudou com Mia no ginsio.
       Eu franzo a testa, ainda sem entender.
       -- Ana, eu vou encher-lhe sobre os detalhes mais tarde. Mia est bem,
considerando todas as coisas. Ela foi drogada. Ela agora est grogue e abalada, mas por
algum milagre ela no foi prejudicada. -- Christian aperta a mandbula. -- O que voc fez,
-- ele passa a mo pelo cabelo, -- foi incrivelmente corajoso e incrivelmente estpido.
Voc poderia ter sido morta. -- Seus olhos brilham um arrepiante, sombrio cinza, e eu sei
que ele est restringindo sua raiva.
       -- Eu no sabia o que fazer, -- eu sussurro.
       -- Voc poderia ter me dito! -- Ele diz com veemncia, colocando suas mos em
seu colo.
       -- Ele disse que ia mat-la se eu contasse a algum. Eu no podia correr esse risco.
       Christian fecha os olhos, o pavor gravado em seu rosto.
       -- Morri mil mortes desde quinta-feira.
       Quinta-feira?


437
       -- Que dia  hoje?
       --  quase sbado, -- ele diz, consultando o relgio. -- Voc esteve inconsciente
por mais de vinte e quatro horas.
       Oh.
       -- E Jack e Elizabeth?
       -- Em custdia da polcia. Embora Hyde est aqui sob guarda. Eles tiveram que
remover a bala que deixou nele, -- Christian diz amargamente. -- Eu no sei onde ele est
neste hospital, felizmente, ou provavelmente iria mat-lo eu mesmo. -- Seu rosto escurece.
       Oh merda. Jack est aqui?
       -- Isso  para voc SIP puta! -- Eu empalideo. Meu estomago vazio convulsiona,
lLgrimas salpicam meus olhos, e um profundo arrepio percorre-me.
       -- Ei. -- Christian se poe para frente, sua voz cheia de preocupao. Pegando o
copo da minha mo, ele carinhosamente dobra-me em seus braos. -- Voc est segura
agora, -- ele murmura contra o meu cabelo, sua voz rouca.
       -- Christian, eu sinto muito. -- Minhas lgrimas comeam a cair.
       -- Calma. -- Acaricia meu cabelo, e eu choro em seu pescoo.
       -- O que eu disse. Eu nunca ia deixar voc.
       -- Calma, baby, eu sei.
       -- Voc? -- Sua admisso para minhas lgrimas.
       -- Eu trabalhei para fora. Eventualmente. Honestamente, Ana, o que voc estava
pensando? -- Seu tom  tenso.
       -- Voc me pegou de surpresa, -- murmuro no colarinho da camisa. -- Quando
falamos no banco. Pensando que eu estava deixando voc. Eu pensei que voc me
conhecesse melhor. Eu j disse a voc mais e mais que eu nunca iria embora.
       -- Mas depois da maneira terrvel que eu comportei. Ado Sua voz  quase
inaudvel, e seus braos apertados em torno de mim. -- Eu pensei por um curto perodo
de tempo que eu tinha perdido.
       -- No, Christian. Nunca. Eu no queria que voc interferisse, e colocasse a vida de
Mia em perigo.
       Ele suspira, e eu no sei se  de desespero, raiva ou mgoa.
       -- Como  que voc trabalha com isso? -- Peo rapidamente para distra-lo de sua
linha de pensamento.


438
       Ele enfia meu cabelo atrs da minha orelha. -- Eu s pousei em Seattle quando o
banco chamou. A ltima coisa que ouvi  que estava doente e foi para casa.
       -- Ento, voc estava em Portland, quando Sawyer chamou-o do carro?
       -- Ns estvamos prestes a decolar. Eu estava preocupado com voc, -- ele diz em
voz baixa.
       -- Voc estava?
       Ele franze a testa. --  claro que eu estava. -- Ele contorna o polegar sobre meu
lbio inferior. -- Eu passo a minha vida me preocupando com voc. Voc sabe disso.
       Oh, Christian!
       -- Jack me ligou no escritrio, -- murmuro. -- Me deu duas horas para conseguir o
dinheiro. -- Dou de ombros. -- Eu tive que sair, e s parecia a melhor desculpa.
       Christian prensa a boca em uma linha dura. -- E voc deu Sawyer o deslizamento.
Ele est com raiva de voc, tambm.
       -- Como assim?
       -- Alm de mim.
       Eu timidamente toco seu rosto, correndo os dedos sobre a barba. Ele fecha os olhos,
inclinando-se em meus dedos.
       -- No fique com raiva de mim. Por favor, -- eu sussurro.
       -- Eu estou to bravo com voc. O que voc fez foi monumentalmente estpido>
Beirando a loucura.
       -- Eu te disse, eu no sabia mais o que fazer.
       -- Voc no parece ter qualquer considerao pela sua segurana pessoal. E no 
s voc agora, -- acrescenta ele, irritado.
       Meu lbio treme. Ele est pensando sobre o nosso pequeno Blip.
       A porta se abre, assustando a ns dois, e uma jovem mulher Afro-Americana em
um casaco branco avana cumprimentando-o.
       -- Boa noite, Sra. Grey. Eu sou a Dra. Bartley.
       Ela comea a me examinar completamente, brilha uma luz nos meus olhos, me
fazendo tocar os dedos, em seguida, meu nariz ao fechar um olho e depois o outro, e
verificando todos os meus reflexos. Mas sua voz e seu toque so suaves, ela tem uma
maneira de cabeceira quente. Enfermeira Nora se junta a ela, e Christian vaga para o canto
da sala e faz algumas chamadas enquanto as duas tendem a mim.  difcil se concentrar


439
em Dra. Bartley, enfermeira Nora e Christian ao mesmo tempo, mas eu o ouvi chamar seu
pai, minha me, e Kate para dizer que estou acordada. Finalmente, ele deixa uma
mensagem para Ray.
        Ray. Oh merda... Uma vaga lembrana de sua voz vem de volta para mim. Ele
estava aqui, sim, enquanto eu ainda estava inconsciente.
        Dra. Bartley verifica minhas costelas, seus dedos sondam suavemente, mas com
firmeza.
        Eu estremeo.
        -- Estes esto machucados, e no rachado ou quebrado. Voc teve muita sorte, Sra.
Grey.
        Eu fao uma careta. Sorte? No  a palavra que eu teria escolhido. Christian sorri
para ela, tambm. Ele fala algo para mim. Eu acho que  temerrio, mas eu no tenho
certeza.
        -- Eu vou prescrever alguns analgsicos. Voc vai precisar deles para essa dor e
este para a dor de cabea que voc deve ter. Mas tudo est como deveria, Sra. Grey. Eu
sugiro que voc durma um pouco. Dependendo de como voc se sentir na parte da
manh, podemos deix-la ir para casa. Meu colega, Dr. Singh vai estar presente, ento.
        -- Obrigado.
        H uma batida na porta, e Taylor entra carregando uma caixa de papelo preto
com Fairmont Olympic estampado em creme ao lado.
        Puta merda!
        -- Comida? -- Dra. Bartley diz surpresa.
        -- Sra. Grey est com fome, -- Christian diz. --  sopa de galinha.
        Dra. Bartley sorri. -- Sopa vai ser bom, s o caldo. Nada pesado. -- Ela olha
intencionalmente para ns dois, ento, sai da sala com a enfermeira Nora.
        Christian puxa a bandeja de rodas para mim, e Taylor coloca a caixa sobre ela.
        -- Bem-vinda de volta, Sra. Grey.
        -- Ol, Taylor. Obrigado.
        -- Voc  muito bem-vinda, senhora. -- Eu acho que ele quer dizer mais, mas se
contem.




440
       Christian est desembalando a caixa, abrindo uma placa lateral, contem uma
garrafa trmica com a sopa, uma tigela, uma colher de sopa, guardanapos de linho, uma
pequena cesta de pes, sal e pimenta Shakers... O Olympic tem ido alm.
       -- Isso  timo, Taylor. -- Meu estmago est roncando. Estou morrendo de fome.
       -- Isso  tudo? Ele pergunta.
       -- Sim, obrigado, -- Christian diz, rejeitando-o.
       Taylor acena.
       -- Taylor, obrigado.
       -- Qualquer outra coisa que eu possa conseguir, Sra. Grey?
       Eu olho para Christian. -- Apenas algumas roupas limpas para Christian.
       Taylor sorri. -- Sim, senhora.
       Christian olha para baixo em sua camisa, confuso.
       -- H quanto tempo voc est vestindo essa camisa? -- Eu pergunto.
       -- Desde a manh de quinta-feira. -- Ele me d um sorriso torto.
       Taylor sai.
       -- Taylor est chateado com voc, tambm, -- Christian acrescenta irritado,
desapertando a tampa da garrafa trmica e derramando sopa de frango cremoso na tigela.
       Taylor, tambm! Mas eu no me preocupo sobre isso, olho minha sopa de galinha,
que me distrai. Cheira delicioso, e o vapor enrola convidativo de sua superfcie. Eu tomo
um pouco e  tudo o que prometia ser.
       -- Bom? -- Christian pergunta, e empoleira-se na cama de novo.
       Eu aceno com entusiasmo e no paro. Minha fome  primordial. Fao uma pausa
apenas para limpar a boca com o guardanapo de linho.
       -- Diga-me o que aconteceu, depois que percebeu o que estava acontecendo.
       Christian passa a mo pelo cabelo e balana a cabea. -- Oh, Ana,  bom ver que
voc comer.
       -- Eu estou com fome. Diga-me.
       Ele franze a testa. -- Bem, depois que o banco chamou e eu pensei que o meu
mundo tinha cado completamente, -- ele no pode esconder a dor em sua voz.
       Eu paro de comer. Oh merda.




441
       -- No pare de comer, ou eu vou parar de falar, -- ele sussurra, seu tom inflexvel
quando ele me olha. Eu continuo com a minha sopa. Ok, ok... Porra, tem um gosto bom. O
olhar de Christian amacia e depois de uma batida, ele recomea.
       -- De qualquer forma, pouco depois de termos terminado nossa conversa, Taylor
me informou que Hyde tinha conseguido a fiana. Como, eu no sei, eu pensei que tinha
conseguido impedir qualquer tentativa de fiana. Mas isso me deu um momento para
pensar sobre o que voc disse... e eu sabia que algo estava seriamente errado.
       -- E nunca foi sobre o dinheiro, -- eu atiro, de repente, um inesperado aumento de
raiva queima em minha barriga. Minha voz se eleva. -- Como voc pode pensar isso?
Nunca foi sobre o seu dinheiro! -- Minha cabea comea a bater e eu estremeo.
       Christian olha para mim por uma frao de segundo, surpreendido pela minha
veemncia. Ele estreita os olhos.
       -- Cuide da sua lngua, -- ele rosna. -- Acalme-se e coma. -- Eu brilho rebeldia
para ele.
       -- Ana, -- ele adverte.
       -- Isso me machucou mais do que tudo, Christian, -- eu sussurro. -- Quase tanto
como voc estar vendo aquela mulher.
       Ele inala bruscamente como se eu tivesse lhe dado um tapa e, de repente, ele olha
esgotado.
       Fechando os olhos por um instante, ele balana a cabea, resignado.
       -- Eu sei. -- Ele suspira. -- E eu sinto muito. Mais do que voc sabe. -- Seus olhos
so luminosos com contrio. -- Por favor, coma. Enquanto a sopa ainda est quente. --
Sua voz  suave e atraente, e eu fao o que ele pede. Ele d um suspiro de alvio.
       -- V em frente, -- eu sussurro, entre mordidas de po branco fresco ilcito.
       -- Ns no sabamos que Mia estava sumida. Pensei que ele estava chantageando
voc ou algo assim. Eu chamei voc de volta, mas voc no respondeu. -- Ele faz uma
careta. -- Eu deixei uma mensagem ento chamado Sawyer. Taylor comeou a
acompanhar o seu celular. Eu sabia que voc estava no banco, assim fomos direto para l.
       -- Eu no sei como Sawyer me encontrou. ele rastreou meu celular, tambm?
       -- O Saab est equipado com um dispositivo de rastreamento. Todos os nossos
carros so. No momento em que chegamos perto do banco, voc j estava em movimento,
e ns seguimos. Por que voc est rindo?


442
           -- Em algum nvel, eu sabia que voc estaria me perseguindo.
           -- E isso  divertido, porque? -- Ele pergunta.
           -- Jack tinha me instrudo para se livrar do meu celular. Ento eu pedi o celular de
Whelan, e esse  o que eu joguei fora. Eu coloquei o meu em um dos sacos, para que voc
pudesse acompanhar o seu dinheiro."
           Christian suspira. -- Nosso dinheiro, Ana, -- ele diz calmamente. -- Coma.
           Eu limpo o meu prato de sopa com o ltimo pedao do meu po e coloco em minha
boca. Pela primeira vez em muito tempo, eu me sinto repleta apesar de nossa conversa.
           -- Concludo.
           -- Boa menina.
           H uma batida na porta e enfermeira Nora entra mais uma vez, carregando um
pequeno copo de papel. Christian afasta meu prato, e comea a colocar todos os itens de
volta para a caixa.
           -- O alvio da dor. -- Nora sorri, mostrando-me a plula branca no copo de papel.
           -- No tem problema em tomar? Voc sabe com o beb?
           -- Sim, Sra. Grey.  Lortab, tudo bem, no vai afetar o beb.
           Concordo com a cabea, agradecida. Minha cabea est latejando. Eu engulo com
um gole de gua.
           -- Voc deveria descansar, Sra. Grey. -- Enfermeira Nora olha intencionalmente
para Christian.
           Ele acena com a cabea.
           No! -- Voc vai? -- Eu exclamo, com cara de pnico. No me deixe, ns apenas
comeamos a falar!
           Christian bufa. -- Se voc pensa por um momento que eu vou deixar voc fora da
minha vista, Sra. Grey, voc est muito enganada.
           Nora assusta, mas paira sobre mim e arruma meus travesseiros de modo que eu
tenho que deitar.
           -- Boa noite, Sra. Grey, -- ela diz, e com um ltimo olhar de censura para Christian
ela sai.
           Ele levanta uma sobrancelha quando ela fecha a porta.
           -- Eu no acho que a enfermeira Nora gosta de mim.




443
       Ele fica ao lado da cama, parecendo cansado, e apesar do fato de que eu quero que
ele fique, eu sei que eu deveria tentar convenc-lo a ir para casa.
       -- Voc precisa de descanso, tambm, Christian. V para casa. Voc parece
exausto.
       -- Eu no vou deixar voc. Eu vou cochilar nessa poltrona.
       Eu fao uma careta para ele em seguida, e mostro o lado da cama.
       -- Durma comigo.
       Ele franze a testa. -- No. Eu no posso.
       -- Por que no?
       -- Eu no quero te machucar.
       -- Voc no vai me machucar. Por favor, Christian.
       -- Voc tem um IV.
       -- Christian. Por favor.
       Ele olha para mim, e eu posso dizer que ele est tentado.
       -- Por favor. -- Eu levanto os cobertores, convidando-o para a cama.
       -- Foda-se. -- Ele desliza os sapatos e as meias, e cautelosamente sobe ao meu
lado. Gentilmente, ele envolve seu brao em torno de mim, e eu coloco minha cabea em
seu peito. Ele beija meu cabelo.
       -- Eu no acho que a enfermeira Nora vai ficar muito feliz com este arranjo, -- ele
sussurra conspiratrio.
       Eu rio, ento parece que uma lana atravessa meu peito. -- No me faa rir. Di.
       -- Oh, mas eu amo este som, -- ele diz um pouco triste, em voz baixa. -- Sinto
muito, baby, por isso, sinto muito. -- Ele beija meu cabelo de novo e inala profundamente,
e eu no sei porque ele est pedindo desculpas por... me fazer rir? Ou a baguna em que
estamos? Eu descanso minha mo sobre o seu corao, e ele gentilmente coloca a mo na
minha. Estamos em silncio por um momento.
       -- Por que voc foi ver aquela mulher?
       -- Oh, Ana. -- Ele geme. -- Voc quer falar sobre isso agora? Podemos esquecer
disto? Eu estou arrependido, ok?
       -- Eu preciso saber.
       -- Eu vou dizer a voc amanh, -- resmunga irritado. -- Oh, e Detective Clark
quer falar com voc. Apenas rotina. Agora, v dormir.


444
       Ele beija meu cabelo. Eu suspiro pesadamente. Eu preciso saber o porqu. Pelo
menos ele diz que se arrepende. Isso  algo, meu subconsciente concorda. Ela est em um
humor agradvel hoje, ao que parece. Ugh, detetive Clark. Tremo s de pensar em reviver
os eventos de quinta-feira para ele.
       -- No sabemos por que Jack estava fazendo tudo isso?
       -- Hmm, -- Christian murmura. Estou aliviada pela lenta ascenso e queda de seu
peito, balanando suavemente minha cabea, embalando-me para dormir enquanto sua
respirao diminui. E enquanto eu tento desviaro sentido dos fragmentos de conversas
que eu ouvia quando eu estava no limite da conscincia, mas deslizo pela minha mente,
permanecendo firmemente evasivo, provocando-me a partir das bordas da minha
memria. Oh,  frustrante e cansativo... e...


       Os labios da enfermeira Nora esto franzidos e os braos cruzados em hostilidade.
Eu levo meu dedo at meus lbios.
       -- Por favor, deixe-o dormir, -- eu sussurro, a pertando os olhos na luz da manh.
       -- Esta  a sua cama. No o seu quarto, -- ela sussurra severamente.
       -- Eu dormi melhor, porque ele estava aqui. -- Eu insisto, apressando-se para a
defesa do meu marido. Alm disso,  verdade. Christian se agita, eu e a enfermeira Nora
congelamos.
       Ele murmura em seu sono, -- no me toque. No mais. Apenas Ana.
       Eu franzo a testa. Eu raramente ouo Christian falar em seu sono.  certo, que pode
ser porque ele dorme menos do que eu. Eu s ouvi seus pesadelos. Seus braos apertados
em torno de mim, me apertando, e eu estremeo.
       -- Sra. Grey, -- enfermeira Nora reclama furiosa.
       -- Por favor, -- eu imploro.
       Ela balana a cabea, vira-me as costas e vai embora, e eu aconchego-me contra
Christian novamente.


       Quando eu acordo, Christian est longe de ser visto. O sol est brilhando atravs
das janelas, e agora eu posso realmente apreciar o quarto. Eu tenho flores! Eu no as notei
na noite anterior. Vrios buqus. Pergunto-me  toa de quem elas so.




445
       Uma batida suave me distrai, e espio Carrick na porta. Ele irradia quando ele v
que eu estou acordada.
       -- Posso entrar? -- Ele pergunta.
       --  claro.
       Ele caminha para o quarto e para mim, seus suaves, gentis olhos azuis me avaliam
astutamente. Ele est usando um terno escuro, ele deve estar funcionando. Ele me
surpreende por inclinar-se para beijar minha testa.
       -- Posso me sentar?
       Concordo com a cabea, e ele pousa na beira da cama e pega a minha mo.
       -- Eu no sei como lhe agradecer por minha filha, voc  louca, menina, valente
querida. O que voc fez, provavelmente, salvou sua vida. Serei eternamente em dvida
com voc. -- Sua voz oscila, cheia de gratido e compaixo.
       Oh... Eu no sei o que dizer. Eu aperto a mo dele, mas permanecemos mudos.
       -- Como voc est se sentindo?
       -- Melhor. Dolorida. -- Eu digo, por causa da honestidade.
       -- Eles j lhe deram remdios para a dor?
       -- Lor... alguma coisa.
       -- timo. Onde est Christian?
       -- Eu no sei. Quando acordei, ele tinha ido embora.
       -- Ele no est longe, eu tenho certeza. Ele no te deixou um minuto, enquanto
voc estava inconsciente.
       -- Eu sei.
       -- Ele est um pouco bravo com voc, como ele deveria estar. -- Carrick sorri. Ah,
este  o lugar onde Christian recebeu voc de volta.
       -- Christian est sempre com raiva de mim.
       --  mesmo? -- Carrick sorri, satisfeito, como se isso fosse uma coisa boa. Seu
sorriso  infeccioso.
       -- Como est Mia?
       Uma nuvem cruza seus olhos e seu sorriso desaparece. -- Ela est melhor. Ficou
louca dos infernos. Eu acho que a raiva  uma reao saudvel pro que aconteceu com ela.
       -- Ela est aqui?
       -- No, est de volta em casa. Eu no acho que Grace quer deix-la fora de vista.


446
       -- Eu sei como  isso.
       --  preciso observar voc, tambm, -- ele adverte. -- Eu no quero que voc corra
mais riscos bobos com a sua vida ou a vida de meu neto.
       Eu prometo. Ele sabe!
       -- Graa viu seu pronturio. Ela me disse. Parabns.
       -- Hmm... obrigado.
       Ele olha para mim e seus olhos amolecem, embora ele franza a testa com minha
expresso.
       -- Christian logo estar por aqui, -- ele diz suavemente. -- Esta ser a melhor coisa
para ele... s de-lhe algum tempo.
       Concordo com a cabea. Oh... Eles se falaram.
       --  melhor eu ir. Estou no tribunal. -- Ele sorri e se levanta. -- Eu vou ligar para
saber de voc mais tarde. Grace fala muito do Dr. Singh e da Dra. Bartley. Eles sabem o
que esto fazendo.
       Ele se inclina e me beija mais uma vez. -- Eu quero dizer, Ana. Eu nunca poderei
pagar o que voc fez por ns. Obrigado.
       Eu olho para ele, piscando para conter as lgrimas, de repente, oprimido, e ele
acaricia meu rosto carinhosamente. Ento ele se vira dando as costas e vai embora.
       Oh meu. Estou me recuperando da sua gratido. Talvez agora eu possa deixar o
desastroso acordo pr-nupcial de lado. Meu subconsciente acena sabiamente de acordo
comigo mais uma vez. Eu agito minha cabea e cautelosamente saio da cama. Estou
aliviada ao descobrir que eu sou muito mais firme em meus ps do que ontem. Apesar de
Christian compartilhar a cama, eu dormi bem e me senti revigorada. Minha cabea ainda
di, mas  uma dor lancinante, nada como a dor de ontem. Eu estou rgida e dolorida, mas
eu s preciso de um banho. Eu me sinto suja. Eu sinto nauseas.


       --Ana! -- Christian grita.
       -- Estou no banheiro, -- eu chamo quando termino de escovar os dentes. Me sinto
bem melhor. Eu ignoro meu reflexo no espelho. Caramba, eu olho, estou bagunada. Quando
eu abro a porta, Christian est ao lado da cama, segurando uma bandeja de comida. Ele
est transformado. Vestido inteiramente de preto, ele est barbeado, de banho tomado, e
parece bem descansado.


447
       -- Bom dia, Sra Grey, -- ele diz brilhantemente. -- Eu trouxe o seu caf da manh.
-- Ele me olha com um olhar de menino, um olhar muito mais feliz.
       Uau. Eu sorrio amplamente enquanto eu subo de volta para a cama. Ele encosta a
bandeja sobre rodas e levanta o rosto para revelar o meu caf: aveia com frutas secas,
panquecas com calda, bacon, suco de laranja e ch Twinings break fast inglesh. Minha
boca enche de gua, eu estou com fome. Eu tomo o suco de laranja em alguns goles e
comeo a comer a aveia. Christian senta na beira da cama para assistir. Ele sorri.
       -- O que? -- Pergunto com a boca cheia.
       -- Eu gosto de ver voc comer, -- ele diz. Mas eu no acho que esse seja o motivo
dele estar sorrindo. --Como voc est se sentindo?
       -- Melhor, -- murmuro entre garfadas.
       -- Eu nunca vi voc comer desse jeito.
       Eu olho para ele, e meu corao afunda. Temos que abordar o elefante muito
pequeno no quarto. --  porque eu estou grvida, Christian.
       Ele bufa, e sua boca torce em um sorriso irnico. -- Se eu soubesse que voc ficar
grvida ia fazer voc comer, eu poderia ter feito isso mais cedo.
       -- Christian Grey! -- Eu suspiro e coloco a aveia na bandeja.
       -- No pare de comer, -- ele adverte.
       -- Christian, ns precisamos conversar sobre isso.
       Ele acalma. -- O que h para dizer? Ns vamos ser pais. -- Ele d de ombros,
tentando desesperadamente parecer indiferente, mas tudo o que eu posso ver  o seu
medo. Empurrando a bandeja de lado, eu me arrasto para baixo na cama, colocando
minhas mos nas suas.
       -- Voc est com medo, -- eu sussurro. -- Eu entendo.
       Ele olha para mim impassvel, os olhos arregalados e toda sua infantilidade
anterior parece arrancada.
       -- Eu tambm estou. Isso  normal, -- eu sussurro.
       -- Que tipo de pai que eu poderia ser? -- Sua voz  rouca, quase inaudvel.
       -- Oh, Christian. -- Eu abafo um soluo. -- Aquele que tenta o seu melhor. Isso 
tudo que qualquer um de ns podemos fazer.
       -- Ana, eu no sei se eu posso...




448
       -- Claro que voc pode. Voc est amando, voc  divertido, voc  forte, voc
pode definir limites. Nosso filho vai ter muito orgulho de voc.
       Ele est congelado, olhando para mim, a dvida em seu rosto bonito.
       -- Sim, teria sido ideal termos esperado um pouco mais. Para ter mais tempo, s
ns dois. Mas vamos ser ns trs, e todos ns vamos crescer juntos. Ns vamos ser uma
famlia. Nossa prpria famlia. E seu filho vai te amar incondicionalmente, como eu te
amo. -- Lhgrimas brotam em meus olhos.
       -- Oh, Ana, -- Christian sussurra, sua voz angustiada e triste. -- Eu pensei que eu
tinha perdido. Ento eu pensei que tinha perdido voc de novo. V-la deitada no cho
plido e frio, e inconsciente, eram todos os meus piores medos realizados. E agora voc
est aqui, forte e corajosa... dando-me esperana. Me amando depois de tudo que eu fiz.
       -- Sim, eu amo voc, Christian desesperadamente. Eu sempre amarei.
       Suavemente levando minha cabea entre as mos, ele enxuga minhas lgrimas com
seus polegares. Ele olha nos meus olhos, aquele olhar cinzento, e tudo que eu vejo  o seu
medo e admirao e amor.
       -- Eu te amo, tambm, -- ele respira. E ele me beija docemente, com ternura, como
um homem que adora sua esposa. -- Eu vou tentar ser um bom pai, -- ele sussurra contra
meus lbios.
       -- Voc vai tentar, e voc vai ter sucesso. E vamos enfrent-lo, voc no tem muita
escolha nessa matria, porque Blip e eu no vamos a lugar nenhum.
       -- Blip?
       -- Blip.
       Ele levanta as sobrancelhas. -- Eu tinha o nome de Jnior na minha cabea.
       -- Junior , ento.
       -- Mas eu gosto Blip. -- Ele sorri seu sorriso tmido e me beija mais uma vez.




                                       Captulo 24
       -- Por mais que eu gostaria de te beijar o dia todo, o caf da manha est esfriando,
-- Christian murmura contra os meus lbios. Ele olha para mim, agora divertido, exceto




449
seus olhos que esto escuros, sensual. Puta merda, ele est ligado novamente. Meu Sr.
Mercrio.
       -- Coma, -- ele ordena, sua voz suave. Eu engulo, uma reao ao seu olhar
ardente, e rastejo de volta para a cama, evitando movimentos bruscos na minha IV. Ele
empurra a bandeja na minha frente. A aveia est fria, mas as panquecas esto apetitosas.
       -- Voc sabe, -- murmuro entre as garfadas, -- Blip pode ser uma menina.
       Christian passa a mo nos cabelos. -- Duas mulheres, heim? -- O olhar alarmado
em seu rosto e seus olhos escuros desaparecem.
       Oh merda. -- Voc tem uma preferncia?
       -- Preferncia?
       -- Menino ou menina?
       Ele franze a testa. --     Que seja saudvel, -- ele diz calma e claramente
desconcertado com a pergunta. -- Coma, -- ele diz, e eu sei que ele est tentando evitar o
assunto.
       -- Eu estou comento, eu estou comento... Eita, continue com seus cabelos Grey --
Eu observo-o com cuidado. Os cantos de seus olhos esto enrugados de preocupao. Ele
disse que ia tentar, mas eu sei que ele ainda est assustado com o beb. Oh, Christian, eu
tambm. Ele senta na poltrona ao meu lado pegando o Seattle Times.
       -- Voc fez a notcia novamente Sra. Grey. -- Seu tom  amargo.
       -- Novamente?
       -- As colunas esto simplesmente refazendo a histria de ontem, mas parecem em
fato, precisas, voc quer ler?
       Eu balano minha cabea. -- Leia para mim, eu estou comendo.
       Ele ri e segue lendo o artigo em voz alta.  uma reportagem descrevendo Jack e
Elizabeth como Bonnie e Clyde dos dias modernos. O artigo conta brevemente sobre o
sequestro de Mia, meu envolvimento com seu resgate, e o fato de que ns dois, Jack e eu,
estamos no mesmo hospital. Como a imprensa consegue todas essas informaes? Eu
preciso perguntar para Kate.
       Quando Christian termina, eu digo, -- por favor leia mas alguma coisa. Eu gosto
de te ouvir.
       Ele l para mim uma reportagem sobre a expanso dos negcios com cenoura, e
algo sobre a Boeing ter cancelado o lanamento de algum avio. Christian franze a testa


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enquanto l. Mas escutar sua tranquilizante voz enquanto eu como me assegura que eu
estou bem, Mia est segura e meu pequeno Blip est seguro, eu sinto um precioso
momento de paz apesar de tudo que tem acontecido nos ltimos dias.
       Eu entendo que Christian esteja com medo pelo beb, mas eu no entendo a
profundidade do seu medo. Eu resolvo falar com ele um pouco mais sobre isso. Ver se eu
consigo deixar sua mente mais a vontade. O que me intriga  que no faltou para ele
modelo positivo de pais. Os dois, Grace e Carrick so pais exemplares. Ou eles parecem.
Talvez foi a puta que interferiu e danificou ele tanto assim. Eu gostaria de pensar que 
isso. Mas na verdade eu acho que est voltado para sua me de sangue, no entanto eu
tenho certeza que a Sra. Robinson tambm no ajudou. Eu parei meus pensamentos, to
cedo quando eu me lembrei de uma conversa sussurrada. Droga! Isso paira l no fundo da
minha memria, de quando eu estava inconsciente. Christin falando com Grace. Isso se
derrete atravs da minha turva memria. Oh, isso  to frustrante.
       Eu me pergunto se Christian nunca vai me contar a razo pela qual foi v-la ou se
eu vou ter que puxar dele. Estou prestes a perguntar quando h uma batida na porta.
       Detetive Clark entra com cara de desculpas no quarto. Ele est certo de estar
culpado, meu corao afunda quando eu vejo ele.
       -- Sr. Grey, Sra. Grey. Estou interrompendo?
       -- Sim, -- Christian estala.
       Clark o ignora. -- Estou feliz por estar acordada, Sra. Grey. Eu preciso fazer a voc
algumas perguntas sobre quinta a tarde. S por rotina. Agora  uma hora conveniente?
       -- Claro, -- eu balbucio, mas eu no quero reviver os acontecimentos de quinta.
       -- Minha esposa deveria estar descansando. -- Christian se eria.
       -- Eu vou ser breve Sr. Grey. E isso significa que eu vou estar fora mais cedo do
que imagina.
       Christian se levanta e oferece a Clark sua cadeira, e depois se senta ao meu lado na
cama, pega minha mo e segura de modo reconfortante.


       Meia hora depois, Clark acabou. Eu no tinha visto nada de novo, mas eu contei a
ele os acontecimentos em uma calma e hesitante voz, vendo Christian ficar plido e fazer
caretas em algumas partes.
       -- Eu queria que voc tivesse destinado mais objetivos, -- Christian murmura.


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       -- Eu poderia ter feito se a Sra. Grey quisesse -- Clark concorda. O que?
       -- Obrigado, Sra. Grey. Isso  tudo por agora.
       -- Voc no vai deixar ele livre de novo, vai?
       -- Eu no acho que ele vai ter fiana agora, Senhora.
       -- Ns sabemos quem pagou sua fiana? -- Christian pergunta.
       -- No, senhor. Isso  confidencial.
       Christian franze a testa, mas eu acho que ele tem suspeitas. Clark se prepara para ir
quando Dr. Singh e dois internos entram no quarto.


       Depois de um exame completo, Dr. Singh declara que eu estou pronta para ir para
casa. Christian parece aliviado.
       -- Sra. Grey, voc vai ter que reparar se houver agravamento na dor de cabea ou
viso embaada. Se isso ocorrer voc dever retornar imediatamente.
       Concordo, tentando conter minha alegria de ir para casa.
       Enquanto o Dr. Singh sai, Christian pede por uma conversa rpida no corredor. Ele
mantm a porta entre aberta enquanto faz isso. Ele sorri.
       -- Sim, Sr. Grey, est bem.
       Ele ri e volta para o quarto como um homem feliz.
       -- O que foi tudo isso?
       -- Sexo. -- Ele diz, exibindo um sorriso perverso.
       Oh. Eu ruborizo. -- E?
       -- Voc est pronta para ir. -- Ele ri.
       Oh Christian.
       -- Eu tenho dor de cabea. -- Eu sorrio de volta.
       -- Eu sei. Voc estar fora dos limites por um tempo. Estava apenas checando.
       Fora dos limites? Eu franzo a testa pela facada momentnea de decepo que eu
sinto. Eu no tenho certeza se eu quero estar fora dos limites.
       A enfermeira Nora se junta a ns para remover meu IV. Ela olha para Christian. Eu
acho que ela  uma das poucas mulheres que eu conheo que est alheia aos seus encantos.
Eu agradeo-a quando ela sai.
       -- Devo te levar para casa? -- Christian pergunta.
       -- Eu gostaria de ver Ray primeiro.


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       -- Claro.
       -- Ele sabe sobre o beb?
       -- Eu pensei que voc gostaria de contar para ele. Eu no contei para sua me
tambm.
       -- Obrigada. -- Eu sorrio, grata por ele no ter roubado esse trovo.
       -- Minha me sabe. -- Christian adiciona. -- Ela viu seu pronturio, e disse ao
meu pai, mas ningum mais. Minha me disse que o casal normalmente tem que aguardar
por doze semanas ou algo assim... para ter certeza. -- Ele encolhe os ombros.
       -- No tenho certeza se estou pronta para contar para Ray.
       -- Eu deveria avisa-la, ele est feito louco. Ele disse que eu deveria bater em voc.
       O que? Christian ri da minha expresso. -- Disse a ele que estaria disposto a fazer.
       -- Voc no fez! -- Eu suspiro enquanto o eco de uma conversa sussurrada
atormenta minha memria. Sim, Ray estava aqui enquanto eu estava inconsciente...
       Ele pisca para mim. -- Aqui, Taylor lhe comprou algumas roupas limpas. Eu vou
ajuda-la a se vestir.


       Como Christian previu, Ray est furioso. Eu no me lembro de v-lo to bravo.
Christian sabiamente decidiu nos deixar a ss. Para um homem extremamente reservado,
Ray preencheu o quarto do hospital com sua injuria, repreendendo-me pelo meu
comportamento irresponsvel. Eu tenho 12 anos de idade novamente.
       Oh, Papai, por favor fique calmo. Sua presso arterial no est pronta para isso.
       -- E eu tive que lidar com sua me, -- ele resmunga, agitando sua mo com
exasperao.
       -- Papai, me desculpe.
       -- E pobre Christian! Eu nunca vi ele assim. Ele est mais velho. Ns temos a
mesma idade pelos ltimos dias.
       -- Ray, me desculpa.
       -- Sua me est esperando por sua ligao, ele diz em tom mais calculado.
       Eu beijo sua bochecha, e finalmente ele cede.
       -- Eu vou ligar para ela. Eu realmente peo desculpas. Mas obrigada por me
ensinar como atirar.




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       Por um momento, ele me considera com seu mal disfarado orgulho paterno. --
Estou feliz que voc consiga atirar em linha reta, -- ele diz, sua voz rouca. -- Agora v
para casa e descanse um pouco.
       -- Voc est bem, papai. -- Eu tento mudar de assunto.
       -- Voc est plida. -- Seu medo  de repente evidente. Seu olhar reflete Christian
na noite passada, e eu agarro a mo dele.
       -- Eu estou bem. Eu prometo que no vou fazer nada assim novamente.
       Ele aperta minha mo e me puxa para um abrao. -- Se alguma coisa tivesse
acontecido com voc, -- ele sussurra, sua voz rouca e baixa. Meu olhos enchem de
lgrimas. Eu no estou acostumada com as manifestaes de emoo do meu padrasto.
       -- Pai, eu estou bem. Nada que um banho quente no cure.


       Ns samos atravs das sadas do fundo do hospital para evitar os paparazzi
reunidos na entrada. Taylor nos leva para o SUV, que estava nos esperando.
       Christian permanece quieto enquanto Sawyer nos leva para casa. Eu evito o olhar
de Sawyer no espelho retrovisor, envergonhada pela ltima vez que eu o vi no banco,
quando eu dei a ele um escorrego. Eu ligo para minha me, que solua e solua. Levou a
maior parte do caminho para casa para acalma-la, mas eu tive sucesso prometendo que
ns iriamos visita-la em breve. Durante toda a minha conversa com ela, Christian segura
minha mo, roando seu polegar em meus dedos. Ele est nervoso... alguma coisa
aconteceu.
       -- O que est errado? -- Eu pergunto quando estou finalmente livre da minha me.
       -- Welch quer me ver.
       -- Welch? Por qu?
       -- Ele encontrou algo sobre aquele filho da puta do Hyde. -- Seus lbios se
enrolam em um rugido, e uma frao de medo passa por mim. -- Ele no quer falar
comigo por telefone.
       -- Oh.
       -- Ele est vindo de Detroit essa tarde.
       -- Voc acha que ele achou alguma ligao?
       Christian acena com a cabea.
       -- O que voc acha que ?


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       -- Eu no tenho ideia. -- Christian enruga a sobrancelha perplexo.
       Taylor avana para a garagem do Escala, e para no elevador antes de estacionar.
Na garagem ns conseguimos evitar a ateno dos fotgrafos que esto esperando.
Christian me aguarda fora do carro. Deixando seu brao envolta de minha cintura, ele me
leva para esperar o elevador.
       -- Feliz por estar em casa? --Ele pergunta.
       -- Sim, -- eu sussurro. Mas enquanto eu estou em p no ambiente familiar do
elevador, a grandiosidade das coisas da qual tenho estado bate sobre mim e eu comeo a
tremer.
       -- Ei, -- Christian envolve seus braos envolta de mim e me coloca mais perto. --
Voc est em casa. Voc est segura, -- ele diz, beijando meu cabelo.
       -- Oh, Christian. -- Uma barreira que eu nem sabia que estava ali explode e eu
comeo a soluar.
       -- Se acalme agora, -- Christian sussurra, colocando minha cabea novamente no
seu peito.
       Mas  tarde de mais. Eu derramo lagrimas, sobrecarregadas, em sua camisa,
relembrando o perverso ataque de Jack, -- isso foi pela SIP, sua puta fodida -- dizendo a
Christian que eu estava indo -- Voc est me deixando? -- e meu medo, meu angustiante
medo por Mia, por mim mesma e pelo pequeno Blip.
       Quando as portas do elevador se abrem, Christian me pega como uma criana e me
carrega pela sala de estar. Eu envolvo meus braos em seu pescoo, agarrando-o,
continuando em silencio.
       Ele me carrega atravs do nosso quarto, e gentilmente me coloca na cadeira. --
Banheira? -- Ele pergunta.
       Eu balano minha cabea. No... no... no como Leila.
       -- Chuveiro? -- Sua voz est chocada com a ansiedade.
       Atravs de minhas lgrimas, eu aceno com a cabea. Eu quero lavar a sujeira dos
ltimos dias, lavar a memria do ataque de Jack. -- Voc prostituta est afundando. -- Eu
soluo entre minhas mos enquanto o som da cascata do chuveiro ecoa entre das predes.
       -- Ei, -- Christian sussurra. Ajoelhado em minha frete, ele puxa minhas mos fora
das lgrimas em minha bochecha e deixa meu rosto entre suas mos. Eu olho fixo para ele,
piscando minhas lgrimas.


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       -- Voc est segura. Vocs dois esto, -- ele murmura.
       Blip e eu. Meus olhos se enchem de lgrima novamente.
       -- Pare, agora, eu no suporto quando voc chora. -- Sua voz est rouca. Seus
dedos limpam minhas bochechas, mas minhas lgrimas ainda caem.
       -- Me desculpe, Christian. Apenas me desculpe por tudo. Por fazer voc se
preocupar, por arriscar tudo, pelas coisas que eu disse.
       -- Shhhh, baby, por favor. -- Ele beija minha testa. -- Me desculpe. Mas,  preciso
dois para danar tango, Ana. -- Ele me d um sorriso torto. -- Bem, isso  o que minha
me sempre diz. Eu disse coisas e fiz coisas de que eu no estou orgulhoso. -- Seus olhos
esto sem vida, mas arrependidos. -- Vamos tirar sua roupa. -- Sua voz  macia. Eu limpo
meu nariz com as costas da minha mo e ele beija minha testa novamente.
       Agilmente ele me despe, tendo cuidado quando tira minha camiseta pela minha
cabea. Mas minha cabea no est doendo tanto. Conduzindo-me para o chuveiro, ele tira
sua prpria roupa em tempo recorde antes de entrar na bem vinda gua quente comigo.
Ele me puxa para seus braos e me segura, me segura por um longo tempo, enquanto a
gua jorra sobre ns, caindo sobre ambos.
       Ele me deixa chorar em seu peito. Ocasionalmente ele beija meu cabelo, mas ele
no me deixa, ele apenas me embala embaixo da gua quente. Para sentir sua pele na
minha novamente, o cabelo do peito novamente na minha bochecha... esse homem que eu
amo, essa insegurana prpria, lindo homem, o homem que eu poderia ter perdido por
conta da minha prpria imprudncia. Me sinto vazia e com dor com esse pensamento, mas
agradecida que ele est aqui, ainda aqui, apesar de tudo que aconteceu.
       Ele tem algumas explicaes a dar, mas agora eu quero deleitar-me com sensao
de seu conforto, braos protetores em mim.  nesse momento que me ocorre: qualquer
explicao sua, tem que vir dele. Eu no posso fora-lo, ele tem que querer me contar. Eu
no vou fazer parte do elenco das esposas ranzinzas, tentando constantemente resgatar
informaes de seu marido. Isso  exaustante. Eu sei que ele me ama. Eu sei que ele me
ama mais do que jamais amou ningum, e por agora isso basta. Essa realizao 
libertadora. Eu paro de chorar e me afasto um pouco.
       -- Melhor? -- Ele pergunta.
       Eu aceno com a cabea.




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       -- Bom. Deixe-me olhar para voc, -- ele diz, e por um momento eu no sei o que
ele quer dizer. Mas ele pega minha mo e examina o brao em qual cai quando Jack me
bateu. H contuses no meu ombro e arranhes no cotovelo e pulso. Ele beija cada um
deles. Ele pega uma bucha e sabonete de banho da prateleira, e o doce e familiar cheiro de
jasmins preenche minhas narinas.
       -- Vire-se. -- Gentilmente, ele continua a lavar meu brao machucado, meus
ombros, minhas costas e meu outro brao. Ele me vira de lado e passa seus longos dedos
pelo meu lado. Eu estremeo enquanto eles patinam em cima da grande contuso em meu
quadril. Os olhos de Christian endurecem e seus lbios se contraem. Sua raiva  palpvel
enquanto ele assobia atravs de seus dentes.
       -- Isso no doe, -- eu murmuro para tranquiliza-lo.
       Em chamas os olhos cinza encontram o meu. -- Eu quero mata-lo. Eu quase fiz, --
ele sussurra enigmaticamente. Eu franzo a testa e tremo com sua expresso sombria. Ele
coloca mais sabonete na bucha, e com gentileza, lava o meu lado e meu traseiro, ento, de
joelhos, se move para baixo em minhas pernas. Ele faz uma pausa para examinar o joelho.
Ele escova sobre a contuso antes de retornar a lavar as minhas pernas e os meus ps.
Descendo, eu acaricio sua cabea, passando os dedos pelo cabelo molhado. Ele se levanta,
e seus dedos traam o contorno da contuso em minhas costelas, onde Jack me chutou.
       -- Oh baby, -- ele geme, sua voz angustiada, seus olhos olhos negros com fria.
       -- Eu estou bem. -- Eu puxo a cabea dele para a minha e beijo seus lbios. Ele est
hesitante em retribuir, mas minha lngua encontra a dele, seu corpo se agita contra mim.
       -- No, -- murmura contra meus lbios, e se afasta. -- Vamos deixar voc limpa.
       Seu rosto est srio. Droga... Ele quer dizer que. Eu fao beicinho e a atmosfera
entre ns se ilumina por um momento. Ele sorri e me beija novamente.
       -- Limpa, -- ele enfatiza. -- No suja.
       -- Eu gosto sujo.
       -- Eu, tambm, Sra. Grey. -- Mas no agora, no aqui. -- Ele pega o shampoo, e
antes que eu consiga persuadi-lo de outra maneira, ele est lavando meu cabelo.


       Eu gosto limpa, tambm. Eu me sinto refrescada e revigorada, e eu no sei se  pelo
chuveiro, pelo choro, ou pela minha deciso de parar de incomodar Christian sobre tudo.
Ele me enrola em uma grande toalha e uma em volta de seus quadris enquanto eu


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gentilmente seco meu cabelo. Minha cabea di, mas  uma dor persistente, que  mais do
que vivel. Eu tenho alguns analgsicos que o Dr. Singh me receitou, mas ele me falou
para no usar at que fosse necessrio.
       Enquanto eu seco meu cabelo, eu penso sobre Elizabeth.
       -- Eu ainda no entendo porque Elizabeth estava envolvida com Jack.
       -- Eu entendo, -- Christian murmura sombriamente.
       Isso  novo. Eu franzo a testa para ele, mas estou distrada. Ele est secando seu
cabelo com uma toalha, seu peito e ombros ainda esto com gotas de agua que brilham
abaixo dos halognios. Ele para e ri.
       -- Apreciando a vista?
       -- Como voc sabe? -- Eu pergunto, tentando ignorar que eu fui pega encarando
meu prprio marido.
       -- Que voc est apreciando a vista? -- Ele brinca.
       -- No. -- Eu resmungo. -- Sobre Elizabeth.
       -- O detetive Clark insinuou isso.
       Eu dei a ele minha expresso de me diga mais e outra enervante memria de
quando eu estava inconsciente ressurge. Clark estava no meu quarto. Eu gostaria de
lembrar o que ele disse.
       -- Hyde tinha videos. Vdeos de todas elas. Em varias unidades de pendrive.
       O que? Eu enrugo, minha testa.
       -- Videos dele fodendo ela e fodendo todas as suas PAs.
       Oh!
       -- Exatamente. Chantagem material. Ele gosta disso duramente. -- Christian
franze a testa, e eu vejo a confuso seguida pelo desgosto em sua face. Ele fica plido e seu
desgosto se transforma em auto averso. Claro, Christian gosta disso duro tambm.
       -- No faa. -- A palavra est fora da minha boca antes que eu possa para-la.
       Sua careta aprofunda. -- No faa o que? -- Ele ainda me fita com apreenso.
       -- Voc no  nada parecido com ele.
       Os olhos de Christian endurecem, mas ele no diz nada, confirmando que isso era
exatamente o que ele estava pensando.
       -- Voc no . -- Minha voz  dura.
       -- Ns fomos cortados do mesmo tecido.


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       -- No, no foram. --Estoro, entretanto, talvez entenda o porqu ele pensa assim.
-- Seu pai morreu em uma briga de bar. Sua me bebeu no esquecimento. Ele estava dentro e fora de
lares adotivos, dentro e fora de problemas, tambm, impulsionandoprincipalmente carros. Passou
um tempo no reformatrio. Eu relembro a informao de Christian no avio para Aspem.
       -- Vocs dois tiveram problemas no passado, e vocs dois nasceram em Detroit. 
s isso Christian. -- Eu ponho minha mo em punho na minha cintura.
       -- Ana, sua f em mim est me tocando, especialmente na luz dos ltimos dias.
Ns vamos saber mais quando Welch estiver aqui. -- Ele est descartando o assunto.
       -- Christian...
       Ele me para com um beijo. -- Basta, -- ele respira, e eu me lembro da promessa
que eu tinha feito a mim mesma para no perseguir ele por informao.
       -- E no faa beicinho, -- ele adiciona. -- Venha. Me, deixe secar seu cabelo.
       E eu sei que o assunto est encerrado.


       Depois de me vestir com uma cala de moletom e uma camiseta eu sento entre as
pernas de Christian para ele secar meu cabelo.
       -- Ento Clark disse algo mais a voc enquanto eu esta inconsciente?
       -- No que eu me lembre.
       -- Eu escutei um pouco de suas conversas.
       A escova ainda esta em meu cabelo.
       -- Voc escutou? -- Ele pergunta, com um tom indiferente.
       -- Sim. Meu pai, seu pai, detetive Clark... sua me.
       -- E Kate?
       -- Kate esteve l?
       -- Sim, brevemente. Ela est furiosa com voc tambm.
       Eu viro em seu colo. -- Pare com todos esto com raiva da porcaria da Ana, Ok?
       -- Apenas falando a verdade a voc. -- Christian diz, confuso pela minha
exploso.
       -- Sim, isso foi imprudncia, mas voc sabe, sua irm estava em perigo.
       Sua face cai. -- Sim ela estava. -- Desligando o secador, ele coloca-o na cama ao
seu lado. Ele pega meu queixo.




459
       -- Obrigado. -- Ele diz, me surpreendendo. -- Mas, nenhuma imprudncia mais.
Porque da prxima vez, eu vou bater em voc.
       Eu suspiro.
       -- Voc no faria!
       -- Eu faria. -- Ele est srio. Puta merda. Mortalmente srio. -- Eu tenho a
permisso do seu padrasto. -- Ele gargalha. Ele est me provocando. Ou ele? Eu me lano
para ele, e ele se torce para que eu caia na cama entre seus braos. Enquanto eu pouso,
uma dor que vem de minhas costelas atravessa-me e eu estremeo.
       Christian fica plido. -- Comporte-se! -- Ele adverte, e por um momento ele est
com raiva.
       -- Desculpe. -- Eu murmuro acariciando sua bochecha.
       Ele roa o nariz na minha mo gentilmente. -- Honestamente, Ana, voc no tem
nenhuma considerao com sua prpria segurana. -- Ele levanta a barra da minha
camiseta e descansa seus dedos na minha barriga. Eu paro de respirar. -- No  apenas
voc mais, -- ele sussurra, trilhando seus dedos ao longo do cs da minha cala,
acariciando minha pele. O desejo explode inesperadamente, quente e pesado no meu
sangue. Eu sobressalto e Christian fica tenso, parando seus dedos e olhando para mim. Ele
move sua mo para cima e coloca meu cabelo atrs da minha orelha.
       -- No, -- ele sussurra.
       O que?
       -- No olhe para mim assim. Eu vi os hematomas. E a resposta  no. -- Sua voz 
firme, e ele beija minha testa.
       Eu me contoro. -- Christian, -- eu gemo.
       -- No. V para a cama. -- Ele se senta.
       -- Cama?
       -- Voc precisa repousar.
       -- Eu preciso de voc.
       Ele fecha os olhos e balana a cabea como se fosse um grande esforo. Quando ele
abre os olhos novamente, eles esto brilhando com sua deciso. --Basta fazer como voc
disse, Ana.
       Eu estou tentada a tirar a roupa, mas ento eu me lembro das contuses e eu sei
que no vou conseguir ganhar dessa forma.


460
       Relutante, eu aceno com a cabea. -- Ok. -- Eu deliberadamente mostro a ele um
beicinho exagerado.
       Ele ri divertindo-se. -- Eu vou trazer almoo para voc.
       -- Voc vai cozinhar? -- Eu expiro.
       Ele se lana com elegncia. -- Eu vou esquentar alguma coisa. -- A Sra. Jones tem
estado ocupada.
       -- Christian. Eu vou fazer isso. Eu estou bem. Jesus, eu quero sexo, eu certamente
posso cozinhar. -- Eu me sento desajeitadamente, tentando esconder a hesitao por causa
da minha costela.
       -- Cama. -- Os olhos de Christian brilham, e ele aponta para o travesseiro.
       -- Se junte a mim, -- eu murmuro, desejando que eu estivesse algo mais sedutor
que calas de moletom e camiseta.
       -- Ana, v para a cama. Agora. -- Eu fao uma careta, me levanto e deixo minhas
calas cair sem cerimnia no cho, olhando o tempo todo para ele. Sua boca se contorce
com humor enquanto ele puxa o edredom de novo.
       -- Voc ouviu Dr. Singh. Ele disse repouso. -- Sua voz  gentil. Eu deslizo de volta
para a cama e cruzo meus braos em frustrao. -- Fique, -- ele diz claramente se
divertindo.
       Minha careta de aprofunda.


       O ensopado de frango da Sra. Jones  sem dvida, uma das minhas comidas
favoritas. Christian come comigo, se sentando com as pernas cruzadas no meio da cama.
       -- Isso foi muito bem aquecido.       -- Eu sorrio e ele sorri. Estou satisfetira e
sonolenta.
       -- Voc parece cansada. -- Ele pega a bandeja.
       -- Eu estou.
       -- timo, durma. -- Ele me beija. -- Eu tenho algum trabalho para fazer. Eu vou
fazer isso aqui se voc no se importar.
       Eu aceno com a cabea... inda lutando uma batalha perdida com minhas plpebras.
Eu no tinha ideia que o ensopado de frango poderia me deixar assim.




461
        o crepsculo quando acordo. Uma plida luz rosa inunda o quarto. Christian est
sentado na poltrona, olhando para mim, olhos cinza luminoso na luz ambiente. Ele est
segurando alguns papeis. Seu rosto est plido.
       Puta merda! -- O que h de errado? -- Eu pergunto imediatamente, sentando-me e
ignorando o protesto das minhas costelas.
       -- Welch acaba de sair.
       Oh merda. -- E?
       -- Eu vivi com o fodido. -- Ele sussurra.
       -- Viveu? Com Jack?
       Ele acena, com os olhos arregalados.
       -- Voc tem relao com ele?
       -- No. Bom Deus, no.
       Eu vacilo de volta e coloco o edredom novamente, convidando ele para vir para a
cama ao meu lado e, para a minha surpresa ele no hesita. Ele tira seus sapatos e se deita
ao meu lado. Envolvendo seus braos em minha volta, se enrolando, descansando sua
cabea no meu colo. Eu estou atordoada. O que  isso?
       -- Eu no entendo, -- eu murmuro, correndo meus dedos por seu cabelo e olhando
atentamente para ele. Christian fecha os olhos e enruga a testa como se estivesse se
esforando para se lembrar.
       -- Depois que eu fui encontrado com a prostituta do crack, antes de ir viver com
Carrick e Grace, eu estava sobre os cuidados do Estado de Michigan. Eu vivi em um lar de
adoo. Mas eu no consigo lembrar nada sobre aquele tempo.
       Minha mente rebobina. Um orfanato? Isso  novidade para ns dois.
       -- Por quanto tempo? -- Eu sussurro.
       -- Dois meses ou algo assim. Eu no tenho nenhuma lembrana.
       -- Voc falou com seus pais sobre isso?
       -- No.
       -- Talvez voc deva. Talvez eles possam preencher as lacunas.
       Ele me abraa firmemente. -- Aqui. -- Ele me passa os papeis, que vem a ser duas
fotografias. Eu alcano e me movo para a luz, para que eu possa examinar com ateno. A
primeira foto  de uma casa velha com a porta da frente amarela e uma grande janela
empenada no telhado. Tinha uma varanda e um pequeno jardim.  uma casa normal.


462
       A segunda foto  de uma famlia, a primeira vista, parece uma famlia normal, um
homem e sua esposa, eu acho, e seus filhos. Os adultos esto vestidos deselegantemente,
com camisetas azuis sem lavar. Eles parecem ter l pelos quarenta anos de idade. A
mulher tem cabelos loiros e o homem um severo corte de cabelo, mas os dois esto
sorrindo calorosamente para a cmera. O homem tem as mos nos ombros de uma mal
humorada adolescente. Eu olho em cada uma das crianas: dois garotos, gmeos idnticos,
por volta dos doze, os dois com um rebelde cabelo loiro sorrindo largamente para a
cmera; h outro garoto, que  menor, com um cabelo loiro avermelhado, carrancudo; e
bem ao seu lado, um pequeno garoto com cabelo arrumado e olhos cinza. Com o olhar
arregalado e assustado, vestido com roupas incompatveis e agarrando um cobertor de
criana sujo.
       Merda. -- Esse  voc, -- eu sussurro, meu corao indo para a minha garganta. Eu
sei que Christian tinha quatro anos quando sua me morreu. Mas essa criana parece bem
mais jovem. Ele deveria estar severamente desnutrido. Eu sufoco um soluo, enquanto
lgrimas caem dos meus olhos. Oh, meu doce Cinqenta.
       Christian acena com a cabea. -- Esse sou eu.
       -- Welch trouxe as fotos?
       -- Sim. Eu no me lembro de nada disso. -- Sua voz  plana e sem vida.
       -- Se lembra de estar com pais adotivos? Porque voc deveria? Christian, isso foi a
muito tempo atrs.  isso que est te preocupando?
       -- Eu me lembro de outras coisas, de antes e depois. Quando eu conheci meu pai e
minha me. Mas isso...  como se fosse um grande abismo.
       Toro meu corao e compreenso aparece. Meu querido louco por controle gosta
de tudo em seu lugar, e agora aprendeu que ele  a parte que falta do quebra-cabea.
       --  o Jack nessa foto?
       -- Sim, ele  a outra criana. -- Os olhos de Christian ainda esto apertados, e ele
est me agarrando como se eu fosse seu bote salva vidas. Eu corro meus dedos por seu
cabelo enquanto eu olho para o outro garoto que est notoriamente desafiante e arrogante
olhando para a cmera. Eu posso ver que  Jack. Mas ele  apenas uma criana, triste com
oito ou nove anos, escondendo sua dor atrs de sua hostilidade. Me ocorre um
pensamento.




463
       -- Quando Jack me ligou para falar que estava com Mia, ele disse que se as coisas
tivessem sido diferente, eu poderia estar com ele.
       Christian fecha seus olhos e estremece. -- Aquele fodido.
       -- Voc acha que ele fez tudo isso porque os Greys adotaram voc ao invs dele?
       -- Quem sabe? -- O tom de Christian  amargo. -- Eu no dou a mnima para ele.
       -- Talvez ele sabia que ns estvamos nos vendo quando eu fui para aquela
entrevista de emprego. Talvez ele estava planejando me seduzir o tempo todo. -- Minha
bile sobe para a garganta.
       -- Eu no acho, -- Christian murmura, seus olhos abertos agora. -- As pesquisas
que ele fez de minha famlia no comeou at uma semana ou algo assim depois que voc
comeou seu trabalho na SIP. Barney sabe os dados exatos. E, Ana, ele fodeu e gravou
todas as assistentes dele. -- Christian fecha os olhos e me aperta com firmeza novamente.
       Suprimindo o tremor que corre atravs de mim, eu tento lembrar minhas vrias
conversas com Jack quando eu entrei na SIP. No fundo eu sabia que era uma novidade
ruim, eu ignorei todos os meus instintos. Christian est certo, eu no tenho nenhuma
preocupao com minha prpria segurana. Eu lembro da briga que tivemos sobre eu ir
para Nova Iorque com Jack. Jesus, eu poderia ter acabado em um srdido vdeo de sexo. O
pensamento  nauseante. E nesse momento eu relembro as fotografias que Christian
mantinha de suas submissas.
       Oh merda. -- Ns fomos feitos do mesmo pano. -- No, Christian, voc no , voc
no  nada como ele. Ele ainda est enrolado em volta de mim como um garoto pequeno.
       -- Christian, acho que voc deveria falar com seus pais. -- Eu estou relutante em
move-lo, mudo de posio e deslizo minhas costas na cama at que estamos olho no olho.
       Um desorientado olhar cinza encontra o meu, me lembrando a criana da
fotografia.
       -- Deixa eu falar com eles, -- eu sussurro. Ele balana a cabea. -- Por favor. -- Eu
imploro. Christian olha para mim, dor e auto averso em seus olhos enquanto ele
considera meu pedido. Oh, Christian, por favor.
       -- Eu vou falar com eles, -- ele sussurra.
       -- Bom. Ns podemos ir v-los juntos, ou voc pode ir. O que voc preferir.
       -- No. Eles podem vir aqui.
       -- Por qu?


464
       -- Eu no quero ir a nenhum lugar.
       -- Christian, eu estou bem para uma volta de carro.
       -- No. -- Sua voz  firme, mas ele me d um sorriso irnico. -- De qualquer
maneira,  sbado a noite, eles provavelmente esto em algum compromisso.
       -- Ligue para eles. As novidades claramente chatearam voc. Eles talvez possam
dar alguma luz. -- Eu olho para o relgio.  quase sete da noite. Ele considera o que eu
disse impassvel por um momento.
       -- Ok, -- ele diz como se eu tivesse dado a ele um desafio. Se sentando, ele pega o
telefone ao lado da cama.
       Eu envolvo meu brao em volta dele e descanso minha cabea em seu peito
enquanto ele faz a ligao.
       -- Pai? -- Eu registro sua surpresa de que Carrick atendeu o telefonema. -- Ana
est bem. Ns estamos em casa. Welch acabou de sair. Ele achou a conexo... o orfanato
em Detroit... eu no me lembro nada daquilo. -- A voz de Christian est quase inaudvel
quando ele murmura a ltima frase. Meu corao se aperta um pouco mais. Eu abrao ele,
e ele aperta meu ombro.
       -- Sim... Voc vai?... Est bem. -- Ele desliga. -- Eles esto vindo. -- Ele parece
surpreso, e eu percebo que provavelmente ele nunca pediu ajuda a seus pais.
       -- Bom. Eu deveria me vestir.
       Os braos de Christian se apertam em mim. -- No v.
       -- Ok. -- Eu me aconchego ao seu lado novamente, atordoada pelo fato de que ele
simplesmente me contou muitas coisas sobre ele, completamente voluntariamente.


       Enquanto estamos na entrada da grande sala, Grace me envolve gentilmente em
seus braos.
       -- Ana, Ana, querida Ana, -- ela murmura. -- Salvando dois dos meus filhos.
Como eu poderei algum dia agradec-la?
       Eu ruborizo, igualmente tocada e embaraada por suas palavras. Carrick tambm
me abraa, beijando minha testa.
       Depois Mia me agarra, esmagando minhas costelas. Eu estremeo e paro de
respirar, mas ela no percebe. -- Obrigada por me salvar daqueles idiotas.
       Christian a repreende. -- Mia! Cuidado! Ela est com dor.


465
       -- Oh! Desculpe.
       -- Eu estou bem, -- eu murmuro, revivendo quando ela me libera.
       Ela parece bem. Impecavelmente bem vestida em um apertado jeans preto e em
uma plida blusa rosa com babados. Estou feliz por estar usando um confortvel vestido
longo e sandlias. Pelo menos eu pareo razoavelmente apresentvel.
       Voltando para Christian, Mia enrola seus braos envolta da cintura de Christian.
       Sem nenhuma palavra, ele d a foto para Grace. Ela sobressalta, sua mo indo para
a boca para conter sua emoo enquanto ela instantaneamente relembra de Christian.
Carrick envolve seus braos nos ombros dela enquanto ele tambm examina a foto.
       -- Oh, querido. -- Grace acaricia a bochecha de Christian.
       Taylor aparece. -- Sr. Grey? Sra. Kavanagh, o irmo dela e seu irmo esto
chegando, Sr..
       Christian franze a sobrancelha. -- Obrigado, Taylor, -- ele murmura, confuso.
       -- Eu liguei para Elliot e disse que ns estvamos vindo. -- Mia ri. --  uma festa
de boas vindas.
       Eu dou uma simptica olhada para meu pobre marido enquanto Grace e Carrick
olham para Mia com irritao.
       -- Seria bom comermos algo juntos, -- eu declaro. -- Mia, voc me d uma mo?
       -- Oh, eu adoraria.
       Eu me desloco para a rea da cozinha com ela, enquanto Christian leva seus pais
para o escritrio.


       Kate est apopltica com sua indignao destinada a mim, Christian, mas a maioria
para Jack e Elizabeth.
       -- O que voc estava pensando, Ana? -- Ela grita enquanto me encontra na cozinha,
fazendo com que todos os olhares se voltem fixamente.
       -- Kate, por favor. Eu tenho escutado a mesma censura de todo mundo! -- Eu
estouro de volta. Ela olha para mim, e por um minuto eu penso que eu vou estar sujeita a
lio de Katherine Kavanagh de como no ceder a conversa de um sequestrador, mas ao
invs disso ela me envolve em um abrao.




466
       -- Jesus, algumas vezes voc no usa os neurnios que voc tm Steele, -- ela
sussurra. Enquanto ela beija minha bochecha com lgrimas em seus olhos. Kate! -- Eu
estive to preocupada com voc.
       -- No chore. Voc vai me fazer chorar tambm.
       Ela volta para traz e limpa as lagrimas, embaraada, e d um profundo suspiro e se
recompe. -- Mas uma boa notcia, ns escolhemos a data do nosso casamento. Ns
pensamos em maio prximo? E  claro que eu quero que voc seja minha madrinha.
       -- Oh... Kate... Wow. Parabns! -- Merda, Pequeno Blip... Junior!
       -- O que  isso? -- Ela pergunta, tentando interpretar meu alarme.
       -- Hmm... Eu estou apenas muito feliz por voc. Alguma boa notcia para variar.
-- Eu envolvo meus braos em volta dela e puxo-a pra um abrao. Merda, merda, merda.
Para quando Blip  esperado? Mentalmente eu calculo minha data de espera. Dra. Greene
disse que eu estava com quatro ou cinco semanas. Ento, algo para maio? Merda.
       Elliot me passa um copo de champanhe.
       Oh. Merda.
       Christian emerge de seu escritrio, parecendo plido, e segue seus pais para a
grande sala. Seus olhos se arregalam quando ele v o copo em minha mo.
       -- Kate, -- ele a cumprimenta friamente.
       -- Christian. -- Ela  igualmente fria. Eu suspiro.
       -- Seus medicamentos, Sra. Grey. -- Seus olhos esto no copo em minhas mos.
       Eu estreito meus olhos. Droga. Eu quero uma bebida. Grace sorri enquanto ela se
junta a mim na cozinha, pegando um copo com Elliot no caminho.
       -- Um gole no far mal, -- ela sussurra com uma piscada para mim, e levanta a
taa para brindar  minha. Christian faz uma careta para ns duas, at Elliot distra-lo com
novidades do ltimo placar entre Mariner e os Rangers.
       Carrick se junta a ns, colocando seus braos em volta de ns duas, e Grace beija a
bochecha dele antes de ir se juntar a Mia no sof.
       -- Como ele est? -- Eu sussurro para Carrick enquanto estou em p na cozinha
olhando a famlia ocasionalmente no sof. Eu noto com surpresa que Mia e Ethan esto de
mos dadas.
       -- Abalado, -- murmura Carrick para mim, franzindo sua sobrancelha, seu rosto
srio. -- Ele se lembra muito de sua vida com sua me biolgica, muitas coisas que eu


467
gostaria que ele no se lembrasse. Mas isso, -- ele para. -- Espero que tenha ajudado. Fico
feliz que ele nos chamou. Ele disse que voc disse para ele. -- O olhar de Carrick amolece.
Eu dou de ombros e tomo um gole precipitado de champanhe.
       -- Voc  muito boa para ele. Ele no escuta ningum mais.
       Eu franzo a testa. Eu no acho que isso seja verdade. O no bem vindo fantasma da
vaca paira na minha mente. Eu sei das conversas de Christian com Grace, tambm. Eu
escutei-o. Novamente eu sinto um momento de frustrao quando tento lembrar da
conversa deles no hospital, mas isso ele ainda est evitando.
       -- Venha e sente-se, Ana. Voc parece cansada. Eu tenho certeza de que voc no
estava esperando todos ns essa noite.
       --  timo ver todos. -- Eu sorri. Porque  verdade, isso  timo. Eu era apenas a
filha nica que casou e entrou em uma grande famlia, e eu amo isso. Eu me aconchego ao
lado de Christian.
       -- Um gole, -- ele assobia para mim e pega o copo da minha mo.
       -- Sim Sr. -- Eu pisco meus clios, desarmando-o completamente. Ele coloca seus
braos em volta de mim e volta para sua conversa sobre baseball com Elliot e Ethan.


       -- Meus pais acham que voc pode andar sobra gua, -- Christian murmura
enquanto ele tira sua camiseta.
       Eu estou enrolada na cama assistindo o show. -- Bom que voc sabe que no 
assim. -- Eu rio.
       -- Oh, eu no sei. -- Ele tira seu jeans.
       -- Eles taparam alguns buracos para voc?
       -- Alguns. Eu vivi com os Colliers por dois meses enquanto meus pais, esperavam
pela papelada. Eles j estavam aprovados para adoo por causa de Elliot, mas a espera
era requerida pela justia para ver se eu tinha algum parente vivo para requerer por mim.
       -- Como voc se sente sobre isso? -- Eu murmuro.
       Ele franze a testa. -- Sobre no ter nenhum parente vivo? Que se foda isso. Se eles
foram alguma coisa como a puta do crack... -- Ele balana a cabea em desgosto.
       Oh, Christian! Voc era uma criana, e voc amava sua me.
       Ele veste seu pijama, sobe na cama, e gentilmente me puxa para seus braos.




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       -- Eu estou recordando. Eu lembro da comida. A Sra. Collier podia cozinhar. E
pelo menos agora sabemos porque aquele fodido  to preso a minha famlia. -- Ele passa
a mo livre por seu cabelo. -- Foda-se! -- Ele diz de repente se virando pra olhar pra mim.
       -- O que?
       -- Isso faz sentido agora! -- Seus olhos esto cheios de confiana.
       -- O que?
       -- Beb pssaro. A Sra. Collier costumava me chamar de beb pssaro.
       Eu franzo a testa. -- Isso faz sentido?
       -- A nota, -- ele diz olhando para mim. -- A razo da nota do resgate que o filho
da puta pedia. Foi algo como, voc sabe quem eu sou? Porque eu sei quem voc  Beb
pssaro.
       Isso faz todo o sentido para mim agora.
       --  de um livro infantil. Cristo. Os Collier tinham ele. Isso foi falado... "Voc 
minha me?" Merda -- Seus olhos se arregalam. -- Eu amava aquele livro.
       Oh. Eu conheo esse livro. Meu corao dispara, Cinqenta!
       -- A Sra. Collier costumava ler para mim.
       Eu estou perdida no que dizer.
       -- Cristo. Ele sabia... aquele fodido sabia.
       -- Voc vai dizer  polcia?
       -- Sim, eu vou. Cristo sabe o que Clark vai fazer com essa informao. -- Christian
balana a cabea como se estivesse tentando limpar seus pensamentos. -- De qualquer
maneira, obrigada por essa noite.
       Wow. Mudana de direo. -- Pelo que?
       -- Trazendo para minha famlia a notcia do momento.
       -- No me agradea, agradea Mia e Sra. Jones. Ela deixa a despensa bem estocada.
       Ele balana a cabea em desaprovao. Para mim? Por qu?
       -- Como est se sentindo, Sra. Grey?
       -- Bem. Como voc est se sentindo?
       -- Eu estou bem. -- Ele franze a testa... sem entender meu interesse.
       Oh... nesse caso. Eu passo meus dedos em seu estomago descendo at seu caminho
da felicidade.
       Ele ri e agarra minha mo. -- Oh no. No tenha nenhuma idia.


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       Eu mordo o lbio, e ele suspira. -- Ana, Ana, Ana, o que eu vou fazer com voc? --
Ele beija meu cabelo.
       -- Eu tenho algumas ideias. -- Eu me contoro do lado dele e estremeo com a dor
irradiada atravs da parte superior das minhas costelas machucadas.
       -- Baby, voc j se esforou o bastante. Alm disso, eu tenho uma histria de
tempos ruins para contar para voc.
       Oh!
       -- Voc precisa saber... -- Ele se afasta um pouco, fecha os olhos e engole.
       Todo o pelo do meu corpo se arrepia. Merda.
       Ele continua com uma voz macia. -- Imagine isso, um garoto adolescente
procurando por dinheiro extra, para que possa continuar com seu hbito secreto de beber.
-- Ele muda de lado, ento ns estamos olhando um para o outro e ele est olhando
dentro dos meu olhos.
       -- Ento eu estava no quintal dos Lincolns, limpando alguns lixos e entulhos da
extenso que o Sr. Lincoln tinha adicionado ao lugar...
       Puta merda... ele est contando.




                                          Captulo 25
       Eu mal posso respirar. Eu quero ouvir isso? Christian fecha os olhos e engole.
Quando ele abre de novo, eles esto brilhantes, mas tmidos, cheio de memrias
perturbadoras.
       --Foi um dia quente de vero. Eu estava trabalhando duro. -- Ele bufa e balana a
cabea, de repente divertido. -- Foi rduo o trabalho de retirar os escombros do jardim. Eu
estava trabalhando, e Ele..., Sra. Lincoln apareceu do nada e me trouxe uma limonada.
Tivemos uma pequena conversa, e eu fiz algum comentrio atrevido... e ela me deu um
tapa. Ela me deu um tapa muito forte. -- Inconscientemente, sua mo se move e ele
acaricia seu rosto, seus olhos nublando com a memria. Puta merda!
       -- Mas ento ela me beijou. E quando ela terminou, ela me deu outro tapa. -- Ele
pisca, confuso, mesmo depois de todo esse tempo.
       --Eu nunca tinha sido beijado antes ou apanhado assim.
       Oh. Eu arrepio. Em um segundo.


470
       --Voc quer ouvir isso? -- Christian pergunta.
       Sim... No...
       --S se voc quiser me dizer. -- Minha voz  baixa e eu estou deitada de frente
para ele, minha mente cambaleando.
       --Eu estou tentando dar-lhe um pouco de contexto.
       Concordo com a cabea, no que eu espero que seja uma forma de encoraja-lo. Mas
eu percebo que ele parece uma esttua, congelado e de olhos arregalados com o choque.
       Ele franze a testa, seus olhos procurando os meus, tentando avaliar minha reao.
Ento ele vira de costas e olha para o teto.
       -- Bem, naturalmente, eu estava confuso e irritado e sentido um teso do inferno.
Quer dizer, uma mulher mais velha vem quente para voc assim. -- Ele balana a cabea,
como se ele ainda no pudesse acreditar.
       Quente? Eu me sinto enjoada.
       -- Ela voltou para dentro de casa, deixando-me no quintal. Ela agiu como se nada
tivesse acontecido. Eu estava muito confuso. Ento eu voltei para o trabalho, carregando
os escombros para lixo. Quando sa naquela noite, ela me pediu para voltar no dia
seguinte. Ela no mencionou o que havia acontecido. Assim, no dia seguinte, voltei. Eu
mal podia esperar para v-la de novo, -- ele sussurra como se fosse uma confisso
sombria... o que francamente .
       --Ela no me tocou quando me beijou, -- ele murmura e vira a cabea para olhar
para mim. -- Voc tem que entender... minha vida foi um inferno na terra. Eu era um p-
duro, 15 anos de idade, alto para a minha idade, os hormnios em fria. As meninas na
escola, -- ele para, mas eu tenho a imagem: um adolescente com medo, solitrio, mas
atraente. Meu corao dispara.
       -- Eu estava com raiva, assim fodendo com raiva de todos, para mim, os meus
pais. Eu no tinha amigos. Minha terapeuta na poca era um babaca total. Meus pais, que
me mantinham em rdea curta, no entendem. -- Ele olha de volta pro teto e passa a mo
pelo cabelo. Eu coo para correr meus dedos por seu cabelo, tambm, mas eu fico queita.
       -- Eu simplesmente no podia suportar algum me tocar. Eu no podia. No podia
suportar qualquer um perto de mim. Eu costumava lutar... merda, eu lutava. Entrei em
algumas brigas horrveis. Cheguei a ser expulso de muitas escolas. Mas foi uma forma de
desabafar. Para tolerar algum tipo de contato fsico. -- Ele para novamente. -- Bem, essa 


471
a idia. E quando ela me beijou, ela s pegou meu rosto. Ela no me tocou. -- Sua voz 
quase inaudvel.
       Ela deve ter sabido disso. Talvez Grace lhe tinha dito. Oh, meu pobre Cinqenta. Eu
dobro minhas mos sob meu travesseiro e descanso minha cabea sobre ele, a fim de
resistir  vontade de abra-lo.
       -- Bem, no dia seguinte eu voltei a casa, no sabendo o que esperar. E vou poupar
os detalhes srdidos, mas no havia mais do mesmo.  assim que nossa relao comeou.
       Oh, porra, isso  doloroso de ouvir.
       Ele muda novamente virando de lado e fica de frente para mim.
       -- E voc sabe de uma coisa, Ana? Meu mundo entrou em foco. Ntido e claro.
Tudo. Era exatamente o que eu precisava. Ela foi uma lufada de ar fresco. Tomada de
decises, levando toda essa merda de mim, me deixando respirar.
       Puta merda.
       -- E mesmo quando tudo acabou, meu mundo ficou em foco por causa dela. E
ficou assim at que eu conheci voc.
       O que diabos eu deveria dizer sobre isso? Timidamente, ele suaviza uma mecha do
meu cabelo atrs da minha orelha.
       -- Voc virou o meu mundo de cabea para baixo. -- Ele fecha os olhos, e quando
abre novamente, eles esto crus. -- Meu mundo sempre foi ordenado, calmo e controlado,
ento voc entrou na minha vida com a sua boca inteligente, sua inocncia, sua beleza e
sua temeridade tranquila... e tudo antes de voc era apenas chato, vazio, medocre... Eu
no era nada.
       Oh, meu.
       -- E eu me apaixonei, -- ele sussurra.
       Eu paro de respirar. Ele acaricia minha bochecha.
       -- Assim como eu, -- murmuro com o pouco flego que me resta.
       Seus olhos amolecem. -- Eu sei, -- ele diz.
       -- Voc?
       --Sim.
       Aleluia! Eu sorrio timidamente para ele. -- Finalmente, -- eu sussurro.
       Ele acena. -- E  colocar tudo em perspectiva para mim. Quando eu era mais
jovem, Elena era o centro do meu mundo. No havia nada que eu no faria para ela. E ela


472
fez muito por mim. Ela me fez parar de beber. Me fez trabalhar duro na escola... Voc sabe,
ela me deu um mecanismo de enfrentar o mundo, que eu no tinha antes, me permitiu
experimentar coisas que eu nunca pensei que pudesse.
       -- Toque, -- eu sussurro.
       Ele acena. -- Depois de um tempo.
       Eu franzo a testa, imaginando o que ele significa.
       Ele hesita com a minha reao.
       Diga-me! Eu quero ele.
       -- Se voc cresce com uma autoestima totalmente negativa, pensando que voc 
rejeitado, maltratado como um animal, odiado, voc acha que merece ser punido.
       Christian... voc no  nenhuma dessas coisas.
       Ele faz uma pausa e passa a mo pelo cabelo. -- Ana,  muito mais fcil de usar sua
dor do lado de fora... -- Novamente,  uma confisso.
       Oh.
       -- Ela canalizou a minha raiva. -- Sua boca pressiona em uma linha sombria. --
Principalmente para dentro, eu percebo isso agora. Dr. Flynn tem deixado para falar sobre
isso h algum tempo. Foi s recentemente que eu vi a nossa relao para o que era. Voc
sabe... no meu aniversrio.
       Eu tremo como a memria indesejada de Elena e Christian, criando uma
eviscerao indesejaveis lembranas da festa de Christian ecoam em minha mente.
       -- Para ela nosso relacionamento era somente sexo e controle e uma mulher
solitria procurando alagum tipo de conforto com seu menino de brinquedo.
       -- Mas voc gosta de controle, -- eu sussurro.
       -- Sim. Gosto. Eu sempre vou, Ana.  que eu estou me rendendo a pouco tempo.
Deixar algum tomar todas as minhas decises por mim. Eu no poderia fazer isso
sozinho, eu no estava apto para isso. Mas atravs de minha submisso a ela, eu me
encontrei e descobri a fora para tomar conta da minha vida... assumir o controle e tomar
minhas prprias decises.
       -- Tornar-se uma catedral?
       -- Sim.
       -- Sua deciso?
       -- Sim.


473
       -- Deixando Harvard?
       -- Minha deciso, e foi a melhor deciso que j tomei. At que eu conheci voc.
       -- Eu?
       -- Sim. -- Seus lbios contorcem em um sorriso suave. -- A melhor deciso que j
tomei foi de me casar com voc.
       Oh meu. -- No foi comear a sua empresa?
       Ele balana a cabea.
       -- No foi aprender a voar?
       Ele balana a cabea. -- Voc, -- ele fala. Ele acaricia o meu rosto com o n dos
dedos. -- Ela sabia, -- ele sussurra.
       Eu franzo a testa. -- Ela sabia o que?
       -- Que eu estava loucamente apaixonado por voc. Ela me encorajou a ir at a
Gergia para ver voc, e eu estou feliz por ela. Ela pensou que voc iria enlouquecer e sair.
Que voc fez.
       Empalideo. Eu prefiro no pensar nisso.
       -- Ela pensou que eu precisava de todas as armadilhas do estilo de vida que eu
gostava.
       -- A Catedral, -- eu sussurro.
       Ele acena com a cabea. -- Permitiu-me manter todos no comprimento do brao,
me deu o controle, e me manteve individual, ou assim eu pensava. Tenho certeza de que
voc trabalhou o porqu, -- acrescenta suavemente.
       -- A sua me de nascimento?
       -- Eu no queria te machucar novamente. E ento voc me deixou. -- Suas
palavras so sussurradas. -- Eu fiquei desnorteado.
       Oh, no
       -- Eu tenho evitado intimidade por tanto tempo, eu no sei como fazer isso.
       -- Voc est indo bem, -- murmuro. Eu sigo seus lbios com o dedo indicador. Ele
da um beijo suave. Voc est falando comigo.
       -- Voc sente falta? -- Eu sussurro.
       -- Disso?
       -- Do estilo de vida.
       -- Sim, eu sinto.


474
          Oh!
          -- Mas s na medida em que eu perca o controle que ela traz. E, francamente, sua
estupidez, -- ele para -- que salvou a minha irm, -- ele sussurra, suas palavras cheias de
alvio, admirao e descrena. --  assim que eu sei.
          -- Sabe?
          -- Realmente sei que voc me ama.
          Eu franzo a testa. -- Voc?
          -- Sim. Porque voc arriscou tanto... por mim, por minha famlia.
          Fao uma careta. Ele atinge mais e traa o seu dedo acima do meu nariz, bem no
meio da minha testa.
          -- Voc tem um V aqui quando voc franze a testa, -- ele murmura. --  muito
macio para beijar. Eu posso me comportar to mal... e ainda assim voc est aqui.
          -- Por que voc est surpreso que eu ainda esteja aqui? Eu disse que no ia deixar
voc.
          -- Por causa da maneira que me comportei quando voc disse que estava grvida.
-- Ele corre o dedo no meu rosto. -- Voc estava certa. Eu sou um adolescente.
          Oh merda... Eu disse isso. Meu subconsciente olha pra mim. Seu mdico disse isso!
          -- Christian, eu disse coisas horrveis. -- Ele coloca o dedo indicador sobre os
lbios.
          -- Shiiii. Eu merecia ouvir. Alm disto,  a minha histria para dormir. -- Ele rola
de costas novamente.
          -- Quando voc me disse que estava grvida, -- ele para. -- Eu pensei que seria s
eu e voc por um tempo. Eu considerava filhos, mas apenas no abstrato. Eu tinha essa
vaga idia que teramos um filho em algum momento no futuro.
          Apenas um? No... No apenas uma criana. No gosta de mim. Talvez agora no seja o
melhor momento para trazer isso  tona.
          -- Voc  to jovem ainda, e eu sei que voc tem ambies.
          Ambiciosa? Eu?
          -- Bem, voc puxou o tapete debaixo de mim. Cristo, era o inesperado. Nunca em
um milho de anos, quando eu lhe perguntei o que estava errado, eu esperava que voc
me dissesse que estava grvida. -- Ele suspira. -- Eu estava to louco. Bravo com voc.
Bravo comigo. Louco em todos os meus tons... E isso me mostrou o sentimento de no


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estar no controle. Eu tinha que sair. Fui ver Flynn, mas ele estava em uma festa de pais na
escola. -- Christian faz uma pausa e arqueia a sobrancelha.
       -- Ironico, -- eu sussurro. Christian sorri concordando.
       -- Ento, eu caminhei e caminhei e caminhei, e eu... encontrei-me no salo. Elena
estava saindo. Ela ficou surpresa ao me ver. E, verdade seja dita, eu estava surpreso ao me
encontrar l. Ela percebeu que estava louco e me perguntou se eu queria uma bebida.
       Oh merda. Cortamos  perseguio. Meu corao dobra de velocidade. Eu realmente
quero saber isso? Meu subconsciente me olha, uma sobrancelha levantada em advertncia.
       -- Fomos a um bar calmo e eu sei que eu tinha uma garrafa de vinho. Ela pediu
desculpas pela maneira como ela se comportou na ltima vez que nos viu. Ela estava
magoada por ter rompido com minha me, por no fazer mais parte do seu mais que
estreito crculo social, mas ela entendeu. Ns conversamos sobre o negcio, que est indo
bem, apesar da recesso... Eu mencionei que voc queria filhos.
       Eu franzo a testa. -- Eu pensei que voc deixou ela saber que eu estava grvida.
       Ele considera-me, com o rosto inocente. -- No, eu no disse.
       -- Por que voc no me disse isso?
       Ele d de ombros. -- Eu nunca tive a chance.
       -- Sim, voc teve.
       -- Eu no poderia encontr-la na manh seguinte, Ana. E quando o fiz, voc estava
com muita raiva de mim...
       Oh, sim. -- Eu estava.
       -- De qualquer forma, em algum momento da noite, aproximadamente na metade
da segunda garrafa, ela se inclinou para me tocar. E eu congelei, -- ele sussurra, jogando o
brao sobre os olhos.
       Meu couro cabeludo arrepia. O que  isso?
       -- Ela viu que eu me afastei dela. Isso nos chocou. -- Sua voz  baixa, muito baixa.
       Christian olha para mim! Eu puxo seu brao e ele abaixa, virando-se para olhar em
meus olhos. Merda. Seu rosto est plido, os olhos arregalados.
       -- O que? -- Eu respiro.
       Ele franze a testa, e silencia.
       Oh... o que ele no quer me dizer? Eu quero saber?
       -- Ela avanou sobre mim. -- Ele est chocado, eu posso dizer.


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        Todo o ar  sugado do meu corpo. Sinto-me sem flego, e eu acho que meu corao
parou. Que cacete!
        -- Foi um momento, suspenso no tempo. Ela viu minha expresso, e ela percebeu
quo longe ela cruzou a linha. Eu disse... no. Eu no pensava nela como pensei por anos,
e, alm disso, -- ele engole -- eu te amo. Eu disse a ela, eu amo minha esposa.
        Eu olho para ele. Eu no sei o que dizer.
        -- Ela se afastou logo. Pediu desculpas novamente, fez parecer uma piada. Eu
quero dizer, ela disse que est feliz com Isaac e com o negcio e ela no deseja o mal para
ns dois. Ela disse que perdeu a minha amizade, mas ela podia ver que minha vida  com
voc agora. E por mais estranho que fosse, dado o que aconteceu no tempo que estvamos
todos na mesma sala. Eu no poderia ter concordado com ela. Dissemos nossas
despedidas finais, o nosso adeus. Eu disse que no iria v-la novamente, e ela seguiu seu
caminho.
        Eu engulo, o medo segurando meu corao. -- Ser que voc a beijou?
        -- No, -- ele bufa. -- Eu no poderia suportar estar perto dela."
        Oh. Bom.
        -- Eu estava muito infeliz. Eu queria voltar para casa para voc. Mas... Eu sabia
que tinha me comportado mal. Eu fiquei e terminei a garrafa, em seguida, comecei no
whisky. Enquanto estava bebendo, me lembrei de voc me dizendo h algum tempo, "Se
fosse meu filho..." E eu comecei a pensar sobre Junior e sobre como Elena e eu comeamos.
E isso me fez me sentir... desconfortvel. Eu nunca tinha pensado nisso assim antes.
        A memria floreia em minha mente, uma conversa sussurrada de quando estava
inconsciente, a voz de Christian: Mas v-la, finalmente, colocou tudo em perspectiva para mim.
Voc sabe... com a criana. Pela primeira vez eu senti... O que fizemos... que estava errado. -- Ele
tinha falado com Grace.
        --  isso?
        -- Muito bonito.
        -- Oh.
        -- Oh?
        -- Acabou?
        -- Sim. Desde que eu coloquei os olhos em voc. Eu finalmente percebi naquela
noite e ela tambm.


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       -- Eu sinto muito, -- murmuro.
       Ele franze a testa. -- Por qu?
       -- Por estar to irritada no dia seguinte.
       Ele bufa. -- Baby, eu entendo sua irritao. -- Ele faz uma pausa, em seguida,
suspira. -- Voc v, Ana, quero voc para mim. Eu no quero dividir voc. O que temos,
eu nunca tive antes. Eu quero ser o centro do seu universo, por um tempo, pelo menos.
       Oh, Christian. -- Voc . Isso no vai mudar.
       Ele me d um indulgente, sorriso triste e resignado. -- Ana, -- ele sussurra. -- Isso
simplesmente no  verdade.
       Lgrimas salpicam meus olhos.
       -- Como pode ser? -- Ele murmura.
       Oh, no.
       -- Merda, no chore, Ana. Por favor, no chore. -- Ele acaricia meu rosto.
       -- Sinto muito. -- Meu labio inferior treme, e ele esfrega o polegar sobre ele me
alcalmando.
       -- No, Ana, no. No se desculpe. Voc vai ter algum para amar tambm. E voc
est certa.  assim que deve ser.
       -- Blip vai te amar, tambm. Voc vai ser o centro do mundo de Blip, Junior, -- eu
sussurro. -- As crianas amam seus pais incondicionalmente, Christian.  assim que eles
vem ao mundo. Programados para amar. Todos os bebs... mesmo voc. Pense no livro
infantil que voc gostava quando era pequeno. Voc ainda queria sua me. Voc a amava.
       Ele franze sua testa e retira a mo, esfregando contra o queixo.
       -- No, -- ele sussurra.
       -- Sim. Voc amava. -- Minhas lgrimas fluem livremente agora. --  claro que
voc amava. No era uma opo.  por isso que voc est to mal.
       Ele olha para mim, sua expresso muda.
       --  por isso que voc  capaz de me amar, -- eu murmuro. -- Perdoe-a. Ela teve
seu prprio mundo de dor para lidar. Ela era uma me de merda, e que o amava.
       Ele olha para mim, sem dizer nada, os olhos assombrados, por memrias, eu no
posso comear a sondar.
       Oh, por favor, no pare de falar.
       Eventualmente, ele diz -- eu costumava escovar-lhe o cabelo. Ela era bonita.


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       -- S olhar para voc e ningum teria dvida de que ela era.
       -- Ela era uma me de merda. -- Sua voz  quase inaudvel.
       Concordo com a cabea e ele fecha os olhos. -- Eu estou com medo de ser um pai
de merda.
       Eu acaricio seu querido rosto! Oh, meu Cinqenta, Cinqenta Cinqenta. -- Christian,
voc acha por um minuto que eu deixaria voc ser um pai de merda?
       Ele abre os olhos e olha para mim, sinto como se fosse uma eternidade. Ele sorri e o
alvio lentamente ilumina seu rosto. -- No, eu no acho que voc iria. -- Ele acaricia meu
rosto com as costas de seus dedos, me olhando com admirao. -- Deus, voc  forte, Sra.
Grey. Eu te amo muito. -- Ele beija minha testa. -- Eu no sabia que eu podia.
       -- Oh, Christian, -- eu sussurro, tentando conter minha emoo.
       -- Agora, esse  o fim de sua histria para dormir.
       -- Essa  uma histria de cabeceira...
       Ele sorri com melancolia, mas acho que ele est aliviado. -- Como est sua cabea?
       -- Minha cabea? -- Na verdade, ela est prestes a explodir com tudo o que voc me disse!
       -- Di?
       -- No.
       -- Bom. Acho que voc deveria dormir agora.
       Dormir! Como posso dormir depois de tudo?
       -- Durma, -- ele diz com firmeza. -- Voc precisa disso.
       Eu fao beicinho. -- Eu tenho uma pergunta.
       -- Oh? O que? -- Ele me olha com cautela.
       -- Por que voc de repente se torna to... prximo, por falta de uma palavra
melhor?
       Ele franze a testa.
       -- Voc est me dizendo tudo isso, quando a obteno de informaes de que
normalmente  um bem angustiante e tenta a experincia.
       --  mesmo?
       -- Voc sabe o que .
       -- Por que eu estou sendo prximo? Eu no posso dizer. Vendo voc praticamente
morta no concreto frio, talvez. O fato que vou ser pai. Eu no sei. Voc disse que voc




479
queria saber, e eu no quero que Elena fique entre ns. Ela no pode. Ela  o passado, e eu
j disse isso a voc tantas vezes.
         -- Se ela no tivesse avanado em voc... vocs ainda seriam amigos?
         -- Isso  mais do que uma pergunta.
         -- Desculpe. Voc no tem que me dizer. -- Eu coro. -- Voc j ofereceu mais do
que eu alguma vez pensei que.
         Seu olhar amolece. -- No, eu no penso assim, mas ela sentia como se no
tivessemos negcios inacabados desde o meu aniversrio. Ela passou por cima da linha, e
eu sou feito. Por favor, acredite em mim. Eu no vou v-la novamente. Voc disse que ela
 um limite rgido para voc. Isso  um termo que eu entendo, ele diz com sinceridade e
calma.
         Ok. Eu vou deixar isso para l. Meu subconsciente afunda em sua poltrona.
Finalmente!
         -- Boa Noite, Christian. Obrigado pela esclarecedora histria para dormir. -- Eu
me inclino para beij-lo, e nossos lbios se tocam brevemente, mas ele se afasta quando
tento aprofundar o beijo.
         -- No, -- ele sussurra. -- Estou desesperado para fazer amor com voc.
         -- Ento faa.
         -- No, voc precisa descansar, e j  tarde. V dormir. -- Ele desliga a luz de
cabeceira, mergulhando-nos na escurido.
         -- Eu te amo incondicionalmente, Christian, -- eu murmuro enquanto o envolvo
num abrao.
         -- Eu sei, -- ele sussurra, e eu sinto seu sorriso tmido.


         Eu acordei com um sobressalto. A luz inundando o quarto, e Christian no est na
cama. Eu olho para o relgio e vejo que j so 7:53. Eu respiro fundo e estremeo com
minhas costelas, embora no tanto quanto ontem. Acho que eu poderia ir para o trabalho.
Trabalho, sim. Eu quero ir para o trabalho.
          segunda-feira, e ontem eu fiquei preguiosa o dia todo na cama. Christian apenas
deixou-me sair brevemente para ver Ray. Honestamente, ele ainda  obsecado por
controle. Eu sorrio com carinho. Meu manaco por controle. Ele tem sido amoroso e atencioso
e conversador... e no me larga desde que cheguei em casa. Fao uma careta. Eu vou ter


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que fazer algo sobre isto. Minha cabea no di, a dor em minhas costelas diminuiu,
embora ainda sinta um pouco quando estou rindo, mas estou frustrada. Eu acho que este 
o perodo mais longo que fiquei sem sexo desde... bem, desde minha primeira vez.
       Eu acho que ns dois recuperamos nosso equilbrio. Christian esta muito mais
descontrado; sua histria para dormir parece ter colocado alguns fantasmas para
descansar, para ele e para mim. Vamos ver.
       Eu tomo um banho rapidamente, e uma vez que estou seca, vou cuidadosamente
escolher minhas roupas. Eu quero algo sexy. Algo que poderia fazer Christian galvanizar
de vontade. Quem teria pensado que voc poderia ser realmente insacivel na busca de
exercer o auto-controle? Eu realmente no quero ficar pensando sobre como Christian tem
aprendido a buscar essa disciplina sobre seu corpo. Ainda no falamos sobre a cadela
doente desde sua confisso. Espero que nunca mais falemos, pois para mim ela est morta
e enterrada.
       Eu escolho uma minisaia preta quase indecente e uma blusa de seda branca com
um babado rendado que vai at minha coxa, e coloco meus scarpins Louboutin preto.
Passo um pouco de rmel e gloss para um look natural, e aps uma feroz escovao, deixo
o meu cabelo solto. Sim. Isso deve faz-lo tremer.
       Christian est comendo seu caf da manh no bar. Sua garfada de omelete para no
ar quando ele me v. Ele franze a testa.
       -- Bom dia, Sra. Grey. Indo para algum lugar?
       -- Trabalhar. -- Eu sorrio docemente.
       -- Eu no penso que deva. -- Christian bufa num escrnio divertido. -- Dr. Singh
disse que voc tem uma semana de atestado.
       -- Christian, no vou passar o dia descansando na cama sozinha. E eu estou bem
para ir trabalhar. Bom dia, Gail.
       -- Sra. Grey. -- Sra. Jones tenta esconder um sorriso. -- Gostaria de um caf da
manh?
       -- Por favor.
       -- Granola?
       -- Eu prefiro ovos mexidos com torradas de trigo integral.
       Mrs. Jones sorridente e Christian registra sua surpresa.
       -- Muito bom, Sra. Grey, -- Mrs. Jones diz.


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       -- Ana, voc no ir para o trabalho.
       -- Mas,
       -- No.  simples. No discuta. -- Christian  inflexvel. Eu olho para ele, e s
ento eu percebo que ele ainda est usando o pijama e a camiseta da noite passada.
       -- Voc est indo para o trabalho? -- Eu pergunto.
       -- No.
       Eu estou ficando louca? --  segunda-feira, certo?
       Ele sorri. -- Da ltima vez que eu olhei.
       Eu estreito meus olhos. -- Voc est matando aula?
       -- Eu no vou te deixar aqui por conta prpria para entrar em apuros. E o Dr.
Singh disse que seria uma semana antes que voc pudesse voltar a trabalhar. Lembra-se?
       Eu deslizo em um banco do bar ao lado dele e minha saia levanta um pouco. Mrs.
Jones coloca uma xcara de ch na minha frente. -- Est com bom aspecto, -- Christian
diz. Eu cruzo minhas pernas. -- Muito bom. Especialmente aqui. -- Ele traa um dedo
subindo sobre a pele nua que mostra minha coxa. Meu pulso acelera com seu dedo
correndo sobre minha pele. -- Esta saia  muito curta, -- ele murmura, a desaprovao
vaga em sua voz com seus olhos seguindo o dedo.
       -- ? Eu no tinha notado.
       Christian olha para mim, sua boca torce em um sorriso exasperado e divertido.
       -- Realmente, Sra. Grey?
       Eu coro.
       -- Eu no tenho certeza se essa saia  adequada para o ambiente de trabalho, -- ele
murmura.
       -- Bem, desde que eu no estou indo para o trabalho, isso  um ponto discutvel.
       -- Srio?
       -- Srio, -- eu digo.
       Christian sorri novamente e retoma a comer o seu omelete. -- Eu tenho uma idia
melhor.
       --Voc tem?
       Ele olha para mim atravs de clios longos, olhos cinza escuro. Eu inalo
profundamente. Oh, meu. Sobre o tempo.
       -- Podemos ir ver Elliot e como est ficando a casa.


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       O qu? Oh! Importunar! Lembro-me vagamente de que ns iamos fazer isso antes de
Ray se acidentar.
       -- Eu adoraria.
       -- Bom. -- Ele sorri.
       -- Voc no tem que trabalhar?
       -- No. Ros est de volta de Taiwan. Tudo correu bem. Hoje, tudo est bem.
       -- Eu pensei que voc estava indo para Taiwan.
       Ele bufa novamente. -- Ana, voc estava no hospital.
       -- Oh.
       -- Sim, oh. Ento hoje eu vou passar algum tempo de qualidade com minha
esposa. -- Ele cheira os lbios enquanto ele toma um gole de caf.
       -- Tempo de qualidade? -- Eu no posso disfarar a esperana na minha voz.
       Mrs. Jones coloca meus ovos mexidos na minha frente, mais uma vez no consegue
esconder seu sorriso.
       Christian sorri. -- Tempo de qualidade. -- Ele acena.
       Eu estou com muita fome para flertar com meu marido.
       --  bom ver que voc come, -- ele murmura. Levantando-se, ele se inclina e beija
meu cabelo. -- Eu vou tomar um banho.
       -- Hmm... eu posso ir e esfregar suas costas? -- Eu murmuro com a boca cheia de
torradas e ovos mexidos.
       -- No. Coma.
       Saindo do bar, ele puxa a camiseta sobre a cabea, me mostrando a vista dos seus
ombros finamente esculpidos e costas nuas, enquanto ele vai para fora da sala. Eu paro de
mastigar. Ele est fazendo isso de propsito. Por qu?


       Christian est relaxado dirigindo para o norte. Ns deixamos Ray e Sr. Rodriguez
assistindo futebol na televiso de plasma que eu suspeito que Christian comprou para o
quarto de Ray no hospital.
       Christian voltou ao normal desde "a conversa".  como se um peso tivesse sido
tirado, a sombra de Mrs. Robinson j no paira sobre ns, talvez porque eu decidi deixar a
imagem dela de lado, ou talvez ele tambem, eu no sei. Mas agora eu me sinto mais perto
dele do que nunca antes. Talvez porque ele finalmente confiou em mim. Espero que ele


483
continue a fazer isso. E ele est aceitando o beb, tambm. Ele no saiu e comprou o bero
ainda, mas tenho grandes esperanas.
       Eu olho para ele, observando como ele dirige. Ele parece casual, despojado...
sensual com seu cabelo despenteado, Ray-Ban, jaqueta de risca de giz, camisa de linho
branco, e jeans.
       Ele olha para mim e aperta minha perna acima do joelho, seus dedos acariciando
suavemente. -- Estou feliz que voc no mudou.
       Eu coloquei uma jaqueta jeans para visitar a casa, mas eu ainda estou vestindo a
mini saia. Sua mo permanece acima do meu joelho. Eu coloquei minha mo sobre a dele.
       -- Voc vai continuar a me provocar?
       -- Talvez. -- Christian sorri.
       -- Por qu?
       -- Porque eu posso. -- Ele sorri, o menino de sempre.
       -- Dois podem jogar nesse jogo, -- eu sussurro.
       Seus dedos movem-se tentadoramente para minha coxa. -- Traga-o, Sra. Grey. --
Seu sorriso alarga.
       Eu pego sua mo e coloco de volta em seu joelho. -- Bem, voc pode manter suas
mos para si mesmo.
       Ele sorri. -- Como quiser, Sra. Grey.
       Caramba. Este jogo vai se voltar contra mim.


       Christian fica na entrada da garagem da nossa casa nova. Ele para digita um
nmero, e os portes de metal branco ornado abrem. Ns seguimos pela pista arborizada
sob as folhas que so uma mistura de cobre verde, amarelo e laranja. A grama alta no
prado est virando ouro, mas ainda h poucas flores silvestres amarelas espalhadas entre a
grama.  um dia bonito. O sol est brilhando, e a espiga salgada do som est no ar
misturado com o cheiro do prximo outono. Este  um lugar tranquilo e bonito. E pensar
que ns vamos fazer a nossa casa aqui.
       A pista curva ao redor, e nossa casa fica  vista. Vrios caminhes de grande porte,
com adesivos nas laterais CONSTRUO GREY, esto estacionados em frente. A casa 
decorada por andaimes e vrios operrios esto ocupados no telhado.
       Christian puxa-se fora do prtico e desliga o motor. Eu posso sentir sua excitao.


484
       -- Vamos encontrar Elliot.
       -- Ele est aqui?
       -- Eu espero que sim. Eu estou pagando o suficiente.
       Eu ronco, e Christian sorri enquanto ns samos do carro.
       -- Ei, mano! -- Elliot grita de algum lugar. Ns dois nos viramos.
       -- Aqui em cima! -- Ele est em cima do telhado, acenando para baixo, para ns e
sorrindo de orelha a orelha. -- Sobre o tempo que vi aqui. Fique onde est. Eu vou descer.
       Eu olho para Christian, que encolhe os ombros. Poucos minutos depois, Elliot
aparece na porta da frente.
       -- Ei, mano. -- Ele aperta a mo de Christian. -- E com voc, mocinha? -- Ele me
pega e me rodopia.
       -- Melhor, obrigada, -- eu rio sem flego, minhas costelas protestando. Christian
faz uma careta para ele, mas Elliot ignora.
       -- Vamos de cabea para o escritrio local. Voc vai precisar de um desses. -- Ele
bate em seu capacete.
       A casa  uma concha. Os pisos so cobertos de um material fibroso rgido, algumas
das paredes originais desapareceram e novas tomaram seu lugar. Elliot nos conduz,
explicando o que est acontecendo, enquanto homens, e algumas mulheres, trabalham em
todos os lugares ao nosso redor. Estou aliviada ao ver que a escada de pedra balaustrada
de ferro intrincada ainda est no local e completamente enrolada em plastico branco.
       Na sala principal, a parede traseira foi removida para dar lugar a uma enorme
parede de vidro, e o trabalho est comeando no terrao. Apesar da confuso, est um
impressionante silncio. O novo projeto  simptico e de acordo com o antigo charme da
casa... Gia trabalhou bem. Elliot pacientemente explica os processos e nos d um espao de
tempo aproximado para entendermos. Ele est esperando que ns nos mudemos antes do
natal, embora Christian pensa que esta  otimista.
       Puta merda, natal com essa vista. Eu no posso esperar. Um sentimento de emoo
floresce dentro de mim. Eu tenho vises de ns na enorme rvore, um menino de cabelos
cobre olha com admirao.
       Elliot termina nossa turn na cozinha. -- Eu vou deixar vocs dois passear. Tenha
cuidado. Este  um local de construo.




485
       -- Claro. Obrigado, Elliot, -- Christian suspira, pegando minha mo. -- Feliz? --
Ele pergunta uma vez Elliot nos deixou sozinhos. Estou olhando para a cozinha vazia e me
perguntando onde eu quero pendurar os quadros de pimenta que compramos na Frana.
       -- Muito. Eu amo muito isso. E voc?
       -- Idem. -- Ele sorri.
       -- timo. Eu estava pensando em pendurar as imagens de pimenta aqui.
       Christian concorda. -- Eu quero colocar os retratos que Jose tirou de voc nesta
casa. Voc precisa decidir onde devem ficar.
       Eu coro. -- Em algum lugar onde eu no vou v-los com freqncia.
       -- No seja assim. -- Ele me repreende, roando seu polegar sobre meu lbio
inferior. -- Eles so minhas imagens favoritas. Eu amo a do meu escritrio.
       -- Eu no tenho idia porque, -- murmuro e beijo a ponta do seu polegar.
       -- Tenho coisas piores a fazer do que olhar para o seu belo rosto sorrindo todo o
dia. Com fome? -- Ele pergunta.
       -- Fome de qu? -- Eu sussurro.
       Ele sorri, seus olhos escurecendo. A espera e o desejo fluem em minhas veias.
       -- Comida, Sra. Grey. -- E ele planta um beijo rpido nos meus lbios.
       Dou-lhe meu beicinho falso e suspiro. -- Sim. Esses dias estou sempre com fome.
       -- Ns trs podemos fazer um piquenique.
       -- Ns Trs? algum vai se juntar a ns?
       Christian sorri e joga a cabea para o lado. -- Em cerca de sete ou oito meses.
       Oh... Blip. Eu sorrio de volta para ele.
       -- Eu pensei que voc gostaria de comer ao ar livre.
       -- No prado? -- Eu pergunto.
       Ele acena.
       -- Claro. -- Eu sorrio.
       -- Este ser um timo lugar para se criar uma famlia, -- ele murmura, olhando
para mim.
       Famlia! Mais do que um? Atrevo-me a falar isso agora?
       Ele espalha seus dedos sobre minha barriga. Puta merda. Prendo a respirao e
coloco minha mo sobre a dele.




486
       --  difcil de acreditar, -- ele sussurra, e pela primeira vez eu ouo maravilha em
sua voz.
       -- Eu sei. Oh, aqui, eu tenho provas. A imagem.
       -- Voc tem? Primeiro sorriso do beb?
       Eu retiro o ultra-som de Blip da minha carteira.
       -- V?
       Christian examina-o de perto, olhando por alguns segundos. -- Oh... Blip. Sim, eu
vejo. -- Ele parece distrado e espantado.
       -- Seu filho, -- eu sussurro.
       -- Nosso filho. -- Ele acrescenta.
       -- Primeiro de muitos.
       -- Muitos? -- Christian arregala os olhos com alarme.
       -- Pelo menos dois.
       -- Dois? -- Ele testa a palavra. -- Podemos ter as crianas uma de cada vez?
       Eu sorrio. -- Claro.
       Voltamos para fora sentindo o calor da tarde quente.
       -- Quando  que voc vai contar para seus pais? -- Christian pergunta.
       -- Logo, -- eu murmuro. -- Eu pensei em contar a Ray esta manh, mas o Sr.
Rodriguez estava l. -- Eu dou de ombros.
       Christian concorda e abre o cap do R8. No interior est uma cesta de piquenique
de vime e o cobertor tartan que compramos em Londres.
       -- Venha, -- ele diz, levando a cesta e um cobertor em uma mo e estendendo a
outra para mim. Juntos caminhamos para o prado.


       -- Claro, Ros, ir para ele. -- Christian desliga. Essa  a terceira chamada que ele
recebeu durante nosso piquenique. Ele tirou os sapatos e as meias, e est me observando,
com os braos sobre os joelhos levantados. Sua jaqueta est descartada em cima da minha,
j que estamos no sol quente. Eu me deito ao lado dele, esticando no cobertor do
piquenique, tanto de ns cercado por capim dourado e verde, longe do barulho na casa e
escondidos dos olhos curiosos dos trabalhadores da construo. Estamos em nosso
prprio refgio buclico. Ele me alimenta com outro morango, e eu mastigo e chupo com
gratido, olhando em seus olhos escuros.


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       -- Saborosos, -- ele sussurra.
       -- Muito.
       -- Tem bastante?
       -- De morangos, sim.
       Seus olhos brilham perigosamente, e ele sorri. -- Sra. Jones embalou comida para
um poderoso piquenique, -- ele diz.
       -- O que ela faz, -- eu sussurro.
       Mudando de repente, ele corre sua cabea para baixo, descansando em minha
barriga. Ele fecha seus olhos e parece satisfeito. Eu emaranho meus dedos em seu cabelo.
       Ele suspira pesadamente, em seguida, faz uma careta e verifica o nmero na tela de
seu BlackBerry. Ele revira os olhos e atende a chamada.
       -- Welch, -- ele se ajeita. Ele silencia, ouve por um segundo ou dois, ento de
repente os parafusos na posio vertical.
       -- 24-7... Obrigado, -- ele diz com os dentes cerrados e desliga. A mudana no seu
humor  instantnea. Foi-se o meu marido, provocando paquera, substitudo por um frio,
calculista mestre do universo. Ele aperta os olhos por um momento e me d um sorriso
fresco e arrepiante. Um arrepio percorre em volta de mim. Ele pega seu Blackberry e
pressiona uma discagem rpida.
       -- Ros, quantas aes possumos em Lincoln Timber? -- Ele se ajoelha.
       Sinto espinhos no couro cabeludo. Oh no, o que  isso?
       -- Ento, consolide as aes em GEH, em seguida, disparar a bordo... exceto o
CEO... Eu no dou a mnima... Eu ouo voc, apenas faz-lo... obrigado... Mantenha-me
informado. -- Ele desliga, e olha para mim, impassvel por um momento.
       Puta merda! Christian est louco.
       -- O que aconteceu?
       -- Linc, -- ele murmura.
       -- Linc? Ex de Elena?
       -- O mesmo. Foi ele quem pagou a fiana de Hyde.
       Eu embasbaco com Christian em choque. Sua boca pressiona em uma linha dura.
       -- Bem, ele vai parecer um idiota, -- murmuro consternada. -- Quero dizer, Hyde
cometeu outro crime enquanto estava em liberdade sob fiana.
       Os olhos de Christian estreitam e ele sorri. -- Ponto bem feito, Sra. Grey.


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       -- O que voc acabou de fazer? -- Eu me ajoelho, de frente para ele.
       -- Eu fudi com ele de novo.
       Oh! -- Hmm... parece um pouco impulsivo, -- murmuro.
       -- Eu sou um cara de momento.
       -- Estou ciente disso.
       Seus olhos estreitos e seus lbios finos. -- Eu tinha um plano no bolso de trs
enquanto, -- ele diz secamente.
       Eu franzo a testa. -- Oh?
       Ele pausa, parecendo passsar algo em sua mente, ento respira profundamente.
       -- Vrios anos atrs, quando eu tinha 21, Linc bateu em sua esposa. Ele quebrou a
mandbula, seu brao direito, e quatro de seus dentes, porque ela estava me fodendo. --
Seus olhos endurecem. -- E agora eu fico sabendo que ele pagou a fiana de um homem
que tentou me matar, sequestrou minha irm, e fraturou o crnio da minha esposa. Eu j
tive o suficiente. Eu acho que  hora da vingana.
       Eu branqueio. Puta merda. -- Ponto bem feito, Sr. Grey, -- eu sussurro.
       -- Ana,  isso que eu fao. Eu no estou geralmente motivado por vingana, mas
no posso deixa-lo fugir com isso. O que ele fez com Elena... bem, ela deve ter pressionado
acusaes, mas ela no o fez. Que era sua prerrogativa.
       -- Mas ele cruzou seriamente a linha com Hyde. Linc fez isso e depois foi ver
minha familia. Eu vou esmag-lo, quebrar a sua empresa bem debaixo de seu nariz, e
vender as peas para o maior lance. Eu estou abrindo a falncia dele.
       Oh...
       -- Alm disso. -- Christian sorri. -- Ns vamos fazer um bom dinheiro com o
negcio.
       Eu olho para os olhos cinzentos brilhando que, de repente suaviza.
       -- Eu no queria assust-la, -- ele sussurra.
       -- Voc no, -- eu minto.
       Ele arqueia a sobrancelha, divertido.
       -- Voc me pegou de surpresa, -- eu sussurro depois engulo. Christian  realmente
muito assustador s vezes.




489
        Ele encosta seus lbios contra os meus. -- Eu vou fazer de tudo para mant-la
segura. Manter minha famlia segura. Mantenha esta segurana um pouco, -- ele
murmura e espalma a mo sobre a minha barriga em uma carcia suave.
        Oh... Eu paro de respirar. Christian olha para mim, seus olhos escurecendo. Seus
lbios partem e ele respira, em um movimento deliberado, aperta as pontas de seus dedos
contra o meu sexo.
        Puta merda. O desejo detona como um dispositivo incendirio inflamando minha
corrente sangunea. Eu agarro sua cabea, meus dedos tecem seu cabelo, e coloco meus
labios pesadamente nos seus. Ele suspira, surpreso com meu assalto, dando passagem
livre a minha lngua em sua boca. Ele geme e beija-me de volta, seus lbios e lngua com
fome da minha boca, e por um momento nos consumimos um no outro, perdidos em
lnguas e lbios e respirao, uma doce, doce sensao como redescobrir um ao outro.
        Oh, eu quero este homem. Tem sido muito longa a espera. Eu quero ele aqui,
agora, ao ar livre, no nosso prado.
        -- Ana, -- ele respira, em transe, e espalma a mo sobre minha bunda para a barra
da minha saia. Eu me embaralho ao desabotoar a camisa, todos os dedos e polegares.
        --Whoa, Ana, pare. -- Ele me puxa para trs, sua mandbula apertada, e pega
minhas mos.
        -- No. -- Meus dentes apertam suavemente em torno de seu lbio inferior e eu
puxo. -- No, -- eu murmuro novamente, olhando para ele. Eu quero libert-lo. -- Eu
quero voc.
        Ele inala bruscamente. Ele est rasgado, sua indeciso em larga escala em
luminosos olhos cinzentos.
        -- Por favor, eu preciso de voc. -- Todos os poros do meu ser esto implorando.
Isto  o que ns fazemos.
        Ele geme em derrota como sua boca encontra moldagem, meus lbios nos dele. Ele
coloca minhas mos em minha cabea enquanto a outra percorre pelo meu corpo a minha
cintura, e ele facilita-me em minhas costas e estende-se ao meu lado, nunca quebrando o
contato com minha boca.
        Ele puxa de volta, pairando sobre mim e olhando para baixo. -- Voc  to bonita,
Sra. Grey.
        Eu acaricio seu rosto adorvel. -- Voc tambm, Sr. Grey. Dentro e fora.


490
       Ele franze a testa, e os meus dedos traam o sulco em sua testa.
       -- No franza a testa. Voc  meu, mesmo quando voc est com raiva, -- eu
sussurro.
       Ele geme mais uma vez, e sua boca capta a minha, empurrando-me para a macia
grama debaixo do cobertor.
       -- Eu perdi voc, -- ele sussurra, e seus dentes mordem minha mandbula. Meu
corao sobe.
       -- Eu perdi voc, tambm. Oh, Christian. -- Eu coloco uma mo em seu cabelo e
esfrego seus ombros com a outra.
       Seus lbios se movem para a minha garganta, deixando rastros de beijos, e seus
dedos seguem, habilmente desfazendo cada boto da minha blusa. Puxando minha blusa
para cima, ele beija a ondulao suave dos meus seios. Ele murmura apreciativamente,
beijando minha garganta, e os ecos sonoros saem atravs de meu corpo s minhas
entranhas, nos locais mais escuros.
       -- Seu corpo est mudando, -- ele sussurra. Seu polegar provoca meu mamilo at
que fica rigido, lutando contra o meu suti. -- Eu gosto, -- ele acrescenta. Eu assisto a sua
lngua traar a linha entre o meu suti e minha mama, atormentando e me provocando.
Ele toma meu suti delicadamente entre os dentes, ele puxa para baixo, liberando meu
peito e acariciando meu mamilo com o nariz no processo. Ele franze em seu toque e o frio
da brisa suave. Seus lbios fecham em torno de mim, e ele suga longo e rgido.
       -- Ah, -- eu gemo, inalando acentuadamente, depois estremecendo com a dor que
irradia nas minhas costelas machucadas.
       -- Ana, -- Christian eclama e olha para mim, a preocupao gravada em sua face.
-- Isso  o que eu estou falando, -- ele adverte. -- Sua falta de auto-preservao. Eu no
quero te machucar.
       -- No... no pare, -- eu choramingo. Ele olha para mim, em guerra com ele
mesmo. -- Por favor.
       -- Aqui. -- Ele abruptamente se move, e eu estou sentada escarranchada sobre ele,
minha saia curta agora embolada em torno de meus quadris. Suas mos deslizam sobre a
parte superior da minha coxa.
       -- H. Assim  melhor, e posso apreciar a vista. -- Ele chega at os ganchos e com
seu longo dedo indicador no outro bojo do meu suti, liberando outra a mama, tambm.


491
Ele agarra ambos seios, e eu jogo a cabea para trs, empurrando-os para o seu perito,
bem-vindas mos experientes. Ele brinca comigo, puxando e revirando meus mamilos at
eu gritar, em seguida, senta-se, assim estamos nariz com nariz, seus olhos cinzentos
gananciosos sobre mim. Ele me beija, os dedos fechados me provocando. Eu luto com sua
camisa, desfazendo os dois primeiros botes, e  como uma sobrecarga sensorial, eu quero
beij-lo em qualquer lugar, despi-lo, fazendo amor com ele de uma vez.
       -- Ei, -- ele gentilmente agarra minha cabea e puxa para trs, olhos escuros e
promessa cheia de sensualidade. -- No h pressa. V devagar. Eu quero que voc
saboreie.
       -- Christian, tem sido assim por muito tempo. -- Eu estou ofegante.
       -- Devagar, -- ele sussurra, e  uma ordem. Ele beija o canto direito da minha
boca. -- Devagar. -- Ele beija o canto esquerdo. -- Devagar, baby. -- Ele puxa meu lbio
inferior com os dentes. -- Vamos devagar. -- Ele enrola os dedos no meu cabelo,
mantendo me no lugar enquanto sua lngua invade minha boca, degustando, buscando,
acalmando... inflamando. Oh, meu homem pode beijar.
       Eu acaricio seu rosto, movo meus dedos at seu queixo, em seguida  sua garganta,
e eu comeo a abrir de novo os botes de sua camisa, lentamente, e ele continua a me
beijar. Lentamente eu puxo sua camisa, meus dedos buscando sua clavcula, sentindo o
caminho atravs de sua pele quente e sedosa. Eu gentilmente empurro-o at que ele est
deitado debaixo de mim. Sentando-me, eu olho para ele, consciente de que estou torcendo
contra o sua crescente ereo. Hmm. Eu sigo meus dedos em seus lbios descendo para o
queixo, em seguida, seu pescoo, sobre seu pomo de Ado, mergulho na base de sua
garganta. Meu lindo home. Eu me inclino para baixo, e beijo a ponta dos seus dedos. Passo
os dentes em sua mandibula e em sua garganta. Ele fecha os olhos.
       --Ah. -- Ele geme e inclina a cabea para trs, dando-me fcil acesso  base de sua
garganta, a boca frouxa e aberta em venerao silenciosa. Christian est perdido e
desperto...  to emocionante... e to excitante para mim.
       Minha lngua arrasta para baixo no esterno, girando atravs de seus pelos no peito.
Hmm. Ele tem um gosto to bom. Ele cheira to bem. Inebriante. Eu beijo primeiro uma,
depois duas de suas pequenas cicatrizes redondas, e ele agarra meus quadris, ento
encosto meus dedos em seu peito enquanto eu olho para ele. Sua respirao  dura.




492
       -- Voc quer isso? Aqui? -- Ele respira, seus olhos cerrados em uma combinao
explosiva de amor e luxria.
       -- Sim, -- murmuro, e os meus lbios e lngua passam em seu peito a seu mamilo.
Eu puxo e enrolo delicadamente com os dentes.
       -- Oh, Ana, -- ele sussurra e circulando minha cintura ele levanta-me, puxando
seu boto e voa assim que nasce livre. Ele senta-me novamente, e eu empurro contra ele
deliciando-se com a sensao dele quente e duro debaixo de mim. Ele passa as mos at
minhas coxas, parando no meu sexo, suas mos correndo por cima de minha calcinha
provocando pequenos crculos no meu clitris, com as pontas de seus polegares... toque-
me onde eu quero ser tocada. Eu suspiro.
       -- Eu espero que voc no se importe pela calcinha, -- ele murmura, seus olhos
selvagens e brilhantes. Seus dedos traam o elstico ao longo da minha barriga deslizando
para dentro, provocando me, antes de pegar minha calcinha com fora e empurrar seus
polegares atravs da delicado material. Minha calcinha desintegra. Ele espalma as mos
nas minhas coxas, e seus polegares esfregam contra o meu sexo mais uma vez. Ele esfrega
sua ereo contra mim.
       -- Eu posso sentir o quo molhada voc est. -- Sua voz  tingida com apreciao
carnal, e de repente ele se senta, o brao em volta da minha cintura de novo, por isso
estamos nariz com nariz. Ele esfrega o nariz contra o meu.
       -- Ns vamos bem devagar, Sra. Grey. Eu quero sentir tudo de voc. -- Ele me
levanta, e com requintada facilidade, frustrantemente lento, reduz-me para ele. Eu sinto
cada polegada abenoada dele me encher.
       -- Ah, -- eu gemo de forma incoerente enquanto eu aperto seus braos. Eu tento
me levantar, mas ele me mantm no lugar.
       -- Toda minha, -- ele sussurra e inclina contra minha plvis, empurrando-se em
mim de todas as maneiras. Eu jogo minha cabea para trs e solto um grito sufocado de
puro prazer.
       -- Deixe-me ouvir voc, -- ele murmura. -- No, no se mova, apenas sinta.
       Abro os olhos, a boca congelada em um silencioso Ah! E ele est olhando para
mim, os olhos cinza em azul atordoado licencioso. Ele muda, revirando os quadris, mas
me mantm no lugar.
       Eu gemo. Seus lbios esto na minha garganta, me beijando.


493
        -- Este  o meu lugar favorito. Enterrado em voc, -- ele murmura contra a minha
pele.
        -- Por favor, mexa, -- eu rogo.
        -- Devagar, Sra. Grey. -- Ele flexiona seus quadris novamente e irradia prazer
atravs mim. Eu seguro seu rosto e beijo-o, consumindo-o.
        -- Me ame. Por favor, Christian.
        Seus dentes roam do meu queixo at minha orelha. -- V, -- ele sussurra, e ele me
move para cima e para baixo. Minha deusa interior  desnorteada, e eu empurro-o para o
cho e comeo a me mover, saboreando a sensao dele dentro de mim... montando-o...
cavalgando com fora. Com as mos em volta da minha cintura, ele corresponde ao meu
ritmo. Me perco nele... a sensao inebriante dele embaixo de mim, dentro de mim... o sol
nas minhas costas, o cheiro doce de mato no ar, a brisa suave de outono.  uma fuso
inebriante de sentidos: paladar, tato, olfato e os olhos de meu amado marido embaixo de
mim.
        -- Oh, Ana. -- Ele geme, de olhos fechados, a cabea para trs, a boca aberta.
        Ah... Eu amo isso. E dentro, eu estou construindo... subindo... alcanando as
alturas... inteira. As mos de Christian agarram minhas coxas, e delicadamente pressiona
seus polegares enquanto chega ao seu pice, e eu explodo em torno dele mais e mais e
mais e mais, num colapso, me esparramo em seu peito enquanto ele grita por sua vez,
deixando fluir e chamando meu nome com amor e alegria.


        Ele me abraa contra seu peito, segurando minha cabea. Hmm. Fechando os olhos,
eu saboreio a sensao de seus braos em volta de mim. Minha mo est em seu peito,
sentindo o corao bater descompassado, e aos poucos voltando ao seu ritmo normal. Eu
beijo-o e acaricio-lhe, e fico maravilhada pensando que a muito pouco tempo atrs, ele no
teria me deixado fazer isso.
        -- Melhor, -- ele sussurra. Eu levanto minha cabea. Ele est sorrindo amplamente.
        -- Muito. Voc? -- Meu sorriso ilumina seu rosto.
        -- Eu perdi voc, Sra. Grey. -- Ele est srio por um momento.
        -- Eu, tambm.
        -- Nada de atos heroicos?"
        -- No, -- eu prometo.


494
        -- Voc deve sempre falar comigo, -- ele sussurra.
        -- De volta para voc, Grey.
        Ele sorri. -- Um ponto bem feito. Eu vou tentar. -- Ele beija meu cabelo.
        -- Eu acho que ns seremos felizes aqui, -- eu sussurro, fechando os olhos de
novo.
        -- Sim. Voc, eu e... Blip. Como voc est se sentindo?
        -- Bem. Relaxada. Feliz.
        -- Bom.
        -- Voc?
        -- Sim, todas essas coisas, -- ele murmura.
        Eu olho para ele, tentando avaliar sua expresso.
        -- O que? -- Ele pergunta.
        -- Voc sabe, voc  muito mandona quando fazemos sexo.
        -- Voc est reclamando?
        -- No.. Eu s estou perguntando... voc disse que perdeu.
        Ele tonto, olhando para mim. -- s vezes, -- ele sussurra.
        Oh. -- Bem, ns vamos ter que ver o que podemos fazer sobre isso, -- murmuro e
beijo-o levemente nos lbios, me enrolando em torno dele como uma videira. Imagens de
ns juntos, no quarto de jogos, o Tallis, a mesa, na cruz, algemada na cama... Eu amo a sua
safadeza, nossos joguinhos sexuais. Sim. Eu posso fazer essas coisas. Eu posso fazer isso
por ele, com ele. Eu posso fazer isso por mim. Minha pele formiga quando eu me lembro do
chicote.
        -- Eu gosto de jogar, tambm, -- eu murmuro, e olhando para cima, eu sou
presenteada com seu sorriso tmido.
        -- Voc sabe, eu realmente gostaria de testar seus limites, -- ele sussurra.
        -- Meus limites para o que?
        -- Prazer.
        -- Oh, eu acho que eu gostaria. -- Minha deusa interior cai desmaiada.
        -- Bem, talvez quando chegarmos em casa, -- ele sussurra, deixando que a
promessa fique entre ns.
        Eu acaricio-lhe mais uma vez. Eu amo ele no sol.




495
       J se passaram dois dias desde o nosso piquenique. Dois dias desde que ele fez a
promessa do, bem, talvez quando chegarmos em casa. Christian est inerte me tratando como
se eu fosse feita de vidro. Ele ainda no vai me deixar ir para o trabalho, por isso tenho
trabalhado em casa. Eu coloco uma pilha de cartas que andei lendo de lado na minha mesa
e suspiro. Christian e eu no voltamos no quarto de jogos desde que eu engravidei. E ele
disse que est meio perdido. Bem, eu tambm... especialmente agora que ele quer explorar
meus limites. Eu me perco, pensando no que isso poderia acarretar. Eu olho para a mesa
de bilhar... Sim, eu no posso esperar para explorar aqueles tais limites.
       Meus pensamentos so interrompidos por msica suave e lrica que preenche o
apartamento. Christian est tocando piano, no um de seus lamentos de costume, mas
uma doce melodia, uma esperanosa melodia que eu reconheo, mas nunca ouvi ele tocar.
       Eu vou na pontas dos ps para o arco da sala de estar e assisto Christian ao piano.
 o crepsculo. O cu  um rosa opulento, e a luz  refletida em seu cabelo cor de cobre
polido. Ele est de olhos fechados... perco o flego, vendo-o to concentrado tocando, sem
notar minha presena. Ele tem estado to prximo ao longo dos ltimos dias, to atento
aos detalhes durante o dia, seus pensamentos, seus planos.  como se ele tivesse rombido
uma barreira e comeado a falar.
       Eu sei que ele vir ver como estou em poucos minutos, e isso me d uma idia.
Excitada, eu saio, na esperana de que ele ainda no tenha me notado, e corro para o
quarto, tirando minhas roupas, at que eu estou vestindo nada alm de um lao de um
plido azul calcinha. Acho uma camisola azul claro e escorrego nela rapidamente. Ela ir
esconder minha contuso. Mergulho no armrio, eu retiro o jeans desbotado que Christian
usa no quarto de jogos, o meu favorito, da gaveta. Da minha mesa de cabeceira eu pego
meu BlackBerry dobro o jeans ordenadamente, e ajoelho-me no canto do quarto. A porta
est entreaberta, e eu posso ouvir os acordes de uma outra pea, que eu no sei. Mas 
uma outra cano de esperana;  adorvel. Rapidamente eu digito um e-mail.


De: Anastasia Grey
Assunto: Prazer do Meu Marido
Data: 21 de setembro de 2011 20:45
Para: Christian Grey

Senhor,
Aguardo suas instrues.


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Sua sempre
Mrs. G x


       Eu pressiono enviar.
       Alguns momentos depois a msica para abruptamente. Meu corao cambaleia e
comea a bater. Eu espero e espero e, de repente, meu BlackBerry vibra.


De: Christian Grey
Assunto: Prazer do Meu Marido <--- amo este ttulo baby
Data: 21 de setembro de 2011 20:48
Para: Anastasia greyCinza

Mrs. G
Estou intrigado. Irei encontr-la.
Esteja pronta.

Christian Grey
Antecipativo CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.


       Esteja pronta! Meu corao comea a bater e eu comeo a contar. Trinta e sete
segundos depois, a porta se abre. Eu estou parada olhando para os ps descalos. Hmm.
Ele no diz nada. Por um tempo, ele no diz nada. Oh merda. Eu resisto  tentao de olhar
para ele e mantenho meus olhos baixos.
       Finalmente, ele abaixa e pega seu jeans. Ele fica em silncio, mas vira a cabea para
o armario, enquanto eu ainda permaneo parada. Oh meu...  isso. Meu corao explode, e
eu saboreio a descarga de adrenalina que faz picos pelo meu corpo. Eu me contoro com a
minha emoo. O que ele vai fazer comigo? Alguns momentos depois, ele est de volta,
vestindo o jeans.
       -- Ento voc quer jogar? -- Ele murmura.
       -- Sim.
        Ele no diz nada, e eu arrisco um olhar rpido... at seu jeans, seu jeans apertando
suas coxas, o bojo macio em sua ereo, o boto de cima aberto, mostrando o seu umbigo,
o caminho da felicidade, seu abdomem esculpido, seus pelos no peito, seus olhos
cinzentos brilhando, e seu pnis ereto... Potente. Ele inclina a cabea para o lado. Ele
arqueou uma sobrancelha. Oh merda.
       -- Sim o qu? -- Ele sussurra.



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       Oh.
       -- Sim, senhor.
       Seus olhos amolecem. -- Boa menina, -- ele murmura, e ele acaricia minha cabea.
-- Eu acho que  melhor ficar l em cima agora, -- ele acrescenta. Minhas entranhas
liquefazem, e minha barriga aperta dessa maneira deliciosa.
       Ele pega a minha mo e eu o sigo por todo o apartamento e subo as escadas. Do
lado de fora do quarto de jogos, ele para se abaixa e me beija suavemente antes de agarrar
forte meu cabelo.
       -- Voc sabe, voc est indo muito fundo, -- ele murmura contra meus lbios.
       -- O que? -- Eu no entendo o que ele est falando.
       -- No se preocupe. Eu vou viver com ela, -- ele sussurra, divertido, e ele corre o
nariz ao longo da minha mandbula e gentilmente morde minha orelha. -- Uma vez
dentro, ajoelhe-se, como eu lhe mostrei.
       -- Sim... Senhor.
       Ele olha para mim, os olhos brilhando de amor, admirao, e cheio de maus
pensamentos.
       Eita... A vida nunca vai ser chata com Christian, e eu estou neste grande
aprendizado. Eu amo este homem: meu marido, meu amante, pai do meu filho, o meu s
vezes Dominante... meu Cinqenta Tons.




                                           Eplogo
A Casa Grande, Maio 2014


       Eu deito na nossa toalha de piquenique tartan e olho para o cu claro de vero,
azul, vejo o campo emoldurado por flores do campo e grandes ervas verdes. O calor do sol
da tarde de vero aquece a minha pele, meus ossos e minha barriga, e eu relaxo, meu
corpo voltando para Jell-O.  to confortvel. Claro que no... isso  maravilhoso. Eu
saboreio o momento, um momento de paz, um momento de contentamento puro e
absoluto. Eu deveria me sentir culpada por sentir esta alegria, est completo, mas eu no
me sinto. A vida aqui e agora  boa, e eu aprendi a apreciar e viver o momento como o




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meu marido. Eu sorrio e me contoro e minha mente voa para a memria deliciosa de
ontem  noite em nossa casa no Escala...


          Os fios do chicote ardendo em toda a minha barriga inchada em um ritmo
dolorido, lnguido.
          -- Voc j teve o suficiente, Ana? -- Christian sussurra no meu ouvido.
          -- Oh, por favor. -- Eu imploro, puxando as algemas acima da minha cabea
enquanto eu fico com os olhos vendados e amarrada junto  grade no quarto de jogos.
          O doce gosto das mordidas em meu traseiro.
          -- Por favor o qu?
          Eu suspiro. -- Por favor, senhor.
          Christian coloca sua mo sobre a minha pele tocando e esfrega gentilmente.
          -- L. L. L. -- Suas palavras so suaves. Sua mo se move para o sul e ao redor, e
seus dedos deslizam para dentro de mim.
          Eu gemo.
          -- Sra. Grey, -- ele respira, e seus dentes puxam minha orelha. -- Voc est to
pronta.
          Seus dedos deslizam para dentro e para fora de mim, roando nesse ponto, esse
ponto doce, doce novamente. Ele estala o chicote no cho e sua mo se move sobre a
minha barriga e at meus seios. Eu me contoro. Eles so sensveis.
          -- Calma, -- Christian diz, tocando um, e ele gentilmente esfrega seu polegar sobre
meu mamilo.
          -- Ah.
          Seus dedos so ageis e delicados, e espirais de prazer saem do meu peito, indo para
baixo, para baixo... l no fundo. Eu inclino a cabea para trs, empurrando meu mamilo
contra sua mo, e gemo mais uma vez.
          -- Eu gosto de ouvir voc, -- sussurra Christian. Sua ereo esfrega em meu
quadril, os botes de seu jeans pressionando em minha carne, enquanto seus dedos
continuam seu ataque implacvel: dentro, fora, dentro, fora, mantendo um ritmo. -- Devo
fazer voc gozar? -- Ele pergunta ele.
          -- No.
          Seus dedos param de se mover dentro de mim.


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       -- Realmente, Sra. Grey?  o que voc quer? -- Seus dedos apertam em torno de
meu mamilo.
       -- No... No, senhor.
       -- Assim  melhor.
       -- Ah. Por favor, -- eu imploro.
       -- O que voc quer, Anastasia?
       -- Voc. Sempre.
       Ele inala bruscamente.
       -- Em todos os tons, -- eu acrescento, sem flego.
       Ele tira os dedos de dentro de mim, me puxa para encar-lo, e remove a venda. Eu
pisco ao enxergar a luz, seus olhos escurecidos cinzentos que queimam nos meus. Seus
dedos indicadores traam meu lbio inferior, e ele empurra seus dedos indicadores e
mdio na minha boca, deixando-me saborear o gosto salgado da minha excitao.
       -- Chupe, -- ele sussurra. Eu rodo minha lngua ao redor e entre seus dedos.
       Hmm... e sinto um gosto bom em seus dedos.
       Suas mos levam meus punhos acima da minha cabea, e ele deixa-os libertando-
me. Virando-me de costa, ento eu estou olhando para a parede, ele puxa minha trana,
puxando-me em seus braos. Ele empurra minha cabea para um lado e desliza seus lbios
da minha garganta ao meu ouvido enquanto me segura, e eu me contorcendo contra ele.
       -- Eu quero a sua boca. -- Sua voz  suave e sedutora. Meu corpo, maduro e
pronto, aperta l no fundo. O prazer  doce e aflorado.
       Eu lamento. Me viro para encar-lo, puxo sua cabea para baixo, levando sua boca
para a minha e beijo-o com vontade, minha lngua invadindo sua boca, degustando e
saboreando-o. Ele geme, coloca suas mos no meu traseiro e puxa-me contra ele, mas
apenas minha barriga saliente encosta nele. Eu mordo a mandbula e fao uma trilha de
beijos, comeando em sua garganta e corro meus dedos para baixo em seu jeans. Ele
inclina a cabea para trs, expondo mais de sua garganta para mim, e eu passo minha
lngua at seu peito e atravs dos pelos.
       -- Ah.
       Puxo o cs da cala jeans, os botes se soltam, e ele agarra meus ombros me
obrigando a ficar de joelhos na frente dele.




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       Enquanto eu olho para ele atravs de meus clios, ele olha para mim. Seus olhos
esto escuros, os lbios entreabertos, ele inala profundamente quando eu o liberto e chupo
com minha boca. Eu amo fazer isso em Christian. V-lo desmoronar, ouvindo sua
respirao acelerada, e os suaves gemidos que ele faz no fundo de sua garganta. Eu fecho
meus olhos e chupo com mais fora, pressionando-o, saboreando seu gosto e seu suspiro
sem flego.
       Ele agarra minha cabea, acalmando-me, e eu encapo meus dentes com os lbios e
empurro-o mais profundo em minha boca.
       -- Abra os olhos e olhe para mim, -- ele ordena, em voz baixa.
       Olhos brilhantes encontram os meus e ele flexiona os quadris, enchendo minha
boca at a minha garganta, ento ele retira rapidamente. Ele empurra para dentro de mim
de novo e eu agarro-o. Ele para e me mantm no lugar.
       -- No me toque ou vou algemar voc novamente. Eu s quero sua boca, -- rosna.
       Oh meu. Como  isso? Eu coloco minhas mos atrs das costas e olho para ele
inocentemente com a boca cheia.
       -- Boa menina, -- ele diz, sorrindo para mim, com a voz rouca. Ele facilita a
entrada, e segurando-me suavemente, mas com firmeza, ele empurra para dentro de mim
novamente. -- Voc tem uma boca to fudida, Sra. Grey. -- Ele fecha os olhos e empurra
na minha boca, eu aperto seu penis entre meus lbios, correndo minha lngua sobre e ao
redor da cabea dele. Eu engulo o mais profundo que posso e retiro, e engulo de novo e de
novo e de novo, ele comea a ranger os dentes.
       -- Ah! Pare, -- ele diz, e ele puxa para fora de mim, deixando-me querendo mais.
Ele agarra meus ombros e me puxa para os meus ps. Agarrando minha trana, ele me
beija duro, sua lngua persistente gananciosa e dando ao mesmo tempo. De repente, ele me
libera e antes que eu saiba, ele levantou-me em seus braos e se mudou para a cama.
Gentilmente, ele me coloca para que minha bunda fique na borda da cama.
       -- Coloque suas pernas em volta da minha cintura, -- ele ordena. Eu fao e puxo-o
para mim. Ele se inclina para baixo, as mos de cada lado da minha cabea, e ainda de p,
muito lentamente facilita-se em mim.
       Oh, isso  to bom. Eu fecho meus olhos e me deleito em sua posse.
       -- Tudo bem? -- Ele pergunta, sua preocupao evidente em seu tom.




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       -- Oh, Deus, Christian. Sim. Sim. Por favor. -- Eu aperto minhas pernas em volta
dele e me empurro contra ele. Ele geme. Eu fecho os braos, e ele flexiona os quadris
lentamente primeiro, dentro, fora.
       -- Christian, por favor. Forte, eu no vou quebrar.
       Ele geme e comea a se mover, realmente mover, batendo em mim de novo e de
novo. Oh,  celestial.
       -- Sim, -- eu suspiro, apertando o meu domnio sobre ele e eu comeo a construir...
Ele geme, quente em mim com determinao renovada... e eu estou quase l. Oh, por favor.
No pare.
       -- Vamos l, Ana, -- ele geme entre os dentes, e eu explodo em torno dele, meu
orgasmo acontecendo e assim por diante. Eu chamo o seu nome e vejo Christian, gemendo
em voz alta, chegando ao clmax dentro de mim.
       -- Ana, -- ele chora.


       Christian est ao meu lado, sua mo acariciando minha barriga, seus dedos longos
espalhados pela minha barriga.
       -- Como est a minha filha?
       -- Ele est danando. -- Eu sorrio.
       -- Danando? Oh, sim! Uau. Eu posso sentir. -- Ele sorri e Blip da duas
cambalhotas dentro de mim.
       -- Eu acho que ela j gosta de sexo.
       Christian faz uma careta. -- Srio? -- Ele diz secamente. Ele se move de modo que
seus lbios esto contra minha barriga. -- No vai saber nada disso at que esteja com 30
anos, jovem senhora.
       Eu rio. -- Oh, Christian, voc  um hipcrita.
       -- No, eu sou um pai ansioso. -- Ele olha para mim, sua testa franzida, traindo
sua ansiedade.
       -- Voc  um pai maravilhoso, como eu sabia que voc seria. -- Eu acaricio seu
adorvel rosto, e ele me d um sorriso tmido.
       -- Eu gosto disso, -- ele murmura, acariciando e beijando minha barriga. -- Fica
bem em voc.
       Eu fao beicinho. -- Eu no gosto mais de mim.


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       -- Voc est uma delcia.
       -- Christian!
       -- E eu estou ansioso para sentir o gosto do leite materno de novo.
       -- Christian! Voc  to bizarro.
       Ele mergulha em mim, de repente, me beijando forte, jogando a perna sobre a
minha, e agarrando minhas mos e levando acima de minha cabea. -- Voc ama uma
brincadeirinha, -- ele sussurra, e corre o nariz para baixo de mim.
       Eu sorrio, presa em seu sorriso, infeccioso e limpo. -- Sim, eu amo a porra da
brincadeirinha. E eu te amo. Muito.


       Eu idiota acordo, acordada por um grito agudo de alegria do meu filho, e mesmo
que eu no possa v-lo ou Christian, eu sorrio como uma idiota com a minha alegria. Ted
acordou de sua soneca, e ele e Christian esto brincando nas proximidades. Eu minto em
silncio, ainda maravilhada com a capacidade de Christian para o jogo. Sua pacincia com
Teddy  extraordinria, muito mais do que comigo. Eu ronco. Mas, ento,  assim que
deve ser. E o meu lindo menino, a menina dos olhos de sua me e pai, no conhece o
medo. Christian, por outro lado, ainda  muito superprotetor de ambos. Meu doce,
mercurial, controlador Cinqenta.
       -- Vamos encontrar a mame. Ela est aqui no prado em algum lugar.
       Ted diz algo que eu no ouo, e Christian ri livremente, alegre.  um som mgico,
cheio de sua alegria paterna. Eu no posso resistir. Eu me apoio em meus cotovelos para
espion-los do meu esconderijo na grama alta
       Christian est balanando Ted ao redor e ao redor, fazendo-o gritar mais uma vez
de prazer. Ele para, lana-o para o alto, eu paro de respirar, ento ele pega de novo. Ted
grita com a alegria infantil e eu respiro um suspiro de alvio. Oh meu pequeno homem,
meu pequeno querido homem, sempre em movimento.
       -- De novo, papai! -- Ele grita. Christian joga de novo, e meu corao pula na boca
mais uma vez, quando ele joga Teddy para o ar, para em seguida, pega-lo de novo,
segurando-o perto. Christian beija o cabelo cor de cobre de Ted, e sopra um beijo em sua
bochecha, em seguida faz ccegas sem piedade por um momento. Teddy uiva com o riso,
contorcendo-se e empurrando contra o peito de Christian, querendo sair de seus braos.
Sorrindo, Christian coloca-o no cho.


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          -- Vamos encontrar a mame. Ela est se escondendo na grama.
          Ted comea a caada, desfrutando o jogo, e olha ao redor do prado. vido
segurando a mo de Christian, ele aponta para algum lugar onde no estou, e isso me faz
rir. Eu me escondo rapidamente, me deliciando com este jogo.
          -- Ted, eu ouvi a mame. Voc ouviu?
          -- Mame!
          Eu rio da graa no tom imperioso de Ted. Jesus, assim como seu pai, e ele tem
apenas dois.
          -- Teddy! -- Eu chamo de volta, olhando para o cu com um sorriso ridculo no
meu rosto.
          -- Mame!
          Muito em breve eu ouo seus passos pisoteando atravs do prado, e primeiro Ted e
ento Christian explode atravs da grama longa.
          -- Mame! -- Ted grita como se ele tivesse encontrado o tesouro perdido de Sierra
Madre, e ele salta em cima de mim.
          -- Ei, meu querido garoto! -- Eu junto ele em meus braos apertando contra mim e
beijo seu rosto gordinho. Ele da risadinhas e me beija de volta, e ento sai dos meus
braos.
          -- Ol, mame. -- Christian sorri para mim.
          -- Ol, papai. -- Eu sorrio, e ele pega Ted, e senta-se ao meu lado com nosso filho
no colo.
          -- Cuidado com a mame, -- ele adverte Ted. Um sorriso de ironia aparece em
mim. Do bolso, Christian pega seu BlackBerry e d para Ted. Estes provavelmente sero os
proximos cinco minutos de mxima, paz. Teddy estuda, sua pequena testa franzida. Ele
parece to forte, os olhos azuis muito concentrado, tal como o seu pai quando l seus e-
mails. Christian fua o cabelo de Ted, e meu corao incha a olhar para os dois. Duas
ervilhas em uma vagem: meu filho sentado tranqilo, por alguns momentos, pelo menos,
no colo do meu marido. Meus dois homens favoritos em todo o mundo.
          Claro, Ted  a criana mais linda e talentosa do planeta, mas, lgico que seria, eu
sou sua me ento eu acho isso. E Christian... bem,  apenas Christian. Na camiseta branca
e cala jeans, ele parece to quente como de costume. O que eu fiz para ganhar tal prmio?
          -- Voc est bem, Sra. Grey.


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       -- Como voc, Sr. Grey.
       -- A mame no  linda? -- Christian sussurra no ouvido de Ted. Ted aperta seu
nariz embora, esteja mais interessado no BlackBerry de seu pai.
       Eu rio. -- Voc no pode ficar perto dele.
       -- Eu sei. -- Christian sorri e beija o cabelo de Ted. -- Eu no acredito que logo
sero dois. -- Seu tom  melanclico. Ele espalha a mo sobre a minha. -- Vamos ter
muitos filhos, -- ele diz.
       -- Mais uma, pelo menos. -- Eu sorrio, e ele acaricia minha barriga.
       -- Como est minha filha?
       -- Ela est boa. Dormindo, eu acho.
       -- Ol, Sr. Grey. Oi, Ana.
       Ns dois voltamos para ver Sophie, a filha de Taylor que est com 10 anos de
idade, e eles aparecem na grama longa.
       -- Soeee, -- gritos de Ted com reconhecimento encantado. Ele se livra do colo de
Christian, descartando o BlackBerry.
       -- Eu ganhei alguns picols de Gail, -- Sophie diz. -- Posso dar um ao Ted?
       -- Claro, -- eu digo. Oh querido, isso vai ser complicado.
       -- Pop! -- Ted estende as mos e Sophie passa um para ele. Todo derretido j.
       -- Aqui, deixe a mame ver. -- Eu me sento, tomo o picol de Ted, e rapidamente
coloco em minha boca, lambendo o suco em excesso. Hmm... framboesa, fresco e delicioso.
       -- Meu! -- Ted protesta, sua voz soando com indignao.
       -- Aqui est. -- Eu entrego de volta o picol um pouco menos melado, que vai
diretamente em sua boca. Ele sorri.
       -- Posso passear com Ted? -- Sophie pergunta.
       -- Claro.
       -- No v muito longe.
       -- No, Sr. Grey. -- Os olhos cor de avel de Sophie so amplos e srios. Eu acho
que ela tem um pouco de medo de Christian. Ela segura a mozinha de Teddy, que vai de
bom grado. E os dois marcham atravs da grama alta.
       Christian observa eles.
       -- Eles vo ficar bem, Christian. Que mal poderia acontecer a eles aqui? -- Ele
franze a testa para mim por um momento, e eu rastejo em seu colo.


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       -- Alm disso, Ted  completamente apaixonado por Sophie.
       Christian bufa e fua meu cabelo. -- Ela  uma criana encantadora.
       -- Ela . To bonita, tambm. Um anjo loiro.
       Christian coloca as mos na minha barriga. -- Meninas, hein? -- H uma dica de
apreenso em sua voz. Eu enrolo minha mo atrs de sua cabea.
       -- Voc no tem que se preocupar com sua filha por pelo menos mais trs meses.
Ela ta salva aqui. Ok?
       Ele beija atrs da minha orelha e arranha seus dentes ao redor da borda dela.
       -- Se voc diz, Sra. Grey. -- Ento ele me morde. Eu grito.
       -- Gostei muito de ontem  noite, -- ele diz. -- Ns devemos fazer isso mais vezes.
       -- Eu tambm.
       -- E ns poderamos, se voc parasse de trabalhar...
       Reviro os olhos e ele aperta os braos em volta de mim e sorri em meu pescoo.
       -- Voc est rolando seus olhos para mim Sra. Grey? -- Sua ameaa  implcita,
mas sensual, fazendo-me contorcer, mas como estamos no meio do prado com as crianas
perto, eu ignoro o seu convite.
       -- As publicaes Grey tem um autor sobre qual o New York Times disse que as
vendas esto fenomenais, o lado e-book do nosso negcio explodiu, e eu finalmente, tenho
a equipe que eu quero ao meu redor.
       -- E voc est fazendo o dinheiro nestes tempos difceis, -- Christian acrescenta,
sua voz refletindo seu orgulho. -- Mas... Eu gosto de voc descala e grvida e na nossa
cozinha.
       Eu me inclino para trs para que eu possa ver seu rosto. Ele olha para mim, os
olhos brilhantes.
       -- Eu gosto, tambm, -- eu murmuro, e ele me beija, suas mos ainda se espalham
em toda minha barriga.
       Vendo que ele est de bom humor, eu decido abordar um tema delicado. -- Voc
ainda no pensou sobre a minha sugesto?
       Ele acalma. -- Ana, a resposta  no.
       -- Mas Ella  um nome adorvel.
       -- Eu no quero que minha filha tenha o nome de minha me. Fim de discusso.
       -- Voc tem certeza?


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       -- Sim. -- Segurando meu queixo, ele olha sinceramente para mim, irradiando
exasperao. -- Ana, desista. Eu no quero minha filha manchada pelo meu passado.
       -- Ok. Sinto muito. -- Merda... Eu no quero irrit-lo.
       -- Assim  melhor. Pare de tentar me corrigir, -- ele resmunga. -- Voc me pegou
ao admitir que eu a amava, voc me arrastou para seu tmulo. J  o suficiente.
       Oh, no. Eu toro em seu colo e ele e coloca sua cabea em minhas mos.
       -- Eu sinto muito. Realmente. No fique com raiva de mim, por favor. -- Eu o
beijo, em seguida, beijo o canto de sua boca. Depois de uma batida, ele aponta para o outro
canto, e eu sorrio e beijo-o tambem. Ele aponta para o nariz. Eu beijo. Ele sorri e coloca
suas mos sobre meu traseiro.
       -- Oh, Sra. Grey, o que eu vou fazer com voc?
       -- Eu tenho certeza que voc vai pensar em alguma coisa, -- eu murmuro. Ele sorri
e, torcendo, de repente, ele me empurra para baixo sobre o cobertor.
       -- E se eu fizer isso agora? -- Ele sussurra com um sorriso lascivo.
       -- Christian! -- Eu suspiro.
       De repente h um grito estridente de Ted. Christian salta para os ps com graa e
como uma pantera e corre em direo  fonte do som. Eu sigo em um ritmo mais vagaroso.
Secretamente, eu no estou to preocupada como Christian, no seria um grito que me
faria subir as escadas de dois em dois minutos para descobrir o que est errado.
       Christian consola Teddy em seus braos. Nosso menino est chorando inconsolvel
e apontando para o cho, onde os restos mortais de seu quase picol derrete na grama.
       -- Ele deixou cair, -- Sophie diz , infelizmente. -- Ele poderia ter ficado com o
meu, mas eu comi ele todo.
       -- Oh, querida Sophie, no se preocupe. -- Eu ajeito o cabelo dela.
       -- Mame! -- Ted solua, apontando as mos para mim. Christian relutantemente
permite que ele venha para meu colo.
       -- Aqui, aqui.
       -- Pop, -- ele solua.
       -- Eu sei, meu anjo. Vamos ver a Sra. Taylor e buscar outro. -- Eu beijo sua
cabea... oh, ele cheira to bem. Ele tem cheiro de meu menino.
       -- Pop, -- ele suspira. Eu levo a mo e beijo seus dedos pegajosos.
       -- Eu posso provar o seu picol aqui em seus dedos.


507
       Ted para de chorar e examina a sua mo.
       -- Coloque os dedos em sua boca.
       Ele faz. -- Pop!
       -- Sim. Picol.
       Ele sorri. Meu anjo mercurial, assim como seu pai. Bem, pelo menos ele tem uma
desculpa, ele tem apenas dois anos.
       -- Vamos ver a Sra. Taylor? -- Ele balana a cabea, com seu sorriso lindo de beb.
-- Voc vai deixar o papai levar voc? -- Ele balana a cabea e envolve seus braos em
volta do meu pescoo, me abraando com fora, o rosto pressionado contra a minha
garganta.
       -- Eu acho que o papai quer provar picol, tambm, -- eu sussurro baixinho no
ouvido de Ted. Ted faz uma careta para mim, ento olha para sua mo e aponta para
Christian. Christian sorri e coloca os dedos de Ted em sua boca.
       -- Hmm... saboroso.
       Ted sorri e aponta os braos para Christian pedindo seu colo. Christian sorri e leva
Ted em seus braos, acomodando-o em seu quadril.
       -- Sophie, onde est Gail?
       -- Ela estava na casa grande.
       Eu olho para Christian. Seu sorriso se tornou amargo, e eu me pergunto o que ele
est pensando.
       -- Voc  to boa com ele, -- ele murmura.
       -- S um pouco? -- Eu arrumo o cabelo de Ted. --  porque s eu tenho a medida
de vocs, homens cinzentos. -- Eu sorrio para meu marido.
       Ele ri. -- Sim, voc sabe, Sra. Grey.
       Teddy se contorce da espera de Christian. Agora ele quer andar, meu homenzinho
teimoso. Eu tomo uma de suas mos, e seu pai leva a outra e Teddy oscila entre ns no
caminho de volta para casa, Sophie saltitando em nossa frente.
       Aceno para Taylor que, em um raro dia de folga, est fora da garagem, vestido de
jeans e uma camiseta, enquanto ele mexe com uma moto velha.


       Fao uma pausa na porta do quarto de Ted e ouo Christian lendo para ele. -- Eu
sou The Lorax! Eu falo para as rvores...


508
        Quando eu espio, Teddy est dormindo, enquanto Christian continua a ler. Ele
olha quando eu abro a porta e fecha o livro. Ele coloca o dedo nos lbios e ativa a bab
eletronica ao lado do bero de Ted. Ele arruma a coberta em Ted, acaricia seu rosto, em
seguida, se endireita, e na ponta dos ps para ao meu lado sem fazer nenhum barulho. 
difcil no rir dele.
        No corredor, Christian me puxa para seu abrao. -- Deus, eu amo Ted, mas  timo
quando ele est dormindo, -- ele murmura contra meus lbios.
        -- Eu no poderia concordar mais com voc.
        Ele olha para mim, os olhos moles. -- Eu mal posso acreditar que ele ja est com
dois anos.
        -- Eu sei. -- Eu o beijo, e por um momento, eu estou transportada de volta para o
nascimento de Teddy: a cesariana de emergncia, a ansiedade incapacitante de Christian,
Dra. Greene monossilabica tentando me acalmar quando meu pequeno Blip entrou em
sofrimento. Eu tremo por dentro com a memria.


        -- Sra. Grey, voc est em trabalho de parto por 15 horas agora. Suas contraes
tm diminuido apesar da oxitocina. Precisamos fazer uma Cesria, o beb est em perigo.
-- Dra. Greene  inflexvel.
        -- Ande logo porra! -- Christian rosna para Dra. Greene que o ignora.
        -- Christian, quieto. -- Eu aperto sua mo. Minha voz  baixa e fraca e tudo est
embassado, as paredes, as mquinas, as pessoas vestidas de verde... Eu s quero dormir.
Mas eu tenho algo importante para fazer primeiro... Oh, sim. -- Eu queria empurr-lo para
fora eu mesmo.
        -- Sra. Grey, por favor. Cesaria.
        -- Por favor, Ana, -- Christian implora.
        -- Posso no dormir ento?
        -- Sim, baby, sim. --  quase um soluo, e Christian beija minha testa.
        -- Eu quero ver o nosso pequeno Blip.
        -- Voc vai.
        -- Ok, -- eu sussurro.
        -- Finalmente, -- Dra. Greene resmunga. -- Enfermeira, chame o anestesista. Dr.
Miller, preparar para a cesaria. Sra. Grey, vamos move-la para o centro cirurgico.


509
       -- Mover? -- Christian e eu falamos de uma s vez.
       -- Sim. Agora.
       E de repente estamos nos movendo de forma rpida, as luzes no teto indefinido em
uma longa faixa brilhante enquanto estou sendo levada pelo corredor.
       -- Sr. Grey, voc precisa ficar aqui.
       -- O que?
       -- Agora, Sr. Grey.
       Ele aperta minha mo e me libera.
       -- Christian, -- eu chamo, o pnico crescendo dentro de mim.
       Entramos por um outro conjunto de portas, e em nenhum momento a enfermeira
desgruda os olhos da tela que monitora meus batimentos cardiacos. A porta se abre e se
fecha, e h tantas pessoas na sala.  to alto... Eu quero ir para casa.
       -- Christian? -- Eu o procuro entre os rostos na sala querendo achar o meu marido.
       -- Ele vai estar com voc em um momento, Sra. Grey.
       Um momento depois, ele est ao meu lado, no lenol azul, e eu procuro sua mo.
       -- Estou com medo, -- eu sussurro.
       -- No, baby, no. Eu estou aqui. No se assuste. Ana voc  minha fora. -- Ele
beija minha testa, e eu posso dizer pelo tom de sua voz que algo est errado.
       -- O que  isso?
       -- O que?
       -- O que h de errado?
       -- Nada est errado. Tudo est bem. Baby, voc est apenas exausta. -- Seus olhos
queimam com medo.
       -- Sra. Grey, o anestesista est aqui. Ele vai ajustar seu peridural, e ento podemos
prosseguir.
       -- Ela est tendo outra contrao.
       Tudo aperta como uma banda de ao ao redor da minha barriga. Merda! Eu
esmago a mo de Christian. Isto que  cansativo, suportar essa dor. Eu estou to cansada.
Eu posso sentir o lquido frio e entorpecente... se espalhar para baixo. Eu me concentro no
rosto de Christian. No sulco entre as sobrancelhas. Ele est tenso. Ele est preocupado. Por
que ele est preocupado?




510
       -- Voc pode sentir isso, Sra. Grey? -- A voz desencarnada da Dra. Greene est
chegando de trs da cortina.
       -- Sentir o que?
       -- Voc no pode sentir isso.
       -- No.
       -- timo. Dr. Miller, vamos.
       -- Voc est indo bem, Ana.
       Christian est plido. H suor na testa. Ele est com medo. No tenha medo,
Christian. No tenha medo.
       -- Eu te amo, -- eu sussurro.
       -- Oh, Ana, -- ele solua. -- Eu te amo, tambm, muito.
       Eu sinto uma estranha e profunda dor me puxando por dentro. Como nada que eu
j senti antes. Christian olha a tela e empalidece, mas olha, fascinado.
       -- O que est acontecendo?
       -- Suco! Bom...
       De repente, h um lancinante grito zangado.
       -- Voc tem um menino, Sra. Grey. Verifique seu Apgar.
       -- Apgar est em nove.
       -- Posso v-lo? -- Eu suspiro.
       Christian desaparece de vista por um segundo e reaparece um momento depois,
segurando meu filho, envolto em azul. Seu rosto  rosa, e coberto de branco e sangue. Meu
beb. Meu Blip... Theodore Raymond Grey.
       Quando eu olho para Christian, ele tem lgrimas nos olhos.
       -- Aqui est o seu filho, Sra. Grey, -- ele sussurra, sua voz tensa e rouca.
       -- Nosso filho, -- eu respiro. -- Ele  lindo.
       -- Ele , -- Christian diz e d um beijo na testa de nosso menino bonito abaixo de
seu cabelo escuro. Theodore Raymond Grey est alheio. Olhos fechados, anteriormente
chorando esquecido, ele est dormindo. Ele  a coisa mais linda que eu j vi. To bonito, eu
comeo a chorar.
       -- Obrigado, Ana, -- Christian sussurra, e h lgrimas em seus olhos tambm.


       -- O que  isso? -- Christian inclina meu queixo de volta.


511
       -- Eu estava s me lembrando do nascimento de Ted.
       Christian segura minha barriga.
       -- Eu no vou passar por isso de novo. Cesaria eletiva neste momento.
       -- Christian, eu...
       -- No, Ana. Voc quase morreu da ltima vez. No.
       -- Eu no sabia que quase morri.
       -- No. -- Ele  enftico para acabar com a discusso, mas enquanto ele olha para
mim, seus olhos amolecem. -- Eu gosto do nome Phoebe, -- ele sussurra, e corre o nariz
para baixo meu.
       -- Phoebe Grey? Phoebe... Sim. Eu gosto disso, tambm. -- Eu sorrio para ele.
       -- timo. Eu quero contar isso de presente para Ted. -- Ele pega a minha mo, e
nos dirigimos para o andar de baixo. Sua empolgao irradia fora dele; Christian est
esperando por esse momento durante todo o dia.


       -- Voc acha que ele vai gostar? -- Seu olhar apreensivo atenta o meu.
       -- Ele vai adorar. Por cerca de dois minutos. Christian, ele tem apenas dois anos.
       Christian terminou de montar o conjunto de trem de madeira que comprou para o
aniversario de Teddy. Ele teve a ajuda de Barney no escritrio para converter dois dos
motores pequenos para rodar em energia solar como o helicptero que eu dei para
Christian h alguns anos atrs. Christian parece ansioso para o sol nascer. Eu suspeito que
 porque ele quer brincar com o trenzinho. O layout cobre a maior parte do cho de pedra
do nosso espao ao ar livre.
       Amanh teremos uma festa de famlia para Ted. Ray e Jos viro e todos os Greys,
incluindo Ava, a nova prima de Ted, Kate e Elliot quem diria j tem uma filha de dois
meses. Estou ansiosa para recuperar o atraso com Kate e vendo como a maternidade est
mexendo com ela.
       Eu olho para a vista com o por-do-sol atrs da Pennsula Olmpica.  igual a tudo
que Christian prometeu que seria, e eu percebo a emoo alegre mesmo vendo agora como
eu fiz da primeira vez.  simplesmente impressionante: crepsculo sobre o som. Christian
me puxa em seus braos.
       --  uma boa vista.




512
          -- , -- Christian responde, e quando me viro para olhar para ele, ele est olhando
para mim. Ele planta um beijo suave em meus lbios. --  uma bela vista, -- ele murmura.
-- Minha favorita.
          -- Ele est em casa.
          Ele sorri e me beija novamente. -- Eu te amo, Sra. Grey.
          -- Eu te amo, tambm, Christian. Sempre.


                                                   FIM




                                         Nota do Autor
          Estou ciente de que hoje voc no pode andar em um banco americano e retirar
cinco milhes de dlares. A conversa que Ana no ouviu foi assim:


          -- Troy Whelan.
          --  Christian Grey. Falei com minha esposa. D-lhe o dinheiro. Tudo o que ela
quiser.
          -- Sr. Grey, eu no posso...
          -- Liquide cinco milhes de meus bens. Em cima da minha cabea: Georges, PKC,
Atlantis Corps, Ferris e Umatic. Um milho de cada um.
          -- Sr. Grey, isso  altamente irregular. Eu vou ter que consultar o Sr. Forlines.
          -- Estou jogando golfe com ele na prxima semana, -- eu assobio. -- Porra s faa
isso, Whelan. Encontre uma maneira, ou eu vou fechar todas as contas e movimentar
negcios GEH em outros lugares. Entendeu?
          Ele  silencioso no final do telefone.
          -- Vamos resolver a porra da papelada mais tarde, -- acrescento, mais conciliador.
          -- Sim, Sr. Grey.




513
                                MATERIAL ADICIONAL
                               Primeiro Natal de Cinqenta
       Meu suter  spero e cheira a novo. Tudo  novo. Tenho uma nova me.  uma
mdica. Ela tem um estetoscpio que posso colocar em meus ouvidos e escutar meu
corao. Ela  amvel e sorri. Ela sorri o tempo todo. Seus dentes so pequenos e brancos.
       -- Quer me ajudar a decorar a rvore, Christian?
       H uma grande rvore na sala com os sofs grandes. Uma grande rvore. Eu j as
vi antes. Mas nas lojas. No no interior, onde os sofs esto. A minha casa nova tem
muitos sofs. No um sof. No um sof marrom e pegajoso.
       -- Aqui, veja.
       Minha nova me me mostra uma caixa, que est cheia de bolas. Muitas bonitas
bolas brilhantes.
       -- Estes so enfeites para a rvore.
       En-fei-tes. En-fei-tes. Minha cabea pronuncia as palavras. En-fei-tes.
       -- E estes... -- Ela para e puxa uma corda com pequenas flores sobre eles -- Estas
so as luzes. Luzes em primeiro lugar, e ento ns podemos enfeitar a rvore. -- Ela se
abaixa e coloca os dedos no meu cabelo. Eu vou muito muito ainda. Mas eu gosto de seus
dedos no meu cabelo. Eu gosto de estar perto da minha nova me. Ela cheira bem. Limpa.
E ela s toca no meu cabelo.
       -- Mame!
       Ele est chamando. Lelliot. Ele  grande e forte. Muito alto. Ele fala. O tempo todo.
Eu no falo nada. Eu no tenho palavras. Tenho palavras em minha cabea.
       -- Elliot, querido, estamos na sala de estar.
       Ele chega correndo. Ele foi para a escola. Ele tem um desenho. Um desenho que
pintou para minha nova me. Ela  me de Lelliot, tambm. Ela se ajoelha e abraa-o e
olha para o desenho.  uma casa com uma me, e um pai, um Lelliot e um Christian.
Christian  muito pequeno no desenho de Lelliot. Lelliot  grande. Ele tem um grande
sorriso e Christian tem uma cara triste.
       Papai est aqui, tambm. Ele caminha em direo a mame. Eu mantenho meu
cobertor apertado. Ele beija minha nova me e minha nova me est assustada. Ela sorri.
Ela o beija de volta. Eu aperto o meu cobertor.



514
       -- Ol, Christian. -- Papai tem uma voz profunda e macia. Eu gosto da voz dele.
Ele nunca fala alto. Ele no grita. Ele no grita como... Ele l livros para mim quando eu
vou para a cama. Ele l sobre um gato e um chapu verde e ovos e presunto. Eu nunca vi
ovos verdes. Papai se inclina assim ele fica pequeno.
       -- O que voc fez hoje?
       Eu mostro a rvore para ele.
       -- Voc comprou uma rvore? Uma rvore de Natal?
       Eu digo que sim com a cabea.
       --  uma bela rvore. Voc e mame escolheram muito bem.  um trabalho
importante escolher a rvore certa.
       Ele acaricia o meu cabelo, tambm, e eu fico muito quieto e seguro com fora meu
cobertor. Papai no me machuca.
       -- Papai, olha meu desenho. -- Lelliot se zanga quando papai fala comigo. Lelliot
est com raiva de mim. Eu bato em Lelliot quando ele est com raiva de mim. Minha nova
me fica com raiva de mim quando fao isso. Lelliot no bate em mim. Lelliot est com
medo de mim.


       As luzes da rvore so bonitas.
       -- Aqui, deixa eu te mostrar. O gancho atravessa o pequeno olho, e ento voc
pode pendura-lo na rvore. -- Mame coloca um en-fei...en-fei-te vermelho sobre a rvore.
       -- Voc tenta com este pequeno sino.
       O pequeno sino toca. O sacudo. O som  um som feliz. O sacudo de novo. Mame
sorri. Um grande sorriso. Um sorriso especial para mim.
       -- Voc gosta do sino, Christian?
       Eu digo que sim com a cabea e sacudo o sino mais uma vez e tintila feliz.
       -- Voc tem um sorriso lindo, querido menino. Mame pisca e limpa os olhos com
as mos. Ela acaricia o meu cabelo. -- Eu adoraria ver o seu sorriso. -- Sua mo se move
para o meu ombro. No. Dou um passo para trs e aperto meu cobertor. Mame parece
triste e feliz. Ela acaricia o meu cabelo.
       -- Vamos colocar o sino na rvore?
       Minha cabea diz que sim.




515
       -- Christian, voc deve me dizer quando voc est com fome. Voc pode fazer isso.
Voc pode pegar a mo da mame e levar mame para a cozinha e ponto. -- Ela aponta o
dedo longo para mim. Sua unha  brilhante e cor de rosa. Ela  bonita. Mas eu no sei se a
minha nova me  louca ou no. Eu terminei todo meu jantar. Macarro com queijo. O
gosto  bom.
       -- Eu no quero que voc esteja com fome, querido. Ok? Agora gostaria de sorvete
de creme?
       Minha cabea diz que sim! Mame sorri para mim. Eu gosto de seus sorrisos. Eles
so melhores do que o macarro com queijo.


       A rvore  bonita. Eu fico e olho para ela e abrao meu cobertor. As luzes brilham e
so de diferentes cores e os en-fei-tes so todos de diferentes cores. Eu gosto dos azuis. E
no topo da rvore tem uma grande estrela. Papai levantou Lelliot e Lelliot colocou a
estrela na rvore. Lelliot gostou de colocar a estrela na rvore. Eu quero colocar a estrela
na rvore... Mas eu no quero que papai me segure para o alto. No quero que ele me
segure. A estrela  muito brilhante.
       A rvore est do lado do piano. Minha nova me me permite tocar o preto e o
branco no piano. Preto e branco. Eu gosto dos sons brancos. O som preto  ruim. Mas eu
gosto do som preto, tambm. Eu vou do branco ao preto. Branco ao preto. Preto para
branco. Branco, branco, branco, branco. Preto, preto, preto, preto. Eu gosto do som. Eu
gosto muito do som.
       -- Quer que eu toque para voc, Christian?
       Minha nova me se senta. Ela toca o branco e o preto, e a msica comea. Ela aperta
os pedais de baixo. s vezes  alto e s vezes  silencioso. A msica  feliz. Lelliot tambm
gosta que mame cante. Mame canta sobre um patinho feio. Mame faz um divertido
barulho de pato. Lelliot faz um divertido som de pato e mexe os braos como se fossem
asas e os levanta para cima e para baixo como um pssaro. Lelliot  engraado.
       Mame ri. Lelliot ri. Eu rio.
       -- Voc gosta dessa msica, Christian? -- E a mame tem o rosto triste, feliz.


       Tenho uma meia. Ela  vermelha e tem um desenho de um homem com um chapu
vermelho e uma grande barba branca. Ele  o Papai Noel. Papai Noel traz presentes. Eu vi


516
desenhos de Papai Noel. Mas Papai Noel nunca me trouxe presentes antes. Eu era ruim.
Papai Noel no traz presentes para os meninos que so ruins. Agora eu sou bom. Minha
me diz que eu sou bom, muito bom. Minha nova mame no sabe. Eu nunca devo dizer a
minha nova mame... mas eu sou ruim. Eu no quero que minha nova me saiba disso.


       Papai coloca a meia sobre a lareira. Lelliot tem uma meia, tambm. Lelliot pode ler
a palavra na meia. Ela diz Lelliot. H uma palavra na minha meia. Christian. Minha nova
mame soletra: C-H-R-I-S-T-I-A-N
       Papai se senta na minha cama. Ele l para mim. Eu mantenho meu cobertor. Eu
tenho um quarto grande. s vezes, o quarto  escuro e eu tenho sonhos ruins. Sonhos
ruins sobre antes. Minha nova me vem para a cama comigo quando tenho os sonhos
ruins. Ela deita-se e canta canes suaves e eu durmo. Ela cheira a suave e novo e
encantadora. Minha nova me no  fria. No como... no como... e meus sonhos maus vo
embora quando ela est dormindo comigo.


       Papai Noel esteve aqui. Papai Noel no sabe que eu andei sendo ruim. Me alegra
que Papai Noel no saiba. Eu tenho um trem e um avio e um helicptero e um carro e um
helicptero. Meu helicptero pode voar. Meu helicptero  azul. Ele voa ao redor da
rvore de natal. Ele voa sobre o piano e cai no meio do branco. Ele voa sobre mame e
papa e voa sobre Lelliot enquanto ele joga brinca com o Lego. O helicptero voa por toda a
casa, atravs da sala de jantar, atravs da cozinha. Ele voa pela porta do escritrio do
papai e l em cima no meu quarto, no quarto de Lelliot, no quarto da mame e do papai.
Ele voa por toda a casa, porque  a minha casa. Minha casa, onde eu moro.




                          Conhecendo A Cinqenta Sombras
Segunda-feira, 9 de maio de 2011
       -- Amanh,  eu murmuro, despachando Claude Bastille enquanto ele est de p
na entrada do meu escritrio.
       -- Golf, esta semana, Grey. -- Bastille sorri com fcil arrogncia, sabendo que sua
vitria no campo de golf  certa.




517
       Eu olho para ele com a testa franzida e ele se vira e sai. Suas palavras de despedida
jogam sal nas minhas feridas, pois apesar de minhas tentativas hericas no ginsio esta
manh, meu personal trainer chutou a minha bunda. Bastille  o nico que pode me
vencer, e agora ele quer outro pedao de carne no campo de golf. Eu detesto golf, mas
tantos negcios so feitos em espaos abertos e tenho que suportar suas aulas l tambm...
e embora odeie admitir isso, Bastille de alguma forma ajuda a melhorar meu jogo.
       Enquanto olho o cu de Seatle, o tdio familiar permanece em minha conscincia.
Meu humor  to plano e cinzento como o tempo. Meus dias esto se misturando, sem
distino, e eu preciso de algum tipo de desvio. Eu tenho trabalhado todo fim de semana e
agora, nos limites contnuos de meu escritrio, estou inquieto. Eu no deveria me sentir
assim, no depois de vrias sries com Bastille. Mas eu sinto.
       Eu franzo a testa. A verdade preocupante  que a nica coisa a capturar meu
interesse recentemente tem sido a minha deciso de enviar dois cargueiros para o Sudo.
Isso me faz lembrar, Rose deve voltar para mim com nmeros e logstica. Que diabos 
mant-la? Com a inteno de descobrir o que est acontecendo, eu olho para minha agenda
e alcano o telefone.
       Oh, Cristo! Eu tenho que aguentar uma entrevista com a persistente Srta. Kavanagh
da revista estudantil da WSU. Por que, demnios eu concordei com isto? Detesto as
entrevistas, perguntas vs, mal informadas, idiotas vazias. O telefone toca.
       -- Sim, -- eu atendo Andrea como se ela tivesse culpa. Pelo menos eu posso me
ocupar com esta pequena entrevista.
       -- Srta. Anastasia Steele est aqui para v-lo, Sr. Grey.
       -- Steele? Eu estava esperando Katherin Kavanagh.
       --  a Srta. Anastasia Steele quem est aqui, senhor.
       Franzo a testa. Odeio coisas inesperadas. -- Diga que entre, -- eu murmuro, ciente
de que eu falo como um adolescente mal-humorado, mas no dando a mnima.
       Bem, bem... Srta. Kavanagh no est disponvel. Eu conheo seu pai, dono da Kavanagh
Media. Ns fizemos negcios juntos, e ele parece um operador sagaz e um ser humano
racional. Esta entrevista  um favor a ele, uma vez que quero tirar proveito disso quando
for conveniente. E eu tenho que admitir que eu estou vagamente curioso sobre sua filha,
interessado em saber se a ma caiu longe da rvore.




518
       Uma comoo na porta me coloca de p, enquanto um redemoinho de cabelos
longos castanhos e membros plidos, mergulha de cabea em meu escritrio. Reviro os
olhos e reprimo o meu aborrecimento natural frente a falta de jeito, enquanto eu me
apresso para a jovem que foi parar em suas mos e joelhos no cho. Segurando seus finos
ombros, a ajudo a ficar de p.
       Claros, brilhantes olhos azuis, envergonhados, enconstram os meus, colocando fim
s minhas preocupaes. Ele so os mais extraordinrios olhos azuis, claro inocente e, por
um momento terrvel, eu acho que ela pode ver atravs de mim. Eu sinto... exposto. O
pensamento  enervante. Ela tem um rosto pequeno, e doce que cora agora, um plido
inocente rosa. Eu me pergunto brevemente se toda a pele dela  to... perfeita, e como
ficaria rosa e quente por um aoite. Foda-se. Eu paro meus pensamentos retrgrados,
alarmados com a sua direo. O que diabos voc est pensando, Grey? Esta menina  muito
jovem. Ela ofega e eu quase reviro os olhos de novo. Sim, sim, baby,  apenas um rosto, a
beleza  apenas superficial. Eu quero dissipar minha hostilidade, admirando o olhar destes
grandes olhos azuis.
       Hora do show, Grey. Vamos nos divertir. -- Srta. Kavanagh? -- Eu sou Christian Grey.
Voc est bem? Gostaria de se sentar?
       Ela cora novamente. No comando, mais uma vez, eu a estudo. Ela  bastante
atraente, de uma maneira estranha, pequena, plida, com um cabelo marrom apenas
segurado por um elstico. Morena. Sim, ela  atraente. Eu estendendo a minha mo, e ela
gagueja o incio de um pedido de desculpas mortificado e coloca sua pequena mo na
minha. Sua pele  fria e macia, mas seu aperto de mo surpreendentemente firme.
       -- A Srta. Kavanagh est indisposta, ento ela me enviou. Espero que voc no se
importe, Sr. Grey. -- Sua voz  calma, com uma musicalidade hesitante, ela e pisca de
forma irregular, longos clios tremulando sobre aqueles grandes olhos azuis.
       Incapaz de manter a diverso em minha voz enquanto me lembro de sua nada
elegante entrada em meu escritrio, eu pergunto quem  ela.
       -- Anastasia Steele. Estudo literatura inglesa com Kate... digo... Katherine... hum...
Srta. Kavanagh, em Washington.
       Uma garota nervosa, do tipo tmida, apaixonada pelos livros, han?  o que parece.
Terrivelmente vestida, escondendo seu pequeno corpo embaixo de um suter sem forma e




519
uma saia reta marrom. Cristo, ela no tem nenhuma noo de moda? Ela olha nervosa ao
redor do meu escritrio, em todo lugar, menos para mim, uma ironia divertida.
       Como essa jovem mulher quer ser jornalista? Ela no tem sequer um osso firme em
seu corpo. Ela  encantadoramente nervosa, mansa, suave... Submissa. Eu balano minha
cabea, assustado pela direo que meus inapropriados pensamentos esto tomando.
Murmurando por educao, peo que sente, logo percebo sua perspicaz avaliao pelas
pinturas do meu escritrio. Antes que eu possa me deter, me vejo lhe explicando. -- Um
artista local. Trouton.
       -- So muito bonitos. Elevam o ordinrio ao extraordinrio, -- ela diz
sonhadoramente, perdida no esquisito e fino das minhas pinturas. Seu perfil  delicado,
nariz arrebitado, lbios suaves e carnudos, e em suas palavras esto refletidos meus
pensamentos. "O ordinrio a categoria do extraordinrio."  uma observao inteligente.
Srta. Steele  brilhante.
       Eu murmuro concordando e vejo o vermelho aparecer lentamente de novo em sua
pele. Enquanto me sento em frente a ela, eu trato de reprimir meus pensamentos.
       Ela procura uma amassada folha de papel e um gravador em sua bolsa. Um
gravador? Isso no funciona com fita para VHS? Cristo...  toda desajeitada, deixando a
maldita coisa cair duas vezes em minha mesa para caf Bauhaus. Ela obviamente nunca
fez isto antes, mas por alguma razo que no entendo, acho divertido. Normalmente esse
tipo desajeitado me irrita at a merda, mas agora escondo meu sorriso atrs do meu dedo
indicador e resisto a necessidade de arrumar para ela.
       Enquanto fica mais nervosa, me ocorre que eu poderia melhorar a velocidade de
seus movimentos com um chicote. Habilmente utilizado pode fazer com que os mais
assustados se ajoelhem. A ideia errada faz com que eu me mova em minha cadeira. Ela me
olha de lado e morde seu lbio inferior. Que merda! Como no notei essa boca antes?
       -- Desculpa. Eu nunca usei isso.
       Isto eu percebi, baby, meu pensamento  irnico, mas neste momento eu no me importo,
porque no consigo tirar meus olhos de sua boca.
       -- Gaste o tempo que precisar, Srta. Steele. -- E preciso de outro momento para
ordenar meus pensamentos desobedientes. Grey... pare com isso agora.
       -- Se importa se eu gravar suas respostas? -- Pergunta, seu rosto ingnuo e em
expectativa.


520
         Quero rir. Oh, obrigada Cristo.
         -- E me pergunta agora, depois de todo o trabalho que teve com o gravador? -- Ela
pisca, seus olhos grandes e perdidos por um instante, e sinto uma desconhecida pontada
de culpa. Deixe de ser um merda, Grey.
         -- No, no me importo, -- eu murmuro, sem querer ser responsvel por essa
expresso.
         -- Kate explicou... digo... a Srta. Kavanagh para onde  essa entrevista?
         -- Sim, para a ltima edio da revista da faculdade, porque eu vou entregar os
diplomas na cerimnia de graduao deste ano. -- Porque diabos aceitei fazer isso, eu no
sei. Sam minha "relaes pblicas" me disse que seria uma honra, e o departamento de
meio ambiente de cincia de Vancouver necessitava da publicidade a fim de atrair
financiamentos adicionais para igualar o patrocnio que lhes dei.
         Srta. Steele pisca, estes grandes olhos azuis mais uma vez, como se minhas
palavras a surpreendessem e merda, olha me desaprovando! No fez nenhuma pesquisa a
fundo para esta entrevista? Ela deveria saber isto. A ideia esfria meu sangue. No 
agradvel, no  o que eu esperava dela ou de qualquer outro que eu confiasse meu
tempo.
         -- Bem, tenho algumas perguntas, Sr. Grey. -- Ela coloca uma mecha de cabelo
atrs da orelha, distraindo minha raiva.
         --  o que pensei, -- eu murmuro secamente. Vamos faz-la se contorcer. Ela o faz, e
logo se recompe, sentando-se direita e elevando seus pequenos ombros. Inclinando-se,
pressiona o boto do gravador, e franze a testa quando baixa os olhos para a folha
amassada.
         -- Voc  muito jovem para ter criado este imprio. A que deve este sucesso?
         Oh cristo! Com certeza pode fazer melhor que isso. Que merda de pergunta chata.
Uso de novo minha usual resposta sobre ter pessoas excepcionais trabalhando comigo por
todos os Estados Unidos. Gente em quem confio, a medida em que no confio em
ningum, e pago bem, bla bla bla... mas a Srta. Steele, a simples resposta  que sou um
gnio no que fao. Para mim  como derrubar uma rvore. Comprando empresas em crise
e com m administrao e arrumando-as, ou se esto quebrando, vendendo seus bens por
um preo melhor.  uma simples questo de saber a diferena entre estes dois e sempre




521
reduzir as pessoas de cargo. Para triunfar nos negcios  preciso de pessoas boas e posso
julgar uma pessoa, melhor que a maioria.
          -- Talvez s tenha tido sorte, -- ela diz em voz baixa.
          Sorte? Um calafrio de novo corre por mim. Sorte? No h nem uma merda de sorte
em volta disso, Srta. Steele. Ela permanece humilde e tranquila, mas esta pergunta? Nunca
ningum me perguntou se tive sorte. Trabalho duro, sobre as pessoas que trabalham pra
mim, vigio de perto, trato de adivinhar se algo falta, e se no esto a altura, demito sem
piedade. Isso  o que eu fao, e fao bem. No tem nada a ver com sorte! Bela merda. Mostrando
meu conhecimento, cito as palavras do meu empresrio americano favorito.
          -- Voc parece um manaco por controle, ela diz, e est perfeitamente sria.
          Que demnios?
          Talvez estes simples olhos podem ver atravs de mim. Controle  meu segundo
nome.
          A fulmino com o olhar. -- Oh, eu controlo tudo, Srta. Steele. -- E eu gostaria de
exerc-lo sobre voc, aqui e agora.
          Seus olhos abrem mais. Este atrativo corar se estende pelo seu rosto mais uma vez e
ela morde seu lbio de novo. Desvio, tratando de tirar minha concentrao de sua boca.
          -- Alm do mais, voc mesmo disse, em seu intimo, que nasceu para exercer o
controle e isso lhe concede um imenso poder.
          -- Sente que possui um imenso poder? -- Ela pergunta em um tom suave, mas
levanta um pouco a sobrancelha, revelando a censura em seus olhos. Minha raiva cresce.
Est deliberadamente tentando me estimular? So suas perguntas, suas atitudes ou o fato
de que a acho atraente o que me embebeda?
          -- Eu tenho mais de quarenta mil empregados, Srta. Steele. Isso me d um certo
sentido de responsabilidade... poder, se assim prefere. Se eu disser que no me interesso
mais pelo negcio de telecomunicaes e vendesse tudo, vinte mil pessoas passariam
apuros para pagar a hipoteca em pouco mais de um ms.
          Sua boca cai aberta. Assim eu gosto mais. Bingo, Srta. Steele! Sinto meu equilbrio
voltar.
          -- No tem uma diretoria para a qual responder?
          -- Sou sono da minha companhia. No respondo a uma diretoria, eu respondo
bruscamente. Ela deveria saber isso. Levanto uma sobrancelha questionando.


522
       -- E tem algum outro interesse alm do trabalho? -- Ela continua rapidamente,
corretamente medindo minha reao. Ela sabe que estou nervoso e por alguma
inexplicvel razo, isso mexe comigo.
       -- Meus interesses so muito diversos, Srta. Steele. Muito diversos. -- Eu sorrio.
Imagens dela em uma variedade de posies no meu quarto de jogos passam pela minha
mente: acorrentada na cruz, braos e pernas estendidos no poste, estendida sobre o banco
de aoites. Fodendo, inferno! At onde isso vai? E est aqui, corando de novo.  como um
mecanismo de defesa. Calma, Grey.
       -- Mas se trabalha to duro, o que faz para relaxar?
       -- Relaxar? -- Sorrio, essas palavras saindo de sua boca inteligente soam estranhas.
Alm do mais, quanto tempo tenho para ficar tranquilo? No tem ideia de quantas
companhias eu controlo? Mas me olha com estes ingnuos olhos azuis, e para minha
surpresa me encontro considerando sua pergunta. O que fao para relaxar? Navegar, voar,
fuder... provar os limites de pequenas mulheres com o cabelo marrom como ela, e lev-las
ao inferno... O pensamento faz com que eu me mova na cadeira, mas respondo
suavemente, omitindo minhas duas atividades favoritas.
       -- Investe na manufatura. Por que, especificamente?
       Sua pergunta me arrasta rudemente para o presente.
       -- Eu gosto de construir coisas. Eu gosto de saber como funcionam as coisas, o que
as movimenta, como construir e desconstru-las. Adoro os barcos. O que posso dizer? --
Eles distribuem comida ao redor do planeta... tomando os bens de quem tem, para quem
no tem e assim outra vez. O que eu no deveria gostar?
       -- Isso soa como um corao falando, e faz a lgica dos negcios.
       Corao? Eu? Oh no, baby. Meu corao foi atacado selvagemente muito antes do
reconhecimento, faz muito tempo. -- Possivelmente, ainda que muita gente diga que no
tenho corao.
       -- Por que diriam isto?
       -- Porque me conhecem bem. -- Lhe dou um pequeno sorriso irnico. Na verdade,
ningum me conhece to bem, talvez Elena. Eu me pergunto o que ela faria da Srta. Steele
aqui. A garota  um monte de contradies: tmida, inquieta, obviamente brilhante e
excitante como o inferno. Sim, est bem, admito. Ela  uma pequena presa atraente.
       Faz a seguinte pergunta de memria.


523
        -- Seus amigos diriam que  fcil te conhecer?
        -- Sou uma pessoa muito reservada, Srta. Steele. Fao muitas coisas para proteger
minha privacidade. Normalmente no dou entrevistas. -- Fazendo o que fao, vivendo a
vida que escolhi, necessito da minha privacidade.
        -- Por que aceitou dar esta?
        -- Porque sou benfeitor da univerdade, e depois de tantas tentativas, no podia
desfazer da Srta. Kavanagh. Ela insistiu e insistiu e o pessoal de RP aceitou. E admiro essa
insistncia. -- Mas me alegro de que seja voc quem veio, no ela.
        -- Tambm investe em tecnologia da agricultura. Por que est interessado nessa
rea?
        -- Porque no podemos comer dinheiro, Srta. Steele, e h muitas pessoas neste
planeta que no tem o suficiente para comer. -- Olho para ela, com o rosto impassvel.
        -- Isso soa muito filantrpico.  algo que sente necessidade? Alimentar os pobres
do mundo? -- Ela me considera com uma expresso excntrica como se fosse uma espcie
de estranho para ela, mas no h maneira de querer me olhar com estes grandes olhos
azuis, no dentro da minha alma escura. Isto no  uma rea aberta a discusso. Nunca.
        --  um negcio bom. -- Eu me encolho, fingindo aborrecimento, e imagino
morder essa sua boca inteligente para me distrair de todos os pensamentos sobre a fome.
Sim, essa boca necessita de educao. Agora este pensamento est aparecendo e me deixo
imaginar sobre seus joelhos a minha frente.
        -- Tem uma filosofia? Se sim, qual ? -- Ela pergunta de cabea, outra vez.
        -- No tenho uma filosofia. Talvez um principio que me guia, Carnegie: "Um
homem que adquire a capacidade de tomar plena deciso de sua prpria mente, pode
possuir qualquer coisa sobre o que tem direito". Sou muito singular. Eu gosto do
controle... de mim mesmo e dos que esto ao meu redor.
        -- Ento, quer possuir as coisas? -- Seus olhos crescem
        Sim, baby. Voc, em primeiro lugar.
        -- Quero merecer possui-las, mas sim, essencialmente quero.
        -- Soa como um consumidor compulsivo. -- Sua voz tem um tom de
desaprovao, me enfurecendo de novo. Soa como uma garota rica, que teve tudo o que
queria, mas quando olho a sua roupa, ela est vestida pelo Walmart, ou Old Navy, eu sei
que no. Ela no cresceu em uma famlia rica.


524
       Eu realmente, poderia cuidar dela.
       Merda. De onde merda vem isso? Ainda que agora considero, necessito uma nova
Sub. Passaram, o que, dois meses desde Susannah? E aqui estou eu, salivando por uma
garota de cabelo marrom. Eu tento um sorriso e estou de acordo com ela. Nada mal com o
consumismo... Depois de tudo, fao o que quero com a economia americada.
       -- Voc foi adotado. Quanto acha que isso formou quem voc  hoje?
       Que merda tem a ver isso com o preo do azeite? Franzo a testa. Que pergunta
ridcula. Se eu tivesse ficado com a puta viciada em crack, provavelmente estaria morto. A
deixo esperando por uma resposta, tratando de manter o nvel da minha voz, mas ela me
empurra, exigindo saber quantos anos tinha quando fui adotado. Caralho, Grey!
       -- Isto  material pblico, Srta. Steele. -- Minha voz  spera. Ela deveria saber
essa merda. Agora parece arrependida. Bom.
       -- Teve que sacrificar sua vida familiar pelo trabalho.
       -- Isso no  uma pergunta. -- Cuspo.
       Ela gagueja de novo e morde o maldito lbio. Mas tem a graa de desculpar-se.
       -- Teve que sacrificar uma vida familiar pelo seu trabalho?
       O que eu quero com uma famlia de merda?
       -- Eu tenho uma famlia. Eu tenho um irmo, uma irm e dois pais carinhosos.
No estou interessado em ampliar minha famlia.
       -- Voc  gay, Sr. Grey?
       Que merda. No posso acreditar que ela tenha dito isso em voz alta. A pergunta
no pronunciada que minha prpria famlia no se atreve a perguntar, para o meu
sossego. Como ela se atreve! Tenho que lutar contra o impulso de arrast-la de sua cadeira,
inclin-la sobre os joelhos e aoit-la at tirar toda merda dela, e depois fod-la em meu
escritrio, com suas mos amarradas com fora atrs de suas costas. Isso responderia sua
pergunta. Quo frustrante  essa mulher? Respiro profundamente e me tranquilizo. Para
meu prazer vingativo, ela parece muito envergonhada por sua prpria pergunta.
       -- No, Anastasia, no sou. -- Levanto minhas sobrancelhas, mas mantenho minha
expresso impassvel. Anastasia.  um nome encantador. Eu gosto da forma que minha
lngua o envolve.
       -- Me desculpe. Est,... escrito aqui. -- Nervosa, coloca seu cabelo atrs da orelha.




525
          Ela no conhece suas prprias perguntas? Talvez no sejam dela. Eu pergunto e ela
fica plida. Merda, ela  realmente atraente, de uma forma, de uma forma sobrenatural. Eu
at diria que  bonita.
          -- Er... no... Kate... Srta. Kavanagh... Ela fez as perguntas.
          -- So colegas do jornal estudantil?
          -- No, moramos juntas.
          No me assusto que esteja em todas as partes. Eu passo a mo em minha barba,
pensando se lhe darei um mal momento.
          -- Se ofereceu para fazer esta entrevista? -- Eu pergunto e sou recompensado com
seu olhar de submissa: olhos grandes, nervosos pela minha reao. Eu gosto do efeito que
tenho sobre ela.
          -- No tive opo. Ela no est bem. -- Disse suavemente
          -- Isso explica muitas coisas.
          Batem na porta e Andrea aparece. -- Sr. Grey, me desculpe por interromper, mas
sua prxima reunio  em dois minutos.
          -- No terminamos aqui, Andrea. Por favor, cancele meu prximo compromisso.
          Andrea assente, me olhando boquiaberta. Olho para ela. Fora! Agora! Estou ocupado
com a pequena Srta. Steele aqui. Andrea se assusta, mas logo se recupera.
          -- Muito bem, Sr. Grey, -- ela diz, e girando sobre seus saltos, nos deixa.
          Volto minha ateno de novo para a intrigante e frustrante criatura em meu sof.
-- Onde estvamos, Srta. Steele?
          -- Por favor, no me deixe interromper nada.
          Oh, no, baby.  minha vez agora. Eu quero saber se h algum segredo para descobrir
por trs destes lindos olhos.
          -- Eu quero saber sobre voc. Acho que  justo... -- Enquanto me inclino para trs
e pressiono meus dedos contra meus lbios, seus olhos se movem rpido at minha boca, e
respira. Oh, sim... o efeito normal. E  gratificante saber que no  completamente
inconsciente dos meus encantos.
          -- No h muito a saber. -- Ela diz, voltando a corar. Estou a intimidando. Bom.
          -- Quais so seus planos para depois da formatura?
          Ela se encolhe. -- No fiz nenhum plano, Sr. Grey. S preciso passar nos exames
finais.


526
        -- Temos um excelente programa de estgios aqui. -- Merda. O que me fez dizer
isso? Estou rompendo a regra de ouro: nunca jamais tenha sexo com o pessoal. Mas Grey,
no est transando com esta garota. Ela cora, surpresa e seus dentes mordem de novo seu
lbio. Por que isso  to excitante?
        -- Oh. Tomarei conta disso, -- ela murmura. Depois, em ultimo momento diz, --
estou certa de que no me encaixo aqui.
        Por que diabos no? O que h de errado com a minha companhia?
        -- Por que diz isso? -- Eu pergunto.
        -- Bem,  bvio, no?
        -- No para mim. -- Sua resposta me confunde.
        Ela est nervosa de novo quando pega o gravador. Merda, ela est indo embora.
Mentalmente, eu corro meus horrios para esta tarde... no h nada que v me entreter.
        -- Gostaria que te mostrasse o prdio?
        -- Estou certa de que est muito ocupado, Sr. Grey, e tenho uma longa viagem.
        -- Voc vai dirigindo de volta a WSU em Vancouver? Eu olho pela janela.  um
inferno de uma umidade, e est chovendo. Merda. Ela no deveria estar dirigindo com
este tempo, mas eu no posso proibi-la. O pensamento me irrita. -- Bem,  melhor voc
dirigir com cuidado. -- Minha voz  mais severa do que eu pretendia.
        Ela guarda o gravador. Ela quer sair do meu escritrio e, por alguma razo que no
posso explicar, no quero que ela v.
        -- Conseguiu tudo que precisava? -- Eu pergunto em uma clara tentativa de
prolongar sua visita.
        -- Sim, senhor, -- ela disse lentamente.
        Sua resposta me deixa tonto, a forma como soam essas palavras, saindo dessa boca
inteligente, e rapidamente eu imagino essa boca a minha disposio, e chamando.
        -- Obriga pela entrevista, Sr. Grey.
        -- O prazer foi meu. -- Eu respondo sinceramente, porque no fico fascinado por
algum h muito tempo. O pensamento  inquietante.
        Ela para e estendo minha mo, impaciente para toc-la.
        -- At a prxima vez, Srta. Steele. -- Minha voz  baixa e ela leva sua pequena mo
at a minha. Sim, eu quero aoitar e foder esta garota em meu quarto de jogos. T-la amarrada e
esperando... necessitando-me, confiando em mim. Eu respiro. Isso no vai acontecer, Grey.


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        -- Sr. Grey. -- Ela assente e tira rpido a mo... muito rpido.
        Merda, no posso deixar que ela v embora assim.  bvio que ela est
desesperada para ir. A irritao e inspirao me golpeiam simultaneamente quando a vejo
porta a fora.
        -- S me assegurando que passe pela porta, Srta. Steele.
        Ela cora saindo, sua deliciosa bochecha rosada.
        -- Muita considerao sua, Sr. Grey. -- Ela sorri.
        Srta. Steele tem dentes! Sorrio por trs dela quando sai e a sigo em sua caminhada.
Tanto Andrea quando Olivia levantam o olhar com surpresa. Sim, sim. S estou vendo esta
garota ir embora.
        -- Trouxe uma jaqueta? -- Eu pergunto.
        -- Sim.
        Franzo a testa para Olivia, que imediatamente salta para pegar a jaqueta.
Segurando-o, olho para que ela saia. Jesus, Olivia  chata... girando ao meu redor o tempo
todo.
        Hmm. A jaqueta  do Walmart. Srta. Anastasia deveria estar melhor vestida. A
seguro para ela e coloco sobre seus pequenos ombros, toco a pele de sua nuca. Ela fica
quieta diante do contato e empalidece. Sim! Ela est afetada por mim. Saber disso 
imensamente agradvel. Caminhando at o elevador, pressiono o boto para cham-lo
enquanto ela est parada, inquieta ao meu lado.
        Oh, eu posso acalmar seus nevos, baby.
        A porta se abre e ela se joga l dentro, logo se vira para me enfrentar.
        -- Anastsia, -- murmuro, dizendo adeus.
        -- Christian, -- ela sussurra. E as portas do elevador se fecham, deixando meu
nome solto no ar, som estranho, desconhecido, mas atraente como o inferno.
        Bem, foda-se. O que foi isso?
        Eu preciso saber mais sobre esta garota. -- Andra, -- eu falo enquanto caminho
de volta para o escritrio. -- Coloque-me em contato com Welch, agora.
        Enquanto me sento no escritrio e espero a chamada, olho as pinturas na parede e
as palavras da Srta. Steele voltam para mim "Elevando o ordinrio ao extraordinrio". Ela
facilmente poderia estar descrevendo a si mesmo.
        Meu telefone chama.


528
       -- Eu estou com Sr. Welch na linha para voc.
       -- Passe.
       -- Sim, senhor.
       -- Welch, eu preciso de uma investigao a fundo.


Sbado, 14 de Maio de 2011
Anastasia Rose Steele
Nascimento:                  10 de setembro, 1989, Montesano, WA
Endereo:                    1114 SW Green Street, Apartamento 7
                             Haven Heights, Vancouver, WA 98888
Telefone Celular:            360 959 4352
Nmero do seguro social:     987-65-4320
Detalhes Bancrios:          Banco Wells Fargo, Vancouver, WA 98888
                             Conta nmero: 309361: $ 683,16
Ocupao:                    Estudante no graduada
                             WSU Universidade de Artes Literais de Vancouver
                             Estudante de ingls
Media de classificao:      4.0
Contagem SAT:                2150
Emprego:                     Ferragens Clayton
                             NW Vancouver Drive, Portland, OR (Meio turno)
Pai:                         Franklin A. Lambert
                             Nascimento: 01/09/1969. Falecido: 11/09/1989
Me:                         Carla May Wilks Adams
                             Nascimento: 18 de Julho, 1970
                             Marido: Frank Lambert
                             1 de Maro, 1989. Enviuvada 11 de setembro, 1989
                             Marido: Raymond Steele
                             6 de junho, 1990. Divorciada 12 de julho 2006
                             Marido: Stephen M. Morton
                             16 de agosto, 2006, divorciada 31 de janeiro 2007
                             Marido: Robbin (Bob) Adams


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                               6 de abril 2009
Preferncias Polticas:        Nenhuma encontrada.
Preferncia Religiosa:         Nenhuma Encontrada
Orientao sexual:             Desconhecida.
Relaes:                      Nenhuma indicada at o momento.


       Leio concentrado o resumo executivo pela centsima vez desde que o recebi h
dois dias, buscando algum entendimento sobre a enigmtica Srta. Anastasia Rose Steele.
Eu no consigo tirar da cabea essa maldita mulher, e de verdade est comeando a me
incomodar. Esta ultima semana, durante reunies particularmente chatas, me encontrei
repetindo a entrevista em minha cabea. Seus dedos atrapalhados no gravador, a forma
que colocava o cabelo atrs da orelha, como mordia o lbio. Sim. Esse morder o lbio me
pega o tempo todo.
       E agora, estou aqui, estacionado na porta do Clayton's, a modesta casa de ferragens
em Portland, onde ela trabalha.
       Voc  um tolo, Grey? Por que voc est aqui?
       Sabia que chegaria nisto. Toda a semana... eu sabia que tinha que v-la de novo. E
sabia desde que pronunciou meu nome no elevador e desapareceu nas profundidades do
meu edifcio. Tentei resistir. Esperei cinco dias, cinco difceis dias para ver se poderia
esquec-la. E eu no sou o tipo que espera, odeio esperar... por qualquer coisa. Nunca persegui
ativamente uma mulher antes. As mulheres que se estendiam e faziam o que eu esperava
delas. Meu medo agora  que a Srta. Steele seja muito jovem e que no esteja interessada
no que tenho para oferecer... ou sim? Ser, ocultamente, uma boa submissa? Eu balano
minha cabea. S h uma maneira de descobrir... assim que estou aqui, como um maldito
idiota, sentado em um estacionamento suburbano em uma deprimente parte de Portland.
       Seu registro de antecedentes no produziu nada marcante, exceto a ltima parte,
que ainda est guardada na minha mente.  o motivo de eu estar aqui. Por que sem
namorado, Srta. Steele? Orientao sexual desconhecida, talvez  lsbica. Bufo, pensando
que  pouco provvel. Me lembro da pergunta que fiz durante a entrevista, sua verdadeira
vergonha, a forma que sua pele se transformou em um rosa plido... Merda. Estou
sofrendo com estes ridculos pensamentos desde que a vi.
        por isso que estou aqui.


530
       Eu quero v-la de novo, aqueles olhos azuis que me perseguiram, at em meus
sonhos. No sei se mencionei a Flynn, e fico feliz porque agora estou me comportando
como um verdadeiro perseguidor. Talvez deveria lhe dizer. Fecho os olhos, no o quero me
acusando sobre sua ultima merda baseada na soluo. S preciso de uma distrao... e
justo agora, a nica distrao que quero est trabalhando como atendente em uma loja de
feragens.
       Voc veio at aqui. Vejamos se a pequena Srta. Steele  to atraente como se lembra. Hora
do show, Grey. Eu saio do carro e caminho pelo estacionamento at a porta principal. A
campainha toca e sai uma pequena nota eletrnica enquanto entro.
       A loja  muito maior do que parece de fora, e mesmo sendo quase hora do almoo,
o lugar est tranquilo, para um sbado. H corredores e corredores do normal que
esperaria. Eu havia me esquecido de todas as possibilidades que uma loja de ferragens
poderia presentear a algum como eu. Normalmente compro minhas necessidades online,
mas j que estou aqui, talvez encontre alguns itens... Velcro, aros metlicos... Sim. Eu
encontrarei a deliciosa Srta. Steele e me divertirei um pouco.
       Gasto trs segundo para encontr-la. Ela est encurvada sobre o monitor, olhando
fixamente para a tela do computador e comendo seu almoo... um bagel. Sem pensar, ela
limpa uma migalha do canto do lbio, mete na boca, e lambe o dedo. Meu corpo se retorce
em resposta. Merda! Quantos anos tenho? Quatorze? Minha reao me condena
irritantemente. Talvez essa resposta adolescente vai sumir se eu a pego, fodo e aoito... e
no necessariamente nesta ordem. Sim. Isso  o que necessito.
       Ela est completamente concentrada em sua tarefa, e isso me d a oportunidade de
estud-la. Deixando de lado os pensamentos sexuais, ela  atraente, verdadeiramente
atraente. Eu me lembro bem dela.
       Ela levanta o olhar e congela, me imobilizando com inteligentes e exigentes olhos,
os mais azuis dos azuis que parecem ver atravs de mim.  to enervante como a primeira
vez que a vi. Ela s me olha, surpreendida, eu acredito, e no sei se isso  uma boa ou m
resposta.
       -- Srta. Steele. Que surpresa agradvel.
       -- Sr. Grey, -- ela sussurra, observando, nervosa. Ah... uma boa resposta.
       -- Eu estava na rea. Eu preciso reabastecer algumas coisas.  um prazer ver voc
de novo, Srta. Steele. -- Um verdadeiro prazer. Ela est vestida com uma camiseta apertada e


531
jeans, no a merda sem forma que estava usando na semana anterior. Ela tem pernas
grandes, cintura pequena e peitos perfeitos. Ela continua boquiaberta, e eu tenho que
resistir a vontade de fechar sua boca. Voei de Seatle s para v-la, e a forma que a vejo agora
mesmo, valeu a pena a viagem.
        -- Ana. Meu nome  Ana. Em que posso ajud-lo, Sr. Grey? -- Ela respira
profundo, endireita os ombros como fez na entrevista, e me d um falso sorriso que estou
seguro que reserva s para os clientes.
        Que comece o jogo, Srta. Steele.
        -- H algumas coisas que preciso. Para comear, gostaria de umas braadeiras.
        Seus lbios se separam quando ela respira profundamente.
        Estaria surpresa com o que posso fazer com algumas braadeiras, Srta. Steele.
        -- Temos de vrios tamanhos. Quer que te mostre?
        -- Por favor. Me leve, Srta. Steele.
        Ela sai detrs do balco e faz um gesto at um dos corredores. Ela est usando
tnis. Ociosamente me pergunto como ficaria com saltos super altos. Laboutins.... nada
mais que Laboutins.
        -- Esto no corredor de eltricos, corredor oito. -- Sua voz vacila e ela cora...
novamente.
        Ela est afetada por mim. A esperana cresce no meu peito. No  lsbica, ento. Sorrio.
        -- Depois de voc, -- eu murmuro, sinalizando com minha mo para que ela guie
o caminho. Deixando que ela caminhe na frente, tenho espao e tempo para admirar sua
fantstica bunda. Ela realmente  o pacote completo: doce, corts e bonita com todos os
atributos fsicos que valorizo em uma submissa. Mas a pergunta de um milho de dlares
, ela poderia ser uma submissa? Ela provavelmente no sabe nada deste estilo de vida,
meu estilo de vida, mas eu quero muito introduzi-la a ele. Voc est indo muito alem de voc
mesmo com isso, Grey.
        -- Est em Portland a negcios? -- Ela pergunta, interrompendo meus
pensamentos. Sua voz  alta, tentando fingir desinteresse. Aquilo me faz rir, o que  bom.
As mulheres raramente me fazem rir.
        -- Eu estava visitando a diviso da WSU. Tem base em Vancouver. -- Eu minto. De
verdade, estou aqui para v-la, Srta. Steele.
        Ela cora, e me sinto como um merda.


532
         -- Atualmente estou financiando algumas investigaes sobre o gado e o solo. --
Isso, pelo menos,  verdade.
         -- Tudo parte do seu plano para alimentar o mundo? -- Seus lbios se abrem em
um pequeno sorriso.
         -- Algo assim. -- Eu murmuro. Ela est rindo de mim? Oh, me deixaria muito feliz
deter isso que est fazendo. Mas, como comear? Quem sabe com um jantar,  mais que a
entrevista casual... Agora, isso seria uma novidade: levar um projeto para jantar.
         Chegamos s braadeiras, que esto dispostas em uma variedade de tamanhos e
cores. Distraidamente meus dedos passam por elas. Eu poderia apenas convid-la para jantar.
Como um encontro? Ser que ela vir? Quando eu olho para ela, ela est me examinando,
os dedos atados. Ela no consegue olhar para mim... isso  promissor. Eu escolho as
braadeiras mais longas. Elas so mais flexveis, alm disso, podem acomodar dois
tornozelos e dois pulsos de uma vez.
         -- Estas vo servir, -- eu murmuro, e ela cora, de novo.
         -- Mais alguma coisa? -- Ela diz rapidamente. Ou est sendo super atenciosa ou
quer que eu v embora da loja, no sei qual dos dois.
         -- Eu gostaria de uma fita.
         -- Est redecorando?
         Bufo, sem que ela perceba. -- No, no estou redecorando. -- Eu no seguro um
pincel por muito tempo. O pensamento me faz sorrir, eu tenho gente que faz toda essa
merda.
         -- Por aqui, -- ela murmura, parecendo chateada. -- A fita de amarrar est no
corredor de decorao.
         Vamos, Grey. No tem muito tempo. Converse sobre algo com ela. -- Trabalha aqui h
muito tempo? -- Claro, eu j sei a resposta. Diferente de algumas pessoas, eu fao minha
investigao. Ela cora mais uma vez, Cristo, esta garota  tmida. Eu no tenho uma maldita
esperana. Ela se vira rapidamente e caminha pelo corredor at a seo descrita como
DECORAO. A sigo silenciosamente. Sou o que? Um cachorrinho condenado?
         -- Quatro anos, -- ela murmura quando chegamos nas fitas. Se abaixa e pega dois
rolos, de diferentes tamanhos.




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       -- Pegarei esta, -- eu digo. A fita mais larga  mais efetiva como mordaa. Quando
ela me entrega, as pontas de nossos dedos se tocam, rapidamente. Aquilo ressoa em minha
virilha. Foda!
       Ela empalidece. -- Mais alguma coisa? -- Sua voz  suave e rouca.
       Cristo, eu estou tendo o mesmo efeito nela que ela tem em mim. Talvez...
       -- Uma corda, eu acho.
       -- Por aqui. -- Ela rapidamente sai do corredor, me dando outra oportunidade de
apreciar sua preciosa bunda.
       -- De que tipo procura? Temos corda sinttica e natural, de filamento... tranada...
corda plstica...
       Merda, pare. Eu grito internamente, tentando esquecer a imagem dela suspensa no
teto do meu quarto de jogos.
       -- Vou levar quatro metros e meio de corda natural de filamento, por favor. -- 
mais grossa e alarga se voc luta contra elas... minha corda preferida.
       Um tremor se desliza por seus dedos, mas eficientemente mede os quatro metros e
meio. Tirando um estilete do seu bolso direito, corta a corda com um gesto suave, a enrola
cuidadosamente e a prende com um n corredio. Impressionante.
       -- Foi uma garota exploradora?
       -- As atividades em grupos organizados no so realmente minha praia, Sr. Grey.
       -- Qual  sua praia, Anastasia? -- Eu encontro seu olhar e sua pupila se dilata
enquanto a olho fixamente. Sim!
       -- Livros, -- ela sussurra.
       -- Que tipo de livros?
       -- Oh, voc sabe. O normal. Os clssicos. Literatura britnica, na maior parte.
       Literatura britnica? Bronte e Austen, aposto. Todas estas coisas romnticas de coraes e
flores. Porra. Isso no  bom.
       -- Precisa de mais alguma coisa?
       -- Eu no sei. O que voc recomenda? -- Eu quero ver sua reao.
       -- Para um trabalho manual? -- Ela pergunta, surpresa.
       Eu quero dar gargalhadas. Oh baby, trabalho manual no  minha praia. Fao que sim,
sufocando meu sorriso. Seus olhos passam pelo corpo e fico tenso. Ela est me analisando.
Me foda.


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       -- Macaco, -- ela solta.
        a coisa mais inesperada que eu ouvi de sua boca, doce inteligente desde a
pergunta "voc  gay".
       -- Voc no gostaria de estragar a sua roupa. -- Ela aponta para o meu jeans,
envergonhada mais uma vez.
       Eu no resisto. -- Sempre podemos lav-los.
       -- Hmm. -- Ela cora e olha para o cho.
       -- Vou levar alguns macaces. Deus me pedoe eu arruinar minha roupa, 
murmuro para coloca-la para fora de sua misria. Sem dizer uma palavra, ela se vira e
caminha rapidamente para o corredor, e mais uma vez eu sigo seu rastro sedutor.
       -- Voc precisa de mais alguma coisa? -- Ela diz, sem flego, me entregando um
par de macaces azuis. Ela est mortificada, seus olhos para baixo, o rosto corado. Cristo,
ela me faz sentir coisas.
       -- Como vai o artigo? -- Peo, na esperana de que ela poderia relaxar um pouco.
       Ela olha para cima e me d um breve sorriso de alivio. Finalmente. -- Eu no estou
escrevendo isso, Katherine est. Srta Kavanagh. Minha companheira de apartamento, ela 
a escritora. Ela est muito feliz com isso. Ela  a editora da revista, e est devastada por
no ter podido fazer a entrevista pessoalmente.
        a frase mais longa que ela est endereando a mim desde que nos conhecemos, e
ela est falando de outra pessoa, e no a si mesma. Interessante.
       Antes que eu possa comentar, ela acrescenta, -- sua nica preocupao  que ela
no tem quaisquer fotografias originais de voc.
       A tenaz Srta. Kavanagh quer fotografias. Coisas de publicidade, han? Posso fazer
isto. Me permitir passar um tempo a mais com a deliciosa Srta. Steele.
       -- Que tipo de fotografia ela quer?
       Ela me olha por um momento, logo balana a cabea.
       -- Bem, estou por aqui. Amanh, talvez... -- Eu posso ficar em Portland.
Trabalhando do hotel. Um quarto no Heathman, talvez. Vou precisar que Taylor venha,
que traga meu computador e roupas. Ou Elliot... a menos que esteja viajando, o que 
normal em seu final de semana.
       -- Voc estaria disposto a fazer uma sesso de fotos? -- Ela no pode conter sua
surpresa.


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        Eu lhe dou um breve assentimento. Voc estaria surpresa com o que eu faria para passar
mais tempo contigo, Srta. Steele... Na verdade, at eu estou.
        -- Kate vai ficar muito feliz, se conseguirmos um fotgrafo. -- Ela sorri e seu rosto
se ilumina como um amanhecer de vero. Cristo, ela  impressionante.
        -- Deixe-me saber o dia de amanh. -- Eu puxo meu carto da minha carteira. --
Ele tem meu nmero de celular nele. Voc mai precisar me ligar antes das dez da manh.
-- Se ela no o fizer, eu vou voltar para Seatle e esquecer este empreendimento estpido.
O pensamento me deprime.
        -- Ok. -- Ela continua sorrindo.
        -- Ana! -- Ns dois olhamos quando um homem jovem, casualmente vestido,
aparece na extremidade do corredor. Ele  todo sorrisos fodendo para a Srta. Anastasia
Steele. Quem diabos  esse idiota?
        -- Er, desculpe-me por um momento, Sr. Grey. -- Ela anda em direo a ele e o
filho da puta a engole em um abrao de gorila. Meu sangue corre frio.  uma resposta
primitiva. Tire suas malditas patas dela. Aperto minhas mos e fico ligeiramente calmo
quando vejo que ela no faz nenhum movimento para abraa-lo de volta.
        Eles caem em uma conversam sussurrada. Merda, talvez os dados de Welch estejam
errados. Talvez este cara  seu namorado. Parece de uma boa idade, e no tira seus
abusados olhos dela. Ele a segura por um momento, na altura do brao, examinando-a, em
seguida, est com seu brao descansando em seu ombro.  um gesto aparentemente
casual, mas eu sei que ele est a reivindicar e me dizendo para desistir. Ela parece
envergonhada, se mexendo de um p para o outro.
        Merda. Eu deveria ir. Logo ela diz alguma coisa e anda para fora de seu alcance,
tocando seu brao, no sua mo. Est claro que no so namorados. Bom.
        -- Er... Paul, este  Christian Grey. Sr. Grey, este  Paul Clayton. Seu irmo  dono
deste lugar. -- Ela me d um olhar estranho que eu no entendo, e continua, -- eu
conheo Paul desde que trabalho aqui, mesmo que no nos vejamos sempre. Ele voltou de
Princeton, onde estuda administrao de empresas.
        O irmo do chefe, no um namorado. O grande alivio que sinto  inesperado, e isso
me faz franzir a testa. Essa mulher, de verdade, est embaixo da minha pele.
        -- Sr. Clayton. -- Meu tom  deliberadamente cortante.




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         -- Sr. Grey. -- Ele aperta minha mo rapidamente. Um idiota. -- Espera... No 
Christian Grey da Grey Enterprises Holdings? -- Num piscar de olhos eu o vejo se
transformar de territorial para obsequioso.
         Sim, este sou eu, babaca.
         -- Uau.... H algo que eu possa fazer por voc?
         -- Anastasia me ajudou, Sr. Clayton. Ela tem sido muito atenciosa. -- Agora, v se
foder.
         -- Legal, -- ele diz de forma respeitosa, seus olhos arregalados. -- Te vejo mais
tarde, Ana.
         -- Claro, Paul, -- ela diz, e ele sai com pressa, graas a Deus. O vejo desaparecer
pela parte de trs da loja.
         -- Algo mais, Sr. Grey?
         -- S estas coisas, -- eu murmuro. Merda, eu no tenho tempo, e no sei se vou v-
la de novo. Eu tenho que saber se h um inferno de esperana que ela considere o que
tenho em mente. Como pergunto a ela? Estou pronto para ter uma nova submissa, uma
que no sabe nada? Merda. Ela vai precisar de um treinamento pesado. Resmungo
internamente diante de todas as possibilidades interessantes que isto me apresenta... que
se foda, isso vai ser meio divertido. Estar, de alguma forma, interessada? Ou estou
entendendo tudo errado?
         Ela vai para o caixa e registra minha comprar, enquanto mantm seu olhar baixo.
Olhe pra mim, caramba! Eu quero ver seus lindos olhos azuis de novo e calcular o que est
pensando.
         Finalmente ela levanta a cabea. -- So quarenta e trs dlares, por favor. -- Isso 
tudo?
         -- Gostaria de uma sacola? -- Ela pergunta, enquanto levanto de modo tranquilo e
lhe entrego meu Amex.
         -- Por favor, Anastasia. -- Seu nome, um lindo nome para uma linda garota, se
desenrola em minha lngua.
         Ela coloca os produtos rpida e eficientemente na sacola. Isso  tudo. Tenho que ir.
         -- Me ligar se quiser que eu faa a sesso de fotos?
         Ela assente enquanto me devolve meu carto de crdito.




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       -- Bom, ento at amanh, talvez. -- Eu no posso simplesmente ir. Tenho que faz-la
ver que estou interessado. -- Oh, e Anastasia? Eu fico muito feliz da Srta. Kavanagh no ter
podido ir a entrevista. -- Deleitando-me em sua expresso surpresa, coloco a sacola sobre
meu ombro e caminho para fora da loja.
       Sim, contra o meu melhor julgamento, eu quero ela. Agora eu tenho que esperar...
Maldita seja, esperar... de novo.




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